Minha barriga roncava. Acordei já passava do meio-dia. Estava meio zonza, deitada, tentando entender onde eu estava e por que estava tão claro. Apoiei o braço no sofá e fui levantando o tronco e nessa hora uma dor lancinante atravessou meu corpo, vindo direto do meu cuzinho fustigado, me despertou de vez e tive que deitar novamente.
Como um caminhão a me atropelar, toda a lembrança da manhã veio à minha cabeça de uma vez e pus-me a chorar. Mais uma vez minha barriga anunciou a fome e tive que engolir o choro e, com todo o cuidado do mundo, sentar, ainda meio de ladinho, para ficar de pé e ver a mancha de porra e margarina impregnada no sofá.
Durante todo o dia, as lembranças iam e vinham e a toda hora eu ia até a janela para ver se o seu Fernando não iria aparecer para fazer tudo outra vez comigo.
Com exceção de alguns vizinhos que me viam e cumprimentavam, o dono da casa não deu as caras durante o dia todo.
Acordei um pouco melhor, tanto física quanto mentalmente e resolvi que o melhor a fazer era procurar um novo lugar para morar. Saí bem cedo, antes das sete horas da manhã, e fui até a academia para espairecer, onde fiquei por quase duas horas treinando sem parar. Até os professores vieram conversar comigo, falando para eu não exagerar, mas eu precisava fugir daquilo tudo.
Ao sair da academia, fui à uma imobiliária para procurar um lugar diferente para morar. Qual não foi minha surpresa ao não encontrar nenhum imóvel cujo valor fosse menor que mil reais, muito menos algum que fosse mobiliado e, para piorar, a imobiliária pedia o valor de três alugueis adiantado, já que eu não tinha fiador.
Fui em mais três imobiliárias e o resultado foi o mesmo.
Voltei para casa desanimada.
Ao chegar ao portão, dou de cara com seu Fernando saindo.
– Bom dia, Priscilla!
Ele estava sério.
– Bom… dia? – balbuciei.
O homem olhou para o céu, sorriu e respondeu:
– Sim, está um bom dia!
Meu coração estava a mil. Meu corpo todo tremia. Minhas mãos suavam frio, mas seu Fernando estava sereno. Era como se nada daquilo tivesse acontecido. Cheguei até a duvidar de mim mesma, mas foi só dar um passo para o lado e sentir meu cuzinho arranhar que voltei à realidade.
Assim, como se fosse apenas mais um dia comum, sem dizer mais nada, ele subiu a rua sem olhar para trás.
Me embananei toda com o molho de chaves. Tive muito trabalho para abrir o cadeado do portão e a fechadura de minha porta. Entrei e tranquei tudo. Corri para o banheiro, sentei na privada e desatei a chorar. Ainda chorando, entrei embaixo do chuveiro e fiquei lá por mais de uma hora, em um banho morno que aos poucos me relaxou.
O dia continuou moroso comigo largada no sofá, tentando devanear qualquer coisa para não pensar no dia anterior e a toda hora olhando para o relógio só esperando quando ele apareceria novamente em minha porta.
A tensão era tanta que acabei cochilando e acordei perto das sete horas da noite. Mais uma vez, eu estava faminta.
Preparei o jantar.
Sete e meia.
Jantei.
Oito horas.
Lavei a louça.
Oito e meia.
Sentei no sofá.
Nove horas.
Pela primeira vez naquele angustiante dia, eu suspirei aliviada.
Levantei.
– Amanhã é outro dia.
Ousei até sorrir ao vestir minha camisola.
Então, quando já estava pronta para dormir, ouço batidas na porta.
Meu coração disparou. Não era possível.
Fiquei imóvel e calada, torcendo para ele ir embora, mas novamente as batidas da porta ressoaram pela minha pequena casa.
Meu coração acelerou mais ainda.
Pela terceira vez, a porta foi golpeada, agora com mais força.
– Já vai! – respondi enfim.
Abri a porta.
Seu Fernando me olhou dos pés à cabeça.
– Por que demorou?
– Eu… Eu… – as palavras não conseguiam sair de minha boca. – Eu tava me trocando.
Ele apenas concordou com a cabeça, depois inclinou-a para olhar dentro da casa, virou-se de costas e começou a descer a escada. Parou na metade e olhou para trás.
– Você não vem?
Era uma pergunta. Era um pedido. Era uma ordem.
Sim, era uma ordem.
Segui-o olhando para todas as janelas preocupada em não ser vista em trajes tão sumários. Cavalheiro, ele abriu a porta para eu entrar e claro que aproveitou para dar uma passada de mão na minha bunda o que eu, por reflexo, dei um pulinho para frente e empurrei sua mão com um tapinha.
Seu Fernando soltou uma gargalhada.
– Não precisa fugir não, neném!
Fiquei parada, olhando para o chão até ele me tomar pela cintura e me levar até a sala onde deu uma apalpada calorosa, soltou minha bunda e foi até o sofá onde, antes de sentar, tirou a calça e a cueca exibindo seu cacetão duro como se fosse a coisa mais natural do mundo, deu algumas punhetas, balançou e ficou olhando para mim, sem esconder o sorrisinho de safado.
– Tá esperando o que pra vir me pagar um boquete, hein menina idiota?
Aos tropeços, corri em sua direção, deixando um dos meus chinelos no meio do caminho, e ajoelhei entre suas pernas, peguei seu pau e enfiei tudo quanto consegui em minha boquinha.
Eu nunca fui uma menina safada. Na verdade eu era toda certinha, por mais que gostasse de usar roupas apertadas, o que fazia mais para provocar minha madrasta, mas quando alguém vinha dar em cima de mim, eu já ficava na defensiva e me afastava assim que tivesse uma chance. Meu primeiro e único namorado foi paciente, persistente e, mais importante, obstinado em namorar comigo. Ele foi o primeiro a quem chupei o pau e o único com quem havia transado até aquele momento. Tive uns rolos pelo caminhos, mas apenas outros dois tiveram a sorte de receber um sexo oral meu, mas todos tiveram que insistir por dias só para me beijarem e levaram uma vida para me convencer a chupá-los.
Porém, aquele homem, Fernando, seu Fernando, melhor dizer, me deu uma simples ordem e eu obedeci sem questionar, quase como se fosse a coisa certa a fazer.
– Caralho, que delícia!
Enquanto, para mim, o ar estava carregado de tensão, ansiedade e uma angústia que me fazia tremer, para ele era um momento de relaxamento e curtição que, segundo ele mesmo, fazia tempo que não lhe acontecia.
– Que boquinha de veludo você tem, Pri!
Mantive meus olhos fechados enquanto subia e descia a cabeça em um ritmo rápido e constante, pelo menos até meu senhorio resolver aproveitar melhor do seu novo brinquedinho. Sua mão pousou em minha cabeça parando meus movimentos, mas ainda com seu cacete em minha boca.
– Pera um pouquinho, neném!
Sem conseguir me mover, abri os olhos e olhei para Fernando que não resistiu:
– Pelamor! – ele passou a mão em meu rosto gentil e carinhosamente – Cê já é linda, Priscillinha, mas mamando meu cacete com esses olhos lindos e profundos, é pra me deixar louco!
Conforme o peso de sua mão foi diminuindo, eu fui subindo a cabeça até finalmente a rola sair da minha boca. Seu Fernando mordeu o lábio e, em um tom afetuoso, disse:
– Dá umas bitoca na minha chapeleta!
Por não entender o que ele havia dito, fiquei parada, encarando-o perplexa. Ao perceber que eu não conhecia suas gírias, ele mudou o tom e de uma forma bem grosseira, explicou-se:
– É pra você beijar minha rola, mina burra!
Assim que dei o primeiro beijo, ele soltou um sonoro:
– TAQUEOPARIU!
Assutada, afastei.
– Não para! Continua!
Atendi sua ordem e voltei a beijar seu pau, para delírio do meu senhorio que não conseguia parar de falar:
– Olha isso! Olha isso!
Ele balançava a cabeça de um lado para o outro, quase não acreditando no que via.
– Olha esses lábios! – afastou meu rosto e começou a passar o polegar em meus lábios – Essa boquinha parece um coração!
Afastou a mão.
– Beija mais! – beijei – Isso! Assim! – segui beijando – Que delícia!
Eu dava beijos bem molhados na cabeça do cacete de Fernando que, acariciando meu rosto, disse:
– Priscilla, Priscilla! – com delicadeza, ele empurrou-me para trás – Qualquer dia você vai me fazer gozar só beijando meu cacete, mas hoje eu preciso de mais!
Seu Fernando aponta para o rack onde estava a televisão e mandou:
– Abre essa gaveta e pega um saquinho.
Peguei e entreguei para ele, mas o senhorio não o pegou.
– Pega aí e passa no meu pau!
Lá dentro havia uma caixinha escrito KY e dentro da caixinha um tubo que parecia uma pasta de dente.
– Abre! Abre!
O homem estava afobado.
Assim que eu abri, saiu um líquido meio transparente.
– Isso! Agora para o gel no meu cacete!
Coloquei um pouco na mão e comecei a passar. Para minha surpresa, minha mãozinha deslizou fácil com o gel, o que já deixava bem claro que aconteceria em seguida.
– Muito bem! Que mãozinha santa! – enquanto eu espalhava o gel, eu o punhetava lentamente, com uma certa curiosidade que eu nunca tive – Perfeito! Agora enfia no seu cu!
Parei a mão e, confusa, fiquei encarando-o.
– Vai logo, puta! Enfia o gel no seu cu!
Levantei e recebi uma nova ordem:
– Vira a bunda pra cá!
Fiquei de costas para ele, tirei a calcinha e, com todo o cuidado do mundo, encaixei a pontinha do tubo no meu anelzinho, fazendo seu Fernando cair na gargalhada. Olhei para trás, hesitante, e, junto com um tapão na bunda, ainda tive que ouvir:
– Você é muito burra, Priscillinha! Caralho! Aposto que puxou ao seu pai!
Do jeito que estava, continuei, com o tubo engatado no meu cu.
– Era para você passar no dedo e enfiar, mas agora que já colocou essa bisnaga no cu, aperta!
Apertei e senti aquele líquido gelado inundar meu rabo, bem diferente da porra que havia me preenchido no dia anterior. Não satisfeito, Fernando tirou o tubo do meu cuzinho, passou em sua mão e mandou:
– Abre esse rabinho gostoso, abre!
Com uma mão em cada nádega, afastei-as e deixei meu anelzinho exposto para o tarado ficar alisando-o, circulando-o, até enfiar a pontinha do dedo e, ao tirar, senti umas gotinhas escorrendo de dentro de mim, para o deleite do meu senhorio.
– Hahaha! Tá vazando, neném!
Eu já estava tímida com aquela situação toda, mas isso me deixou ainda mais encabulada.
– Agora sim! Perfeito! – deu uns tapinhas melados na minha bunda e falou – Agora senta no meu pau!
Abaixei o corpo, ajeitei-me entre suas pernas, segurei sua rola e apontei-a para meu cuzinho ainda dolorido da curra do dia anterior.
Senti a cabeça encostar.
Respirei fundo e comecei a soltar o peso.
O Ky havia deixado tudo tão liso que na primeira vez escapou.
Na segunda também.
– Espera!
Seu Fernando segurou minha mão e seu pau.
– Vem!
Voltei a descer e meu cuzinho começou a ceder até a cabeça entrar inteirinha.
Um calor absurdo tomou conta do meu corpo.
Parei.
Minha respiração estava rápida.
Meu cu já ardia.
Eu sentia os calos da mão de Fernando em minha cintura.
Desci mais um pouquinho, mas a dor era muito intensa.
– Continua!
Eu mal conseguia me mexer, mas o homem não queria saber.
– Desce!
Graças ao gel, a rola deslizava para dentro com facilidade. A dor, porém, continuava a mesma.
Parei mais uma vez, já com lágrimas nos olhos.
– Anda logo!
Virei o rosto para trás.
– E… espera… um pou… pouquinho.
As palavras mal saíam de minha boca.
Nem controle sobre meu corpo eu tinha mais.
Não conseguia descer nem subir.
– Puta que o pariu, que mina fresca!
Ouvi sua indignação, mas nada havia me preparado para o que ele pretendia fazer.
Com as mãos firmes em minha cintura, seu Fernando puxou-me para baixo, cravando seu cacete inteirinho, até o fundo, de uma só vez.
Foi uma dor lancinante. A maior dor da minha vida. Soltei um berro gutural e tive a boca tapada pela mão forte de meu senhorio ao mesmo tempo que, com a outra mão, ele abraçou-me pela cintura, travando meu corpo por completo, impedindo qualquer possibilidade de fuga.
– Mmmtimmmra! Mmmtimmmra! – mesmo com a boca tapada eu gritava em desespero – Mmmtámmmm mmmdoemmmdooo! Mmmeumm mmmcummm!
O máximo que eu conseguia fazer era sacolejar meu corpo, meu quadril, tentando desesperada e inutilmente cessar aquela dor que irradiava da minha bunda por todo meu corpo.
Pareceu uma eternidade, mas, eventualmente, a dor diminuiu.
Esgotada, soltei o corpo sobre o dele, que destampou a minha boca e relaxou o braço que me abraçava.
Fiquei parada, respirando profundamente, me recuperando daquele sofrimento incomensurável e mal percebi que a mão de seu Fernando já pousava tranquila sobre minha bucetinha e seus hábeis dedos ensaiavam uns movimentos sutis, delicados que já deixavam minha respiração irregular, intensa, acompanhada de suspiros e gemidinhos que apenas meu senhorio ouvia e, safado como era, aproveitou para me incentivar:
– Isso, putinha! Aproveita! Sente meus dedos nessa buceta!
Meu corpo começava a se mover sozinho, até mesmo rebolando de leve com o pau no meu cu e os dedos em minha xotinha.
Sua voz rouca e fala mansa fazia com que eu esquecesse toda a nossa situação e realmente desfrutasse daquele momento tão insólito que havia me acometido.
Com um movimento habilidoso de pernas e mãos, Fernando abriu minhas pernas e colocou as dele entre as minhas, deixando minha xaninha toda arreganhada e, ao mesmo tempo, toda relaxada e receptiva.
Quando a altura dos meus gemidos aumentou, foi o sinal para os dedinhos xeretas acelerarem os movimentos. Agarrei-me nos braços do seu Fernando, depois levei as mãos à cabeça, embrenhando-as em meus cabelos ondulados, já com os gemidos mais intensos anunciando o orgasmo iminente, até que tapei a boca e gritei, urrei, vociferei, barrando o som com minhas mãos e gozando como nunca havia gozado.
Pela primeira vez eu havia gozado sendo masturbada por outra pessoa.
Pela primeira vez eu havia gozado com uma rola na minha bunda.
Pela primeira vez eu havia gozado um gozo intenso de verdade.
Desfaleci mais uma vez sobre Fernando, agora não pela dor, mas pelo torpor pós-orgasmo que tomara conta do meu corpo.
– Sabia que você ia gostar, neném!
Nada respondi. E, mesmo que conseguisse responder, não saberia o que dizer. Era verdade. Uma dolorosa e humilhante verdade, mas totalmente verdade.
Agora, porém, era a vez de seu Fernando divertir-se.
Primeiro ele começou devagar, movendo o quadril de baixo para cima. Eu estava tão relaxada e plena que nem percebia a dorzinha persistente. Ouso dizer que estava até gostosinha aquela foda. Aos poucos ele foi aumentando a velocidade, dando trancos mais violentos que me faziam pular e também me tiraram do estado de torpor que eu estava.
– Toma no cu, vagabunda!
O Fernando atencioso e delicado havia passado a vez para o Fernando ignorante e bruto mais uma vez.
Puxando minha cabeça para trás pelos cabelos, ele disse entredentes:
– Agora cavalga, sua potranca!
Em seguida me empurrou bem para frente, deu um tapa na minha bunda e uma nova ordem:
– Pula, vagabunda! Quero ver teu cuzão engolindo meu pau!
Não sei dizer o que deu em mim, mas ao invés de pular, veio um funk na minha cabeça e eu comecei a rebolar, apoiando as mãos nos joelhos do homem, girando o quadril em círculos largos, indo para frente e para trás no ritmo da música que somente eu ouvia.
– Isso! Rebola, putinha!
Eu estava em transe. Era como se eu não estivesse mais ali. Meu corpo subia e descia por conta própria. Minha bunda rebolava sozinha. Era quase um sonho, mas ficou ainda mais maluco quando eu abri os olhos e percebi a televisão gigantesca na minha frente, na nossa frente, refletindo tudo o que nós fazíamos, mas, o mais importante, refletindo meu rosto com um sorriso que eu não percebia estar fazendo. E era um sorriso de total satisfação com um leve toque de luxúria que eu não imaginava possuir.
Incrédula, olhei para trás e Fernando confirmou meu sorriso:
– Tá gostando, né? Essa carinha de ninfetinha nunca me enganou!
Com um tapão na minha bunda, ele mandou:
– Agora vai bem rápido, Priscillinha! Mexe esse bundão gostoso!
Desliguei o que restava de sanidade, apoiei as mãos em seus joelhos e deixei meu quadril fazer o que ele queria. Rebolar.
Meu rabo subia e descia rápido, em um movimento constante e bem amplo. Eu podia sentir o pau do senhorio da base à cabeça, minhas pregas mordendo a glande macia que faziam Fernando urrar de prazer.
– Vai! Vai! Vai!
Eu estava exausta, mas já não tinha mais controle sobre meu corpo.
– Agora sai! Sai! Sai!
Levantei assustada, achando que tinha feito algo errado, mas fui pega de surpresa com ele já de pé, com a mão pesada em meu ombro a me empurrar para baixo. Deixei-me levar até ficar de joelhos quando o filho da puta começou a esfregar a rola na minha cara, tentando colocá-la dentro de minha boca.
– Não! – respondi aflita e enojada – Assim não!
Seu Fernando, porém, não estava alucinado:
– Abre a boca, sua vagabunda!
A repulsa àquela situação ajudou-me a manter minha firmeza:
– Não! Que nojo!
Minha resiliência durou até o primeiro tapa acertar em cheio minha bochecha. Plaft!
– Abre essa porra de boca, sua piranha do caralho!
Aquilo quebrou o resto de dignidade que eu ainda possuía. Abri a boca e deixei ele enfiar o cacete ainda com cheiro e gosto do meu próprio cu na minha boca. Em seguida, Fernando praticamente abraçou minha cabeça e começou a fodê-la, do mesmo modo que havia feito com minha bunda, indo fundo, chegando até a garganta, me dando ânsia ao ponto de eu cravar minhas curtas unhas em suas coxas, mas seu tesão era tanto que ele nem se importou.
Quando ele finalmente me libertou, tombei para trás, quase sem ar, aspirando tanto quanto conseguia.
Fernando, no entanto, ainda não tinha acabado. Me deu um novo tapa.
– Abre a boca!
Dessa vez nem questionei. Apenas fechei os olhos esperando ter a boca violada novamente, mas não foi o que aconteceu.
Fiquei parada.
Ouvi seus gemidos.
A boca continuava escancarada.
Cautelosamente abri o olho esquerdo e vi aquele homem, que parecia um gigante acima de mim, masturbando-se a menos de um palmo de meu rosto. Sem entender, abri o outro olho e fechei a boca, o que foi o suficiente para tomar mais um xingo:
– Mandei abrir a boca, sua cadela idiota!
Abri e não demorou um minuto, sua respiração ficou mais ofegante do que já estava e, aproximando mais um pouco seu cacete de meu rosto, de minha boca, seu Fernando soltou o primeiro jato de porra quente que veio direto na minha boca.
Involuntariamente tombei para trás e fiz menção de cuspir, mas fui fortemente repreendida:
– Não cospe!
Fechei a boca, com aquele sabor meio amargo tomando conta dela.
A segunda jorrada acertou meus cabelos, testa, sobrancelha, meu olho direito, por sorte eu estava com os dois fechados, o nariz, passou pela boca e parou no queixo.
No entanto, meu senhorio ainda não estava satisfeito e ralhou outra vez:
– Abre a porra dessa boca!
Abri outra vez e recebi mais uma esguichada lá dentro. Engasguei. Tive ânsia, mas para Fernando, isso nada importava.
– Isso! Fica assim! Puta! – ele seguia gozando – Vagabunda! – agora sem errar minha boca – Cadela! – Até a última gota – Vadia!
Ao perceber que havia terminado, abri meu olho esquerdo, um pouco mais limpo, e mantive a boca aberta. Minha respiração se misturava com um choro contido. Já o semblante do homem era de total regozijo, uma tranquilidade profunda que contrastava com meu estado emocional.
– Agora engole!
Fechei a boca e tentei engolir. Ao ver que eu inclinara o tronco para frente, ele advertiu:
– Não é pra cuspir, sua idiota!
Levantei a cabeça, com os olhos marejados e, pela segunda vez, tentei engolir, agora com sucesso.
– Glup!
Fernando me deu dois tapinhas no rosto, agora de leve.
– Boa menina! Boa menina!
Em seguida pegou suas roupas e falou:
– Agora vou tomar um banho bem demorado. Você já pode ir, Priscillinha. Amanhã a gente se vê.
Levantei cambaleante e caminhei para os fundos da casa. Observei bem antes de abrir a porta e corri desesperadamente para minha casa com medo de ser vista por algum dos outros inquilinos.
Diferente do seu Fernando, eu fui direto para a cama. Queria uma banho, mas estava destruída demais para tal.
Já na cama, adormeci. Acordei uma hora depois. Dormi novamente. Acordei novamente. Fiquei nesse ciclo nem sei quanto tempo, até que acordei com a mão sobre minha buceta. Levei o dedo até meu clitóris e comecei a me masturbar. Meu cuzinho piscava em uníssono com minha xoxota e em questão de segundos tive um orgasmo avassalador, que, de tão intenso, apaguei na mesma hora.