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Capítulo 3 - O Gosto do Favor

Um conto erótico de Leandro Gomes
Categoria: Gay
Contém 677 palavras
Data: 12/09/2026 21:13:23

Os sessenta dias extras passaram com a mesma velocidade cruel dos sessenta primeiros. Danilo tentou se reorganizar. Conseguiu algumas encomendas esporádicas, vendeu algumas coisas da padaria que não precisava, cortou tudo o que podia em casa. Mesmo assim, quando o prazo acabou, o saldo continuava negativo. O banco tinha enviado uma segunda notificação, mais formal, falando em medidas judiciais. O aluguel do apartamento estava no limite do atraso pela segunda vez. Camila, sem saber da real extensão do buraco, começava a fazer perguntas mais diretas à noite, a voz cansada, os olhos escuros estudando o rosto dele com uma atenção que o deixava inquieto. Uma semana depois do vencimento do prazo e nesse clima, Pedro enviou mensagem.

Pedro: E aí, meu amigo! Tem algo aí pra mim?

Danilo olhou a tela por um longo tempo. A memória da última vez ainda estava viva demais: o cheiro da sala, o barulho das duas mãos, o olhar azul fixo nele enquanto gozava, a vergonha queimando depois. E, por baixo da vergonha, a lembrança traidora de como o corpo tinha reagido.

Danilo: Mano, infelizmente não. Estou todo enrolado ainda.

Pedro: Passa aqui então amanhã pra gente ver o que faz.

No dia seguinte, ao final da tarde, Danilo pegou seu Fiat Uno e foi até a casa de Pedro. A casa estava quieta, exceto por uma música baixinha que vinha de dentro; a piscina refletia a luz do sol já se pondo. Danilo tocou o interfone com certa hesitação. Pedro abriu o portão, e ele entrou, caminhando com as mãos nos bolsos, bastante apreensivo. Seu amigo saiu na porta com um samba-canção cinza e sem camisa. O volume da rola marcava o tecido. Ele não sorriu tanto quanto nas outras vezes. Os olhos azuis estavam mais diretos.

— Entra aí, meu amigo. — Disse, acariciando Danilo nas costas.

Na sala, Danilo ficou em pé, os braços cruzados, o corpo tenso. Não enrolou.

— Pedrão, papo reto. Eu não consegui grana pra te pagar. Consegui repor algumas coisas da padaria, mas aí apareceram mais contas. Tô muito enrolado, cara. E aí queria ver se você me dá mais um tempo pra pagar. Eu juro que te pago, cara. Mas agora não tenho o que fazer.

— Entendi. Mas você tem pelo menos uma data pra mim?

Danilo balançou a cabeça negativamente.

— Bom, tu é meu amigo e essa grana que emprestei estava guardada. — Olhou pro amigo nos olhos, fingindo estar pensando no que dizer. — Eu posso alongar o prazo de novo...

— Oh cara, valeu mesmo...

— Maaas — interrompeu — eu preciso de algo de você enquanto espero...

Danilo sentiu um frio no estômago.

— Quero mais do que da outra vez.

— Mais... como? Que isso, cara?

Pedro olhou pra ele com desejo nos olhos, mordendo o lábio inferior, ao mesmo tempo dando uma pegada na rola já praticamente dura no samba-canção.

— Dessa vez eu quero te tocar. Quero pegar nesse seu pauzão duro e bater uma punheta pra você. E quero te chupar também até você gozar na minha boca. Você não precisa me tocar, se não quiser. Me contento só com isso, sem penetração. Só a minha mão e a minha boca no seu pau.

O silêncio que se instalou foi pesado. Danilo sentiu o sangue subir quente no pescoço, a raiva e a vergonha se misturando outra vez.

— Caralho, Pedro! Isso já passou do limite, mano! Já te falei que não curto isso. Por favor, não faz isso comigo, cara. E nossa amizade como fica?

— Ah, cara. Nossa amizade só tem a ganhar com isso. Você está apertado, eu entendo. Mas eu sou muito afim de você e preciso de algo também, sacou? Sou louco pra te mamar. Faz tempo que eu imagino isso. Vai cara! Só coisa de brother, só entre a gente.

Danilo deu um passo para trás, a respiração curta. A imagem da Camila contando dinheiro na cozinha veio forte. A notificação do banco. O olhar cansado da esposa. Ele fechou os olhos por um momento, o conflito interno latejando.

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Comentários

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Fico só imaginando as cenas de sexo, Leandro! Assim você me mata! Hahaha

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https://contossoparahomens.blogspot.com/2026/09/quanto-vale-30-mil-capitulo-3.html

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