A poeira do dia tenso na prefeitura ainda não havia baixado quando o telefone particular de Renato tocou no banco do passageiro. Cesar havia dado a ordem direta antes de trancar-se no apartamento: o Chefe de Gabinete deveria resolver a contratação do detetive sozinho, longe do Palácio Municipal e de qualquer olhar curioso.
O ponto de encontro marcado por Marcos foi um bar discreto e meia-luz nas imediações do centro velho, frequentado por figuras do submundo e policiais fora de serviço. A iluminação amarelada das luminárias de filamento criava sombras longas sobre os mezaninos de madeira, e o aroma de cevada, fumaça de cigarro e uísque impregnava a atmosfera.
Renato entrou mantendo a postura ereta do homem público de quarenta anos. Vestia terno escuro, gravata ajustada e o rosto fechado numa expressão de severidade que escondia o turbilhão interno. Quando seus olhos encontraram a mesa dos fundos, o coração do Chefe de Gabinete deu um salto no peito.
Marcos estava ali, sentado em uma cabine de couro escuro, segurando uma garrafa de cerveja gelada pela metade. O detetive de trinta e oito anos não usava terno. Vestia uma regata preta de algodão justo que deixava totalmente à mostra os braços musculosos e densos, cobertos por veias saltadas e tatuagens escuras. O peitoral largo e peludo desenhava-se estufado sob o tecido fino, e a barba bem desenhada cobria um maxilar rígido de dentes cerrados. Marcos ostentava uma postura de puro macho alfa, relaxado e perigoso ao mesmo tempo.
— Chegou na hora, Chefe de Gabinete — disse Marcos, a voz rouca e grave fazendo o ar da mesa vibrar. Com o braço grosso, fez um sinal para o garçom trazer mais uma garrafa e outro copo americano.
Renato sentou-se na frente do ex-policial, a boca seca. Por baixo da mesa, as coxas grossas do detetive roçavam sutilmente a ponta da sua calça social.
— O Prefeito quer discrição absoluta, Marcos — começou Renato, ajeitando a gola do terno. — O alvo é o Gustavo, o Secretário de Finanças. O cara tá movendo o Ministério Público pra destruir a gestão. Preciso que você vasculhe a vida desse desgraçado até o fundo. Qualquer podre, qualquer desvio ou podridão pessoal...
— Calma, Renato — interrompeu Marcos, servindo a cerveja gelada no copo do político. — O trabalho de investigação eu sei fazer de olhos fechados. Mas antes de falar do seu Secretário... relaxa um pouco. Você tá tenso pra caralho.
Marcos puxou a garrafa, tomou um gole demorado, os olhos castanhos e afiados cravados nos de Renato, lendo cada reação micro-expressiva do rosto do político.
A cerveja trincando de gelada desceu rasgando a garganta de Renato. Conforme os minutos passavam e as garrafas se acumulavam sobre o tampo de madeira, o álcool começou a amortecer as defesas e a rigidez do Chefe de Gabinete. O calor interno subiu. Renato soltou o nó da gravata, tirou o blazer pesado e o pendurou no encosto da cadeira. Em seguida, abriu os três primeiros botões da camisa social, expondo o pescoço forte e a camada de pelos negros que cobria a parte superior do seu peitoral de quarenta anos.
Marcos não escondeu o olhar. O detetive inclinou o corpo musculoso para a frente, apoiando os antebraços grossos na mesa, escanear com atenção o corpo exposto de Renato.
— Bem melhor assim — provocou o ex-policial, com um sorriso de canto de boca. — Você passa o dia inteiro usando essa armadura de terno, mas aqui no escuro dá pra ver a verdade.
— Que verdade? — perguntou Renato, a voz levemente pastosa pelo álcool, o olhar fixo no peitoral definido de Marcos que sobressaía na regata.
— Você é um homem hipertrofiado, maduro, forte... mas tá sufocado, Renato — disparou Marcos, a voz baixa, aveludada e direta. — Eu sou detetive, meu caro. Eu leio gente. Você é casado, tem essa fachada de marido perfeito da alta sociedade, mas a sua vida sexual é um deserto. Você não tá satisfeito. Tem um fogo bruto travado aí dentro que tá te queimando vivo.
Renato engoliu em seco. A capacidade de leitura de Marcos arranhou a sua alma. O álcool eliminou a trava da vergonha acumulada por quatro décadas.
— Eu nunca... — balbuciou Renato, desviando o olhar por um segundo antes de voltar a encarar o rosto viril de Marcos. — Eu nunca estive com um homem na minha vida, Marcos. Mas às vezes... a curiosidade e o desejo ficam pesados demais pra carregar sozinho.
Marcos deu um sorriso de aprovação. O detetive esticou a mão grande e áspera por cima da mesa, cobrindo a mão de Renato. Os dedos calejados do ex-policial apertaram a pele quente de Renato, roçando o polegar na sua palma.
— Curiosidade não é crime, Renato. É fome. E fome a gente mata — disse Marcos, olhando fundo nos olhos do político. — Vamos sair daqui. Meu apartamento fica a cinco minutos.
O apartamento de Marcos no centro da cidade refletia a personalidade do dono: funcional, masculino e sem luxos desnecessários. O cheiro de couro, café e perfume amadeirado dominava o ambiente. A sala de estar tinha um sofá amplo de couro escuro, pouca iluminação e uma mesa de centro de madeira maciça.
Renato entrou com os passos levemente incertos, o coração martelando no peito como uma marreta. A ansiedade e o nervosismo de quem estava prestes a quebrar o maior tabu de sua vida faziam suas mãos tremerem ligeiramente.
Marcos caminhou até a cozinha americana, pegou duas garrafas long neck de cerveja gelada e entregou uma a Renato.
— Bebe mais um gole — disse o detetive, encostando a coxa musculosa na lateral do corpo de Renato. — Não precisa ter medo de nada aqui dentro.
Os dois tomaram um gole longo em silêncio. A proximidade física era magnética. Marcos tomou a iniciativa de forma bruta e assertiva: tirou a garrafa da mão de Renato, colocou-a na mesa e segurou o Chefe de Gabinete pela gola da camisa social, puxando o corpo largo do político para colá-lo no seu.
O primeiro beijo foi uma explosão de testosterona e desejo reprimido. As bocas se chocaram com violência. Marcos enfiou a língua quente com dominância, explorando a cavidade da boca de Renato, enquanto suas mãos grandes desciam pelas costas do político, apertando os músculos firmes das coxas e da bunda de Renato por cima da calça social. Renato retribuiu com desespero, agarrando os ombros musculosos de Marcos, sentindo a dureza dos bíceps do ex-policial sob a regata preta.
— Isso, caralho... Me agarra — rosnou Marcos contra os lábios de Renato.
Tomado por uma onda febril de libido e pelo álcool, Renato desceu as mãos para o cinto de Marcos. Puxou a fivela, abriu o zíper da calça jeans do detetive e colocou para fora o pau de Marcos — um membro espesso, ereto, e muito quente. Sem pensar duas vezes, impulsionado pela névoa do álcool e pelo desejo de dominar, Renato empurrou Marcos no sofá e ajoelhou-se entre as pernas do detetive. Renato pegou a camisinha na carteira, encapou o pau, tomado por um impulso primitivo, virou Marcos de bruços no sofá e meteu seu pau de vinte e três centímetros no cu de Marcos.
Enquanto socava o quadril com força contra a bunda de Marcos, fazendo o detetive gemer grave, a mente de Renato começou a embaralhar. A imagem do rosto de Marcos sumiu na névoa da sua cabeça. O álcool e a obsessão doentia fizeram Renato delirar: ele fechou os olhos e começou a imaginar que aquele corpo forte e suado sob o seu era o corpo do Prefeito Cesar. Renato agarrava a cintura de Marcos achando que estava possuindo o seu chefe corrupto, urrando no ouvido do detetive, descarregando todo o ciúme e a raiva do presente da moto pro Matheus a cada estocada brutal.
Mas o prazer de estar no controle durou pouco. A necessidade de sentir a submissão total e ser destruído pelo homem que ele idealizava tomou conta do juízo de Renato. Na loucura do delírio, achando que estava nos braços de Cesar, Renato puxou Marcos pelos ombros e sussurrou desesperado no seu ouvido:
— Me fode... Me fode agora! Come o meu cu, porra! Me arromba!
Marcos, percebendo o estado de transe e tesão descontrolado do político, não perdeu tempo. O detetive virou Renato de costas no sofá de couro. A luz fraca revelava o tronco de Renato, largo, cheio de pelos negros e suado. Marcos puxou a calça e a cueca de Renato de uma vez só, expondo o cu virgem e apertado do Chefe de Gabinete.
Marcos ajoelhou-se entre as coxas grossas de Renato e baixou a cabeça, cravando a língua quente e úmida no cu do político. A sensação do lamber profundo fez Renato soltar um urro alto, cravando as unhas no couro do sofá. Marcos lambeu e chupou a entrada de Renato por minutos, amaciando a carne e preparando a passagem com saliva abundante.
Enquanto Renato virava os olhos no delírio, imaginando que era o Prefeito quem o estava preparando com a boca, Marcos pegou a camisinha, vestiu seu pau grosso e posicionou a cabeça na entrada de Renato.
— Olha pra mim, caralho! — ordenou Marcos, a voz dominante ecoando na sala.
Marcos empurrou o quadril de uma vez só. A cabeça espessa do pau do detetive rasgou a resistência virgem de Renato, entrando fundo até a base.
Renato arregalou os olhos num choque puro de dor e tesão absurdo. O cu apertado queimava, mas a sensação de ter um membro enorme e ereto preenchendo o seu interior fez o seu coração disparar. Na sua mente alucinada pelo álcool, aquele era o pau do Cesar arrombando o seu corpo.
— Ahhh, caralho! Porra! — urrou Renato, a voz falhando enquanto as lágrimas de prazer e dor brotavam nos seus olhos.
Marcos não teve piedade. Colocou as pernas de Renato para cima, na posição de frango assado, apoiando as coxas grossas do político sobre o seu peitoral definido. O detetive começou a socar com força e ritmo, bombeando o pau espesso para dentro e para fora do cu de Renato. O som de pele com pele batendo forte ressoava no apartamento.
Renato, completamente entregue à fantasia doentia, puxou o pescoço de Marcos para perto. Os dois se trancaram num beijo faminto, trocando saliva e chupando as línguas com desespero. Renato cravou as pernas fortes ao redor das costas musculosas do ex-policial, puxando o quadril de Marcos para que ele metesse ainda mais fundo. O suor dos dois homens escorria e se misturava; Renato afundou o rosto no pescoço de Marcos, dando chupões fortes na pele do detetive, deixando marcas vermelhas enquanto urrava a cada investida que atingia a sua próstata.
— Mais fundo! Me fode mais forte! — pedia Renato, sem saber mais onde terminava a fantasia com Cesar e onde começava o prazer real com Marcos.
Marcos acelerou as estocadas até o limite da exaustão viril. O ritmo era violento, de puro sexo bruto entre dois homens maduros e fortes. Renato não aguentou a pressão interior: sem nem precisar tocar no próprio pau que balançava ereto, ele gozou forte, espirrando jatos espessos de porra branca que cobriram todo o seu próprio peito peludo.
Sentindo o cu de Renato se contrair descontrolado ao redor do seu pau no momento do orgasmo, Marcos soltou um urro gutural de macho alfa e gozou fundo dentro da camisinha, descarregando todo o seu sêmen enquanto se inclinava e desabava com o corpo suado e pesado por cima do peito de Renato.
Ficaram ali por alguns minutos, o peito de Marcos subindo e descendo sobre o tórax de Renato, o ar impregnado de cheiro de sexo, suor e porra.
Conforme os batimentos cardíacos foram desacelerando, a névoa do álcool e do delírio começou a se dissipar na mente de Renato. O Chefe de Gabinete abriu os olhos devagar. A claridade fraca do abajur mostrou a realidade: o homem musculoso, tatuado e suado deitado em cima dele não era o Prefeito Cesar. Era Marcos, o detetive privado.
O choque da realidade caiu como uma rocha sobre a cabeça de Renato. A vergonha, a culpa do adultério e a percepção de que ele havia se entregado fisicamente a outro homem fizeram o Chefe de Gabinete se estremecer inteiro.
Renato empurrou o corpo de Marcos para o lado com pressa, levantando-se do sofá todo suado, com as pernas trêmulas e o peito lambuzado do próprio sêmen.
— Porra... O que foi que eu fiz... — murmurou Renato, procurando as calças no chão com desespero. — Eu preciso ir embora agora.
Marcos levantou-se com calma, exibindo a sua estampa nua de trinta e oito anos, sem demonstrar a menor vergonha. O ex-policial aproximou-se de Renato com mansidão carinhosa, colocando as mãos pesadas e quentes sobre os ombros musculosos e tensos do político.
— Ei, calma... Abaixa essa guarda, Renato — disse Marcos, a voz macia e firme amansando a fera assustada. — Não tem ninguém te julgando aqui. Ninguém vai saber do que aconteceu nesta sala. Você tá sujo de porra e de suor. Vamos tomar um banho rápido pra você se recompor antes de ir pra casa.
A presença protetora e carinhosa de Marcos desarmou a resistência de Renato. O Chefe de Gabinete concordou com a cabeça, em silêncio.
Os dois caminharam nus até o banheiro espaçoso. Marcos abriu o registro, e a água quente do chuveiro começou a cair, preenchendo o box com uma nuvem de vapor denso.
Sob o jato d'água, Marcos pegou o sabonete e começou a ensaboar o peitoral e as costas de Renato com movimentos suaves. Renato fechou os olhos, sentindo a água morna lavar o sêmen do seu peito. No entanto, ao abrir os olhos e encarar o corpo de Marcos sob a água — os ombros largos, os pelos molhados no centro do peito definido, as tatuagens e o bumbum firme de macho —, o desejo carnal de Renato acendeu novamente. O pau superdotado de Renato começou a erguer-se sozinho sob o vapor, ficando completamente ereto e duro.
Marcos percebeu a reação física imediata e deu um risada baixa de aprovação:
— Pelo visto o Chefe de Gabinete tem mais apetite do que imaginava...
Tomado por uma onda de tesão e dominância carnal livre de qualquer delírio, Renato virou Marcos de costas contra o azulejo molhado do box. O político pegou a camisinha na prateleira da pia, vestiu o pau com rapidez e cravou as mãos grandes no quadril de Marcos.
Sem conversa, Renato meteu seu pau no cu de Marcos. O choque de pele molhada contra pele soava alto sob o barulho do chuveiro. Renato socava o quadril com brutalidade, fazendo a cabeça do detetive encostar no vidro do box. Foi uma foda avassaladora, movida a puro tesão viril, sem culpa, onde os dois se esmurravam com os corpos até gozarem juntos sob a água quente.
Terminado o banho, Renato vestiu sua roupa social, ajeitou o cabelo no espelho, trocou um aperto de mão firme com Marcos e foi embora na madrugada.
Na tarde do dia seguinte, o celular de Renato apitou com uma mensagem cifrada de Marcos: "Tenho o material do Gustavo. Vem no meu apartamento agora."
Renato dirigiu imediatamente para o endereço do detetive. Ao entrar na sala, encontrou Marcos vestindo apenas uma cueca boxer cinza ajustada, que marcava o volume do seu pau e os músculos das coxas.
Sobre a mesa de centro, havia um envelope pardo volumoso. Marcos pegou a pasta e a entregou na mão de Renato.
— Pode abrir. O seu Secretário de Finanças é um espetáculo de podridão — disse o detetive, cruzando os braços musculosos.
Renato abriu o lacre e tirou dezenas de fotografias em alta resolução. As imagens eram estarrecedoras: mostravam Gustavo — o Secretário puritano e homofóbico — completamente nu no interior de uma sauna gay privada de luxo. Nas fotos, Gustavo aparecia em posições passivas e depravadas em meio a uma orgia com vários homens. E a prova de ouro: em várias sequências, o homem que segurava Gustavo pelos cabelos enquanto o penetrava era um influente Deputado Federal de cinquenta anos, um dos líderes da bancada conservadora no Congresso.
— Meu Deus do céu... — sussurrou Renato, os olhos brilhando diante do trunfo absoluto. — Isso destrói o Gustavo e quem estiver com ele.
Tomado por uma gratidão profunda e pelo desejo que Marcos agora exercia sobre o seu corpo, Renato olhou para o detetive. Em forma de agradecimento e submissão voluntária, o Chefe de Gabinete ajoelhou-se no tapete entre as pernas de Marcos.
Renato segurou o elástico da cueca cinza do ex-policial e a baixou até os joelhos. O pênis de Marcos saltou para fora, grosso e semi-ereto. Renato abriu a boca e engoliu a cabeça do membro do detetive, começando a chupar com vontade e gosto. A língua de Renato trabalhava a glande e a haste, subindo e descendo com avidez enquanto o pau de Marcos crescia e ficava duro como pedra na sua boca. Marcos segurava os cabelos de Renato, gemendo grave enquanto o político fazia um boquete molhado e guloso.
Em seguida, Renato levantou-se, tirou toda a sua roupa social e ficou completamente pelado no meio da sala. O Chefe de Gabinete caminhou até o sofá de couro, colocou as mãos no assento e ficou de quatro, empinando a bunda grande para o detetive.
Marcos pegou a camisinha, vestiu o pau e aproximou-se por trás. O detetive alinhou a cabeça do membro no anel de Renato e meteu de uma vez só, atolando a rola até o fundo.
— Ahhh, caralho! — urrou Renato, fechando os olhos e virando a cabeça para trás.
Os dois iniciaram uma foda ritmada e intensa no sofá. Renato segurava as almofadas de couro com força, virando os olhos de puro tesão a cada estocada profunda de Marcos, enquanto com a mão direita batia uma punheta rápida e desesperada no seu próprio pênis que babava porra. Os gemidos dos dois homens preenchiam a sala.
Minutos depois, no pico do prazer, Renato gozou forte, sujando o assento do sofá, enquanto Marcos urrava de prazer e descarregava seu sêmen dentro da camisinha no anel de Renato.
Ofegante, Renato limpou-se, vestiu a roupa com pressa, guardou o envelope pardo na pasta e saiu. Ele tentou ligar para o celular do Prefeito Cesar várias vezes a caminho do carro, mas o telefone só dava caixa postal.
Na manhã seguinte, Renato chegou ao prefeitura com o envelope pardo debaixo do braço e um sorriso vitorioso no rosto. Ele tinha nas mãos a carta na manga perfeita para liquidar Gustavo, fechar a investigação e salvar o mandato de Cesar.
No entanto, ao caminhar pelos corredores do terceiro andar, Renato percebeu um clima de velório no ar. Servidores cochichavam pelos cantos, e dois guardas municipais estavam postados na porta do gabinete executivo.
Renato acelerou os passos e abriu a porta dupla de madeira sem bater.
A cena no interior da sala era devastadora.
Cesar estava de pé atrás da sua mesa, sem o paletó, com a camisa amarrotada e o rosto contorcido numa mistura de ódio, impotência e pavor. Do outro lado da mesa, de pé e com a postura ereta de quem saboreava o triunfo, estava Gustavo. Ao lado do Secretário de Finanças, um Oficial de Justiça e dois agentes da Polícia Civil exibiam papéis oficiais com carimbos do Tribunal de Justiça.
— O que tá acontecendo aqui?! — demandou Renato, dando um passo à frente com o envelope guardado na pasta.
Cesar olhou para o Chefe de Gabinete com os olhos vermelhos e desolados:
— O Gustavo foi mais rápido, Renato... Ele conseguiu.
Gustavo deu um sorriso cínico e frio, ajustando os óculos no rosto:
— O Juiz da Vara da Fazenda Pública acaba de deferir a liminar de emergência que eu solicitei com o Ministério Público, Renato. O seu Prefeito está oficialmente afastado do cargo de forma imediata até a conclusão de todas as investigações sobre o desvio das verbas da Saúde. Ele tem duas horas para esvaziar a gaveta e deixar o prédio.
— Isso é um absurdo! É um golpe! — vociferou Renato, o sangue subindo-lhe à cabeça.
— O cumpra-se está assinado, Senhor Chefe de Gabinete — respondeu o Oficial de Justiça com frieza. — Se o Prefeito resistir, será conduzido por desacato e desobediência.
Gustavo deu meia-volta e caminhou em direção à saída. Ao passar por Renato, o Secretário deu um tapinha debochado no ombro do político e sussurrou:
— O império acabou, Renato.
Após os policiais e o oficial saírem da sala, Cesar desabou na sua poltrona de couro, cobrindo o rosto com as duas mãos grandes e musculosas, soltando um gemido abafado de humilhação e desespero. O homem arrogante e intocável estava reduzido a ruínas.
Renato trancou a porta do gabinete. Caminhou devagar até a mesa de Cesar, tirou o envelope pardo da pasta e o colocou sobre o tampo de madeira, bem na frente do Prefeito.
— Olha isso aqui, Cesar — disse Renato, a voz grave e carregada de determinação.
Cesar abriu a pasta com as mãos trêmulas. À medida que folheava as fotografias da orgia de Gustavo com o Deputado Federal na sauna gay, os olhos do Prefeito foram se arregalando e a cor voltou ao seu rosto.
— Meu Deus... O santinho da moralidade... — murmurou Cesar, soltando um sopro de riso incrédulo diante das imagens explícitas.
— Nós temos o pescoço do Gustavo na nossa mão, Cesar — afirmou Renato, debruçando-se sobre a mesa e olhando no fundo dos olhos do seu amado. — O afastamento foi assinado, mas com esse material aqui, a gente faz esse filho da puta engolir a denúncia, retirar a ação no Ministério Público e devolver a sua cadeira na prefeitura antes do fim da semana.
Um brilho de esperança e vingança voltou aos olhos de Cesar. Mas enquanto o Prefeito segurava as fotos da orgia, Renato mantinha o olhar fixo nele, sabendo que no seu próprio corpo ainda queimava a marca secreta do detetive — o homem que o fez experimentar o prazer real enquanto ele sonhava com a salvação de Cesar.
// Leitores.
Renato já está começando a mostrar seus desejos ocultos, o detetive Marcos conseguiu com que o Renato colocasse pra fora esse desejo carnal que sempre esteve escondido, mas a obsessão do Renato pelo prefeito César ainda continua, mas o Renato ficou um pouco mexido pelo macho alfa.
Agora o César tem em mãos as provas que podem fazer com que ele volte ao poder.
O que estão achando dessa saga?
