Quando acordei na minha cama, a primeira coisa que senti foi o cheiro de Eloá impregnado nos lençóis e na minha pele. Um sorriso brotou nos meus lábios; ela era realmente uma mulher interessante. Além de linda e muito atraente, tinha uma história de vida incrível.
Ao sair da cama, vi que Nicole já estava se arrumando para almoçar. Pedi para ela esperar um pouco para descermos juntas. Assim que ela concordou, corri para o banheiro, fiz minha higiene e me arrumei o mais rápido possível. Não era apenas para não deixar Nicole esperando por muito tempo, mas porque estava com muita fome. Não tinha comido nada desde o jantar de sexta-feira, e como jantei pouco, sabendo que iria beber à noite, não tomei café da manhã e ainda gastei muita energia. Precisava urgentemente repor essas energias gastas.
Saímos do quarto e seguimos direto para a copa, mas a mesa estava toda ocupada. Então, fomos até a cozinha, servimos nossos pratos e seguimos para a área da churrasqueira. Encontramos uma mesa vazia e nos sentamos ali para nos alimentar. Nicole parecia estar com tanta fome quanto eu; provavelmente, estava na mesma situação. Antes de terminarmos, Sandra e Raquel apareceram e se sentaram conosco. Depois que todas estavam bem alimentadas, começamos um papo descontraído. Foi quando vi Eloá e Ítalo aparecerem junto com Laura. Eles foram até uma mesa ao lado, mas Eloá me viu e veio me dar um abraço. Nicole sugeriu que uníssemos as mesas, e assim foi feito. O mais legal foi que Eloá colocou sua cadeira ao meu lado e sugeriu que Ítalo sentasse de frente com ela, ou seja, ao lado de Nicole.
Com todos acomodados e devidamente apresentados, a conversa continuou fluindo. Acabamos ficando ali por um bom tempo e só saímos para vestir roupas de banho. Sandra nos convidou para ir à praia um pouco, e todos gostaram da ideia. Cada um seguiu para seu quarto para se trocar, menos Laura, que disse que precisava organizar algumas coisas e não poderia ir com a gente.
A praia estava quase deserta; provavelmente, aquele lugar era bem restrito a banhistas que não fossem das casas que estavam ali, e não eram muitas. Além de nós, havia mais algumas pessoas, que provavelmente eram das casas vizinhas. Colocamos nossas toalhas na areia, deixamos nossas coisas ali e fomos para o mar. Ítalo tinha levado um cooler e, assim que saímos, corri para pegar uma cerveja. Aproveitei para conversar um pouco a sós com ele, já que Eloá e Nicole ainda estavam no mar. Agradeci a ele por ter deixado Eloá passar a noite comigo, e ele disse que valeu a pena, que teve uma noite incrível com Nicole e deu boas risadas com ela. Eu disse que Nicole era mesmo divertida e uma ótima pessoa. Ele comentou que Eloá me elogiou muito, não só pela noite, mas como pessoa. Pelo jeito; ela realmente tinha gostado de mim. Eu disse que também tinha gostado muito dela, que era uma mulher incrível, e ele era um homem de sorte. Ele sorriu, deixando claro que ele também achava isso.
Continuei conversando com Ítalo por um tempo e percebi que Eloá e Nicole estavam em uma conversa animada na beira da água. Logo, elas vieram abraçadas uma na outra. Nicole se aproximou e se sentou entre as pernas de Ítalo, apoiando as costas no peito dele, logo após dar um selinho nele. Eloá, ainda de pé, olhou a cena e chamou Nicole de abusada, rindo enquanto estendia as mãos na minha direção. Ela perguntou se poderíamos conversar. Eu disse que sim. Saímos dali de mãos dadas, indo em direção a uma área mais deserta da praia, onde a areia ia diminuindo e dava lugar a várias pedras.
Eloá me puxou em direção a umas pedras mais altas e nos sentamos ali. Ela segurou minha mão com mais força e foi direto ao ponto.
Eloá— Eu amei passar a noite com você, amei conhecer sua história e me sinto bem ao seu lado. Eu ainda vou ficar aqui o resto do dia, uma noite e boa parte do dia de amanhã. Eu amo ficar ao lado do Ítalo e tenho certeza de que ele ama minha companhia também. Porém, conversamos sobre aquela brincadeira da Nicole e concordamos, após um longo diálogo, que seria legal curtir esses dias ao lado de outra pessoa. Ítalo gostou bastante da companhia da Nicole e, pelo que conversei com ela, a recíproca é verdadeira. Agora, falta você concordar, mas já adianto: se sua resposta for um não, está tudo bem, de verdade.
Camila— Você quer que eu passe o resto do tempo que temos aqui com você? É isso?
Eloá— Sim, eu gostaria que você fosse minha namorada pelo resto do final de semana. Na verdade, eu gostaria muito disso, de verdade.
Camila— Se Ítalo estiver de acordo, eu vou amar ser sua namorada, nem que seja por pouco tempo. Eu amei ficar com você, nossas conversas e me sinto muito bem ao seu lado também.
Eloá— Sim, Ítalo está de acordo. Que bom que você topou, eu estava meio insegura sobre sua resposta.
Camila— Não tinha motivos para insegurança. Em nenhum momento pensei em dizer não; na verdade, essa decisão de aceitar foi super fácil. Mas me explica o que posso ou não fazer, tipo se estiver perto do Ítalo ou de outras pessoas.
Eloá— Você pode fazer o que uma namorada faria, independente se Ítalo estiver perto ou não.
Camila— Que bom, porque estou morrendo de vontade de fazer algo desde que te vi.
Falei isso e puxei Eloá para um beijo, que ela retribuiu com gosto. Nosso beijo foi se aprofundando e logo senti uma das mãos dela tocar a parte de dentro da minha coxa. Estava tão envolvida naquele beijo que nem me lembrei de onde estávamos. Eu subi minha mão para um dos seios dela, tocando por baixo da parte de cima do biquíni. Senti a mão de Eloá descer pela minha coxa e tocar minha intimidade por cima do biquíni. Eu gemi dentro da boca dela, e isso a incentivou a fazer movimentos mais intensos. Sua boca desceu para meu pescoço, e foi aí que abri os olhos e percebi onde estávamos. Mas aquilo estava tão gostoso que eu não queria parar; na verdade, queria ir além.
Olhei à nossa esquerda e vi um lugar que poderia ser adequado para fazermos o que eu queria. Afastei-me de Eloá, levantei e a chamei para ir para o local, apontando a direção. Ela levantou, deu um sorriso safado e me seguiu até mais à frente, onde havia uma rocha enorme que saía da parede de areia e terra, marcando o final da praia. Fomos para a parte de trás da rocha, e eu sabia que não poderíamos perder tempo. Já empurrei Eloá para que ela encostasse as costas na parede de pedra, ajoelhei na sua frente, minhas mãos empurraram a parte de baixo do biquíni dela para o lado, e comecei a chupar ela com vontade.
Eloá gemia, com uma mão sobre a boca e a outra apertando seus seios, já fora do biquíni. Eu mapeava toda a intimidade dela com minha língua. Ela moveu o tronco para frente e abriu mais as pernas. Eu usava os meus lábios e minha língua para lhe dar prazer; ela mal conseguia abafar os gemidos, que a cada minuto ficavam mais intensos. Comecei a usar minha língua exatamente sobre seu clitóris; ela colocou a mão sobre minha cabeça, segurando-me naquela posição. Eu lambia, sugava, prendia-o entre meus lábios e movimentava minha língua rapidamente. Eloá travou o corpo e soltou um urro abafado por causa da mão que estava em sua boca. Logo senti seu corpo tremer com os espasmos que teve. Seus fluidos começaram a jorrar, e eu fiz o possível para saborear o máximo possível do seu mel.
Limpei Eloá com minha língua e subi meu corpo para beijá-la, mas tive que esperar um instante para ela conseguir respirar direito. Fiquei ajeitando seu cabelo molhado, que estava todo bagunçado. Assim que Eloá se recuperou, ela me beijou, chupando minha língua, ainda com seu gosto nela. Não demorou muito e ela inverteu nossas posições. Eu estava com as costas na parede de pedra fria e ela ajoelhada entre minhas pernas, arrastando meu biquíni para o lado. Não demorou e eu senti sua língua passando pela minha intimidade, abrindo meus lábios vaginais com uma lentidão que era praticamente uma tortura. Dessa vez, fui eu quem colocou a mão na boca e comecei a apertar os mamilos dos meus seios, liberando-os para fora do biquíni. Eloá começou a me lamber com mais vontade, e sua boca já se movia mais rápido entre minhas pernas. Eu sentia sua língua invadindo minha intimidade e seus lábios macios se esfregando para cima e para baixo, me causando uma ótima sensação.
Eloá tinha seu ritmo próprio; às vezes rápido e intenso, às vezes suave e delicado. Eu estava delirando de tanto prazer. Quando ela colocou seus lábios sobre meu clitóris e começou a movimentar sua cabeça lateralmente com muita rapidez, achei que não ia aguentar de tanto prazer. Quando ela colocou a língua um pouco para fora e apoiou em cima do meu clitóris, não aguentei. Meu corpo foi tomado por uma sensação de prazer incrível e eu explodi em um orgasmo longo e intenso que quase me derrubou sobre Eloá. Minhas pernas perderam quase todas as forças e só consegui me manter de pé porque ela percebeu e se levantou para me dar apoio. Eu sentia minhas pernas tremendo e meus fluidos escorrendo pelas coxas.
Ficamos ali nos recuperando um pouco, mas logo voltamos para onde o pessoal estava. No meio do caminho, entrei na água rapidamente para refrescar o corpo, e Eloá fez o mesmo. Ao chegarmos ao local onde estávamos, Ítalo e Nicole não estavam mais ali, mas deixaram o cooler e nossas coisas aos cuidados da Raquel. Fui beber mais uma cerveja e curtir o final de tarde conversando com minha "namorada" e minhas amigas. Foi uma tarde incrível junto delas.
Eloá foi para o quarto dela, disse que iria pegar algumas coisas e me pediu para esperar por ela para tomarmos banho juntas. Fui para o quarto e senti falta das malas de Nicole. Pensei em ligar para ela, mas antes de fazê-lo, já imaginei o que tinha acontecido. Quando Eloá apareceu com duas malas enormes, tive certeza do que tinha acontecido. Nicole tinha trocado de quarto com Eloá e eu não tinha nenhuma reclamação a fazer sobre isso.
Dali em diante, não houve surpresas; tudo correu muito bem. Jantamos naquele dia como dois casais: eu e Eloá, e Nicole e Ítalo. A princípio, achei que iria estranhar, mas não tinha como. Todos agiram normalmente, e eu fiz o mesmo. Eu sabia que o pessoal não estranharia, já que era algo comum ali.
Minha outra colega de quarto apareceu à noite, quando eu e Eloá voltávamos para o quarto, ela estava saindo do banho. Disse que não viu minha mensagem, pois nem mexeu no celular; mas só tinha vindo pegar alguns objetos pessoais, tomar um banho e provavelmente só voltaria para pegar o resto de suas coisas na hora de ir embora. Eu amei, claro, eu e Eloá teríamos o quarto só para nós duas aproveitarmos, e nós aproveitamos bastante.
Tivemos uma noite ótima, com muito sexo, boas conversas, e só fomos dormir quando o dia começou a clarear. Acordamos na hora do almoço no dia seguinte, almoçamos juntas e depois curtimos nossos últimos momentos sentadas na areia da praia. Eu já sentia uma pequena tristeza no peito por saber que logo teríamos que nos despedir e, provavelmente, iríamos passar bastante tempo sem nos ver.
Mesmo antes do sol se pôr, nós demos nosso último beijo. Eloá e Ítalo iriam na frente porque ainda iriam para SP naquela noite. Ganhei um longo abraço de Ítalo, que me agradeceu por cuidar bem de sua esposa. Eu disse a ele para voltar assim que possível, pois eu sentiria falta deles, não só de Eloá, mas dele também. Isso era verdade; Ítalo era um homem incrível e foi muito gentil comigo desde a primeira vez que conversamos. Queria ter pedido o número deles, mas fiquei meio sem jeito de fazer isso; não sabia se eles gostavam de manter contato com as pessoas com quem ficavam. Então, como não tocaram no assunto, fiquei sem jeito de pedir e levar um não, ou que eles passassem só por obrigação. Acabei deixando isso de lado.
Eles se foram, e eu fiquei ali conversando com Nicole, que veio se despedir deles também. Ela também estava um pouco triste. Quando voltamos ao quarto, ela disse que sentiria falta do casal, que os dois eram muito legais e que Ítalo, além de ser um amante incrível, era uma pessoa fenomenal. Ele a tratou como uma princesa quando não estavam transando, e que homens como ele eram raros; bonito, rico, inteligente e bom de cama. Eu disse que Eloá era da mesma forma e que eu também sentiria falta deles.
Voltei para casa com Sandra e Raquel e contei a elas os momentos que passei com o casal, pelo menos as partes que não viram. Cheguei em casa já depois da meia-noite, estava muito cansada e só tomei um banho rápido, olhei as mensagens do meu celular e fui dormir. Amanhã seria outro dia e a única coisa que iria sobrar de Eloá era saudade e boas lembranças.
No dia seguinte, pela manhã, fui buscar Manu na casa dos meus pais. Estava morrendo de saudades dela. Passei quase o dia todo lá e só retornei para meu apartamento no início da noite. Manu estava um grude comigo; provavelmente, estava com saudades de mim também. Nessa época, Manu já tinha sua cama e dormia nela a maioria das noites, mas naquele noite, dormimos agarradinhas uma na outra.
Fui à casa da Helena no dia seguinte, levei Manu cedo para que ela, seu Geraldo e Tamires matassem saudades. Estava sentada no sofá jogando conversa fora com Tamires, quando recebi uma notificação de mensagem. Era do meu banco; toda entrada ou saída de dinheiro gerava uma notificação no meu celular. Naquela época, eu não usava aplicativo do banco como hoje.
Pensei que era Laura fazendo meu pagamento, mas não era. Alguém havia feito um depósito na minha conta; não reconheci o nome da empresa e, ao olhar o valor do depósito, acho que meu coração chegou a parar por alguns segundos.
Continua…
Criação: Forrest_Gump
Revisão: Whisper
