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Enteado me viu mamando o pai dele e agora tá querendo também...

Um conto erótico de André Martins
Categoria: Gay
Contém 15149 palavras
Data: 02/10/2026 00:57:04
Última revisão: 07/10/2026 08:05:32

[Atenção: essa história é longa. Se não gosta, sugiro não ler. Se gosta, garanto que vai gozar mais de uma vez.]

Meu nome é Virgílio, tenho 27 anos e sou um homem da pele clara e corpo magro, mas coxudo e bundudo. 1,74m, cabelo enroladinho, sem barba e sem bigode, meu rosto é liso. Trabalho num escritório do Detran no Centro do Rio de segunda a sexta, moro no bairro de São Cristóvão e vivo com o Alfredo, meu marido.

Mozão é mais velho que eu, tem 41, e é todo grandão. Ele faz a linha morenão barbudo, tipo corpudo e parrudaço, um ursão peludo mesmo. Até sua voz é grossa e meio arrastada. Alfredo trabalha como motorista profissional há décadas, dirige ônibus de viagem numa agência de turismo e só passa três dias da semana em casa, o resto é viajando a trabalho.

A gente se conheceu quando eu ainda tava cursando administração, ele dirigindo pra Paraty e eu viajando com as meninas do curso. Eu devia ter 22 na época, e ele era um belo de um trintão no auge dos 37. Lembro que o ônibus fez uma parada na rodovia, os passageiros aproveitaram pra almoçar no restaurante do posto de gasolina e Alfredo desceu pra fumar cigarro.

Eu, já altinho da algazarra com as amigas, não tirei os olhos daquele homão maludo no uniforme da companhia de viação. Trocamos olhares, ele percebeu e danou a apertar a mala enquanto me olhava. Fui lá pedir isqueiro emprestado, ele pegou no caralho olhando nos meus olhos e acabei dando uma suculenta mamada no banheiro do ônibus, foi assim que nos conhecemos.

No início foi difícil manter contato e marcar de se ver, tanto pelo ritmo de trabalho do Alfredo quanto pelo contexto da vida dele naquele momento. Ele tava separando da esposa, o divórcio foi conturbado e nada amigável, a briga pela guarda do filho na Justiça era grande. Mas vi simpatia no macho, dei tempo ao tempo e as coisas foram desenrolando aos poucos, sem pressa.

Chamei ele pra aparecer lá em casa nas folgas e o sacana foi. Demorou mais foi, ainda levou cerveja pra gente encher a cara. Depois Alfredo me convidou pra conhecer a casa dele em São Cristóvão, onde moro hoje, e eu fui lá.

O divórcio finalmente saiu, mozão me chamou pra morar com ele e eu hesitei no começo, porque era tudo recente, mas com o tempo acabei indo.

Até aí tudo bem, tudo ótimo, eu feliz e ele também. Uma história de amor que começou com putaria e caminhou pros dois morarem juntos, pagarem contas juntos, viverem como casal na mesma casa.

Uma cena muito nítida que tenho na mente foi no meu primeiro final de semana morando em São Cristóvão. Inventei de dar faxina na casa, comecei a limpar móvel por móvel e cheguei na estante da sala, onde vi retratos do Alfredo ao lado de um menino pretinho, baixinho, dentuço e bochechudo, meio gordo.

- Esse aqui é seu filho? Que fofura. Parece contigo.

- Ainda não tinha visto foto dele, Virgílio?

- Não, primeira vez.

- Nunca mostrei? Vacilo meu. Esse é o Dante, o meu moleque. – ele segurou a foto na minha mão e deu um sorriso de orgulho.

- E por que eu ainda não conheço meu enteado?

- Porque ele mora longe. Mora em Jaconé com a mãe dele.

- Porra, longe mesmo. Ele sabe que você...?

- Que eu tenho marido? Sabe sim.

- Ah, eu sou teu marido? Hahahah.

- Claro. E não é? – meu macho me abraçou, mordeu meu pescoço e a faxina acabou quando a gente começou a se pegar no sofá da sala.

Pra você ver como a vida às vezes nos prega peças, tava tudo perfeito até então. A coisa mudou drasticamente no dia que eu voltei mais cedo do trabalho, cheguei em casa por volta das 17h e liguei a TV da sala.

- “Segue presa a mulher acusada de jogar o marido da varanda do quarto andar durante uma discussão. Vocês lembram desse caso? A gente viu aqui no início do mês passado, foi lá na Freguesia.” – a repórter do RJ1 apareceu na tela da televisão e eu prestei atenção nela.

- Caralho, paizão, brabo. Tu viu essa parada aí? O maluco que tá internado já trampou com meu coroa, tu acredita? Doideira... – a voz veio de trás de mim e me causou um arrepio instantâneo de medo.

Virei de imediato, olhei pro corredor e eis que me deparo com um homem que nunca vi na vida saindo do quarto lateral.

Ele era alto, chutaria uns 1,80m, e da pele parda bastante bronzeada do sol, famoso moreno jambo. Corpo definido de surfista, abdômen chapado e o tanquinho começando a marcar. As descidinhas evidentes na cintura, ombros largos, antebraços riscados por veias graúdas e o peitoral dividido, com os mamilos ligeiramente mais escuros que sua pele. Os lábios idem.

Pra quem gosta de ter uma imagem bem definida da pessoa, o sujeito lembrava muito o criador de conteúdo adulto Bernardo Salles. Cabelo aparado nas laterais e um pouco maior na parte de cima, barbinha na ponta do queixo e bigodinho fino, o ensaio de um cavanhaque.

Pra completar o perfil atlético e a cara de cafajeste, o filho da puta tinha olhos cinzas, beirando o verde, e tava vestindo só samba-canção, com rosto amarrotado de quem havia acabado de acordar.

- Quem é você?! – levei um belo de um susto.

- E aê, paizão. Tranquilidade? – ele esticou a mão pra me cumprimentar. – Dante. Tu deve ser o marido do meu coroa, né?

- Dante? Mas... – peguei o retrato na estante da sala e não entendi nada. – Esse aqui não é o Dante?

- Sou eu, pô. É que essa foto aí é antiga pra caralho, papo de uns cinco anos. Eu era novinho.

- E hoje você tem...?Você...? – olhei pra foto, olhei pra ele e custei a acreditar nas mudanças, mas no fundo era o mesmo semblante atento e os mesmíssimos olhos claros na imagem e no homem na minha frente.

- Eu mesmo. É que como, vários anos de surfe lá em Jaconé, tá ligado? Fez efeito, hehehe.

O filho do meu marido esfregou a cara amassada de sono, ficou na ponta dos pés e todo seu corpo torneado enrijeceu pra se despreguiçar. Ele pôs as mãos atrás da nuca, ergueu os braços e deixou os sovacões peludos respirarem por um breve momento. Mesmo eu não querendo, o cheiro quente de homem dormido veio direto no meu rosto.

Aquele mormaço de macho, sabe?

- “Não é possível isso...” – minha mente gritou.

Pra piorar a situação, esse movimento de se esticar fez as panturrilhas endurecerem e os pezões alargarem no chão da sala. As veias logo subiram, a samba-canção desceu além do permitido e eu tive plena visão das entradinhas na cintura do molecão, com direito ao visual do púbis cheio de pelos baixos.

A ponta da pica bambeou no pano e o short de dormir sacudiu de um lado pro outro, o que me deu certeza que o Dante tinha acabado de acordar. Tesão de mijo.

- Você é surfista, é?

- Sou mesmo, paizão. Me amarro. E tu, consegue aturar meu coroa de boa, ainda não enjoou dele não? – ele beliscou a ponta do prepúcio no tecido enquanto falava comigo.

- Consigo, seu pai é muito gente boa. Ele é que me atura, pra falar a verdade.

- Maneiro que vocês se dão bem. E ó, sou tranquilão com essas parada da viado. Tenho uns amigos que são, aqui é paz e amor.

- Bom saber, Dante. No que precisar, pode contar comigo também, moleque.

- É nós, Virgílio. – me deu um abraço meio desajeitado e eu travei quando senti o volume da rola pincelar minha coxa.

Tentei não manjar muito, mas confesso que falhei miseravelmente, pois além do corpo de surfista dedicado e do jeito largadão, o filho do meu marido tem mania de não usar cueca e é daqueles caras que só sabem conversar coçando o saco, pegando na pica.

Acho que nem preciso dizer o quanto foi difícil me acostumar a conviver com ele na mesma casa, certo?

No início eu me sentia péssimo, porque amo meu marido e, antes de mais nada, devo máximo respeito a ele e ao filho dele. Mas os dias foram passando, Dante ficando cada vez mais à vontade em casa e eu tendo que fazer esforço consciente pra resistir à masculinidade exagerada do moleque.

E quando digo masculinidade exagerada não estou falando sobre parecer homem, mas sim de testosterona. Os feromônios explodiam em todos os cantos do corpo dele. Nas axilas cheias, nas veias, nos pés imensos, no charme, no formato das solas, no cheiro natural muito próprio dele, em sua pele bronzeada do sol de Jaconé...

Era como se cada parte do Dante ostentasse virilidade, sabe? Eu poderia passar horas apenas observando o comportamento solto do garotão dentro de casa e admirando sua melanina viva.

Na segunda semana de convivência, lembro que ele voltou da rua esbaforido, encharcado de suor e com a rola solta no calção de corrida. Sentou na beira do sofá, removeu os tênis e subiu aquela nuvem de chulé gostoso na sala, minhas narinas ficaram vermelhas na hora.

- Pô, foi mal. Melhor tirar lá no quarto, tô com mó chulezão. – ele me olhou e se desculpou.

- Tá nada. – eu menti.

- Tô mesmo, paizão. E chulé de surfista, já sentiu? Bagulho brabo, se liga. – o sacana levou o tênis recém tirado ao meu nariz e eu tive o deleite de respirar com a cara enterrada lá dentro.

A bafa quente preencheu minha respiração, inalei profundamente e cheguei a sentir o gosto do chulé sem nem ter lambido, de tão forte o cheiro. Peguei o hálito da chulezada do Dante, pra você ter ideia da potência. Meus neurônios fritaram, os olhos encheram de lágrimas e foi como se eu tivesse levado um choque de dopamina, fiquei molinho por dentro.

- É... – minha voz saiu carregada por causa das narinas entupidas. – Tá precisando lavar esses tênis. Depois deixa lá no tanque que eu dou um jeito pra você, filhote.

- Tu faria esse favor pro teu parceiro, Virgílio? Sarneou. Fortaleceu. – ele me deu um abraço, se mandou pro banheiro e eu fui obrigado a passar o resto do dia com o cheiro e o suor do molecote em mim.

Uma coisa que acho importante comentar é que, até então, eu percebia os sinais da masculinidade do Dante e convivia com a testosterona dele de boa. E sendo sincero, talvez esse tenha sido o meu erro: tentar sobreviver sob o mesmo teto que o filho gostoso do meu marido. Desde o início eu devia saber que não daria certo.

Antes do fim do primeiro mês convivendo com o Dante, eu já estava fazendo esforço consciente pra não sucumbir aos feromônios. Foram 31 dias acordando e dando de cara com esse surfista de mala armada no sofá, daí ele enchia a mão na piroca bamba, dava aquela pegada cheia e me olhava com cara de puto.

- Foi mal, vacilei.

- Vacilou em quê, Dante? – me fiz de bobo e desviei o olhar.

- É que como, paizão... Acordei naquele pique. O garoto despertou primeiro que eu hoje. Tá vivão. – de novo, lascou a mão na peça e segurou firme, eu já aguado e quase babando nessa altura do jogo.

- Ah... Faz parte. Relaxa, eu já tô de saída.

- Ainda bem que nós é homem, né não? Se tu fosse minha madrasta, eu tava fudido. Como esconde isso aqui? UHEUEHU! – o filho da puta resolveu zoar e não tirou mais a mão da mala, toda hora apertando.

Por falar em saco, teve uma hora que ele coçou a virilha, a samba-canção subiu demais na coxa e eu cheguei a ver a ponta do sacão. Foi sem querer, mas aconteceu. Era um saco mais moreno que sua cor de bronze, feito de pele rígida e lisa, sem muitos pelos.

Não cheguei a ver os testículos em si, mas o volume deles no pano sugeriu bolas imensas, provavelmente pesadas de leite. Pra completar essa obra de arte pintada a óleo, o molecão se abriu no sofá, sentou todo largado e com a sola do pezão virada inteiramente pra mim.

Eu quase ajoelhei na frente dele nesse instante, foi como se meu corpo instintivamente reconhecesse o espírito de macho alfa e quisesse obedecê-lo. Dá pra acreditar nos instintos?

Embora eu esteja comentando sobre essa mania do Dante de acordar galudão e de não esconder a meia bomba, a mania dele que mais fudeu com a minha vida foi o hábito de deixar roupas largadas pela casa após os treinos. Vira e mexe eu chegava do trabalho e pegava meias suadas no chão do banheiro, com a chulezada formando neblina e os shorts com rajadas brancas ressecadas.

Detalhe: nenhuma cueca, porque ele nunca usou roupa íntima e isso explica a razão do volume estar sempre marcado, desenhado, estampado nas bermudas e calções que ele veste. Até na calça jeans, o filho do meu marido fica pesado, mais pesado que o próprio pai dele. É aquele tipo de malote que você olha uma vez e precisa olhar de novo pra acreditar no que tá vendo.

Pra não dizer que o Dante não usa cueca, um dia encontrei uma única boxer largada atrás da porta do quarto dele. Parecia estar escondida num cesto de roupas, bem entocada entre a parede e o canto do armário, e eu logo descobri a razão: a cueca tava empedrada de gala seca, pesadona mesmo, com um puta cheirão de cloro.

Água sanitária crua de saco de molecão, já sentiu?

- “Caralho, isso tá podre...” – foi meu primeiro pensamento.

O cheiro forte e as manchas brancas no tecido me garantiram que era dele, e ali tinha porra pra dar e vender. Aquela cueca com certeza já havia sido leitada mais vezes, devia ter semanas de uso e por alguma razão o Dante mantinha ela ali escondida, talvez pra gozar nela de novo, de novo, de novo...

- “Esse moleque deve gozar pra caralho...” – pensei comigo.

Aproximei o nariz, arrisquei dar uma fungada gostosa e o cheiro forte de amônia masculina assaltou minha respiração. Mais uma vez, meu hálito ficou quente e eu senti que peguei bafo só pelo cheiro, culpa da sinestesia.

O que mais me impressionou foi perceber que aquela era a única cueca que já vi no meio das roupas do Dante, e ela tava repleta dos vestígios do saco dele, com muitos dias de porra e exalando aquele amargor típico dos testículos.

Entre outras palavras: o safado não usava roupa íntima, mas mantinha uma boxer no cativeiro só pra encher de porra. Que tipo de homem faz isso?

- Virgílio? – o filho do meu marido surgiu na porta do quarto e me flagrou cheirando sua cueca azeda. – Que porra é essa?

- Quê? – eu gelei na hora, travei no lugar.

- Tá cheirando minha cueca, paizão? – ele entrou e tomou a peça da minha mão, meio bolado.

- Tô. Vim pegar as roupas sujas pra bater, quero saber se a cueca tá limpa ou se posso pôr na máquina. Pelo cheiro dela... Direto pra máquina.

- Sei... – Dante me olhou torto.

- Não prometi que ia lavar seus tênis, moleque? Então, tô dando uma limpeza geral. Posso bater a cueca na máquina também? – paguei de inocente.

- Nah, precisa não. Deixa comigo, essa aqui é diferenciada.

- É... Tô vendo. – eu ri e ele também.

Como eu disse, conviver com um macho tirado a surfista virou verdadeiro teste de sobrevivência dentro de casa, e o pior era não poder comentar nada com meu marido.

Não sou de muitos amigos e minha vida sempre foi mais voltada pro trabalho e pra dentro de casa, mas eu tinha um colega no escritório com quem podia desabafar sobre esses acontecimentos.

Paolo era alto, loiro, da pele branca e o corpo fofo, um pouco gordinho. Tinha 28, morava no Méier, fazia parte do pessoal da contabilidade lá do Detran e era outro que, assim como eu, adorava macho putão. Ele tinha fraco por cheiros masculinos e de vez em quando a gente se trombava na cafeteria do escritório nas horas vagas pra fofocar um com o outro.

- Que cara é essa, meu amigo? Brigou com o maridão?

- Fala, Paolo. Não, briguei não. Mas é quase como se tivesse brigado... – contei. – E você, como tá a faculdade de Fisioterapia? Gostando?

- Tudo indo, tô curtindo sim. Mas me conta, que foi que aconteceu? Alfredão te traiu, Virgílio?

- Não, nada disso. É que o filho dele tá morando lá em casa agora e o moleque é simplesmente... – eu nem soube definir, qual palavra usar.

- Puts... É chatinho, é? Criança birrenta?

- Não, não é criança. É esse cara aqui, ó. – mostrei foto do Dante no celular e Paolo arregalou os olhos, soltou um assobio.

- PORRA, VIRGÍLIO! Esse é teu enteado!? Caralho... – ele só faltou babar na tela do telefone.

- É sim, por quê? – banquei o sonso.

- Um machão desse? Puta privilégio.

- É, ele é um surfista bonitão mesmo. Mas é meu enteado, filho do meu marido. Tá difícil conviver, as manias dele tão me irritando.

- Posso falar? Se meu enteado fosse um surfista maludo assim e a gente morasse na mesma casa, a piroca dele não ia ter um dia de paz. AUHAUHA!

- Paolo?! Respeita, cara, tô falando da minha família.

- Aaaai, amigo, mil desculpas. Você sabe como eu sou. Os homens vivem dizendo “homem é pegador”, “homem trai”, “homem não perdoa ninguém”, e veja bem... Eu também sou homem. Hahahaha.

- Eu sei, eu sei... Se eu tivesse solteiro, talvez fosse mais fácil. Mas não dá, o moleque é filho do Alfredo.

- Sei. Mas vem cá, ele tá dando mole pra você?

- Não, claro que não. É que ele anda sem cueca, deixa roupa espalhada, mija na tábua do vaso e não limpa... São coisas pequenas que vão me pilhando, entende?

- Caralho, que inveja de você. Quem dera acordar e dar de cara com esse puto no tesão do mijo. Hahahaha.

- Chega, Paolo. Devolve. – tomei meu celular da mão dele e o viado caiu na risada.

- Foi mal. Já falei que não me controlo, fico fraco com esses machos. Hahahaha.

- E olha que você tem namorado, hein? – zoei.

- Pois é, amigo... Quer saber de uma fofoca? O pai do meu boy tem me olhado torto.

- Como assim, olhado torto?

- Sei lá... Às vezes eu vou na casa deles e o coroa perde um tempo olhando pra mim. Acho que ele tá na carência. Recém divorciado, não deve tá pegando mulherzinha nenhuma. O saco tá cheio e ele querendo esvaziar.

- Tá, mas ele é pai do seu namorado. Teria coragem?

- Eu teria, não tô morto. Carlão é muito gostoso, quem dera cair de boca naquela rola gorda dele.

- E seu boy, Paolo?

- Ele não precisa saber, ué. Fora que Ângelo é militar, Virgílio. Se bobear, ele come uma porrada de cara no Exército e eu não sei. Melhor não ficar pra trás, concorda? Ninguém nasceu pra ser otário.

- É. Mas se for pra namorar e trair, prefiro ficar solteiro. Melhor do que enganar e mentir pro meu marido. Na minha visão, tá? Cada um faz o que quer.

- Claro que cada um faz o que quer. Dito isso, eu no seu lugar mamaria o garotão antes de ele arranjar uma namoradinha. Homem gostoso não fica muito tempo solteiro, não. Depois é mais difícil, viu? Hahahaha.

- Você não vale o pau que chupa, piranha. Hahahaha. Fico bobo com a tua baixaria.

- Eu sei. Hahahaha. Preciso voltar, tenho uma reunião tensa agora. Não vejo a hora de sair desse inferno e ir trabalhar com fisioterapia, viu? Daqui a pouco te perturbo mais, beijo.

- Vai lá, amigo. Bom trabalho e boa reunião. – me despedi, peguei meu café e voltei pra minha sala.

Se o primeiro mês na presença do Dante já foi difícil, o segundo mês foi pior, porque ele acostumou a morar em São Cristóvão e ficou mais relaxado, mais largadão do que já era.

Lembro de uma quarta-feira que teve treinamento lá no Detran e eu saí mais cedo do Centro. Cheguei em casa três horas antes do horário, entrei na maior normalidade e fui surpreendido com peças de roupa largadas no chão da sala. Além do calção e da blusa do Dante, vi calcinha, sutiã e confesso que fiquei surpreso.

- “Acho que temos visitas...” – pensei.

Logo em seguida, a gritaria e os gemidões no quarto dele.

- Meu Deus, Dante, que rola grossa do caralho! SSSS! – a voz feminina berrou.

- Te falei que meu pau é grosso, tu duvidou. Hehehe. Tá sentindo ele cavar tua bucetinha, tá? Gostosa! FFFF!

- Tô sentindo lá no fundo, vai rasgar minha pepeca. E olha que nem entrou todo, esse pauzão enorme! Ainda é cabeçudo, vai tomar no cu.

- Opa! Tomar teu cu? Posso? – ele não resistiu.

- Sai fora, não inventa ideia. – ela negou.

- Só uma botadinha, vai? Prometo que não vou machucar, boto devagar.

- Não, claro que não. Se na buceta já tá arregaçando, imagina no cu. Desiste, Dante. Não sei o que tá rolando contigo que ultimamente você tá chato com isso de cu. – a fala dela me deixou em choque.

Mas a resposta dele me chocou mais perplexo ainda.

- Ah, pô... Já dei o papo. Tô morando com meu pai e ele tem marido, tá ligada? – meu enteado foi sincero e desabafou.

- Tá, Dante, e daí? Vai dizer que virou viado agora? Hahahah. – ela riu alto.

- Tá maluca? Só tô dizendo que dormir no quarto ao lado é cabuloso, só isso.

- Como assim cabuloso?

- Tipo... Às vezes eu quero dormir e escuto eles metendo de madrugada. Querendo ou não, sexo é sexo. Bagulho é biológico, parada de instinto.

- Você fica de pau duro por causa de sexo gay? Sério?

- Não... Na boa, Carol, esquece essa parada. Vamo voltar a fuder, tava mais gostoso.

- Não, agora fiquei curiosa. Você tá querendo dizer que fica excitado ouvindo seu pai e seu padrasto meterem?

- Não, eu só fico... Curioso. Não em sexo gay, tu tá ligada que buceta é meu vício. Fico curioso é de experimentar cu. Cu de mulher, sexo anal com uma mina gata que nem tu, se ligou? Essa é minha curiosidade, foda é arranjar uma mulherzinha que dê o furico. Heheheh.

- É que no cuzinho dói, cara, te falei. E olha pro tamanho da tua rola! Isso aí mata uma fácil. Tem que ser MUITO corajosa pra topar levar uma rola dessa na bunda. A cabeça é do tamanho da minha mão fechada, olha só! – quanto mais ela falou e deu detalhes da pica do molecão, mais eu babei na porta do quarto.

- UEHUEHU! Gosta do pirocão do pai? – ele adorou a atenção que recebeu e os dois voltaram a fuder amarradões, com a cama batendo na parede e a gemedeira alta de minutos atrás.

Descobrir que meu enteado tinha curiosidade em sexo anal por causa da convivência comigo e com o pai dele foi motivo pra eu ficar SECO DE TESÃO ali no corredor. Minha vontade era abrir a porta de fininho e bisbilhotar pela fresta, mas tava tudo fechado e a única alternativa foi ouvir os sons de lá de dentro.

Outro detalhe que botou meu cuzinho pra piscar na cueca é que o Dante não sabia que eu ia chegar antes da hora em casa, senão ele não teria marcado de trepar com a moça. Só marcou com ela porque imaginou que teria a casa pra ele. Esse achismo dele foi o que me deu segurança pra escutar tudo na porta do quarto.

- Xô tirar a camisinha e gozar na tua buceta, deixa!? AAARGH! – pediu ele, entre grunhidos.

- Nem fudendo, Dante! Quer virar papai? Quero ser mãe ainda não, só faço com capa. FFFF!

- Tem certeza que vai recusar meu leite?! LEITADÃO DESSE, PÔ! SSSS! VOU GOZAR! – ele deve ter se esticado todo na cama, pois as molas do colchão fizeram barulho nessa hora.

- JOGA NA CAPA, SAFADO! AAHNN!

Sei que é errado pra caralho, mas você não imagina a inveja e também o ressentimento que eu tive dessa moça. Primeiro que quis estar no lugar dela, segundo que não entendi como ela foi capaz de recusar mingau dentro da buceta. Por fim, quem diz não quando um molecão surfista caralhudo pede cuzinho? Doideira.

Enquanto eles gozavam e terminavam de fuder, eu meti o pé do corredor e me mandei pro meu quarto. Tava de pau durão, o cu larguinho pedindo pica e a garganta quente, doida por uma leitada. Foi aí que percebi que estava caindo na tentação de desejar o gostoso do meu enteado dentro de mim...

Cresceu uma culpa enorme na minha mente e eu me esforcei ao máximo pra não enxergar o Dante como o macho que ele é, mas o problema continuou sendo o mesmo: a convivência. Ainda mais depois de saber que ele tinha curiosidade em sexo anal só por causa de mim e do pai dele.

Pra você ver como era difícil conviver, ele meteu e saiu pra levar a moça na rua. Dei uma de padrasto enxerido, entrei no quarto e a primeira coisa que senti foi aquele mormaço proveniente de quem acabou de fuder a mil por hora. Até as paredes estavam suadas, como se transpirassem quentura.

Depois notei a roupa de cama toda embolada, igualmente suada, e por último encontrei a camisinha LOTADA de gala branca. Pesada mesmo, com quase quatro dedos de leite quente formando um sacolé delicioso de macho. Lambi os beiços quando segurei e senti o peso da capa.

- “Né possível que tudo isso saiu das bolas desse moleque... Puta que o pariu!” – a goela e mente viajaram juntas.

Escutei barulho no portão, saí correndo dali e me mandei pra sala, onde encontrei Dante entrando suado, ofegante e ainda se recuperando do sexo turbulento com a moça. Assim que me viu, ele arregalou os olhos, viu a roupa jogada no chão da sala e não soube onde esconder a cara, de tão envergonhado.

Outra coisa que ele não conseguiu esconder foi a vara meia bomba balançando no short fino, como sempre sem cueca pra prender o bichão.

- Ué? Tu tá aqui, paizão?

- Por que a surpresa, moleque? – brinquei.

- Nada. É que tu não é de chegar essas hora.

- Sei... – peguei a roupa jogada no chão e ele entendeu que eu sabia de tudo. – Cheguei mais cedo hoje, Dante.

- Eita, porra... Então tu...?

- Aham. Relaxa, não vou contar pro seu pai que você trouxe amiga pra cá. Cê é homem, eu também.

- Papo reto, Virgílio? Tudo de boa pra tu?

- De boaça, filhote. Na tua idade, eu também dava meus pulos escondido dos meus pais.

- Ah, para. Não fala como se tu fosse tão mais velho que eu, maluco. São poucos anos.

- Eu sei que não sou tão mais velho. Quis dizer que não vou contar nada pro seu pai, fica tranquilo.

- Nosso segredinho, meu padrasto. – ele apertou a mão larga no meu ombro e me fez olhar pra ela. – Se eu começar a encher essa casa de piranha, posso botar na tua conta?

- Bota.

- Posso botar mesmo, paizão? – o puto fez questão de levar pro duplo sentido, me encarou e segurou o risinho de canto de boca. – Olha que eu boto, hein...

- Bota. Você, eu confio. Você, eu deixo. – me mantive sério, sem fraquejar e sem manjar.

- Bom saber, Virgílio. Só não vai reclamar depois que eu botar, já é?

- E eu tenho cara de quem dá pra trás?

- Olhando daqui... – o ordinário segurou meu queixo, caiu na risada e eu entendi o que ele quis dizer.

- Tá me gastando, seu moleque?

- É zoação, pô. Hehehehe. Mas tamo junto. Valeu por me acobertar.

- Relaxa. Só não acostuma, viu? E me avisa sempre, pra eu não chegar de surpresa e me deparar com... – meus olhos desceram na cintura e ele encheu a mão no volume da pica, começou a coçar o saco na minha frente.

Fiquei tão desconcentrado que tive que respirar fundo pra recobrar as palavras e terminar de falar, especialmente na hora que ele beliscou o prepúcio por cima do pano e o short quase desceu demais. Pude ver a entrada do púbis pentelhudo do Dante nessa hora.

- Pra eu não chegar de surpresa e me deparar com você aprontando, filhote. – só então terminei de dizer.

- Já é, paizão. Vou avisar. – o danado acompanhou meu olhar. – Sempre.

Não vou mentir: achei que o Dante fosse começar a levar um monte de mulher pra casa depois desse dia, mas isso não aconteceu. Ele continuou na dele, comendo pepeca no sigilo e curtindo a casa do pai sem preocupações.

Às vezes meu enteado ia na casa da mãe dele lá em Jaconé pra buscar roupas e rever a outra parte da família, mas, fora da temporada do surfe, ele voltava pra São Cristóvão no dia seguinte. E aí reiniciava a minha rotina de ter que suportar suas manias masculinas explícitas.

A virada de chave na minha relação com o Dante aconteceu quando Alfredo foi sorteado no trabalho e ganhou um fim de semana com tudo pago em Paraty.

A princípio, o prêmio dava direito a somente um acompanhante e meu marido programou de irmos, mas o molecão se empolgou com a ideia de pegar onda em Paraty, pediu pra ir e mozão foi desenrolar com o chefe. Alfredo pagou a parte do Dante por fora e acabou que meu enteado viajou junto com a gente.

- Amigo, bom dia. Vai conseguir molhar as plantas e trocar a comida do gato pra mim mais tarde? Deixei a chave na caixa de correio. – mandei mensagem pro Paolo assim que saí de casa.

- Bom dia, amigo. Vou sim, já falei com o Ângelo. É sério que você liberou a piscina pra gente passar o dia? Kkkk. – ele respondeu.

- É sério sim, fiquem à vontade. A churrasqueira também tá liberada, podem usar. Qualquer coisa é só me ligar. Obrigado demais.

- De nada, tô aqui pra isso. Boa viagem e divirtam-se.

- Valeu. Mas acho difícil me divertir...

- O que aconteceu, Virgílio? Achei que você tava animadão.

- Ah, eu tava antes... Meu plano era passar o fim de semana transando e pondo a vida sexual em dia com o Alfredo, mas agora brochei com o filho dele no meio de nós. – desabafei por mensagem de texto.

- Foda, amigo... Mas tenta aproveitar a viagem. Fim de semana passa rápido e depois você tem que voltar pro inferno que é aquele escritório, lembra disso. Um beijo.

- Vou tentar. Beijo, amigo. E valeu mais uma vez.

Pra piorar, o Alfredo arrumou do Dante ir com a gente, mas a pousada tava lotada e não deu pra pegar um quarto individual pra ele. Ou seja, o garotão teve que se instalar no mesmo quarto que nós e essa foi a gota d’água pra acabar com toda a privacidade que eu achei que teria com meu marido.

Resultado: fiquei bicudo e meio emburrado a manhã toda, apesar do sol, da gente animada e da energia viva das ruas de Paraty. Mas a cara feia não durou muito. Bastou ver meu maridão e o filho dele de sunga na beira da praia que o mau humor sumiu quase que de imediato.

- Que foi, mozão? Tudo bem? – Alfredo me olhou, sentou na cadeira de praia e precisou puxar a sunga da virilha pra não esmagar as próprias bolas, de tão sacudo.

- Tudo, eu só tô... – manjei na cara de pau, virei pro lado e me deparei com Dante fazendo a mesma coisa que o pai dele, lascando a mão na mala. – Só tô apreciando a paisagem. Lugar bonito...

- É... – o pivetão riu.

Passamos a manhã na praia, peguei um sol gostoso e fiquei altinho com as caipirinhas e caipifrutas que pedimos no quiosque. Quando eu não tava observando meu macho e admirando suas pegadas indiscretas na rola, meus olhos acompanhavam o vai e vem do Dante no mar e de alguma forma eu precisava olhá-lo toda hora.

Almoçamos num restaurante muito chique no Centro de Paraty, turistamos a tarde toda nos barzinhos de cachaça e só fomos voltar pra pousada lá pra meia-noite, os três meio bêbados. Dante improvisou a cama no sofá do quarto, virou pro lado e o álcool fez efeito rápido, meu enteado não demorou pra começar a roncar.

- Que isso? Teu filho ronca alto assim, é? – falei baixinho com o Alfredo.

- É de família, puxou o pai. Quando a gente bebe vira urso, o ronco vai lá fora. – mozão respondeu.

- Putz... E como que dorme?

- Quem disse que vamos dormir? – Alfredo me puxou pela cintura, encaixou de conchinha atrás de mim e eu senti a piroca querendo fazer a curva na minha bunda.

- Mmm... Aqui não, amor. Tá doido? Se o Dante acordar e ver a gente, capaz de-

- O moleque tem sono de pedra, Virgílio. Não tá ouvindo o rugido? Só acorda amanhã, conheço o filho que tenho.

- Sei que você conhece, eu é que não quero arriscar. Não vou transar aqui.

- E vai me deixar dormir assim?

O safado arriou o short, sacou a bazuca e pôs ela na minha mão, fechou meus dedos nela. Senti a textura robusta, a quentura me pegou em cheio e a latência também, a pica não parou de pulsar na palma da minha mão. O álcool também fez efeito em mim, fiquei mais puto que o normal e não resisti, dei confiança pro maridão safado.

- Só uma mamada pra você não dormir pesado, escutou? Nada mais.

- Pra mim já tá de bom tamanho. Pode começar. – ele pôs as mãos atrás da cabeça no travesseiro, fechou os olhos, abriu as pernas e a pica apontou pro teto do quarto, erguida em si mesma.

Não é todo dia que você abre os olhos no escuro e vê um macho parrudo, moreno e peludão todo esticado e à vontade na cama, disponível pra você chupar. Os pés abertos, os sovacões expostos, as bolas bem largadas na cama, a pancinha esperando por um carinho durante a mamada, assim como a pentelhada e o sacão esparramado.

E a piroca, o que dizer? Torta pra cima, uns 18cm de comprimento por três dedos de largura, com a cabeça feita na mesma proporção do corpo, cor marrom e cheia de pentelhos no talo, tipo floresta mesmo.

Eu olhei pra esse cara e viajei nos contornos do corpo dele no breu do quarto. São cenas como essa que me dão a certeza que casei com o macho certo. Pra demonstrar isso, lambi a ponta da cabeça da pica do meu marido, ele revirou os olhos e abriu a boca devagar conforme fui engolindo.

- Sssss... O tempo passa e tua boca continua quentinha, macia. E eu sigo viciado nela, Virgílio.

- Geme baixo, amor. Tô num cagaço fudido do teu filho acordar.

- Mandei relaxar, o Dante não acorda por nada. Pode encher esse quarto de buceta que ele não levanta. Chupa, vai?

- Seu puto. Gosta quando eu chupo teu pau, né? – provoquei.

- Demais. É uma das coisas que eu mais gosto, a maciez da tua garganta. Vai no talo, quero ver.

- Assim? – abocanhei o salame de uma ponta à outra, ela deu um espasmo truculento no aperto da minha garganta e me fez engasgar, daí Alfredo abriu a mão atrás da minha cabeça e me impediu de recuar.

- OOORSSS! É disso que eu gosto, fico maluco na tua goela.

- GGGHRR! – engasguei sem pena, um olho na selva de pentelhos do meu marido e o outro no filho dele roncando alto no sofá.

Meu nariz amassou no púbis do mozão, perdi o fôlego e tentei sair, mas ele continuou me travando e foi essa dominação que me deixou à mercê dele. Quando achei que finalmente sairia pra recuperar o fôlego, Alfredo suspendeu a cintura de encontro à minha cara e chegou a tirar o corpo da cama pra entortar a vara na minha garganta.

- AAARFFF! Delícia, porra!

- É sério, Alfredo, olha o barulho. O Dante tá logo ali.

- Ele tá dormindo, Virgílio, para de drama.

- É, mas do jeito que você tá gemendo alto, vai acordar a qualquer momento.

- Tá com medo de um pouco de adrenalina? Nem parece que eu te botei pra mamar no banheiro do ônibus quando a gente se conheceu, seu piranho. Hehehehe. – ele fez carinho na minha cabeça e enroscou os dedos no meu cabelo pra me engasgar de novo. – ISSO, CARALHO! CHUPA! SSSS! Fica com medo não, sei que tu gosta.

E como gosto...

Subi a mão no corpo parrudo do meu homem pra calar a boca dele, alisei seus pelos e isso fez o cheiro da testosterona espalhar mais forte no quarto. Ver que meu enteado tava dormindo perto da gente mexeu muito comigo, mas o que me enfeitiçou de verdade foi lembrar que o molecão tinha fetiche em sexo anal só por causa de nós.

Minha tara no Dante foi tão absurda que teve um momento que eu fechei os olhos durante o boquete e me imaginei mamando outra pessoa, não o Alfredo. Imaginei que tava chupando aquele surfistão folgado e comedor de pepeca, não consegui evitar a tentação. Ainda bem que pensar não é pecado, senão eu tava fudido.

- Na garganta, para não! FFFF! Me ordenha, tira meu leite na boca! – mozão travou minha nuca e malhou o braço, me botou pra gargarejar no talo do caralho. – PÕE A LÍNGUA PRA FORA E LAMBE MEU SACO ENQUANTO ENGASGA, VAI!? OOORGH!

Minha mão tentou calar a boca do Alfredo novamente pra ele não se empolgar demais no barulho, mas não adiantou. O sem vergonha mordeu meu dedo, forçou minha cara na pica e abraçou minha cabeça. Se fechou em mim, no intuito de me render na garganta profunda.

- PREPARA PRA ENGOLIR LEITE! SEM CUSPIR, QUERO NADA FORA! AAARSS! – seus olhos reviraram, ele tremeu na cama e as molas rangeram manhosamente a cada trotada disparada na minha goela.

Abri meus olhos cheios de lágrimas, olhei pra baixo e vi os pés do Alfredo esticarem, os dedos abertos e vibrando. Sua pele suava e transpirava enquanto minha goela enchia de porra quente, e eu quase tossi, mas não fiz feio.

- OOORSS! Caralho, Virgílio... Só com a boca, hein? Puta que o pariu, né mole não. Tu gosta muito... – ele cansou fácil.

Engoli tudo, fui tomando as golfadas de esperma salgado e deixei o maridão orgulhoso com a minha fome de pica, o boquete não durou mais de dez minutos. Depois de esvaziar as bolas, Alfredo ainda me puxou e enfiou a língua na minha boca pra sentir o gosto do próprio leite.

- Te ajudei a aliviar? Hahahah.

- Como sempre. E tu, não vai gozar?

- Não. Só quando a gente ficar a sós, com seu pau enterrado no meu cu.

- Certeza, mozão?

- Tenho, amor. Tô cansado da viagem, quero é dormir.

- Então vamo. Vem. – ele encaixou atrás de mim, pôs a barba no meu ombro e me deu um cheiro no cangote antes de pegar no sono. – Até amanhã.

- Até, vida... – adormeci rápido.

Durante a madrugada, escutei barulho na porta do quarto e lembro de ter aberto os olhos por um breve momento pra ver se alguém havia entrado. Pra minha surpresa, o Dante não tava no sofá e eu supus que ele deve ter ido ao banheiro no meio da noite. O cansaço me venceu e não fiquei nem um minuto acordado pra saber onde meu enteado foi.

De manhã, quando acordei, o Alfredo já tinha levantado e ido tomar banho pro café. Como eu tava morrendo de fome, só lavei o rosto, escovei os dentes na pia do banheiro e desci pra cantina da pousada antes dele, fui na frente forrar o estômago.

- Olha ele aí. Finalmente... Achei que tu não vinha, paizão. – Dante tava sentado sozinho numa mesa de canto e com um brilho diferente no olhar.

- Bom dia, filhote. Demorei?

- Um pouco. Dormiu pra caralho. A noite foi boa, foi? Huhuhuh... – ele me olhou dos pés à cabeça, franziu a testa e não piscou os olhos pra falar. – Tá com cara de quem aprontou na madruga, Virgílio. Tô errado?

O filho da puta claramente sabia de alguma coisa. O ar estava diferente na mesa, o olhar do Dante mudou da noite pro dia. Havia algo a mais no semblante dele, uma malícia que não existia antes. O que me deu certeza disso é que ele ignorou que estávamos na cantina da pousada, pôs a mão no colo e apertou a piroca durante o papo.

- Tem alguma coisa que tu queira me contar, paizão?

- Primeiro de tudo, Dante: tira a mão daí pra falar comigo. – brinquei.

- Pô... Dá não.

- Por que não dá? Tá apertado pra mijar?

- Segredo, Virgílio.

- Como assim, moleque? Para de charada, porra, fala logo.

- Posso dar o papo reto? Sempre tive curiosidade de saber quem é quem.

- Quem é quem?

- É. Entre tu e meu pai. Quem come e quem dá, tá ligado? – ele riu e continuou me encarando meio vislumbrado, o olhar fixo em mim.

- E isso é coisa pra você saber, filhão? Nossa vida íntima só diz respeito a mim e a ele. Sossega o facho, ora bolas.

- Eu sei, pô. Mas também... Depois do que eu vi de madrugada, tô começando a entender. Hehehehe.

- Seu moleque intrometido... Não sei do que você tá falando. – me fiz de sonso.

- Não sabe, né? Isso te lembra alguma coisa? Glugh, glugh, glugh... – meu enteado fechou a mão na frente da boca e fez movimentos de vai e vem, sua língua empurrando a bochecha por dentro.

- Não creio! Você tava dormindo, mentiroso!

- Tava. E acordei com o som do teu engasgo. Hehehehe! Que isso, hein? Esculachou, Virgílio. Porra... Aulas. – e nada de tirar a mão da pica.

- Me respeita, Dante! Sou teu padrasto, não inventa de-

- Tô inventando nada não, paizão. Eu vi. Tava de olho aberto vendo tudo, do começo ao fim. Que espetáculo!

- Então quer dizer que você fingiu que tava roncando, seu puto?! – dei esporro.

- Fingi mesmo. Assisti de camarote, tu deu um show. Ó. – só agora o sacana tirou a mão do cacete, e fez isso pra me aplaudir. – Parabéns pro meu pai. Botou um boqueteiro profissional dentro de casa. Tive a quem puxar. Heheheh.

- Olha só, moleque, não vou falar de novo! Me respeita, escutou? Tá pensando que eu sou suas amiguinhas do-

De repente meu marido chegou na cantina, se juntou a nós e quebrou o clima da conversa, tivemos que trocar de assunto às pressas. Mas o estrago já estava feito, o olhar do Dante nunca mais foi o mesmo pra mim. Nem a presença do pai sentado com a gente fez ele parar de me encarar fixamente.

O molecão tava perplexo, parecia um tarado me fitando, e o inocente do Alfredo não percebeu a maldade explícita nas encaradas dele.

Lembro que foi a partir desse dia em Paraty que o ordinário do Dante piorou na mania de segurar a pica pra falar comigo. E eu, como sempre, tendo que me controlar ao máximo pra não manjar na cara dura.

Foi um fim de semana tenso, sobretudo quando ele vestia a sunga branca e ostentava a piroca grossa na areia da praia pra quem quisesse ver. Era impossível não olhar, até os outros que passavam olhavam. Teve uma hora que o próprio Alfredo fez piada e perguntou se o filho tomou bala, porque o volume tava evidente e chamativo demais.

Dante, por sua vez, repetindo a mania feia de olhar pra mim e apertar o piruzão, sempre disfarçando pro pai não perceber. O lado ruim disso é que, mesmo depois da viagem, o garotão surfista continuou me fazendo refém do seu olhar maldoso e cheio de julgamentos.

Ele passou a me olhar de um jeito cínico e atravessado, parecia até que tava me cobrando. Era um olhar tão taxativo que aos poucos eu comecei a sentir como se realmente devesse algo pra ele, sendo que eu nem sabia exatamente o que era.

Pra você ver o nível da tensão entre nós, lembro de vezes que ele tava na sala amarradão vendo TV, meio distraído, eu cheguei e o safado danou a afofar a pica com a mão. Bastava eu cruzar o corredor pro Dante esquecer o que tava fazendo e se dedicar a patolar o caralho na minha frente, a ponto de eu achar que ele fazia de propósito.

Todos esses caminhos tortos só poderiam levar a um único lugar: a noite de sexta-feira. A fatídica sexta na qual Alfredo viajou pra São Paulo a trabalho e eu fiquei sozinho com o gostoso do filho dele, só nós dois.

Não teve aviso prévio que me preparasse pro que estava pra acontecer, eu simplesmente cheguei do trabalho e peguei Dante largadaço no sofá, de pernas bem abertas, os pezões sobre a mesa de centro, uma mão no controle da TV e a outra segurando um copo de uísque com gelo.

- Olha ele aí. Meu padrasto favorito, sou fã desse puto. Dá cá um abraço, Virgílio. – assim que me viu, ele me puxou pra baixo do braço e me apertou.

Sua mão esquerda procurou a pica entre as pernas, o olhar astuto caçou meu corpo e Dante mordeu o beiço ao me cumprimentar. Eu tinha acabado de chegar da rua, tava morto do trabalho e o cheiro de bebida me irritou um pouco, mas o filho da mãe abriu a boca e não me deixou passar batido.

- Posso dar o papo reto? Tu é o melhor boqueteiro que eu já vi ao vivo, paizão, sem neurose. UHEUEHE!

- Na boa, meu dia hoje foi cansativo. Não tô com energia pra conversa fiada. Me deixa, vai? – pedi educadamente.

- Né conversa fiada não, pô. Quero trocar uma ideia contigo, meu fechamento.

- Me responde uma coisa antes. Por que você insiste em falar comigo sem tirar a mão da rola, moleque? – foi automático, saiu sem eu querer.

- É segredo, já dei o papo.

- Para de enrolação e conta logo esse segredo, chega de ideia torta.

- Ah, tu quer mesmo saber? Já é então, te mostro. Olha aqui. – o cretino arriou o short e mostrou a piroca sem cerimônia, já meia bomba e pronta pra encaralhar a qualquer momento. – Unica parada torta aqui é minha pica. Ó como eu fico quando chego perto de tu, tá vendo? Esse é o segredo. Por isso que eu seguro a pica, senão é capaz dela querer voar na tua boca.

Meu mundo caiu com tudo que eu vi e ouvi. De repente não havia mais chão, muito menos sala ou sofá pra sentar. Éramos apenas eu e Dante no inferno que ele decidiu fazer na minha vida.

- Dante... Tem noção da merda que você tá dizendo?! – foi minha única reação.

Tentei dizer uma coisa, mas meu corpo fez outra e meus olhos devoraram a pica do moleque só com a visão. Era enorme, tão grossa quanto a ficante dele descreveu no dia que eles meteram lá em casa.

Uma genitália muito mais escura que a pele bronzeada do Dante, rola preta mesmo. Larga, grande, maior que um palmo aberto e com mais de quatro dedos de espessura. Não precisei nem medir pra saber que ultrapassava a caceta do Alfredo em todas as dimensões e sentidos, com a cabeça estupidamente rosa, soltinha do corpo e em formato de morangão.

Pensa numa rola uncut BONITA e BEM FEITA, tipo harmoniosa mesmo. Bem estruturada, toda articulada e charmosa, com a uretra marcada na região inferior, muitas veias em alto relevo na parte de cima e o prepúcio delgado feito de pele grossa, boa de mamar. A pele do escroto também era rígida, parecia encouraçada.

As bordas da glande beiravam o lilás, a pele lisa refletia a luz da sala e o sacão dele também era preto, com os bagos do tamanho de bolas de golfe. Ali tinha, brincando, no mínimo 24cm de giromba e 2Kg de linguiça. Graúda, macia, torta e cabeçuda, daquelas que você olha e o cuzinho pisca sem querer.

- Dante... Pelo amor de Deus... – até esqueci o que ia responder a ele.

- Tá vendo, paizão? – ele passou o dedo na ponta da cabeça, extraiu um filetão de baba e mostrou o tamanho da fome. – Tô assim desde aquela noite lá em Paraty. Tua chupada no coroa me deixou de cabeça quente, se é que me entende... As mina que eu panho não mamam daquele jeito, e olha que nem foi em mim. Parece que eu senti tua boquinha de longe, Virgílio. Senti meu pau sugado pela tua boca, como pode? Bagulho doido.

- Moleque, olha só... Eu sou marido do seu pai, volta pra realidade. Não complica, por favor.

- E daí? Por acaso ele tem mais piroca que eu?

- DANTE...?

- Dá o papo, pô. Tem? Hehehehe.

- Respeita teu pai. E me respeita, seu safado. Não posso encostar um dedo em você, tá escutando? – cobrei ele e cobrei a mim também.

- Sou safado mesmo. E tô galudo pra ganhar uma mamada tua, qual vai ser? – a rola pulou sozinha no ar enquanto o filho da puta me encarava.

Minha boca secou, a garganta aguou e o cuzinho danou a piscar sem querer, fugiu do meu controle. Mas ainda assim a imagem do Alfredo me amando não saiu da minha mente, acho que foi isso que me segurou e impediu que eu cometesse uma loucura ali.

- Sai dessa, moleque. Tenta entender minha situação, eu amo teu pai. Não quero ser motivo da dor dele.

- Pedi pra tu deixar de amar? Continua amando ele, só me chupa e tá tudo certo. Ninguém vai saber.

- Pelo amor de Deus, Dante... Não faz da minha vida um inferno, tô implorando.

- Vem cá dar uma chupada no enteado, vem. Sei que tu quer, tá aí babando. Essa baba que tua língua tá produzindo é por causa desse pirocão, é? Heheheh. Sente o peso. – abriu minha mão e deu com a pilastra na palma dela, chegou a fazer barulho.

Como se não bastasse, ele tentou fechar meus dedos ao redor da pica e não conseguiu, de tão larga. Aí me fez agarrar o prepúcio, mexeu pra cima, pra baixo, e eu me deixei levar naquela punheta lenta e hipnotizante. Quando tentei sair, o prepúcio arregaçou, a cabeçona vazou e derramou mel entre meus dedos, me lambuzou com pontes e mais pontes de seiva bruta.

E o cheirão que subiu? Cheiro de pica de moleque surfista, perfume da virilha de um macho de raça. Dante soube exatamente os efeitos que causou no meu corpo, porque ele pôs a mão no meu ombro, apertou e fez força pra eu abaixar de joelhos.

- Por favor, cara... Não faz isso comigo. Eu sou fraco pra essas coisas. – implorei, tentei resistir.

- Relaxa, paizão. É só uma chupeta. Fica entre nós, nosso segredinho. Ajoelha na minha frente, ajoelha? Minha rola tá babando por uma chupada gostosa tua.

Eu não quis, mas meu corpo obedeceu e sucumbiu à vontade dele. Meus joelhos tocaram o chão da sala, eu o encarei de baixo e ele me fitou de cima, ocupando seu lugar na nossa hierarquia. O filho do meu marido enfiou o dedo na minha boca e abriu manualmente, depois deu com a jeba na minha cara e...

- Não, eu não posso! Chega, não vou cair nesse papo. – levantei do chão e finalmente reagi.

- Aaaah, não! Tá gastando, paizão? Eu aqui galudo pra fuder tua garganta e tu de cu doce pra mim? Sai dessa, pô, meu pau né diabético não.

- Sai dessa você, Dante. Sou seu padrasto, casado com teu pai. Não tem pena dele? Fazer seu próprio pai de corno, moleque.

- Mano, tu não tá entendendo. Isso aqui é a parada mais sincera que eu posso sentir por alguém, tá vendo? – o cretino segurou a piroca dura e sacudiu ela pra mim. – Tu quer que eu minta? Quer que eu finja que não tô doido pra te comer, Virgílio, é isso que tu quer? Porque se for, vai ser um inferno dentro dessa casa. Não vou conseguir conviver contigo.

- Vou repetir: NÓS SOMOS UMA FAMÍLIA. Casei com o seu pai, a gente NUNCA pode se encostar. Nada de sexo, nada de putaria entre nós. Eu amo o Alfredo e ele me ama, fim de papo. – falei mais pra mim mesmo do que pra ele, pra ser franco.

- Quer que eu fique de joelho e implore uma mamada tua, é isso? Dá o papo, pô. Eu imploro se for o caso, tem caô não. – ele me olhou bem sério e simplesmente ajoelhou, em tom de súplica. – Por favor, Virgílio, me chupa. Não sou eu que tô pedindo, é minha pica.

A cada palavra dita, a trolha pulou e derramou mais gotas de mel. Por alguns instantes, ela agiu por si mesma e não parou mais de dar pinotes, como se tivesse vida e vontade própria. Os bagos trocavam de peso e chacoalhavam dentro do saco, a ereção despontou torta e o cabeção latejou conforme o Dante pedia boquete.

- Papo reto que tu tá me vendo de joelho e vai recusar a chupada, mano?

- Primeiro de tudo, filhote: não sou seu mano. Segundo: quantas vezes tenho que repetir que sou CA-SA-DO com teu pai? Não vai rolar. Não sou esses viados que têm por aí, tudo safado.

- Quê que tem tu ser casado, Virgílio? Tô pedindo pra tu largar meu coroa, por acaso? Continua casado, porra, só me chupa. Meu pai não precisa saber, é segredo nosso. Custa nada, pô.

- Claro que custa. Custa meu casamento, você bebeu? – olhei pro copo de uísque na mão dele e botei a culpa na bebida, mas não adiantou pra fazê-lo sossegar o facho.

- Mas eu só penso na tua mamada, caralho! Fico imaginando a linguada massa que tu deve dar na piroca. Eu vi na cara do meu pai que ele ficou alucinado quando te botou pra mamar, vai negar?

- Ele ficou mesmo. E fica toda vez que eu ajoelho pra ele, porque somos casados. Faz parte da nossa intimidade de casal. Mas você não tá incluso nisso, Dante. Nem pensar.

- Papo reto que tu vai negar uma chupeta, cuzão? Tô nem pedindo pra comer, só quero o bola gato.

- Vou negar não, já neguei. Aqui não é negociação. Melhor você apagar seu fogo com as suas amiguinhas, combinado?

- Mas elas não chupam que nem tu, Virgílio, já dei o papo. – depois de ver que eu tava decidido sobre não mamar, meu enteado resolveu apelar, saiu da defensiva e partiu pra ofensiva. – Aí, te mandar a real? Achava que tu era mais sagaz, mais bom de lábia. Pelo jeito, tu é fraco.

- Sou sim. E nada que você diga vai me convencer a te mamar. Desiste. – fui firme e forte na decisão.

- Pô... Já é.

- Sério? – eu nem acreditei que ele desistiu.

- Valeu. Não vou ficar aporrinhando. Se tu não quer, bola pra frente. É nós, tamo junto. – Dante desligou a TV, jogou o controle no sofá e se mandou pro quarto dele com o copo de uísque.

Lá se trancou e passou o resto da noite, atitude que me deixou curioso. Mal sabia eu que o molecão estava maquinando um plano diabólico pra aterrorizar minha vida dentro de casa ao longo da próxima semana... Foi assim que o filho do Alfredo transformou minha paz num verdadeiro inferno, testou meus limites ao extremo.

Passei uma semana inteira comendo o pão que o diabo amassou na mão desse moleque, ele me anarquizou até não poder mais. Por exemplo: na segunda-feira à tarde, quando voltei do trabalho, o filho da mãe chegou suado do treino, se jogou no sofá e apoiou os pés no meu colo, como quem não queria nada.

- Já vai começar a provocar? – falei grosso. – Teu pai não tá em casa, mas não é por isso que você vai ficar de gracinha, né?

- Que gracinha, paizão? Só tô cansado, pô. Hoje o treino foi osso, meus pés tão doendo. Sabe fazer massagem?

- Dante...

- Papo reto, cuzão. Só massagem, sem putaria. Dá essa moral pro teu moleque, vai? – ele soube me levar na lábia e eu acabei caindo no papinho.

Olhei na cara do safado, ele me encarou de volta e insistiu.

- Tira meu tênis.

- Tem certeza?

- Tira. Eu deixo, tu pode tudo que quiser comigo. Bora, tira aí.

Eu não quis, mas minhas mãos obedecerem e eu removi os tênis de corrida só pra ficar cara a cara com aquelas pranchas de surfista. O puto tinha corrido sem meia, criou uma armadilha pra me pegar e eu fui atravessado em cheio pelo chulezão explosivo.

Minhas narinas ficaram vermelhas e entupiram na hora, foi inevitável.

- Posso mesmo?

- Deve. Aperta essa porra.

- Aqui? – pressionei nas solas e ele mordeu a boca, gemeu alto.

- SSSS! Isso, viado, aí mesmo.

- Não me chama assim.

- Mas tu não é tchola? Quê que tem? É só jeito de falar.

- Eu sei, mas dá sensação que... Você tá provocando.

- Ih, tô nada. Esquece isso, viado. Viadão. Viadinho... Hehehehe. Quem é o viado do enteado? Tá aonde? – Dante me zoou ao mesmo tempo que ergueu os braços e deixou os sovacões peludos respirarem.

Como eu disse antes, soube me conduzir legal em meio à massagem. Mas foi questão de tempo até eu perceber o volume da caceta crescendo entre as pernas dele e sair do sofá.

- Qual foi, tá com medo de cobra? Heheheh. – ele riu.

- Já falei que é pra você me respeitar.

- Tô respeitando, Virgílio. Quer sinal de respeito maior que esse? Minha pica levantou pra tu, pô. Respeito máximo, tehehehe.

- Você não vale nada.

- Não tenho culpa se tua mão é quentinha e macia. Deixou meu pé relaxado. Se os dedos são bons assim, imagino o que tu não é capaz de fazer com a boca... Ó como eu fico. – eis que ele arriou o calção suado e mostrou a verga empenada, de pé só com a nossa conversa.

- CHEGA! Dá um tempo, sai de mim. – fui pro banheiro, tranquei a porta e tomei um bom banho quente pra ver se apagava o tesão, mas foi difícil, quase impossível.

Como se livrar da vontade de fuder, se a razão dessa vontade continua convivendo debaixo do mesmo teto que você? Não dá, não tem como.

A segunda-feira foi ridícula com o Dante chegando em casa suado pós treino, e a terça-feira foi pior ainda, porque eu tava cozinhando no fogão e ele fez questão de me encoxar na hora de passar atrás de mim.

- Foi mal. – ainda teve a cara de pau de pedir desculpa.

- De boa. – relevei.

Mas o puto passou de novo e tornou a me sarrar, agora com a mão na minha cintura e a barbicha no meu ombro. Fiquei arrepiado, o cuzinho piscou e senti o volume pesado do picão do moleque apoiar no meu rabo, mas o mais escroto é que o pai dele tava almoçando em casa nesse dia e poderia ver a cena sem querer, porém nem assim Dante se importou.

Pelo contrário, ele curtiu o risco de ser pego e não saiu mais da cozinha, toda hora inventando desculpa pra relar a vara na minha bunda. Alfredo estava na sala vendo TV e bastaria uma simples virada de rosto pra pegar nós dois no flagra, porém foi justamente esse risco que me deixou uma pilha de nervos, já que não fui eu que procurei nada disso.

A culpa era do pivetão surfista me atiçando.

- Já mandei você parar, caralho. – falei baixinho.

- Tá sentindo? – ele pulsou o caralho no meu cuzinho e me deixou sentir a ereção. – É o tamanho da vontade que eu tô de te arregaçar. Abraça o papo: ainda vou provar do teu cu um dia. Sei que tu tá piscando pra mim, paizão.

- Me erra, seu moleque. Sai de mim, senão vou chamar teu pai.

- Tu não é nem maluco de fazer isso.

- Ah, não? Torra minha paciência pra você ver se não sou... – empurrei meu enteado pra trás, ele entendeu o recado e custou a sair da cozinha, mas saiu.

Só que não adiantou.

Na terça, adiantou, porém no dia seguinte a aporrinhação e as provocações do Dante pioraram. Eu tava tomando banho de manhã, me arrumando pra ir trabalhar, quando de repente ele abriu a porta do banheiro, entrou com a barraca armada na samba-canção e parou no vaso pra mijar.

- Bom dia e foi mal. Tô apertado, paizão. Preciso tirar água do joelho.

- De boa. Mas que isso não se repita, a gente não tem intimidade. – peguei a toalha e me cobri dentro do boxe, meio envergonhado de estar nu na frente dele.

Em vez de abaixar o short de dormir, o sem vergonha ergueu a saída da perna, botou a penca do caralho pra fora e cuspiu a mijada no vaso. Depois que começou a mijar, Dante tirou a mão da pica, me olhou e eu passei mal com a meia bomba ganhando corpo sozinha durante o mijão.

Em questão de segundos, a caceta dobrou de tamanho, as veias inflaram e a cabeçona vazou sozinha do prepúcio grosso. Os mijos tiveram que ser expulsos na base das jatadas, o molecão continuou me olhando e praticamente me comeu com os olhos, como se quisesse mostrar a proporção do seu tesão.

- Você não consegue se controlar, né filhão? Impressionante.

- Tenho culpa se meu corpo reage à tua presença, Virgílio? Piroca sobe, porra. Pra abaixar, só tirando leite. Pena que tu-

- Pena que eu o quê, Dante? – fiz cara feia e ele entendeu que eu não queria assunto.

- Nada não. Tamo junto. – meu enteado lavou as mãos e saiu do banheiro sem dar descarga, me deixando com o cheiro da mijada no vaso.

- Sonso demais... – resmunguei sozinho.

Fui trabalhar com a mente bagunçada depois que vi a ereção desse filho da puta logo pela manhã. Teve uma hora que apareci na cafeteria pra buscar café e ver se organizava as ideias, trombei com o Paolo e até ele percebeu minha energia diferente.

- Cruzes, Virgílio, que cara é essa? Aconteceu alguma coisa, amigo?

- Ah, o de sempre...

- A convivência com teu enteado gostosão? Meu Deus, homem, já falei qual é a solução pra isso. Mama logo esse macho e para de se torturar, ora.

- Não começa de piranhagem, Paolo. Minha cabeça não tá legal...

- Sei... Sabe o que você precisa? Praia. Vamo no sábado de manhã? Eu vou com o Ângelo, você vai com o Alfredão. Prainha de casal, topa?

- Ah, não rola. Meu marido vai viajar no fim de semana. Esse trabalho dele suga, é foda.

- Então vai você com a gente, ué. Vamos nós três, vai ser tuuuudo. Separa a sunguinha.

- Segurar vela pra você e pro Ângelo? Sei não, Paolo.

- Eu e Ângelo somos namorados, Virgílio. Não tem essa de segurar vela. Se a gente fosse ficante, aí ok, você teria razão de não querer ir. Fora que você é meu amigo, não é?

- Sou.

- Então. Um amigo convidando o outro pra ir na praia pegar sol. Vamos?

- Tá, eu vou pensar e te falo até sábado, posso?

- Claro. Mas decide logo.

- Valeu por me chamar.

- Que nada, amigo. – ele bateu no meu ombro e saiu com o café dele.

No dia seguinte, quinta-feira, eu saí do treinamento mais cedo e, igual da outra vez, encontrei roupas femininas largadas no chão da sala. A diferença pro episódio anterior é que agora a porta do quarto do Dante não estava trancada, apenas encostada.

Mesmo não querendo intimidade com o molecote, eu fui fraco, sucumbi à curiosidade e acabei bisbilhotando pra ver o que ele tava aprontando lá dentro.

- Papo reto que tu não vai liberar o furico pra eu dar aquela brincada?! SSSS! – ele pegou a moça de quatro e tentou socar a rola inteira na xota dela, mas foi anatomicamente impossível devido à grossura exagerada.

- OOOIHNN! NÃO VIAJA, DANTE, TUA PICA É IMENSA PRA CABER NA MINHA BUNDA! – a safada teve que se contorcer pra dar conta da giromba toda.

- FFFF! Nem vai deixar eu tirar a capa, safada?!

- Ainda tô muito nova pra ser mamãe, não arruma ideia.

- Mas no cu não engravida. Posso comer tua bunda no pelo que tá tudo certo, se ligou? Heheheh. – ele deu um tapa na raba dela e se animou.

- NUNCA! Não vou dar o rabo, cara, já falei. Desiste! AAAHNSS! Não queria falar, mas morar com teu pai tá te deixando maluco. Nunca mais você parou de pensar em cu, Dante.

- Quero nem falar disso, chega. Hmmm... – eis que meu enteado tirou a vara da xota dela, arrancou a camisinha e preferiu terminar na punheta do que fudendo, só de birra.

A cara de bolada da moça disse tudo, ela ficou revoltada com a atitude dele. Eu também fiquei puto, mas com ela, que recusou dar o cuzinho pela segunda vez seguida pro macho gostoso e ainda por cima não quis leitada na buceta.

- “Como eu queria tá no lugar dela...” – minha mente rodopiou e novamente fui tomado por uma inveja azeda naquele corredor, que nem aconteceu no outro mês.

Perceber que eu queria estar solteiro só pra tomar o lugar da safada me deixou envergonhado, pois eu lembrava do Alfredo se matando de trabalhar no ônibus e me sentia culpado pela tensão sexual que estava vivenciando com o gostosão do filho dele.

Foi aí que eu me dei conta do óbvio: por mais que eu recusasse me envolver com o Dante, meu corpo não negava a forte atração que sentia por ele. Por seu jeito folgado, seu físico bronzeado, seus pelos, seu cheiro, seu olhar tarado em direção à minha bunda... Ele mexia comigo, sim, mas eu precisava ser forte e resistir ao máximo, em nome do meu amor pelo pai dele.

A sexta-feira chegou mais rápido que o normal, eu saí do trabalho direto pra casa e quase caí pra trás com a cena que flagrei na sala. O molecão tava todo esticado no sofá, de pernas abertas, piroca lustrada de babão e engraxando a cabeça na maior normalidade, vendo pornografia na TV.

Os pezões suados pra fora da poltrona, a cara de bobão por causa da punheta, boca aberta, baba escorrendo no canto do queixo, a mão subindo e descendo devagarzinho ao redor da glande e ele gemendo baixinho, dando pequenos grunhidos enquanto se masturbava.

Na outra mão, Dante segurava uma cueca usada que eu demorei a reconhecer que era minha. Assim que me viu entrar na sala, ele me encarou na porta e em seguida levou a peça de roupa ao nariz, só pra sentir o cheiro do meu cuzinho nela. Dá pra acreditar numa cena dessa?

- O que você tá fazendo?! Perdeu o resto de noção que tinha, moleque? – reclamei, bem puto.

- Pô, paizão... É que como, ontem sobrou leite pra caralho nas bola. Não comi a mina do jeito que eu queria, tô tendo que apelar na bronha.

- E o que eu tenho a ver com isso? Você não pode se masturbar no sofá da sala, filhote, ainda mais com a minha cueca. Já pensou se teu pai entra aqui e vê essa merda?

- O pior não é ele me pegar na punheta. O pior é ele descobrir o motivo de eu tá na bronha. – ele parou de me olhar e manjou meu rabo na cara de pau.

- Não começa com as suas gracinhas, Dante. – meu corpo borbulhou diante da encarada bruta que recebi, quase tremi.

- Imagina eu contando pro coroa que tô tarado no marido dele. Que tô doido pra enrabar meu padrasto, transformar ele na minha mulher também.

- Moleque... Não cansa de falar merda, não? Não sou esposa de ninguém, sou marido. Você tem que parar de me ver como fêmea, eu sou macho pra caralho.

- Pra mim tanto faz. O que eu quero fazer contigo é a mesma coisa que o marido faz com a mulher quando chega em casa, tá ligado? Trepar em cima de tu pra tu sentir meu peso enquanto eu vasculho teu cu na minha rola, isso que eu quero.

- CHEGA! Devolve minha cueca agora. Eu te proíbo de cheirar minhas roupas, tá escutando?!

- Com que moral, Virgílio? Outro dia tu que tava cheirando minha cueca cheia de gala, esqueceu? Se eu fosse levar a sério...

- Já disse que tava só conferindo se ia botar pra lavar, nada de mais.

- A cueca branca de leite e tu precisou cheirar pra saber? Coé, paizão, te orienta... Sou trouxa não, tá me tirando pra otário?

- Dante...

- Virgílio... – ele levantou do sofá, me rodeou e farejou minha nuca feito o predador à espreita da presa. – Tô ligado que tu quer. Eu chego perto de tu e teu corpo fica assim, ó. Desse jeito acuado, meio retraído. Tudo isso é autocontrole, é? Hehehehe.

- Eu... Não... Sinto... Nada por você. Só pelo meu marido. – engoli a seco.

- A cara nem arde. A boca nem gagueja, tehehehe... Tá nervoso por quê?

- Não tô nervoso.

- Então tudo isso é medo de mim, padrasto? – Dante apertou meus ombros por trás, colou o corpo nas minhas costas e deixou a piroca roçar na minha bunda de leve. – Precisa ter medo não. Eu não mordo... A menos que tu peça, aí sim. Aí eu sou capaz de arrancar pedaço, animo fácil. Tá sentindo?

A caceta pulou na minha raba, deu a primeira latejada e eu suei frio pra resistir, mas resisti... A não ser pela piscada descontrolada que meu cu deu na calça. Foi uma mascada tão intensa que se eu não estivesse vestindo jeans nessa hora e o tecido fosse mais fino, o desgraçado COM CERTEZA teria sentido minhas pregas abocanharem a ponta da pica.

- Oooopa... Impressão minha ou cuzinho piscou pedindo rola? Só pedir, paizão. Basta uma palavra e eu jogo dentro, do jeito que tem que ser. Pede, vai? Sssss... – seu hálito fresco bateu na minha pele e me arrepiou.

As mãos grossas apertaram meu pescoço, a piroca rastejou no meu rabo e dei a segunda grande pulsada anal da noite, aquela que permitiu ele fazer força e quase enterrar o pau na minha bunda. Cada minuto que passei sob o domínio do filho do meu marido foi como se minhas forças fossem drenadas e minha resistência diminuída.

- Pede que eu boto. Tô ligado que tu também quer. Tá se fazendo de durão assim pra mim, mas eu sei... Tá na cara. Tô sentindo tua bunda rebolar no meu cacete já.

- Nunca vou pedir pica pra você, Dante. Tenta entender, pelo amor de Deus... – implorei. – Você tá precisando de uma namorada pra abaixar o fogo, isso sim.

- E tu acha que adianta? Já tentei, pô. Eu comi aquela mina pensando que tava te comendo, se tu quer saber.

- Para...

- É papo reto, cuzão! Tanto é que nem gozei com ela, preferi bater punheta. Mas tu sabe disso, tava na porta do quarto me olhando. Quase te chamei pra expulsar ela, tu acredita?

- VOCÊ SABIA!?

- Eu sei de tudo, Virgílio. E sei que tu tá na seca... Meu coroa quase não vem em casa, vive pro trampo. Tô aqui pronto pra dar a atenção que tu merece, te encher de rola até o amanhecer. Temo a madrugada inteira pela frente, o fim de semana todinho. – e nada de ele parar de mexer a cintura e rabiscar o caralho no meu lombo enquanto tentava me convencer.

- Eu... Não adianta, não vou dar pra você. Nunca. Nunca, nunca, nunca! Chega, de uma vez por todas. E devolve isso aqui. – tomei minha cueca da mão dele e melequei os dedos de porra, pois só agora vi que estava toda gozada. – Aaaah, Dante, tá brincando?! Você não fez isso, cara.

- A gente se vira como pode, paizão. Enquanto eu não te como, vou me matando na punha. Que se foda.

- Enquanto não me come não, VOCÊ NUNCA VAI ME COMER! JÁ FALEI, PORRA! – me exaltei, admito, mas só assim pra ser levado a sério por um pivetão enxerido e folgado feito o irresponsável do meu enteado.

Antes de sair da sala, ele me virou de frente, suspendeu meu queixo e fez a gente se encarar olho no olho.

- Põe uma coisa na tua cabeça, meu padrasto. Tu ainda vai pedir pra eu te enrabar. Não sou eu que vou querer, tu que vai rastejar no meu pé e IMPLORAR uma socada.

- AH, MAS EU DUVIDO! NUNCA! HAHAHAHA!

- Anota aí. Tu vai parar de quatrão na minha frente e vai chorar, vai ficar de joelhos pedindo pra eu te arrombar, pra eu leitar teu rabo. Só tomara que eu ainda queira até lá, senão vou dar toco e tu vai ficar boladão comigo.

- Sabe quando eu vou pedir pra você me comer e gozar dentro, Dante? Só no dia que eu quiser ir pro inferno. Pela última vez: me esquece. Some da minha vida, seu moleque intrometido. Tudo era melhor antes de você vir morar aqui. – tive que falar, foi mais forte que eu.

Meti o pé pro quarto, bati a porta, tranquei e quis ficar sozinho pelo resto da noite. Tava tão puto e exausto que me joguei na cama e dormi direto. Não troquei de roupa, não tomei banho, não jantei e nem lanchei nada, só dormi que nem pedra.

Quando acordei no sábado de manhã, a primeira coisa que ouvi foi a risada descontraída, seguida de duas vozes conversando alto na sala. Levantei de cara amassada e ainda na calça do trabalho, cheguei no sofá e vi uma cena que nunca imaginei que veria um dia: Dante e meu amigo Paolo entrosados, os dois rindo como se já se conhecessem.

Paolo trajado de shortinho curto e regata de verão, chinelos de dedo, óculos de sol e boné, com a bolsa de praia no ombro e um sorriso muito maldoso no olhar. Meu enteado ainda na samba-canção, com a piroca balançando soltinha e o início da pentelhada de fora, pois toda hora ele enfiava a mão e coçava.

Posso falar? Não sei dizer pra você como meu cérebro não fritou nessa hora. Especialmente quando flagrei Paolo manjando o Dante e rindo descaradamente, sem a menor vergonha na cara. Fiquei MUITO puto.

- Posso saber o que tá rolando aqui? – dei nem bom dia.

- Ooooi, amigoooo. Até que enfim você acordou, dorminhoco. – Paolo pulou da poltrona e me deu um abraço apertado.

- O que você tá fazendo aqui? Como você sabe meu endereço, Paolo?

- Tá louco, Virgílio? Vim cuidar do gato aquela vez que vocês viajaram pra Paraty, esqueceu? Fiz churrasco com o Ângelo e tudo mais, a gente se divertiu na piscina. Fumou alguma coisa, homem? Dormiu demais?

- Nah, paizão é careta. Quem fuma um aqui sou eu, tehehehe. – Dante se meteu e puxou a atenção de volta pra si.

- O que você tá fazendo aqui? – retomei a pergunta.

- Te chamei pra praia e você ficou de retornar, amigo. Sei que você não queria ficar de vela pra mim e pro Ângelo, mas meu boy cancelou e eu não quero ir sozinho. Vamo? Dormiu pra caramba, tá descansado, o sol tá brilhando lá fora... Vai vestir a sunga e escovar os dentes, eu espero aqui. Enquanto converso com o Dante. – ele olhou pro peitoral do meu enteado e disfarçou.

O molecão despreguiçou o corpo, se esticou todo e a samba-canção desceu demais, deu pra ver a entrada dos pentelhos, a descidinha da cintura e o púbis definido. A última coisa que eu queria era que o Paolo passasse a manhã na companhia do meu enteado, então eu respirei fundo, pensei bastante e concordei.

- Tá, vamos. Acho que eu preciso mesmo de sol na cabeça e banho de praia.

- JURA!? AÍ SIM, AMIGO! VAMO!

- Vou só trocar de roupa e lavar a cara, dois minutos.

- Não demora.

Fui no banheiro escovar os dentes, lavei o rosto e preparei uma mochila com toalha, blusa, protetor solar, óculos de sol e canga. Peguei documento, chaves e celular, me preparei e voltei pra sala, aí veio a imagem que me chocou: Dante em pé, flexionando os bíceps e se exibindo na sunga de praia pro meu colega de trabalho.

- ? – minha cara de surpresa já disse tudo, nem precisei perguntar o que tava rolando.

- O Dante quer saber qual sunga fica melhor pra ele usar na praia, Virgílio. – Paolo explicou.

- Pera. Você vai na praia com a gente, moleque?

- Vou mesmo, pô. Um convite que eu esperava de tu, aliás... Mas de boa, teu amigo chamou. Hoje só quero paz, vou nem levar a prancha.

- Tendi... – fiz pouco caso.

Paolo pediu um carro, fomos pra Ipanema e eu passei boa parte do dia de cara emburrada, puto com a presença do Dante entre nós. Na verdade, o que me irritou mesmo foi o comportamento do meu amigo com meu enteado. Toda hora ele olhava pro molecão, manjava a rola na sunga pesada e mordia a boca.

Pra me deixar mais fulo da vida, o garotão percebeu minha cara de bunda e resolveu provocar nas entrelinhas. Ele deu o protetor solar na mão do Paolo e pediu pro meu colega passar nas costas, no peitoral, nos bíceps... E Paolo, claro, adorou tirar casquinha na minha frente. Eu fervi de raiva.

- Te dar o papo reto, Paolinho? Sempre quis ter um amigo viado, tá ligado? Pra dar opinião, conversar umas paradas e tal. – Dante falou com ele, mas olhando pra mim.

- Ah, que bom. – meu amigo gostou do que ouviu.

O auge da sacanagem foi quando Dante coçou o saco na sunga e Paolo flagrou as patoladas. Ele não conseguiu se segurar.

- Que isso, Dante? Tá com coceira, é?

- Tô mesmo. Tá com a mão limpa, tu?

- Tô, por quê?

- Quer coçar pra mim não, Paolinho? Teheheh.

- Argh... Vou dar um mergulho, melhor coisa que eu faço. – eu não quis ficar ali pra ver o que ia acontecer, só peguei o óculos de sol e meti o pé pra água.

Deixei os dois pra trás, na areia, mas Paolo percebeu minha cara amarrada, levantou na mesma hora e veio correndo atrás de mim.

- Desculpa, amigo, não quis desrespeitar. Sei que ele é seu enteado.

- Relaxa, não ofendeu. Tô de cabeça quente, só isso.

- Você fala tanto desse rapaz que eu imaginei ele sendo outra pessoa.

- Ele é sonso, Paolo. Dante não vale nada.

- Que isso, o cara é gente fina. Bom de papo, mente aberta... Qual seu problema com ele?

- Nada. Chega. – calei a boca, achei melhor ficar na minha.

De volta à areia, Dante saiu de perto de nós e foi jogar altinha com uns caras na beira da praia. Depois entrosou com as moças pegando sol, enturmou com elas e não demorou a se pegar com uma ruiva peituda. No fim, ele voltou de mala armada, a pica toda babada e a cabeça marcada na sunga, pro desespero do Paolo.

A gente se despediu em Ipanema mesmo, porque eu não quis nem cogitar a possibilidade do Paolo voltar pra São Cristóvão conosco. Meu colega foi embora pra casa do namorado dele, eu pedi um carro e o molecão apoiou no meu ombro antes de falar.

- Qual vai ser, posso pegar esse carro contigo ou tu vai me deixar na pista?

- Ué, você não vai com o Paolo? Achei que fosse...

- Aaaah, tá de sacanagem. Agora tô entendendo. Heheheh. Tá com ciúme de mim, paizão? Papo reto que vamo ter essa conversa?

Olhei pra ele, ele me encarou de volta e eu não disse nada, ficamos só na trocação de olhares pouco amigáveis.

- Olha pra mim, Dante. Vê se eu tenho cara de quem pede carro e abandona os outros. Alguma vez já te deixei na mão? Até suas ficantes eu acoberto quando você leva lá pra casa. Claro que você vai voltar comigo.

- Show. – ele pouco falou.

Se secou na minha toalha, vestiu o short enquanto me olhava, ajeitou a mala e se preparou pra irmos. Quando chegamos em casa, pouca coisa mudou. Continuamos falando nada, não trocamos qualquer palavra e cada um foi pro seu quarto.

Depois de uma semana sobrevivendo ao inferno de Dante, cheguei no domingo duplamente exausto, tanto pelo trabalho semanal quanto por ter que lidar com as investidas cínicas e maliciosas do meu enteado. Tudo que eu queria era descansar, tomar um gelo na piscina, fazer aquele amorzinho gostoso com meu marido e passar o domingo na cama, sem perturbação, na paz do meu lar.

Mas nada saiu como planejei: Alfredo viajou a trabalho pra substituir um colega dele e me deixou sozinho; o tempo fechou, choveu pra caralho de manhã e a primeira coisa que eu escutei ao abrir os olhos na cama foi a gemedeira alta vinda do quarto do Dante.

- “Pronto, a perturbação começou cedo hoje. Aposto que esse moleque tá com alguma safada.” – pensei.

Levantei na ponta dos pés, fui até o corredor e ouvi gemidos masculinos que me deixaram intrigado, pois soaram familiares demais pro meu gosto. O coração veio na boca, bateu meio que ansiedade e eu colei a orelha na porta do quarto do meu enteado, tentando identificar o que estava acontecendo lá dentro.

Foi aí que escutei o que não deveria.

- SOCA, GAROTÃO! ISSO! AAHNSS! – a voz do Paolo arrepiou minha pele e disparou um gatilho de ódio por todo o meu corpo, fiquei pilhado demais.

- Dante?! Abre aqui! – forcei a porta, mas ela não abriu.

A barulheira acabou de uma hora pra outra, o silêncio tomou conta e a porta continuou fechada, então eu dei outra porrada e insisti.

- ANDA, DANTE! ABRE ESSA MERDA!

- Pra quê? O que tu quer comigo!? – ele gritou.

- Quero ver quem tá aí com você. ABRE!

- E tu é meu pai, por acaso? Tá dando uma de entrão na minha vida por quê? Sai fora, Virgílio.

- NÃO VOU FALAR DE NOVO, MOLEQUE! ABRE!

Ele abriu só a fresta da porta, me olhou com cara de puto e eu logo vi o suor escorrendo em seu peitoral ofegante. Ficou mais do que na cara que o filho do meu marido tava comendo alguém, e a julgar pela voz que ouvi antes, só podia ser o piranho do Paolo.

- Qual foi, tá com ciúme? – Dante me provocou.

- Ciúme de um moleque mimado feito você? Se manca.

- E tá caçando quem aqui?

- Pensei que o Paolo tava aí dentro com você. – fui sincero.

- E se ele estiver? O que tu tem a ver com isso?

- O Paolo tem namorado. E eu aposto que o Ângelo adoraria saber...

- De novo, Virgílio: o que tu tem a ver com isso?

- ... – perdi a voz, sem saber o que argumentar.

- Tu não quer me dar, ok, eu entendo. Mas vai ficar empatando minhas foda agora? Ou tu fode ou sai de cima, paizão, os dois não dá. Deixa meu cavalo andar, pô.

- Eu confundi, só isso. Tô de cabeça cheia. Desculpa a intromissão, não vai acontecer de novo. – prometi.

- Entenda: se eu quiser comer teu amigo e ele quiser me dar, eu vou comer. Tu não manda na gente, não pode impedir.

- Você não faria isso, Dante...

- Não? Tem certeza? – eis que o filho da puta abriu a porta toda e eu me deparei com o Paolo de boca cheia atrás dela, ele mamando o Dante enquanto a gente conversava.

Levei uns três, quatro segundos processando aquela cena e elaborando como reagir, mas esse tempo não foi suficiente. Tudo ali me deu raiva: a cara de sonso do Dante, o jeito como ele mordeu a boca sendo engolido até o talo, a forma gulosa com a qual meu colega engasgou na piroca grossa, os gemidos sinceros, o semblante de prazer clandestino deles...

Meus nervos vieram à flor da pele.

- SSSS! Tu não quis, teu amigo quis. Se liga como ele é bom de boca, viado. – o molecão segurou a cabeça do Paolo e fez questão de forçar tudo dentro, restou apenas o par de bolas pendurado no queixo do boqueteiro.

O desgraçado do Paolo lacrimejou, gargarejou e perdeu o fôlego, na sequência começou a rir da minha cara de trouxa, tirou a rola da boca e falou comigo.

- Caralho, Virgílio, bem que você falou! Cê tinha razão, que moleque gostoso da porra. Olha como a vara dele esfola minha garganta. – o arrombado voltou a cair de boca e me deixou enojado com o som do GLOGH, GLOGH, GLOGH.

Não deu mais pra segurar, eu perdi a linha. Abri mão da razão, pulei em cima deles e caí com tudo no Paolo, a gente começou a rolar no chão. Dante tentou me segurar e me render, seus braços me enforcaram e eu derrubei ele pra trás pra me soltar.

- EU TE MATO, FILHO DA PUTA! – gritei.

Quando finalmente levantei e me preparei pra voar no Paolo de jeito, meu enteado berrou meu nome, preparou o soco em cheio na minha cara e foi nesse momento que eu pulei da cama.

- O quê...?! – abri os olhos e ainda tava no quarto, deitado sozinho.

Domingo de manhã. Meu corpo quente de raiva, a cara vermelha de ciúme, a mente ainda zonza entre o sonho e a realidade, o coração acelerado no peito e a rola em pé, babada. Esse foi meu estado ao acordar.

Acordar não, o que aconteceu comigo foi um baque. Um choque de realidade, um “acorda pra vida”. Levantei correndo, bati na porta do quarto do Dante e não quis saber de nada, eu só tinha uma única preocupação no peito.

- ACORDA, DANTE! BORA, ABRE ISSO AÍ!

- Já vai, já vai...

Ele levou uns segundos, abriu a porta e me encarou, bem puto. Estava de samba-canção, provavelmente recém acordado, de cara fechada e o rosto amarrotado de sono, por isso custou a reagir.

- Que porra que tu quer comigo? Ontem ficou o dia todo boladão, agora vai dar uma de-

- Chega, moleque. Chega, cansei. Eu bem que tentei. Fiz meu máximo, não dá mais. Não aguento mais, Dante. Você venceu.

- Venci? Tá viajando, Virgílio? Do que tu tá fa-

Pulei no colo dele, lasquei um beijão na boca e o filho da puta não correspondeu. Sua primeira reação foi fechar a boca, depois me empurrar e pôr o dedo na minha cara. Ele ficou revoltado, falou grosso comigo.

- PORRA É ESSA?!

- Eu dormi e vi você com o Paolo, tive um pesadelo terrível.

- E o foda-se?

- Acho que você não entendeu. Eu disse que você venceu. Tô aqui pedindo pra... Pedindo pra você me...

- Eu sei que venci. Sempre soube. A vitória é minha desde o dia que eu pisei nessa casa, tu só demorou a admitir. – o garotão apertou a rola no short de dormir, mordeu a boca e me puniu. – Mas não vai ser tão fácil assim tu se redimir... Vai ser do jeito que eu mandei. Eu disse que tu ia cair na minha.

- Dante... O que você quer de mim?

- Ajoelha, puta. – curto e grosso.

Eu hesitei, não obedeci de imediato.

- Você tá... Brincando, né? Eu ainda sou seu padrasto.

- Padrasto é o caralho. Tu é minha puta. Tá sentindo essa porra aqui? – pegou minha mão e botou dentro da samba-canção, me fez sentir o tesão do mijo. – Isso aqui vai entrar na tua bunda, mas só se for do meu jeito.

- E qual é o seu jeito?

- Vem até aqui de quatro, que nem a cachorra que tu é. Se põe no teu lugar de putinha e faz exatamente o que eu tô mandando. – ele entrou pro quarto, deitou na cama, cruzou os pés e se fez rei, o imperador da casa.

Demorei a entrar na dança, mas entrei. Ajoelhei, fiquei de quatro e engatinhei até a cama dele, só que algo em mim ainda queria resistir ao Dante.

- Isso é jeito de falar com teu padrasto?

- Dei o papo, Virgílio. Padrasto é meu caralho na tua bunda. Tu é mulher do meu pai e agora vai ser a minha também. – abriu minha boca, carregou o cuspe e lançou na minha língua. – Implora por essa pica, senão ela entra no rabo do teu amigo Paolo e não entra no teu.

- Dante...

- Ficou com ciuminho, foi? Teve pesadelo e se arrependeu de me esnobar? Hehehehe. Relaxa, teu moleque tá aqui pra te acalmar. O que tu quer já tá duro, teu remédio tá no meio das minhas pernas. – esfregou o volumão no meu rosto, me deu cheirão de pica dormida e eu custei a admitir que padeci no paraíso.

Ou melhor... No inferno.

- Jura que é segredo nosso? Se teu pai descobre...

- Ssssh. Bagulho nosso, ninguém precisa saber. O que ninguém sabe, ninguém estraga. Confia em mim?

- Confio. Eu acho...

- Então vem ser minha putinha, vem? Não é de ontem que eu tô GA-LU-DÃO pra te comer. Sentir teu cuzinho abrindo e fechando no meu pau, ser o cara que tu chama de macho. Tô doido pra ser teu homem, paizão. – o cretino me devorou com os olhos e lambeu os beiços antes de arriar a samba-canção.

Dante deu com a jeba pesada na minha língua, esfregou o freio nas minhas papilas e me nutriu no gostinho salgado da pica recém acordada. O próximo passo foi escorregar ela pra dentro da minha boca e alcançar minhas amídalas sem dificuldade, isso tudo olhando pra baixo e me encarando nos olhos.

- SSSSS! Caralho, Virgílio! É muito mais quente e macio do que eu imaginei, puta que pariu!

A trolha inchou no calor do meu paladar, eu enchi ela de saliva e senti a salinidade proveniente do sono. O tempero masculino dominou meus sentidos, engoli até o talo logo na primeira bocada e deixei o sacana experimentar o que ele tanto queria: o fundo da minha garganta.

- AAAARGH! Que tesão, maluco... Isso que é garganta profunda, será? – seus dedos dos pés abriram no chão do quarto, ele fechou os olhos e encarou o teto, meio que se controlando pra não perder o foco.

Primeiro me deixou livre pra mamar e mostrar o que eu sabia fazer, mas o bom foi quando a malícia aflorou e Dante mostrou que era entendido na arte da dominação. Segurou minha nuca, forçou cintura na minha cara e bateu lá no fundo da goela, entrou com a piroca toda na minha boca.

Meus beiços tocaram na base dela, senti seu saco imprensar meu queixo e os pentelhos encheram meu nariz, viraram meu bigode. Minha respiração se transformou na transpiração das bolas do moleque e o cheiro gostoso dele passou pra mim, suou no meu rosto.

- FFFFF! Boqueteiro profissa. Tem que ter mamado muita pica por aí pra ser craque assim. E olha que tu disse que não era um viado safado desses, hein? Onde tu tá agora? Hehehe.

- Não brinca comigo, filhote. Pode não parecer, mas só eu sei como é difícil estar aqui agora. Não paro de pensar no teu pai.

- Pensa nele não, pensa em mim. Pensa em tudo que tu vai sentir quando eu meter piroca na tua bunda. Já disse que é segredo nosso... Quer dizer... Contanto que tu me mame sempre, mó paz pra nós.

- Tá querendo me chantagear? Alfredo não vai cair de pau só em mim não, ele põe é nós dois no olho da rua se descobrir.

- Mas eu sou filho, Virgílio. Tu sai como a piranha do casamento, eu saio como o filho que fez merda. Quem tu acha que ele vai perdoar?

- Tá brincando com fogo, seu puto.

- Ainda bem que tu sabe. Bora, chupa essa porra...

Continuação no On Now: onnowplay*com/andmarvin/albEssa história se chama "DANTE E VIRGÍLIO NO INFERNO".

twitter/X: andmarvin_

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