O beijo de Raquel era intenso; nossas línguas travavam uma batalha dentro de nossas bocas. Seus lábios se moviam com vontade, como se ela quisesse me devorar ali mesmo, naquela varanda. Senti uma de suas mãos pousar em um dos meus seios, apalpando-o devagar. Ela desceu a boca para o meu pescoço, e um pequeno gemido escapou da minha boca. Ao abrir os olhos, vi Sandra com uma das mãos entre as pernas e a outra massageando um dos seus seios ainda por baixo do tecido do vestido. O rosto dela exibia puro tesão, e isso me deixou ainda mais excitada. Contudo, por algum motivo, pensei no que estava fazendo; minha consciência parecia ter decidido me dar uma chance de parar com aquilo.
Respirei fundo para tentar acalmar o desejo que quase me consumia. Com calma, coloquei as mãos nos ombros de Raquel e a afastei suavemente. Ela entendeu e se afastou, olhando nos meus olhos. A única coisa que consegui dizer foi: "desculpa".
Raquel se afastou, saiu do meu colo e se ajoelhou sobre uma das pernas, quase de frente para mim. Olhei e vi Sandra se levantando e vindo na minha direção. Nesse momento, uma onda de vergonha me atingiu por ter iniciado aquilo e depois ter cortado o barato delas. Sandra se aproximou e fez o mesmo que Raquel, ajoelhando-se na minha frente. Ela segurou minha mão e perguntou:
Sandra— O que houve? Você está bem?
Camila— Sim, estou, só não consigo fazer isso. Me desculpe.
Raquel— Não se desculpe. Na verdade, eu que peço desculpas por ter forçado a situação.
Camila— Está tudo bem. Eu vi o que estava acontecendo; poderia ter saído, mas deixei você me beijar. No entanto, não consegui continuar.
Sandra— Posso saber o por quê você não conseguiu continuar?
Camila— Não sei, só acho que... Desculpa, nem sei explicar.
Raquel— Você achou que estava fazendo algo errado?
Camila— Acho que sim.
Sandra m— Mas por quê? O que tem de errado no que estava acontecendo?
Camila— É que...
Sandra— Você tem compromisso com alguém? Não sente atração por Raquel, ou ficou incomodada com a minha presença?
Camila— Não, sou solteira. Acho Raquel linda, e você também. Sinceramente, ver você olhando me excitou. Por mais que seja novo para mim, não foi isso que me incomodou.
Sandra— Então o que foi? Por que acha que estava fazendo algo errado?
Camila— Sinceramente, não sei dizer. Acho que minha consciência me fez pensar que era errado, e eu travei.
Raquel— A gente te entende. Isso acontece com a maioria das pessoas nessa situação. Você aprendeu que isso é errado, e isso acabou sobressaindo ao desejo que sentia.
Camila— Talvez seja isso. É tudo novo para mim. Não sou nenhuma santinha, mas nunca fiz algo assim.
Raquel— Tudo bem. Mas pensa comigo: você é solteira, nós somos casadas, e estamos aqui juntas. Não estamos fazendo nada escondido uma da outra. Inclusive, decidimos isso juntas, e foi a decisão mais rápida que tomamos. Queremos viver isso com você, não só porque você é linda, mas porque gostamos de você e nos sentimos seguras ao seu lado.
Sandra— Camila, não vamos forçar a barra com você. Mas pode acreditar: você não estava fazendo nada de errado e aposto que você iria gostar muito do que viria a seguir. Estamos em um ambiente seguro; você não faria nada que as outras pessoas aqui não façam. Aqui, só existe um limite: respeitar o limite de cada um; no resto, tudo é permitido. Você vai deixar passar um dos melhores momentos da sua vida por causa do que te ensinaram? Eu passei anos achando que o que sentia ou sonhava em viver era errado. Hoje me arrependo do tempo que perdi por causa dessa forma de pensar.
Raquel— Vamos respeitar seu tempo, e mesmo que ele não chegue, continuaremos sendo suas amigas. Mas, errado, não é, nunca foi. Não faríamos mal a ninguém, só viveríamos momentos prazerosos juntas, com carinho, respeito e muito prazer.
Camila— Vocês têm razão. Achar que é errado soa meio sem sentido, já que na verdade não estamos fazendo nada que as três não queiram.
Sandra— Então você quer, mas não consegue porque sua consciência, por algum motivo, faz você achar que está fazendo algo errado?
Camila— Sim, exatamente isso. Quero, acho que seria algo incrível, mas...
Raquel— Ei, está tudo bem. Tudo no seu tempo. Não se force a nada. Quando tiver que acontecer, vai acontecer.
Sandra— Olha, não estamos chateadas com você. Já passamos por isso e te entendemos.
As duas se levantaram. Sandra voltou para sua cadeira e Raquel se levantou, me deu um beijo na face e um olhar cheio de compreensão. Bebi um gole grande da minha cerveja e me levantei, dizendo que iria ao banheiro rápido. Pedi para elas me esperarem, que não estava fugindo, só precisava mesmo ir ao banheiro. Sandra disse que tudo bem e me explicou onde ficava. Levantei e segui as instruções que ela me deu, passando pelas pessoas de cabeça baixa e andando rápido, sem querer ser parada por ninguém.
Quando cheguei ao banheiro, tive que esperar um pouco na porta porque estava ocupado. Assim que as duas mulheres saíram, entrei. Não estava com vontade de usar o banheiro; só queria um momento para colocar as ideias no lugar. Fui até o lavatório e me apoiei com as duas mãos ali, olhando meu reflexo no espelho, iniciando um diálogo mental comigo mesma.
"O que eu estava fazendo há pouco era mesmo errado? O que Sandra e Raquel disseram fazia algum sentido? Eu deveria voltar e fingir que nada aconteceu, ou deveria fazer o que meu corpo pedia? Se eu fizesse, iria me arrepender depois?"
Tinha a resposta para todas as perguntas, menos para as duas últimas. Fiquei uns dez minutos ali pensando e não consegui decidir o que fazer. Foi quando prestei atenção no meu reflexo no espelho. Eu não era mais a garota da favela; minha vida tinha mudado completamente e não foi só uma vez. Não via mais aquela garota do meu passado ali; eu mudei, já era uma mulher e precisava agir como tal. Já era adulta o suficiente para tomar minhas próprias decisões e arcar com as consequências. Eu queria estar com as duas; não iria deixar meus medos atrapalharem isso. Se amanhã eu me arrependesse, lidaria com isso como uma mulher adulta.
Saí do banheiro decidida a fazer o que queria. Estava na hora de deixar a garota da favela para trás e ser um pouco de Laura, Nicole, Sandra, Raquel e tantas outras mulheres que não deixaram seus medos impedirem de ir atrás do que as fazia felizes. Estava na hora de começar a viver essa nova vida de verdade.
Assim que voltei para a varanda, vi o casal sentado no lugar que deixei. Fui até Sandra e perguntei se podíamos ir para o quarto terminar o que começamos. Ela me olhou surpresa e disse que sim, mas só se eu tivesse certeza disso. Eu confirmei que tinha certeza absoluta e não iria interromper como fiz minutos atrás. Ela olhou para Raquel, que apenas disse: "vamos". Sandra se levantou e Raquel também; cada uma segurou uma de minhas mãos e saímos dali em busca de um quarto vazio para vivermos o momento que agora, sim, as três queríamos muito.
As duas praticamente me arrastaram da varanda, atravessamos a copa em direção a uma das escadas que levava à parte de cima da mansão. No topo, seguimos por um corredor com portas dos dois lados. Ao encontrar a primeira porta sem sinal de ocupado, Sandra a abriu e entramos. Raquel logo me puxou para ela enquanto Sandra virava a placa na fechadura, trancava a porta e acendia a luz. Raquel olhou nos meus olhos e perguntou se eu tinha realmente certeza. Não respondi; apenas a puxei para mim e a beijei.
Com meu novo sinal verde, Raquel me empurrou até a cama, sem desgrudar os lábios dos meus. Assim que minhas pernas sentiram as bordas da cama, abaixei o corpo e subi nela. Raquel tirou sua roupa rapidamente e eu fiz o mesmo. Quando estava quase terminando de me despir, levantei os olhos e vi aquele corpo esculpido por Deus, totalmente nu diante de mim. Olhei para o lado e vi Sandra sentada em uma poltrona de couro. Ela já estava com uma das mãos entre as pernas, sua roupa levantada, ela estava da cintura para baixo completamente nua. Acabei de retirar o que cobria meu corpo e me deitei um pouco para trás. Raquel veio para a cama e colou seu corpo no meu.
Raquel desceu uma das pernas entre as minhas, e mesmo antes de seus lábios tocarem os meus, senti sua intimidade molhada e quente tocar minha coxa. Ela me beijou novamente com desejo, e uma de suas mãos começou a tocar meus seios. Nossas línguas se encontraram novamente; seus lábios eram macios e sua língua atrevida. Senti sua coxa pressionar minha intimidade enquanto ela se esfregava em mim. Ouvi os primeiros gemidos de Sandra e virei o rosto em sua direção, enquanto Raquel levava sua boca para meu pescoço. Sandra me olhava nos olhos e se masturbava freneticamente. Aquilo me excitou muito e soltei meu primeiro gemido de prazer.
Raquel soltou meu seio e desceu sua mão entre minhas pernas, começando a massagear meu clitóris. Sua boca deslizou até meus seios, enquanto sua intimidade se movia pela minha coxa até chegar perto do meu joelho. Ela chupava meus mamilos, massageava meu clitóris e esfregava sua intimidade na minha perna. Eu não conseguia desviar o olhar de Sandra, e era evidente que ela estava muito excitada; seu rosto denunciava isso.
Raquel deslizou seus dedos para dentro da minha intimidade, que estava tão molhada que engoliu três dedos sem dificuldade. Ela começou a movimentá-los com intensidade, e meus gemidos, antes contidos, dominaram o ambiente, misturados aos de Sandra, criando uma sinfonia de puro prazer. Raquel não parou de sugar meus mamilos e Sandra já tinha um seio para fora do vestido, sendo apertado por uma de suas mãos. Eu estava totalmente envolvida naquele momento e sentia que não resistiria por muito mais tempo.
Raquel não dava trégua com seus dedos ágeis entrando e saindo de mim. Sua boca torturava meus mamilos, enquanto Sandra se contorcia, já com as pernas totalmente abertas e seus dedos penetrando sua intimidade com força e rapidez. Eu estava prestes a explodir de prazer quando Raquel subiu seu corpo e pressionou sua mão com a coxa. Ela levantou um pouco, apoiando-se em um dos braços. Seu corpo começou a se mover rápido, esfregando sua intimidade na minha coxa e pressionando seus dedos cada vez mais fundo dentro de mim. Olhei para cima e vi seus belos seios balançando na minha frente. Pensei em tocá-los, mas ouvi um gemido alto de Sandra anunciando seu orgasmo. Ao mesmo tempo, senti Raquel intensificar seus movimentos e soltar gemidos altos e roucos. Uma onda de prazer tomou conta do meu corpo e meus músculos se contraíram. Tive um orgasmo tão forte que meu gemido foi interrompido, e só um som rouco saiu da minha boca.
Não sei quanto tempo fiquei me contorcendo embaixo do corpo quente da Raquel, mas quando consegui sentir algo além do turbilhão de prazer dominando meu corpo, percebi que algo escorria pela minha coxa. Raquel tinha gozado, e seu mel escorria pela parte interna e externa da minha coxa. Quando olhei para ela, vi que me observava com um sorriso nos lábios. Ela me beijou e se levantou de cima de mim com alguma dificuldade; eu ainda não conseguia me mover, mas vi Raquel se aproximar de Sandra, que estava totalmente esparramada sobre a poltrona.
Raquel se ajoelhou na frente de Sandra e levou sua boca até entre as pernas da esposa, começando a lamber sua intimidade. Eu observava Sandra se contorcer com o toque da língua de Raquel. Aquilo durou alguns minutos, e ver Raquel com aquela bunda linda virada para mim enquanto chupava Sandra acendeu meu fogo novamente. Pensei em me juntar a elas, mas fiquei em dúvida se deveria ou não. Antes de decidir, vi Raquel se levantar novamente e vir em minha direção, com os lábios todos molhados. Ela subiu na cama, me olhou e passou a língua nos lábios, saboreando os líquidos que ainda estavam ali. Aproximou-se mais, e achei que iria fazer o mesmo comigo, mas me enganei. Ela praticamente se posicionou sobre mim e, quando percebi, estava com sua intimidade sobre minha boca. Sem hesitar, levantei um pouco o rosto e passei minha língua por toda a extensão daquela delícia. Raquel soltou um gemido manhoso e abaixou um pouco seu corpo, encaixando sua intimidade perfeitamente nos meus lábios. Comecei a sugar aquela delícia e a passar minha língua no seu clitóris. Ela começou a gemer mais alto e a mover seu corpo, acompanhando o ritmo da minha boca.
Fiquei fazendo isso por um tempo, até sentir mãos sobre minhas coxas e uma boca possuindo minha intimidade com muita fome. Aquele toque me fez gemer com a boca na intimidade de Raquel, que provavelmente nem percebeu, pois começou a se mover mais rápido. Eu espalmei minha língua, e ela começou um vai e vem frenético, esfregando sua intimidade na minha língua. Tentava me concentrar nela, mas a boca, que só podia ser de Sandra, não me deixava. Ela me levava à loucura com lambidas rápidas e sugadas intensas sobre meu clitóris.
Dali para frente, foi uma loucura gostosa. Eu tinha dificuldades para respirar, pois Raquel estava literalmente sentada na minha cara. Sandra tinha uma boca deliciosa, e eu não sabia quanto mais conseguiria resistir sem outro orgasmo. Porém, resisti o suficiente para que Raquel atingisse seu orgasmo, melando toda a minha boca. Estava quase desesperada para respirar, e quando senti seu corpo relaxar, levei minhas mãos nas suas nádegas e forcei para cima. Raquel foi levantado o corpo e foi o suficiente para eu retirar minha cabeça de entre suas pernas.
Com meu rosto livre, olhei para baixo e vi Sandra com a boca entre minhas pernas e os olhos diretamente nos meus. Ela viu que eu a olhei e levantou um pouco o rosto, o suficiente para eu ver sua língua brincando no meu clitóris. Aquela cena foi um estopim para meu segundo orgasmo. Levantei um pouco o tronco, segurei sua cabeça com uma mão e soltei um gemido alto e intenso. Mais uma vez, estava gozando, e Sandra não fazia força alguma para soltar sua cabeça de entre minhas pernas. Pelo contrário, fez questão de lamber cada gota do meu mel.
Só voltei a mim quando ouvi a voz de Raquel:
Raquel— Amor, você está chupando a Camila!?!
Ela falou em tom de surpresa, e aquilo me assustou. Parecia que tinha acontecido algo que não foi combinado. Será que eu tinha feito algo errado?
Continua…
Criação: Forrest_Gump
Revisão: Whisper
