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Eu acho que a minha vizinha é algum tipo de criatura sobrenatural...

Um conto erótico de Haedrig
Categoria: Heterossexual
Contém 3954 palavras
Data: 15/09/2026 08:06:20
Última revisão: 19/09/2026 17:06:09

Sempre achei que minha vizinha fosse uma garota estranha.

Não estranha no sentido de ser tímida, nerd ou qualquer outra coisa do tipo. Estranha mesmo. Daquele tipo que faz você olhar duas vezes e pensar que existe alguma coisa ali que não consegue explicar. Como uma sombra acompanhando-a.

Aqueles olhos nunca me enganaram. Desde a primeira vez que vi Sabrina, tive a sensação de que havia alguma coisa errada com ela. Não sabia dizer exatamente o quê, mas aquela mulher escondia alguma coisa.

Ao longo do tempo, com a ociosidade da mente, tive algumas suspeitas. Algumas descartei. Outra, no entanto, eu ainda precisava provar para mim mesmo que era mentira.

Sabrina morava sozinha, era extremamente bonita, tinha hábitos noturnos. Recebia homens com uma frequência que, admito, sempre me chamou a atenção. E parecia ter uma facilidade absurda para chamar a atenção de qualquer homem que cruzasse seu caminho, sem precisar fazer praticamente esforço algum.

Para completar, tinha um gato preto chamado Salém.

Sim, SalémEntendeu, certo? Não quero ficar explicando que focinho de porco não é tomada!

Algumas vezes, eu a via sair de casa de madrugada. Outras, voltava quando o restante do condomínio já estava completamente silencioso. É claro que nenhuma dessas coisas, isoladamente, provava absolutamente nada.

Uma mulher bonita podia morar sozinha. Uma pessoa podia gostar de sair à noite. Ter um gato preto não era crime. E receber homens em casa definitivamente não era prova de que ela escondesse algum segredo.

Eu sabia disso. Ainda assim, alguma coisa naquela mulher não me convencia. Foi por isso que comecei a investigar.

Decidi começar pela hipótese mais óbvia: vampira.

Não que eu realmente acreditasse nisso. Era apenas o primeiro item da minha lista. Passei a observar Sabrina durante o dia.

Ela não usava protetor solar. Caminhava sob o sol tranquilamente e nunca demonstrava a menor preocupação com a possibilidade de ser reduzida a cinzas.

Aquilo me pareceu bastante conclusivo. Além disso, nunca a vi evitando espelhos, dormindo dentro de um caixão ou demonstrando qualquer aversão a alho.

Vampira: descartada.

Passei para a segunda possibilidade: lobisomem.

Dessa vez, esperei pelas noites de lua cheia. Ela continuava agindo normalmente. Não desaparecia misteriosamente.

Não apresentava comportamento agressivo. Não uivava. Não havia pelos crescendo em lugares estranhos. E, até onde eu conseguia perceber, não tinha qualquer problema com prata.

Comecei a ficar frustrado.

Minha investigação estava eliminando as hipóteses numa velocidade preocupante. Por fim, cheguei a uma conclusão que considerei bastante importante: ela também não tinha cheiro de cachorro molhado.

Lobisomem: descartada.

A terceira hipótese parecia muito mais promissora: bruxa.

Afinal, Sabrina tinha um gato preto, o nome dele era Salém. E o nome dela era Sabrina.... um gato preto... Sabrina...

Eu sei, parece idiota, tão óbvia que chegava a ser ridícula.

Sabrina e Salém.

Por algum motivo eu passei a achar tudo isso absurdo, por que desconfiar de Sabrina?

Eu deveria parar com isso tudo e voltar para os remédios.

Aquilo era absurdo.

Mesmo assim, comecei a prestar atenção em alguns detalhes. As luzes do apartamento dela permaneciam acesas até tarde. Às vezes eu escutava barulhos que não conseguia identificar. Certa vez, vi pela janela um objeto que não reconheci.

Nada disso significava absolutamente nada. Não encontrei poções, feitiços, pentagramas ou qualquer outra coisa que pudesse servir como prova.

Bruxa: suspeita, mas sem provas.

Eu já tinha ido longe demais. Mas, se eu já havia começado, não fazia sentido parar ali.

Passei a considerar outras possibilidades: fantasma, banshee, fada, sereia, demônio. E algumas criaturas que provavelmente nem mereciam estar naquela lista.

Fui eliminando uma por uma, algumas eram absurdas demais para investigar. Outras simplesmente não combinavam com Sabrina. Até que, durante uma das minhas pesquisas, encontrei uma criatura cuja descrição me fez juntar algumas peças.

Quanto mais eu descobria sobre ela, mais a comparação com Sabrina parecia fazer sentido. Era uma criatura associada à sedução, aparecia durante a noite. Era descrita como extremamente atraente. Costumava se aproximar de homens. E, dependendo da versão da lenda, alimentava-se da energia vital de suas vítimas.

Acho que pode ser isso, súcubo.

Ok, admito, estava fissurado em acusar a minha vizinha de ser alguma criatura mitológica.

O problema é que Sabrina também começou a prestar atenção em mim.

Ela passou a conversar comigo com mais frequência. No começo eram apenas cumprimentos rápidos no corredor. Depois vieram pequenas conversas, comentários sobre o condomínio, perguntas sobre coisas completamente banais.

E havia os sorrisos, ela sorria quando me encontrava. Às vezes, sustentava o olhar por alguns segundos a mais do que seria necessário. Eu tentava agir normalmente, mas aparentemente não estava fazendo um trabalho muito bom.

— Por que você fica tão estranho perto de mim? — Sabrina me abordou no corredor com essa pergunta assim que me viu.

— Estranho? — eu quase me engasguei, não esperava isso, não esperava essa situação, eu não calculei direito.

— É, você fica um pouco nervoso.

— Não estou nervoso, nem estranho.

Ela sorriu, aquele sorriso me deixou ainda mais paranoico. Comecei a evitar ficar sozinho com ela. Não porque tivesse medo dela.

Bem...

Talvez tivesse. Mas havia outro problema. Eu estava cada vez mais atraído por Sabrina. Eu não deveria me atrair por ela, estava procurando motivos para crucificá-la, como poderia me atrair por um ser pecaminoso e infernal?

Sempre que me pegava pensando nela, encontrava uma explicação conveniente, era o poder de uma súcubo.

Claro que era, óbvio que era, só podia ser!

Minha vizinha é uma súcubo!

Porque era muito mais fácil acreditar que uma criatura sobrenatural estava manipulando meus desejos do que admitir que eu simplesmente achava minha vizinha irresistível.

Quanto mais ela demonstrava interesse, mais convencido eu ficava de que ela havia descoberto minha investigação. E, se ela realmente fosse uma súcubo, eu tinha um problema muito maior do que simplesmente estar apaixonado pela vizinha.

Foi então que, num certo dia chuvoso, encontraram um homem morto no condomínio. A notícia se espalhou rapidamente, no começo, ninguém sabia exatamente o que havia acontecido. Depois surgiu a explicação de que ele era um mendigo ou um bêbado que provavelmente havia morrido por causa do frio.

Aquilo não me convenceu, não sei explicar. Eu sabia que Sabrina tinha envolvimento nisso.

Aqui vão alguns detalhes: ele havia sido visto no condomínio antes de morrer e, para piorar, alguém comentou que ele havia conversado com Sabrina. Aquilo foi suficiente para minha imaginação fazer o resto do trabalho.

Homens entrando no apartamento dela. Alguns que eu nunca mais via. As saídas durante a madrugada. Aquela facilidade absurda que ela tinha para atrair atenção. E agora um homem morto dentro do condomínio. Tudo começou a se encaixar de uma maneira assustadora.

Talvez ninguém tivesse percebido o que realmente aconteceu. Talvez Sabrina estivesse fazendo exatamente aquilo que as lendas diziam que uma súcubo fazia. Alimentando-se dos homens que se aproximavam dela.

Sabrina já estava de olho em mim e estava cada vez mais descarada. Conversava por mais tempo, sorria, fazia perguntas e sustentava o olhar por alguns segundos. Depois de tudo que havia descoberto, comecei a interpretar cada gesto de maneira diferente. Pensei até que ela já tivesse escolhido sua próxima vítima.

E, se Sabrina realmente fosse uma súcubo, quem seria o próximo homem a entrar no apartamento dela?

Eu?

A ideia me deixou horrorizado. Eu deveria ter me afastado. Deveria ter evitado Sabrina completamente. Deveria ter esquecido aquela história e deixado a polícia cuidar do resto. Mas não fiz nada disso. Continuei me deixando levar.

Parte de mim queria descobrir a verdade.

Outra parte queria descobrir o que aconteceria se eu deixasse Sabrina se aproximar.

E havia uma terceira parte, muito mais difícil de admitir, que simplesmente queria ficar perto dela.

Minha curiosidade venceu meu medo, mais uma vez. Foi no elevador que Sabrina finalmente resolveu perguntar, estávamos sozinhos.

— Você está estranho comigo.

— Acho que você está imaginando coisas.

— Então por que você fica me olhando desse jeito?

O elevador continuava subindo lentamente, e eu começava a desejar que ele fosse muito mais rápido.

— Fiz alguma coisa? — Sabrina cruzou os braços.

— Não.

— Então o que está acontecendo?

Eu poderia ter inventado qualquer desculpa. Poderia ter dito que estava cansado, preocupado com alguma coisa ou simplesmente que ela estava enganada. Mas eu já tinha ido longe demais.

— E aqueles homens?

— Que homens? — ela franziu a testa.

— Os que entram no seu apartamento.

Por alguns segundos, Sabrina apenas me encarou.

— Você está perguntando isso por quê?

— E o homem que encontraram morto?

— Você acha que eu tive alguma coisa a ver com aquilo?

— Eu não disse isso.

— Mas está pensando.

Fiquei em silêncio.

— Eu não matei aquele homem — Sabrina riu.

Tentei argumentar contra ela, explicar tudo o que havia descoberto. Falei sobre as suspeitas que acumulei ao longo dos últimos meses, vampira, lobisomem. O comportamento dela, o gato Salém e algumas coincidências também me fizeram suspeitar de bruxaria. Por fim, depois de pesquisar outras criaturas sobrenaturais, cheguei à conclusão de que ela poderia ser uma súcubo.

Seus olhos nem tremeram quando eu falei a palavra súcubo.

Num lapso de consciência, percebi que quanto mais eu falava, pior tudo parecia. Sabrina não parecia assustada. Parecia estar tentando entender até onde aquela história tinha chegado.

— Você está me investigando?

— Não... exatamente... — meu rosto esquentou.

— Você realmente acha que eu sou uma súcubo? — ela começou a rir.

Eu poderia ter negado. Era a minha última oportunidade de fingir que aquilo tudo não passava de uma enorme idiotice.

— Acho.

Sabrina ficou séria. Eu esperei que ela dissesse alguma coisa. Em vez disso, ela começou a rir, perdendo completamente a compostura.

Riu tanto que chorou, se curvava para frente como se estivesse com o estômago doendo, rindo até a barriga doer. Eu fiquei parado, desejando que o elevador abrisse logo.

— Você está falando sério? — ela perguntou entre risadas.

Assenti. Isso só fez Sabrina rir ainda mais. Quando finalmente conseguiu se controlar, ela respirou fundo e me encarou.

— Você é muito estranho, cara.

As portas do elevador abriram. Sabrina saiu. Eu achei que aquilo tinha acabado, então ela se virou para mim.

— Já que você está tão curioso... — ela fez uma pequena pausa. — Quer entrar no meu apartamento?

Fiquei parado no corredor, o mundo pareceu parar por um instante. Ela esperava minha resposta com um sorriso no rosto. Eu sabia que deveria dizer não. Depois de tudo que havia imaginado, entrar voluntariamente no apartamento de uma mulher que eu suspeitava ser uma criatura sobrenatural era uma péssima ideia.

Mas eu queria saber.

Talvez fosse a chance de finalmente descobrir que estava errado.

Assim que a porta se fechou atrás de mim, senti uma estranha mudança no ambiente. Não sabia explicar. Era um apartamento normal, ainda assim, alguma coisa me deixou desconfortável.

— Está com medo? — Sabrina passou por mim tranquilamente e olhou para trás.

— Não...

— Está mentindo.

Fiquei parado no meio da sala, sem saber exatamente o que fazer ou o que falar, enquanto caminhava tranquilamente pelo apartamento sem tirar os olhos de mim.

Aquela sensação estranha começou a crescer. No começo, pensei que fosse apenas ansiedade, meu corpo parecia quente, minha respiração ficou mais pesada. A cabeça começou a ficar estranhamente leve, como se meus pensamentos estivessem se afastando uns dos outros. Eu ainda conseguia pensar, mas era cada vez mais difícil organizar qualquer coisa.

— Está tudo bem? — Sabrina se aproximou com um sorriso malicioso no rosto.

— Sim, estou...

Pelo menos, achei que estava. Alguma coisa estava acontecendo comigo. Meus sentidos pareciam diferentes. Os sons chegavam abafados, enquanto cada movimento dela parecia chamar minha atenção de uma maneira quase hipnótica.

Aquele cheiro, aquele sorriso. A maneira como ela me olhava. Tentei me convencer de que era apenas nervosismo. Era como se alguma coisa estivesse mexendo lentamente com meus sentidos, deixando minha mente nebulosa e meu corpo cada vez mais excitado.

Sabrina se aproximou mais um pouco, eu deveria ter recuado. Em vez disso, quando ela ficou diante de mim, simplesmente perdi o pouco controle que ainda tinha.

Agarrei-a e a beijei. Eu esperava que ela me empurrasse, talvez me desse um tapa no rosto. Qualquer reação que me fizesse perceber que havia cometido um erro.

Mas nada disso aconteceu, Sabrina não me afastou, ela retribuiu o beijo, me puxou para mais perto. Nossos corpos ficaram colados, os dedos dela passaram pela minha nuca e depois pelo cabelo.

Porra, aquilo não foi um beijo normal, eu já estava tomado por algo que não compreendia, e ela parecia gostar da minha atitude, ela sorria enquanto me beijava. Foi dentes e língua, uma luta por uma dominação que eu tinha a sensação que iria perder. Com a mão ainda no meu cabelo, ela puxou a minha cabeça para trás para morder o meu lábio inferior. Uma dor mais deliciosa que aguda irradiou por todo o meu rosto. Senti meu pau endurecer por dentro da calça.

Não, na verdade, desde o elevador eu já estava estranho, já sentia um desejo por ela, meu pau já estava querendo se libertar há um tempo. Mas neste momento atual, chegava a doer entre as pernas.

Tudo em Sabrina, desde o som do seu suspiro ofegante até à maneira como as suas unhas roçavam o meu couro cabeludo, me deixava completamente insano. Com um movimento brusco, a afastei o suficiente para lhe rasgar a blusa. Os botões saltaram, batendo na parede e no chão, o barulho dos pequenos objetos quicando no chão contrastava com o riso agudo de Sabrina.

O sutiã de renda preta que se revelou mal continha os peitos dela, e eu não perdi tempo. Ainda incompreendido de onde tinha tirado tanta força, eu rasguei o seu sutiã também. O tecido cedeu pela força e os peitos dela libertaram-se, perfeitos e convidativos, tão redondos, tão grandes que a aréola rosada chegava a brilhar diante dos meus olhos. Me curvei, levando um deles à boca, sugando-o com força, usando a língua para o delinear enquanto ela gemia e sorria, arqueando as costas para me dar mais acesso. O sabor da pele dela era salgado, limpo, parecia quente, a temperatura do seu corpo parecia aumentar.

E eu queria mais. Muito mais. A minha descida foi frenética. Beijei e mordi a barriga dela, sentindo os músculos contraindo-se sob os meus lábios. As minhas mãos encontraram o fecho da saia e puxei para baixo juntamente com a calcinha num só movimento impaciente. Fiquei de joelhos à sua frente, o rosto a poucos centímetros da sua buceta.

Se eu tinha um pouco de consciência, um pouco de sanidade ou bom senso, foi tudo embora com aquele cheiro.

Aquele aroma era avassalador, um perfume maldito, desgraçado, infernal e feminino que no momento em que entrou nas minhas narinas, teve o mesmo efeito que uma droga. Fiquei sem fôlego, a cabeça rodou e tudo o que vinha na minha mente era que precisava de Sabrina, precisava chupá-la, precisava fodê-la.

Sem hesitar, agarrei-a pelas coxas e afastei-as. A minha língua encontrou o meio das suas pernas. Chupei sua buceta como um animal, sem técnica, só com pura necessidade. Eu agia como um primata, um homem das cavernas movido apenas pela necessidade do prazer.

Provei o mel que escorria, senti o clitóris dela inchando, pulsando contra a minha língua. Ela afastou um pouco mais as pernas e passou a rebolar na minha boca, pressionando cada vez mais forte minha língua contra seu sexo.

A minha língua entrou nela, explorando, enquanto ela gemia cada vez mais alto, os sons se tornaram mais altos, mais desesperados. Me levantei abruptamente, o meu coração errava as batidas e eu sentia o calor crescendo a cada segundo. Abaixei minhas calças de uma vez, libertando-me do desconforto. Finalmente, me senti aliviado, meu pau pulsava e batia contra a barriga de Sabrina, melando-a um pouco com o pré-gozo.

Sabrina alternou o olhar entre minha pica e meu rosto melado. Se aproximou e me beijou novamente, fazendo a cabeça do meu pau roçar em seu clitóris melado. Mas logo se afastou quando tentei penetrá-la. Ela agarrou a gola da minha camisa e me puxou até o quarto, tiramos as peças de roupas trilhando o caminho. Ela recostou-se na cama, abrindo as pernas para mim. Avancei, me alinhando com a entrada de sua buceta e meti nela de uma só vez.

O grito dela foi de prazer. Sua intimidade me apertou, parecia sugar meu pau para mais fundo. Comecei a foder, sem piedade, como o bastardo filho da puta que ela me fazia sentir. Cada metida era profunda, forte, fazendo os nossos corpos baterem um contra o outro com um som obsceno, molhado e nada rítmico. As suas pernas se enrolaram na minha cintura, me puxando para dentro, cada vez mais fundo.

Ela sussurrou no meu ouvido pedindo mais, gemendo, me levando a loucura. E eu obedecia, meu corpo estava no automático, queria foder ela até o dia seguinte, queria foder ela a semana inteira, queria aquela buceta me apertando e me fazendo ir ao delírio com o seu calor para sempre.

Para sempre, para sempre.

Nunca mais queria sair de lá, nunca mais queria sair de sua buceta. Num movimento rápido, ela inverteu as nossas posições. De repente, eu estava deitado de costas e ela estava por cima de mim, me dominando por completo. Ela cavalgou no meu pau com uma força que me deixou sem ar, sem reação alguma. Seu quadril subia e descia com força, fazendo a cama ranger, achei que iria quebrar se ela continuasse daquele jeito. Eu agarrei seus peitos, apertando os bicos com os dedos, beliscando os mamilos duros enquanto ela se movia e gemia cada vez mais alto. O cabelo caía sobre o rosto dela, colado ao suor, os olhos estavam fechados em concentração, a boca ligeiramente aberta. Era a visão mais depravada que eu já tinha visto.

E por um momento, imaginei em como havia chegado naquela situação. Sabrina, minha vizinha, a quem investiguei por meses achando que era algum tipo de criatura mitológica, estava cavalgando no meu pau feito louca.

Acho que isso me leva ao diagnóstico: ninfomaníaca gostosa para um caralho.

No restante do dia, fodemos em todas as posições possíveis. De quatro, com ela me olhando por cima do ombro, com ela abrindo a bunda e me provocando com seu cuzinho apertado. Os seus gritos enchiam o quarto. De lado, com uma perna sobre mim, permitindo um ângulo para eu fodê-la ainda mais fundo que a fez gritar o meu nome. Contra a parede, com as pernas dela enroladas à minha volta enquanto eu a sustentava, cada movimento uma luta contra a gravidade e contra o nosso próprio limite. O quarto cheirava a sexo, a suor e a nós.

A cada minuto que passava, eu sentia-me mais fraco. Os meus músculos ardiam, a respiração era ofegante, mas a adrenalina e o prazer me mantinham em pé. Sabrina parecia inesgotável, uma força da natureza que eu estava desesperado por conter. Ela estava no comando, ditando o ritmo, a profundidade e a intensidade. Eu era apenas um instrumento para o seu prazer, e eu adorava cada segundo. Finalmente, ela parou, olhando para mim de cima.

— Goza — ela ordenou. — Goza dentro de mim. Agora.

A sua autoridade foi o que me quebrou. O prazer acumulado explodiu dentro dela, jorrei todo meu esperma, uma onda de calor que se concentrou no meu pau e se espalhou por todo o meu sistema nervoso. O meu corpo arqueou enquanto o orgasmo me devastava. Gozei, gozei dentro dela como ela mandava, jatos quentes e espessos a encherem-na enquanto ela se contraía à volta de mim.

Ela mandava e eu obedecia, foi assim durante todo o tempo.

Fiquei imóvel por baixo dela, ofegante, completamente esgotado, enquanto ela se recostava no meu peito, o seu coração batendo contra o meu. O silêncio que se seguiu foi pesado, satisfeito. Eu estava fraco, gasto, mas também estranhamente em paz. Sabrina tinha me consumido por completo, e não havia lugar onde eu preferisse estar.

Quando consegui recuperar um pouco da consciência, Sabrina estava rindo, fiquei olhando para ela, ainda tentando entender o que estava acontecendo.

— Por que você está rindo?

Ela não respondeu imediatamente. Apenas me observou por alguns segundos, com aquele mesmo sorriso que eu havia aprendido a temer.

— Porque é estranho pensar que um esquisito como você conseguiu descobrir o meu segredo — ela inclinou a cabeça.

Meu coração disparou, Sabrina sorriu ainda mais.

— Você esteve certo sobre mim esse tempo todo — Sabrina se aproximou novamente, sussurrando no meu ouvido numa tranquilidade assustadora. — Eu poderia ter consumido toda a sua energia.

Olhei para ela, confuso.

— Mas eu deixei um pouco, o suficiente para você viver uma vida miserável.

Tentei me mexer, apoiei as mãos e tentei levantar o corpo. Sem sucesso. Meus braços mal obedeceram. Olhei para as pernas e tentei movê-las. Foi nesse momento que o medo realmente tomou conta de mim.

— O que você fez?

— Deixei energia vital suficiente para manter você vivo — ela sorriu. — Não o suficiente para devolver suas forças.

— Então você realmente era...

— Uma súcubo — ela começou a se vestir. — Sabe, em uma situação normal, eu teria sugado toda a sua energia e te matado, mas você gastou tempo demais dessa sua vidinha miserável tentando descobrir o que eu era, e essa é a minha recompensa para você.

Fiquei olhando para ela, tentei falar, mas a voz não saía mais.

— Você vai ficar preso nesse corpo para sempre, incapaz de andar, falar e de sentir qualquer coisa.

Tentei novamente me levantar, foi inútil. Uma dor excruciante irradiou do meu peito para todo o meu corpo.

— Você prefere morrer? — Sabrina me encarou.

Assenti, ela abriu um sorriso.

— Que pena, não vou dar esse prazer a você — ela se aproximou da porta. — Você vai continuar vivo, vai precisar de outras pessoas para cuidar de você, e vai passar muito tempo pensando em como você foi um idiota que tirou sarro da minha cara.

Antes de sair, Sabrina olhou uma última vez para mim.

— Você queria tanto descobrir a verdade — sorriu. — Agora já sabe, e essa é a sua punição, garoto esquisito.

A porta se fechou e eu fiquei sozinho.

Ainda tentei me levantar, sem sucesso. As últimas forças gastei me arrastando pelo chão como o verme que Sabrina havia me transformado. Meu corpo mal respondia, mas consegui me arrastar até a porta. Talvez ainda houvesse uma chance de alcançá-la. Talvez ela ainda estivesse no corredor. Com muito esforço, consegui chegar até lá.

Quando empurrei a porta, porém, o corredor estava vazio.

Sabrina já havia desaparecido. Porém, outros moradores me encontraram como um parasita rastejando pelos corredores. A ambulância foi chamada e ouvi os médicos falando sobre o meu diagnóstico, um AVC invisível.

Maldito sejam esses humanos tão burramente ignorantes. Como não podem ver uma verdade escancarada diante deles?

As semanas passaram, e eu continuei vivo. Meu corpo, porém, nunca recuperou as forças. No começo, ainda acreditava que aquilo seria temporário.

Acabei acamado, dependia de outras pessoas para praticamente tudo.

Às vezes, conseguia vê-la, Sabrina passando pelo corredor. Sabrina olhando para minha janela. E até ela me observando bem de perto, durante a noite. Seus olhos brilhavam no meio do escuro como o fogo do inferno.

Eu nunca sabia se ela realmente estava ali ou se minha mente já havia começado a misturar realidade e sonho, pois, escutando das pessoas ao meu redor, Sabrina sumiu sem deixar rastros.

Mas eu a via, ela também me visitava enquanto eu dormia. Nos meus sonhos, ela estava sempre presente. Às vezes sorria. Às vezes apenas me observava. E, algumas noites, eu acordava convencido de que havia escutado sua risada.

Durante meses, achei que minha maior conquista seria provar que Sabrina era uma criatura sobrenatural. Passei tanto tempo tentando descobrir a verdade que acabei encontrando exatamente o que procurava.

Ela era uma súcubo.

Eu estava certo.

E agora teria o resto da vida para me arrepender disso.

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Foto de perfil de HaedrigHaedrigContos: 69Seguidores: 50Seguindo: 15Mensagem Um cara comum que escreve histórias não muito condizentes com a realidade. Email: ghaedrig@gmail.com

Comentários

Foto de perfil de Bayoux

Uma súcubo! Sabrina é uma súcubo!!!!

Muito boa a história, entrega tudo num só conto, tem mistério e boas pitadas de humor, é um final trágico perfeito! Havia uma máxima entre meus amigos: quem pergunta quer saber… então, ele soube, kkk

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Foto de perfil de Haedrig

Ele insiste tanto em investigar a verdade que a verdade destrói sua própria vida. As vezes viver na mentira é mais confortável, não?

UMA SUCUBOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO KKKKKKK

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Foto de perfil de Maísa Ibida

uai , muito mega show o teu texto vc cita, o Salém. sim, assistir todos capítulos de Sabrina na Netflix. então, voltando ao texto,fiz questão de não perder uma linha da narrativa, o sexo foi muito da hora mesmo mesmo mesmo, então texto votadssmo com selos de qualidades Maisa Ibida.

⚤

✔

㋡

Obs: preciso perguntar 2 do seu texto, mas há de ser no particular. ainda tá no clímax? lá há chat, digitei seu nome lá e não achei, caso tenha interesse procure o nome Ibida no ranking dos autores! Abraços

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Foto de perfil de Haedrig

Eu ri muito quando escrevia a parte do Salém kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Obrigado pelo comentário e pelos votos, um prazer ter você por aqui! :)

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Foto de perfil de Ryu

Desfecho sinistro.

Me lembrou o filme Skeleton key, com a Kate Hudson.

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Foto de perfil de Haedrig

Uma mistura de Skeleton Key com Bugonia, nasceu essa história.

Valeu! :)

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Foto de perfil genérica

Eu realmente amo contos e histórias que misturam terror e erotismo. Seu conto faz isso com perfeição... e vc escreve bem pra caramba. Seu conto é fantástico!!!! Vc mandou bem demais... tomara que escreva mais algumas histórias com essa pegada... vou adorar ler!!!

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Foto de perfil de Haedrig

Muito obrigado, Fernando! Eu tenho uma saga sobre uma bruxa milenar que está concluído e se te interessar, uma série sobre um harém apocalíptico no fim do mundo kkkkkk não tem nada extraordinário, apenas um vírus que matou 90% da população e que sofre mutações. Essa ainda está em andamento mas acho que tem uns quinze capítulos publicados.

E mais contos como esse virão, uns bem violentos, outros bem caóticos.

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Foto de perfil genérica

Já comecei a leitura sobre a saga de Gillian. Acabei começando pelo não pelo primeiro conto, mas já vou corrigir...kkkkk. Pareceu-me muito boa essa série. Vc leva muito jeito para elaborar histórias desse tipo... adorei hein!!!!

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Foto de perfil de Haedrig

Esse é apenas o começo, meu amigo. Com o atual e não oficial desafio de escrita, pretendo lançar uma série que estou elaborando há algumas semanas sobre horror cósmico, sobrevivência e arbóreo (terror de planta kkkkkk).

Também pretendo publicar uma outra série sobre possessões com uma entidade maligna e gostosa que pretende dominar o mundo.

E tenho outra sobre o espaço...

Porra são tantas ideias kkkkkkkkkkkkkk pena que sou apenas um para dar conta de escrever tudo isso...

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Foto de perfil genérica

Ahhh são todas ideias fantásticas. Estou empolgadasso com elas... Terror de planta? Acabei de lembrar o Kurama de YuYu Hakosho (estou citanto o anime kkkk).

Eu tenho uma trama na minha mente também... mas embora eu adore ler, tendo lido muito, desde terror (Stephen King principalmente) e erotismo, nunca consegui desenvolver bem a minha escrita. Bom minha ideia é uma conspiração necromante onde certos corpos são trazidos a vida através do sexo (necromancia e necrofilia... bem leve), só que são almas antigas que passam a habitar esses corpos... Até tentei desenrolar essa história no passado, mas ela funciona melhor na minha mente do que no papel...kkkkk.

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Foto de perfil de Haedrig

Uma ideia constitucionalmente questionável? Quero, por favor! Kkkkkkkkk

Às vezes o problema não é a ideia funcionar mal no papel, mas ainda não ter encontrado a forma certa de contar ela. Essa tem espaço para conspiração, horror sobrenatural, mistério e umas boas bizarrices no caminho. Quem sabe você não acaba tirando ela do papel um dia?

E como escritor, eu também tenho esses momentos, ideia demais e tempo de menos. Também acontece de ter um bloqueio criativo e ficar uns dias sem escrever. Mas quando a inspiração vem eu costumo escrever uns cinco textos de uma vez.

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Foto de perfil de Ryu

Comecei a escrever hoje uma pequena série de terror. Só pretendo publicar quando eu terminar e se eu achar q fiz algo minimamente bom para publicar.

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Foto de perfil de Haedrig

História de terror hoje, história de terror amanhã, história de terror para sempre!

Se puder dar uma palhinha, sou fissurado nesse tipo de história.

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Foto de perfil de Ryu

É difícil dar uma palinha sem dar spoiler.

Mas no conto do Bayoux Proibidos - O Chamado da Carne, tem uma conversa entre eu vc , o Ramsés e o Bayoux, que alguém cita um conto do PG Wolf sobre uma mulher achada na beira da estrada.

Isso não me saiu da cabeça e foi o start pra essa série q quero escrever ( só Deus sabe quando vou conseguir)

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Foto de perfil de Haedrig

Pois estarei aguardando ansiosamente!!!!!!!!!

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Foto de perfil de Mestredosexo

Hahahahaha

O que será então, quando as pessoas descobrirem que os fluídos trocados numa transa normal, permanecem vibrando cerca de 6 meses no corpo dos envolvidos?

Boralá trocar energias! 🤪

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Foto de perfil de Haedrig

E se bobear fica por nove meses kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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Foto de perfil de Bayoux

Fica por nove meses e sai chorando, kkkkk

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Listas em que este conto está presente

Desafio Pirata 4: Mucho Loco
Proposto pela Maísa Ibida, vamos ousar no caminho da ficção pesada e realidades distópicas. Queremos textos surreais, interessantes e provocativos, que desafiem a imaginação dos leitores.