Durante 16 anos fui casado com minha ex-esposa. Durante aproximadamente dez anos do
relacionamento, vivemos uma dinâmica sexual muito particular, na qual eu assumia
voluntariamente uma posição de submissão e ela se relacionava com outros homens.
Algumas vezes eu acompanhava, outras ela saía sozinha. Aquela experiência acabou se
tornando uma parte importante das minhas fantasias e da maneira como enxergo o sexo até
hoje.
Depois do fim do casamento, passei a acreditar que aquela fase havia ficado para trás. Até
conhecer minha atual companheira.
Emconheci pessoalmente minha atual companheira. Nós já havíamos nos
conhecido pelo Tinder e trocado algumas mensagens, mas foi naquela noite que nos vimos
pela primeira vez. Eu estava trabalhando em um grande evento na cidade e ela havia ido curtir
a noite. No fim, levei-a embora e demos alguns beijos.
No dia seguinte fomos a uma balada sertaneja. A noite terminou de forma íntima e, depois
daquela primeira vez juntos, praticamente não nos desgrudamos.
Emtivemos uma briga e paramos de nos falar. Nenhum dos dois procurou o outro.
Até que, em, nos encontramos novamente em um pub da cidade. Bastou nos
vermos para toda aquela distância parecer desaparecer, e fomos embora juntos.
No dia seguinte fizemos um passeio em um lugar rural próximo a Araraquara. Em 22/04
convidei-a para comer pizza na minha casa. Ela aceitou, mas cancelou cerca de trinta minutos
antes. Depois de muita insistência, resolveu me contar o que havia acontecido durante nosso
afastamento.
Ela havia conhecido um homem que, nesta história, vou chamar de Rafael. Os dois já
conversavam pelas redes sociais e, durante nosso período separados, passaram a se
envolver. Quando nos reencontramos no pub, ela ainda estava envolvida com ele.
A revelação foi difícil para mim, mas, ao mesmo tempo, existia algo estranho: apesar de tudo,
eu ainda sentia uma atração enorme por ela. Continuamos nos aproximando.
Emela me disse que sentia minha falta, estava com saudade e me amava.
Quando voltou de uma viagem, nós reatamos.
Foi então que resolvi contar uma coisa que durante muito tempo havia guardado: minha
fantasia de ver minha companheira com outro homem. Expliquei que aquela ideia me excitava
e que eu já havia vivido uma dinâmica semelhante no meu relacionamento anterior.
Ela dizia que não tinha coragem e que queria apenas a mim. Mas nossas conversas
começaram a mudar. Aos poucos, a fantasia passou a aparecer durante nossa intimidade.
Falávamos sobre outros homens, sobre ciúme, submissão e sobre a possibilidade de um dia
viver alguma experiência diferente.
Em determinado momento, ela contou que tinha curiosidade de conhecer uma casa de swing.
Conversamos sobre a possibilidade de irmos juntos, sem obrigação de fazer absolutamente
nada. A ideia era simplesmente conhecer o ambiente e ver o que sentiríamos.
Marcamos paraNaquele dia eu estava trabalhando. Por volta das 16h, ela disse
que achava melhor sair com Rafael, justamente por ser alguém que conhecia e com quem já
havia se envolvido. Eu concordei.
Mais tarde tivemos uma discussão. Ela disse que estava se sentindo mal e que precisava ficar
sozinha. Passamos o fim de semana praticamente sem contato.
Depois descobri que ela havia passado aquele período com Rafael e que os dois haviam
viajado. Também soube que, depois do retorno, eles ainda haviam se encontrado.
Na quarta-feira ela apareceu no meu trabalho. Conversamos. Depois fomos para minha casa e
decidimos tentar novamente.
A partir dali, nossa relação ficou ainda mais intensa. Começamos a morar juntos e
construímos uma rotina de casal. Ao mesmo tempo, nossas fantasias continuaram presentes.
Ela também me contou sobre um ex, que nesta história vou chamar de Marcelo, de quem
guardava lembranças marcantes da vida sexual. Em uma de nossas relações, surgiu inclusive
a história de um vídeo antigo que ele teria. Ela chegou a conversar com ele naquele momento,
movida pela minha curiosidade, mas ele não enviou o vídeo.
No dia seguinte fomos a outro lugar para sair. Quando chegamos em casa, ela me perguntou
o que eu acharia se tivesse ficado com alguém durante aquela noite.
Minha resposta foi sincera: a ideia me deixaria muito excitado.
Ela, por outro lado, continua dizendo que não quer ficar com outro homem. E é justamente aí
que está a minha dúvida. Às vezes tenho a impressão de que existe curiosidade, talvez até
vontade, mas alguma coisa parece segurá-la.
Talvez seja medo. Talvez insegurança. Talvez ela goste apenas da fantasia. Ou talvez exista
uma vontade que ela mesma ainda não saiba como lidar.
Hoje consigo conversar com ela sobre coisas que antes pareciam impossíveis. E acho que
essa é a parte mais interessante da nossa história: depois de tantas idas e vindas, nós
conseguimos falar abertamente sobre desejos, fantasias e limites.
Eu amo essa mulher. Estou feliz ao lado dela. Existe desejo, cumplicidade e uma história que
já passou por muita coisa.
E talvez seja justamente isso que torne tudo tão intenso. Não sabemos até onde nossas
fantasias irão. Talvez algumas permaneçam apenas entre quatro paredes. Talvez um dia
alguma delas se transforme em realidade.
Por enquanto, continuamos conversando, provocando um ao outro e tentando descobrir onde
termina a fantasia e começa o desejo de verdade.
Se alguém souber oque faço para convencer minha esposa.