Amor de Cão — Segundo Encontro
Meses depois daquela tarde, ainda morando em Brasília, a saudade me corroeu. Liguei para minha amiga. A voz dela veio baixa, provocante:
— Sentiu falta do Machão?
Combinei de ir num sábado à tarde. Dessa vez não havia filha, não havia marido por perto, nada. Só ela, o cão e eu.
Quando cheguei, ela já estava nua sobre a cama, de joelhos, o pastor-alemão entre as pernas. O membro dele já estava completamente erecto: longo, fino na ponta e engrossando na base, brilhando de saliva. Ela o masturbava com as duas mãos, devagar, enquanto ele gemia baixo e batia o rabo.
— Vem — disse ela, sem tirar os olhos do cão. — Hoje ele está mais safado.
Tirei a roupa sem pressa. Meus seios já estavam duros, o sexo latejando. Ajoelhei-me ao lado dela e passei a língua na ponta do pênis do animal. O gosto era salgado, forte, animal. Machão empurrou o focinho contra mim, tentando me lamber, mas minha amiga o segurou pelo coleira.
— Primeiro ele fode. Depois lambe.
Ela se deitou de costas, ergueu as pernas e abriu a boceta com os dedos. Eu segurei o pau do cão e enfiei a cabeça dele dentro dela. Ele empurrou com força, o membro fino entrando até a raiz. Minha amiga gritou, as unhas cravadas no lençol. O cão trepava rápido, curto, profundo, o focinho escorrendo baba no pescoço dela. Eu ficava de lado, acariciando os dois: uma mão nos seios da amiga, a outra apertando os testículos pesados do animal.
Quando ela gozou, o corpo inteiro tremeu. O cão continuou metendo até ela empurrá-lo para trás.
— Agora é sua vez.
Deitei de quatro no chão, a bunda erguida. Minha amiga ajoelhou-se atrás de mim, segurou o pênis do Machão e enfiou a cabeça dele na minha entrada. Senti o calor úmido, depois a pressão fina e dura abrindo caminho. Ele empurrou de uma vez só. O membro longo me preencheu até o fundo, a base mais grossa esticando a boca da vagina. Começou a trepar com força, as patas dianteiras apoiadas nas minhas costas, as unhas arranhando a pele. Cada estocada fazia o pau dele bater no meu útero. Eu gemia alto, a cara no carpete, o corpo sacudindo.
Minha amiga se deitou debaixo de mim, chupou meus seios e depois desceu a língua até o clitóris. Enquanto o cão me fodia por trás, ela me chupava por baixo. O cheiro de sexo, de pelo molhado e de saliva animal enchia o quarto. Senti o orgasmo subir rápido, forte demais. Gritei quando gozei, o corpo inteiro se contraindo em volta do pau do cão. Ele continuou metendo, mais rápido ainda, até que uivou baixo e despejou tudo dentro de mim. Senti o jato quente, grosso, enchendo a vagina. A porra escorreu pelas minhas coxas enquanto ele ainda dava as últimas estocadas.
Quando ele saiu, o membro ainda semi-erecto, pingando, minha amiga se ajoelhou e chupou o que restava. Depois me virou de costas, abriu minhas pernas e lamba a mistura que escorria de mim: a porra do cão misturada com o meu gozo. O Machão se aproximou e também começou a lamber. As duas línguas — a humana e a animal — se encontravam no meu sexo, competindo pelo mesmo líquido.
Ficamos assim por um tempo, sujas, ofegantes, o cão deitado entre nós, o pau ainda latejando. Minha amiga me beijou na boca, o gosto da porra ainda na língua dela.
— Quer de novo? — perguntou, acariciando o focinho do animal.
Eu apenas abri as pernas outra vez.
Dessa vez o cão me montou de frente. Eu deitada, as pernas abertas, ele em cima, as patas nas minhas axilas. Minha amiga guiava o pênis dele para dentro de mim outra vez. Agora eu via o rosto do animal, os olhos escuros, a língua pendendo. Cada estocada era mais profunda. Ele me fodia enquanto eu o segurava pelo pescoço, puxando-o para mais perto. Quando gozei de novo, ele também gozou, enfiando até o fim e despejando o segundo jato quente dentro de mim.
Depois disso, o cão se afastou, se lambeu e deitou no canto da cama. Minha amiga e eu ficamos abraçadas, suadas, a porra escorrendo entre as nossas pernas misturadas.
Não falei nada. Só respirei fundo e pensei que, dessa vez, não haveria volta.