Voltei para casa antes deles, o coração ainda disparado e o pau latejando dentro da bermuda. Entreí pela porta dos fundos, lavei o rosto na pia da cozinha e tentei organizar a respiração. Minutos depois ouvi a porta da frente abrir. A Clara entrou primeiro, o cabelo ainda úmido, a regata branca grudada no corpo e o short jeans molhado marcando a bunda. Atrás dela vinha o Matheus, toalha jogada no ombro, o olhar baixo demais para alguém que acabara de foder a mulher do vizinho.
— O Matheus vai dormir aqui hoje — disse Clara, como se fosse a coisa mais natural do mundo. — Os pais pediram para a gente cuidar dele o fim de semana inteiro. Não faz sentido ele ficar sozinho na casa vazia.
Eu apenas concordei com a cabeça. O garoto cumprimentou com um aceno curto e foi para o quarto de hóspedes no fundo do corredor, o mesmo que a gente quase nunca usava. Clara foi atrás dele levar um travesseiro extra e uma toalha limpa. Fiquei na sala ouvindo os passos, as vozes baixas, o barulho da porta se fechando. Quando ela voltou, passou por mim e foi direto para o chuveiro do nosso quarto.
O banho durou mais tempo que o normal. Eu fiquei deitado na cama, de cueca, olhando para o teto, revivendo cada segundo da piscina: as mãos dele nas coxas dela, o pau entrando, o gemido que ela soltou quando gozou. Meu próprio pau endureceu de novo só de lembrar. Quando Clara saiu do banheiro, de camisola fina, se deitou ao meu lado e me beijou na boca. O beijo foi curto. Eu senti o gosto de pasta de dente e, por baixo, algo que não era meu. Ela virou de costas e em poucos minutos fingiu dormir. Eu continuei acordado.
A casa ficou em silêncio absoluto. Por volta da meia-noite ouvi um barulho suave no corredor: a porta do quarto de hóspedes se abrindo e fechando com cuidado. Passos descalços. Depois o banheiro da área de serviço sendo usado. Fiquei imóvel, ouvindo. Quando os passos voltaram, pararam por um segundo em frente ao nosso quarto. Meu coração acelerou. Depois continuaram e a porta do quarto de hóspedes se fechou de novo. Clara não se mexeu. Talvez estivesse realmente dormindo. Talvez não.
Eu não consegui dormir direito. Fiquei virando de um lado para o outro, o pau semi-duro a noite inteira, a mente repetindo a mesma cena. Por volta das cinco e meia da manhã, quando a luz do dia ainda era só um cinza fraco na janela, ouvi de novo. Desta vez foi a porta do nosso quarto que se abriu devagar. Clara saiu descalça, de camisola, e fechou a porta com um cuidado quase profissional. Esperei dez segundos, levantei sem fazer barulho e abri a porta só uma fresta.
Ela caminhava pelo corredor em direção ao quarto de hóspedes. A porta estava entreaberta. Clara entrou e a fechou atrás de si, mas não travou. Eu me aproximei descalço, o chão frio sob os pés, e encostei o ouvido na madeira. No começo só ouvi sussurros. Depois o barulho úmido de beijos. Depois o gemido baixo e abafado dela.
Abri a porta com uma lentidão dolorosa, só o suficiente para enxergar pelo vão. O quarto estava em penumbra. Matheus estava sentado na beira da cama, só de cueca, e Clara ajoelhada entre as pernas dele. A camisola dela estava erguida até a cintura. A boca dela subia e descia no pau do garoto com uma fome que eu nunca tinha visto. Ele segurava o cabelo dela com as duas mãos e guiava o ritmo, a cabeça jogada para trás, a respiração pesada.
— Mais fundo… isso… chupa até o fundo, tia…
Clara engasgou de leve quando ele empurrou a cabeça dela para baixo, mas não se afastou. A saliva escorria pelo pau grosso e caía nas bolas. Eu apertei o próprio pau por cima da cueca, o coração batendo tão forte que achei que eles fossem ouvir. Matheus puxou o cabelo dela para cima, fez ela soltar o pau com um fio de saliva ainda ligando a boca à cabeça inchada, e a puxou para a cama.
Ele a deitou de costas, abriu as pernas e enfiou o rosto entre as coxas dela. O som molhado da língua lambendo a buceta encheu o quarto pequeno. Clara agarrou o travesseiro e enterrou o rosto nele para abafar o gemido. As pernas dela tremiam. Matheus chupou com voracidade, dois dedos entrando e saindo enquanto a língua trabalhava o clitóris. Em poucos minutos ela gozou, o corpo inteiro se contraindo, um gemido longo e abafado escapando mesmo assim.
Ele não deu tempo dela se recuperar. Ajoelhou-se entre as pernas dela, posicionou o pau na entrada molhada e enfiou de uma vez. A Clara arquejou, as unhas cravadas nas costas dele. Matheus começou a foder com estocadas profundas e ritmadas, o barulho da pele batendo contra a pele abafado pelo colchão. A camisola dela estava amassada no peito, os seios à mostra, os mamilos duros. Ele abaixou a cabeça e chupou um deles enquanto metia.
Eu estava no corredor, a porta entreaberta só alguns centímetros, o pau agora fora da cueca, a mão subindo e descendo em silêncio. Cada gemido dela, cada estocada, cada “porra, que buceta apertada” murmurou pelo Matheus me fazia latejar mais. Em um momento ele tirou o pau, virou Clara de quatro na cama e enfiou de novo por trás. As mãos dele abriram a bunda dela. Vi o polegar dele circular o cu, pressionando de leve, enquanto o pau entrava e saía da buceta. Clara tremeu, mas empurrou o quadril para trás, pedindo mais.
— Um dia eu vou foder esse cuzinho também — ele murmurou, a voz baixa e suja. — Hoje ainda não. Mas um dia.
Ela só gemeu em resposta, o rosto enterrado no travesseiro. Matheus meteu mais rápido, mais fundo, até gozar dentro dela com um gemido abafado. O corpo dele tremeu. Quando saiu, um fio branco escorreu pela buceta e desceu pela coxa interna dela. Ele passou o dedo, recolheu um pouco e levou à boca dela. Clara chupou sem hesitar.
Ficaram ali por mais alguns minutos, ofegantes, o suor brilhando na pele. Depois Clara se levantou, ajeitou a camisola e sussurrou:
— Preciso voltar antes que ele acorde.
Matheus a puxou pela cintura e beijou o pescoço.
— Amanhã de novo. Bem cedo. Igual hoje.
Ela saiu do quarto. Eu me afastei rápido, voltei para a nossa cama e me deitei de lado, fingindo dormir profundamente. Segundos depois a porta se abriu e Clara entrou. O cheiro de sexo ainda estava sutil nela, misturado com o perfume leve da pele. Ela se deitou atrás de mim, o corpo quente, e em poucos minutos a respiração dela ficou regular.
Eu continuei acordado, o pau ainda duro, a mão úmida de porra escondida sob o lençol. Do outro lado do corredor, o Matheus também devia estar acordado. A casa inteira estava em silêncio, mas eu sabia que nada daquilo tinha acabado.
O sol já começava a entrar pela janela quando finalmente fechei os olhos. Em algumas horas a Clara ia levantar para fazer o café da manhã. Eu ia fingir que tinha dormido a noite toda. E o Matheus ia aparecer na cozinha com aquele mesmo olhar inocente de sempre.
Só que agora eu sabia exatamente o que aquele olhar escondia.
E eu não pretendia perder um segundo sequer do que ainda estava por vir.