Dio
Pensar em procurar ajuda foi mais fácil do que falar sobre meu problema, eu estava sentado na maca enquanto esperava a enfermeira me atender, como eu ia dizer o que eu estava sentindo?
O que eu estava sentindo realmente?
Acho que isso foi um erro, melhor ir embora e volt…
Mas antes que eu pudesse sair a porta se abriu e um homem alto de jaleco entrou, com um ar distinto, atlético, óculos grossos, um bigode fino, cabelo impecável preto com tons de cinza aqui e ali e as mangas dobradas expondo braços grandes e peludos, o incômodo entre minhas pernas aumentou, meu anel latejou de maneira violenta e eu senti algo escorrendo por ele, eu precisava falar mesmo com um médico, obrigado divina providência.
‘Bom dia…’ Ele checou a prancheta que carregava ‘...Geovane, eu sou o doutor William, em que posso te ajudar hoje?’ A voz profunda dele mandou um sinal direto para meu anel, e eu senti o que quer que estivesse escorrendo dele aumentar o fluxo.
‘Eu er… bem, é que…’
‘Olha, eu sei que você está nervoso, com vergonha, mas eu sou um médico ok? Pode confiar em mim, o que acontece nessa sala fica nessa sala, você não precisa ter vergonha, ninguém vai te julgar aqui.’
Eu respirei fundo e decidi que era melhor tirar o curativo logo. ‘Acho que é melhor eu te mostrar…’ eu me virei de costas, desci as calças e apoiei na maca enquanto ouvi o doutor colocar luvas, antes que eu pudesse explicar um som de splosh ecoou na sala, eu estava escorrendo o suficiente para uma porção cair no chão entre minhas pernas.
‘Oh!’ doutor William exclamou surpreso. ‘Isso é interessante.’
Não pra mim doutor, pode ter certeza. O exame começou com o doutor apertando minhas nádegas. ‘Essa região está sensível?’ eu respondi meio que gemendo, ele então abriu minhas nádegas e senti o ar frio soprar contra meu anel, mas não foi mais revolucionário para mim do que quando o doutor passou o dedo sobre o meu anel, foi como se um mundo inteiro se abrisse pra mim, prazer, me lembrei de Sam no dia anterior entrando com o dedo em mim, eu gemi mais alto do que pretendia, eu não me importava, eu só empinei mais minha bunda procurando o atrito enquanto meu anus produzia mais uma porção do líquido que agora escorria pela minha perna. Senti a mão quente do doutor nas minhas costas, pressionando meu peito contra a maca e empinando ainda mais meu traseiro.
‘Sim, sim, acho que é isso mesmo, você provavelmente é o primeiro caso no país, desde quando isso vem acontecendo?’
Ele pressionou aquele dedo maravilhoso contra meu botão novamente e eu não consegui mais formar um pensamento coerente.
‘Como eu suspeitei, o caso já está um pouco avançado, você não vai conseguir se concentrar se eu não fizer esse procedimento, ok?’ eu gemi mais alto quando o dedo pressionou mais forte, quase lá. ‘ Vou aceitar isso como um consentimento ‘
E então o dedo do doutor me penetrou e foi como se ele tivesse injetado uma droga em mim, era uma pressão estranha que ao mesmo tempo era um delirio, eu jurava que conseguia sentir até mesmo as digitais do dedo do doutor, enquanto o músculo do anel estava ultra sensível eu descobri que a medida que o dedo entrava mais fundo que o canal também estava receptivo, mais que isso, ele contraia, apertando o dedo e controlando como ele entrava e como ele entrava. De repente uma imagem explodiu na minha cabeça: Sam, sentado no banco do ônibus, o peso do seu olhar, eu entendi o que era agora, ele me desejava, e quando essa realização se conectou a minha imagem mental do que Sam carregava entre as pernas meu mundo explodiu como fogos de artifício, meu pau que eu nem percebi que estava duro descarregou na maca sob mim. Eu levei um tempo para recuperar o fôlego, mas acabei me recompondo e colocando as calças novamente, o doutor me esperou pacientemente com um sorriso acolhedor no rosto.
‘Vou direto ao ponto Geovane, você tem uma condição médica rara, provavelmente você é o primeiro caso nesse país’ A sensação de delírio que sobrara passou depressa com essas palavras.
‘É grave doutor?’
‘Eu não vou mentir pra você, Geovane, sim, é muito grave. Mas pelo lado positivo, é totalmente controlável, é capaz até de você conseguir levar uma vida normal se você aprender a controlar essa nova condição do seu corpo’ A cada palavra do doutor era como se eu afundasse mais em um abismo.’O que você tem é vulgarmente chamado de Síndrome da Cuceta… sim, eu sei, é um nome terrível e eu odeio ele, mas é perfeito para descrever a mutação que aconteceu no seu corpo. Ainda não sabemos o que causa isso, mas a mutação começa na parede do seu intestino, agora toda comida que você digere não produz mais os resíduos habituais, você a partir de hoje não pode mais defecar, ao invés disso toda a matéria é convertida nesse lubrificante natural, ele é carregado de hormonios e feromonios que modificam todo o revestimento e musculatura do seu intestino e parede anal.’
‘Essas mudanças tem vários efeitos, entre eles despertar uma libido devastadora no afetado e em qualquer pessoa do sexo masculino que entrar em contato com os fluidos dele, mas esses efeitos são passageiros, a sindrome nao é de maneira nenhuma contagiosa ’ Era muita informação para absorver, como assim meu intestino não ia funcionar mais?
‘Agora é muito importante que você me diga uma coisa: você já teve contato com o esperma de outra pessoa?’
Eu fiquei vermelho, no dia anterior eu estava sentado no colo do meu irmão enquanto ele me dedava pro cara que eu tinha uma queda se masturbar assistindo… Mas não. ‘Não, eu sou vir.. eu nunca tive contato com e-esperma.’
‘Isso é muito bom, significa que você ainda não amadureceu sua condição, ela não é reversível, mas enquanto você não tiver contato com esperma sua dependência não se estabeleceu.’
‘Dependência, tipo, vício?’
‘Exatamente, depois que você tiver contato com esperma via anal uma série de mudanças vai ser desencadeada em seu corpo, ele vai amadurecer para a sindrome completa e um dos efeitos colaterais é o vicio, a dependencia de esperma diáriamente nos casos regulares. Em casos especiais o paciente precisa de ainda mais “injeções”’’
‘E como eu te disse, é possivel manter a sindrome da cuceta sob controle, veja bem, essa condição gera ondas de libido que deixam o paciente quase que como em um frenesi sexual, em casos mais leves você pode manter a síndrome contida simplesmente saciando sexualmente, usando objetos como vibradores, consolos, é como se masturbar quando surge necessidade. Mas é muito importante você não entrar em contato com esperma, de maneira nenhuma, então vamos usar pequenos objetos, se o objeto for grande demais eu tenho medo que ao invés de controlar nós vamos apenas tornar a próxima crise mais catastrófica’ Então o doutor foi até a mesa e retirou de uma gaveta um objeto, um pequeno vibrador, não maior que quatorze centímetros.