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CARLA#01 — A passista na depilação — pelo a pelo até o gozo

Da série CARLA - PASSISTA
Um conto erótico de Mike Jordano
Categoria: Heterossexual
Contém 868 palavras
Data: 02/09/2026 08:47:03
Última revisão: 02/09/2026 09:08:48

A maca de depilação rangia no mesmo compasso do surdo que vazava do rádio encostado na parede descascada. Clínica pequena, parte baixa da comunidade, ventilador velho empurrando cheiro de cera quente, álcool e talco barato. Carla tinha vinte e seis anos e o corpo de quem passa o ano inteiro no ensaio da Mangueira: morena clara, cheinha no ponto certo, cintura estreita, quadril largo, coxas que se tocavam quando ela andava. Passista da ala de frente. Peitos grandes, empinados, pesados o bastante para a tira do sutiã deixar marca vermelha na pele; auréolas largas, escuras, mamilos grossos que endureciam com qualquer vento.

Ela deitou de costas, lençol fino até a cintura. Renata, a depiladora — trinta e poucos, mãos firmes, jaleco aberto no peito — puxou o pano. As pernas de Carla se abriram sozinhas. Joelhos caídos para os lados, planta dos pés na borda da maca. A buceta apareceu inteira sob a luz fria do refletor: montes carnudos, pele lisa até a raiz dos pelos pretos e densos que ainda cobriam os lábios. Lábios grandes, volumosos, um pouco escuros nas beiradas, se fechando úmidos no meio. A fenda rubra brilhava. O clitóris já inchado, capuz puxado para trás o suficiente para a cabecinha rosada mostrar.

Renata passou o dorso da mão por cima, sem pressa. Apertou os lábios um contra o outro, devagar, como quem testa a maciez de fruta. Carla prendeu o ar. O prazer subiu reto, sem vergonha. A depiladora puxou a pele, esticou um lábio para o lado e começou a tirar pelo a pelo com a pinça quente — não era cera desta vez, era fio por fio, câmera lenta de propósito. Cada puxão curto. Cada fio saindo com um estalo úmido. O calor da pinça raspava a beirada do lábio. Quando os dedos de Renata escorregaram e roçaram o clitóris, Carla gemeu baixo, um som que o samba não cobriu.

— Fica quieta — murmurou Renata, mas o polegar ficou lá, girando o capuz, esfregando o botão inchado enquanto a outra mão continuava o trabalho. Pelo a pelo. A buceta foi ficando nua, rosada, os lábios mais visíveis, mais abertos. Cheiro doce e ácido subiu. Carla pensou nos dois que não estavam na sala e mesmo assim ocupavam a cabeça: Carlos e Ricardo. Pretos, cabeça raspada, fisiculturistas da academia da comunidade, dançarinos da mesma ala de frente. Ombros de portão, coxas de concreto, cacetes que ela já tinha medido com a palma — na faixa de vinte, grossos, veia saltada, cabeça escura. Os dois juntos. Ela gemia na maca e se lembrava dos dois no banheiro do ensaio.

Renata dobrou as pernas de Carla contra o peito. Joelhos no peito, bundas no ar, a buceta ainda mais exposta, o cu aparecendo no meio das nádegas cheias. A depiladora não pediu licença. Apertou os lábios de novo, agora de cima, e desceu para o cu. Pelos finos em volta do anel fechado, escuro, contraído. Fio por fio. O polegar abriu um milímetro o cu enquanto a pinça trabalhava. Carla sentiu o toque no fundo e molhou a maca. O clitóris latejava sozinho.

— Vira.

Carla foi de quatro na maca estreita, peitos pesados balançando para baixo, mamilos raspando o papel descartável. Bundas abertas. Renata ajoelhou por trás, jaleco raspou no chão. A boca chegou primeiro no cu — lábio inferior encostando o anel, língua quente contornando, saliva escorrendo para a buceta já depilada. Cheiro de pele, de cera, de mulher. Renata mamou o cu com a ponta da língua, depois desceu de uma vez para a buceta.

A boca cobriu os lábios inteiros. Chupou os dois de uma vez, puxou, soltou com um estalo. A língua entrou no meio, larga, e subiu até o clitóris. Ficou lá. Chupou o botão como se fosse fruta madura, ritmada, molhada, o nariz esmagado no montinho. Carla rebolou para trás, peitos balançando, gemido grosso. Renata não aguentou o profissionalismo. Segurou as nádegas, enterrou a cara, mamou até a baba escorrer no queixo. Dedos no cu, língua no clitóris, sucção fundo nos lábios.

O sambão no rádio subiu. Carla gozou com a boca aberta contra o papel da maca, coxas tremendo, buceta pulsando na língua de Renata, um fio de líquido grosso de tesão escorrendo até o pulso da depiladora. O orgasmo veio longo, com todo o corpo inteiro entregue.

Quando a onda baixou, a porta da recepção bateu lá na frente. Voz grave, risada de academia, o sotaque da comunidade.

— Cadê a passista? A gente veio buscar.

Carlos. Ricardo. Os dois do outro lado da parede fina, ainda sem entrar. Carla, nua da cintura para baixo, buceta vermelha e brilhante, cu molhado de saliva, sorriu para o teto. O desejo tinha saído da cabeça e batido na porta.

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Foto de perfil de Mike JordanoMike JordanoContos: 20Seguidores: 12Seguindo: 5Mensagem Escrevo como vivo: com intensidade. Cada cena, cada parceiro, eu me entrego como se estivesse ali. Sinto sempre a voracidade juvenil para o erotismo, descrevo sexo em todas as formas — hétero, gay, bissexual — com instinto, suspense e finais diferentes.

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