Continuando a história…
O sol das sete da manhã mal havia atravessado a neblina de Campinas quando Cesar cruzou a recepção do Palácio Municipal. Sem o paletó, usando uma regata cinza que colava nos ombros largos e um short esportivo curto que deixava à mostra as coxas grossas e peludas de quarenta anos, o Prefeito chamou Renato até a antessala.
— Renato, tô indo pra academia treinar um pouco — disse Cesar, ajeitando a toalha no pescoço e soltando um suspiro de cansaço acumulado. — Se algum chato da Câmara ou da imprensa vier me procurar, diga que saí para uma reunião externa com o Secretário de Obras. Não passe ligação nenhuma pro meu celular.
— Pode deixar, Cesar. Eu me integro da agenda — respondeu Renato, a voz grave e pausada, observando os passos firmes do Prefeito até a saída.
Trinta minutos depois, o barulho de sapatos sociais batendo no piso de mármore anunciou a chegada de uma presença indesejada. Gustavo, o Secretário de Finanças de cinquenta anos, entrou na antessala. Um homem de um metro e oitenta e quatro, corpo atlético, tórax seco sob um terno ajustado, cabelos e cavanhaque grisalhos impecavelmente aparados. O olhar dominador e arrogante deixavam claro que ele não vinha para uma conversa amigável.
— Onde está o Prefeito, Renato? — exigiu Gustavo, a voz cortante ressoando no ambiente. — Trouxe o balanço das contas e não saio daqui enquanto não falar com ele cara a cara.
— O Prefeito teve um compromisso externo urgente, Gustavo. Volte mais tarde ou agende com a secretária — mentiu Renato, mantendo a compostura de Chefe de Gabinete.
— Não venha se fazer de desentendido pra cima de mim! — rosnou o Secretário, batendo a pasta de couro na mesa. — Eu sei exatamente o que vocês estão aprontando com a verba pública. Eu fico aqui o dia inteiro se for preciso, mas hoje o Cesar presta contas.
Sentindo o perigo no ar, Renato tentou ligar para o celular de Cesar, mas a chamada foi direto para a caixa postal. Sem alternativa, o Chefe de Gabinete pegou as chaves do seu carro, desceu pela garagem privativa sem ser notado e acelerou em direção à academia de luxo onde o Prefeito costumava treinar.
Renato estacionou o veículo do outro lado da rua, exatamente em frente ao amplo painel de vidro espelhado da academia. O filme escuro dos vidros do carro garantia o anonimato perfeito de quem estava dentro.
Ao olhar pela janela, a respiração de Renato travou na garganta.
Cesar estava correndo em uma das esteiras viradas para a rua. O Prefeito sem camisa. O peitoral largo e bronzeado brilhava sob uma camada densa de suor, que escorria pelo tórax desenhado, cruzava o abdômen firme com poucos gominhos e se perdia no cós do short curto. A cada passada forte, os músculos das coxas grossas de Cesar se contraíam, e o quadril avantajado balançava num ritmo quase hipnótico.
Dentro do carro, o ar condicionado pareceu inútil. Renato sentiu a sangue ferver nas veias. O desejo represado por anos por aquele homem deitar-se ao seu lado subiu como um vulcão. Com as mãos trêmulas de tesão, o Chefe de Gabinete abriu o cinto da calça social, puxou o zíper e colocou para fora o seu pau — um membro espesso, ereto, superdotado de vinte e três centímetros que pulsava descontrolado.
Olhando fixamente para o corpo suado de Cesar através do vidro, Renato começou a bater uma punheta desesperada. Seus dedos grossos apertavam o tronco espesso do pau, subindo e descendo a pele com força, enquanto ele soltava gemidos surdos e abafados dentro do veículo. Cada gota de suor que caía do peitoral do Prefeito na esteira aumentava a loucura de Renato. Ele fechou os olhos por um segundo, imaginando aquele corpo viril por cima do seu, até que o ápice o atingiu: o quadril de Renato deu três impulsos fortes para a frente e ele gozou violentamente, espirrando jatos densos de porra branca contra o painel interno da porta e sobre a sua própria mão.
Ofegante, o coração martelando no peito, Renato pegou um Guardanapo de pano na bolsa de viagem que guardava no banco, limpou o sémen da pele e da porta, guardou o pau duro que ainda pulsava, ajustou a calça e saiu do carro.
Caminhou até o vidro da academia e deu três batidas firmes com a nó dos dedos. Cesar virou o rosto, assustado ao ver o Chefe de Gabinete ali fora. Renato fez um gesto claro apontando para o celular.
Cesar pegou o aparelho na bandeja da esteira e atendeu:
— O que foi, Renato? Aconteceu alguma coisa?
— Você tem que voltar pra prefeitura urgente, Cesar — disse Renato, a voz ainda levemente rouca pela ejaculação recente. — O Gustavo tá na sua antessala com sangue nos olhos. Ele disse que só sai de lá depois que falar com você.
— Puta que pariu, que cara chato do caralho! — praguejou o Prefeito, desligando a esteira. — Vou tomar um banho rápido no vestiário aqui mesmo. Me espera no carro.
Vinte minutos depois, Cesar entrou no banco do carona, exalando cheiro de sabonete e perfume importado, com os cabelos molhados penteados para trás, vestindo uma roupa social bem alinhada. Renato acelerou de volta ao Palácio Municipal.
Ao entrarem no gabinete executivo, deram de cara com Gustavo de pé, cruzando os braços com uma postura de pura impaciência.
— Veio trazer o balanço do que foi gasto na prefeitura, Gustavo? — provocou Renato, tentando blindar o chefe.
— Não se faça de desentendido comigo, Renato! — cortou o Secretário de Finanças, dando um passo à frente com sua figura intimidadora de um metro e oitenta e quatro. — Eu vi todos os extratos. Eu acompanhei cada desvio de dinheiro que vocês fizeram nesta gestão! Se os relatórios não forem corrigidos, eu vou acionar a Corregedoria Fiscal para instaurar uma auditória completa sobre essas contas fantasmas que você vem operando!
Cesar deu uma risada curta, caminhou até a sua poltrona e sentou-se com a empáfia de quem se julgava intocável:
— Se você veio tentar me intimidar, Gustavo, vai precisar de muito mais do que papéis e cara feia.
— Você só pode estar de brincadeira com a minha cara — respondeu Gustavo, batendo as mãos na mesa.
— Se você tem todas essas provas, por que ainda não me entregou ao Ministério Público? — debochou Cesar, inclinando o corpo para a frente. — Vejo que você veio aqui não pra me passar um sermão moralista, mas sim pra dizer qual é o seu preço.
— O meu preço é ver você fora desta prefeitura, Cesar! — vociferou o Secretário.
— Quer me tirar da cadeira? Tente — desafiou o Prefeito, os olhos faiscando de arrogância.
— Não brinque com fogo. O seu templo de trapaça vai acabar mais cedo do que você imagina — ameaçou Gustavo, ajeitando os óculos.
— Isso foi uma ameaça formal?
— Entenda como quiser. Logo, logo eu tiro você daqui.
Gustavo deu meia-volta e saiu, batendo a porta de madeira pesada com tanta força que o tremor fez os quadros da parede balançarem.
Renato aproximou-se da mesa, a apreensão estampada no rosto:
— Cesar, é melhor a gente procurar uma saída rápida. O Gustavo tem histórico de perseguição no meio político. Quando ele pega birra de um gestor, ele vai até o inferno pra derrubar o cara.
— Pois esse filho da puta não sabe com quem tá se metendo — esbravejou Cesar, pegando o telefone fixo da mesa. — Vou mexer os meus pausinhos em São Paulo e na Câmara. Quem vai rodar vai ser ele!
Nas três horas seguintes, Cesar fez uma maratona de ligações para deputados aliados, desembargadores e lideranças partidárias, alegando que estava sendo coagido e ameaçado injustamente por um secretário rebelde. Usando o peso do seu cargo e promessas de cargos futuros, o Prefeito conseguiu manobrar os bastidores políticos para bloquear momentaneamente o pedido de auditoria no tribunal de contas.
No fim do expediente, Renato desceu até o estacionamento subterrâneo para ir embora. Ao abrir a porta traseira do carro para colocar a sua pasta de trabalho, seus olhos pousaram no banco de trás: Cesar havia esquecido a camisa regata que usou na esteira da academia.
O tecido ainda estava levemente úmido de suor.
Renato pegou a peça com as mãos trêmulas. Levou o tecido até o nariz e puxou o ar com força. O aroma era uma mistura avassaladora do perfume importado de tom árabe que Cesar usava com o cheiro azedo, denso e viril do suor de macho que emanava do tórax do Prefeito. O impacto foi imediato: o pau de Renato pulsou com força dentro da calça social, ficando duro em questão de segundos.
O toque do celular no bolso cortou o transe. Era sua esposa.
— Renato? Não se esqueça do jantar de hoje na casa dos meus pais. Você prometeu que não se atrasaria — disse a mulher do outro lado da linha.
— Já estou a caminho, querida. Só estava fechando o gabinete — mentiu ele, a voz falhada.
Renato guardou a camisa suada de Cesar no fundo de sua bolsa de couro, trancou o carro e dirigiu para casa.
Chegando lá, tomou um banho rápido e vestiu um terno impecável. Renato e a esposa mantinham um casamento de aparências perfeito. Para a sociedade e a família dela, ele era o marido exemplar, o alto executivo da política que toda mulher sonhava em ter. Em troca de manter a fachada pública que protegia a repressão sexual de Renato, a esposa usufruía de um cartão corporativo de alto limite que o Prefeito havia disponibilizado para a gestão de Renato. Ela desconfiava das preferências do marido, mas a vida de luxo e o status falavam mais alto do que qualquer questionamento.
Durante todo o jantar no restaurante refinado com os sogros, Renato atuou no personagem do genro atencioso, mas a sua mente estava a quilômetros dali. Ele só conseguia pensar na camisa guardada na bolsa e no momento em que estaria a sós com seu desejo.
Assim que retornaram para casa, a esposa foi para o quarto principal tirar a maquiagem e o vestido. Renato aproveitou a oportunidade: pegou a bolsa, caminhou em silêncio até o banheiro de serviço no fundo da casa e trancou a porta.
Tirou a camisa de Cesar da bolsa. Levou o tecido ao rosto e começou a cheirar com uma expressão de pura obsessão carnal. Ele enterrou o nariz no pano úmido, absorvendo cada molécula do cheiro de Cesar. Com a outra mão, abriu o cinto, libertando o seu membro superdotado. Renato começou a bater uma punheta feroz, raspando a cabeça do pau com força, enquanto inalava o aroma do Prefeito. A excitação atingiu um nível febril; ele gemia baixinho na penumbra do banheiro, até que urrou em silêncio, espirrando jatos abundantes de porra grossa que cobriram o piso de azulejo do banheiro.
Enquanto Renato se afogava em sua obsessão no banheiro de casa, Cesar comemorava a vitória temporária sobre Gustavo em seu cobertura de luxo.
O Prefeito havia preparado uma noite especial para receber Matheus, o jovem vereador de vinte e cinco anos. Cesar contratou um chef de cozinha renomado para preparar um jantar exclusivo a quatro mãos, acompanhado de champanhe francês cristalino.
Quando Matheus chegou, vestindo uma camisa polo ajustada que destacava o seu peitoral definido e sua bunda avantajada e empinado na calça jeans, ficou deslumbrado com a recepção.
— Tudo isso pra mim, Prefeito? — brincou Matheus, os olhos brilhando diante da mesa posta.
— Você merece o melhor, garoto — respondeu Cesar, servindo duas taças.
Para Cesar, aquela noite era apenas uma celebração do seu próprio poder, uma forma de relaxar usando o corpo do jovem parlamentar. Mas para Matheus, o tratamento VIP começava a quebrar a armadura de interesseista. O rapaz de vinte e cinco anos, ao se sentir valorizado e paparicado pelo homem mais poderoso da cidade, começava a se iludir, acreditando que o relacionamento dos dois estava migrando da luxúria para o afeto real.
Assim que o chef de cozinha finalizou o serviço e foi embora, Cesar segurou Matheus pela cintura e o conduziu até o suíte principal.
— Que saudade que eu tava desse cuzinho... — murmurou Cesar, a voz rouca contra o pescoço do jovem.
Cesar deitou Matheus de barriga para baixo na cama king-size, puxou a calça jeans e a cueca do rapaz para baixo, expondo as nádegas alvas, grandes e firmes do vereador. O Prefeito ajoelhou-se entre as coxas grossas de Matheus e começou a chupar a sua entrada com a língua quente, fazendo movimentos circulares e profundos. Matheus agarrava os lençóis de seda, gemendo alto de puro tesão.
— Ah, Cesar... Fode o meu cu! Fode agora! — suplicou Matheus, virando o rosto de lado.
Cesar pegou o preservativo na gaveta do criado-mudo, encapou sua pica ereta e pesada, e empurrou de uma vez só, atolando o seu pau no cuzinho apertado de Matheus. O Prefeito deitou o tronco largo e peludo por cima das costas do garoto, bombeando com força e velocidade, urrando como um touro a cada estocada.
Em seguida, Cesar virou Matheus de costas, colocando-o na posição de frango assado, jogando as pernas torneadas do jovem sobre os seus ombros musculosos. O Prefeito voltou a penetrar fundo, fazendo o corpo de Matheus chacoalhar na cama. O suor de Cesar pingava sobre o tórax sarado do garoto. Cesar inclinou-se e cravou-lhe um beijo faminto, misturando o gosto do champanhe com a saliva dos dois.
Matheus não aguentou o ritmo alucinante: deu dois gemidos agudos e gozou forte, espirrando porra branca por todo o próprio peito definido. Sentindo a contração do anel de Matheus, Cesar tirou o pau de dentro do rapaz, arrancou a camisinha e começou a bater uma punheta rápida e violenta por cima do corpo do jovem, até descarregar jatos densos e quentes de sêmen sobre o peito e o abdômen de Matheus.
Exausto, Cesar caiu de lado na cama, ofegante. Pouco depois, vestiu um short curto, pegou o maço de cigarros e foi para a varanda do apartamento observar as luzes de Campinas. Matheus limpou o suor e a porra do peito com uma toalha, vestiu uma camisa sobressalente de Cesar que ficou folgada em seu corpo e caminhou até a varanda, encontrando o Prefeito pensativo.
— Cesar... — chamou Matheus carinhosamente. — Fiquei sabendo que o Gustavo foi bater na sua sala exigindo explicações sobre as verbas.
— Sim. Aquele velho achou que podia me intimidar, mas já coloquei ele no lugar dele — respondeu Cesar, soltando a fumaça do cigarro. — Almoça comigo amanhã?
— Amanhã eu não posso na hora do almoço. Vou em uma concessionária fazer o consórcio de uma moto. Quero comprar uma Honda Bros pra rodar nos bairros da minha base eleitoral — explicou Matheus.
Cesar olhou para o garoto com um sorriso dominador:
— Passa na minha sala amanhã à tarde. Eu vou com você até a loja.
No dia seguinte, por volta das três da tarde, Matheus passou no gabinete do Prefeito. Sem dar nenhuma satisfação a Renato, que o olhou com cara de poucos amigos da sua mesa, Cesar saiu acompanhado do jovem vereador.
Eles foram até a concessionária da cidade. Matheus caminhava entre os veículos com os olhos brilhando de felicidade, parando em frente a uma Honda Bros zero quilômetro na cor preta.
— O que acha dessa, Matheus? — perguntou Cesar.
— Um sonho, Prefeito! Se eu tivesse o dinheiro todo agora, levava essa com certeza — respondeu o rapaz, passando a mão pelo guidão.
Cesar deu um sorriso enigmático e afastou-se, indo até a mesa do gerente de vendas. Com a frieza de quem dominava os recursos, o Prefeito sacou o seu cartão Black pessoal e comprou a motocicleta à vista. Minutos depois, retornou e entregou a chave com o chaveiro de couro na mão de Matheus.
Matheus pulou de alegria, abraçando Cesar no meio da loja, sem acreditar que o Prefeito havia comprado o veículo dos seus sonhos.
No fim do expediente, ao retornar para o Palácio Municipal, Cesar foi surpreendido por Renato entrando em sua sala com o rosto contorcido de raiva.
— Tão comentando pelos corredores da Câmara que o Matheus tá andando de moto nova — disparou Renato, a voz trêmula de ciúmes. — O seu sumiço esta tarde foi pra ver o garoto comprar uma moto?
— Eu não só fui com ele, como comprei a moto pra ele no meu cartão — respondeu Cesar com naturalidade, ajeitando os papéis na mesa.
— Você o quê?! — esbravejou Renato, dando um passo à frente. — Vai me dizer que você fez essa dívida pessoal por causa daquele garoto?!
— Relaxa, Renato! Daqui a pouco entra uma verba nova pra infraestrutura, eu faço um remanejamento e quito a fatura do meu cartão sem tirar um centavo do meu bolso — explicou Cesar, desdenhando da preocupação.
Renato sentiu um punhal ser cravado em seu peito. O ciúme e a inveja o consumiram por dentro. Cesar nunca havia comprado um presente para ele; para Renato, só restavam os Pix frios em contas fantasmas para pagar pelo serviço sujo de bastidor. O amor platônico e doentio que ele alimentava não tinha a menor reciprocidade.
Renato saiu da prefeitura tomado por um ódio cego.
Na manhã seguinte, Renato chegou cedo ao Palácio Municipal. Não passou na sala de Cesar e nem quis dar bom dia a ninguém. Trancou-se em seu escritório, ligou o notebook corporativo e abriu as planilhas secretas de remanejamento de verbas. Lá estavam os gráficos comprovando a transferência ilícita de milhões de reais da reforma do Hospital Municipal para despesas não comprovadas durante a gestão anterior de Cesar.
Tomado pelo desejo de vingança, Renato pegou o telefone encriptado e ligou para o Secretário de Finanças:
— Gustavo? É o Renato. Precisamos nos encontrar agora. No estacionamento do supermercado da rodovia.
Meia hora depois, Gustavo parou seu carro no canto mais escuro do estacionamento do supermercado, deixando os faróis baixos acesos como sinalizador. Renato aproximou-se em silêncio e entrou no banco do carona.
— O que você quer, Renato? — perguntou Gustavo, surpreso. — Veio trazer mais alguma ameaça do seu chefe? Aquele desgraçado conseguiu manobrar os meus contatos no Tribunal.
— Relaxa, Gustavo — disse Renato, entregando um envelope pardo volumoso. — Trouxe algo que você vai saber exatamente como usar.
Gustavo abriu a pasta e arregalou os olhos diante das planilhas, notas de empenho e relatórios oficiais assinados por Cesar.
— Olha só... Eu subestimei você, Renato — disse o Secretário, impressionado. — Isso aqui é coisa pesada. Mas isso não é nenhuma armadilha pra cima de mim, é?
— O que eu te entreguei é ultra silencioso. A gente nunca se viu aqui, e essas informações não vieram de mim — respondeu Renato com a voz fria.
— Pode deixar. Fica tranquilo que eu te deixo de fora da investigação — garantiu Gustavo, guardando o envelope com um sorriso triunfante.
No dia seguinte, os portais de notícias de Campinas e as redes sociais amanheceram em chamas. O vazamento de documentos oficiais comprovando o roubo de verbas da Saúde na gestão anterior de Cesar virou a manchete principal.
Em seu apartamento de luxo, ao ver a televisão, Cesar surtou de raiva, arremessando garrafas de vinho e uísque caro contra a parede da sala, vendo o seu império político começar a desmoronar.
Ao chegar à prefeitura, o Prefeito teve que encarar uma nuvem de jornalistas e repórteres com microfones na porta.
— Notícia falsa! É uma manobra rasteira da oposição para tentar difamar meu mandato reeleito! — gritou Cesar para as câmeras antes de se trancar no gabinete com Renato.
— Como aquele filho da puta conseguiu ter acesso a esses documentos sigilosos, Renato?! — esbravejou Cesar, suando frio.
— Cesar, ele deve ter contratado um hacker para invadir o sistema da prefeitura — mentiu Renato, tentando cobrir os próprios rastros. — O melhor a fazer é chamar um especialista em segurança digital agora para criptografar tudo o que resta antes que ele pegue mais coisas.
— Você é um gênio, Renato! Chama esse cara agora! Esse desgraçado do Gustavo não sabe com quem tá mexendo!
Matheus tentou entrar no gabinete para falar com Cesar, mas o Prefeito, descontrolado, recusou atendimento. Horas depois, o hacker contratado chegou ao Palácio Municipal e começou a rodar uma varredura nos servidores da prefeitura.
Após analisar os logs de acesso, o técnico olhou para Cesar e Renato com uma expressão grave:
— Prefeito, os dados das verbas da Saúde não foram vazados por um ataque externo de hacker.
— O quê?! — assustou-se Cesar.
— O download dos arquivos foi feito de forma direta, a partir de um notebook autorizado conectado à rede interna do seu gabinete. Alguém de dentro da prefeitura entregou esses documentos.
Renato sentiu o chão sumir sob seus pés. Ele não contava com uma perícia técnica tão rápida. Tomado pelo pânico de ser desmascarado por Cesar, o Chefe de Gabinete disfarçou, pegou o seu notebook sobre a mesa e saiu da sala sem chamar atenção.
Ele desceu até o estacionamento, entrou no carro e dirigiu até uma rua deserta no distrito industrial. Renato desceu do veículo, jogou o notebook corporativo no asfalto e começou a pisar nele com violência, destruindo o HD e a placa-mãe. Em seguida, recolheu os estilhaços de plástico e metal e os atirou dentro de uma caçamba de entulho. Respirou fundo, mais aliviado: sem a máquina física, não haveria como rastrear o IP específico que realizara o download.
Ao retornar ao Palácio Municipal no dia seguinte, a situação havia escalado. Uma equipe de auditores da Ouvidoria e da Corregedoria estava no prédio, escoltada por auditores fiscais sob o comando de Gustavo, auditando todos os computadores da administração pública.
Renato aproximou-se de Cesar, que observava a movimentação com o rosto pálido:
— Cesar, vamos tomar um café na esquina. Precisamos conversar fora daqui.
Na cafeteria discreta, o Prefeito, que sempre batia no peito como o dono da cidade, tremia de pavor ao ver a ameaça real de ser afastado do cargo e ver seu vice assumir a prefeitura.
— O Gustavo quer guerra total, Renato... — disse Cesar, a voz trêmula, segurando a xícara de café. — O desgraçado tá tocando o terror lá dentro.
— A gente precisa reverter isso, Cesar — respondeu Renato, inclinando-se para a frente.
Cesar olhou para o Chefe de Gabinete com os olhos queimando de ódio e desespero:
— Procure o melhor detetive privado da região, Renato! Peça pra vasculhar a vida inteira do Gustavo! Quero saber tudo sobre esse filho da puta... Qualquer podre que aquele moralista tiver escondido vai ser a minha carta na manga pra salvar meu mandato!
— Pode deixar, Cesar — respondeu Renato com a voz firme. — Eu vou encontrar o cara certo para o serviço.
///Leitores.
Renato não perde a oportunidade de aproveitar cada momento de poder observar o César, nem que seja de longe correndo na esteira, ou pegando a camisa suada de Renato, são migalhas que só vai alimentando essa obsessão, mas que a inveja pode fazer ele tomar certas atitudes que colocam em risco o mandato do César, mas o Renato esta disposto a corrigir o seu erro de entregar provas de corrupção, Renato é um ajudado fiel, mas é uma bomba ambulante que a qualquer momento pode estourar e sair de si.
Já o Matheus se sentindo a primeira dama, mas mau sabe ele que está sendo usado só pra suprir os desejos do prefeito, qualquer oportunidade o Renato vai atrás de outro brinquedinho, mas enquanto isso Matheus também está aproveitando pra poder usufruir do luxo que o Renato lhe dar, é uma troca que os dois estão se beneficiando.
Espero que vocês estejam curtindo essa história.
Comentem sobre o que estão achando.
Bjs 😘
