A quarta-feira chegou trazendo uma frente fria e chuva leve. Eu e Pamela nos levantamos, nos arrumamos e seguimos para a escola.
Os alunos já estavam dentro das salas por causa da chuva, mesmo sendo fina. Eram 6h55. Pamela foi conversar com os colegas professores sobre o recesso de Carnaval que se aproximava, dizendo que não fazia sentido passar conteúdos novos naqueles dias. Eu fiquei na sala dos professores lendo o cronograma de aula — por causa da chuva eu teria que lecionar dentro das salas em vez da quadra.
Marina chegou, me cumprimentou com um sorriso discreto:
— Bom dia, Renato.
Olhou para Pamela, que se aproximava, e completou:
— Pamela, você tem um excelente marido, colega.
Pamela segurou minha mão com firmeza e respondeu:
— Excelente mesmo.
Marina continuou:
— Por que vocês não jantam comigo e meu marido? Será uma honra receber vocês.
Pamela me olhou e falou:
— Claro. Só me diz o horário. Mas será na nossa casa, né, amor?
Me beijou de leve e eu confirmei:
— Claro, amor.
O sinal tocou. Era hora de lecionar para o 3º A. Peguei um pincel e segui até a sala.
Ao entrar, os alunos estavam falando alto, brincando e gritando. Arthur se aproximou, o sorriso de sempre no rosto:
— Bem-vindo à sala de aula, cara.
Sentei na cadeira da mesa do professor. Kelly se sentou em cima da mesa, bem perto de mim. Melissa ocupou uma cadeira ao meu lado. Thiago ficou numa carteira bem na minha frente.
Arthur olhou para o grupo e falou:
— Vamos, professor… relaxa. Vamos conversar lá fora.
Olhei para a turma e falei alto o suficiente para todos ouvirem:
— Podem conversar, brincar ou ficar no celular. Só não gritem e não briguem.
Na mesma hora o clima da sala mudou. Três carteiras foram juntadas e uma roda de truco se formou. Outros grupos se aglomeraram em fofocas baixas. Kelly e Melissa foram para o fundo da sala: Melissa sentou com um livro aberto, Kelly começou a rebolar de propósito para provocar alguns colegas. Thiago se juntou ao jogo de truco.
Eu e Arthur saímos para o corredor. Ele acendeu um baseado, tragar e falou:
— Cara, já faz tempo que a gente não se fala, hein?
— Sim. E você anda fazendo convites pra minha esposa.
Arthur me olhou, soltou a fumaça e respondeu:
— Cara, eu disse pra ela que te contaria. Ela é bem safada, né? Quando eu falei, ela nem esboçou que ia negar.
— Tudo está indo longe demais.
Ele deu de ombros.
— Cara, ela se diverte. E você também tem a Kelly e a Melissa… que é louca por você. Até nas putarias ela tá entrando. A Pamela é uma gostosa. Ela sabe que todo homem a deseja e agora usa isso. Você também pode comer quem bem entender.
— Que amigos são esses?
— Gente da minha confiança.
— Você agora é cafetão também?
Arthur riu baixo.
— Que isso. Sua bela esposa não é uma puta… só uma mulher cheia de desejos. Mas ela te falou como sobre isso?
— Depois de mim, ela, a Kelly e a Melissa passarmos a tarde toda numa putaria.
Ele soltou uma risada.
— Vadia… nem pra me chamar. E é isso, cara. Você fica com as duas e sua esposa tem direito de se divertir. Ela até disse que você tem que ver tudo, senão ela nem sai de casa. Ela ainda não confia em mim de maneira integral, saca?
— Sim.
Arthur apagou o baseado na parede e completou:
— Hoje depois da aula eu te levo pra conhecer esses meus amigos.
Saiu andando pelo corredor e falou por cima do ombro:
— Vou dar uma fumada na quadra.
Voltei para a sala e me sentei. O ambiente era uma bagunça controlada: gritos do jogo de truco, burburinhos de fofoca, alguém rindo alto. Kelly veio até a minha mesa e rebolou bem na minha frente, o shortinho subindo, o olhar safado.
Fiquei pensativo, a cabeça longe. Foi então que Melissa se aproximou, falou baixo só para mim:
— No segundo horário a gente conversa a sós.
A aula no 3º A terminou. Saí daquela sala ainda atônito.
Na sala dos professores, Pamela estava conversando com uma colega sobre a aula que tinham dado. Peguei uns rodos e panos e fui até a quadra. A chuva tinha parado. Chamei um aluno do primeiro ano e pedi para ele reunir a turma. Quando chegaram, expliquei:
— Seca e retira a água da quadra. Depois, quem quiser pega as bolas de futebol e vôlei e joga. Quem não quiser, fica na arquibancada no celular. Só sem gritar e sem brigar.
Os alunos começaram a trabalhar. Avistei Melissa e fui até ela.
— Oi, professor. Tudo bem?
— Me chama de Renato.
Ela me olhou com aqueles olhos claros e foi direta:
— Professor, você vai continuar com a Pamela ou vai criar vergonha na cara?
— Que isso, menina…
— Você só pode estar brincando. Ela disse pra mim e pra Kelly que tudo que rolou ontem foi um presente… porque ela ia passar uma noite com o Arthur e os amigos dele.
Senti um frio na barriga.
— Você sabia?
— Sim. Na hora do banho ela contou tudo. Ela e a Kelly ficaram ali falando de como esses amigos eram bonitos e gostosos… até do pau elas sussurraram. A Kelly já os conhece.
— Tá bom. Vou conhecê-los hoje depois das aulas.
Melissa apertou os lábios, a voz carregada de decepção:
— Você não consegue ou não quer se separar dela? Se você não quiser… eu nunca mais olho na sua cara. Eu só tô nessa porque eu gosto de você. Eu sou a única idiota que gosta de um homem de trinta e poucos anos e não dos jovens que fariam de tudo por mim.
— Eu gosto de você também.
— Não. Você parece o tipo de cara que não vive sem a esposa… mesmo ela sendo uma hipócrita e safada do caralho. Ou isso é dependência emocional… ou vontade de ser um corno manso.
Ela se virou para sair, mas antes completou:
— Cuidado. Hoje ela fica com o Arthur e com quem quiser. Você também pode dar suas escapadas. Amanhã ela não vai te deixar olhar pro lado… e vai sentar em quem ela quiser.
Saiu sem olhar para trás.
Voltei para a quadra. O jogo de futebol e o de vôlei já rolavam. Sentei na arquibancada e fiquei pensativo. A cabeça era uma confusão completa. Eu não sabia bem o que pensar.
O intervalo chegou. Fiquei no pátio observando o movimento até ver Thiago e Arthur levarem Pamela em direção ao auditório. Segui os três.
Ao entrar, eles já estavam nus. Pamela ajoelhada no meio, chupando os dois. Ela me viu, tirou a boca só o suficiente e falou, a voz rouca:
— Amor… olha como eles me desejam…
Voltou a chupar, alternando entre os dois paus, saliva escorrendo. Em seguida Thiago a colocou de quatro e enfio. Pamela gemeu alto enquanto ele metia com força.
Arthur se afastou, se vestiu parcialmente e falou baixo para mim:
— Deixa ele se divertir.
Na mesma hora Kelly apareceu na porta, o sorriso safado. Veio até mim, rebolou bem na frente e me empurrou em direção à saída.
— Vem…
Me levou até o estacionamento. Entramos no meu carro. No banco de trás ela já puxava minha calça e tirava a própria. Montou em mim de frente, guiou o pau até a buceta molhada e desceu de uma vez. Começou a quicar com vontade, o bumbum batendo nas minhas coxas, os seios balançando na minha cara. Segurei a cintura dela e meti para cima. Kelly gemia safada, me beijava, rebolava sem parar.
Virei-a de costas, ainda sentada, e continuei fodendo. O carro balançava leve. Ela gozou primeiro, o corpo estremecendo. Segurei mais um pouco e gozei dentro dela, o pau latejando enquanto ela ainda rebolava para receber tudo.
Ficamos ofegantes no banco de trás, o cheiro de sexo enchendo o carro.
Os dois últimos horários passaram e as aulas acabaram. Eu e Pamela fomos para casa. Ela se preparou para a academia. Antes de sair, falei:
— Avisa a Marina que o jantar será às 21 horas.
— Sim, amor.
Ela saiu com o nosso carro. Eu chamei um aplicativo e fui até a casa do Arthur. Ele me mandou entrar no carro dele, assumiu o volante e seguimos até uma casa luxuosa num bairro nobre.
— É aqui que vai ser o encontro na sexta — ele disse.
Entramos. No ambiente havia umas oito mulheres de biquíni, todas extremamente gostosas. Arthur já passou a mão em duas, puxou uma pela cintura e falou:
— Vem comigo, gata.
Fomos para uma sala. Lá estavam os três amigos dele.
Nego: negro, alto, corpo forte e definido, cabelo raspado, olhar pesado.
Darlan: moreno claro, cabelo cacheado, corpo atlético, sorriso fácil.
Alves: branco, alto, cabelo curto, corpo magro e definido, olhar calculista.
Os três me cumprimentaram. Nego falou primeiro:
— Você é o marido da Pamela, né? Que gostosa…
Virou para os outros:
— É o marido da Pamela, a gostosa da foto que eu mostrei.
Ofereceram bebida. Eu e Arthur aceitamos. As mulheres de biquíni começaram a nos provocar, sentando nos colos, rebolando de leve.
Nego olhou para Arthur:
— Você é ambicioso, né, moleque? Já quer entrar num dos grandes.
— Sim. Mas já tenho tudo esquematizado na minha cabeça — respondeu Arthur.
As mulheres continuavam provocando. Nego falou:
— Vocês podem nos chupar.
Havia oito mulheres — duas para cada um. Elas ajoelharam, abaixaram nossas calças. Não consegui deixar de notar os paus dos três: o de Nego era grosso e longo, cerca de 23 cm; o de Darlan também grosso, uns 21 cm; o de Alves era um pouco mais fino, mas longo, por volta de 20 cm. Todos já duros.
As duas mulheres de cada um começaram a chupar. Bocas quentes, línguas, saliva, cabeças subindo e descendo. O barulho molhado enchia a sala enquanto a conversa seguia.
Nego falou, ainda sendo chupado:
— Amanhã a encomenda chega de São Paulo.
Arthur comentou:
— Achei que vinha do Paraguai.
Os três riram.
— O moleque é um comédia mesmo — disse Darlan.
Nego continuou:
— Amanhã eu te passo as instruções pra você pegar a carga. Mas não negocia tudo de uma vez, se é que você me entende. Quanto menor a quantidade que levar, melhor. Pra ser discreto.
As mulheres continuavam chupando. Darlan pegou um pó branco, passou no pau e as mulheres cheiraram. Serviram mais drinks. Eu tomei dois. As bocas não paravam. Continuei sendo chupado até gozar. Os outros três também gozaram nas bocas das mulheres.
Arthur se levantou:
— Vamos embora, Renato. Eles têm outro amigo pra receber.
Antes de sairmos, Nego falou:
— Professor, né? Sua esposa gostosa e você não podem furar, hein?
Darlan completou:
— Ela que aceitou. A gente não tolera que ela não apareça.
Saímos. No carro eu estava estranho — não bêbado, só alterado pelas duas doses. Olhei para Arthur e falei:
— Que merda você meteu eu e a Pamela?
Ele deu de ombros:
— Coisa minha. Mas é só dessa vez.
Seguimos. Por dentro eu já sabia: agora tinha o caminho para destruir o Arthur.
Cheguei em casa e Pamela ainda não tinha voltado da academia. Tomei um banho. Quando saí, ela já estava na cozinha arrumando as coisas que tinha comprado: pratos, talheres e decoração para a mesa de jantar.
— Veste uma camisa melhor, amor — falou, e foi se arrumar.
Eu ainda estava estranho desde os drinks da tarde: uma queimação no peito, o coração acelerado.
Pamela desceu arrumada. Ficamos esperando. Marina e o marido chegaram pontuais. Marina estava linda, o cabelo ruivo solto, um vestido elegante que valorizava o corpo. Ao lado dela vinha o marido.
— Esse é o Alberto — apresentou ela.
Alberto me cumprimentou com um aperto de mão firme. Era grande, 1,90 m, de aparência mais velha que a minha, cabelo grisalho nas laterais, porte de homem que trabalhava com o corpo. Pamela também o cumprimentou.
Nos sentamos. Pamela serviu uma entrada e ofereceu bebidas. Eu recusei. Alberto também.
— Vamos deixar a bebida de lado então — disse ela.
O jantar começou. Eu e Pamela contamos a Alberto como nos conhecemos na faculdade, o namoro, o casamento. Marina e ele também contaram: se conheceram num evento de fornecedores de móveis, ele já tinha a loja, ela era professora e foi convidada por uma amiga. Começaram a conversar, saíram algumas vezes e em menos de um ano estavam casados.
Alberto falou da loja de móveis, do orgulho que tinha do negócio e de como admirava a Marina pela inteligência e pela postura. O jantar seguiu. Pamela serviu a comida principal. Marina elogiou. Pamela confessou rindo que tinha comprado tudo pronto num restaurante. Alberto indicou um restaurante italiano excelente que ele conhecia.
Quando o jantar terminou, as duas foram para a sala. Eu e Alberto ficamos na cozinha.
Ele me olhou direto e falou baixo:
— Você se meteu com o Arthur, né, camarada? A Marina acabou entrando nisso por minha culpa.
Fiquei em silêncio. Ele continuou:
— Se afasta dele, cara. Ele é perigoso. Eu paguei tudo que devia, mas ele sempre me ameaçou… desde roubar a loja até queimar ela.
— A Marina me explicou por alto.
Alberto assentiu, o rosto sério.
— Eu sei. Foi difícil saber que ela teria que te beijar… e depois vocês ficaram, né? Ainda mais ela sendo apaixonada por você.
— Apaixonada?
Ele me encarou.
— Você não sabe.
Alberto continuou, a voz baixa:
— Achei que ela te disse. Ela chegou a me pedir o divórcio… porque se interessou por um colega de trabalho. Disse que você nunca correspondeu, ou sei lá… não soube que ela era apaixonada.
— Nunca soube mesmo.
Ele passou a mão no rosto, cansado.
— Ela é uma boa pessoa. Me sinto péssimo por tudo que ela enfrentou por minha causa.
Fez uma pausa e olhou na direção da sala.
— Sua esposa é gostosa mesmo, hein? Ela não mentiu.
— É muito gostosa — confirmei.
Nesse momento Pamela se aproximou, o sorriso safado no rosto, e falou:
— Vamos brincar um pouco, rapazes…
Pegou os dois pelo braço e nos puxou em direção à sala.
Pamela nos levou até a sala e falou direto para a Marina:
— Vamos fazer uma troca simples. Eu com o seu marido… e você com o meu. Vamos lá.
Começou a despir o Alberto. Marina, sem hesitar, fez o mesmo comigo. Em segundos estávamos todos nus.
Os boquetes começaram. Marina ajoelhou na minha frente e engoliu meu pau, a boca quente e molhada subindo e descendo com vontade. Ao lado, Pamela fazia o mesmo com o Alberto, chupando o pau dele com dedicação, saliva escorrendo.
Depois nos levantamos. Empurre Marina no sofá, abri as pernas dela e enfiei de uma vez. A buceta estava molhada e apertada. Comecei a meter fundo, as mãos nos seios dela, apertando os mamilos. Marina gemia baixo, as unhas nas minhas costas, o corpo se movendo no mesmo ritmo. Virei-a de quatro e continuei fodendo, segurando a cintura, ouvindo os gemidos dela abafados no sofá.
Ao nosso lado, Alberto tinha colocado Pamela de quatro no tapete. Ele metia com força, o corpo grande dominando o dela. Pamela gemia alto, a bunda tremendo a cada estocada, os seios balançando. Alberto segurava o cabelo loiro dela e acelerava o ritmo. Depois a virou de frente, levantou as pernas e enfio mais fundo. Pamela arqueava as costas, a voz suja pedindo mais.
Eu continuei comendo a Marina. Ela montou em mim e rebolou com vontade, os seios na minha cara. Segurei a bunda dela e meti para cima. Os gemidos das duas se misturavam. Alberto metia na Pamela com força, o barulho molhado ecoando. Pamela olhava para mim de vez em quando enquanto era fodida, os olhos verdes vidrados de tesão.
Trocamos de posição várias vezes. Eu deitado, Marina cavalgando. Alberto comendo Pamela por trás enquanto ela me beijava. Os quatro corpos se enroscando, gemendo, suados. O cheiro de sexo enchia a sala. Continuamos assim por um longo tempo, sem pressa de terminar.
Pamela se levantou ainda ofegante e falou:
— Vamos pro quarto, Alberto. Vocês fiquem aí na sala.
Os dois subiram. Eu e Marina continuamos. Acelerei o ritmo, metendo fundo. Ela gozou primeiro, o corpo estremecendo, a buceta apertando meu pau. Segurei mais alguns segundos e gozei dentro dela.
Ficamos deitados no sofá, ofegantes. Marina passou a mão no meu peito e falou baixo:
— Você é um gostoso… e sua esposa é uma vadia. Eu nunca imaginei que ela ia propor isso.
— Tem coisa pior — respondi.
Contei a ela sobre o encontro que a Pamela teria na sexta com o Arthur e os amigos dele. Marina me olhou séria:
— Você é um idiota mesmo.
— Já sei como destruir o Arthur. Ele vai receber uma encomenda amanhã. Tenho quase certeza que é droga. Vou dar um jeito de no sábado ele ser preso por tráfico.
— Como você vai fazer isso sem provas?
— Vamos atrás das provas.
Nesse momento Alberto e Pamela desceram. Alberto bebeu um copo d’água. Logo em seguida ele e Marina se despediram e saíram.
Eu e Pamela fomos tomar banho juntos. Debaixo da água quente nos pegamos de novo, o sexo mais lento e intenso. No final, ainda abraçados, falei:
— Você é uma safada.
Ela sorriu, a voz rouca:
— Você gosta disso, não é?
Sorri de volta.
— Sim.
Nos secamos e fomos dormir.
No dia seguinte eu finalmente conseguiria as provas que decretariam a destruição do Arthur… e talvez salvasse o nosso casamento de uma vez por todas.