Com o tempo, a pressão não veio só do banco. O proprietário do apartamento apareceu pessoalmente numa quarta-feira no final da tarde. Bateu na porta, educado demais, e avisou que se o aluguel não fosse depositado até o final da semana, ele iniciaria o processo de despejo. Camila estava em casa. Ouviu tudo da cozinha. Quando o homem foi embora, ela ficou parada no corredor olhando para Danilo com uma mistura de medo e decepção que doía mais do que qualquer grito.
— Você me disse que o empréstimo tinha resolvido o mais urgente.
— Resolveu. Mas surgiram outras coisas...
— Que coisas, Danilo? Porque eu estou carregando essa casa sozinha e você some o dia todo, volta estranho, e agora a gente pode perder o apartamento?
Ele não teve resposta boa. Mentiu pela metade, falou em documentos atrasados, em burocracia da padaria antiga. Camila não acreditou de verdade, mas também não pressionou mais naquela noite. Só se virou na cama e dormiu de costas para ele.
No dia seguinte, ainda cedo, ele enviou mensagem para seu amigo mais uma vez, falando que as coisas ainda não estavam acontecendo como ele pensava, ao que Pedro respondeu prontamente:
Pedro: Nossa, cara! Complicou hein?! Vem aqui amanhã. A gente conversa. Tenho uma proposta.
Danilo chegou na casa de Pedro às 10:00h em ponto com o rosto fechado. Pedro abriu a porta usando um short de futebol, sem cueca, pau balançando, e sem camisa, o olhar azul direto.
— Entra. Vem comigo.
Pedro o conduziu até seu quarto. A luz entrava macia pela janela. Danilo tinha no rosto uma indagação porque estavam ali, ainda que no fundo ele já esperava. Pedro olhou nos olhos dele e falou sem rodeio:
— Dandan, vou ser direto. Eu posso te dar mais tempo e te empresto o dinheiro do aluguel... Em troca, a gente se toca de verdade. Sem frescura. Um sarro caprichado. A gente se chupa e goza. O que acha?
Danilo sentiu a raiva subir, e o frio na barriga misturado com o cansaço de quem já não tinha para onde correr. A imagem de Camila no corredor, o medo no rosto dela, o aviso de despejo, o sonho de ter seu próprio negócio de volta sendo ameaçado… tudo pesava.
— Puta que pariu! — A única coisa que conseguiu dizer entre os dentes.
Ele olhou pro teto com as mãos no rosto, olhou em volta... mas em sua mente não veio solução alguma, ou palavra alguma que fosse se opor àquela proposta. Por fim, ele assentiu. Nesse ponto, algo nele já estava perdendo as forças para tentar qualquer resistência.
Eles se despiram em silêncio. Pedro imediatamente se livrou do short. A roupa caiu no chão. Pedro direcionou Danilo pra cama e os dois acabaram deitados de frente um para o outro. Dessa vez, não apenas a rola de Pedro, mas a de Danilo também já estava dura....
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