Leitores.
Estou iniciando uma nova história, estou fazendo uma história bem diferente das que são postadas aqui no site, uma nova proposta de uma história envolvente, cheio de ganância, e vilões, eu que acompanho bastante séries, gosto de poder brincar com histórias inusitadas, dês de já, espero que gostem dessa nova história.)
A política de Campinas não perdoava os fracos, Matheus, aos vinte e cinco anos, sabia exatamente como usar as cartas que tinha nas mãos. Diferente da maioria dos parlamentares veteranos da Câmara Municipal — homens velhos, barrigudos e cheios de vícios —, o jovem recém-eleito como vereador da cidade era uma figura singular. Educador físico formado, ele nunca escondeu de ninguém a sua homossexualidade. Sua postura abertamente gay, combinada a um carisma avassalador, fora o combustível perfeito para atrair os votos da juventude e dos setores progressistas da cidade.
Entretanto, por trás do sorriso magnético e dos discursos inflamados sobre a inclusão social, escondia-se uma ambição devoradora. Matheus queria o topo. Queria poder, dinheiro e trânsito livre nos altos escalões da capital.
Ele conhecia perfeitamente o valor do próprio corpo. Alto, de pele alva e feições bem traçadas, ostentava o resultado de horas de dedicação na musculação diária: ombros largos, tórax desenhado, cintura fina e coxas ricas em volume. Mas a sua marca registrada — a qual ele fazia questão de valorizar usando calças jeans sociais ajustadas ao milímetro — era a sua bunda empinada, rijo e avantajado, que atraía olhares indiscretos por onde quer que ele passasse. Matheus sabia o efeito que causava e não tinha o menor pudor em usar sua estampa como ferramenta de barganha.
No lado oposto do Palácio Municipal, a máquina pública girava sob o comando do Prefeito reeleito, Cesar, de quarenta anos. Um quarentão imponente, de peitoral largo, ombros volumosos e cabelos grisalhos nas têmporas, que sustentava o papel do líder conservador recém-divorciado. Ao seu lado, trancando as portas e blindando os esquemas ilegais de propina, estava Renato, também de quarenta anos. O Chefe de Gabinete era um homem bruto, de tronco grosso, braços peludos e barba fechada, que escondia no peito duas feridas profundas: a repulsa por sua vida conjugal de fachada e o amor secreto, não correspondido e doentio pelo próprio Prefeito.
Era meio-dia quando Matheus entrou no gabinete principal para a sua primeira reunião oficial. Carregando uma pasta de couro sob o braço, ele caminhou até a mesa de maçaranduba do Prefeito com a elegância de quem sabia que estava sendo observado.
— Senhor Prefeito — cumprimentou Matheus, com a voz aveludada, estendendo a mão de unhas limpas. — Trouxe o projeto de reestruturação das escolas e centros esportivos das áreas vulneráveis.
Cesar levantou-se devagar. O aperto de mão foi firme e prolongado. O Prefeito sentiu o perfume amadeirado do rapaz e, quando Matheus se inclinou sobre a mesa para desdobrar as plantas e os orçamentos, o olhar de Cesar desceu sem qualquer pudor. A calça jeans ajustada de Matheus desenhava a curva do seu bunda grande e empinada, a poucos centímetros dos olhos do político. O sangue de Cesar respondeu de imediato. Um tesão denso e agressivo tomou conta do Prefeito maduro, que precisou ajustar o botão do paletó para disfarçar o seu pau duro na calça.
Cesar pigarreou, recolhendo os papéis sem ler uma única linha.
— Excelente iniciativa, Vereador. Vou ficar com o material e analisar com a atenção que ele merece... mais tarde. Meu gabinete entrará em contato.
— Fico no aguardo da sua prioridade, Prefeito — respondeu Matheus, piscando os olhos com um charme calculista antes de se retirar da sala, empinando levemente o quadril ao caminhar.
Assim que a porta se fechou, Renato entrou no gabinete. O Chefe de Gabinete trazia um tablet nas mãos, mas os seus olhos castanhos-escuros fixavam-se em Cesar com uma atenção quase dolorosa.
Cesar afrouxou o nó da gravata e se largou na poltrona de couro, soltando um suspiro pesado.
— Puta que pariu, Renato... Você viu o tamanho da bunda daquele garoto? — soltou o Prefeito, sem filtro, rindo com uma safadeza explícita. — Aquele vereador novinho é uma tentação, cara. Eu quero aquele garoto na minha mão. Na minha cama.
Renato sentiu uma fisgada amarga no estômago. O ciúme queimou por dentro, mas ele manteve a compostura profissional de sempre.
— Se o Senhor Prefeito quiser, a gente traz ele pra base — disse Renato, a voz grave e pausada. — Ele é ambicioso. O projeto dele precisa de verba que tá presa na Saúde.
— Arme o terreno, Renato — ordenou Cesar, encarando o Chefe de Gabinete com autoridade. — Chame o garoto amanhã a sós. Dê uma indireta. Faça ele entender que, se ele souber usar aquele charme pra cima de mim, ele consegue a verba inteira pra emenda dele. Deixe ele achar que tá me manipulando.
— Considera feito, Cesar — respondeu Renato, engolindo em seco a dor de ser o arquiteto do desejo do homem que amava.
Na manhã seguinte, Renato executou a ordem. Chamou Matheus à sua sala privada, trancou a porta e deu a entender que os olhares de Cesar não eram em vão. O jargão de bastidor foi dado: a emenda milionária só sairia se o jovem vereador soubesse "conversar" no particular com o chefe do executivo. Matheus, achando-se o dono da situação, marcou o encontro para o pós-expediente.
Às sete e quinze da noite, com as luzes dos corredores já apagadas e o palácio municipal silencioso, Matheus bateu de leve na porta do gabinete.
— Entre — a voz grave de Cesar ecoou lá de dentro.
Matheus girou a chave na fechadura, trancando a porta de madeira pesada. O Prefeito estava sentado em sua poltrona, sem o paletó, com os primeiros botões da camisa social abertos e as mangas dobradas até os antebraços musculosos.
— Boa noite, Prefeito — disse Matheus, ajeitando a postura, tentando esconder uma leve apreensão que começava a borbulhar no peito.
— Sente-se, Matheus — indicou Cesar, apontando para a cadeira de couro estofada em frente à sua mesa. — Vamos conversar sobre essa sua proposta para as escolas.
Matheus caminhou até a cadeira e sentou-se. Ele colocou a pasta sobre as coxas grossas, abrindo os papéis com as mãos levemente inquietas.
— Como o senhor pode ver, Prefeito, o orçamento contempla três quadras poliesportivas e a reforma dos anexos...
Cesar não olhava para as plantas no papel. Seus olhos castanhos acompanhavam a respiração ligeiramente acelerada do garoto, o subir e descer do tórax desenhado sob a camisa polo justa.
— Você parece tenso, Vereador — interrompeu Cesar, com um tom de voz aveludado, denso e dominante.
— Eu? Não... Só tô ansioso pra ver essa emenda aprovada, Prefeito — mentiu Matheus, dando um sorriso curto.
Cesar levantou-se devagar da sua grande poltrona de couro. Com passos lentos e calculados, ele contornou a imponente mesa de maçaranduba. Matheus acompanhou a movimentação pelo canto do olho, sentindo a presença física intimidadora do homem de quarenta anos se aproximar.
Cesar parou exatamente atrás da cadeira onde Matheus estava sentado. O aroma amadeirado do perfume do Prefeito envolveu o ambiente.
Sem dizer uma palavra, Cesar pousou suas duas mãos grandes, quentes e pesadas sobre os ombros de Matheus. O garoto deu uma leve estremecida, travando a postura.
— Relaxa esses ombros, garoto... Você tá duro feito uma pedra — murmurou Cesar, bem próximo da orelha de Matheus.
As mãos do Prefeito começaram a aplicar uma massagem firme, amassando a musculatura dos trapezius do jovem com movimentos circulares e fortes. Matheus soltou um suspiro longo, fechando os olhos por um segundo ao sentir o calor e a pressão daquela pegada viril.
— Assim tá melhor? — perguntou Cesar, a voz num sussurro rouco contra o pescoço do garoto.
— Tá... Tá ótimo, Prefeito — respondeu Matheus, a respiração ficando mais funda.
Lentamente, mantendo a pressão da massagem, as mãos compridas de Cesar começaram a deslizar para a frente. Dedos firmes desceram do pescoço, contornaram as clavículas do rapaz e espalharam-se sobre o peitoral definido do jovem, apalpando a firmeza dos músculos por cima do tecido da camisa polo. Matheus jogou a cabeça levemente para trás, encostando a nuca no abdômen firme de Cesar, arfando baixinho ao sentir os polegares do Prefeito roçarem com força no centro do seu peito.
— Você tem um corpo espetacular, garoto... — sussurrou Cesar, descendo uma das mãos pela barriga sarada de Matheus até segurar firme o seu queixo, virando a cabeça do rapaz para cima.
Os olhares se cruzaram à queima-roupa. A hesitação de Matheus evaporou diante da dominância daquele quarentão poderoso. Cesar inclinou o rosto e cravou-lhe um beijo faminto, profundo e agressivo, puxando os cabelos da nuca do garoto enquanto a sua outra mão descia sem pudor até o cinto da calça jeans do vereador.
A partir dali, a contenção ruiu. Cesar colocou o garoto de pé, virou-o de costas contra a mesa e abriu a calça ajustada, libertando sua bunda grande, e empinada de Matheus. Entre tapas estalados na pele alva, e o cheiro denso de suor e testosterona, o Prefeito tomou o corpo do jovem parlamentar com força e autoridade, enquanto Matheus agarrava as bordas da madeira, entregue de corpo e alma ao prazer e à ganância daquele pacto sujo, o prefeito socava forte a sua rola naquele cuzinho, o Matheus estava totalmente entregue ao César, batia punheta de olhos fechados, seus corpos derramando suor naquele sexo brutal, deixando aquela sala cheirando a sexo.
Meia hora depois, com as roupas reajustadas e a respiração ainda arfante, Matheus deixou o gabinete com um sorriso triunfante e os lábios inchados, confiante de que tinha a Prefeitura em suas mãos.
Assim que o garoto saiu pela porta privativa, Cesar caminhou até a sala de Renato. O Prefeito entrou sem bater, o rosto corado, a camisa levemente amarrotada e molhada de suor, com um sorriso de satisfação estampado na cara.
— Porra, Renato! Que espetáculo de garoto — exclamou Cesar, sentando-se na cadeira de visitante e esticando as pernas. — O garoto é um touro na transa. Que bunda perfeita, meu amigo! Valeu cada centavo da emenda que eu vou assinar amanhã.
Renato permaneceu imóvel atrás de sua mesa. Suas mãos grandes apertavam a caneta com tanta força sob o balcão que os nós dos seus dedos estavam brancos. Ouvir o homem que ele amava detalhar o sexo com o jovem parlamentar era como ter um bisturi rasgando o seu peito.
— Fico feliz que tenha corrido tudo como o planejado, Prefeito — respondeu Renato, com a voz falhada, tentando manter a frieza.
Cesar pegou o celular, fez algumas operações rápidas na tela e encarou o Chefe de Gabinete.
— Acabei de mandar um Pix de cinquenta mil reais pra sua conta oculta, Renato. Um agrado por ter arquitetado esse esquema tão bem. Você é meu homem de confiança, cara. O melhor que eu poderia ter.
O celular de Renato apitou com a notificação do depósito. O dinheiro da propina era o prêmio de consolação pela sua própria humilhação.
Dois dias se passaram. Para manter a palavra, Cesar foi pessoalmente inspecionar uma escola municipal na periferia. Chegando lá, encontrou Matheus de pé no pátio, vestindo uma camisa social justa que transpirava levemente sob o sol quente. O garoto anotava as necessidades da estrutura. Minutos depois, um caminhão grande da Prefeitura encostou no portão, descarregando dezenas de cadeiras novas, computadores e equipamentos esportivos — recursos que haviam sido desviados da verba de emergência da Saúde por ordem direta do Prefeito.
Matheus olhou para Cesar com um brilho de admiração e cobiça nos olhos. O Prefeito aproximou-se do garoto, tocando-lhe a cintura de forma discreta atrás do caminhão:
— Gostou do presente, vereador? Hoje à noite, a reunião vai ser no meu apartamento particular. Chegue às oito. Te mando o endereço.
Matheus engoliu em seco, com a camisa molhada de suor colando no peito definido.
— Estarei lá, Prefeito. Com certeza.
A noite no apartamento de luxo de Cesar foi uma maratona de afeto e luxúria. Os dois beberam vinho caro e se entregaram na cama king-size até o amanhecer, com Matheus acreditando piamente que estava se tornando o dono do coração e da caneta do homem mais poderoso de Campinas.
Na manhã seguinte, por volta das nove horas, o Palácio Municipal amanheceu sob um clima de guerra velada.
Quando Cesar desembarcou do carro oficial e subiu pelo elevador privativo, encontrou a antessala do gabinete tomada. Vereadores da bancada da Saúde e da Infraestrutura falavam alto, gesticulavam e exigiam uma audiência imediata. A notícia de que a emenda do vereador novato tinha sido paga integralmente em tempo recorde — enquanto os hospitais locais sofriam com a falta de insumos — vazara para a imprensa local.
Renato encaminhou os três parlamentares mais exaltados para a sala de conferências privativa e fechou a porta. O ar ali dentro estava denso. O líder da oposição bateu a mão na mesa de vidro:
— Isso é um escândalo, Prefeito! Se a gente colocar a boca no trombone na sessão de hoje à tarde sobre esse favorecimento ao garoto novato, o seu governo cai!
Cesar não se alterou. O Prefeito puxou a cadeira da cabeceira, sentou-se devagar, afrouxou o nó da gravata e encarou os três políticos com um sorriso cínico e semicerrado. Ele deu um aceno discreto para Renato, que permaneceu parado ao lado da porta com os braços cruzados sobre o peito forte.
— Senhores, por favor... Guardem a bancada de teatro pro plenário — disse Cesar, a voz baixa, fria e aveludada. — Ninguém aqui é criança. Vocês não tão preocupados com remédio em hospital.
O Prefeito inclinou-se para a frente, apoiando os cotovelos musculosos na mesa:
— O projeto da educação do Matheus passou porque era de interesse da minha gestão. E pra garantir que os projetos de vocês continuem 'andando' sem sobressaltos... o Renato já preparou um agrado. Cumpra o sinal, Renato.
Renato pegou o tablet. Com três toques na tela, efetuou a transferência de cem mil reais em contas off-shore para cada um dos três vereadores rebeldes — verbas oriundas do esquema de lavagem de dinheiro das obras públicas.
Os celulares dos parlamentares apitaram quase simultaneamente no bolso. Eles tiraram os aparelhos, checaram as notificações de depósito e o silêncio na sala virou absoluto. A raiva nos rostos deles derreteu instantaneamente, dando lugar a olhares cúmplices de ganância.
— Como eu dizia... — continuou Cesar, levantando-se e ajeitando o paletó com elegância — a reunião de hoje foi estritamente republicana. Os projetos da Saúde continuam em análise técnica e a imprensa não precisa saber de nenhuma fofoca de corredor. Estamos alinhados?
— Alinhadíssimos, Prefeito — respondeu o líder da bancada, guardando o celular e abrindo um sorriso amarelado. — A gestão tá em excelentes mãos.
Os vereadores saíram da sala em fila, devidamente comprados e calados.
Cesar virou-se para Renato, soltando uma gargalhada curta e vitoriosa:
— Viu só, Renato? Dinheiro cala a boca dos velhos, e a minha caneta deita o novinho na cama. A prefeitura é nossa.
Renato olhou para o Prefeito, engolindo em seco a mistura de admiração, nojo e ciúme que queimava em seu peito.
— É sim, Cesar... A prefeitura é sua — respondeu o Chefe de Gabinete com a voz pausada, ciente de que a bomba-relógio daquela gestão acabou de ganhar um pavio ainda mais curto.
/// Leitores.
Espero que tenha curtido essa nova história, eu que sou fã de séries de investigação, porque não contar algo mais diferente por aqui?!
Essa saga do Prefeito e o seu fiel escudeiro, o Matheus acreditando que vai conseguir tudo que quer, mas mau sabe ele que está sendo usado.
Comentem sobre essa nova proposta de narrativa que eu trouxe, fugindo desse clichê de romance.
