E aí, safados! Tem uma gaveta no nosso quarto que, se alguém abrisse sem avisar, ia gozar na hora só de imaginar o que rola por aqui. Essa gaveta não só guarda nossos segredos, mas conta cada fodinha da nossa história de vinte e três anos - mais do que qualquer álbum de fotos brega.
Prazer, somos o Casal Apimentados. Quem escreve sou eu, a Lúcia. Nomes fictícios, por motivos que qualquer casal liberal entende.
Eu: 1,72 de altura, loira natural, olhos verdes, seios fartos e umas coxas grossas que o meu marido elogia há vinte e três anos. Quarenta e três anos.
Ele, Jorge: negro, 1,85, corpo forte sem ser musculoso, mesma idade que eu.
O primeiro brinquedo que a gente teve veio direto daquela feira de 2017, a Erotika Fair, onde tudo começou pra gente. A gente tinha ido pesquisar fornecedor, com a ideia de abrir uma loja virtual de produtos eróticos, e voltou pra casa com mais do que amostra de catálogo. Entre as novidades que a gente conheceu andando pelos estandes, tinha um vibrador simples que o Jorge comprou sem muito alarde, quase de brincadeira, e que ficou esquecido na mala por uns dias antes de a gente finalmente abrir a caixa.
Eu lembro da vergonha boba de usar aquilo pela primeira vez, mesmo já tendo vivido, naquela mesma noite, o labirinto escuro que mudou tudo entre a gente. E lembro também da reação do Jorge, que não foi de ciúme nenhum, nem de insegurança. Foi curiosidade genuína, aquele brilho no olhar de quem via ali uma ferramenta nova pra explorar junto, não uma ameaça.
Isso define bem a forma como a gente sempre tratou esse assunto ao longo dos anos: brinquedo nunca foi substituto de nada, sempre foi tempero. E nasceu, como quase tudo na nossa história, naquela mesma feira que também nos deu o resto.
Hoje, a gaveta de cima da nossa cômoda tem bem mais coisa do que aquele primeiro vibrador solitário. Tem um vibrador maior, que a gente usa principalmente quando quer intensificar alguma coisa sem precisar de muita conversa, porque, depois de tantos anos, já sabemos exatamente onde ele funciona melhor. Tem um plug anal pequeno, que entrou na nossa vida depois daquela primeira vez que a gente experimentou sexo anal. Tem um anel vibratório, que o Jorge adora, e que eu confesso que gosto ainda mais de ver o efeito nele do que no meu próprio corpo. Tem uma venda de cetim, que a gente usa bem menos que o kit de algemas original, porque descobrimos que privar a visão, sozinha, já mudava completamente a experiência. E tem um óleo de massagem com um aquecimento leve, que vira desculpa pra noite inteira quando a gente quer ir devagar, sem pressa nenhuma de chegar logo em lugar nenhum.
Foi numa sexta qualquer, sem nenhum plano de festa, que a gente decidiu esvaziar a gaveta de cima pra ver o que dava pra fazer com tudo aquilo junto. Começamos devagar, deitados na cama, o Jorge passando o óleo de massagem pelas minhas costas, com calma, sem pressa nenhuma, até eu relaxar completamente debaixo das mãos dele. Suas mãos deslizaram pelas minhas costas, descendo devagar até minhas nádegas, e eu senti o calor do óleo misturado com o desejo que crescia entre minhas pernas.
Ele me virou e começou a me beijar, uma daquelas beijocas molhadas que deixam qualquer mulher molhada também. Suas mãos subiram pela minha cintura até meus seios, e ele começou a apertar meus mamilos, que já estavam duros como pedrinhas. Eu gemi baixinho, sentindo a buceta começar a pulsar de vontade.
Com a boca, Jorge... por favor... - eu pedi, e ele sorriu.
Ele desceu devagar, beijando meu pescoço, meu colo, até chegar nos meus seios. Ali ele ficou por um tempo, chupando, mordiscando, deixando meus mamilos vermelhos e sensíveis. Eu já estava perdida nos gemidos, com as mãos no cabelo dele, pedindo por mais.
E então ele desceu mais, beijando minha barriga, até chegar na minha buceta. Ele me olhou com aquele sorriso safado que eu amo e começou a me lamber com calma. Sua língua dançava no meu clitóris, fazendo mim, subindo e descendo, entrando na minha buceta, e eu já não conseguia mais pensar em nada. Minhas pernas tremeram quando ele introduziu dois dedos na minha xana, enquanto continuava a chupar meu clitóris.
Fode, Jorge... não para... - eu gemi, sentindo o prazer crescer.
E então ele pegou o vibrador, ligou no mínimo e começou a passar no meu clitóris enquanto continuava a me chupar. Foi demais. Eu gozei na boca dele, gritando, segurando seu cabelo, sentindo meu corpo todo tremer de prazer. Ele lambeu toda minha porra, sorrindo, depois subiu e me beijou, deixando eu sentir meu próprio gosto na boca dele.
Sua vez, gostosa - ele disse, e eu sorri.
Fui em cima dele, começando a beijá-lo, descendo pelo seu peito até chegar na sua pica já dura. Comecei a chupá-la devagar, passando a língua pela cabeça, depois descendo até o saco dele. Ele gemia, com as mãos na minha cabeça, me guinando pra mais perto. Eu engoli a pica dele toda, sentindo ela bater no fundo da minha garganta, e ele gemeu alto.
Que boca boa, Lúcia... foda...
Eu continuei chupando, mais rápido agora, uma mão no saco dele, outra na base da pica, até sentir ele endurecer ainda mais.
Vai gozar, Jorge? Goza na boca da sua puta...
Ele não aguentou. Gozou tudo na minha boca, e eu engoli tudo, lambendo os últimos vestígios de porra da pica dele. Ele me puxou pra cima e me beijou, com a respiração ofegante.
Agora quero te foder, Lúcia...
Ele me deitou de bruços, pegou o óleo de massagem e começou a passar nas minhas nádegas, descendo até meu cuzinho. Eu senti o dedo dele entrar devagar, preparando meu cuzinho pro que estava por vir. Quando ele finalmente meteu a pica no meu cuzinho, eu gritei de prazer. Ele começou a foder meu cuzinho devagar, depois mais rápido, mais fundo, enquanto eu me masturbava, sentindo a pica dele rasgar meu cuzinho.
Goza de novo pra mim, Lúcia... goza na pica do Jorge...
E eu gozei de novo, dessa vez com a pica dele no meu cuzinho, sentindo meu corpo todo tremer de prazer. Ele gozou logo em seguida, enchendo meu cuzinho de porra.
Ficamos ali um tempo, abraçados, suados, rindo de vez em quando de algum comentário besta sobre a gaveta inteira espalhada pela cama.
Devíamos fazer isso mais vezes - ele comentou, já quase dormindo.
Devíamos. Mas sabe o que é engraçado?
O quê?
A gente não precisa de nada disso pra se querer. É só um tempero a mais.
Ele me abraçou mais forte, concordando sem precisar falar nada.
E é exatamente isso que eu queria deixar registrado neste conto, pra quem está lendo e talvez esteja se perguntando se precisa de brinquedo pra manter a vida sexual interessante depois de tanto tempo junto. A resposta é: não precisa. Mas pode ajudar, e muito, principalmente quando os dois encaram aquilo como brincadeira compartilhada, não como solução pra algum problema específico.
Hoje, depois de vinte e três anos, a gaveta de cima continua lá, às vezes mais usada, às vezes esquecida por semanas, sempre pronta pra quando a vontade de experimentar alguma coisa diferente aparecer, sem nenhuma pressão, sem nenhuma cobrança.
E, de vez em quando, numa sexta qualquer sem plano nenhum, um de nós dois comenta, baixinho, olhando pro outro com aquele brilho conhecido:
— Será que está na hora de abrir a gaveta de novo?
A resposta é sempre a mesma risada cúmplice, e sempre a mesma vontade renovada de descobrir, depois de tanto tempo juntos, que ainda tem espaço pra novidade entre a gente.
Se você chegou até aqui, obrigada por ler. A gente escreve essas histórias do jeito que elas aconteceram, sem inventar muito, e é sempre bom saber que tem gente do outro lado. Se curtiu, segue a gente, deixa um comentário contando o que achou e dá uma olhada nos nossos outros contos, tem bastante coisa por lá.
Casal Apimentados
