Depois de um pedido dengoso daquele, é claro que eu providenciei um final de semana só nosso na cabana, antes que as férias da minha gatinha acabassem, para que a gente não tivesse mais nenhum motivo para adiar o nosso momentinho juntas.
Eu não precisei recorrer aos meus irmãos porque meus pais ainda estavam lá em casa, logo eles cuidariam dos netinhos e os netinhos cuidariam deles, então seguia tudo certo para deixarmos Salvador por aquele final de semana.
Vocês já assistiram Enrolados? Se lembram daquela parte em que Rapunzel finalmente sai da torre com José e, no caminho, fica alternando entre a felicidade e a culpa? Pois foi exatamente assim que Juh ficou durante o nosso percurso. Ela estava feliz, comemorando por estar indo comigo para a cabana, mas bastava alguns minutos para lembrar que tinha deixado Dom em casa e começar a chorar. Festejando e chorando, literalmente nesse ritmo, enquanto eu tentava acompanhar aquela mudança de humor sem saber se ria, dirigia ou consolava minha muié.
— Ele nunca vai me perdoar — Juh disse.
— Ele não vai nem lembrar disso — Respondi, rindo.
Júlia ficou olhando por um tempo para frente, deixando as lágrimas secarem no rosto e um sorrisinho apareceu.
— Pelo menos vou matar a saudade que eu estou de ficar agarrada com você — Ela falou, se agarrando em meu braço que estava esticado, tocando em sua coxa.
— Vamos matar todas as saudades — Afirmei, dando um beijo no topo de sua cabeça.
E nesse sobe e desce de emoções, seguimos o nosso caminho. Diferente das outras vezes que fomos para a Cabana estava um solzão. Não sei explicar, mas preferimos ir para lá quando está friozinho, com direito a ventania e céu nublado. O tempo fechado também tem seu valor.
Assim que chegamos tomamos uma ducha rápida e ficamos sem roupa conversando na cama. Juh estava feliz de estar ali, mas eu também a percebia sensível, com medo de poder estar sendo uma péssima mãe por estar... Se divertindo!
— Não precisa se sentir culpada por estar aqui... Foi um ano que exigiu muito de nós, a gente merece curtir também — Falei, enchendo-a de beijinhos.
— Eu sei... — Minha gatinha respondeu, encaixando o rosto na curva do meu pescoço.
Ficamos um bom tempo daquele jeito, sem falar nada. Eu com o braço por cima dela, ela com o rosto escondido no meu pescoço. Não nem um abraço direito, apenas nós duas sentindo uma a outra, do jeito que a gente ama ficar quando não tem mais nada pra resolver no dia. De vez em quando ela mexia a mão no meu ombro, fazia um cafuné gostoso sem nem perceber, e eu ia passando os dedos no cabelo dela por fazer. Carinho de costume... Do jeito que fazemos naturalmente no nosso cotidiano, porém, esse foi muito especial tanto que consigo lembrar de cada detalhe.
O relógio foi correndo e o alguma coisa foi mudando. Não sei explicar quando virou, mas virou. Eu comecei a perceber a respiração quente dela batendo na minha pele, e aquilo começou a me arrepiar inteira. Contando agora para vocês, eu consigo até lembrar do friozinho que subia pela minha nuca e mexia com todo o meu corpo.
Fiquei quieta, só sentindo, e sem pensar muito eu fui apertando o abraço. Apertei, ela se encaixou, e eu apertei mais. E seguimos assim, eu apertando cada vez mais, como se ainda tivesse algum espaço entre a gente que eu precisasse exterminar e Júlia não parecia se incomodar, ia cedendo, se colando cada vez mais a mim.
Júlia enfiou a mão na minha nuca, deixou seus dedos brincarem por baixo do meu cabelo, me segurou com um visível controle e levantou suavemente o rosto pra me olhar.
Não falei nada e nem precisava. A gente se beijou bem gostoso. Um beijo quente e sem pressa. A boca dela macia na minha e o gosto dela que eu não sentia há tempo. Ela abriu um pouco mais e eu mordi o lábio da minha gatinha de leve, e ela soltou um suspiro que me deu um troço por dentro. O beijo consequentemente foi ficando mais profundo, mais lento, e nós não demonstrávamos sinais de que pagaríamos em algum momento, muito menos naquele instante.
Minhas mãos começaram a andar pelo corpo dela. Desci pelas costas, pela cintura, subi pela lateral, sentindo a pele dela pegando fogo. Juh fez o mesmo comigo, a sua mão desceu pelo meu ombro até o peito e apertou, me arrancando arrepio atrás de arrepio. A perna dela se encaixou entre as minhas por baixo do lençol e eu a senti se ajeitando por cima de mim.
— Eu te amo, amor — Falei, com a boca quase encostada na dela.
— Eu te amo mais, meu amor — Júlia respondeu, e me beijou novamente.
Ela apoiou as mãos na cama e instantaneamente deixou de ser a minha gatinha. Virou uma onça, uma leoa ou quem sabe uma tigresa. Algum animal carnívoro com fome, bicho grande, de presa, prestes a saborear carne crua. Júlia estava com um olhar que só existe quando a fome já tomou conta de cada parte do corpo, ela estava quase salivando de desejo e isso foi acabando comigo de dentro para fora. Carne crua em sua frente e ela pronta pra atacar. Só que na natureza a vítima corre e no nosso caso, a carne em questão, eu, estava louca para ser devorada. Fiquei ali me oferecendo, temperada da cabeça aos pés, do jeito que eu sei que ela gosta, para aquela felina indomável me engolir.
Depois de fazer um pet scan do meu corpo e da minha alma com o olhar, Juh começou um percurso pelo meu pescoço. Foi descendo o rosto bem devagar, com o nariz encostando na minha pele, e cheirando. Cheirando muito mesmo, como se fosse a única coisa que ela precisasse naquele momento, o nariz dela foi subindo pela lateral do meu pescoço para trás da orelha e parou embaixo do meu queixo pra puxar o ar fundo. Eu sentia cada inspiração e expiração dela quente batendo e subindo pela minha nuca e se eu disser que tremi, é pouco para descrever o estado que fiquei. Eu senti o meu corpo inteiro reagir, um arrepio que começou pelo meu peito e rapidamente desceu se espalhando por todo o meu corpo. Cada detalhe daquela situação excitante me deixava molhada, e Júlia tinha ciência disso. A boca da minha felina seguiu me provocando de leve, o seu queixo roçando no meu colo e o carinho de seus lábios nem chegavam a me beijar de verdade, Júlia apenas parecia fazer questão esquentar o caminho o caminho, parecia que o essencial para ela naquele dia era me fazer enlouquecer completamente.
Ela desceu devagarinho, vértebra por vez. Eu senti o ar tórrido passando pela minha garganta, depois pelo meio do peito, e eu já estava com as mãos agarradas em seus ombros, quase implorando para que Juh me chupasse logo. Ela nem ligou foi descendo, mas no tempo dela, e aquela mulher quente chegou até a minha barriga, e eu digo que nesse momento eu era capaz sentir cada átomo das minhas células acordar com todo aquele calor. Foi lento, ela fez questão de que fosse assim, passou pelo meu abdômen, contornando o umbigo, me fazendo prender a respiração sem nem perceber o que eu estava fazendo. Quando sua boca chegou na minha pepeca, percebi as mãos dela foram me abrindo as coxas e eu já não tinha mais nada na cabeça além dela.
Ela me segurou com uma precisão que me assustou. Não foi bruto, mas foi exato. Uma mão em cada coxa, me firmando no lugar que ela queria, do jeito que ela queria, e naquela hora eu entendi que Júlia Oliver queria deixar claro que quem mandava ali naquele momento era ela. Eu não me mexi muito, nem queria e nem precisaa. Só abri mais as minhas pernas e deixei que ela mergulhasse em mim, tocando a sua língua no meu clítoris.
A minha mão voou para o cabelo dela por instinto. Eu a agarrei assim que senti a boca da minha mulher quente e precisa no lugar certo. Um incontrolável gemido saiu de mim, um som que nem parecia meu, e depois veio outro, e outro, no ritmo que ela ia ditando e eu só seguia. Minha perna tentou se fechar e a mão dela não deixou. Minhas costas descolaram do lençol e ela não parou. Eu tentava respirar e o ar vinha quebrado, junto com as coisas que eu falava sem filtro nenhum.
— Isso... aí, gatinha, continua... — Sussurrei entre um gemido e outro.
E ela respondeu afundando mais em mim e mantendo o ritmo, com uma calma impressionante que eu não tinha mais. Em segundos eu experimentei um orgasmo avassalador, jurei que ia partir dessa para... (Não dá para dizer que alguma coisa era melhor do que estar sendo devorada pela minha loba). Mas senti a minha alma sair do corpo e quando ela retornou para mim, eu não sabia nem onde eu estava apenas notei que a mulher que me levou aos céus já tinha voltado a me lamber devagar. Juh usava a língua toda, a superfície inteira dela, e ia varrendo de baixo pra cima com uma calma que me fazia perder o pouco ar que eu ainda estava tentando buscar. Sentia aquela língua larga debaixo para cima, até chegar no clitóris e não parava. Fazia de novo. Três, quatro vezes naquele mesmo caminho, de forma contínua, molhando tudo, me deixando escorrendo, e cada varrida me arrancava um gemido que eu já não conseguia segurar. Ela não tinha pressa nenhuma. Ela queria me molhar por inteiro, espalhando meus fluidos junto a sua saliva, e rapidamente conseguiu. Eu estava entregue, quente, escorregando novamente na boca dela.
Minha gatinha envolveu o meu clitóris com seus lábios magníficos e sugou algumas vezes me fazendo gritar. Não teve como evitar. Ela sugava e soltava, sugava e soltava, e quando soltava a última vez, voltava a me varrer suavemente, pra cima e pra baixo, me acalmando, me esfriando só um pouquinho, o necessário pra me atiçar de novo. Júlia me levava até o limite, abruptamente me deixava respirar, e depois começava tudo outra vez. Aquilo estava acabando comigo de uma maneira muito gostosa e eu estava adorando.
Ela subiu a mão pelo meu corpo, procurando o meu peito e apertou, brincando com o mamilo enquanto a boca continuava trabalhando na minha pepeca. Ela subia, chupando o meu mamilo, e a mão descia me estimulando, e eu sentia tudo conectado no mesmo ritmo. Depois ela voltava para me chupar, e enquanto a sua língua entrava em mim, a sua mão subia e massageava o outro seio, tendo o mamilo entre os dedos, apertando do jeitinho que ela sabe que eu gosto. Ia e voltava assim, e cada vez as sensações pareciam se misturar e ter virado uma coisa só.
Eu a puxava para mim, enroscava a perna em volta da cabeça dela, e ela não afrouxava. Fazia tudo no tempo dela, e o tempo dela era exatamente o que ia me levar ao ápice. Ela me penetrou com seus dedos e eu senti um calor avassalador subindo das minhas pernas e chegando no peito, e eu sabia que estava se aproximando.
— Amor... Eu vou gozar de novo... Não para... — Pedi em um gemido rouco.
Ela não parou. Continuou lá, mantendo o ritmo, sugando o clitóris e massageando meu peito, e eu senti a onda de prazer subindo cada vez mais. Senti o meu corpo tremer da cintura pra baixo. O meu abdômen se contraiu, pausei a respiração e já sem controle algum, minha cabeça caiu para trás. Os dedos dela enterrados dentro mim, e eu gozei com a boca da minha mulher em mim, sentindo aquela onda se espalhar pelo corpo inteiro, meus músculos pulsavam, e eu soltei um gemido longo, que começou alto e foi morrendo aos poucos enquanto eu tremia toda na cama. Ela continuou ali sem pressa de sair, me ajudando a me acalmar.
Quando finalmente abri os olhos, o quarto todo parecia mais escuro. O solzão lá fora batia ainda na janela, mas parecia estar se despedindo. Eu estava sem ar, sem defesa nenhuma, sentindo o meu corpo inteiro formigar.
— Minha onça... Vem cá... — Eu falei, rindo baixinho, puxando o rosto dela pra perto do meu.
E ela subiu com um sorriso satisfeito.
— Você é um delícia, amor — Juh me disse e eu a beijei.
— Assim que eu puder, vou acabar com você — Disse e ela riu, deitando sobre o meu peito.
Ficamos um bom tempo ali deitadas. Amo sentir o corpo dela sobre mim, porém eu já estava com outra coisa na cabeça. Aquele sorriso satisfeito dela, aquela carinha de quem tinha acabado de me destruir e ainda achava que ia dormir tranquilinha... Não! Não mesmo, eu ainda precisava de algo.
Virei devagar, empurrando o corpo dela pra baixo com cuidado, e ela entendeu na hora o que ia acontecer. Se ajeitou sozinha na cama, sem eu precisar pedir nada. Juh deixou as pernas naturalmente separadas e eu me ajoelhei entre elas. Do mesmo jeito que a minha amada esposa, sem pressa alguma para cair de boca.
Comecei usando palma da mão, massageando devagar a parte interna da coxa, sentindo a pele dela arder por baixo dos meus dedos, e fiz questão de deslizar de leve com o polegar do seu umbigo até a sua virilha algumas vezes, só pra ela entender que eu ia começar. Minha gatinha já soltou um suspiro, e eu desci o rosto perto de sua pepeca, quase encostando. Usei a ponta do nariz pra roçar nos grandes lábios, sem chegar no clitóris ainda, só respirando em cima, e só a respiração passando já me fez notar um leve tremor em suas pernas.
— Ué, você está com frio, amor? Por que está tremendo? — Provoquei.
— Sínica... — Júlia me respondeu, fechando os olhos e rindo.
Usei a língua de baixo pra cima, partindo do períneo e passando por toda a parte externa dos lábios, devagar, com uma pressão média, e repeti bem lentamente. Depois peguei os grandes lábios com os meus lábios, suguei de leve e soltei, e fui pra ponta da língua pra traçar a borda dos pequenos lábios, um lado e depois o outro, como se estivesse desenhando uma linha molhada ali. Só aquecendo e testando o nosso autocontrole. Ela começou a rebolar a cintura, os quadris se mexendo sozinhos na cama, e a mão dela segurou a minha cabeça com força.
Cobri toda a região do clitóris com a língua, movendo devagar pros lados, e depois mudei pra ponta da língua, fazendo círculos bem pequenos em sua intimidade, uma sequência no sentido horário, uma no anti-horário, com os círculos ficando cada vez menores. De vez em quando eu fechava os lábios dava uma sugadinha marota em seu clítoris, soltava, e voltava para os círculos. Minha gatinha fechou as pernas de repente, com bastante pressão, e soltou um som curto e agudo pela boca. Eu mantive o ritmo, sem acelerar, e vi a barriga dela contrair e deixar escapar um gemido que ela não conseguiu segurar. O corpo de Júlia estremeceu debaixo da minha boca e eu senti o seu melzinho pela primeira vez naquele dia.
Deixei-a respirar uns segundos e fiquei só beijando as coxas do meu amor, mas aos poucos comecei a alternar com toques curtos e leves na sua pepeca. Voltei a varrer com a língua de baixo pra cima e depois fiz círculos minúsculos ao redor; após uma boa sequência, eu trocava para a parte plana da língua, pressionando para os lados, pra dar uma sensação de pausa, e voltava com a ponta da língua, aumentando a velocidade aos poucos. Ela estava com a parte de dentro das coxas tremendo, a cintura subindo da cama contra a minha boca, e eu sentia o clitóris cada vez mais resistente na minha língua. Não resistimos muito — a essa altura já estávamos estourando o nível de tesão —, e em pouco tempo ela gozou de novo, mais forte dessa vez, e eu a acompanhei, ouvindo seus sons que ecoavam pelo quarto.
Então eu molhei o dedo médio com seus fluídos e deslizei pra dentro devagar, com a ponta virada pra cima, procurando onde ela mais precisava. Comecei a chamá-la para mim com o dedo por dentro enquanto a língua começava um novo ritmo em seu clitóris. Ela se desalinhou completamente, não conseguiu se adaptar a isso, e nem tentou. Eu vi o corpo dela inteiro perder o controle dos movimentos, porque nada ali era minimamente coordenado. Os joelhos tentavam se fechar, mas já não havia mais força suficiente para isso, a respiração virou bagunça pura, e ela chegou ao ápice vibrando dos pés à cabeça, enquanto sussurrava algo incompreensível.
Eu estava em êxtase, adoro vê-la sentindo prazer sem pudor algum. Ela estava com a alma nua para mim, e eu não perco a oportunidade de lembrar de como a intimidade é uma das coisas mais lindas e preciosas de uma relação.
~ 🥰❤️
Juh me pediu para fazer algo que não estou autorizada a contar, e quando ela estava quase lá novamente, deixei minha língua esfregando bem lentamente em seu sensível clitóris, com o dedo praticamente parado no ponto G, fazendo uma pressão leve. Sem ritmo, sem movimentação e sem velocidade.
~ Depois ela me disse que isso foi muito cruel da minha parte 🤣
Juh empurrou a cintura, procurando mais contato, ansiando os meus toques, tentando fazer por conta própria com o corpo o que eu não estava dando.
— Lore... pelo amor de Deus... — Ela gemeu, com a mão puxando o meu cabelo.
Eu segurei mais um segundo, me divertindo com seu desespero, porém a atendi, voltando de repente ao ritmo rápido. Disparei a língua em seu clitóris e movimentei o dedo no ponto G sem piedade nenhuma, e ela explodiu na hora: o novo orgasmo veio como um jato, esguichando em mim. Júlia arqueou as costas para fora do colchão e plantou os dois pés na cama, e soltou um grito rouco com uma frase icônica que virou piada interna para nós depois. Eu segurei o ritmo até o fim de seus espasmos, sem parar de imediato, e continuei lambendo de leve o entorno pra tentar prolongar a sensação, sentindo a sua pepeca se contrair e relaxar em volta do meu dedo, no ritmo dos espasmos, um após o outro.
Eu tirei o dedo e me deliciei com seu gosto. Comecei a sugar de leve toda a área com os lábios, depois lambi os grandes lábios e a parte interna das coxas, dando uns segundinhos de pausa. Ela tremia, ofegante, com o corpo todo brilhando de suor e os olhos fechados.
Mas eu ainda não estava satisfeita. Esperei um pouquinho para que ela se acalmasse e fui mais direta, passando a língua em sua pepeca novamente, dessa vez com toques rápidos, precisos e sem rodeio, porque ela já estava totalmente entregue. E assim, sem demora e com muita facilidade, ela deixou seu melzinho adoçar meus lábios. Foi um orgasmo longo, ela gemeu baixinho, quase um choro, e ficou tremendo por muito mais tempo, com as mãos fechadas no lençol, até relaxar inteiramente e soltar todo o seu pescoço na cama.
Quando eu finalmente levantei a cabeça, ela estava completamente esparramada, sem ar, só a barriga subindo e descendo depressa. Eu subi pelo corpo dela, me aninhei em seu lado e a beijei no ombro, no pescoço e na boca.
— Uma posição, mil e um orgasmos — Eu falei, rindo contra o ouvido dela.
— Nossa... Que delícia... — ela conseguiu dizer, entre risos fracos.
— Achei que ia morrer... E ia morrer muito feliz... — respondi, rindo e puxando-a pra dentro do meu abraço.
Depois de toda aquela maratona, nós duas apagamos legal. Quando acordei, o quarto estava um breu, e por alguns segundos eu nem sabia direito que horas eram. Juh estava toda carinhosa, fazendo carinho no meu cabelo enquanto eu ainda tentava despertar, e ficamos bastante tempo simplesmente trocando carinho, beijinhos e cheirando uma à outra, sem nenhuma pressa de sair daquela cama. Até que, em algum momento, resolvemos levantar para tomar uma ducha e, mesmo no banho, continuamos naquela troca de carinho. Minha gatinha estava um neném, cheia de denguinho, e eu estava adorando cada abraço que ela me dava. Depois do banho, Juh foi preparar um risoto delicioso e eu fiquei praticamente o tempo inteiro agarrada nela em frente ao fogão, conversando sobre as maiores aleatoriedades possíveis, enquanto ela cozinhava e eu aproveitava cada segundo daquela proximidade.
Juh sentou no meu colo e jantamos daquela maneira, bem juntinhas, até que resolvemos mandar uma foto no grupo com Kaká e Mih. Eles responderam com uma foto dos três juntos, Dom pintando em cima dos dois enquanto se preparavam para dormir juntinhos. Fizemos um FaceTime e, assim que Ninho nos viu, abriu um sorriso enorme e começou a chamar com a mãozinha, todo animado. Eu fiz algumas gracinhas para ele e meu menino começou a gargalhar, daquele jeito que faz a gente esquecer qualquer coisa ao redor. O celular foi passando de mão em mão e, quando percebemos, meus sogros e meus cunhados também estavam lá. Eles tinham ido ajudar a cuidar dos netinhos.
— Por que eu te mandei mensagem cedo e você não respondeu, irmã? — Iury perguntou com uma cara suspeita, próximo de minha mãe.
Meus pais e meus irmãos são os únicos que dão liberdade para esse tipo de conversa na frente de qualquer um.
— Porque eu estava te ignorando — Juh rebateu com um rostinho convencido.
Eu, minha mãe e Iury caímos na gargalhada.
— Isso mesmo, se divirtam porque vocês merecem! — Minha mãe disse.
No fim da ligação, quando o aparelho retornou para as mãos de meus filhos, os dois fizeram questão de nos tranquilizar, dizendo que estava tudo bem e que era para a gente focar em descansar. Eu zoei um pouquinho a maneira que Juh veio o caminho inteiro e, depois de rir, nos despedimos.
Finalizamos a noite na hidromassagem, ouvindo apenas o som da natureza e sentindo nossos corpos nus. Juh estava deitada sobre mim e ficamos relaxando por umas duas horas ali, sem pressa alguma. Levantamos apenas para tomar o restante do vinho que havia sobrado do jantar e, depois disso, capotamos novamente.
