Dio
Eu acordei com um grito, até perceber que quem estava gritando era eu, uma dor lancinante no meu anel.
Eu estava cheio de novo, mas dessa vez era como se tivesse um coração entalado dentro do meu canal, eu ainda estava na posição de papai e mamãe com Sam acima de mim me olhando, seu rosto em choque, então ele revirou os olhos e senti o coração pulsando entalado dentro do meu canal pulsar e a sensação familiar de jatos sendo despejado dentro de mim.
Sam tinha me penetrado, finalmente.
Pelo menos a cabeça gigante estava dentro de mim agora, mas era isso, ainda havia uma barreira que impedia ele de entrar mais que isso, mas meu anel estava ali, travado prendendo o cabeção dentro dele que continuava pulsando e me enchendo de porra. Seu leite me queimava por dentro, ativando todos meus nervos no local, ao mesmo tempo me consumindo e me recuperando, de repente a queimação e a dor se transformaram em uma dormência gostosa, quase como uma necessidade.
Sam ainda estava eufórico alguns minutos depois. ‘É melhor do que eu imaginei, qualquer sonho nem se compara a penetrar seu cuzinho Dio. Gozar dentro de outra pessoa, gozar dentro de você, cara…’ Sua alegria era contagiante, nossas mãos explorando o corpo um do outro onde pudesse alcançar.
‘Obrigado, obrigado, obrigado’ entre cada palavra ele depositou um beijo tenro no meu rosto.
Meu olhar então pousou na garrafa de água que Eric tinha deixado no criado mudo, ela estava cheia antes e agora estava quase vazia. Eu me lembrei qual foi o preço disso tudo, levei minha mão até minha barriga, ela parecia normal, a sensação de estar cheio prestes a explodir tinha sumido.
Sam seguiu meu olhar e viu a garrafa. ‘Ele estava certo…’ Sua voz ficou pequena, com um tom apologético.
‘Quantas vezes?’ Eu perguntei entre os dentes.
‘Dio...’
‘QUANTAS VEZES VOCÊ MIJOU DENTRO DE MIM, SAMUEL?’ Eu falei alto encarando ele.
Samuel desviou o olhar, pelo menos ele teve a decência de ficar envergonhado. 'Duas vezes depois da primeira vez.’ Então ele fixou o olhar em mim de novo, firme. ‘A terceira vai ser agora.’
‘Samuel…’
‘Eu já te disse antes, não vou pedir desculpas por essas coisas. Nós nascemos um para o outro.’
‘Não usa o nosso lema para justificar essa merda!’
A cabeça de seu pau alojada em mim pulsou, arrancando um gemido de nós dois. Sam encostou a testa dele contra a minha. ‘Cara, eu não quero sair daqui de dentro nunca mais.’
Eu não falei mais nenhuma palavra, eu entendia a alegria se Sam, eu compartilhava ela, mas eu não conseguia comemorar agora, não depois de ser traído dessa maneira por Sam e Eric.
Após algumas horas Sam finalmente saiu de dentro de mim. Eu me encolhi para o lado segurando minha barriga cheia, nauseado.
Sam se sentou na beira da cama. Seu pau finalmente a meia bomba, só até a metade de sua coxa, a cabeça antes rosa estava agora um vermelho furioso de tanto ser usada, ainda escorria porra e meu corpo reagiu, eu fechei os olhos odiando meu corpo por estar viciado em Sam. Ele tocou meu ombro ‘Você precisa tomar banho…’ mas eu afastei a mão dele com um tapa. Sam abaixou a cabeça e suspirou triste.
Nesse momento a porta se abriu e Eric entrou, ainda com o uniforme de futebol. Ele parou olhou para mim encolhido segurando a barriga inchada e seu rosto mudou, o sorriso que carregava virou algo animalesco, na hora seu pau cresceu além do short esportivo, saindo pela abertura da perna. Eric deu um passo em minha direção e Sam se levantou da cama, segurando o braço dele e arrastando ele para fora do quarto. Eu ouvi os dois conversando no corredor, então ouvi Eric comemorando alto, mais conversa, dessa vez mais acalorada, Sam argumentava e Eric parecia nervoso. Eu me levantei rápido e tirei a chave do quarto do lado de fora e tranquei ele por dentro, a tempo de ouvir algo pesado se chocar contra ela.
‘Abre essa porta Geovane, me deixa entrar agora!’ Eric parecia possesso, um calafrio percorreu minha espinha, eu puxei a coberta e me cobri o até o rosto, se ele quisesse entrar ele ia ter que arrombar a porta.
‘Tudo bem aqui garotos?’ A voz do pai de Sam, ele havia chegado do trabalho naquele momento, flagrando o tumulto no corredor.
‘Tudo bem pai.’ Sam respondeu em voz alta para eu escutar do quarto. ‘Eu e Eric vamo dormir na sala hoje, a gente tá querendo assistir um filme.’
‘Ok, não fiquem acordados até tarde, amanhã tem escola. E você precisa descansar bastante Sam, tem a final do torneio daqui uns dias.’
‘Pode deixar, pai. Vem Eric, vamos descer… AGORA Eric.’
‘E coloca uma roupa Samuel, Deus me livre! Todo dia isso!’
Eu ouvi duas batidas leves na porta. ‘Dio, você tá aí dentro? Tá tudo bem?’
Tentei manter minha voz o mais estável possível. ‘Tá tudo bem tio, eu só tô cansado um pouco, vou dormir agora.’
‘Hummm, e porque a porta tá trancada?’
‘Porque esses dois babacas não me deixam dormir.’ Inventei na hora. O que não era totalmente mentira.
‘Ok… Boa noite meu filho. E você parece que vai dormir no sofá hoje, Samuel.’
E a comoção no corredor acabou. Eu dormi sozinho aquela noite, mas umas três vezes durante a madrugada eu podia sentir Sam e Eric do lado de fora do quarto, andando de um lado para outro e tentando forçar a maçaneta sem chamar a atenção.
Eu consegui evitar os dois na maior parte da manhã e na escola também.
Eu podia perdoar o fato de mijarem dentro de mim, era um fetiche, sei lá, foi nojento, foi estranho, mas eu encararia numa boa se fosse um fetiche, o que eu não podia perdoar era ter sido encurralado, eu não podia perdoar Sam ter tomado o lado do Eric nessa, sem me proteger. E no meio disso tudo eu ainda podia sentir Sam dentro de mim, eu não podia acreditar que na noite passada eu havia me entregado tanto pra ele, eu estava feliz por ter sido a primeira vez dele, a nossa, e termos feito isso juntos, é uma pena que tudo isso tenha a mancha do mijo da traição enorme em cima.
Só de pensar em Sam eu estava escorrendo, podia sentir a umidade na minha cueca, eu odiava o estado atual do meu corpo.
Fui até o banheiro, nessas ultimas semanas eu tinha que andar com vários pares de cueca para trocar ao longo do dia. Eu entrei no box do banheiro para trocar de roupa e quando sai me deparei com uma pequena reunião, é claro que Eric e Sam tinham me seguido até o banheiro.
Eric estava apoiado em uma das pias e Sam próximo aos urinais, Sam exibia a expressão usual de preocupação e braços cruzados. Eric estava com seu típico sorriso arrogante no rosto, e tomou a liderança da conversa.
‘Sam me contou o que aconteceu ontem, você está bem?’ Eu não entendi se a preocupação dele era genuína ou real, era sempre tão difícil ler isso com Eric.
‘Não Eric, eu não estou nada bem com o que aconteceu.’
Os braços de Sam descruzaram e ele colocou nos bolsos da calça abaixando a cabeça. Bom, esse daí ainda tinha pelo menos o bom senso de ficar envergonhado.
‘Ah, pelo amor de deus, deixa de drama’ disse Eric revirando os olhos. ‘Você está vazando, eu to sentindo o cheiro daqui, tá precisando de outra dose.’ então ele se virou para Sam. ‘Você já perdeu sua virgindade com ele, você já sabe como é, agora é minha vez, concorda?’ Sam balançou a cabeça afirmativamente sem olhar para mim.
Eu estava boquiaberto, mais uma vez os dois decidiam meu destino enquanto eu estava ali do lado deles, me ignorando completamente.
Quando Eric deu um passo em minha direção eu coloquei a mão indicando para ele parar, ele segurou no meu pulso com força.
‘Você não vai me negar isso, a gente chegou tão longe.’ Eric falou com os dentes cerrados.
‘Eu não vou negar isso para você Eric, eu jamais negaria sabendo da condição de vocês, sabendo que eu sou capaz de dar algo que vocês nunca teriam em outro lugar’ Eu falei cada palavra bem clara e devagar, para Eric sentir o impacto do que eu estava falando para ele.
‘É assim que vai ser agora? Você vai chantagear a gente? Você acha mesmo que eu não vou te amarrar na cama e te usar pelo resto da sua vida?’ Um calafrio percorreu minha espinha, mas eu continuei firme.
‘Olha o que você está fazendo Eric, você está usando seus fetiches para me punir. Tudo que você me obrigou a fazer agora eu faria de bom grado com você, para explorar’ eu coloquei o dedo no peito dele e empurrei com força (o que não deu em nada porque eu tava empurrando um cara de dois metros de altura), enfim seu sorriso estava desarmando. 'Mas você usou cada um deles para me manipular e me humilhar!’
Eric ficou parado atônito, eu pressionei até acuar ele de volta contra a pia.
Ele puxou o ar e me encarou com os olhos trêmulos. ‘Se eu não fizesse isso, eu não teria chance’ disse apontando para Sam. ‘Você ama ele, você sempre amou ele, acha que eu nunca percebi?’ Eu coloquei a mão na cabeça ouvindo esse absurdo e me virei de costas, exasperado. ‘Se eu não tivesse forçado a barra vocês dois teriam me deixado de fora!’
‘Que besteira que você tá falando Eric, olha o rumo que você está levando a situação, você está fazendo de nós dois seus inimigos, você acho que isso vai durar se a gente brigar entre si?’
‘Sabe o que eu vou fazer? Eu vou te dar a sua primeira vez Eric, eu vou te recompensar por todas as suas armações e manipulações, por todas as vezes que você me machucou.’ Eu sorri para ele e ele sorriu pra mim, meio incerto, sem saber se estava vencendo aquele embate ou não.
Eu dei dois passos para trás. ‘E aí eu vou sumir, você nunca mais vai me encontrar’
Sam estava em cima de mim num piscar de olhos. ‘Eu vou te achar e te trazer de volta.’
‘E eu vou de novo, e de novo, e quantas vezes forem necessárias, até não amar mais nenhum de vocês dois.’ Dessa vez eu concentrei minha fúria em Sam. ‘Por que você, meu cavaleiro de armadura branca, até hoje não foi capaz de me defender uma única vez dele’ eu apontei para Eric, que eu vi encolher contra a pia.
Eu estufei o peito e engrossei a voz fazendo uma imitação tosca de Sam ‘“Eu não vou pedir desculpas”’ ele recuou de mim. ‘E ENTÃO VOCÊ CONTINUA ME TRAZENDO DE VOLTA E DEIXANDO ELE ABUSAR DE MIM, DE NOVO E DE NOVO, ATÉ EU NÃO CONFIAR MAIS EM VOCÊ’ eu berrei a plenos pulmões na cara de Sam enquanto via ele desmoronar na minha frente, eu recuei, arfando. ‘Eu não me sinto seguro mais com você’ ai as lágrimas começaram a rolar no rosto de Sam e na minha também.
Eu apontei de volta pra Eric ‘E eu não tenho certeza se você se importa comigo de verdade fora o buraco que você pode um dia fuder.’ Eric procurou o olhar de Sam, e sem apoio ele estava perdido, ele tinha percebido isso? Que sem o apoio de Sam ele não era grande coisa? Era hora de ensinar isso para ele.
"Vai para casa Eric, eu não quero mais te ver hoje.’ Acuado, Eric se ergueu da pia e saiu, sem olhar para nenhum de nós dois, talvez aliviado por essa conversa toda ter acabado.
‘Você vai embora também, você dorme na sua casa hoje, sozinho.’ ele recolheu como se eu tivesse o estapeado, eu revirei os olhos, de tudo que eu tinha falado, dormir sozinho era o mais ofensivo para ele. Como um cachorrinho abandonado ele foi até a porta e segurou a maçaneta, ele hesitou segurando ela, provavelmente esperando eu me arrepender e chamar ele de volta e oferecer meu rabo para ele encher, vi os músculos do seu braço travarem. Mas ele saiu, batendo a porta atrás de si.
Eu fui até a porta e encostei a testa nela, deus, essa foi a coisa mais difícil que eu já fiz na minha vida.
