Oie! Está sendo muito bom vir descrever a minha história. Irei continuar por onde pude conhecer mais os desejos da Lais.
No começo da pandemia, todos estavam naquela rotina de trabalho e casa, nada de ficar andando à toa pela rua. Como eu morava com a minha avó, ela foi fazer uma pequena viagem para a casa da irmã dela, e eu aproveitei alguns dias para chegar do trabalho e me transformar na Lais.
Era uma sensação maravilhosa ser a mulher da casa, poder sentar na sala e assistir até a uma novela, risos. E as ideias foram aparecendo: entrava no bate-papo por telefone, conversava sobre vários assuntos picantes. No outro dia, coloquei um conjuntinho de dormir e andava pela casa com a poupa da bunda toda de fora. Eu estava demais, muito gostosa! A madrugada ia chegando e lá estava eu, sozinha em casa, entrando no chat da UOL. O tempo foi passando, até que entrei no reservado com um homem que pediu cam. Como eu estava sozinha, pude aproveitar: conversamos muito e fiz minha voz bem feminina, o que ele adorou. Mostrei naquela noite todo o charme da Lais.
No outro dia fui para o trabalho, mas com a cabeça bem longe, pensando logo em chegar em casa para poder usar aquelas roupas. Mas uma coisa era certa: a Lais queria aproveitar mais. Eu sabia que esse momento podia acontecer, mas se passaram anos e, naquele dia, pensei: por que não tentar? Tinha receio de não conseguir, mas como admiro e desejo as mulheres, achei que, sendo uma trans, ela iria me compreender, ainda mais aceitando o meu fetiche que era me vestir. Entrei em um site de acompanhantes e fiquei até perdido naquele momento. Eram muitas trans lindas, cada uma com suas vontades, até que vi uma ruiva branquinha, muito linda. As fotos dela eram maravilhosas, dei uma lida no perfil e lá dizia: 'Adoro fazer feminização'. Pronto, estava tudo perfeito, era o que eu queria! Liguei para ela — claro, como ele — e contei sobre a minha fantasia. Porém, na sexta ela não podia, então marcamos para o sábado à noite, por volta das 22h.
Aquela sexta parecia que não passava! Chegando em casa, tentei relaxar, entrei no chat para passar o tempo, mas estava muito ansioso para ir ao apê dela. Trabalhei no sábado até as 14h e passei a tarde em casa me preparando: hidratava minha pele com cremes, tomei um banho de princesa, risos... Preparei uma mochila onde levei dois looks: uma calça legging preta, um shortinho jeans que era da minha mãe (e que, modéstia à parte, ficava perfeito em mim), uma blusinha verde, rasteirinha, meu chinelo plataforma e os acessórios. Saí de casa com a ansiedade a mil. Fui dirigindo e parecia que eu estava sendo viciado/vigiado, era muita adrenalina, mesmo eu indo normal até lá.
Cheguei ao bairro onde ela morava, no Carlos Prates, em BH. Parei o carro em frente ao prédio dela e mandei mensagem avisando que tinha chegado. Ela, super atenciosa, me recebeu muito bem. Conversamos e ela iniciou o processo de maquiagem. Naquele dia aprendi muita coisa com ela! Fiquei irreconhecível, parecia mesmo que eu era trans e que éramos amigas. Conversa vai, conversa vem, contei para ela que estava me sentindo tão bem que seria um sonho poder ir à rua assim. Ela, na mesma hora, virou para mim e disse: 'Como você marcou comigo 3 horas, por que não? Vamos lá dar uma volta! Aproveito e compro um cigarro para mais tarde, e depois teremos mais tempo quando voltarmos.'
Fiquei muito feliz nesse momento! Porém, ela me pediu para não ir com o shortinho jeans, pois eu estava muito exibida, e sugeriu que eu fosse com a legging preta. Fiz como ela falou: estava de calça legging preta, blusinha, minha peruca loira e de rasteirinha. Ela, um amor de pessoa, ainda me emprestou uma bolsa para eu colocar meu celular e carteira.
Descemos as escadas do prédio. Que sensação gostosa! Eu ainda estava usando a máscara de COVID, o que me deu até um alívio, mas estava tão gostoso aquele momento, eu toda feminina podendo andar assim na rua! Entrei no carro e fomos até o bar que ela conhecia. Eu fechei o vidro, mas ela virou e disse: 'Amiga, sente o ar entrando, não tem que se esconder de ninguém.' Acabei esquecendo o medo.
Parei o carro perto do bar, saímos e entramos as duas. Ela comprou o cigarro e os homens ficaram todos olhando para a gente. Quando saímos, ela falou: 'Olha para trás, estão todos olhando para a nossa bunda', risos. Chegando ao apartamento dela, tinha um motoboy esperando alguém. Acredite ou não, eu nem máscara usava mais! Ele nos deu boa noite e nós respondemos. Deixei minha chave cair e vi que ele deu uma olhada quando fui pegar; ela adorou essa cena, risos! Subindo as escadas, uma moça descendo — que devia ser quem pediu a entrega — cumprimentou nós duas. Naquele momento percebi que ninguém ligava se eu era a Lais, CDzinha ou trans.
Entramos no apê, ela veio me beijando e disse que iria fazer tudo o que eu pedisse. Virei para ela e disse: 'Quero que me faça ser sua puta na cama.' Nossa, que momento! Ela me beijando e, de repente, me pede para agachar no chão e começar a chupar. Depois virou para mim e disse: 'Você, Lais, mente muito! Disse que nunca fez, mas olha, sabe muito bem!' Fiquei tão feliz com aquele elogio que a devorei com a boca. Fomos para a cama, onde ela me colocou de quatro e me chupava todinha, praticamente me comia com a língua. Em questão de minutos, sinto ela passando um gel no meu cuzinho e, quando vejo, estou lá de quatro, rebolando nela. Foi uma delícia, tanto que fiquei chateado quando já estávamos finalizando as 3 horas.
Tomei um banho e, no banheiro, pensei: por que não ir embora para casa feminina? Já era quase 1h da manhã e não tinha ninguém em casa mesmo. Pedi para ela retocar minha maquiagem e me vesti, mas desta vez com meu shortinho jeans e o chinelo plataforma. Me olhei no espelho e estava muito puta: minhas coxas todas de fora e meu rabo enorme! Me despedi dela e fui até o meu carro. Chegando lá, pensei: 'Estou com sede.' Criei coragem e voltei àquele bar, queria ser olhada, queria mesmo me exibir. Parei o carro em frente ao bar e vi que tinha só o dono e um cara tomando cerveja. Desci sem máscara, pedi uma água e chiclete e saí de lá rebolando. Olhei para trás e eles estavam olhando... Que delícia de sensação! Mas eu ainda queria mais, estava aproveitando tudo aquilo, era tudo novo.
Saí daquele bairro e fui até Contagem, em um lugar onde eu sabia que ficavam algumas mulheres e trans fazendo programa. Passei algumas vezes até que uma trans fez sinal para o meu carro — mas ela nem sabia que eu era CDzinha. Abri o vidro e perguntei: 'Você curte CDzinha?' Ela respondeu na hora que não importava. Entrou no meu carro. Ela era uma morena com sotaque da Bahia, muito simpática e educada também. No caminho, começou a colocar a mão na minha perna e a me chamar de gostosa... Nossa, quase nem conseguia dirigir!
Chegamos ao motel, pegamos um quarto e que momento, que sábado! Duas trans em uma noite, a Lais estava extravasando! Ela veio para cima de mim, tinha um pau maior, mas pensei: 'Já dei conta hoje, consigo novamente.' Ela me devorou, me fez de puta e ainda dava tapas na minha bunda. Ficamos lá 30 minutos, paguei o motel e a parte dela também. No caminho, ela pediu para deixá-la no mesmo local, e fomos. Chegando à rua, ela disse que, quando eu quisesse, era só ir lá porque ela sempre estaria ali. Do nada, perguntei: 'Você vai ficar aqui até que horas? É quase 2h da manhã.' Ela respondeu: 'Parando um cliente, eu vou, e mais tarde vou para casa.' Criei coragem e falei: 'Você deixa eu ficar com você conversando ali? Não quero atrapalhar.' Ela disse: 'Claro, só não vai roubar meus clientes!', e eu ri muito, risos.
Gente, que delícia estar naquela rua com ela! Levantei o shortinho, deixei minha bunda toda de fora. Os carros passavam e buzinavam para a gente, até que um carro parou e veio chamar a gente. Para minha surpresa, o homem queria a mim, risos! Acompanhante disse que já ia embora, então o cara acabou indo com ela. Despedi-me dela e fui para o meu carro.
Entrei no carro, respirei e disse: 'Vou para casa, senão apronto e não respondo por mim!' Cheguei à rua de casa quase 2h30 da manhã, olhei para todos os lados, fui abrir o portão e voltei correndo para o carro — acho que ninguém me viu. Tomei um banho, coloquei uma camisola e dormi. No outro dia, estava sem acreditar no que tinha feito, mas sabia que a Lais tinha que se aventurar, ela tinha suas necessidades.
Meus amores, no próximo conto espero vocês. Beijos!
