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Sem Regras, Sem Amanhã

Um conto erótico de AndressaMR
Categoria: Heterossexual
Contém 1992 palavras
Data: 20/09/2026 00:35:44

A sala de conferências do hotel ainda cheirava a café frio e perfume caro quando Thais Valente fechou o notebook com um estalo seco. O microfone ainda captava o eco da sua voz, firme, cortante, exatamente como ela gostava. Do outro lado da mesa redonda, Marcelo Mendes não sorria. Nunca sorria para ela. Apenas inclinava a cabeça levemente para o lado, como se estivesse analisando uma peça de xadrez especialmente irritante.

Eles se conheciam há sete anos. Sete anos de audiências intermináveis, de petições que se respondiam em menos de vinte e quatro horas, de olhares que atravessavam salas lotadas como lâminas. Thais, trinta e quatro anos, cabelos pretos sempre presos em um coque impecável, rosto angular e boca que raramente se curvava em qualquer coisa que não fosse desprezo profissional. Marcelo, trinta e seis, ombros largos sob o terno cinza-escuro, barba bem aparada e olhos castanhos que pareciam sempre calcular o próximo golpe. Ela odiava a forma como ele falava devagar demais, como se tivesse todo o tempo do mundo. Ele odiava a forma como ela interrompia no meio das frases, cortando argumentos com a precisão de um bisturi.

O congresso de Direito Empresarial em Búzios deveria ter sido apenas mais um campo de batalha. Dois dias de painéis, networking forçado e canapés sem graça. Mas a tempestade chegou no final da tarde do segundo dia, sem aviso, transformando o céu azul do litoral em uma parede cinza e pesada. Em menos de uma hora, a estrada que ligava o hotel à cidade estava alagada. Os voos cancelados. Os carros de aplicativo indisponíveis. O hotel, de repente, se tornou uma ilha.

Thais estava no lobby quando a recepcionista, com o sorriso treinado de quem já tinha dado a mesma notícia cinquenta vezes, informou que não havia mais nenhum quarto disponível. A última suíte restante tinha sido reservada por engano para dois hóspedes diferentes. Um deles era ela. O outro…

Marcelo apareceu atrás dela no exato momento em que a recepcionista pronunciou o nome dele. O casaco ainda molhado nos ombros, o cabelo um pouco bagunçado pela chuva, a expressão de quem já sabia que o universo tinha um senso de humor particularmente cruel.

Eles se olharam. Não foi um olhar de surpresa. Foi o olhar de duas pessoas que já haviam passado por situações absurdas juntas e, ainda assim, nunca tinham sido forçadas a dividir o mesmo espaço por mais de algumas horas.

A recepcionista, alheia à tensão que pairava entre os dois, entregou a chave magnética com um gesto educado.

— A suíte 412. Vista para o mar. Cama king size. Espero que se acomodem bem.

Thais pegou a chave sem agradecer. Marcelo não disse nada. Apenas seguiu atrás dela até o elevador, o silêncio entre eles tão denso quanto a chuva que batia contra as janelas do hotel.

No corredor do quarto andar, o carpete abafava os passos. Thais abriu a porta da suíte e parou no limiar. A cama ocupava quase todo o centro do ambiente, coberta por lençóis brancos e uma manta cinza. Duas poltronas perto da janela. Um minibar. Um banheiro com box de vidro. E o som constante, quase hipnótico, da tempestade lá fora.

Marcelo entrou atrás dela e fechou a porta com um clique suave. O ar-condicionado zumbia baixo. O cheiro de madeira e roupa limpa misturava-se com o perfume dela — algo cítrico e seco — e com o cheiro de chuva que ainda vinha do casaco dele.

Eles se viraram ao mesmo tempo.

— Isso é ridículo — disse Thais, tirando os saltos e jogando-os num canto. — Sete anos brigando e agora a gente tem que dividir uma cama como dois adolescentes numa festa.

Marcelo tirou o casaco molhado e pendurou no respaldo de uma poltrona. A camisa social branca colava no peito largo, revelando o contorno dos músculos.

— Pode dormir no sofá, se preferir — respondeu ele, a voz baixa, quase preguiçosa. — Eu não ligo.

— Não existe sofá aqui. Só essa cama monstra e duas poltronas.

Thais caminhou até o minibar, abriu uma mini garrafa de vinho tinto e bebeu direto do gargalo. O líquido descia quente pela garganta. Marcelo observava cada movimento: o jeito como o vestido preto justinho marcava a curva das nádegas, a linha das costas descobertas, o pescoço longo quando ela inclinava a cabeça para trás.

— Você vai ficar me encarando a noite inteira? — perguntou ela, sem se virar.

— Estou tentando entender como alguém tão competente consegue ser tão insuportável.

Thais riu sem humor e se virou de frente para ele.

— E você? Fala como se fosse o rei da cortesia. Quantas vezes você já me interrompeu em audiência só para me desestabilizar?

— Quantas vezes você inventou jurisprudência do nada só para me irritar?

Eles ficaram em silêncio por alguns segundos. A chuva batia com força nos vidros. O ar dentro da suíte parecia cada vez mais carregado.

Marcelo deu um passo à frente.

— Olha… a gente pode ficar a noite inteira se atacando, ou…

— Ou o quê?

Ele parou a menos de um metro dela. O olhar desceu da boca de Thais até o decote do vestido e voltou aos olhos.

— Ou a gente faz um acordo. Uma noite. Sem regras. Sem conversa depois. Sem consequências. Amanhã voltamos a nos odiar normalmente. Como sempre.

Thais sentiu o coração acelerar. A proposta era absurda. E exatamente por isso fazia sentido.

— Você está falando sério?

— Estou. Você tem medo?

Ela deu um gole no vinho, deixou a garrafinha em cima da mesa e deu um passo também, até quase encostar no peito dele.

— Medo de você? Nunca.

Marcelo não esperou mais. A mão dele subiu até a nuca dela, puxou o coque e soltou os cabelos pretos que caíram pelas costas. Ao mesmo tempo, a boca dele desceu sobre a dela com uma fome contida há anos. Thais gemeu contra os lábios dele, abrindo a boca, deixando a língua invadir. O beijo era bruto, molhado, cheio de dentes e saliva. As mãos dele desceram pelas costas dela, apertaram a bunda por cima do vestido e a puxaram contra o corpo. Ela sentiu o pau já duro, grosso, pressionando contra a barriga.

— Porra… — murmurou ele contra a boca dela. — Você não faz ideia de quantas vezes eu imaginei te calar desse jeito.

Thais puxou a camisa dele para fora da calça, desfazendo os botões com pressa. As mãos dela exploraram o peito peludo, os mamilos endurecidos, o abdômen tenso. Marcelo puxou o zíper do vestido dela pelas costas e o tecido escorregou até o chão, deixando-a só de sutiã preto e calcinha de renda. Ele soltou o sutiã com um clique e as tetas firmes saltaram livres. A boca dele desceu imediatamente, chupando um mamilo com força enquanto a mão apertava o outro seio.

— Ah, caralho… — Thais arquejou, segurando a cabeça dele contra o peito. — Mais forte.

Marcelo obedeceu, mordendo de leve o mamilo e depois chupando com voracidade. A outra mão desceu pela barriga dela, entrou por dentro da calcinha e encontrou a buceta já encharcada. Dois dedos longos entraram sem cerimônia, curvando-se para cima, enquanto o polegar esfregava o clitóris com pressão firme.

— Tá molhada pra caralho — ele falou, a voz rouca. — Isso tudo por causa de mim?

— Cala a boca e continua.

Ele tirou a mão, levou os dedos à boca e chupou o gosto dela, olhando nos olhos de Thais o tempo todo. Depois a empurrou de leve na direção da cama. Ela caiu de costas, as pernas abertas. Marcelo ajoelhou entre elas, puxou a calcinha para o lado e enterrou o rosto na buceta. A língua larga e quente passou de baixo para cima, lambendo a fenda inteira, depois se concentrou no clitóris, chupando e tremendo a ponta da língua em círculos rápidos.

Thais agarrou os cabelos dele e empinou o quadril.

— Isso… assim… não para.

Marcelo enfiou dois dedos de novo enquanto chupava, fodia ela com a mão e a boca ao mesmo tempo. O som molhado da buceta se misturava com os gemidos dela e com o barulho da chuva. Em poucos minutos ela já estava tremendo, as coxas apertando a cabeça dele.

— Vou gozar… porra, Marcelo, vou gozar…

Ele não parou. Aumentou a velocidade dos dedos e chupou o clitóris com mais força. Thais gritou, o corpo se contraindo em ondas violentas, a buceta pulsando ao redor dos dedos dele, o líquido escorrendo pela mão e pelo queixo.

Enquanto ela ainda tremia, Marcelo se levantou, tirou a calça e a cueca de uma vez. O pau saltou grosso, veias saltadas, a cabeça avermelhada já brilhando de pré-porra. Thais se sentou na beira da cama, puxou ele pela base e enfiou na boca sem hesitar. Chupou fundo, a garganta abrindo para receber o máximo possível, a língua pressionando a veia de baixo. Marcelo gemeu alto, as mãos nos cabelos dela, guiando o ritmo.

— Porra, Thais… sua boca…

Ela chupava com raiva e prazer, saliva escorrendo pelo queixo, a mão massageando o saco enquanto a outra se esfregava na própria buceta ainda sensível. Marcelo puxou o pau da boca dela com um estalo molhado.

— De quatro. Agora.

Thais obedeceu, virando-se de costas, a bunda empinada, a buceta inchada e brilhante entre as coxas. Marcelo se posicionou atrás, esfregou a cabeça do pau na entrada molhada e enterrou tudo de uma vez, num só embalo profundo. Os dois gemeram juntos. Ele agarrou a cintura dela com força e começou a meter sem piedade, as bolas batendo contra o clitóris a cada estocada.

— Mais forte — pediu ela, a voz embargada. — Me fode como se me odiasse de verdade.

Marcelo obedeceu. As estocadas ficaram mais profundas, mais rápidas, a mão dele descendo para apertar o pescoço dela por trás enquanto a outra espalmava a bunda com força. O barulho da pele batendo na pele enchia o quarto. Thais empurrava a bunda para trás, encontrando cada investida, a buceta apertando o pau dele como se não quisesse soltar.

Ele a virou de frente de novo, ergueu as pernas dela sobre os ombros e enterrou o pau ainda mais fundo. Nessa posição ele conseguia ver tudo: o rosto dela vermelho, a boca aberta, as tetas balançando a cada golpe. Thais puxou a cabeça dele para baixo e beijou com fome, mordendo o lábio inferior.

— Goza dentro — ela sussurrou contra a boca dele. — Quero sentir.

Marcelo acelerou, as estocadas perdendo o ritmo, o corpo tenso. Thais gozou de novo, a buceta se contraindo em espasmos fortes ao redor do pau dele. Isso o empurrou para o limite. Ele enterrou até o fundo e gozou com um gemido gutural, jatos quentes e espessos enchendo-a por dentro, pulsando várias vezes até esvaziar completamente.

Eles ficaram parados assim por longos segundos, ofegantes, suados, o pau ainda latejando dentro dela. Marcelo se retirou devagar, o sêmen escorrendo pela coxa de Thais e manchando o lençol branco. Ele se deixou cair ao lado dela na cama.

Por um tempo nenhum dos dois falou. Só o som da chuva e da respiração irregular preenchia o quarto.

Thais virou o rosto para ele.

— Isso não muda nada amanhã.

Marcelo olhou para o teto, depois para ela.

— Eu sei.

Ela fechou os olhos. Ele também.

Quando a manhã chegou, a tempestade tinha passado. A luz cinzenta entrava pelas cortinas entreabertas. Thais acordou primeiro. Levantou-se sem fazer barulho, pegou o vestido amassado do chão, vestiu-se e prendeu o cabelo de qualquer jeito. Marcelo ainda dormia de bruços, uma das mãos espalmada no lugar onde o corpo dela estivera.

Ela parou na porta por um segundo, olhou para ele uma última vez e saiu.

No lobby, a recepcionista entregou a nota da diária. Thais pagou os dois sem hesitar. Lá fora, o ar cheirava a terra molhada e sal. O carro de aplicativo já esperava.

Enquanto o veículo se afastava do hotel, ela abriu a bolsa, tirou o celular e apagou o número de Marcelo que havia salvo anos atrás “só por precaução profissional”.

Nunca mais se falaram sobre aquela noite.

E nunca mais precisaram.

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