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Nem o ar, nem o mar, conseguiu apagar - Parte 27 - FINAL

Um conto erótico de Mark da Nanda
Categoria: Heterossexual
Contém 3612 palavras
Data: 13/09/2026 01:12:22

Chuck atravessou a calçada como um homem bêbado. As flores ficaram espalhadas no chão do corredor. Ele caminhou sem direção por quase uma hora. Depois parou junto a um muro baixo, vomitou o pouco que tinha no estômago e ficou sentado no meio-fio, a cabeça entre as mãos.

Quinze anos de reconstrução. Quinze anos tentando aprender a viver sem Kelly. E no final, o destino, ou o inconsciente, ou a crueldade do acaso, o fizera amar exatamente o que restava dela no mundo. Uma versão dela ainda livre. Ainda disponível.

A porta que ele fechara em Memphis se abrira de novo, de uma forma que ele nunca previra, e agora se fechava outra vez, desta vez com um estrondo que ecoava em cada parte de quem ele era.

Ele se levantou.

As pernas tremiam.

Sabia, com uma certeza absoluta, que não poderia continuar em Princeton. Não depois daquilo. Não depois de ter visto os olhares quando a verdade desabou sobre todos.

A única imagem que lhe restava era a da ilha.

O lugar onde tudo começara.

O lugar onde, talvez, tudo precisasse terminar.

[CONTINUANDO]

Chuck não voltou ao apartamento naquela noite.

Ele simplesmente andou. Andou sem destino, com as mãos nos bolsos e a cabeça baixa. As ruas de Princeton foram ficando para trás. Os prédios do campus desapareceram. Os bairros residenciais se transformaram em estradas mais escuras, ladeadas por árvores que o vento da madrugada fazia balançar. Quando finalmente parou, o céu já começava a clarear em um tom cinza-azulado. Estava à beira de um lago artificial. A superfície da água refletia as últimas estrelas. Sentou-se na grama úmida e ficou ali, imóvel, enquanto o frio subia pelas pernas.

Por quinze anos, ele se afastou dela.

Por quinze anos, construiu uma vida que não desabasse de uma hora para outra.

Por quinze anos, evitou a frase “eu te amo” como quem evita uma doença.

Por quinze anos, acreditou que a disciplina, os livros e a distância bastavam para manter o passado trancado.

E no fim, o destino, ou o inconsciente, ou a matemática cruel do acaso, o fizera amar exatamente o eco da mulher que ele jurara deixar para trás. Não era Kelly. Era o que restava dela no mundo. Uma versão mais jovem, mais livre, ainda não marcada pelas mesmas escolhas. E isso tornava a dor ainda mais afiada.

Ele tirou o telefone do bolso. A tela estava cheia de notificações. Nenhuma de Katherine. Uma mensagem curta de Jerry despontava e ele a abriu, querendo sofrer um pouco mais. Enganou-se:

Jerry – “Peço desculpas pelo que fiz e falei. Conversamos com Katie e entendemos que não houve intenção, nem um culpado. Mas ainda assim não consigo aceitar. Não entendo o porquê, mas o destino deve ter alguma implicância com você. Enfim... A Katie vai solicitar transferência para outra universidade para não correr o risco de te encontrar novamente. Apenas deixe-a ir.”

Chuck suspirou. Depois desligou o aparelho e o guardou.

Quando o sol nasceu de verdade, Chuck já havia tomado uma decisão. Não haveria nova cidade universitária. Não haveria nova tentativa de se encaixar no continente. A civilização o havia rejeitado de formas diferentes ao longo da vida: primeiro com o barulho do avião se partindo, depois com o silêncio de um laudo de DNA, e agora com o olhar de uma jovem que descobria, tarde demais, que amar machuca. Restava apenas o lugar onde tudo começara. O lugar onde ele aprendera a sobreviver sem temer as pessoas. A ilha.

Mandou uma simples mensagem para Jerry:

Chuck - "Diga para ela ficar. Já solicitei minha transferência. Peça desculpas a ela por mim. Pode não acreditar, mas desejo tudo de bom para ela."

Voltou ao apartamento apenas o tempo necessário para o essencial. Empacotou o mínimo absoluto: algumas roupas resistentes, o relógio de bolso vazio, o diploma dobrado ao meio, um caderno de anotações antigas e a faca de sobrevivência que guardara durante todos aqueles anos como um talismã silencioso. O restante, móveis, livros acumulados, eletrodomésticos, a vida inteira de professor, seria deixado para trás ou vendido em questão de dias por preços que beiravam a doação. Não negociou. Não se importou. Dinheiro era apenas o combustível para chegar ao fim da linha.

Pediu demissão por um e-mail curto e sem explicações. O chefe de departamento tentou ligar duas vezes. Chuck não atendeu. Cancelou o contrato de aluguel. Fechou a conta bancária principal, deixando apenas o suficiente para a viagem e para alguns meses de subsistência precária. O resto foi transferido para uma conta internacional que ele não pretendia usar.

A rota foi planejada com a mesma precisão fria que outrora aplicara às planilhas da FedEx. Voo até uma cidade portuária no Pacífico Sul. De lá, barco até a maior ilha habitada do arquipélago. Depois, um trecho final de helicóptero até a região próxima. Sabia que a ilha em si não constava nos mapas turísticos. Sabia que precisaria pagar em dinheiro vivo e não fazer perguntas. Sabia, sobretudo, que uma vez lá, ninguém viria procurá-lo.

Nos últimos dias em Princeton dormiu pouco. Comia apenas o necessário para manter o corpo em pé. Falava com quase ninguém. Na véspera da partida, antes de fechar a mala definitivamente, abriu a caixa de sapatos onde Wilson jazia murcho e rachado. Olhou a bola durante muito tempo. O rosto pintado estava quase apagado. Pela primeira vez em mais de uma década, falou com ela:

- Acabou, Wilson. De verdade. Desta vez eu não volto.

Não houve resposta, é claro. Ele fechou a caixa com cuidado e a deixou sobre a mesa, ao lado da chave do apartamento e de um envelope contendo o valor do último aluguel.

A viagem foi longa e cheia de silêncios. No avião, Chuck passou a maior parte do tempo olhando pela janela. O continente ficando menor e para trás a cada segundo. O oceano se abriu abaixo dele como uma página sem fim. Em determinado momento a comissária perguntou se ele desejava algo para beber. Ele apenas balançou a cabeça, recusando.

No porto intermediário, enquanto esperava a conexão de barco sob um céu baixo e pesado, uma chuva fina típica dos trópicos começou a cair. Foi então que viu uma mulher que lhe chamou a atenção.

Do outro lado da pequena agência de viagens locais, de costas, falando com o atendente sobre horários de partida, uma mulher gesticulava sem parar. Seus cabelos castanhos estavam presos num coque baixo e prático. Os ombros retos e tensos. Quando ela se virou, suspirando inconformada com algo, os olhos deles se encontraram. E ele a reconheceu de imediato, mas sem lembrar nomes, ou de onde. Ficou ainda mais claro quando ela sorriu para ele.

Ela o reconheceu no mesmo instante. Não houve surpresa teatral nem gestos largos. Apenas um reconhecimento lento, profundo, como quem encontra uma página que havia sido arrancada de um livro antigo e de repente a encontrasse intacta dentro de outro. Ela se aproximou e se sentou ao seu lado:

- Você... - Disse ela, a voz mais rouca pelo tempo, mas ainda clara.

- Eu? – Respondeu, Chuck, ainda confuso.

- Ainda não me reconheceu, não é?

- Desculpa... Eu sinto que te conheço, mas não consigo lembrar...

De repente, um lampejo de consciência trouxe um nome de volta: Bettina Peterson, a mulher das asas de anjo.

A postura ainda carregava a mesma solidez que ele lembrava vagamente do dia distante em que deixara o pacote na porta daquela casa no Texas:

- Bettina... Peterson.

- Eu! – Ela concordou, com um sorriso.

Ficaram se olhando em silêncio enquanto a chuva aumentava do lado de fora. Depois Bettina fez um gesto discreto na direção de um café quase vazio ao lado da agência. Chuck hesitou só um segundo, mas a seguiu. Ele ainda tinha algum tempo antes de partir para sempre.

Sentaram-se junto à janela embaçada. Pediram café preto. Nenhum dos dois tocou na xícara de imediato. O cheiro de terra molhada e de mar entrava pela porta cada vez que alguém abria:

- Eu nunca soube o seu nome completo, sabia? - Disse ela, quebrando o silêncio: - Até ver um documentário sobre a sua história.

- Noland. Charles Noland. Mas meus amigos me chamam de Chuck. Alguns inimigos também.

- Hoje, eu já sei. – Ela retrucou, sorrindo: - Mas e eu? Como devo te chamar?

- Chuck. Só Chuck.

- Ok, “Só Chuck”. – Ela falou e deu uma risada rápida: - Desculpa. Não resisti. Meu nome é Bettina Peterson. Mas isso você já sabia, né? O pacote tinha meu nome.

Ele assentiu, dando um sorriso tímido, contido, como se ser feliz ofendesse a própria existência:

- O pacote das asas de anjo. Eu precisei devolver. Na época, foi a única coisa que ainda fazia algum sentido. Além de ter sido o único que eu não abri. Lembro que eu escrevi que aquele pacote tinha me salvado a vida. E era verdade de algum jeito. Ou pelo menos foi a verdade que eu precisei acreditar para não enlouquecer lá naquele lugar.

Bettina observou o rosto dele com atenção. Notou as marcas profundas do sol antigo, a magreza que não era mais só de sobrevivência, a quietude diferente ao redor dos olhos:

- Você parece alguém que já tentaram matar algumas vezes e se cansou de só tentarem.

Chuck soltou um riso seco, quase sem som:

- Duas vezes, pelo menos. Talvez três. A conta fica confusa depois de um tempo.

- Sei... – Ela resmungou, bebendo um gole de seu café, sem pressa: - E agora? Para onde você vai com essa cara de quem decidiu fazer o que ninguém conseguiu?

Ele olhou para a chuva que escorria pelo vidro em fios irregulares. Depois, para ela:

- De volta. Para a ilha. Aquela mesma...

Bettina não demonstrou choque. Apenas inclinou a cabeça ligeiramente, como quem escuta uma confissão que já esperava de algum modo:

- Posso perguntar por quê?

Chuck a encarou e demorou a responder. Não sabia o que dizer. De certa forma, sabia, mas se envergonhava de si mesmo por ter tomado aquela decisão. Quando falou, a voz saiu baixa, titubeante:

- Porque todas as vezes que tentei viver entre pessoas, alguma coisa se quebrou nelas de forma irreparável. Na primeira vez, o avião se partiu e perdi vários amigos. Na segunda, eu quase destruí uma família inteira. Na terceira… Acho que foi a pior... Eu amei a filha da mulher que eu amo sem saber quem ela era. Eu... Não resta lugar para mim no continente. A ilha, pelo menos, é honesta. Ela nunca fingiu que eu pertencia a algum lugar. Ela nunca prometeu nada além de solidão e trabalho duro para eu continuar respirando.

- Mas ela quase te matou?

- Eu pensava assim também. Mas hoje eu enxergo diferente. A ilha foi o meu lar, o meu chão. Mesmo sendo difícil, sendo uma luta diária, ela nunca me abandonou e lá, eu nunca consegui ferir ninguém.

Bettina ficou em silêncio por um tempo apenas observando. Segurou a xícara com as duas mãos, os polegares desenhando círculos lentos na porcelana. Depois falou, a voz ainda mais baixa e contida:

- Eu passei anos pensando naquele pacote entregue com tanto atraso e também no homem que o trouxe de volta depois de tanto tempo, com uma nota dizendo que ele tinha salvado sua vida. Imaginei histórias. Imaginei que você tinha encontrado algum tipo de paz, que tinha recomeçado. Parece que eu estava errada em pelo menos metade disso.

- Paz é uma palavra grande demais para o que eu consegui. - Respondeu Chuck honestamente: - Eu encontrei sobrevivência. Depois encontrei uma espécie de ordem acadêmica. Depois encontrei de novo o caos, só que desta vez disfarçado de carinho. Agora eu só quero silêncio. Um que eu já conheço.

Ela o estudou por mais alguns segundos. Depois abriu a bolsa de lona que carregava, tirou um envelope amassado pelas bordas e o deslizou sobre a mesa, em direção a ele:

- Então leve isto.

Chuck estranhou a proposta, mas não a recusou. Pegou o envelope e o abriu com cuidado. Dentro havia um desenho simples feito a lápis e carvão: asas de anjo, imperfeitas, humanas, com as penas mal acabadas e o traço um pouco trêmulo. Embaixo, uma frase curta escrita à mão com letra firme:

“O que nos salva não é o lugar para onde a gente vai. É o que a gente escolhe fazer com o que ainda resta quando chega lá.”

Chuck olhou o desenho durante um tempo longo. A chuva lá fora intensificou-se por alguns instantes e depois afrouxou. Ele dobrou o papel com extremo cuidado e o guardou no bolso interno da jaqueta, exatamente ao lado do relógio de bolso vazio. Então, a encarou:

- Por que está me dando isso?

Bettina sorriu de um jeito pequeno, cansado e sem ilusões:

- Porque alguém, uma vez, me deu asas quando eu mais precisava, mesmo sem saber que estava fazendo isso. Hoje, quem precisa delas, é você. – Disse ela, tocando de leve a mão dele: - A ilha vai te receber e devolver apenas você mesmo, Chuck. Sem plateia. Sem desculpas. Sem justificativas. Sem a possibilidade de culpar o destino por tudo. O que você vai fazer quando só restar isso?

A pergunta ficou pairando entre eles, mais pesada que o mormaço quente daquela região. Chuck não respondeu de imediato. Pensou, refletiu, tentou entender o sentido através das letras. Quando o fez, a voz saiu quase sem força:

- Eu não sei. Mas eu preciso descobrir. Sozinho. Desta vez sem inventar companhias.

Bettina assentiu devagar, como quem aceita uma resposta que não é confortável, mas é honesta:

- Então vá. Mas vá inteiro. Não como alguém que já se decidiu pelo fim. Vá como alguém que ainda está disposto a ver o que a manhã seguinte lhe trará.

Eles terminaram o café em silêncio. Quando se levantaram, a chuva havia se transformado numa garoa fina. Do lado de fora, o cheiro de mar misturava-se ao asfalto molhado e ao odor de peixe que vinha do cais próximo.

Bettina estendeu a mão. Chuck a apertou. O contato foi breve, mas sólido, como um acordo silencioso entre dois náufragos de espécies diferentes:

- Boa viagem, Charles Noland, ou Só Chuck.

- Obrigado, Bettina. Por tudo. Inclusive por isto. – Disse ele, dando dois tapinhas sobre onde a carta estava.

Ela se afastou primeiro, sumindo no movimento da pequena cidade portuária com a mesma naturalidade com que havia aparecido. Chuck ficou parado na calçada por longos minutos, olhando-a como se ela tivesse algum significado para ele, a mão ainda pressionando o lugar sobre o peito onde as asas de papel estavam guardadas. Depois, ele seguiu até o cais. Sozinho.

O barco partiu no final da tarde. Chuck permaneceu no convés descoberto a maior parte do tempo, deixando o vento e o spray do mar baterem no rosto. O sol descia em um vermelho profundo sobre a linha do horizonte. O motor roncava baixo e constante. Ao redor, apenas oceano em todas as direções.

Ele tirou o desenho do bolso e olhou novamente sob a luz que diminuía. As asas imperfeitas. A frase simples e cortante. Depois tirou uma foto do relógio de bolso e a colocou ao lado do papel na mão aberta. Dois objetos. Duas lembranças. Duas versões de si mesmo: o homem que precisou de uma lembrança para sobreviver e o homem que agora carregava apenas um desenho feito por uma estranha que um dia, sem saber, também o havia salvo:

- Que bom que gostou do meu desenho. Embora tenha ficado horrível... Mas, em minha defesa, eu nunca fui boa com desenhos.

Chuck se surpreendeu e se levantou de repente, fazendo com que a foto e o desenho caíssem no chão. Ele se abaixou para resgatá-las, ao mesmo tempo em que Bettina fazia o mesmo. Então, ele a encarou:

- O que você está fazendo aqui?

- Só vivendo mais uma aventura. Eu iria de avião, mas um passeio de barco é sempre mais emocionante. – Disse ela, entregando o desenho para Chuck: - E quem sabe eu consiga convencer um certo alguém a mudar de rota.

Chuck se levantou, dobrou os dois pedaços de papel e os guardou no bolso:

- Minha aventura tem destino, Bettina. Chegarei lá em alguns dias.

- Entããão... tá! Vou com você.

- Como é que é!?

- É, ué!? Se você vê algum sentido em ficar isolado em uma ilha inóspita, correndo riscos, é porque deve ser interessante. Vou te acompanhar.

- Acho que você não entendeu direito para onde eu estou indo...

- Acho que “você”... – Bettina frisou a palavra e encostou o indicador no peito dele: - ... não entendeu que eu sou insistente e teimosa.

- Mas eu não quero que você venha comigo.

- Você é o dono da ilha?

- Não. Sim. Bem... Acho que... não sei.

- Então, se ela não é sua, eu posso ir. Ou podemos mudar o seu itinerário e seguimos para... – Ela tirou uma mapa da bolsa, desdobrou e olhou cuidadosamente: - Tahiti!

- Mas eu... eu...

- Chuck, ouça a minha proposta. – Ela o interrompeu, colocando o mapa em suas mãos, indicando com o dedo: - Me dê alguns dias de sua companhia. Se não valer a pena, se eu não conseguir te convencer que só o fato de viver já é uma dádiva, você continua sua viagem.

- Não serei uma boa companhia.

- Ou talvez você seja, e só precise reaprender. Confie em mim. Veja isso como um passeio com uma amiga que acabou de se curar de um câncer. Eu estou comemorando a vida. Quero que você faça o mesmo comigo.

Chuck ficou em silêncio por um instante, olhando o mapa, sem focar em nada em específico:

- Você se curou de um câncer?

- Foi. Agora, eu só quero passear, viver, comemorar a vida. Não importa onde, nem com quem.

- Mas você tem um bom motivo?

Ele pegou o mapa das mãos dele. Dobrou e o guardou na bolsa. Então segurou nas mãos dele e as trouxe para próximo de seu peito, fazendo com que ele a encarasse sem ter como desviar o olhar:

- E você também! O seu motivo será vir comigo, e viver. Não estou te prometendo ser a solução de todos os seus problemas. Mas serei uma boa companhia. Isso eu te garanto!

Aquela improvável conversa seguiu noite adentro. As estrelas apareceram com uma clareza que Chuck só lembrava dos anos na ilha. Chuck apoiou os cotovelos no parapeito molhado e deixou o vento bater livremente no rosto cuja barba já começava a ficar aparente. Bettina havia ido até o refeitório buscar algo para comerem, dizendo que o obrigaria a se alimentar nem que tivesse que lhe enfiar a coxa de peru pela bunda. Foi a primeira vez que Chuck riu de verdade, há tempos.

Aliás, pela primeira vez em muitos anos, a pergunta que habitava o peito dele não era “por que eu sobrevivi?”. Era outra, mais quieta, mais perigosa e, de certo modo, mais adulta: “O que eu vou fazer com o fato de que ainda estou vivo?”

A ilha se aproximava na escuridão, ainda invisível, mas já presente em cada cheiro de sal e em cada balanço do casco do navio. Ele não sabia se encontraria ali o fim ou algum tipo de começo sem honra. Sabia apenas que estava a caminho. Ainda. E que, desta vez, não levava a mesma força que o fez retornar antes.

Olhou novamente para as asas desenhadas à mão por uma mulher que um dia recebera um pacote atrasado demais e mesmo assim o transformara em esperança. E num impulso, jogou no mar a foto do relógio de bolso.

E o silêncio enorme, antigo e limpo do oceano o engoliu.

Embora a certeza dele agora tivesse se transformado numa dúvida, Bettina parecia ter uma resposta que ele ainda não compreendia. Quando ela retornou com dois potes de comida, ele já tinha uma decisão tomada:

- Não vou usar sunga. Fico horrível com essas perninhas finas.

Bettina sorriu ao ouvir a brincadeira. Mais do que isso, seus olhos se marejaram rapidamente ao notar que ela o havia convencido a não desistir. Entregou-lhe um dos potes e disse:

- Use um short, bermuda, cueca. Vá pelado! Eu adoraria te ver balançando o pingolim em Tonga.

Chuck riu novamente enquanto abria o pote. Comeram. Beberam. Conversaram. Riram de coisas bobas, descompromissadas, leves, ao léu. Talvez fosse isso que ele precisava: viver uma vida sem ter que se preocupar com o amanhã. E Bettina parecia ser boa nisso.

Quando a primeira luz do amanhecer começou a clarear a linha distante do horizonte, Chuck e Bettina ainda estavam no convés. Ela dormia com a cabeça em seu colo. O corpo dele estava cansado, mas o coração, antes vazio de ilusões, agora estava estranhamente mais leve do que em qualquer outro momento das últimas décadas.

A ilha estava à frente.

Mas já não era o seu destino.

E pela primeira vez desde que o avião se partira sobre o Pacífico, ele não sentia medo do que encontraria quando o barco finalmente se aproximasse da costa.

Sentia apenas o vento.

O cheiro do mormaço ao seu redor.

E o espaço aberto, terrível e possível, de uma vida que, contra todas as probabilidades e contra todas as suas próprias tentativas de encerrá-la, ainda não havia terminado.

O sol nasceu e com ele o sorriso nos lábios de Bettina:

- Babei na sua calça.

Chuck riu e se levantou no convés. Então se abaixou e ofereceu a mão para Bettina. Ela aceitou, sendo içada por ele. E ele olhou para a frente, buscando algo que ainda não sabia. Mas não largou a mão dela.

E, pela primeira vez em muito tempo, não olhou para trás.

[FIM]

OS NOMES UTILIZADOS NESTE CONTO SÃO FICTÍCIOS E OS FATOS MENCIONADOS E EVENTUAIS SEMELHANÇAS COM A VIDA REAL SÃO MERA COINCIDÊNCIA.

FICA PROIBIDA A CÓPIA, REPRODUÇÃO E/OU EXIBIÇÃO FORA DO “CASA DOS CONTOS” SEM A EXPRESSA PERMISSÃO DO AUTOR, SOB AS PENAS DA LEI.

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Foto de perfil de Mark da NandaMark da NandaContos: 415Seguidores: 802Seguindo: 17Mensagem Apenas alguém fascinado pela arte literária e apaixonado pela vida, suas possibilidades e surpresas. Liberal ou não, seja bem vindo. Comentários? Tragam! Mas o respeito deverá pautar sempre a conduta de todos, leitores, autores, comentaristas e visitantes. Forte abraço.

Comentários

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ATENÇÃO PESSOAL .

se preparem que vem supresa por ai

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Obaaaa

O FOFOQUERO infiltrado nos trouxe uma excelente noticia!!

Bem que poderia ser postado hoje!!

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Muita horas nessa calma rainha do Nilo rs .

Nem a mineira sabe rs

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Então não atiça Clododa!!

Isso é maldade!!

O café TurboNanda ja estava de jeito!!!

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Depois diz que não é FUCDC, sendo que é mais FOFOQUERINHO que a própria Musa do FUCDC, solta a língua FOFOQUERINHO kkkkkkkkkkkkkk

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Começo a achar que Clododinha esta sendo um instrumento do humor sinistro do Mark!

Ele atiçou todo mundo, a agua já estava a 96º graus, O fio dental "HOJE TE CÚ" já estava cheinha com o pó do TurboNanda e....NADA!!!!!!!!!!!!!

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AIIIIIIIIIIII SIMMMMMMMMMMMMMMMM

Obrigado Mark e Clododinha!!!!!!!!!!

E tome café!!!!!!!!!!!!!111

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Preciso deixar muito claro que estou sofrendo de abstinência severa de café TurboNanda.

!2 dias!!! DOZE DIAS sem noticias do nosso casal preferido!!

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Deixa eu contar uma procês...

Quase enfartei no final de semana!

😑

Imaginem a cena... Eu tranquilamente preparando o almoço e de repente, sua filha mais velha (sim, a Mary) chega na surdina, senta à mesa atrás de você e diz:

- Mãe, eu vi você e o pai na internet...

Caralho! Quase tive um treco! Primeiro, pelo susto. Segundo, pelo contexto.

Tive que respirar profundamente antes de encará-la e só consegui dizer:

- Ah, é, amorzinho? Nossa! Espera aí que teu pai precisa estar presente e... Mary... ninguém mais precisa saber disso, tá bom?

Ficou ela lá me encarando com a cara meio emburrada, igualzinha ao Mark, enquanto eu saí e trouxe meu marido pelo pescoço até o ninho da conversa:

- A Mary viu um vídeo nosso... na internet...

- Mas a gente nunca postou nada, caramba! – Ela falou, com os olhos arregalados.

- Mas ela viu e tá com um vídeo nosso. Nosso! Nossinhora... Será que é só nosso ou tem mais gente?

Fomos os dois e nos sentamos à mesa, os dois brancos, pálidos. Mark de uma rápida suspirada e disse:

- Tá. Primeiramente, em nossa defesa, nós nunca postamos vídeo algum, Mary...

E ela nos encarando, mais surpresa do que a gente:

- Eu sei. – Ela disse: - Vi vocês no perfil de uma moça lá da musculação. O pai apareceu um tempão, mas a mãe só no final do vídeo...

Caralho, gente... Caguei mole o resto do final de semana inteiro... O Mark ficou sério. Assistiu o vídeo. Fez uma rápida propaganda de si mesmo. E saiu rindo para o sofá da sala. Também assisti o vídeo. Ri um pouco (muito!) e a vida seguiu. Mary ficou meio sem entender o porquê de nossa reação, mas a gente deu altas risadas depois. Risadas de nervoso. Mas risadas...

🤣🤣🤣

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Eu imagino a risada estressada !!!

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Mas vc levantou um ponto preocupante agora!

Não existem mais locais seguros.

Tecnologia avançou muito.

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Meu Querido Embaixador, para descobrir meus segredos vão ter que inventar uma IA capaz de entrar na mente Humana, muito mal deixo postarem comigo ao Fundo, fotos de eventos em Família, QUALQUER outra coisa só entrando na minha Cabeça, ou então, só se tiver câmera escondida por aí, nunca sabemos quando a SINA vai sair do Módulo Latente, todo cuidado é pouco. Rsrsrsrs

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A grande questão hoje são essas câmeras escondidas por aí!

Impressionante a quantidade e qualidade dessas coisinhas minúsculas.

Não quero nem falar na quantidade de chantagens que são feitas com gravações clandestinas.

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Rapaizzz

Se vc colocar nas mãos de um moleque uma câmera fotográfica das antigas, onde tinha que virar um botãozinho para rolar o filme (barulhinho lindo do crec crec crec) ele morre de dar risada!

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Peraí, Peraí, mais uma pra confirmar... Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Achava isso hilário em foto de Família, todo mundo amontoado, com Gente agachada um tempão até entrar em foco que NUNCA ficava KKKKKKKKKKKKKKKKKK quando finalmente a foto saia e iam levantando, alguém gritava - Peraí, Peraí... Kkkkkkklkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk deve ter foto minha gargalhando de segurar a barriga kkkkkkkkkk

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kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

E a porra da foto queimava e não sai nada!!!!!!!!!

kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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Era uma loteria meu amigo!!

Lembra???? Por garantia tinha que tirar umas cinco iguais!!!

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E todo mundo parado, agachado e amontoado, kkkkkkkkk eu ria muito amigo, sempre tinha alguém que caia sentado kkkkkkkkkkkkkk minha família é grande aqui no Rio, almoço de Família nessa época, eram com mais de trinta pessoas e cismavam que todos tinham que sair na Foto, Máquina antiga já na época, kkkkkkkk era muito engraçado Mano kkkkkkkk kkkkkkkkkkkk

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Tbm tenho essas de família!

Era muito legal mesmo! E essas fotos de família aproximavam muito a todos, eram momentos especiais nas reuniões familiares.

Tinha toda uma preparação!! hahahaha

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Boa seus Lindos .

Vim no conto dos mineiros pq aqui a audiência é grande .

Tem um conto que estou procurando .

Nao sei o título.

A história é de um casal que o esposo é veterinário e a esposa é enganada por um outro casal que a mulher é médica.

O casal pilantra faz de tudo pra separar o casal , senao me engano o nome da esposa é sheila .

A esposa engravida e a gravidez é de risco .

O esposo se envolve com a empregada de uma fazenda e começa a conhecer o mundo liberal .

No final a esposa tem o bebê e o casal fica feliz

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Se eu não me engano é do Lukinha.

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Desculpa!!!

Meu Presidente respondeu!!!

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Tadinha da pirâmide.... não acerta nada rs

Por isso que o FUCDC esta com os dias contados

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Dodinha!!

Faraó ta enferrujado!

Vai lá. fala para a minerada voltar logo!!

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MY DEAR LITTLE GOSSIPER

FUCDC AREN'T HIGHLANDERS

BUT

WE'RE FOREVER

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Ele não ta se aguentando de vontade de fofocar!

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Vi isso agora kkkkkk ele é realmente o maior de todos, tem sempre o furo da informação e faz questão de nos informar porém é muito ancioso e a ansiedade dele só vai acabar quando reconhecer realmente quem ele é kkkkkkkk

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Caro Irmão de Armas Kiquinho!!

Seu sumido!!

Clododinha é doidinho!! rs

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Mano Coquinho , eu sou oposição

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Né não, o mundo inteiro sabe que não.

Tentei responder um comentário seu no conto do Lael mas não consegui. O Conto tá bem legal

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Vc viu só Kiquinho!

Esse Doda Fofoca é fogo!!

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Isso já é um caso de amor com o FUCDC mas ele não quer assumir esse amor mesmo com o mundo inteiro sabendo

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Mas ele vai ceder meu companheiro!!

O Amor é mais forte que essa obsessão dele de nos negar!!

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Bom dia Dodinha, esse conto é das sensacionais Meninas do Ménage Literário, o nome é "Meu marido descobriu e não deixou barato", ainda está ativo aqui no CDC.

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Mano Sensa , sabia que Vc é um fofinho ? Te amooooo

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É recíproco FOFOQUERINHO GUDE GUDE.

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Q mane gude gude rs

Foi a mineira né que falou isso

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E ficou né, ela é nossa Musa, o que ela fala fica escrito na eternidade kkkkkkkkkkkkkkkk

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Esquece Emilinha Mark, vamos para temporada 18 da JORNADA.

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Mark e Musa Nanda!!

FUCDC está com saudades de vocês!!

Café TurboNanda está de jeito para a próxima aventura!!

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Tá em abstinência Caro Embaixador.?

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Muita!!!!

Chega até a doer!!!

Só de pensar o que teremos ja fico doido!!

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Mas fiquei com uma coisa na cabeça!

Emilinha...Pedrinho e???

Será o bandidinho do primo o terciero livro?

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Será de quem salvou a vida da Emilinha, o problema é quem salvou?????

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Parabéns Mark. Perder um grande amor é sempre traumático, mas o luto inevitavelmente termina e a vida continua. A premissa da história é fantástica: Kelly viveu o luto e a vida continuou. A volta de Chuck bagunçou seu psicológico, mas sua vida era outra. Ela demorou para entender, mas a realidade do novo amor se impõe. Já Chuck passou anos idealizando o reencontro, não conseguiu entender que a Kelly que ele amava já não existia. Não foi acaso ele se apaixonar pela filha de Kelly, a Kelly jovem, que ele esperava encontrar quando voltou da ilha.

O tema é bastante explorado em filmes e séries. Já falei de Homeland e a Netflix me lembrou de outro, uma série chamada "Manifesto", onde um avião sai da Jamaica e, inexplicavelmente, pousa nos EUA cinco anos depois. O que mais me chamou a atenção na série foi a loucura em que os relacionamentos se tornaram. Para quem chegou só tinham se passando algumas horas, para quem ficou foram cinco anos. Relacionamentos novos foram construídos, sentimentos antigos eram apenas lembranças.

O tema é muito bom. Cai no velho debate do amor ser uma construção permanente, sem o convívio torna-se uma lembrança.

Parabéns pela história Mark. Obrigado por mais um entretenimento de qualidade.

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Eu li nos comentários abaixo algumas referências a série que eu e o Nassau estamos escrevendo e postando, inclusive, comentários elogiosos. Agradeço muito.

Me cabe pedir desculpas, mas, além das atividades normais do dia a dia, estamos passando por um “hiato criativo”. Por esse motivo decidimos juntar mais capítulos antes de voltar a postar para garantir alguma regularidade.

Agradeço a todos pela espera.

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Id@,

Elogioso é pouco!

Realmente optei por esperar o fim para devorar tudo de uma vez.

Cheguei no CDC a um pouco mais de 1 ano e tive a sorte gigantesca de ter maratonado de cabo a rabo suas series, do Menage, do Mark e Nanda, MA, Lukinha, Nassau e Obetão.

Realmente me acostumei mal!

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Ai mineiro e mineira , ja começa a preparar outro conto que senão o pessoal do FUCDC vão infartar rs

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Nós né!!!

Vc está até doente sentindo falta da gente!!

P.S: To quase enfartando mesmo, esqueci que acabou e tomei um TurboNanda por acidente!

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Fantástico o final p Chuck ele só iria se curar com um novo alguém,o homem sofreu demais nesta história,o destino finalmente lhe dará paz, parabéns marck

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Final realmente espetacular, resolvendo os problemas de todos e com o Chuck reencontrando seu rumo.

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Essa o mineiro soube sair da marcação e ainda fazer um gol .

Deu chapéu em todo mundo e o FUCDC ficou no chão rs

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Quem levou um ovinho no início da jogada foi tú que saiu para marcação todo bobinho, kkkkkkkkkkkkkkkkkk

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Boa mano Sensa , eu falei q o mineiro ia dar um drible da vaca em vcs kkk

Jogou de um lado e correu pro outro .

E a rainha do Nilo kkkk tadinha

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kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Ta certo Clododinha!!!!

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Eai mano Ramsés.

Eu fiquei triste pela bola de vôlei que ficou sozinho murcha no quarto , tomara q o bola de vôlei leve uma companheira pra ele na volta da viagem

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Poxa Dodinha!!

Bem lembrado. Wilson, o companheiro de tantas jornadas e lutas merecia pelo menos um saquinho de bolinhas de gude né!

Ele iria ter um min harém!!

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Dodinha fica aí fazendo suas peraltices mas quando o FUCDC se retraiu um pouquinho ficou "xolando" sentindo nossa falta!!

Clododa, vc é mais falso que nota de 3 Reais!!

Mas te amamos muito!!

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Kkkkkkkkkkkkkkkkkkk o Amor é cego e irracional kkkkkkkkkklk

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Cego eu não sei mas...Irracional é a cara do Clododinha!!!

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Cleópatra, o site quase todo esta com Vcs , até o mineiro e a mineria junto com a ID@ , mas eu sou resistência e oposição rs

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Clododinha!!

Vc reparou?? Dominamos o site inteiro, ou melhor, estamos juntos com os melhores do CDC!!

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Na verdade eu me divirto com Vcs e as teorias do FUCDC que não chegam a lugar algum e eu sou oposição ao FUCDC rs .

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Só para deixá-los avisados: estou me aprofundando na "era digital". Acabei de criar um perfil no Instagram (idalina.rea) !!! Façam o favor de me seguir !!!!

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Nem sei se eu tenho ainda, deve estar, então pode contar comigo.

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Eu sempre posso cobrar com vc !!!

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BSe bem que para minha própria satisfação tenho que colocar em dia a leitura da Espiã Sensual e a Espetacular Hamdi que é uma personagem simplesmente Fantástica, isso aqui no CDC e quero dar uma acelerada lá no Zodíaco, mas tô sem muito tempo livre e as Fofocas do FUCDC tomam quase todo o tempo kkkkkkkk

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Que espiã é essa?

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O conto da Id@ que tá rolando aqui no CDC.

https://www.casadoscontos.com.br/texto/2026011527

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Ah sim!!

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Li os primeiros capitulos, até quando ela foge com o pai e é perseguida de carro e eles tem que atravessar um rio. Mas parei pq esse quero maratonar!

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Eu fui mais a frente, mas parei pelo mesmo motivo, bola densidade e detalhamento do texto, o espaço entre as publicações acaba me tirando parte da experiência, mas deve ter uns seis capítulos para eu maratonar, então eu acho que vou lá assim que der.

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Foi por isso mesmo. Contos da Id@ tem que maratonar pq são espetaculares.

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Te Convido a ler Embaixador, é denso, detalhado, dramático e engraçado, nas doses certas.

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Querido Mark se isso fosse um filme tenho a certeza que todos nós estaríamos aplaudindo de pé. Muta emoção e muito drama da inicio ao fim.

Parabéns por se superar mais uma vez (nós estamos mal acostumados).

E o meu sentimento para você com todos esses contos maravilhosos é somente um gratidão.🌟🌟🌟🌟🌟🌟🌟🌟🌟🌟🌟🌟🌟🌟🌟🌟🌟🌟🌟🌟🌟🌟🌟🌟🌟🌟🌟🌟🌟

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O cara é bom né Kiquinho.

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Além disso tem a humildade de aceitar nossos comentários mesmo que sejam comentarios que vão de encontro a linha de pensamento dele. coisa que muitos autores aqui não suportam.

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Tens que querem até brigar kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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Depois querem saber porque o cara é tão querido assim. Inveja pura

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Amigo Kiquinho!!

Eu dei trabalho para o Mark e a Nanda nesse conto viu!

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Mas vai ficar melhor se terminar a Emilinha!!

P.S.: Ta bom assim???? hahahaha

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Agora vamos para temporada 18 de JORNADA, porque logicamente o Rick foi atrás para pedir desculpas pessoalmente a Nanda. Estamos ansiosos Mark.

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Final delicioso, digno e "poético" para Chuck. Tinha que ter um final surreal pois sua vida foi surreal!

Mas o destino não aliviou para Kelly e Jerry,

Chuck sempre será uma lembrança amarga para Jerry, Até seu ultimo suspiro.

História fantástica, não precisamos falar que houveram discussões acaloradas, muitos sentimentos envolvidos no meio do caminho!

Mais uma vez agradecer a lembrança de que o TurboNanda é essencial aqui na pagina de vcs, sem ele não rola!!

Valeu gente!!! E Mark...tem muita coisa parada hein!! Vamos lá para as continuações!!

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Bom dia Prestimoso Embaixador através dos canais oficiais, faça uma solicitação pela Emilinha, a versão dela está madura, só falta caminhar para o final, que pode ser outro marco no CDC, além de outros, mas a Emilinha falta pouquinho então...

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Agora!!!!

"Caro Mark, nós do FUCDC temos uma ânsia gigantesca para que vc termine o conto da Emilinha!

Nós estamos correndo o sério risco de termos sequelas emocionais permanentes por conta de nossa ansiedade javyer atingido níveis Chucknianos!!

Tenha pena de nós!!

Obrigado desde já!!"

Tomara que dê certo meu Presidente!!

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Obrigado Ultraeficiente Embaixador, quanto a dar certo ou não, lembre-se que para o FUCDC o que importa é o devido processo, o resultado é consequência, se resultado vier positivo seria ótimo, mas se não vier positivo, pelo menos fizemos o devido processo FUCDC, que é alucinado mas às vezes funciona kkkkkkkkkkkkkk

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Eu não li a Emilinha, li a visão do menino! Maravilhoso!

E não vou ler a Emilinha até ter um final!

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Tenho esperança de uma possível redenção milagrosa de Amelinha, que apesar de tudo, a Emilinha merecia uma chance de se redimir, pois ela preferiu doar a própria vida em detrenimento de outro ser humano, e a vida é nosso bem maior.

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Mas se ela morreu e virou um flor, como esse conto vai continuar?

Mark agora vai readaptar o filme Ghost?

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Mas o corpo NUNCA foi encontrado, as Flores podem ser um sinal de resignificação dado pela providência, que o ato da Emilinha redimiu seus pecados, mas que não era hora dela desencarnar.

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Espero que seja isso mesmo!! Fiquei sentido com a "morte" dela""

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Se ocês soubessem o que eu sei...

Nu!

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Mas o que é isso?!?!

Uma FOFOQUERA que não conta a fofoca não vale!!

Só um tiquinho vai Musa Nanda!!!

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Você meu Sapiente Embaixador me ensinou uma coisa FOFOQUERINHO sem o "i" só o Dodinha, então o correto é FOFOQUEIRIIiiNHA, ainda mais com o status mor de nossa Eterna Musa.

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Nã na ni na não meu Presidente!!

Ganhar o "i" é um privilégio que todos tem que merecer, inclusive nossa Musa Nanda!

Para ganhar o precioso "i" ela tem que contar uma fofoca bem da boa!!

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Nossa fiquei atônito agora mas não existe ninguém melhor conhecedor dos estatutos do FUCDC do que Nosso Embaixador, então apoio a condição imposta, apesar do entendimento individual de que Musa é Musa, mas n o FUCDC o estatuto é de fato uma Carta Magma, então que seja deferida petição.

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Meu Presidente, sobre a regra do sagrado "i" eu já tinha comentado em outra ocasião.

A fofoca é nosso item mais precioso e para ser um fofoqueiro com "i" como nós 4 tem que fazer muita fofoca.

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Nanda é nossa Musa, mas a Fofoca é a Deusa Soberana do Olimpo das Musas do CDC.

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Kkkkkkkkkkkkkkkk não tem como argumentar kkkkkkkkkkkkkk

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Foto de perfil de Nanda do Mark

Credo! Só por isso nao vou comentar que são 3 livros: um pelo Paulinho; 1 pela Emilinha; 1 por ... (acabou a tinta).

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Ganhou o "i"!!!!!!

Bem vinda nossa Musa Nanda Fofoqueira!!

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Termos lavrados nas condições da petição apresentada pelo Relator Embaixador, estando todos de acordo em todas as questões apresentadas, então que seja lançado nos Estatutos do FUCDC que Eterna Musa Nanda terá eterna condição de FOFOQUEIRINHA MOR da prestigiada e estimada Instituição de Fofoqueiros Raiz , devidamente registrada CNF sob a marca "FUCDC - WE'RE FOREVER".

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Perfeito!! Muito bom meus parabéns. Obrigado por nos brindar com essa bela obra. Obrigado

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Fenomenal mesmo. Do início ao fim uma estória magistral. Parabéns...👏👏👏👏

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Parabéns Mark.

Com certeza esse conto será histórico no site, vou sempre recomenda-lo.

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Foto de perfil de Hugostoso

Espetacular, Mark e Nanda!

Entre mortos e feridos, todos se salvaram!

Dramático do início ao fim!

Parabéns meus amigos, vcs são PHÓDA!

👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼

Que venha o próximo, ou uma continuação! 😎

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