Sinceramente, fiquei bastante surpresa ao ver Eloá parada na minha porta. Quando ouvi o que ela disse, fiquei ainda mais surpresa. Antes que eu pudesse dizer algo, ela perguntou se podia entrar. Eu concordei, mas mencionei que poderíamos ser interrompidas, já que outras duas amigas estavam comigo. Eloá olhou para o relógio e comentou que quem tinha que voltar para seu quarto já o teria feito até aquele horário; quem não havia voltado, provavelmente só chegaria de manhã. Isso fazia sentido, então apenas me afastei e a deixei passar.
Eloá entrou e parou no meio do quarto. Eu fechei a porta, tranquei-a e fui até ela, que virou-se para mim assim que me aproximei. Não sabia exatamente o que dizer, então sugeri que nos sentássemos na cama para conversarmos. Eloá riu e disse que queria muito ir para cama comigo, mas preferia deixar a conversa para depois. Ela disse aquilo e se aproximou de mim lentamente, colocou ambas as mãos na minha cintura e me disse que me queria muito. Eu não disse nada, apenas fiquei hipnotizada admirando seu rosto tão próximo ao meu.
Ela se aproximou mais, e não tive intenção de recuar. Senti seus lábios tocarem os meus, sua língua invadindo minha boca em busca da minha. Passei a mão pela sua cintura, apertando seu corpo contra o meu. O beijo se intensificou, e pensei em levar Eloá até a cama; no entanto, o risco de alguém chegar existia, mesmo que fosse mínimo. Então, interrompi o beijo, peguei sua mão e a conduzi em direção à suíte. No entanto antes de entrar, pedi que ela esperasse um momento. Fui até minha bolsa, peguei meu celular e enviei duas mensagens rápidas para minhas colegas de quarto. Depois de enviar, voltei até onde Eloá estava. Quando abri a porta, ela provavelmente entendeu o que estava acontecendo, mas não reclamou. Levei-a até o balcão de pedra onde estava o espelho do banheiro, coloquei minhas mãos em sua cintura e a ajudei a sentar-se no balcão.
Voltamos a nos beijar, e ela levou as mãos até a minha bunda, apertando com força. Eu desci minha boca para seu pescoço, beijando e passando a língua de baixo para cima, até chegar à sua orelha. Eloá gemia baixinho, pressionando minhas nádegas com força. Desci as alças do seu vestido, e seus seios ficaram à mostra. Ela tinha seios médios, com mamilos rosados e com algumas sardas entre eles: era uma visão maravilhosa. Não perdi tempo e comecei a brincar com minha boca naquelas duas delícias. Eloá retirou as mãos do meu bumbum e levou até minha cabeça. Ela começou a direcionar minha boca para um dos seus seios, quando ficava satisfeita, direcionava para o outro. Ela fez isso várias vezes e eu me dedicava a cada um deles com muito vontade. Depois desci mais meu corpo e me ajoelhei diante dela, levando minha boca até o interior de uma de suas coxas, lambendo e beijando até chegar à divisa entre sua pele clara e a minúscula calcinha preta. Passava minha língua sobre sua intimidade, mesmo com a calcinha ainda no caminho eu conseguia sentir o cheiro o calor dela. Continuei meus movimentos e segui para a outra coxa, fiz o mesmo caminho de volta ao meio de suas penas. Os gemidos de Eloá já ecoavam pela suíte.
Continuei a torturá-la por um tempo, até que, em um momento em que eu passava a língua sobre sua intimidade, ela não aguentou e pediu para eu chupar ela, dizendo que não suportava mais a vontade de sentir minha boca. Puxei sua calcinha para o lado e atendi ao seu pedido. Passei minha língua de baixo para cima até encontrar seu clitóris. Ela gemeu, e eu voltei a lamber toda a extensão da sua intimidade, concentrando-me em chupar e lamber seu clitóris, fazendo-a gemer intensamente.
Não demorou muito para que Eloá tivesse seu primeiro orgasmo, gemendo e pronunciando palavras desconexas. Quando seu corpo parou de se contorcer e seus gemidos diminuíram, passei a lamber sua intimidade, sentindo o gosto do seu mel na minha boca. Depois de limpar cada gota, levantei meu corpo e fui recebida por um beijo saboroso. Eloá mordia meus lábios, chupava minha língua e pressionava seu corpo contra o meu. Eu retribuía com o mesmo entusiasmo.
Quando o beijo foi diminuindo a intensidade, ela se afastou um pouco e pediu para descer do balcão. Eu me afastei e a ajudei a descer, segurando sua cintura. Ela já começou a tirar o vestido e veio até mim, empurrando-me em direção ao balcão. Apoiei minhas mãos nele, e Eloá ficou atrás de mim. Ela se abaixou e levou as mãos por baixo do meu vestido até alcançar minha calcinha, que foi removida rapidamente. Em segundos, minha calcinha estava passando por um pé, depois pelo outro e foi jogada para o lado como se não fosse nada.
Eloá então abriu o zíper do meu vestido, retirando-o com a mesma pressa. Ela se ajoelhou atrás de mim e logo senti uma mordida nas minhas nádegas, seguida de um beijo e uma lambida que me arrepiou. Sua boca não parou de brincar com meu bumbum; às vezes a sentia apertando minhas nádegas e sua língua passando entre elas. Ela fez isso algumas vezes, e eu estava adorando, mas, de repente, em vez de apertar, ela abriu minhas nádegas e senti a ponta da língua atrevida no meu clitóris, subindo por toda a minha intimidade, até parar no início da minha coluna. Soltei um gemido rouco, e ouvi um pequeno sorriso vindo de baixo. Ela não perdeu tempo e repetiu o movimento várias vezes. Eu só consegui abrir mais as pernas e empinar meu bumbum. Logo, senti um tapa nas minhas nádegas e, em seguida, outro, enquanto sua língua não parava de se mover atrás de mim. Ela fez isso várias vezes, e eu só conseguia, rebolar, e gemer entre gritos de dor que escapavam da minha boca, a cada tapa recebido. Aquela mistura de dor e prazer era irresistível; em nenhum momento quis parar, na verdade, queria mais.
Eloá não parou até sentir que eu estava totalmente entregue ao prazer que ela me proporcionava. Então, em um movimento rápido, ela se sentou entre minhas pernas, com o corpo voltado para mim. Sua boca se encaixou sobre meu clitóris, e ela começou a fazer o mesmo que eu fiz com ela. Sua língua e seus lábios trabalhavam intensamente, me dando muito prazer. Senti um orgasmo tomar conta do meu corpo; em vez de fechar os olhos, olhei para o espelho à minha frente. Foi a primeira vez que vi meu rosto com uma expressão de puro prazer, e gravei aquela imagem na minha memória.
Depois daquele orgasmo incrível, Eloá me puxou para a ducha, e um banho parecia uma boa ideia. Antes de entrar, Eloá tirou sua calcinha, e foi então que vi um pequeno montinho de pelos vermelhos claros acima da sua intimidade. Fiquei sem entender como não havia notado isso antes, quando estava chupando-a; acho que estava tão concentrada em lhe dar prazer que não reparei. Eloá percebeu meu olhar e perguntou se eu tinha gostado do seu "bigodinho". Ri e disse que era lindo. Ela ligou a ducha, estendeu as mãos, e fui até ela. Entramos juntas sob a água que caía em abundância. A temperatura estava ótima, mas logo esquentou mais. Com nossos corpos colados ali , logo estávamos nos pegando de novo. Beijos, chupadas, dedos penetrando, mãos se tocando: só saímos de lá depois de cada uma ter outro orgasmo.
Voltamos para a cama já enxutas e nos deitamos. Eloá era um pouco menor que eu, então ela se deitou de lado, jogou uma perna sobre mim e apoiou a cabeça no meu peito. Achei aquilo fofo e comecei a fazer cafuné em seu cabelo.
Eloá— Posso passar a noite aqui, pelo menos até a Nicole liberar meu lugar na cama do meu marido?
Camila— A Nicole está com ele?
Eloá— Sim, foi o acordo para eu vir ficar com você.
Camila— Você está de boa com isso?
Eloá— Sim, embora seja novidade para nós, estou tranquila. Eu confio no que a gente sente e na confiança que construímos durante esses anos juntos.
Camila— Deixa eu ver se entendi: você teve que deixar seu marido ficar com outra pessoa para poder ficar comigo, e pelo jeito que você disse, foi a primeira vez que isso aconteceu. É isso?
Eloá— Não é bem assim. É verdade que é a primeira vez, mas não tive que deixar Ítalo ficar com outra; eu escolhi isso. Não foi escolha dele, foi minha. Pareceu ser o mais justo no momento.
Camila— Estou um pouco confusa; você pode me explicar exatamente como decidiram isso? Se não puder, tudo bem, eu entendo que é algo pessoal que só diz respeito a vocês.
Eloá— Claro que posso, já temos intimidade para isso. Eu e Ítalo nunca ficamos com outras pessoas sem a presença um do outro. Isso foi o que deu errado no nosso plano de ficar com você, já que você removeu Ítalo da equação. Entendemos seus motivos, até porque isso já aconteceu antes, mas sempre foi ao contrário; geralmente, eu que era removida da equação. Nunca foi um problema, mas com você não foi bem assim. Tanto eu quanto Ítalo ficamos decepcionados, não com você, mas pela situação. Ítalo realmente ficou encantado por você, assim como eu.
—Acho que foi isso que o fez pensar em mim, e pela primeira vez, ele sugeriu que eu ficasse sozinha com alguém, sem ele. Até me assustei com a proposta e, de início, recusei, mas ele disse que, se fosse ao contrário, provavelmente ele aceitaria. Ele mencionou que mulheres como você são raras; mulheres bonitas existem de monte, mas com uma beleza tão única como a sua, é difícil de encontrar. No fim, pensei melhor e resolvi aceitar. Ítalo disse que iria achar outro lugar para dormir, para nós duas irmos ao quarto. Achei injusto, então falei que ele também deveria ficar com alguém. Ele recusou na hora, mas sou teimosa e disse que, ou era assim, ou iríamos só nós dois para o quarto. Seria injusto só eu ficar com outra pessoa, a gente sempre dividimos tudo, então o certo era dividir isso também. Demorou um pouco, mas ele finalmente aceitou, e foi assim que vim falar com você. Na verdade, foi muita sorte ter vindo, porque pelo que vi do Ítalo quando saí para vir ao seu quarto, ele gostou bastante da Nicole.
Camila— Acho que entendi, só não acho que sou tudo isso que Ítalo falou.
Eloá— Não, você não é, na verdade, você é bem mais. Pelo que percebi, sua beleza não é só externa; você parece ser bela por dentro também. Sei que mal nos conhecemos, mas sinto isso e além de linda, você é muito gostosa.
Camila— Posso dizer o mesmo de você. Desde o momento em que meus olhos encontraram os seus, achei você linda! Não só você; Ítalo é muito bonito também. Vocês formam um casal lindo. Fiquei desapontada por saber que não poderia ficar com você quando conversamos, mas extremamente feliz por ter acontecido. Tenho que agradecer ao Ítalo por ter me dado a oportunidade de viver os momentos que vivi aqui com você. Vou fazer questão de agradecer assim que o ver.
Eloá— Ítalo é um homem incrível, não só como marido, mas como pessoa. Tenho certeza de que você vai gostar muito dele.
Camila— Na verdade, eu já gostei dele. A maneira como ele agiu durante nossa conversa mostrou que é uma boa pessoa. Mas mudando de assunto, você disse que o que aconteceu hoje já aconteceu antes, mas era você que era o problema. Pode me explicar o motivo?
Eloá— Porque eu sou mulher e, como eu e Ítalo, só ficamos com outras mulheres. Às vezes dava errado, já que algumas das que nos interessamos eram hétero.
Camila— Vocês só ficam com outras mulheres?
Eloá— Sim, eu sou bi e sempre preferi ficar com mulheres, até conhecer o Ítalo e me apaixonar por ele. Ítalo adora ver duas mulheres se pegando; na verdade, é a maior tara dele. Nunca me interessei por outros homens, e Ítalo não tem interesse em homens ou em dividir a cama com um, mesmo com uma mulher no meio. Então, quando decidimos abrir a relação, decidimos que seria só com mulheres. Foi uma escolha minha, e claro que Ítalo concordou.
Camila— Acho que ele ficou no lucro, mas se você concorda e está feliz com isso, é o que importa.
Eloá— Para mim, estava tudo perfeito, até conhecermos você, e nossa regra número um ser mudada. Acho que vamos ter que conversar sobre isso em casa; talvez essa noite seja uma exceção, ou talvez seja algo que a gente resolva deixar aberto.
Camila— Será que isso pode causar problemas para vocês quando a noite acabar?
Eloá— Não, pode ficar tranquila quanto a isso. Mas vamos mudar de assunto; eu queria te conhecer melhor. Você pode me falar um pouco sobre você? Não precisa contar tudo, provavelmente você tem seus segredos, só quero conhecer um pouco mais da mulher mais linda que já tive em meus braços.
Camila— Claro, posso falar um pouco de mim, mas acho que você vai dormir antes de eu terminar.
Eloá— Não vou não; estou sem sono e bastante interessada no que você tem a dizer. Gosto muito de conhecer a história das pessoas. Algumas são tristes, outras emocionantes e alguns bem normais, porém não deixam de ser boas histórias. Acho que sou meio aficionada com isso.
Resolvi contar um pouco da minha história para Eloá, já que ela parecia bastante interessada. O que eu não sabia era que minha história iria mexer tanto com ela. Naquela noite, ganhei muito mais do que orgasmos; ganhei algo muito melhor, algo que eu levaria pela vida toda e que faria uma diferença enorme para meu futuro.
Continua…
Criação: Forrest_Gump
Revisão: Whisper
