AVISO AOS LEITORES: Eu demorei um pouco mais pra entregar este capítulo porque estava com pouco tempo por causa do trabalho. E queria entregar logo os capítulos que encerravam este arco. Então, só postei esse quando terminei de revisar a parte 4 pra publicar segunda ou terça. Peço desculpas pela ausência no final de semana passado.
CRONOLOGIA: Os eventos narrados aqui história acontecem entre meados de março de 2025 até 01 de agosto de 2025.
Eu me chamo Lorena, tenho 28 anos e sou sócia-diretora de operações numa empresa de importações e exportações. Na prática, eu passava boa parte da dia resolvendo problemas. Fora do trabalho, eu gostava de sol na pele, tatame no fim do dia, praticar esportes que dessem bastante adrenalina e pegar a estrada pra qualquer lugar onde a próxima aventura estivesse.
Eu sabia que era gostosa. Tenho 1,68m, pele morena-clara bronzeada, cintura marcada e uma barriga tanquinho seca. Meus seios eram firmes, pequenos, com aréolas escuras grandes e mamilos salientes que marcavam qualquer camiseta fina. A minha bunda era redonda, firme, boa de pegar, com uma curva discreta que combinava com minhas pernas fortes. Coxas torneadas, panturrilhas definidas e tornozelos finos. A minha buceta era rosada, apertadinha e totalmente depilada. Eu gostava do meu corpo porque ele aguentava o ritmo da minha cabeça.
O Rogério era o meu melhor amigo desde antes de a gente entender o que era isso. Nós nos conhecemos praticamente quando aprendemos a andar. Nossas famílias eram próximas e, durante um tempo, muita gente achou que eu e ele viraríamos casal. Aconteceu o contrário do que esperavam, porque crescer tão colada nele me fez enxergar Rogério como irmão. A química existia, as provocações também, e isso confundia quem olhava de fora. Mas, para mim, ele era família.
Relacionamento sério sempre me pareceu uma armadilha quando vinha com homem querendo me moldar. Eu tinha preguiça de quem confundia parceria com controle. Queria alguém que me acompanhasse sem tentar diminuir o meu passo, alguém que achasse normal sair para uma praia isolada no fim de semana só porque o mar parecia bom. Eu queria um parceiro, com tesão e coragem suficientes para me acompanhar na cama e fora dela. Homem que precisava de uma mulher menor para se sentir grande nunca me interessou.
Depois que nós já estávamos formados, o Rogério encontrou o amor da vida dele: Jéssica. Eu gostei dela de cara. Do lado dela, foi (bem) mais complicado. A Jéssica sempre teve ciúmes de mim e eu entendia. Eu e o Rogério ríamos perto demais e carregávamos intimidade demais para parecer inocente aos olhos de uma namorada/noiva/esposa apaixonada. Mesmo assim, eu continuei tentando provar que aquilo era amizade. Fui madrinha do casamento deles e fiquei ali, perto do altar, vendo o meu melhor amigo ter o seu final feliz com uma mulher que combinava com a parte mais bonita dele.
A minha vida virou de cabeça para baixo quando me mudei para o condomínio deles. Ali, eu encontrei a minha melhor amiga pra vida toda e também aquele que seria talvez o grande amor da minha vida.
Mas estou adiantando demais. Para explicar direito o que aconteceu, tenho que começar a história meses antes de me mudar para lá. Em outubro do ano anterior, para ser mais exata.
No dia seguinte, as coisas pareciam mais calmas na superfície. O Rogério tinha ido para uma ONG. Enquanto isso, eu, Jéssica e Lisandra ficamos jogadas no sofá, conversando e assistindo Netflix. Foi um bom momento pros ânimos acalmarem e termos um pouco de conversa em paz entre as três.
A Jéssica estava de shortinho curto e regata branca, confortável demais para se preocupar com sutiã. A Lisandra estava de jeans justo e blusa preta leve, e o cabelo loiro caindo pelos ombros. Eu usava uma camiseta velha do Rogério, grande demais, cobrindo parte das minhas coxas bronzeadas.
Foi quando a Jéssica decidiu trazer a tona o que eu tinha feito na noite anterior.
— A Lorena não tem vergonha na cara — disse Jéssica, depois de terminar de contar pra Lisandra.
— Eu não planejei. Começou com conversa, virou massagem, e quando eu vi já estava beijando o seu Raimundo.
A Lisandra me olhou com uma cara de quem estava pronta para me absolver, desde que eu contasse todos os detalhes sórdidos.
— E, então, Lorena. Qual o seu veredicto pro velho Raimundo na cama?
Senti minha própria face esquentar, porque a resposta honesta deixava tudo mais absurdo.
— Ele transa com paciência. O pau dele é normal e a idade na resistência. Mas ele é bem experiente mesmo e sabe usar a língua e as mãos de um jeito muito bom.
— Muito bom quanto? — perguntou Lisandra. — Pode falar sem fazer pose.
— Bom o suficiente de me fazer gozar quatro vezes — respondi, encarando as duas. — Duas no sofá, outra na cama antes dele me comer e a última comigo por cima dele.
A Jéssica arregalou os olhos.
— Quatro numa transa só?
— Quatro.
— O homem é uma máquina — resumiu Lisandra. — Se usar só dedos e língua.
— E ele gozou? — perguntou Jéssica, mais baixa. — Ele conseguiu mesmo ir até o fim?
— Sim. E ainda gozou dentro — falei, sem rodeio. — Foi estranho, mas bem mais gostoso e carinhoso do que eu imaginaria.
— Gente... — riu Lisandra riu. Ela estava corada, mas os olhos dela pediam mais.
— E você, Lisandra? — perguntei, aproveitando para tirar o foco de mim. — Alguma história cabeluda envolvendo velhos?
A Lisandra respirou fundo com teatralidade. A Jéssica já se ajeitou no sofá, pronta para julgar.
— Tá bom, eu vou contar — disse Lisandra, respirando como quem ia admitir uma vergonha e uma história épica ao mesmo tempo. — Eu transei com o seu Geraldo.
Eu e Jéssica soltamos um som quase igual, entre susto e riso. A imagem demorou a encaixar, porque o seu Geraldo era um velhinho barrigudo e meio feinho. Embora simpático, a Lisandra era areia demais pro caminhão dele. Um milhão de viagens não seriam suficientes.
— Sério — continuou Lisandra, ficando vermelha enquanto ria. — Ele veio aqui consertar a pia, me viu de quatro, ficou de pau duro, pediu e eu neguei. Aí, ele velho se ajoelhou no chão da cozinha implorando pra eu deixar ele me comer.
A sala explodiu em riso. A Jéssica levou a mão à boca.
— E você topou por pena? — perguntei. — Por favor, diz que teve pelo menos tesão no meio dessa caridade.
— Teve muito tesão. Ele se ajoelhar foi um vexame, mas eu tava na seca e acabei ficando curiosa.
Ela ficou mais séria por um instante, como se quisesse deixar a história menos caricata.
— O pau dele é grosso. Maior do que eu esperava e maior que os dos meus exs. Ele é incrivelmente bom no que faz. Chupa muito bem, meteu com força e aguentou tanto que, se não fosse a pressa, era capaz de passar horas metendo. Eu gozei umas três ou quatro vezes com aquela boca e aquela rola. Ele é uma máquina!
Ela mordeu o lábio, sem conseguir esconder que tinha gostado.
— E sabe o que é mais louco? — continuou Lisandra. — Ele coleciona calcinhas das mulheres que come! Levou a minha “de recordação”.
— Não acredito!
— Você deu mesmo? — perguntou Jéssica, entre o horrorizada e o curiosa.
— Dei! Já tinha dado mesmo. Mas, em troca, fiz ele me levar num date. Foi divertido. Fofo, até.
— Ai, gente... imagina a gaveta de calcinhas do seu Geraldo... — comentei rindo.
A conversa já tinha passado do ponto em que uma pessoa sensata mudaria de assunto. Depois que a Jéssica falou sobre o voyeurismo do seu Arnaldo, a conversa mudou de foco.
— Vocês já transaram com outra mulher? — perguntou Lisandra. Ela falava como quem mudava de assunto, mas os olhos dela tinham outra intenção.
— Eu já experimentei, sim. Uma vez na faculdade — respondi.
— Sério? — perguntou Lisandra, animada.
— Eu e uma colega de curso. Nada muito sério. A gente bebeu demais uma noite... rolou uma curiosidade dupla, sabe?
— Rolou só curiosidade? — cutucou Lisandra.
— Curiosidade e umas linguadas.
A Jéssica fez uma cara que misturava choque e diversão.
— Nossa! — disse Lisandra, rindo.
— Foi divertido pra caramba. Mas, sinceramente? Meu negócio é rola mesmo. Foi gostoso, sim, mas não bateu aquele tesão bruto que tenho com um homem.
— Mesma coisa comigo — completou Lisandra.
— Como assim? — perguntou Jéssica.
— Eu já transei com uma mulher também. Algumas vezes, com a dona Odete.
— Tinha que ser a dona Odete! — disse Jéssica.
— Foi divertido, ela é cheia de truques. Mas, igual a Lorena, eu também prefiro um bom pau. De preferência, um pau especial. Como o do Rogério...
A Jéssica riu, meio sem jeito, e mexeu no cabelo. Eu vi o ciúme passar pelo rosto dela junto com a vaidade de saber que o marido era desejado.
— Agora me fala, Jéssica... Você já transou com alguma mulher? — perguntei.
— Nunca — respondeu. — Até hoje, só o Rogério mesmo. Nunca beijei, nunca transei, nunca nada. Só com homem. Na verdade, só transei com o Rogério.
— Jura? — perguntei, surpresa. — Nem na brincadeira?
— Nem na brincadeira.
— Toda certinha! — comentou Lisandra.
— Certinha nada — retruquei, rindo. — Quem vê essa carinha de anjo não imagina...
— Os gemidos sem parar a noite toda? — continuou Lisandra. — Já tive o desprazer de ouvir. Dois coelhos!
— Você nunca ficou nem curiosa, Jéssica? — provoquei.
— Nunca pensei muito nisso.
Nós rimos de novo. A Lisandra olhava para Jéssica como quem admirava uma porta fechada e imaginava a chave.
— Mas você sabe que a gente te acha linda, né? — disse Lisandra, com um tom terno, mas insinuante.
— Linda e gostosa — completei.
A Jéssica soltou aquele riso gostoso, meio envergonhado, meio lisonjeado.
— Vocês são bobas.
— Bobas nada — disse Lisandra. — Eu posso preferir um belo de um pau, mas você é tipo de exceção que eu abriria.
— A única coisa que me impede de dar em cima de ti é o respeito pelo meu mano Rogério — brinquei.
— Só estamos falando a verdade.
A Jéssica trocou olhares conosco e percebeu que a brincadeira tinha chegado perto de uma beirada real.
— Ok, ok. Vamos ver a série, vai. Todo mundo neste prédio parece doido para me comer.
Quando Rogério voltou, já perto do fim da tarde, a casa estava tranquila. O Rogério era forte de um jeito discreto, com ombros firmes, braços marcados e coxas de quem treinava há tempo demais para precisar se exibir.
Fomos ao shopping no começo da noite. Tentei bancar a sensata quando a Jéssica soltou a brincadeira de que eu e Lisandra podíamos provocar o marido dela à vontade naquela noite, desde que ele ficasse não correspondesse. Aquilo abriu uma porta perigosa pra Lisandra. No cinema, as duas começaram a brincar com ele debaixo das luzes apagadas, com toques, pernas encostando e sorrisos cheios de malícia. Eu tentei puxar todo mundo pro juízo, só que era voto perdido. Quando as luzes acenderam, ele quis ficar nos créditos para esconder o pau duro.
Depois fomos jantar, mas a provocação continuou debaixo da mesa, nos olhares e nas frases atravessadas. A Lisandra queria deixar Rogério no limite, a Jéssica gostava de testar até onde ele aguentava e eu percebia que todo mundo se alimentava daquele tesão. Eu poderia (deveria) ter encerrado a noite ali, levando todo mundo para casa antes que a brincadeira ficasse séria. Deixei seguir porque parte de mim também queria ver até onde aquilo ia. No carro, eu ainda dizia para mim mesma que chegar em casa para tudo acalmar.
Quando chegamos ao apartamento, o Rogério estava com o corpo aceso de um jeito que eu conhecia e a Jéssica conhecia ainda mais. Ele foi direto até Jéssica, colou nela por trás e abraçou a cintura dela com uma posse que me fez temer que eles fodessem ali mesmo.
A Jéssica soltou um suspiro quando sentiu a boca dele no pescoço e segurou as mãos firme na barriga dela.
— Aconteceu alguma coisa, maridão? — perguntou ela, que já sabia a resposta.
— Aconteceu que você brincou com fogo demais hoje — disse ele no ouvido dela. — Agora vai ter que lidar com o incêndio.
Eu pensei em ir pro quarto de hóspedes. Esse era o ponto certo para eu sair e aguentar mais uma noite de tortura auditiva. Só que a Jéssica virou nos braços dele e beijou o marido com vontade, sem vergonha de ser vista, apertando o corpo contra o pau duro.
A Lisandra parou de mexer no celular. O polegar dela ficou parado na tela, e os olhos subiram devagar até o casal. Eu vi a boca dela abrir de leve e o rosto ficar vermelho. Ela tentava parecer normal, só que o corpo todo dela estava prestando atenção no Rogério e na Jéssica se pegando a dois passos do sofá.
A Jéssica se afastou do beijo e olhou pra Lisandra com uma naturalidade que me pegou desprevenida.
— Quer assistir? Não pode tocar nele, mas se quiser assistir...
A Lisandra arregalou os olhos. A pele muito clara dela ficou rosada em segundos, das bochechas até o começo do pescoço. Ela lambeu os lábios e olhou pro Rogério.
— Eu posso mesmo?
— Pode assistir — respondeu Jéssica. — Tocar nele, não.
A Lisandra assentiu rápido demais. Depois olhou para mim, como se precisasse que eu desse algum tipo de autorização moral. Eu deveria ter dito que aquilo era uma péssima ideia e puxado nós duas para fora da situação antes que escalasse pra algo que os quatro se arrependessem. Em vez disso, eu fiquei parada, vendo a minha amiga tirar a blusa com mãos apressadas.
— Ah, pelo amor de Deus... — resmunguei.
A Jéssica ouviu e sorriu para mim por cima do ombro do Rogério.
— Também está convidada.
Eu ri sem graça.
— Você está ficando muito folgada, Jéssica.
— Então fecha a porta do seu quarto — respondeu ela, com um sorriso safado. — Ou vem assistir. Eu gosto de plateia...
Eu tinha escutado os dois transando por semanas, conhecia os gemidos dela e suas risadas abafadas. Uma parte inconveniente de mim queria colocar imagem no som. Eu queria ver como a Jéssica mexia a bunda quando gemia daquele jeito, e queria ver como o Rogério olhava para ela enquanto metia forte na buceta.
Eles foram pro quarto se beijando, e a Lisandra seguiu atrás, já tirando a blusa. A bunda dela apareceu primeiro quando ela passou por mim, cheia, redonda, alta de um jeito que dava raiva em qualquer tentativa de juízo. A calcinha marcava a buceta dela e os pelos loiros aparados apareciam um pouco quando ela ajeitou o tecido. A Lisandra estava linda, branca, sardenta, com os seios pequenos presos num sutiã claro e os olhos verdes presos na cama.
A Jéssica percebeu também. Mesmo sendo despida pelo Rogério, ela olhou pra bunda da Lisandra. A mão dela chegou a levantar, como se fosse dar um tapa naquela bunda, e parou no meio do caminho. Ela recolheu a mão, vencendo o pensamento intrusivo, e agarrou o ombro do marido.
Quando a Jéssica ficou nua, eu entendi por que o prédio inteiro perdia o rumo olhando para ela. A pele amendoada dela ficava linda contra o cabelo castanho-claro solto e as coxas fortes mostravam o quanto ela treinava. A cintura era marcada, a barriga firme, os seios médios tinham biquinhos rosas apontados para cima e a bunda dela era redonda e firme.
O Rogério a virou de propósito, exibindo a esposa pra mim e pra Lisandra. Ele não precisava tocar em nenhuma de nós para mandar na cena. O pau dele marcava a cueca e os olhos continuavam presos em Jéssica. Entre as pernas dela, a buceta apareceu molhada, com pelinhos ralinhos dourado-escuros, enquanto ela se deixava exibir com uma mistura de orgulho e tesão.
Aquilo mexeu comigo de um jeito que eu não tinha planejado.
Eu prefiro homens. Sempre preferi. Mas também nunca tive muita paciência pra rótulos, porque rótulo costuma servir mais para explicar a vida pros outros. Eu sabia sentir tesão por mulher quando a mulher era gostosa o bastante. E, naquele momento, o único homem disponível era um que eu era incapaz de ver com tesão. Enquanto, do lado, tinham Jéssica e Lisandra, gostosas o bastante para abrir exceção até em mulher que jurasse ser hétero.
A diferença era que a Jéssica era a esposa do meu melhor amigo e isso colocava uma parede dentro da minha cabeça. Enquanto, a Lisandra estava ao meu lado, disponível de um jeito que ainda parecia brincadeira.
— Você vai ficar aí e vai fazer uma siririca assistindo — ordenou Rogério, apontando pra Lisandra sem sair de perto da esposa. — Pode olhar e se tocar à vontade.
A Lisandra obedeceu com uma rapidez que me deu tesão e preocupação ao mesmo tempo. Ela sentou contra a cômoda, enfiou a mão por dentro da calcinha e abriu um pouco as pernas. Os dedos sumiram nos pelos loiros e o corpo dela curvou quando tocou a própria buceta. A vergonha dela ainda estava ali, espalhada no rosto vermelho, só que a vontade falava mais alto.
O Rogério então olhou pra Jéssica e pegou o próprio pau por cima da cueca. A Jéssica sorriu como se já esperasse a ordem. Eu estava parada na porta, reclamando por fora e molhada por dentro, querendo assistir.
— Me chupa — mandou pra Jéssica. — Elas precisam ver ele grande.
A Jéssica ajoelhou na cama e puxou a cueca dele. O pau apareceu duro e a Lisandra soltou um som baixo que tentou engolir. Eu olhei também, mesmo sabendo que era o meu melhor amigo. O corpo dele era lindo. Peito forte, barriga malhada, coxas firmes e mãos grandes que seguravam o cabelo da esposa com carinho e posse.
A Jéssica levou o pau dele à boca e começou a chupar. O Rogério fechou os olhos por um instante, depois voltou a olhar pra ela.
— Tirem a roupa! — ordenou, olhando pra nós duas. — Agora!
Eu ouvi a ordem mais como som do ambiente do que como algo dirigido a mim. A Lisandra obedeceu rápido, sentando melhor contra a cômoda e baixando a calcinha. O olhar ficou preso em Jéssica sendo chupada na cama. Eu vi a garganta da Lisandra mexer quando ela engoliu seco.
Respirei fundo. O quarto estava fervendo e a minha roupa começou a parecer um erro. Tirei a blusa. A Lisandra olhou na hora. Fiquei de sutiã por mais alguns segundos só para ver a reação dela e, então, o tirei também. Os olhos dela desceram pros meus seios, que eram pequenos, firmes, com aréolas escuras grandes e mamilos salientes. A minha pele bronzeada contrastava com a pele clara dela de um jeito que tudo pior na minha cabeça.
A Lisandra me encarou mordendo os lábios, estava excitada demais para pensar. Tirei o short e fiquei de calcinha, consciente das minhas próprias pernas, da cintura marcada e da barriga tanquinho. A minha buceta estava depilada e molhada, coberta por uma calcinha pequena que já começava a incomodar. A Lisandra olhou para mim como se tivesse ganhado outro espetáculo dentro do espetáculo.
Enquanto isso, na cama, a Jéssica chupava o Rogério. Eu via por cima do ombro, em flashes. Mas a Lisandra olhava fixamente. O pau dele tinha finalmente virado realidade pra loira. Ela abriu a boca sem perceber, doida pra ser a próxima a enfiá-lo na boca. Os dedos pararam por um instante dentro da buceta e os olhos dela ficaram presos nele enquanto a Jéssica o colocava na boca com uma intimidade que doía nela assistir. A Lisandra estava com inveja e tesão ao mesmo tempo. Ela sabia que aquele pau não era para ela.
— Era isso que você queria ver? — perguntei baixo, chegando perto.
Ela assentiu sem tirar os olhos da cama.
— Sim.
— E valeu a espera?
— Valeu demais.
Sentei ao lado dela na cômoda, perto o bastante pras nossas coxas encostarem. Quando meu joelho tocou o dela, a Lisandra soltou um suspiro pequeno, como se o corpo estivesse procurando qualquer contato possível. Eu olhei pra mão dela na buceta, pra forma como os dedos se moviam com pressa, e senti a minha própria buceta apertar.
— Você está toda molhada, né?
Ela olhou para mim, vermelha e sem vergonha ao mesmo tempo.
— Estou.
A Lisandra encarou a cama de novo. A Jéssica estava ajoelhada entre as pernas do Rogério, com o cabelo caindo pro lado enquanto chupava o pau dele. O rosto dela tinha uma concentração safada, e Rogério parecia completamente tomado pela própria esposa. O mundo dele começava e terminava na Jéssica.
Virei o rosto para Lisandra e encontrei aqueles olhos verde-acinzentados mais escuros pelo tesão. Ela tinha um rosto jovem quando sorria, mas naquele momento ela era uma mulher adulta querendo tocar e ser tocada. Eu senti a culpa aparecer por um instante, mas a empurrei para depois. Esse foi o problema. Quase toda tragédia pequena começa quando a gente empurra a culpa para depois.
— Posso te beijar? — perguntou ela.
A Lisandra era minha amiga. Em poucos meses, ela viraria A minha melhor amiga, dessas que entram na vida da gente e ficam. Eu não sabia disso naquela noite, mas já sabia o bastante para cuidar melhor dela.
Nos beijamos. A boca dela era macia, quente, com gosto de nervosismo e tesão. Ela beijou como quem testava um limite e já queria ultrapassar. Segurei o rosto dela com uma mão. A outra ficou na coxa, sentindo a pele lisa e a musculatura leve. A Lisandra soltou um gemido contra a minha boca quando apertei de leve.
Na cama, a Jéssica largou o pau dele por um instante e subiu por cima. Ela encaixou a buceta no Rogério devagar, olhando pra mim e pra Lisandra como se quisesse ter certeza de que estávamos vendo tudo. Quando sentou até o fim, respirou fundo e começou a cavalgar. A bunda dela subia e descia em cima dele, os seios balançavam e as coxas fortes trabalhavam.
O Rogério segurou a bunda dela e deu um tap daqueles que fazem a pele ficar vermelha. A Jéssica gemeu mais alto e acelerou. Ele bateu de novo, e ela riu no meio do gemido, empurrando a bunda contra a mão dele como se pedisse mais.
— Mostra para elas como você gosta de sentar no meu pau — mandou ele.
A Jéssica obedeceu sorrindo. Ela rebolou em cima dele, inclinou o corpo para trás e abriu o peito, deixando os seios à mostra enquanto a buceta engolia o pau do marido. A Lisandra ficou olhando como se a cena doesse de tão boa. A mão dela se mexia na buceta com pressa e os olhos iam do pau entrando na Jéssica pra boca dela aberta de prazer.
Eu também olhava. Por mais que tentasse proteger a minha cabeça da parte que envolvia Rogério, era impossível fingir que o corpo dele não chamava atenção. A barriga dele contraía quando a Jéssica descia, os braços fortes seguravam a esposa com segurança e a expressão dele tinha uma mistura de carinho e tesão. Ele parecia completamente entregue à Jéssica e isso tornava a coisa toda segura e errada ao mesmo tempo.
A Lisandra viu a Jéssica olhando para nós e ficou ainda pior. Ela abriu mais as pernas e empinou a bunda contra a cômoda. A Jéssica acompanhou o movimento com os olhos e quase perdeu o ritmo em cima do marido. O Rogério percebeu e deu outro tapa na bunda dela, chamando a atenção da esposa de volta pro pau dele.
Foi quando perdi minhas reservas e tirei a calcinha devagar, sentindo Lisandra olhar pra minha buceta depilada. A Jéssica também perdeu pra curiosidade de olhar minha buceta.
O Rogério virou a Jéssica de lado. Ele saiu de dentro dela por um instante, reposicionou o corpo da esposa e entrou de novo por trás, de ladinho, deixando os dois virados para mim e Lisandra. A Jéssica apoiou a cabeça no travesseiro, com os cabelos grudando no rosto e os seios balançando a cada estocada. A buceta dela recebia o pau dele com som úmido e os gemidos saíam mais soltos.
— Se beijem — mandou Rogério, olhando para nós sem soltar a cintura da esposa.
Eu e a Lisandra paramos por um instante.
— As três são minhas esta noite — continuou ele, metendo em Jéssica com força suficiente para fazer a cama ranger. — Mesmo que eu só coma a Jéssica, as três vão me obedecer!
— Claro, Rogério! — disse Lisandra — Você é quem manda nesta noite.
A Jéssica gemeu. A Lisandra sorriu, safada e nervosa, e puxou o meu rosto para perto. O beijo veio mais entregue do o que primeiro. Senti a mão dela na minha cintura, depois nos meus seios e deixei. A Jéssica assistia enquanto o Rogério metia nela de lado, e os olhos dela passeavam pela minha boca na boca da Lisandra.
Ela riu contra a minha boca, depois me beijou de novo. A mão dela subiu pelo meu abdômen, passou pela minha cintura e pegou o meu seio com uma vontade que me fez arquear o corpo. Os dedos dela eram delicados, mas a pegada vinha decidida. Ela apertou, roçou o polegar no meu mamilo e gemeu quando sentiu que eu fiquei mais dura.
— Você é linda demais, Lorena.
— Olha quem fala.
Ela baixou a mão para minha pélvis e os dedos dela entraram por baixo do tecido e tocaram a minha buceta molhada. A Lisandra sentiu e sorriu com a boca encostada na minha.
Ela deslizou os dedos em mim com uma curiosidade boa. No começo, foi meio apressada. Depois encontrou ritmo. Eu abri um pouco as pernas e apoiei a mão na cômoda, tentando prestar atenção em tudo sem me perder. O som da transa do Rogério e Jéssica vinha da cama, forte e constante. Os gemidos dela agora tinham rosto. Eu já tinha ouvido aquilo tantas noites que assistir virou uma espécie de fechamento indecente para minha curiosidade.
Só que a Lisandra roubava meu foco.
Olhei pra sua buceta. Os pelos loiros estavam úmidos, aparados, mais densos no centro. A buceta dela era carnuda e rosada, com lábios externos cheios, macios, de um jeito que combinava com a bunda volumosa e com a pele clara. Os lábios internos apareciam discretos quando abri com os dedos. A Lisandra estremeceu inteira, mordendo o lábio para não gemer alto demais.
Passei os dedos nela e senti o quanto estava molhada. A Lisandra prendeu a respiração. A mão dela continuava em mim, agora com mais segurança. Ficamos assim por alguns minutos, sentadas lado a lado, nos tocando enquanto a cama fazia barulho perto de nós.
A Jéssica gemeu mais alto. Olhei pra cama e vi o Rogério segurando a bunda dela, batendo com força suficiente para deixar marcas vermelhas. A Jéssica parecia fora de si, cavalgando com o rosto suado e os cabelos grudando na pele. Ela olhou para Lisandra no meio do movimento. O olhar dela desceu pra buceta aberta da loirinha, depois pros meus dedos entrando nela. A mão da Jéssica foi de novo na direção da bunda da Lisandra, como se ela esquecesse a própria regra por um segundo. Parou antes de tocar. Dessa vez, eu vi o esforço para se conter.
— A Jéssica quer te dar um tapa — murmurei no ouvido da Lisandra.
A Lisandra se arrepiou inteira, virou o rosto pra cama, encontrou a Jéssica olhando e empinou aquela bela e gigantesca raba de propósito. A esposa do meu melhor amigo soltou um gemido que misturou a transa dela com a provocação de ver a Lisandra oferecendo aquela raba pros tapas dela. O Rogério pareceu entender alguma coisa, porque meteu com mais força.
— Você não presta — falei pra Lisandra.
— Você que começou.
A Lisandra desceu da cômoda e ajoelhou na minha frente. O meu estômago apertou. Ela pôs as mãos nas minhas coxas e me puxou até a borda, abrindo as minhas pernas. Eu sabia aonde aquilo ia.
Ela beijou a minha coxa primeiro e isso fez o meu corpo reagir rápido. Quando ela encostou a língua em mim, segurei a borda da cômoda com força. A Lisandra chupou a minha buceta como alguém que realmente sabia o que estava fazendo. Naquele momento, percebi que ela tinha falado sério quando tinha comentado que tinha aprendido a chupar bucetas com a tal da dona Odete.
Ela chupava como quem conhecia gosto e pressão. A língua subia devagar, circulava o meu clitóris, voltava pra entrada e me deixava cada vez mais molhada. Eu olhei pra baixo e vi o cabelo loiro dela espalhado contra a minha barriga. A imagem da Lisandra ajoelhada entre as minhas pernas, com os olhos claros levantando para mim, ficou gravada de um jeito que me dá vergonha até hoje.
— Caralho, Lisandra — soltei, baixo.
Ela sorriu contra a minha buceta. A safada sorriu sem parar de chupar.
Na cama, o Rogério deu alguma ordem. Eu ouvi de longe, com pouca paciência para entender. A Jéssica riu e gemeu. Pelo canto do olho, vi que estavam de lado agora, virados de um jeito que permitia assistir a gente. A Jéssica tinha o rosto apoiado no travesseiro, os seios balançando com as estocadas e os olhos grudados na Lisandra. Aquilo excitou a loirinha. Senti na forma como ela apertou as minhas coxas e chupou com mais vontade.
— Eles estão vendo você me chupar.
A Lisandra gemeu na minha buceta. Passei a mão no cabelo dela e segurei com força. Ela abriu mais a boca e me chupou melhor ainda. A língua dela parecia ter perdido a timidez. Mexi a bunda contra o rosto dela e a Lisandra acompanhou como se quisesse me arrancar um orgasmo ali mesmo, na frente de todo mundo.
Só que o meu corpo estava tomado. A minha buceta pulsava na boca dela, os meus mamilos estavam duros.
A Lisandra tirou a boca de mim e subiu para me beijar. O beijo veio molhado, com meu gosto na língua dela. Pior, eu gostei. A minha mão desceu pra bunda dela e apertou com vontade. A bunda da Lisandra era um problema sério. Cheia, arredondada, com volume suficiente pra mão querer ficar. Ela empinou quando apertei e o gesto me tirou a pouca vergonha que eu ainda estava tentando guardar.
— Venham pra cama — ordenou Rogério.
A Lisandra olhou pra cama como se já tivesse decidido por nós duas. Eu acompanhei o olhar dela e vi o Rogério virando a Jéssica de barriga pra cima, abrindo espaço entre as coxas fortes dela. A Jéssica recebeu o corpo do marido com uma entrega que eu já conhecia pelo som. Os seios dela balançavam de leve a cada movimento, a barriga firme contraía e a buceta recebia o pau dele com aquela intimidade de casal que se conhecia bem demais.
A cama era grande o bastante para comportar os dois casais. Antes de eu subir, o Rogério abriu as pernas da Jéssica e entrou de novo, num papai-mamãe forte e direto. A Jéssica agarrou as costas dele, as unhas passando pelas costas suadas, e prendeu as coxas na cintura do marido. O corpo dele se movia com força, o peito colado ao dela, os braços sustentando o peso para não a esmagar.
O Rogério comia a Jéssica com força e ela não negava fogo. A bunda erguendo do colchão pra buceta encontrar cada estocada. O braço dele marcado de músculos, a linha das costas, pro jeito como ele beijava a esposa entre uma metida e outra.
A Lisandra subiu primeiro na cama e se deitou ao lado deles, sem encostar no casal. Ela ficou perto o bastante para ver a buceta da Jéssica sendo dilatada pelo cacete do Rogério, mas longe o bastante pra não dar briga com a patroa. A boca dela estava úmida, os olhos brilhavam e a bunda cheia marcava o lençol quando ela abriu as pernas para mim. Aquilo me puxou de volta para ela.
Eu fui atrás, sabendo que atravessava outro limite. Deitei por cima da Lisandra numa posição parecida com a do Rogério sobre Jéssica, só que o nosso encaixe era diferente. As minhas coxas se abriram sobre as dela, minha barriga encostou na pele quente da Lisandra, e eu desci até sentir a minha buceta depilada tocar a buceta carnuda dela, enquanto o pau do Rogério continuava entrando na Jéssica ao lado.
O primeiro roçar fez nós duas perdermos o ar. A Lisandra segurou a minha cintura, e eu ajustei o corpo até encontrar um ângulo melhor. A minha buceta deslizou na dela, xota contra xota, num movimento curto que ficou mais fácil quando a gente parou de pensar. Eu me movia sobre a Lisandra enquanto o Rogério metia na Jéssica ao nosso lado. Parecíamos versões diferentes da mesma falta de juízo.
A Jéssica olhava para nós entre um gemido e outro. O rosto dela estava vermelho de tesão, os cabelos espalhados no travesseiro, as pernas prendendo Rogério como se quisesse arrancar dele tudo que pudesse. A Lisandra viu esse olhar e empinou a bunda por instinto, mesmo deitada, como se ainda quisesse provocar a esposa dele. Eu senti a buceta dela se esfregar com mais força na minha e entendi que a Jéssica olhando nós duas deixava Lisandra ainda mais molhada.
Aquele foi o momento mais de um ménage a tróis entre nós três que já tivemos na vida.
O Rogério olhou para nós dois duas por cima do ombro da Jéssica, com aquela cara absurda de quem tinha acabado de aceitar que a noite tinha virado uma loucura. Como se não tivesse sido boa parte culpa dele. Eu estava por cima da Lisandra, esfregando a minha buceta na dela, enquanto ele estocava a buceta da Jéssica a centímetros de distância.
Nos olhamos nos olhos e rimos pensando em todo esse absurdo. Ele ergueu o punho na minha direção e não resisti em trocar um soquinho de punho com ele enquanto “comíamos” as “nossas” mulheres.
A Lisandra gemeu embaixo de mim, agarrando a minha bunda com as duas mãos e eu senti a buceta dela escorregar melhor contra a minha. O atrito ficou mais firme. A minha buceta espalhava umidade na dela, e a dela respondia quente, aberta, escorregadia. Eu baixei a boca até o pescoço da Lisandra, sentindo os gemidos dela vibrarem na pele. A Jéssica ouviu e apertou as pernas na cintura do Rogério, como se isso também tivesse aumentado o tesão dela. A noite inteira funcionava assim, uma pessoa empurrando a outra para mais longe do juízo.
O som do pau dele entrando na buceta da Jéssica se misturava ao som úmido das nossas bucetas se esfregando. Eu sentia as minhas pernas trabalhando, a minha cintura buscando ritmo, a minha barriga contraindo quando Lisandra subia contra mim.
Atrás de tudo isso, ainda havia a voz sensata dentro da minha cabeça, fraca demais para mandar em alguma coisa. Ver o meu melhor amigo comendo a esposa gostosa, suado e impositivo, enquanto eu esfregava a minha buceta na Lisandra, criava uma confusão total. O corpo tinha vencido a parte de mim que costumava ter juízo.
A Lisandra gozou primeiro daquele jeito, agarrada em mim, com a buceta pulsando contra a minha. O corpo dela travou por baixo, os seios pequenos subiram com a respiração presa, e a bunda apertou nas minhas mãos quando eu continuei roçando. O orgasmo dela me puxou para mais perto do meu. Eu beijei a boca dela para abafar o gemido e continuei me mexendo até a minha buceta latejar forte contra a dela. Gozei sobre a Lisandra, com a testa encostada na dela e a vergonha guardada para depois.
Depois do roça-roça, ainda ficamos na cama. A Lisandra estava deitada de costas, aberta embaixo de mim, linda de um jeito que dificultava qualquer tentativa de recuperar o juízo. Ela ficou ali, cabelo loiro espalhado, pele clara corada, seios pequenos subindo e descendo rápido. A buceta dela brilhava entre os pelos loiros, aberta pelo jeito como ela afastou as pernas. Eu fiquei entre elas.
Olhei pro rosto dela antes de descer, procurando qualquer sinal de dúvida. A Lisandra estava ofegante, corada e entregue. A mão dela tocou o meu cabelo e me puxou para baixo, uma resposta clara o bastante.
Baixei a boca pra buceta dela. O gosto da Lisandra era intenso e salgado. Ela gemia de um jeito diferente da Jéssica. A Jéssica gemia cheio, sem pedir desculpa. A Lisandra gemia segurando no começo, como se ainda tentasse caber numa versão comportada de si mesma. Quando a minha língua encontrou o clitóris dela e fiquei ali, a versão comportada começou a sumir.
— Isso, Lorena... Assim...
— Chupa ela, Lorena, chupa... — ouviu o Rogério murmurar.
Eu chupava devagar porque queria sentir a reação dela. A buceta da Lisandra era macia e carnuda, boa de lamber. Abri os lábios dela com os dedos e passei a língua de baixo para cima. Ela segurou o meu cabelo. Não puxou com força no começo, só buscou apoio. Depois puxou de verdade quando enfiei dois dedos nela. A buceta dela apertou em volta dos meus dedos, molhada a ponto de fazer som quando eu mexia.
Ao me lado, o Rogério seguia metendo na Jéssica como uma coisa distante e presente ao mesmo tempo. A cama balançava com eles. Às vezes, o movimento fazia o corpo da Lisandra tremer um pouco debaixo da minha boca, misturando o ritmo deles com o nosso. A Jéssica começou a gemer mais alto e a Lisandra respondeu gemendo também, como se as duas estivessem conversando sem palavras. Aquilo me excitou de um jeito absurdo.
Levantei o rosto só para olhar. A Jéssica estava de ladinho com Rogério atrás dela, sendo comida com força. O cabelo castanho-claro grudava no rosto, os seios balançavam, e uma das mãos dela agarrava o lençol. Eles olhavam pra Lisandra aberta na minha boca como se nos assistir o pau do marido a entrar melhor.
— Continua — Lisandra puxou meu cabelo.
Voltei pra buceta dela. Chupei com mais força. Usei os dedos com calma, sentindo a contração dela aumentar. A Lisandra começou a rebolar contra a minha boca, sem vergonha agora. A pele branca dela estava vermelha nas bochechas e no peito. Os mamilos pequenos ficaram duros e ela apertou os próprios seios enquanto me olhava de cima.
— Eu vou gozar se você continuar.
— Então goza.
Ela tentou responder, mas só saiu gemido. A coxa dela fechou em volta da minha cabeça, e eu segurei as pernas para manter espaço. Chupei o clitóris dela, enfiei os dedos mais fundo e senti o corpo dela travar. A Lisandra gozou com um som quebrado, alto o bastante pro casal de coelhos olhar. A buceta dela pulsou nos meus dedos. Ela puxou o meu cabelo, arqueou as costas e deixou a bunda levantar da cama. Eu continuei até ela tremer demais e me empurrar pelo ombro.
— Para um pouco... caralho.
Eu subi rindo, com a boca molhada. A Lisandra me puxou para um beijo na mesma hora. Gostou de provar o próprio gosto. Isso me surpreendeu e me excitou ainda mais. Ela me beijou como se quisesse agradecer e se vingar ao mesmo tempo. A mão dela desceu para minha buceta, entrando sem a timidez de antes. Eu abri as pernas para ela em cima da cama, e ela me virou de um jeito desajeitado, mas cheio de vontade, até me deixar deitada ao lado dela.
O orgasmo da Jéssica veio forte. Ela travou embaixo do Rogério, apertou as costas dele e gemeu com o rosto virado pro lado, olhando de relance para mim e Lisandra. O corpo dela tremeu, a buceta dela agarrou o pau dele e ele segurou o ritmo por mais alguns segundos, metendo até ela cair mole no colchão.
O Rogério saiu de dentro dela e ofegou, suado, com o pau ainda duro. Ele não olhou para Lisandra como convite, nem para mim como possibilidade. O foco dele sempre foi a Jéssica. A Lisandra viu o pau dele perto, viu a Jéssica ofegante e segurou a própria vontade com uma força que me deu pena e admiração.
— Minha vez de te chupar de novo — disse Jéssica, rouca.
O Rogério deitou e ela subiu sobre ele pro 69. A bunda cheia da Jéssica ficou erguida, a buceta com pelinhos ralinhos bem na boca dele, e ele começou a chupá-la com fome. Ao mesmo tempo, ela pegou o pau dele na boca de novo, babando, chupando com aquela intimidade que só aumentava o tesão de quem assistia.
A Lisandra ficou hipnotizada. Ela olhava pra boca da Jéssica no pau dele como se estivesse vendo uma fantasia que podia encostar nela e fugir. Eu senti a mão dela voltar pra minha buceta com mais força, como se precisasse gastar em mim a vontade que não podia gastar nele.
A Lisandra desceu pelo meu corpo. Beijou os meus seios, chupou os meus mamilos salientes e passou a língua pelas minhas aréolas escuras com uma atenção que me fez fechar os olhos. Depois, foi descendo pela minha barriga. Quando chegou à minha buceta, abriu as minhas pernas com uma confiança nova. Eu estava toda molhada de novo. A primeira lambida me fez soltar um palavrão baixo.
— Você gosta mesmo disso — disse ela.
— Cala a boca e continua.
Ela riu, satisfeita, e continuou. Dessa vez, foi melhor ainda. A experiência dela apareceu de forma mais clara. Ela chupava meu clitóris, usava a língua em movimentos curtos e sabia quando parar de fazer força. Os dedos entraram em mim enquanto a boca seguia firme. Eu apoiei uma perna por cima do ombro dela.
Eu olhei pro lado e vi os dois observando. A cabeça dela estava apoiada no peito do Rogério por um instante de descanso, mas os olhos deles acompanhavam a boca da Lisandra em mim. A mão da Jéssica acariciava a própria barriga, descendo perto da buceta, sem chegar a se tocar de verdade.
Foi quando entendi que eu estava perto. A boca da Lisandra tinha ritmo, meus dedos estavam agarrados ao lençol e o som do casal do lado recomeçando devagar era demais para resistir. O Rogério e a Jéssica continuavam no 69.
— Lisanda... Eu vou gozar.
Ela respondeu enfiando os dedos um pouco mais fundo e chupando o meu clitóris com mais pressão. O meu corpo perdeu a linha. Eu gozei na boca dela, tremendo forte, com a buceta apertando nos dedos dela e a mão presa no cabelo loiro. A Lisandra não parou de imediato. Ela me chupou durante o orgasmo inteiro, lenta quando percebeu que eu estava sensível, safada o bastante para prolongar sem virar desconforto.
Quando ela subiu, o rosto estava molhado. Eu puxei Lisandra para um beijo. O gosto de mim na boca dela me deixou meio sem chão. Beijei com carinho demais para uma noite que devia ser só tesão. Esse foi outro ponto que deveria ter me assustado. Tesão passa. Carinho fica circulando pela casa no dia seguinte, senta no café da manhã e olha na sua cara.
O Rogério gozou depois, com o corpo inteiro tenso e a mão presa na coxa da Jéssica. O som dele encheu o quarto, grave, quase bruto, e a Jéssica continuou chupando até receber tudo. Ela engoliu olhando para mim e para Lisandra, suada, linda, dona da situação de um jeito que me deu inveja e respeito.
A Lisandra olhou aquilo com uma intensidade que apertou meu peito. Ela queria estar no lugar da Jéssica, queria a boca no pau dele, queria sentir aquele gozo como prêmio. Ainda assim, ficou onde estava, respeitando o casal. Talvez isso tenha sido a coisa mais bonita e mais triste da noite.
A Jéssica caiu ao lado do marido, exausta e satisfeita. Eu puxei a Lisandra para mais perto depois disso. A mão dela repousou na minha coxa e a minha ficou na cintura dela. O silêncio depois do sexo veio carregado. Ninguém sabia muito bem o que fazer com aquilo, então Rogério decidiu com uma dessas frases que só homem recém-gozado acha boa.
— Vocês duas vão dormir na cama comigo e a Jéssica hoje — disse com voz ainda rouca. — Hoje é a noite do meu pseudoharém.
Eu olhei para Lisandra. Ela olhou para Jéssica. A Jéssica estava mole, satisfeita, e deu de ombros com um sorriso cansado.
— Do meu lado — avisou ela. — As duas.
— Óbvio — respondi, recuperando uma lasca de juízo tarde demais.
A Lisandra concordou com a cabeça. O rosto dela ainda estava vermelho e a boca parecia guardar tudo que tinha sentido. Eu sabia que ela tinha embarcado de corpo inteiro, como eu também tinha. Antes de qualquer coisa, fomos tomar banho.
No banheiro, a água trouxe de volta uma parte do mundo real. Ficamos lado a lado por alguns minutos, sem repetir o que tinha acontecido. Eu lavei o rosto, prendi o cabelo escuro para trás e encarei meu reflexo. A minha pele estava corada, meus olhos brilhavam, e minha boca parecia dizer que eu tinha gostado demais.
A Lisandra, de toalha, parecia menor depois do sexo. Mais vulnerável. A pele clara ainda tinha manchas rosadas no pescoço. O cabelo loiro úmido grudava nos ombros. Ela me olhou pelo espelho e sorriu, meio tímida.
— Isso não vai afetar a nossa amizade, né? — perguntou ela.
— Claro que não.
O sorriso dela abriu mais. Voltar pro quarto foi estranho. A Jéssica e Rogério entraram no banheiro em seguida. A Lisandra vestiu uma camisola curta emprestada. Eu peguei uma camiseta e uma calcinha. Quando deitamos, eu fiquei do lado da Jéssica e a Lisandra do meu lado na borda, deixando claro que havia uma “parede jessical” entre nós e o Rogério.
Conversamos pouco antes de dormir. Frases soltas, risos baixos. A Jéssica brincou que a Lisandra tinha talento. A Lisandra ficou vermelha e enfiou o rosto no travesseiro. O Rogério fez alguma provocação sobre eu ter reclamado e participado. Todos riram.
Acordei cedo, antes de todos. A Jéssica dormia com o rosto tranquilo, cabelo bagunçado e uma mão perto da barriga. A Lisandra estava virada de lado, de camisola curta, sem calcinha. O Rogério parecia sonhar bem.
Levantei tentando não acordar os três e fui ao banheiro. Quando cheguei na cozinha, o Rogério estava preparando café da manhã, com cara de quem ainda não tinha conversado com a própria consciência. Encostei na porta com os braços cruzados. Eu estava cansada, com vergonha e ainda um pouco irritada comigo mesma.
— Bom dia, cafajeste.
Ele olhou para mim e sorriu.
— Bom dia, devassa sem-vergonha.
Entrei na cozinha e peguei uma fatia de pão, mais para ocupar as mãos do que por fome. Fiquei alguns segundos olhando pra bancada, tentando achar um jeito de dizer sem transformar tudo em julgamento.
— Ontem foi incrível — disse, porque mentir só atrapalharia. — E foi errado.
O Rogério mexeu os ovos com menos confiança.
— A Lisandra?
— A Lisandra. A Jéssica. Você. Eu. Tudo junto.
Ele ficou em silêncio.
— A Lisandra é minha amiga. Só minha amiga — continuei. — Eu tenho medo de que isso estrague a nossa amizade.
Rogério apoiou a espátula e passou a mão no rosto.
— Você acha que ela pode se arrepender?
— A Lisandra pode fingir que está bem. E eu posso ter colocado uma amizade num lugar que não devia.
Ele me olhou com mais seriedade.
— Ela é adulta — disse Rogério.
— Eu também. Isso não impede a gente de fazer besteira.
Ele assentiu, aceitando a pancada. Eu olhei pro corredor, com medo de ver a Lisandra ali ouvindo. A casa continuava quieta.
— Tem outra coisa — falei. — Depois de ontem, se a Jéssica pedir algo parecido, ela vai estar no direito dela.
O Rogério franziu a testa.
— Como assim?
— Alguém assistir vocês. Um cara. Enéias, Lucério, qualquer homem que te deixe desconfortável. Mesmas condições. Ele olha, não toca. Você vai gostar?
A reação dele foi imediata. O corpo ficou rígido, o rosto fechou, e ele tentou responder antes de ter resposta.
— Eu...
— Pois é.
Ele respirou fundo. A cozinha ficou silenciosa por alguns segundos.
— Você está certa — disse ele por fim.
— Eu odeio quando estou certa de manhã.
Ele soltou uma risada fraca. Eu também ri um pouco, porque a alternativa era encarar sério demais uma cozinha cheia de café e culpa sexual.
— Acho que a gente precisa conversar com elas — disse ele.
— Eu converso com a Lisandra. Você com a Jéssica. Aquilo não pode se repetir nunca mais.
Ele concordou e voltou pros ovos. Eu fiquei encostada na bancada, olhando pro corredor. A Lisandra apareceu minutos depois, descalça, de camisola curta e cabelo loiro bagunçado. A pele clara estava amassada de sono, e as sardas pareciam mais suaves de manhã. Ela parou na entrada da cozinha quando viu nós dois calados demais. O sorriso dela veio pequeno.
— Bom dia.
Cumprimentamos ela. A Lisandra ficou tensa. Eu conhecia aquele olhar. Ela já estava tentando adivinhar se tinha feito algo errado. Fui até ela antes que a insegurança crescesse.
— A gente precisa conversar depois. Só nós duas. Sem drama.
Ela me olhou, assustada.
— Você se arrependeu?
— Não. Não posso me arrepender de alguém que amei fazer. Mas eu me preocupo demais com a nossa amizade para te deixar criar expectativas ou pensar que pode ser rotina.
A Lisandra deu um sorriso safado que tirou a solenidade do tema.
— Também pensei nisso quando acordei. Só que eu estava com medo de você pensar assim — disse ela. — Pra mim, ontem foi sexo casual. Só isso. Lembra do que a gente conversou mais cedo? O meu negócio é rola, só abri uma exceção pra uma gostosona que nem você.
Não resisti em rir também.
— Pior que eu ia tentar dizer algo parecido, só que de forma mais séria e cheia de rodeios para não te magoar.
A Lisandra entrou na cozinha e ficou perto da pia, pra ajudar a fazer o café. A Jéssica apareceu logo depois, sonolenta, linda de um jeito injusto, usando uma camisola leve e um sorriso que ainda tentava decidir se aquela manhã seria engraçada ou complicada. Ela olhou para nós, depois pro Rogério.
— Todo mundo com cara de velório por causa de sexo bom?
Ninguém respondeu na hora. A Jéssica suspirou, mais acordada.
— Tá. Conversa depois do café.
Naquela época, a gente ainda não sabia o quanto aquela noite tinha criado na Jéssica um shipp envolvendo eu e a Lisandra (melhor forma de se livrar de duas “concorrentes”) e uma pequena fixação da Jéssica pela raba da Lisandra. Justiça seja feita, a bunda da Lisandra é uma das poucas partes de outra mulher não chamada Jéssica que parecem excitar o Rogério também.
Na quarta-feira seguinte, eu saí com a Jéssica e a Lisandra pra um pub. O Rogério ficou em casa vendo futebol com o Carlos e o Érico.
O pub ficava num ponto bonito da cidade. As paredes de tijolo aparente davam aquele ar de lugar pensado para parecer casual e a música tocava num volume bom para conversar sem precisar gritar. A Jéssica achou que a gente devia ter ido a um café novo, porque a ideia dela de descanso ainda incluía sentar ereta e beber algo quente em xícara pequena. Eu e a Lisandra vetamos. A Jéssica precisava relaxar de verdade, e eu precisava de uma noite onde ninguém me perguntasse nada muito sério.
A Jéssica contou do cansaço da semana e Lisandra falou da faculdade. Quando o assunto caiu em sexo, as duas perceberam que eu estava quase criando poeira.
Eu disse que as última vezes tinham sido com o seu Raimundo e com a Lisandra. Falar isso em voz alta ainda me dava uma mistura de riso e vergonha, mais pela surpresa dos outros do que pelo ato em si.
A Jéssica arregalou os olhos quando entendeu que fazia quase um mês. A Lisandra exagerou o drama como se eu estivesse virando fóssil no sofá do apartamento. Eu ri porque elas estavam certas em parte. Um mês, por si só, não era tragédia. O problema era a soma. Antes disso, eu tinha passado seis meses sem transar. E, antes, quase uns bons meses.
A Jéssica sugeriu Tinder com aquele entusiasmo de quem nunca teve que abrir um e encarar 50 homens fazendo pose de dono do mundo na frente do espelho. Eu até tentei algumas vezes. Entrava, via uma fileira de caras com frases prontas e músculos exibidos como currículo e fechava o aplicativo em seguida.
Sexo casual não me incomodava. O problema era que, desde o Halloween, a minha cabeça tinha uma comparação injusta. O Dick tinha virado uma praga boa na minha memória. Um homem mascarado que apareceu numa noite sem nome, me comeu de um jeito que ainda fazia minha buceta lembrar dele em horas erradas e depois sumiu porque dois ladrões numa moto levaram meu celular junto com o número.
Quando eu pensava em sexo, pensava no pau dele. E na nossa conexão, o que era pior. Pau grande a gente encontra, mas aquele tipo de conexão era 1 em 100 milhões. Isso me deixava impaciente com qualquer candidato que começasse a conversa com foto sem camisa e frase de efeito.
A Jéssica, claro, resolveu que podia me salvar. Ela lembrou de um amigo. Pela forma como começou a falar dele, eu quase pedi um cardápio para me esconder atrás. Disse que ele era bonito, charmoso e bom de conversa. Até aí, ok. O problema é que ela descreveu o corpo, o peitoral e os braços dele com um nível de tesão e detalhamento que parecia estar falando do Rogério.
A Lisandra reconheceu o nome antes que a Jéssica terminasse de vender o produto. Contou que o Miguel era como um irmão de criação dela e contou como eles se conheceram e como cresceram juntos porque a mãe dela trabalhava na casa dos pais dele. A Lisandra não falava dele como alguém encantada. Falava como quem conhecia as virtudes e as burrices de perto. Para ela, Miguel era bom caráter, carinhoso e honesto sobre querer sexo casual. Também era o tipo de homem que juntava mulher apaixonada ao redor sem perceber a extensão do estrago.
A versão da Jéssica parecia mais romântica e estranhamente mais tesuda. A versão da Lisandra parecia mais útil e prática, como quem recomenda o melhor amigo. Eu confiei mais na Lisandra. O Miguel também surfava e curtia trilha. Parecia combinar e não custava dar uma chance.
A Jéssica queria me empurrar para ele com força de quem acreditava que estava fazendo o bem. A Lisandra entrou na brincadeira, dizendo que, se eu quisesse sexo casual, o Miguel ao menos seria uma foda boa que não encheria o saco nos dias seguintes e nem seria escroto depois.
— Gente, mas e o elefante na sala? — precisei tocar no assunto. — Não é errado ou antiético eu ficar com o Miguel dado que ele e a Lisandra são... vocês sabem. E rolou aquilo entre eu e a Lisandra?
— Não se preocupe. Eu não vou disputar você com meu irmão ou comentar com ele como você é na cama — brincou Lisandra. — Aquilo foi algo de uma vez só.
— Nós sempre podemos jogar a culpa no Rogério e fingir que foi aquele tarado que te fez transar com a Lisandra — brincou Jéssica.
— Você quer dizer que aceita a ideia de que o Rogério achou a Lisandra tão gostosa que a única forma de manter a fidelidade foi me usar de proxy? — zoei de volta.
A Jéssica ficou vermelha na hora e tampou o rosto.
— Olha. Vocês duas são amigas. O que aconteceu, aconteceu. Sigam em frente e foquem no futuro: Miguel!
A noite seguiu nesse ritmo. Mas, na minha cabeça, o Miguel já começaria em desvantagem, mesmo sendo apenas casual, porque estava competindo com o fantasma mascarado do Dick Vigarista. Mesmo assim, aceitei a ideia de conhecê-lo. Eu não devia fidelidade a uma lembrança, muito menos a uma que eu só conseguiria reconhecer pelo sorriso torto e pelo pau.
Duas semanas depois, a Jéssica resolveu transformar a propaganda em encontro. Do jeito dela, claro. Ela me disse o restaurante, o horário e aquele tom animado de quem já estava se sentindo cupido antes da flecha sair. Eu fui. Me arrumei sem exagero, com roupa suficiente para parecer casual e decote suficiente para não perder a viagem caso o tal Miguel prestasse.
Cheguei ao restaurante no horário combinado. Sentei, pedi uma bebida e observei a porta com uma paciência que foi diminuindo a cada minuto. Eu já tinha esperado onda boa no mar com menos irritação. A cada homem que entrava, eu pensava se seria ele. Depois de um tempo, comecei a pensar que talvez nenhum deles merecesse ser.
Mandei mensagem pra Jéssica. A resposta dela veio com uma demora culpada. Depois vieram explicações. A Jéssica tinha ficado tão centrada em me convencer que esqueceu de falar com o Miguel. Quando ligou pra ele, descobriu que era noite de plantão do rapaz. Eu ri pensando que era o meu primeiro date em que o homem furava, mas era completamente inocente. Isso que dava confiar numa amiga que nem passou o contato de um pro outro e quis intermediar toda a conversa.
Fiquei com raiva, embora uma parte de mim achasse graça. Minutos depois, ela apareceu no restaurante como se tivesse se vestido dentro de um elevador em queda. Sentou na minha frente, pediu desculpa de várias formas e tentou parecer menos culpada do que estava.
Eu desculpei com a condição de piada de que ela dissesse pro Rogério e pra Lisandra que aquele era o nosso date. E, assim, ela não podia ter ciúmes de mim com o Rogério porque quem me levou pra date foi ela. Ela suspirou e aceitou. Até pagou a conta por alguma regra maluca da cabeça dela sobre “quem convida pro date que paga”. Passei uma semana brincando de flerte com ela quando estávamos só os quatro.
Quando a Lisandra soube do desastre, riu com uma crueldade afetuosa e disse que Miguel ficaria sem entender nada quando descobrisse que quase teve um encontro comigo. Também reforçou que ele não tinha me dado bolo de propósito.
Mas esse infeliz evento atrasou em alguns meses as tentativas da Jéssica de me empurrar pro amigo.
No domingo de manhã, eu estava na piscina do condomínio, quando a Carolina, que estava numa espreguiçadeira, me pediu para passar o bronzeador. Sentei sobre as coxas dela, espalhei o bronzeador nas costas, enquanto conversamos sobre quebra-cabeças. Acabei a convidando pra irmos à casa do Rogério naquela noite, onde nosso desafio da noite era completar um e uma quarta mente ajudando seria uma boa.
À noite, na mesa do Rogério e da Jéssica, nós quatro estávamos tentando resolver aquele quebra-cabeça de 5 mil peças quando descobrimos que eu e Carolina fazíamos aniversário no mesmo dia, e seria em algumas semanas. Como tínhamos muitas amigas em comum, combinamos uma festa conjunta. A conversa passou pro clube do livro dela, pra ajuda que ela que ela precisava em uma apresentação sobre Ligações Perigosas.
Foi quando o Jonas apareceu. O Rogério, coitado, via nele um cara simpático e culto. Ele elogiou Carolina com aquele tom de ex-professor que queria parecer orgulho acadêmico e soava mais como tesão disfarçado. Depois, quando eu o coloquei no assunto da apresentação, ele topou ajudar. Eu reparei no jeito dele e algo me deixava ressabiada. Não confiei, mas fiquei curiosa. No dia seguinte, perguntei sobre ele pro seu Raimundo por WhatsApp (sim, o velho Raimundo conversávamos amenidades, e apenas amenidades, desde então. Mas ele evitava o nosso andar por medo da Jéssica). O velho Raimundo deu uma risada por áudio e disse que o Jonas era uma manteiga derretida que pensa que é um mestre do xadrez. E garantiu que ele não era nada que eu não conseguisse lidar. Isso me deixou mais curiosa ainda.
Na sexta, fomos ao apartamento da Carolina para trabalhar na apresentação. O Jonas estava à mesa com a gente, fingindo ser só um intelectual útil, e a Carolina parecia encantada demais com as referências dele. Eu fiquei observando. Ele tinha uma barriguinha de sedentário (não era o suficiente pra chamá-lo de barrigudo, mas o suficiente pra usar camisas G porque a M ficaria colada demais). Não era muito bonito também. Mas parecia confiante e tinha lá seu charme. Falamos do livro, de sexo, de casamento aberto, de moralidade e de como gente certinha também faz besteira quando ninguém está olhando. O Rogério apareceu depois pedindo ajuda para limpar o sítio antes da festa. A Carolina, eu e o Jonas topamos.
No sábado, o sítio estava um desastre. O casarão estava metade empoeirado e metade sobrevivido a uma farra de porcos. Começamos a limpar todo o sítio. Quando o Jonas me encontrou sozinha num quarto, fechou a porta e veio por trás com uma ousadia burra.
Sério isso? De todas as pessoas que ele poderia agarrar por trás, ele iria agarrar logo a mim? Ele era suicida?
Só pela audácia dele de fazer isso justo comigo, eu deixei ele pagar de agarrador e fiz meu papel de “eu vou gritar”. Achava abusado ele tentar bancar o dominador comigo, mas também senti tesão. Eu estava solteira, fazia tempo que queria uma trepada sem novela romântica e a tensão do lugar me pegou.
O Jonas confundiu a minha escolha com rendição, claro. Mesmo tendo exatamente 57 movimentos que eu poderia fazer que o mandariam pro hospital de tão troncho que ele me agarrava. Nos beijamos com raiva e pressa, e quando percebi, eu estava na cama, vestido levantado, seios livres, a boca dele na minha pele e a minha buceta molhada contra a língua dele. Ele chupava bem e isso quase compensava a pose teatral.
Depois do almoço, voltamos ao jogo. Ele achava que estava me dominando, enquanto eu testava até onde queria ir. Deixei ele entrar na minha buceta, sem que ele entendesse que a tal aposta era só um teatrinho meu. Quando a Carolina quase nos pegou, aquilo deu mais tesão pelo risco. Ele insistia nesse papo de putinha particular. Eu o xingava porque fazia parte da brincadeira e porque o Jonas ficava mais duro quando era chamado de filho da puta. A transa foi boa, mesmo com a pressa e sem ter terminado. Quando ele e a Carolina foram embora antes de mim e Rogério, eu já desconfiava que ele tentaria comer a Carolina também. O Jonas era previsível quando o pau pensava por ele.
Naquela noite, eu e a Carolina já estávamos conversando pelo WhatsApp sobre o Jonas e o que ele tinha aprontou. Ela tentou esconder no começo, depois contou que tinha transado com ele no carro, na volta. Eu contei que ele tinha “mais ou menos” me comido no sítio. A Carolina ficou com ódio. Eu xinguei muito, sentindo raiva por ter caído nesse papinho. Mas decidimos levar isso até onde desse pra ver o que ele aprontaria.
Chamei o Jonas para tomar café. Recebi ele de baby-doll, sem sutiã, sabendo muito bem que ele ia entrar pensando com o pau. Transamos na mesa, na cama e onde a minha paciência permitiu. Ele gozou dentro sem pedir, o que quase acabou com a graça, e depois teve que limpar tudo como castigo. Pelo menos aprendeu rápido que eu cozinhava mal. Passamos horas com ele tentando me ensinar a cozinhar comida de café da manhã. Era meio absurdo que, apesar de canalha, ele tinha paciência quando alguém se esforçava.
À tarde, ele desabou de cansaço sexual na minha cama. Tirei uma foto dele pra mandar pra Carolina. Depois disso, recebi a visita da Lisandra. Ela percebeu que eu tava com um homem no quarto, mas não fez perguntas. Fofoqueira boa como era, iria esperar eu contar. Quando o Jonas acordou, ainda quis a minha buceta antes de lanchar. Eu deixei porque também queria. Depois ele saiu pro encontro com a Carolina. Ela me contou tudo depois, inclusive me mandando uma foto dele dormindo na cama dela. Então, nós combinamos a armadilha.
Na segunda, nos encontramos no apartamento da Carolina. Deixamos o Jonas falar um pouco sobre o livro para ele se sentir esperto. Depois fechamos o cerco. Contamos que sabíamos uma da outra e que, fato que tinha salvado as bolas dele, também tínhamos falado com a Cinthia e confirmado a veracidade da história do casamento aberto. Também deixamos claro que ele tinha sido burro por achar que duas amigas não conversariam. O idiota usou a defesa de que não prometera exclusividade. Tecnicamente, tinha razão, o que me irritou mais. Eu e a Carolina decidimos manter os acordos por duas semanas, com novas regras. Ele seria nosso, teria que nos dar atenção, comparecer aos nossos programas e aguentar as consequências de ter sido guloso.
Na terça, o meu trabalho estava um caos por causa da visita da Jéssica e Lisandra. Nisso, enquanto tentava colocar um pouco de juízo na minha coelha favorita, a Jéssica plantou uma ideia péssima e excitante na minha cabeça sobre transar no almoxarifado. Mais tarde, mandei uma foto da buceta pro Jonas, que apareceu quase como teleporte. Tarado. Levei o desgraçado pro almoxarifado, transei com ele em pé, de roupa social largada no chão e a porta mal trancada. A Lisandra abriu a porta, viu mais do que queria e deu um grito, mas salvou nossa privacidade. Fiz o Jonas prometer que nunca daria em cima dela.
Depois disso, começou a parte que ele subestimou. Eu o levei para treinar parkour. O Jonas sofreu, caiu, bateu canela e tentou esconder a dor com piada ruim. Mesmo assim, levantava. Isso mexeu comigo. Eu tinha namorado homens que me chamavam de radical demais, outros que desistiam antes de tentar. No rapel, ele desceu parecendo um móvel sendo arrastado por uma parede, teve susto, suou frio e voltou de novo. Percebi que o Jonas era um canalha medroso metido que ele era capaz de cumprir sua palavra e enfrentar o medo.
Na quarta, levei o Jonas ao tatame. Derrubei ele tantas vezes que perdi a conta, mas também ensinei o mínimo para ele não se arrebentar nos meus programas. O mais irritante quando ele prometeu voltar por seis meses. Ele estava tentando me dar algo que nenhum ex meu tinha feito, presença. À tarde, no apartamento da Carolina, o Jonas, todo quebrado e cheirando a pomada, falou em namoro com uma seriedade ridícula. A Carolina e eu testamos, provocamos e acabamos indo pra cama com ele.
A transa a três foi muito boa, embora por causa das condições físicas do Jonas, eu e a Carolina acabamos nos envolvendo mais do que esperávamos. E eu fiquei surpreso como a Carolina parecia saber exatamente onde tocar e como tocar na parte lésbica de um ménage.Nós acabamos dizendo que aceitávamos ser namorada no meio da transa, quase que 100% da boca pra fora. O Jonas podia ser um canalha, mas ele tinha sérios problemas de autoestima e autoafirmação. E precisava ouvir esse tipo coisa. Eu não queria continuar o acordo mais do que as duas semanas.
Ele quis o meu cuzinho. Cheguei a mandar ele meter, tomada pelo tesão, e ele recusou porque não havia lubrificante e ele estava acabado. Fiquei com raiva na hora, de verdade. Depois, pensei melhor. Pela primeira vez em dias, Jonas escolheu não fazer uma burrice com o pau.
Na mesma noite, fomos falar com a Cinthia. Ela aceitou com uma calma que me deu medo, mas deixou claro que era um empréstimo. Gostei dela de imediato. Depois, ainda fizemos corrida, entramos numa aula de crossfit e quase destruímos o homem. Na volta, a Letícia nos ajudou a levar o Jonas para cima porque ele mal andava. No meio da escada, ela soltou que já tinha transado com ele várias vezes. Ok, ele quase foi capado aqui.
No apartamento da Carolina, ela contou sobre Antônio, Alessandra, acordos antigos e uma história ridícula de casa de praia com harém. Enquanto ele tomava banho, nós três conversamos. A ideia da casa de praia, sem a parte machista do harém, começou ali. Se ele queria quatro mulheres numa praia, teria quatro mulheres exigindo companhia e atenção emocional.
Quinta foi o jogo. Eu e o Rogério tínhamos encomendado uniformes pro nosso time. Mesmo exausto e um tanto machucado, e morrendo de medo da plateia, o Jonas foi. Nessa hora, percebi que tinha passado dos limites. Tentei encorajar ele, deixando claro que a palavra dele era entrar em campo, não morrer tentando.
Infelizmente, o Jonas se machucou ainda no primeiro tempo, depois de uma entrada feia do Amarildo. A Carolina e a Sarah foram com ele ao hospital, e eu fiquei no jogo porque o time precisava. Entrei depois, na lateral, quando a Lisandra se machucou. Eu nunca fui jogadora, mas corria e tinha raiva o suficiente para atrapalhar o Cleber. Ganhamos de 3 a 2, com gols de Antônio, Letícia e Natália.
Quando acabou, o Enéias tentou arrumar confusão com o Rogério. Ele me empurrou pra me tirar do meio e eu usei o movimento dele para derrubá-lo. Aquilo desescalou tudo porque ele foi embora com o rabo entre as pernas, fingindo que escorregou. Cara machista morre de medo de apanhar em público.
Eu quis ir ao hospital depois disso, mas não consegui me livrar da Jéssica. Na sexta cedo, fui com ela. Chegamos perto do quarto bem quando Jonas falava dormindo um monte de putaria, sobre bucetas, putinhas e gozos sem fim. Arranquei a Jéssica dali antes que ela entendesse que parte daquele delírio poderia envolver a Carolina e eu. Mais tarde, voltei sozinha no almoço, com uma joelheira melhor e uma bolsa de gelo.
Pedi desculpas por ter passado dos limites com os esportes e liberei a promessa até ele se recuperar. E também puxei a orelha dele pela sua necessidade contínua de autoafirmação. Aquilo era pro bem dele, embora eu tenha gostado sua cara de contrariedade’ Depois, apresentamos a proposta de Ubatuba. Eu, Carolina, Cinthia e Letícia iríamos com ele para uma casa de praia. Mas sem harém.
Fizemos um último teste. Dissemos que a viagem sairia naquela noite e que ele teria que escolher entre nós e o jantar especial com a Cinthia. O Jonas escolheu a Cinthia sem hesitar. Aquilo me acalmou. Se ele tivesse abandonado a esposa por medo de perder duas gostosas, eu teria perdido o respeito de vez. Ele passou no teste e ficou com aquela cara de quem caiu na armadilha mais óbvia do mundo. Carolina e eu rimos. Eu expliquei que iríamos antes, e que ele viajaria depois com Cinthia e Letícia. Depois, voltei pro trabalho. Estava curiosa sobre como tinha ficado a reunião de rendição da Zacinthos.
Pois bem, leitor. No próximo capítulo, teremos o final do arco com a parte no presente e a Lorena indo pra Alemanha.
Coloquem nos comentários para o que vocês torcem que aconteçam nos próximos capítulos. Em breve, teremos a continuação.
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NOTA DO AUTOR: Eu entendi e aceito as críticas pelo remake das cenas da Lorena com Raimundo. Eu estava com um problema pro final deste arco porque um capítulo era uma cena de sexo remake e o outro só tinha cenas inéditas, mas não tinha sexo. E ambos já estavam escritos e eu preciso encerrar essa história pra começar a publicar o Arco da Trilha.
O que eu decidi pra resolver isso foi publicar ambos tão próximos quanto possível. Aceitar as críticas e seguir pro Arco da Trilha. Puxei e comprimi o resumão da "era Jonas" totalmente pro final deste capítulo. Então, o próximo capítulo já vai ser 100% inédito do começo ao final.
Para quem está com saudades das séries do Carlos e Geraldo, ambos serão os próximos, depois da Trilha, a dar o ar da graça. Provavelmente teremos dois ou três capítulos de cada um.
Eu priorizei as séries de Érico/Sarah, Miguel, Carlos e Geraldo porque já rolou uma cena de sexo Rogério/Jéssica neste capítulo. Não esqueci a aposta de Jéssica e Lucério, mas só posso publicar sua conclusão ao final dos arcos desse crossover.
Eu tinha escrito uma versão remake da Sarah com o seu Geraldo escrita no PoV da Sarah, mas vou deixar guardado até eu precisar de um hiato de algumas semanas.