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O Segredo do Condomínio: Amigos Revelados

Um conto erótico de Casal Apimentados
Categoria: Grupal
Contém 2109 palavras
Data: 15/09/2026 02:32:38

A gente conhecia o Fábio e a Deborah havia oito anos. Churrasco, aniversário de filho, jantar de sexta. Uma amizade normal, comum, sem nenhum segredo entre nós.

Ou era o que eu achava, até um sábado no shopping.

Prazer, somos o Casal Apimentados. Quem escreve sou eu, a Lúcia. Nomes fictícios, por motivos que qualquer casal liberal entende.

Eu: 1,72 de altura, loira natural, olhos verdes, seios fartos e umas coxas grossas que o meu marido adora. Quarenta e três anos, com uma buceta rosadinha que fica molhadinha só de pensar em sexo.

Ele, Jorge: negro, 1,85, corpo forte sem ser musculoso, mesma idade que eu. Com um pauzão de 20cm que me satisfaz toda noite, e que adora quando eu chupo até o final.

O Fábio e a Deborah são amigos de faculdade do Jorge. Ele branco, uns quarenta e cinco anos, cabelo grisalho, trabalha com contabilidade. Ela branca também, uns quarenta e três, professora de inglês, risada fácil, sempre organizada. Com uns seios maravilhosos e uma bunda que eu sempre admirei de longe.

Foi um sábado de outubro, no shopping perto de casa, que tudo mudou. Eu tinha ido comprar um presente de aniversário, sozinha, sem pressa, andando pelas lojas. E, na praça de alimentação, esbarrei com a Deborah.

Ela estava sentada numa mesa com um casal que eu não conhecia, e reconheci ela de longe pelo cabelo. Fui até lá pra cumprimentar, do jeito mais normal do mundo, sem pensar em nada além de "que coincidência boa".

E ela ficou branca quando me viu. Não foi surpresa de reencontro. Foi outra coisa. Ela levantou rápido, quase derrubando a cadeira, e veio na minha direção antes de eu chegar na mesa dela.

— Lú! Que bom te ver!

O tom estava errado. Alto demais, rápido demais.

— Oi, Deborah. Tudo bem?

— Tudo ótima! Estou aqui com uns amigos. — Ela olhou pra trás rapidinho. — A gente já estava de saída, na verdade.

Eu olhei por cima do ombro dela, sem entender a pressa. E vi o casal na mesa. Um homem e uma mulher, os dois na faixa dos quarenta, e o homem tinha a mão na perna da mulher de um jeito que não era só amizade.

E os dois estavam olhando pra gente com aquela cara de quem também não sabia o que fazer.

Eu não entendi na hora, juro. Achei que era só um flerte, uma coisa passageira, nada que dissesse respeito a mim.

A Deborah me arrastou literalmente pelo braço uns três metros dali, falando rápido sobre o presente que eu tinha comprado, sobre o filho dela que tinha entrado num time de futebol, qualquer assunto que enchesse o silêncio.

E foi aí que eu vi. No colo dela, dentro da bolsa aberta, tinha uma sacola de uma loja que eu conheço bem. Uma dessas lojas de produto erótico chique, com nome discreto e logo pequena, das que a gente frequenta há anos.

Eu não falei nada na hora. Só registrei.

Contei pro Jorge no jantar. Ele ficou paralisado com o garfo no ar.

— Tem certeza da sacola?

— Absoluta. Eu já comprei naquela loja.

Ele ficou quieto um tempo, processando.

— Não faz sentido. A Deborah? O Fábio?

— Eu sei.

— Eles são os mais tradicionais que a gente conhece.

E foi exatamente aí que eu tive um estalo.

— Jorge, será que é justamente por isso?

Ele me olhou sem entender.

— Pensa comigo. A gente conheceu o Ivan e a Camila numa casa de swing. Conheceu a Bianca numa academia, de forma orgânica. Todo mundo que a gente conheceu nesses anos, a gente descobriu por sinal, por conversa, por aproximação.

— E?

— E talvez tenha gente que faz exatamente o oposto do que a gente faz. Gente que constrói uma vida tão certinha por fora, exatamente pra ninguém nunca desconfiar.

Foi ela quem resolveu, três semanas depois. Me chamou pra tomar um café, só as duas, num lugar longe do nosso circuito habitual. E, assim que sentou, sem nenhum rodeio, ela falou:

— Você viu a sacola.

— Vi.

Ela respirou fundo.

— Faz seis anos, Lú. Seis anos que eu e o Fábio somos do meio, e ninguém da nossa vida sabe. Nem a minha irmã, nem a mãe dele, ninguém.

Eu fiquei calada, deixando ela continuar.

— A gente construiu tudo isso, o condomínio, o carro bom, a vida de casal exemplar, e é real, viu, a gente ama essa vida. Mas ela também virou uma armadura. Se a gente é o casal perfeito de fora, ninguém nunca vai desconfiar do que a gente faz por dentro.

E foi aí que ela riu, pela primeira vez desde que a gente sentou, um riso de verdade, de quem tira um peso enorme das costas.

— Vocês são do meio também, né? A gente sempre desconfiou, mas nunca teve certeza.

Eu quase derrubei o café.

— Como assim vocês desconfiavam?

— Um casal como vocês, tão à vontade um com o outro, sempre viajando sozinhos, sempre naquele clima. A gente comentava entre nós, brincando, sem imaginar que era sério.

Eu contei tudo pra ela ali mesmo. Os nove anos, o labirinto na feira, tudo.

Ela ouviu de boca aberta, rindo, chorando um pouco também, e no fim falou:

— Isso muda tudo.

O jantar dos quatro juntos, já sabendo, aconteceu duas semanas depois, na nossa casa. E foi completamente diferente de qualquer jantar que a gente já tinha tido com eles em oito anos de amizade.

O Fábio, que eu sempre vi como um homem quieto, sério, de contabilidade, apareceu outro naquela noite. Rindo mais alto, contando história que eu nunca tinha ouvido, com um brilho no olhar que eu simplesmente nunca tinha visto nele.

— Vocês não fazem ideia do alívio que é isso — ele falou, no meio do jantar. — Seis anos escondendo, sempre com medo de um deslize, de alguém descobrir sem a gente escolher contar.

— E por que vocês nunca chegaram perto de ninguém do próprio círculo? — o Jorge perguntou.

A Deborah respondeu, séria:

— Medo. Medo de julgamento, medo de mexer com a rotina dos filhos, medo de virar assunto no condomínio.

— E agora? — eu perguntei.

O Fábio e a Deborah se entreolharam. E foi ela quem falou, olhando pra mim direto:

— Agora eu queria saber se vocês topariam.

Eu não escondi a surpresa.

— Topar o quê exatamente?

— Sair com a gente. De verdade. A gente nunca fez isso com gente que já conhece da vida normal. Sempre foi só naquele grupo de fora, com gente completamente estranha.

O Jorge olhou pra mim, e eu olhei pra ele, e a resposta veio fácil, porque já fazia semanas que a curiosidade estava ali, guardada, esperando essa pergunta.

— A gente topa.

Combinamos pra um sábado, na casa deles mesmo, depois que os filhos foram passar o fim de semana com os avós.

E entrar naquela casa, aquela mesma sala onde a gente já tinha comido tantos churrascos, com aquela intenção diferente, foi uma sensação estranha nos primeiros minutos.

A Deborah serviu vinho, e os quatro ficamos sentados na sala de sempre, só que com um silêncio diferente no ar, o silêncio de quem sabe o que vai acontecer e está esperando o momento certo pra deixar acontecer.

Foi o Fábio quem quebrou. Sentou do meu lado no sofá, e falou baixinho:

— Posso?

E eu disse que sim. Ele me beijou devagar, ali mesmo naquele sofá onde a gente já tinha assistido jogo de futebol junto, e foi estranho e excitante ao mesmo tempo, essa mistura de familiaridade antiga com uma intimidade completamente nova.

Do outro lado da sala, a Deborah já estava com o Jorge, e ela ria baixinho, aquele mesmo jeito de risada que eu conhecia de tantos jantares, só que agora fazendo parte de outra coisa completamente diferente.

Fomos pro quarto deles, o mesmo quarto onde a Deborah uma vez me mostrou o vestido novo antes de uma festa, e aquilo deu um tempero especial pra tudo, essa camada de memória compartilhada em cima de uma coisa nova.

O Fábio, que eu sempre vi como o cara quieto de contabilidade, se revelou surpreendentemente decidido na cama, sabendo exatamente o que queria e pedindo com todas as letras.

— Tira essa porra de roupa, Lúcia. Quero te ver toda nua agora mesmo.

Ele me despiu com uma pressa contida, tentando manter o controle e falhando um pouco, o que achei charmoso, e me deitou naquela cama de casal comum, com o abajur ainda ligado, e ficou um bom tempo só me beijando antes de descer.

Quando ele finalmente desceu por mim, foi com uma dedicação que combinava com o jeito dele fazer as coisas, atento, cuidadoso, perguntando baixinho se estava bom.

— Sua buceta é maravilhosa, Lúcia. Tão molhadinha e gostosa.

Ele chupou meu com uma vontade que me deixou louca de tesão. A língua dele dançando no meu clitóris, me fazendo gemer alto. Do outro lado do quarto, a Deborah já estava chupando o pau do Jorge com uma sede de quem não fazia aquilo há séculos.

— Caralho, Deb! Sua boca é divina! — Jorge gemia, segurando a cabeça dela enquanto ela engolia todo o seu pauzão.

Eu gozei com as mãos apertando o lençol, ainda meio incrédula de estar ali, naquela casa, com aquele homem que eu conhecia havia oito anos de um jeito completamente diferente.

— Fode-me, Fábio! Mete esse pau na minha buceta agora, por favor!

Ele subiu, abriu minhas pernas e entrou devagar, olhando nos meus olhos. Cada centímetro era uma descoberta, uma surpresa. O ritmo dele foi aumentando, até que ele estava me fodendo com força, me fazendo gritar de prazer.

Do outro lado do quarto, a Deborah já estava de quatro, pedindo pro Jorge:

— Mete no meu cu, Jorge! Quero sentir teu pau no meu rabo agora!

Jorge não pensou duas vezes. Lubrificou o cu dela com dedos e entrou devagar, enquanto ela gemia alto. Em determinado momento, os quatro terminamos na mesma cama, embolados, rindo de vez em quando de alguma coisa boba, comentando entre um momento e outro, e aquilo tinha uma leveza diferente de qualquer outra noite que a gente já teve com casal novo.

Porque não era estranho novo nenhum. Era o Fábio e a Deborah, gente que a gente conhecia de verdade, com quem a gente já tinha choro compartilhado, já tinha comemorado aniversário de filho, já tinha ficado até tarde conversando sobre a vida.

A noite continuou com muita putaria. A Deborah e eu fizemos um 69 lindo, enquanto os dois homens assistiam e se masturbavam. Depois eles vieram e gozaram nos nossos rostos, nos corpos. A porra do Fábio era quente e abundante, cobriu meus seios enquanto eu lambia o resto da boca. Jorge gozou na boca da Deborah, que engoliu tudo sorrindo.

Tivemos uma dupla penetração deliciosa, eu com o Jorge no cu e o Fábio na buceta, gemendo como nunca, sentindo meus buracos sendo preenchidos por pau ao mesmo tempo. A Deborah me beijava enquanto isso, me passando a língua pelos seios, me mordiscando os mamilos.

E o meu marido me achou com o olho, como sempre acha, no meio daquela cama cheia, e sorriu de um jeito que eu conheço de cor.

Terminamos a noite os quatro na cama, sem pressa de se vestir, conversando sobre tudo, rindo da situação, da coincidência do shopping, da sacola que entregou tudo.

— Vocês não fazem ideia do alívio — a Deborah repetiu, já de madrugada, deitada de qualquer jeito. — Poder ser eu mesma na frente de gente que eu realmente gosto.

Fomos embora quase de manhã, e no carro o Jorge ficou quieto um tempo, sorrindo sozinho.

— Que foi? — perguntei.

— Nove anos, Lú. E a gente tinha um casal do meio bem debaixo do nariz o tempo inteiro.

— Eu sei.

— Quantos mais será que tem por aí?

Eu não soube responder, e ainda não sei.

Hoje a gente sai com o Fábio e a Deborah regularmente, e a amizade ficou mais forte, não mais fraca, o que eu não esperava.

E, todo domingo de churrasco no condomínio deles, com os filhos correndo e os outros vizinhos conversando de coisa banal, a gente troca um olhar rápido, os quatro, um olhar que ninguém mais naquela festa consegue decifrar.

E eu penso, vendo aquela cena tão comum por fora, em quantas outras pessoas ao nosso redor guardam a mesma coisa, esperando só o acaso certo pra deixar escapar.

Se você chegou até aqui, obrigada por ler. A gente escreve essas histórias do jeito que elas aconteceram, sem inventar muito, e é sempre bom saber que tem gente do outro lado. Se curtiu, segue a gente, deixa um comentário contando o que achou e dá uma olhada nos nossos outros contos, tem bastante coisa por lá.

Casal Apimentados

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Foto de perfil de Apimentados Apimentados Contos: 50Seguidores: 34Seguindo: 0Mensagem Casal de São Paulo que adora novas amizades 🌶️

Comentários

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Conto maravilhoso, super bem escrito.❤️❤️👏👏🔥🔥

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Amei a descoberta de vocês, tenho certeza que esses laços de amizade agora são mais fortes..

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Caras,

tese muito interessante..

Os segredos dos casais….

Deve ser bem legal, em tese.

Vou ler os outros textos de vcs e tentar me ver nessas situações.

Ufa!!!!

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