O quarto estava silencioso, só o ventilador girava lento no teto. Marina tinha trancado a porta assim que os adultos saíram. Márcio estava sentado na beira da cama, camisa ainda vestida, mãos apertadas entre os joelhos, o rosto já queimando.
Marina parou na frente dele, as mãos nos quadris, o short curto subindo quando se moveu.
— Tira a calça.
— Ma… Marina… a gente não deveria…
— Tira. Agora.
Ele obedeceu com dedos trêmulos. A calça e a cueca desceram juntas. O pau dele saltou para fora, já duro, grosso, as veias latejando, a glande rosada e úmida de pré-gozo. Márcio tentou cobrir com as mãos, mas ela segurou os pulsos e afastou.
— Não esconde. Eu quero ver.
Marina se ajoelhou entre as pernas dele. Em vez de simplesmente envolver e masturbar de cima para baixo, ela fez diferente.
Primeiro usou só a ponta dos dedos. Deslizou o indicador e o médio pela parte de baixo do pau, bem devagar, da base até a freio, apertando de leve o ponto mais sensível. Márcio soltou um gemido curto, o quadril subindo sozinho. Ela sorriu e repetiu o movimento, agora com a unha raspando de leve a pele fina.
— Sente isso? Só a ponta dos dedos… e você já está tremendo.
Depois fechou a mão em volta da base, mas não subiu. Segurou firme, quase apertando demais, e com a outra mão começou a massagear só a glande. O polegar girava em círculos lentos sobre a fenda, espalhando o líquido transparente, enquanto os outros dedos apertavam e soltavam a cabeça inchada como se estivesse ordenhando. Márcio arqueou as costas, a respiração já ofegante.
— Porra… Marina… isso é…
— Diferente, né? Não é só sobe e desce. Eu sei o que estou fazendo.
Ela mudou de novo. Agora as duas mãos trabalhavam juntas. A direita descia e subia em movimentos curtos e rápidos só na metade de cima, torcendo de leve a cada subida. A esquerda ficava na base, apertando e soltando no mesmo ritmo, como se estivesse bombeando. O barulho molhado ficou mais alto. Pré-gozo escorria pelos dedos dela, pingando nas bolas dele.
Márcio tentou segurar o pulso dela.
— Deixa eu… deixa eu meter…
— Não.
A resposta veio seca. Marina parou completamente. Tirou as mãos. O pau dele latejava no ar, vermelho, brilhando, uma gota grossa escorrendo pela lateral.
— Olha como está pedindo. Mas você não vai enfiar nada. Só vai gozar na minha mão. Do jeito que eu quiser.
Ela voltou com outra técnica. Agora usava só a mão esquerda, mas de um jeito diferente: os dedos formavam um anel apertado logo abaixo da glande e giravam, enquanto o polegar esfregava o freio sem parar. A mão direita desceu e começou a brincar com as bolas, rolando uma de cada vez entre os dedos, puxando de leve, apertando a pele fina.
Márcio estava quase chorando de tesão.
— Eu vou gozar… se continuar assim…
— Ainda não.
Marina parou de novo. Segurou o pau pela base com força, impedindo o orgasmo, e ficou só assoprando a glande quente, o hálito batendo na carne sensível. Márcio soltou um gemido frustrado, as mãos apertando o lençol até os nós dos dedos ficarem brancos.
— Você é cruel…
— Eu sei.
Quando ele estava prestes a amolecer de tanta negação, ela recomeçou com tudo. Agora as duas mãos se moviam rápido: uma na base, outra na glande, torcendo, apertando, o polegar passando com força pelo freio a cada segundo. O ritmo era irregular de propósito — rápido, depois lento, depois rápido de novo — deixando ele no limite o tempo todo.
— Agora pode gozar — murmurou ela, a voz rouca. — Goza pra mim. Quero ver.
Márcio não aguentou. O corpo inteiro tremeu. Jatos quentes e grossos explodiram com força. O primeiro saiu tão forte que acertou o peito dele e subiu até o queixo. Os outros foram caindo na mão dela, no pau, nas bolas, escorrendo pelos dedos. Marina continuou o movimento, mais lento agora, ordenhando cada gota, torcendo de leve a glande até ele tentar afastar o quadril de tanta sensibilidade.
Só então ela parou.
Márcio respirava pela boca, o peito subindo e descendo rápido, o pau ainda latejando, mole e completamente molhado de porra. Marina levantou a mão suja, mostrou os fios brancos escorrendo entre os dedos e passou a língua devagar por um deles, sem tirar os olhos dele.
— Técnica diferente. E você gozou mais do que da outra vez.
Ela limpou o resto na própria coxa, se levantou e ajustou o short.
— Continua virgem. Continua sem meter. E da próxima vez eu invento outra forma de te torturar.
Márcio ficou ali, ofegante, o gosto da frustração misturado com o alívio, a porra esfriando na barriga. Marina abriu a porta, olhou por cima do ombro e falou baixinho:
— Não limpa. Quero que você sinta o cheiro o resto do dia. Lembrando que a minha mão foi a única coisa que você ganhou.
A porta se fechou. O eco daquela técnica diferente ainda latejava na carne dele.