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O Demônio e a Megera – Episódio 45 (mais de dois anos depois)

Um conto erótico de Theodor e Aline
Categoria: Heterossexual
Contém 3645 palavras
Data: 21/09/2026 00:10:08
Última revisão: 01/10/2026 18:43:48

Uso um vestido amarelo simples, adequado ao calor inclemente de março em Feira de Santana. O tecido é leve, a barra vai até metade das coxas. Nos pés um par de rasteirinhas douradas com tornozeleiras valorizadas por detalhes em preto.

É o cair da tarde de uma sexta-feira. Após ter dirigido por uma hora e meia, desde Salvador, aponto o carro na direção do portão de madeira. Eunice tem prováveis 40 anos. É uma mulher do tipo que não faz questão de ser notada, exceto pela cordialidade genuína. Parece a criada perfeita para o patrão que tem.

Quando desço do carro, já dentro da garagem, ela me recebe na entrada da sala.

- Boa tarde, Dona Ana Clara. A senhora pode ficar à vontade que o patrão anunciou que já vai descer.

- Obrigada, Eunice, não se preocupe comigo. Aceito um copo d´água.

Acompanho Eunice até a cozinha. Ela me serve. Bebo.

- Obrigada – agradeço, enquanto caminho para o quarto de jogos.

Trata-se de uma casa de dois andares, cuja mistura do rústico com vintage no design conspira deliciosamente com a exposição de livros que decoram a estante livreira em estilo colonial, feita com madeira maciça. Sem entrar em mais detalhes, é um ambiente que convida as pessoas a ficarem.

Na parte de baixo, a sala, a cozinha e o quintal que dá para os fundos da casa. Não é um ambiente exatamente luxuoso. É uma combinação, na medida certa, de sobriedade com vida, de contenção com ousadia, algo perfeitamente aplicável a um homem especial. Um homem daquele tipo que, como um bom vinho, percorreu os anos de forma ascendente.

Subo os degraus da escada colonial, que me levam ao segundo andar. O meu destino é o último quarto. A última de quatro portas. A luz no interior do ambiente é a de um discreto candelabro na parede branca sobre a estante colonial. A parede branca em nada me parece pretenciosa, ainda mais quando nos encontramos já tantas vezes.

Diferentemente do fundo em alvenaria exposta, descoberta, que quebra a obviedade do ambiente. Ali, alguns ganchos na parede indicam que a aceleração do compasso do meu coração tem relação genuína com aquele quarto.

Suportes na parede sustentam os brinquedos do meu mestre. Algemas, chibata, palmatórias, pregadores de mamilos, correntes. Tudo discreto, sem exageros. Meu mestre é um homem sóbrio, não dado a qualquer tipo de ostentação inútil.

“Apenas o necessário”, ele sempre diz. E eu aprendo. A Megera sempre aprende as lições, ainda mais de quem as tem para oferecer.

Tiro a sandália, o vestido e a calcinha, adentro o círculo da submissão e ponho-me de joelhos sobre o chão duro de madeira, cujo cheiro, de modo contrastante, oferece uma sensação de aconchego.

Ponho-me de costas para a porta, seguindo a liturgia da casa. Só devo olhar para o meu mestre quando autorizada. Passam-se cerca de dez minutos. É apropriado fazer uma submissa esperar, pois tal conduta reforça a hierarquia, com relação à qual não tenho qualquer discordância. Meu encontro com meu mestre é o arranjo perfeito.

O som da porta me provoca uma tremedeira pelo corpo. Mesmo estando tão acostumada aquele ritual, meu corpo tem seus próprios ritos. Minhas paredes vaginais reagem à proximidade do momento tão esperado e, ao mesmo tempo, temido, porque nunca sei o que virá.

Boa noite, Ana Clara, espero que sua semana tenha sido maravilhosa.

- Foi, sim senhor, meu mestre, obrigada por perguntar.

- Tenho lido seu livro e estou muito impressionado com a forma como pensa e escreve. Não é de se estranhar que caminhe para se tornar uma celebridade. Além disso, vossas lives são primorosas.

- Agradeço pelas suas generosas palavras, meu mestre e senhor.

- São apenas verdadeiras, minha menina – responde, enquanto venda meus olhos.

- Sua produtora. Ayana, não é?

- Sim, senhor!

- Ela deu entrevista brilhante sobre o negócio de vocês. Uma marca 360 graus. Muito interessante.

- Na verdade, senhor, ela é a grande arquiteta do projeto. Eu apenas contribuo com meu humilde talento

– respondo, tendo meu pescoço sendo envolvido com uma coleira.

- Uma bela fala, minha linda menina. Humildade e talento são duas coisas que combinam perfeitamente.

Fez-se o silêncio, enquanto eu era colocada de quatro e meu mestre me puxava para caminhar pelo quarto.

- No entanto, parece que minha doce menina também ama a submissão. E está aqui a caminhar de quatro, completamente nua, levada por uma guia, com uma coleira presa ao pescoço. Como a minha menina se sente sendo tratada como uma cachorrinha?

- Excitada, meu senhor. Eu me excito em lhe ser servil.

Recebo um golpe na bunda, que me parece ser a palmatória. Enquanto caminho, praticamente em círculos, vou recebendo golpes em sequência, que deixam minhas nádegas e coxas queimando.

- Aqui, você não é a grande Ana Clara com seu enorme talento e suas responsabilidades, a mulher casada com um homem que qualquer mulher gostaria de ter. Aquela cuja vida é invejada por muitos.

Outro golpe na bunda.

- Aqui é só a cadelinha submissa, que se sujeita aos desígnios do seu mestre.

Júlio saboreia as próprias palavras, como se houvesse uma descoberta nova sobre mim em cada frase. Uma excelente diversão, provavelmente, para um doutor em filosofia, mestre em neurociências, que gosta de recrear mulheres ávidas por um pouco de submissão. Dentre elas, eu, a Megera.

- Podemos interromper seu passeio por hoje. Fique de joelho sobre a almofada, minha linda menina – ordenou.

Quando retirou minha venda, a imagem que se formou foi a de seu pênis. Já estava bem duro e convidativo. Júlio o aproximou da minha boca e me segurou pelo cabelo, que estava preso num rabo de cavalo, como me fora ordenado.

Eu já sabia o que fazer e procurei engolir seu pau o máximo que podia, fazendo movimentos de vai e vem, lambendo e sugando, enquanto ainda recebia golpes na bunda. Uma mistura de sensações que fazia minha buceta pulsar sequiosa.

- Bom trabalho, minha putinha. Gosta de ser usada como objeto, não gosta? Responda com meu pau na boca.

Balancei a cabeça em sinal de positivo e tentei dizer “sim, senhor” com o microfone dentro da boca. É claro que não saiu nada minimamente compreensível, mas ser humilhada fazia parte do exercício da minha condição naquele quarto.

Passaram-se, talvez, cinco minutos desde que comecei a mamar a rola do meu mestre, quando percebi que ia gozar. Ele fodia minha boca com mais urgência, fazendo com que me babasse toda. Sem aviso, descarregou seu leite na minha garganta, já acostumada com seu gosto, mas ainda capaz de engasgar, me levando a tossir, com porra escorrendo pelos meus lábios.

Júlio ainda esfregou seu pau melado no meu rosto, me sujando de baba e porra. Aquilo era suficiente para me deixar em estado avançado de excitação, mas não pare me fazer gozar. E ele sabia disso.

Mandou que ficasse de pé e fui colocada no cavalete, com o pescoço sob a guilhotina, o que não me permitia fazer qualquer movimento com a cabeça. Meu tronco se mantinha de bruços sobre a cadeira e minhas pernas ficavam para fora, deixando meus buracos expostos para serem usados.

- Eu espero que a senhora tenha momentos adoráveis, minha doce escritora e brilhante comunicadora. Será que me esqueci de mencionar algum atributo?

A posição era confortável se assim o fosse permanecer muito tempo nela. Depois de 30 minutos, provavelmente, eu já estava tensa por extar imobilizada daquele jeito, inclusive com os dois braços abertos em cruz, presos por algemas. Tudo meu que podia se mover era inútil.

Foi quando finalmente meu mestre retornou. Sem nada dizer, colocou o pau em minha boca e voltou a me usar, que era exatamente para o que eu servia dentro daquele quarto adorável. Como eu estava imobilizada, ele apenas fodia minha boca lentamente, saboreando minha submissão completa. Quando dei por mim, seu pau já estava duro feito pedra na minha boca e a sensação que aquilo provocava era maravilhosa.

Não tanto, porém, como a de ser penetrada naquela situação, totalmente vulnerável, rendida, exposta e submissa. Ele me segurou pelos quadris e iniciou um vai e vem torturante, com estocadas firmes e fundas, que me arrancavam gemidos altos.

- Está gostando, minha puta?

- Sim, senhor! Mais, por favor!

Júlio socou sem parar, sem aumentar muito o ritmo, mas intensificando a força das estocadas.

- Mais rápido! – implorei, ganhando um tapa forte na bunda, que até me arrancou uma lágrima.

- Eu dito o ritmo aqui. Você apenas me serve.

- Perdão, senhor, respondi humilhada, quase gozando.

Ele sabia como fazer para prolongar minha aflição, me levando ao desespero por um orgasmo. Então, ele se retirou e passou a lubrificar meu cu com os dedos.

- Relaxa, piranha, que eu vou comer esse rabo servil – falou, enquanto sua cabeça alargava minha entrada, provocando desconforto e me fazendo soltar gemidos de agonia, que logo foram se tornando grunhidos de prazer em ser enrabada daquele jeito por aquele homem especial, sem ter direito a dizer não ou opinar sobre como deveria ser comida.

Logo, seu pau já estava todo enterrado, me estocando com vontade e me fazendo gritar de aflição e de prazer. E foi assim que veio meu primeiro orgasmo: levando no cu. Do jeito que eu mais amo na vida. Gozei soluçando de prazer, em êxtase com aquela sempre tão esperada e desejada humilhação. Meu mestre gozou em seguida, tirando o pau do meu rabinho e descarregando seu leite na minha bunda carnuda e saliente.

Em seguida, fui liberada da guilhotina e meus braços foram soltos.

- Sua diversão terminou por hoje, princesa. Pode tomar seu banho e se vista para retornar à sua maravilhosa vida. Seu mestre sempre estará de braços abertos para lhe ensinar a obediência e a submissão.

- Obrigada, meu mestre! Agradeço por sua generosidade. Logo estarei ansiosa por matar a saudade de seus sábios cuidados – respondi.

Meia hora depois, estava chegando ao nosso apartamento em Feira. Mudarmo-nos para Salvador foi uma excelente solução para um velho problema. Precisávamos estar perto de Feira e do Rio de Janeiro. No caso do Rio, por causa do aeroporto, claro.

Mantivemos o nosso apartamento em Feira, já que era do André e nos servia como base quando íamos visitar nossas amadas famílias. Também era usado por Cínthia quando ela e Ingrid iam visitar os pais da minha rainha.

Eu não queria perder tempo. Coloquei uma bermuda e uma camiseta, num estilo bem moleca, e dirigi para meu bom e velho doce lar. Minha mãe me recebeu na porta com aquele sorriso de quem viu Papai Noel pela primeira vez, recebendo do bom velhinho aquele abraço caloroso de sempre, que quase a jogou no chão.

- Ana Clara, minha filha, você vai ficar velha e nunca vai deixar de quase me matar asfixiada e me jogar no chão toda vez que fica mais de uma semana sem me ver?

- Mainha, a única solução é você e papai se mudarem para Salvador. Assim, poderemos nos ver toda semana e eu não vou ficar morrendo de saudade.

- Nós mimamos demais essa menina. Já virou celebridade nacional, dirige um HR-V, tem um apartamento em cada cidade e ainda quer que os pais larguem o trabalho e mudem de cidade para a bezerrinha não sentir saudades – atacou meu pai, antes de ganhar seu abraço possessivo do bom velhinho.

- Mainha, sua série de artigos sobre Tolstói é de fazer as pessoas babarem. Meu Deus, depois não quer que eu seja filha coruja.

- Com um personagem desse, também, minha filha, é fácil. Vida e obra fantástica, mas que bom que você gostou.

- Vai gravar segunda-feira sobre a série, não vai? Eu vou participar também.

- E eu tenho alternativa? A senhora comeu alguma coisa, dona Megera?

- Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Estou com fome de comida de mãe, mas não tenho pressa. Tem caipirinha?

- Você acha que seu pai já não ia deixar pronta para você?

- Miguel, serve sua princesa – gritou minha mãe para meu pai, que tinha ido à cozinha e já voltava com aquela delícia que eu amava tanto mesmo antes de minha mãe pedir.

- Saindo uma caipirinha para a garota do Youtube, escritora mais famosa do Brasil – brincou meu pai.

Ainda bem que eu não tinha colocado a caipirinha na boca quando ele me chamou de garota do Youtube, ou a bebida teria voado longe. Ninguém entendeu a minha gargalhada e eu também não tentei explicar.

Ana Clara, a mulher da sexualidade mais estranha entre todas que Deus já colocou sobre a Terra. Começou sua vida amorosa tendo fantasias românticas com o amigo da família, que tinha idade para ser seu pai.

Depois, se tornou a garota do Youtube, que se excitava vendo comentaristas fazendo análises

inteligentes. Fora os problemas em sala de aula, quando os professores começavam a explicar com maestria temas complexos.

A mulher que tem dois maridos e três esposas, com longa ficha corrida em jogos de dominação e submissão, viciada em surubas em família e que tem sessões periódicas de BDSM com um dominador experiente. Sem contar com aquele bom e velho fetiche de ganhar chifrinhos do Demônio.

Enquanto eu vinha para Feira para o final de semana, não sem antes me submeter às delícias da submissão, da tortura e da humilhação, meu ilustre marido me presentearia com um lindo par de chifres, que eu ficava excitada só de pensar. Então, era melhor nem pensar.

A parte ruim é que eu não podia me corresponder com meu maridinho até de manhã. Às vezes, Tio Júlio, como chamávamos aquele homem espetacular, aos pés do qual eu amava me ajoelhar, às vezes me concedia a honra de dormir com ele e até fazia amor comigo. Eram momentos raros, e, por isso mesmo, mágicos. Eu devia fazer por merecer, eu só nunca entendera o que. Mas vá lá. Diante de um dominador como aquele, a gente não pensa, obedece. E como é bom ter momentos na vida em que não é preciso pensar, não é preciso decidir e sequer ter vontade própria. É só se entregar e sentir.

Como começou essa parte da minha história? Começou, na verdade, no primeiro episódio da série. Foi em outubro de 2023, naquela festa de aniversário, quando conhecemos o Tio Júlio. Na verdade, já conhecíamos, mas foi quando meu amo e senhor entrou em nossas fantasias eróticas. Primeiro, de forma sutil. Em seguida, abrindo uma janela de oportunidade para que eu pudesse viver minha tara de ser submissa de uma forma organizada e perene, já que o Demônio definitivamente não se empolgava muito com a ideia de me fazer de penico e tapete. Embora tenha me oferecido a mais espetacular sessão de dominação que já tive, até Gabriel demonstrava mais entusiasmo em me fazer de gato e sapato.

E também tinha as meninas, mas, embora tenha acontecido uma transformação na minha dinâmica com Cínthia desde aquele carnaval, mas a vida impediu que meu que fosse definitiva. Ingrid, que era a submissa oficial da família, se transformou em uma dominadora de meter medo até na versão mais bruta da Megera. Para falar a verdade, nos divertimos muito. Até nossos donos acabaram liberando aquele picadeiro e se divertiam como a plateia na arquibancada.

Tio Júlio era um dominador sério, centrado, que sabia ler meu coração e – por que não dizer? – minha mente. Era quase um terapeuta. Seu grande mérito era saber antever o que eu desejava, prometer e negar. É o que quebra uma submissa por dentro e nos deixa mais de quatro ainda, querendo mais e mais.

No dia em que envolvemos Tio Júlio e Amanda em nossas fantasias, eu tinha desenvolvido o hábito de provocar ciúmes no Demônio. Não que ele sentisse ciúmes, mas ficava excitado quando eu os tentava provocar. Era mais ou menos uma forma de brincar com o perigo.

Começou uma vez em que eu saí do treino do vôlei e fomos ao clube buscar o André: eu, Amanda e Jaque. Estávamos as três com shortinhos e camisetinhas regata de treino. Como Amanda era uma morena gostosona e Jaque era uma loirinha que não era de se jogar fora, nossa líbero, os homens ficaram nitidamente desorientados em campo. Lógico que nós, três mulheres perversas, percebemos o efeito que causamos.

André, por sua vez, com aquele jeito André de ser, só me mandou um beijinho, como se nada de anormal estivesse acontecendo.

- Uau, Megera, que gato, hein! Não quer emprestar? – provocou Amanda.

- Depende do que eu vou ganhar em troca – respondi, mal sabendo ela como meu corpo processava aquela provocação.

Aliás, provocações na minha cabeça tinham a faculdade de se tornarem ideias.

- Amor, a gente pode ir tomar banho no vestiário com vocês? – provoquei o Demônio, que para lá se encaminhava, após lhe apresentar minhas amigas de time, que ele só conhecia de ver meus jogos.

Foi ali que começou aquela coisa de provocar ciúmes no André com piadinhas e gestos calculados para mexer com a imaginação dos homens. Como termos ido as três beber cerveja com quatro amigos do André, quando abusei das cruzadas de perna “inocentes”.

Claro que André notou minhas manobras e eu paguei caro quando chegamos em casa. O puto me comeu tanto, que eu não conseguia nem fechar as pernas e andar direito no dia seguinte, fora as marcas pelo corpo dos apertões, chupões e mordidas que ganhei.

Quanto aos orgasmos, é claro que perdi as contas. E quem é que ligava para não conseguir andar no dia seguinte? Eu descobrira o truque e aplicaria sempre que quisesse ser comida como uma puta de zona pelo meu dono. Pena que ele não gostasse de me tratar como escrava, puta e submissa, mas eu entendia o lado dele. Esse não é o papel de um marido, embora possa desempenhá-lo eventualmente.

Tio Júlio foi a oportunidade de ter um vínculo efetivo de dominador e submissa, senhor e escrava. Eu lhe devia obediência sempre, mesmo quando estivesse à distância e sempre deveria me prostar de joelhos quando estivéssemos a sós. É a coisa mais perfeita que uma mulher como eu poderia esperar.

Enfim, era dezembro de 2023 quando encontramos Júlio e Arlene na festa de fim de ano do trabalho do Demônio. Arlene atuava em outro setor e tinha um relacionamento com Júlio, mas André não tinha contato com ela. Foi a presença do Tio Júlio que nos aproximou.

Acabei fazendo amizade com Arlene, o que sempre era um perigo. Ela tinha 30 anos, era uma mulher magra, do tipo elegante, com cabelo curto, corte tipo Bob, com praticamente a minha altura e razoavelmente bonita de rosto. Nada, em termos de beleza, que se comparasse às minhas três esposas, mas extremamente sexy e capaz de provocar minhas taras sapiossexuais, porque a madame era neurocientista e psicopedagoga.

Se fosse só o currículo, vá lá, mas a mulher era uma conversa de oferecer orgasmos múltiplos ao espírito. Ainda mais tendo Tio Júlio e Demônio para completar o timaço. Cheguei da festa do trabalho do Demônio toda molhada, ainda mais que nos convidaram para jantar e beber uns drinks na casa do Tio Júlio.

Foi um sacrifício para o Demônio apagar meu fogo naquela noite. Com o agravante de que era uma quarta-feira e ele tinha que trabalhar no dia seguinte. Não só ele. Naquela época, eu tinha duas turmas no estágio e a Casa da Megera não parava de crescer, alcançando um milhão de seguidores só no canal do Youtube. O blog voava baixo e tínhamos que nos desdobrar para interagir com as pessoas nas redes sociais. Até minha mãe já tinha sido cooptada para aquela rotina da Casa da Megera.

Foi no começo de 2024 que endossamos a ideia de Gabriel e Ay de abrirmos uma livraria online. Gabriel e o Demônio desenvolveram um plano de negócios, no qual incluíram planos para em cinco anos abrirmos oito unidades físicas em shoppings no Rio, São Paulo, Salvador e Belo Horizonte.

Impulsionada pelo canal e pelas redes sociais, a livraria online rapidamente se tornou um sucesso, mas foi a ideia das lojas que me deixou emocionada. Algo que não tinha precedentes. A primeira unidade foi inaugurada no Rio de Janeiro. Havia permanentemente uma mídia ligada na área do café transmitindo episódios dos programas do canal. Obviamente, como Ay, Cínthia e Ana Clara eram verdadeiras deusas, a atenção das pessoas era facilmente atraída para o conteúdo de alto nível que produziam.

Logo começaram as noites de autógrafos extremamente bem organizadas, inclusive com entrevista exclusiva para o canal com o autor. Ay era uma produtora extraordinária, que deixou a moda pela literatura. Dizia que era uma forma de estar ainda mais próxima de mim, que eu era o amor da sua vida.

Foi no segundo semestre de 2024 que foi lançada a segunda unidade em Salvador. Gabriel praticamente replicou um modelo de franchising, com todos os processos, rotinas e procedimentos para que André assumisse o comando de Salvador com uma bula certeira. Tivemos que nos mudar para a capital, onde alugamos, pelo menos provisoriamente, um quarto e sala, que era pequeno, mas bem localizado.

E o mais incrível de tudo sou eu falando de processos, que, para mim, era algo que só existia no Direito. Mas, enfim, eu tinha me tornado, mais que uma escritora ou produtora de conteúdo, uma empresária. Então, nada mais natural que começasse a dominar o vocabulário típico do mundo corporativo, o que fazia André dar risadas deliciosas cada vez que eu mostrava desenvoltura ao falar de negócios.

Bom, mas o importante é que fomos convidados para aquele jantar. Como Ingrid estava hospedada lá em casa, oferecendo a distração perfeita para Cínthia, não houve problema algum para nós. Aliás, essa é uma entre muitas histórias que precisamos contar quando avançamos dois anos no tempo desde aquela noite de sábado de carnaval em 2023.

Se dizem que Deus escreve certo com linhas tortas, a única certeza que temos é a das linhas tortas.

Continua...

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Comentários

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E eis que a transição foi feita!!

Fenomenal! Mas minhas impressões agora,

Em primeiro lugar, sabemos que eles todos estão juntos!! Excelente!

Mas vou falar o que eu imagino agora!!

Veremos um lado sombrio nessa história a partir de agora! Para Ana Clara as brincadeiras acabaram, agora é serio! Ela tem um novo Amo e Senhor e vejo que ele terá completo domínio sobre ela.

"Eu lhe devia obediência sempre, mesmo quando estivesse à distância e sempre deveria me prostrar de joelhos quando estivéssemos a sós. É a coisa mais perfeita que uma mulher como eu poderia esperar."

André é seu marido agora, seu amor e seu parceiro de negócios, mas Tio Julio é seu dono completo. Minha pergunta...quem é Tio Julio??

Ele sendo um Dominador experiente sabe conduzir tudo da maneira correta e com paciencia! Pode ser impressão minha, mas Tio Julio vai aprontar muito nessa historia. Será que veremos a queda de Ana Clara?

Estou tremendamente empolgado para conhecer essa nova fase da Mégera e o Demônio!

PS. Se não nada do que eu penso e Tio Julio for um cara bacana estou empolgado igual!!!

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"Na verdade, já conhecíamos, mas foi quando meu amo e senhor entrou em nossas fantasias eróticas. Primeiro, de forma sutil. Em seguida, abrindo uma janela de oportunidade para que eu pudesse viver minha tara de ser submissa de uma forma organizada e perene"

Organizada e Perene!

Sei lá, mas acho que é isso mesmo! Megera tem dois maridos e três esposas mas Tio Julio é seu único Dono e Senhor.

Entrou de forma sutil e metódica.

Continuo com minha pergunta na cabeça! Ele será O grande vilão na vida de todos?

Ele irá deixar Megera continuar vivendo essa vida encantada que ela vive?

André já esta claro que não supre mais as fantasias da Ana Clara. Gabriel e Ay estão longes. Cinthia e Ingrid acho que estão juntas!

Queridos T&A, parece que eu estou querendo muito drama agora???

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Faraó, fiquei preocupado com algumas falas dela e, por isso, estou aguardando a manifestação do Demônio.

Não acho que ele não consegue suprir. Ela mesma disse que ele já fez isso de maneira marcante, mas acho que ele, por amar ela demais, não quer ficar fazendo isso com ela.

A questão é saber se esse fetiche dela dominou de tal maneira que estrague o relacionamento dos dois, se é uma questão combinada entre eles e transparente, ou se Tio Júlio é um amante escondido e quer a Megera só para ele, sendo o vilão da história.

Temos várias possibilidades que nossos mestres da escrita podem seguir. Uma coisa que me chama a atenção é que “traição” ou “infidelidade” não são descritas como assuntos da história, o que me dá esperança que o casamento entre nosso casal 20 não vai se despedaçar.

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Meu amigo Normal! Reli o capitulo!

Estou muito inclinado a achar Julio um vilão sim! Muito esquisito os questionamentos dele com relação a Ay e ao empreendimento e principalmente nisso aqui:

" Aqui, você não é a grande Ana Clara com seu enorme talento e suas responsabilidades, a mulher casada com um homem que qualquer mulher gostaria de ter. Aquela cuja vida é invejada por muitos."

Casada com um homem que qualquer mulher gostaria de ter???

Mas meu amigo, se formos pensar na evolução de Megerinha, isso poderia acontecer a qualquer momento.

E achou um problemão agora!!! Julio ja subjugou Ana Clara totalmente. Ela diz que ele ja é o Amo, mestre e senhor dela 24 horas.

Acho que veremos muito drama e veremos nossos heróis tentando resgatar Megera das mão desse que virá a se tornar um monstro para Megerinha!

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Mas calma amigo Normal!!

Casamento nenhum vai se despedaçar!!

Só veremos agora Megerinha ter uma lição preciosa nas mão do vilão Julio para ela aprender umas boas lições!

Mas acho que iremos sofrer um pouco antes de tudo voltar aos trilhos!

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Posso estar sendo dramatico!!

Mas estou adorando montar teorias aqui agora!! hahahaha

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Cavalheiros, gostaria de compartilhar uma curiosidade com vocês. Eu estive olhando um estudo que diz que as três mais populares fantasias entre homens e mulheres são, nessa ordem:

1 - Ménage à trois

2 - Sadomasoqismo

3 - Ver o parceiro (a) tendo relações com outra pessoa

Eu juro que dei uma risada demorada aqui depois de ver esse estudo. Parece-lhes ou não que a Ana Clara é um catálogo completo?

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kkkkkkkkkkkkkkkkk

Da para por mais umas dez categorias aí né!!!

Ana Clara é muito show!! Ela é a Megerinha!!

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Devo confessar que a 2 e a 3 não me agradam.

Ana Clara tem o cardápio completo.

Só que achei que ela virou submissa de um cara de maneira completa em pouco tempo.

Minha curiosidade é o que o Demônio pensa disso. Antes ele estava ali tentando freiar, colocar equilíbrio. Se ele desistiu com medo de perder a mulher, fudeu.

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Mas não foi em pouco tempo.

Esse capitulo 45 se ligou com o 1. Passaram-se 2 anos do carnaval que a Ingrid foi introduzida.

Minha dúvida agora é se Tio Júlio vai querer mudar a dinâmica de todos.

Antes eles alternavam esses papéis de dominadores e dominados entre eles, de forma clara e saudável.

Mas Tio Júlio e Megera formaram um núcleo só deles, excluindo o restante.

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To empolgado aqui!!

E me parece que Tio Júlio está de olho na Ay tbm. E muito interessado pelos negócios delas.

Adoro teorias!!!! hahahaha

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Achando graça aqui da sua empolgação. Espero estar errado.

Aproveitando o ensejo, acho que vou dar um tempo em comentar as coisas por aqui. Estou bem chateado com o site. Há mais de uma semana tentando publicar a continuação da história, mas o site não deixa subir. Primeiro, o título era grande. Depois, está aguardando a administração verificar o conto. Já mandei uns 3 e-mails e ninguém me respondeu até hoje cedo.

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Bem que eu vi que não recebemos mais as notificações do teu conto no e-mail.

Mas se você parar de comentar aqui, a gente para de escrever. E tenho dito. rs

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O loko!!

E eu??????????

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Eu te mando por e-mail o final!

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Relaxa amigo!

Carlão ficou sabendo que tem um monte de contos enroscados. E eu vi agora aqui que não aparece umas pessoas que sigo.

Vamos esperar as resoluções do site mais um pouco.

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Desculpem, me expressei equivocadamente. Os de vocês eu continuarei a comentar e dar as estrelas. Mesmo com a ansiedade batendo com o medo do meu casal predileto estar se desfazendo ou a imagem que eu tenho deles ficar arranhada pelas decisões da Megera…😂

Mas vou dar uma diminuída no tempo gasto com o site.

Obs.: segue o Líder.

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Vou repetir para mim mesmo!

Acho que agora na nossa história é um ajuste de rumos!

Megerinha é hiper inteligente e ama demais os outros 4!

Tio Julio vai tentar mas não vai conseguir não!!

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Bom dia! Comecei meu dia com esse excelente texto (eu sei, estou sendo repetitivo), mas confesso que vou aguardar as cenas dos próximos capítulos. Já estava preocupado e, agora, um pouco mais, em saber que a a Megera virou submissa do Tio Júlio e que o negócio é tão intenso que, aparentemente, o cara transa com ela sem preservativo (confesso que li rápido, mas tive essa impressão). Aguardando também o relato da situação com meu ídolo Demônio…rs

T & A, parabéns!

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