✨ Apoie a Casa dos Contos e leia sem interrupções — R$36/ano. Saiba mais →

ALMAS LIVRES, CORAÇÕES FIÉIS -SEGUNDA PARTE

Um conto erótico de TAURUS
Categoria: Heterossexual
Contém 686 palavras
Data: 03/10/2026 09:10:35

Olá caro leitores!

Informação..

O Encanto da Novidade e a Busca por Dopamina

O amor romântico está profundamente ligado ao sistema de recompensa do cérebro, que libera dopamina — o neurotransmissor responsável pela sensação de pela sensação de prazer e motivação. No início de um relacionamento, esse sistema está a todo vapor, inundando o cérebro com dopamina e criando aquela sensação de euforia e atração. Cada olhar, toque ou conversa parece mágico, reforçando o desejo de estar com aquela pessoa.

Mas, com o tempo, essa euforia diminui. Estudos com ressonância magnética mostram que o amor romântico evolui de uma fase de paixão intensa, movida por dopamina, para um estágio mais estável, baseado em hormônios como ocitocina e vasopressina, que fortalecem a confiança e o vínculo. Embora essa mudança seja natural e necessária para um relacionamento longo, algumas pessoas sentem falta daquela empolgação inicial.

Voltando

CAPÍTULO 2 — A Verdade que Dói

Semanas de teatro. Celulares virados para baixo, desculpas esfarrapadas, olhares que se desviam antes de se encontrarem. Marisa via Pedro sair e sentia o peito apertar; Pedro via Marisa distante e sentia o mesmo nó na garganta. Nenhum dos dois era feliz fora — cada toque com outro trazia uma lembrança do que tinham perdido entre si.

A descoberta veio de forma banal. Pedro esqueceu o celular na mesa. Uma mensagem apareceu clara e crua: “Ainda penso naquela noite… você foi perfeito dentro de mim”. Marisa leu tudo — horários, detalhes, palavras que doeram como socos. Quando ele entrou, ela estava parada, pálida, com o aparelho trêmulo na mão.

— Quem é ela? — a voz quebrou no meio da frase.

Pedro empalideceu. Tentou falar, mas não havia desculpa para que apagasse a dor nos olhos dela.

— Eu estava me sentindo invisível aqui… pensei que você não me queria mais…

— E eu? — gritou ela, as lágrimas caindo sem controle. — Eu também me senti assim! E também fui procurar fora. Não sou melhor que você. Fui com alguém do trabalho.

O silêncio caiu pesado. Pedro olhou para ela, chocado e ao mesmo tempo profundamente compreendido. Dois corações feridos, dois erros, um mesmo vazio. Passaram a noite conversando. Choraram. Culparam-se. Reconheceram que não foi um só — foram os dois, deixando o amor esfriar sem perceber. E ainda assim, nenhum falou em ir embora.

— Não quero te perder — disse ele, enfim, a voz baixa e rouca.

— Também não quero — respondeu ela, enxugando o rosto. — Mas não sei como voltar.

Dormiram abraçados, sem fazer amor, apenas se segurando para não se perderem de vez.

Os meses seguintes foram lentos e dolorosos. Dormiram no mesmo quarto, mas o toque era cauteloso, tímido. Foram à terapia, aprenderam a falar sem atacar.

— Senti que você não me via — admitiu Marisa, um dia.

— E eu senti que não era suficiente — respondeu ele.

O sexo voltou devagar. Um beijo que demorou mais, uma mão que ousou explorar, um olhar que não se desviou. Foi delicado, inseguro, mas verdadeiro. Pedro a tocou com cuidado, perguntando com o olhar se podia, e ela acenou , abrindo-se para ele, que foi entrando sentido a pressão de suas paredes internas . Enquanto gemidos pequenos aumentavam a cada movimento de Pedro ,Marisa abraçou mais forte puxando mais para dentro de si , Pedro a envolveu em seus braços fortes . Gozaram juntos, gemendo um para o outro, e sentiram que o caminho de volta era possível.

Mas havia algo mais. Conversas à noite, quando o silêncio chegava:

— E se… — começou Pedro, hesitante — e se o problema não for o desejo por outros? E se for mentira? Ouvi falar de casais que vivem abertamente, que compartilham experiências, mas que o deles vem sempre primeiro.

Marisa franziu a testa, confusa mas curiosa.

— Você quer… que a gente veja outras pessoas, juntos?

— Quero que a gente recupere a honestidade. Que não tenhamos que esconder nada um do outro. Que possamos explorar e voltar. Sempre voltar.

Falaram sobre medos, limites, desejos que nunca tiveram coragem de nomear. Estabelecem regras claras:

Nós somos a prioridade, sempre.

Tudo se fala, sem julgamento.

O “não” de qualquer um, a qualquer momento, basta.

Se doer, paramos.

— Vamos devagar — disse ela, segurando sua mão. — Sem pressa. Sem mentira.

Curta uma leitura sem interrupções.
Conheça o plano sem propagandas (R$36/ano — menos de R$3/mês) →
Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 12 estrelas.
Incentive Taurus a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.
Foto de perfil de Taurus Taurus Contos: 11Seguidores: 13Seguindo: 37Mensagem A vida é curta demais para gastar tempo se preocupando com coisas que estão além do nosso controle. Viva! Sonhe!

Comentários