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Na boate de balneário Camboriú

Um conto erótico de Raul
Categoria: Heterossexual
Contém 520 palavras
Data: 17/09/2026 08:26:28

Não lembro exatamente se foi em 2004 ou 2005. Eu estava na casa dos meus tios, em Balneário Camboriú, quando meu primo me chamou e disse: “Vamos na boate hoje à noite?”. Aceitei sem imaginar que tipo de lugar era. Para mim, seria apenas uma noite de dança e diversão. Só descobri quando chegamos que era uma casa de garotas de programa. 😂

Foi aí que eu vi ela. Uma brasileira descendente de japoneses, muito bonita, que imediatamente chamou minha atenção. Fiquei algum tempo olhando até criar coragem para chegar perto e convidá-la para dançar. Ela aceitou e, para minha surpresa, era extremamente simpática e extrovertida. A conversa fluiu naturalmente, e a proximidade entre nós foi aumentando. Dançamos juntos, trocamos alguns beijinhos e, naquele momento, confesso que fiquei com a impressão de que havia uma atração verdadeira entre nós.

Só depois ela me perguntou se eu queria algo além da dança e me explicou o valor. Foi aí que caiu a ficha de que aquela simpatia fazia parte também do trabalho dela. 😂 Mas, para ser sincero, naquela altura eu já estava encantado. A combinação da beleza dela com aquele jeito alegre e espontâneo tinha me conquistado completamente.

Voltei à boate mais duas noites. Na segunda noite, conversamos mais e ela me contou que tinha 19 anos e era do Rio Grande do Sul. O fato de ela ser gaúcha ainda criou uma coincidência curiosa na minha cabeça: quando eu era criança, tinha tido uma namoradinha descendente de japoneses que havia se mudado para Santa Catarina. Por alguns instantes cheguei a pensar: “Será que é ela?”. Anos depois descobri que não tinha absolutamente nada a ver, porque aquela menina tinha voltado para a nossa cidade. 😂

Na última noite eu já estava sem dinheiro. Não tinha mais como continuar aquela parte da história, então ficamos simplesmente dançando. E, sinceramente, eu achei aquilo interessante. Ela não me tratou mal nem fez cara feia; continuou conversando e dançando comigo. Para mim, aquilo mostrou novamente o quanto ela tinha sido simpática.

Cerca de quinze dias depois, voltei para minha cidade no Rio Grande do Sul e nunca mais voltei a Balneário Camboriú. E talvez justamente por ter sido uma experiência tão inesperada, curta e intensa, aquela mulher acabou ficando muito marcada na minha memória.

Até hoje não sei se ela se lembra de mim ou se fui apenas mais um cliente entre tantos que passaram pela vida dela. Talvez para ela tenha sido apenas mais uma noite de trabalho. Para mim, porém, foi uma experiência diferente: eu cheguei sem sequer saber que estava entrando naquele tipo de lugar e saí de lá tendo conhecido uma mulher que, naquela época, achei simplesmente irresistível.

Depois ainda tive outras experiências semelhantes, mas talvez aí esteja justamente a explicação para aquela lembrança ter permanecido tão forte. Eu provavelmente estava tentando encontrar novamente aquela mesma combinação de beleza, simpatia, espontaneidade e atração que tinha encontrado nela. Só que certas experiências acontecem uma vez e ficam melhores na memória justamente porque não podem ser repetidas da mesma maneira.

Me perdoem, pessoal daqui. Isso é mais um desabafo do que realmente um conto.

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Comentários

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Um conto muito bem escrito. Desenvolva ele como ficção e dê asas à imaginação... poderia continuar imaginando um encontro com ela na praia...

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