A busca pelo livro antigo ficou martelando na nossa cabeça. Naquela tarde, Heigor e eu fomos até a biblioteca com o pretexto de tentar encontrar novamente aquele livro misterioso de capa escura que eu havia achado dois dias antes — aquele que mudou nossa interação sexual — e simplesmente sumiu da prateleira.
Escolhemos uma mesa no fundo da galeria superior, cercada por corredores estreitos e estantes altas de madeira. Sentamos lado a lado para folhear o material que tínhamos separado. Enquanto procurávamos alguma pista do grimório original, acabamos encontrando alguns livros ilustrados sobre costumes antigos e posições do amor, semelhantes ao Kama Sutra. Conforme folheávamos as páginas juntos na penumbra, a curiosidade deu lugar a uma tensão palpável. Heigor me olhava, acompanhando minhas reações a cada ilustração. Sem dizer uma palavra, ele deslizou a mão por baixo da mesa e a apoiou na minha coxa. Os dedos quentes e firmes subiram devagar pela pele, erguendo a barra do meu vestido até alcançarem a minha calcinha rendada. Ele acariciou a minha virilha com calma, sentindo a umidade transbordar pelo tecido fininho. Ele concentrou seus dedos no meu clitóris, me fazendo gemer baixinho. O toque dele e o tesão acumulado ativaram o nosso pacto místico no mesmo instante. Um brilho dourado e discreto surgiu sob a madeira da mesa, envolvendo a mão dele e o meu quadril. O vigor invadiu o corpo de Heigor no mesmo segundo, deixando seu pau completamente duro contra a calça. Ele se aproximou ainda mais, encostando o rosto no meu pescoço, e sussurrou bem baixo:
— O meu primeiro desejo... é que você vá até aquele corredor ali do lado, fique de frente para mim entre as estantes, levante esse vestido e tire os seios para fora até eu mandar você se cobrir.
— Concedido, meu rei... — murmurei.
Caminhei até o vão entre as prateleiras, onde ele tinha completa visão de mim. Puxei a barra do vestido até em cima e abaixei o sutiã, expondo meus seios e minha calcinha molhada. Heigor me devorava à distância.
De repente, escutei o som de passos no piso de madeira próximo. O susto foi maior que o juízo: abaixei o vestido e cobri o peito com pressa, antes que ele mandasse.
Um funcionário passou pelo corredor em frente sem notar nada. Quando voltei para a mesa, achando que tinha feito o certo, Heigor me encarou com a sobrancelha erguida e um sorriso perigoso.
— Você se cobriu sem a minha ordem, Aladinha... — murmurou ele, a voz baixa e dominadora. — Por causa dessa desobediência, a sua punição vai ser cumprir o segundo desejo num lugar onde o risco é dez vezes maior. Leve o celular. Vou te mandar a ordem por mensagem.
Antes que eu saísse, me inclinei, olhei bem nos olhos dele e disse, com a voz bem doce e cheia de provocação:
— Tudo bem, meu rei..., mas eu também tenho um desafio pra você. Já que você vai me mandar pra um lugar perigoso, abra sua calça, tire o pau pra fora por baixo da mesa e fique se masturbando suavemente enquanto me olha concedendo seu segundo desejo...
Heigor deu um sorriso safado, aceitando o jogo na hora. Sem hesitar, ele abriu o zíper por baixo do tampo e libertou o pau que pulsava, segurando a base com a mão. Caminhei em direção ao mezanino aberto da biblioteca, um lugar onde qualquer pessoa no andar de baixo podia olhar para cima e me ver. Parei exatamente na ponta do corredor, visível para o andar inferior se alguém erguesse os olhos. O meu celular vibrou na mão:
"Segundo desejo: tire a calcinha, abra as pernas, encoste no parapeito do mezanino e se masturbe até gozar. Sem fazer nenhum barulho. E se te pegarem, a culpa é sua."
Olhei para o fundo do corredor e vi Heigor sentado à mesa, com o pau duro na mão, me observando de longe, enquanto subia e descia a mão. Os olhos queimando de desejo.
Me apoiei na mureta do mezanino, puxei a calcinha de lado por baixo do vestido e enfiei dois dedos na minha buceta encharcada. Comecei a me esfregar com desespero e velocidade. A altura, o perigo de ser vista pelas pessoas no andar de baixo e a visão do meu homem me olhando da mesa enquanto se masturbava, criaram uma tempestade de prazer. Mordi meu lábio até quase sangrar para não soltar nenhum som. Em poucos segundos, a onda avassaladora me atingiu: gozei forte, em silêncio, sentindo o corpo tremer inteiro enquanto sentia minhas coxas ficarem meladas.
Lá da mesa, vendo meu estado e a minha entrega, Heigor acelerou os movimentos e gozou logo em seguida. Mas, como o ciclo dos três desejos ainda não tinha terminado, a magia do pacto manteve o pau dele duro e pulsando com força total, sem amolecer um segundo sequer. Pelo celular, veio a última ordem:
"Volte para a mesa agora."
Caminhei com as pernas bambas e me aproximei. Assim que parei ao lado da cadeira dele, Heigor nem esperou eu sentar. Ele me puxou pela cintura com ignorância, levantou a barra do meu vestido de uma vez e meteu a mão na minha calcinha e, com um puxão firme, rasgou com facilidade meu fio dental, deixando a minha buceta e minha bunda totalmente expostas. Ele me sentou sobre o tampo da mesa de madeira, encostou a cabeça do pau duro e lambuzado de porra direto na minha buceta molhada, segurou meu pescoço com firmeza, olhou fundo nos meus olhos e falou bem perto da minha boca:
— Este é o meu terceiro desejo...
Sem dar tempo para eu responder, ele enfiou tudo de uma vez só.
— AHHH! — O gemido abafado escapou da minha boca quando o pau dele entrou rápido em mim até o fundo, fazendo os livros da mesa balançarem. Heigor começou a meter com fúria ali mesmo. Cada estocada era funda, rápida e brutal. O som da madeira estalando e o atrito molhado das nossas virilhas ecoavam abafados no canto da galeria. Eu agarrei os ombros dele, desesperada por mais dele dentro de mim, entregue ao domínio absoluto daquele homem. A mistura do medo de sermos pegos com a violência gostosa daquela invenção nos levou ao limite em poucos segundos.
— Vou gozar de novo, Heigor! — Sussurrei desesperada no ouvido dele.
— Goza, minha delícia! — disse ele, cravando os dedos na minha bunda e acelerando até o fim.
Nós dois explodimos juntos num orgasmo devastador. Eu me contorci inteira no tampo da mesa, espremendo o membro dele com força com a minha buceta, enquanto Heigor encostou a boca contra o meu pescoço, numa tentativa de abafar o gemido, enquanto despejava uma carga enorme e fervendo de porra bem no fundo do meu útero.
Ainda arfando, colados um ao outro enquanto o brilho místico dourado finalmente se esvaía na penumbra, olhei de relance para as pilhas de livros velhos espalhadas ao nosso redor. Tínhamos revirado cada estante daquela biblioteca atrás do tal grimório, buscando respostas para o ritual, mas as prateleiras continuavam silenciosas, sem revelar segredo algum.
Heigor acariciou a minha cintura devagar, sentindo a minha respiração descompassada contra o peito dele, e deu uma risada baixa e rouca.
— Quer saber? Esquece essa porra de livro — murmurou ele, com a voz carregada de dominância e os olhos brilhando no escuro. — A gente não precisa entender de onde vem esse poder, nem ficar perdendo tempo procurando explicação. O que importa é o que essa magia tá fazendo com a gente... e o quanto a nossa vida sexual, que já era incrível, virou um delírio perfeito.
Sorri, sentindo o sêmen quente dele no meu interior e a satisfação de cada ordem cumprida. Ele estava coberto de razão.
Heigor deu um último impulso lento dentro de mim, tirou o pau devagar e ajeitou a calça, sem tirar os olhos dos meus por um segundo sequer. Com aquele fogo inconfundível queimando no olhar, ele segurou meu queixo e deu um beijo rápido e faminto nos meus lábios.
— Vamos embora daqui agora... porque se a gente ficar mais cinco minutos nessa biblioteca, eu te fodo de novo em cima dessa mesa.
