CAPÍTULO 4 – A Mão que Balança o Berço É a Mão Que Governa o Mundo
Pouco tempo depois, o bebê nasceu. Leandro estava ao lado de Cristiane quando finalmente ouviu o primeiro choro, um som pequeno, agudo e poderoso ao mesmo tempo.
Leandro baixou os olhos e contemplou aquele pequeno rosto, tão delicado e indefeso, tentando encontrar nele alguma coisa que pudesse chamar de sua. Aproximou o rosto, observando atentamente os olhos ainda fechados, o nariz minúsculo, os lábios e o formato do queixo. Procurava um detalhe, qualquer detalhe que pudesse servir como uma confirmação. O nariz era parecido com o dele? Talvez. O queixo também parecia ter alguma semelhança. Ou talvez fosse apenas aquilo que desejava enxergar.
Permaneceu alguns segundos encarando o filho, precisava acreditar. Precisava, de alguma maneira, transformar aquela criança em seu filho dentro da própria cabeça. Apertou delicadamente o bebê contra o peito e, sem conseguir conter a emoção, murmurou:
— Meu filho...
As palavras saíram baixas, quase como uma promessa. Leandro respirou fundo e repetiu, dessa vez com um pouco mais de firmeza:
— Meu filho.
Mas, por dentro, alguma coisa ainda resistia. Uma pequena voz que ele tentava calar lembrava que aquela história não era tão simples quanto gostaria. Não queria pensar nisso, não naquele momento. Queria apenas acreditar que aquele menino era realmente seu, que o nome que havia escolhido, Leandro Júnior, fazia sentido e que, a partir daquele instante, sua vida também começava a mudar.
Fechou os olhos por alguns segundos, sentindo o pequeno corpo aconchegado contra o peito, e tomou uma decisão silenciosa: dali em diante, faria tudo o que estivesse ao seu alcance para ser o pai daquele menino. Talvez não pudesse mudar o passado, mas poderia escolher o homem que seria para aquela criança. E, naquele instante, isso precisava ser suficiente. Mesmo que, em algum lugar dentro dele, algo continuasse sussurrando que a verdade fosse muito mais complicada do que ele estava disposto a admitir.
Para Leandro, aquele casamento parecia bom demais para ser questionado.
Ele havia passado boa parte da vida se sentindo como o sujeito sem graça, o nerd que ninguém imaginava ao lado de uma mulher como ela. Cristiane, por outro lado, era exatamente o tipo de mulher que chamava atenção por onde passava. Bonita, atraente e dona de uma presença que fazia os homens olharem duas vezes.
E agora ela era sua esposa.
Aquilo o enchia de orgulho.
Com o passar do tempo, Leandro passou até a exibi-la, quase como um troféu. Gostava de sair com ela, de perceber os olhares que recebia e, principalmente, de pensar que todos aqueles homens podiam olhar quanto quisessem.
Afinal, aquele monumento de mulher era sua mulher.
Quando algum sujeito mexia com ela na rua, Leandro nem se incomodava tanto. No fundo, aquilo apenas alimentava seu orgulho. Podiam admirar, cobiçar e até imaginar coisas.
Nenhum deles tinha o que ele tinha.
Cristiane estava ao lado dele.
E, para Leandro, isso fazia parecer que, finalmente, ele havia vencido.
A família havia mudado alguma coisa dentro de Leandro.
Até pouco tempo atrás, ele tinha a sensação de que apenas sobrevivia aos dias. Trabalhava, voltava para casa, enfrentava os problemas e repetia tudo novamente na manhã seguinte. Agora, porém, havia um motivo diferente para acordar.
Cristiane e o filho haviam dado à sua vida um novo sentido.
Não que os problemas tivessem desaparecido. Pelo contrário. As responsabilidades pareciam ter aumentado de uma hora para outra. Mas, pela primeira vez em muito tempo, Leandro sentia que estava lutando por alguma coisa que realmente importava.
E isso o fez trabalhar ainda mais.
Na loja, decidiu que não poderia simplesmente continuar fazendo as coisas como sempre havia feito. Começou a pensar em maneiras de aumentar o movimento e melhorar o faturamento.
Criou promoções para produtos que estavam parados no estoque, montou combinações de itens com preços mais atrativos, passou a divulgar as ofertas pelas redes sociais e começou a prestar mais atenção nos períodos de maior movimento.
Também passou a conversar mais com os clientes.
Queria entender o que procuravam, o que fazia falta na loja, quais produtos tinham maior saída e quais poderiam ser oferecidos de maneira diferente.
Aos poucos, os resultados começaram a aparecer.
O faturamento melhorou.
Não era nenhuma transformação milagrosa, mas era suficiente para dar a Leandro a sensação de que estava no caminho certo.
Só que ele não parou por aí.
Começou a aceitar serviços extras depois do expediente. À noite, quando aparecia alguma oportunidade, ele ia. Nos fins de semana, quando surgia algum trabalho que pudesse render um dinheiro a mais, também aceitava.
O sábado, que antes servia para descansar, passou a ser mais um dia de trabalho.
Domingo, quando não havia serviço, ele aproveitava para organizar alguma coisa da loja, pesquisar preços, pensar em novas promoções ou simplesmente colocar em ordem aquilo que havia ficado para trás durante a semana.
Era cansativo. Mas havia algo dentro dele que o empurrava para frente.
Quando chegava em casa e encontrava Cristiane com o filho, aquela sensação de cansaço parecia ganhar outro significado.
Ele olhava para os dois e pensava que todo aquele esforço tinha um propósito.
Queria dar uma vida melhor para eles, e, principalmente, queria sentir que estava cumprindo seu papel.
Cristiane, por sua vez, parecia viver aquela nova fase de maneira bem diferente.
Um dia Leandro chegou cansado em casa depois de um dia cheio, se preparava para deitar na cama. Nem percebeu quando Cristiane, completamente nua, se aproximou se abaixou e puxou suas calças para baixo:
Aaai! — Leandro deu um gritinho, dando um pulo para o lado.
Por pouco não perdeu o equilíbrio. Precisou abrir os braços e dar dois passinhos desajeitados para se firmar, enquanto Cristiane o olhava com uma expressão safada.
— Vamos colocar esse pauzão para fora que eu quero chupar!
Leandro olhou para ela. Cristiane continuava gostosa. O tempo passou, mas ela ainda conservava aquele jeito atraente, feminina, tesuda ... Tudo nela ainda tinha o poder de chamar sua atenção.
Por um instante, ele pensou: Há alguns anos, esse boquete seria o meu sonho.
Cristiane estava ali, chupando gostoso e louca pra levar pau! Mas tudo o que conseguia sentir naquele momento era o cansaço.
Sentia os ombros pesados, tudo o que queria naquele momento era, comer alguma coisa e simplesmente se deitar.
Cristiane, ainda de joelhos, começou a sugar o pau com ainda mais vontade
Leandro respirou fundo e passou delicadamente as mãos na cabeça dela.
— Cris, não fica chateada comigo, tá? Eu queria muito te comer gostoso, mas hoje realmente não estou conseguindo. Minha cabeça está explodindo. Acho que se eu tomar um banho quente e dormir cedo, amanhã vou estar melhor.
Cristiane fez uma pequena expressão de desapontamento, não se conformou e ... mordeu o pau de Leandro
— Porraaaaa! Cristiane! Que isso? — Gritou Leandro assustado e puxando o pau pra fora da boca — Tá ficando louca ?!
Cristiane apenas sorriu, com aquele ar de quem não estava nem um pouco arrependida. Inclinou a cabeça e tentou morder o pau novamente.
— Sai pra lá! — Leandro disse, se afastando.
Ela insistiu, aproximando-se outra vez, e Leandro, instintivamente, segurou-a pelo pescoço, impedindo que ela avançasse.
Quando percebeu o que tinha feito, Leandro se arrependeu e estava prestes a soltar e pedir desculpas.
Mas ouviu Cristiane soltar um suspiro de prazer, arrancado do fundo da alma. Seu corpo relaxou e ela expos o pescoço, como se pedisse por mais.
Leandro, ao invés de soltar, apertou um pouco mais:
— AAAííí! Leandro, que delícia!
O corpo dela relaxou, jogou o pescoço para trás, os ombros caíram e os braços escorregaram e ficaram largados.
Cristiane teve um orgasmo, sob as mãos de Leandro apertando seu pescoço.
Leandro a soltou:
— Você tá bem Cristiane?
— Aqui no quarto eu não sou a Cristiane! Sou tua puta, safada, cachorra, vagabunda! Eu quero mais Leandro!!
Leandro reagiu rápido. Resolveu entrar no jogo.
Segurou-a com firmeza e a levou até uma mesa próxima. Mandou que ela ficasse de pé, de frente para o tampo.
— Mãos na mesa! — ordenou.
Leandro a fez inclinar o corpo para a frente. Em poucos segundos, Cristiane estava com a parte superior do corpo apoiada sobre a mesa, e a bundinha empinada.
Leandro manteve o controle da situação, segurando-a pelo braço e posicionando os dois braços dela para trás. Em seguida, juntou as mãos dela nas costas, mantendo-as imobilizadas.
— Você mordeu meu pau, sua vagabunda!
— Mordi sim! Não mereço ser castigada? Levar uns tapas do meu macho?
Leandro levantou a mão para dar o primeiro tapa na bundinha de Cristiane. Antes de começar, olhou para Cris e falou:
— Quero que conte cada tapa em voz alta. E quero que termine cada número com “senhor”. Entendido?
— Entendido, senhor!
Leandro ergueu a mão.
Pá! (primeiro tapa)
— Um, senhor!
Leandro subiu a mão novamente.
PÁ!
— Dois, senhor!
PÁ!
— Três, senhor!
PÁ!
— Quatro, senhor!
Leandro manteve o ritmo, enquanto Cris permanecia atenta à contagem.
PÁ!
— Cinco, senhor!
PÁ!
— Seis, senhor!
PÁ!
— Sete, senhor!
PÁ!
— Oito, senhor!
A bunda já estava vermelha
Leandro levantou a mão mais uma vez.
PÁ!
— Nove, senhor!
Então veio o último tapa.
PÁ!
— Dez, senhor!
Leandro levantou a cabeça de Cristiane, puxando-a pelo cabelo. Ela deu um grande gemido e o olhou com uma expressão de prazer, totalmente entregue, como se pedisse por mais brutalidade.
Leandro enfiou o dedo na bucetinha e viu que estava enxarcada, aproveitou para ajustar a imobilização, pressionando com mais firmeza os braços de Cristiane contra as costas, tornando a posição ainda mais desconfortável para ela.
Novamente ouviu ela dar um gemido de prazer.
Ainda segurando as duas mãos, ele enfiou o pau todo de uma vez no cuzinho , de forma brusca, seca.
Cristiane gritou alto, tão alto que parecia um uivo.
Leandro socou com raiva, fazendo movimentos com força, arregaçando o cu de Cristiane.
Segurou o quanto pode , até que anunciou :
— Vou gozar!
Soltou os braços de Cristiane para que ela pudesse se virar.
Ela se virou de frente para Leandro, se ajoelhou e abriu a boca, colocando a língua para fora, esperando Leandro gozar.
A ejaculação veio forte, abundante, encheu a boquinha de Cristiane.
— Me dá um tapa ... — tentou dizer.
A boca estava tão cheia que a frase saiu completamente embolada.
Leandro franziu a testa, mas conseguiu entender
Meio temeroso Leandro deu um tapa de leve em seu rosto:
- Nossa que tapa fraquinho. Como você é molenga, será que vou ter de arranjar outro macho pra mim?
“Arranjar outro macho”? – Aquela frase atingiu um lugar muito mais profundo do que Cristiane provavelmente imaginava.
Por dentro, aquela frase lhe causou uma mistura de vergonha, dor e uma revolta que subiu de repente, quente, quase sufocante.
Leandro sentiu um impulso e desferiu um tapa mais forte. O rosto de Cristiane virou levemente com o tapa, e o resto de esperma que ainda estava na sua boca foi expulso num jato involuntário, espirrando e espalhando pequenas gotas pelo chão.
Leandro ficou imóvel por um segundo, enquanto Cristiane soltou um gritinho de puro prazer:
— Aaahhh... — Cristiane gemeu baixinho — Finalmente.
Leandro ficou alguns segundos parado, observando Cristiane, ela estava suada, os cabelos completamente desalinhados, a maquiagem borrada Apesar da aparência desarrumada, havia algo que chamou a atenção de Leandro.
Cristiane estava feliz.
Não era apenas euforia, havia em seu rosto uma expressão de satisfação, de quem tinha aproveitado cada minuto.
Leandro sorriu.
No fundo, gostava de vê-la assim.
Gostava de saber que ele a satisfazia na cama.
Mas, logo depois, outro pensamento apareceu.
Só que Cristiane é mãe do meu filho. Não posso trata-la como uma puta!
O olhar dele se desviou para o corredor que levava ao quarto de Junior.
Era inevitável. Desde que se casara e tivera um filho, Leandro começara a enxergar a própria vida de outra maneira. Parte dele esperava que Cristiane também mudasse. Imaginava uma esposa mais centrada.
Tentava mesclar o sexo mais intenso com algo mais romântico, afinal ele estava comendo a esposa, a mãe de seu filho, não estava comendo uma puta na rua.
As vezes até tentava criar um clima mais romântico em casa.
Cristiane aceitava.
Tentava gostar.
Mas Leandro começou a perceber uma coisa que o incomodava. Ela parecia "cumprir tabela", mas não se empolgava de verdade. A buceta seca: uma vez ele viu Cristiane passar saliva na mão e depois passar na buceta, que estava seca.
Somente o sexo selvagem e violente fazia com que ela gozasse de verdade.
Leandro tinha assumido Junior como seu e, cada vez mais deixou de pensar nele como “filho de Cristiane” ou “filho de outro homem”. Para Leandro, simplesmente era seu filho.
Sempre que olhava para Junior sentia um orgulho enorme e um amor incondicional, mas uma vontade antiga e visceral insistia em soprar no seu ouvido: ele queria sentir a experiência de gerar um filho do seu próprio sangue, de procurar os próprios traços no rosto de um recém-nascido.
Quando Leandro tocou no assunto em uma noite tranquila, a resposta de Cristiane foi direta e categórica.
— Leandro, a gente acabou de ter o Junior! — disse ela, cruzando os braços. — Você sabe o trabalho que dá. É noite mal dormida, é fralda, é gasto que não acaba mais. Sem contar que você ainda está se matando para fazer a loja engrenar e se consolidar. Não é hora.
Cristiane não deixava margem para deslizes. Ela se cuidava rigorosamente, e sexo só com camisinha.
A mente de Leandro entendia perfeitamente a lógica da esposa. Ela tinha razão. Do ponto de vista prático e financeiro, ter outro bebê naquele momento seria uma imprudência. Mas o coração dele jogava com outras regras. Por mais que tentasse abafar o sentimento para manter a harmonia em casa, o desejo de ter um filho sangue do seu sangue continuava ali — quieto, mas cada vez mais vivo.
Quando imaginava, hipoteticamente, como seria sua vida longe daquela casa, havia sempre uma imagem que o fazia hesitar: Junior
Leandro percebeu, talvez com alguma surpresa, que o filho de Cristiane era uma das principais razões — talvez a maior delas — que o prendiam àquele casamento.
Ele amava Cristiane. Mas o sentimento que tinha pelo menino era diferente. Mais profundo, mais instintivo. Não dependia de casamento, de paixão ou de convivência entre marido e mulher. Era o amor que ele havia construído ao longo dos anos, feito de cuidados, preocupação, pequenas conquistas e incontáveis momentos compartilhados.
Bem lá no fundo, Leandro sabia que não havia qualquer ligação biológica entre os dois. Sabia que outro homem era o pai biológico daquele garoto.
Mas, para ele, isso havia deixado de ter importância.
A paternidade, descobrira, não estava apenas no sangue. Estava em quem ficava acordado quando o filho estava doente, em quem ensinava, protegia, dava bronca, comemorava as vitórias e estava presente nos momentos difíceis. Estava nos anos vividos juntos.
A paternidade estava nas mãos que balançam o berço.
Enquanto ele balançava o berço, e admirava Junior, ele cantava uma antiga canção da banda The Smiths, "The Hand That Rocks the Cradle" ( "A Mão que Balança o Berço")
🎵 I'll still be by your side ♪
♫ For you are all that matters ♫
🎶 And I'll love you till the day I die ♪
🎵 As long as the hand that rocks the cradle is mine
🎶 I once had a child, and it saved my life
🎵 Although you're only three, sonny boy
🎶 You're, you're mine
🎵 And your mother she just never knew
🎶 Oh, your mother
🎵 As long, as long, as long
🎶 I did my best for her
🎵 I did my best for her
O tempo passou, e Junior já estava com quatros anos quando chegou a festa de Dia dos Pais na escolinha.
Leandro foi à apresentação sem esperar nada de especial. Para ele, seria apenas mais uma daquelas comemorações infantis, com músicas, desenhos e crianças tentando lembrar o que as professoras haviam ensaiado.
Até que seu nome foi chamado.
— Papai do Leandrinho, pode vir aqui na frente!
Leandro levantou-se, um pouco sem jeito, e caminhou até o centro do pequeno palco improvisado.
Junior estava esperando por ele com um sorriso enorme.
Quando o pai se aproximou, o menino lhe entregou um cartão que havia feito na escola. Era um desenho simples, cheio de cores e com os traços ainda desajeitados de uma criança de quatro anos.
Leandro abriu o cartão.
Era ele.
Ou, pelo menos, a versão que Junior fazia dele.
Um homem de cabelos escuros, com braços enormes e um grande S desenhado no peito, como se fosse o Superman.
Leandro sorriu.
— Gostou, papai?
Antes que pudesse responder, Junior completou:
— Papai, você é meu “helói”!
A palavra, pronunciada daquele jeito infantil, atingiu Leandro de uma maneira que ele não esperava.
Ele ficou alguns segundos olhando para o desenho.
Herói.
Ele?
Durante grande parte da vida, Leandro jamais havia se enxergado daquela maneira. Fora o garoto nerd, desajeitado, tímido, aquele que não chamava atenção e que muitas vezes passava despercebido.
Agora, aos olhos de uma criança, ele era outra coisa.
Era um herói.
Continua …
