Continuando a história….
Voltar para o meu apartamento no interior com o eco daquele "Eu te amo" ainda vibrava no peito era uma mistura doce e aterrorizante. O Alberto tinha fincado uma estaca no chão da minha vida. Eu não podia mais fingir que aquilo era um envolvimento passageiro.
Cravei a decisão: eu iria me mudar para São Paulo.
A primeira batalha foi com o Lucas. Sentei no escritório dele, e o meu assessor quase derrubou a xícara de café ao ouvir minha decisão.
— Você tá ficando maluco, Tiago?! — bradou ele, ajeitando os óculos. — Sua carreira tá engatinhando aqui! O interior te ama, cara! Pra que se jogar naquele mar de tubarões da capital?
— Eu preciso expandir, Lucas. Quero estar no centro das coisas.
Lucas me encarou por longos segundos. Ele me conhecia desde a época em que eu cantava por um prato de comida e duas cervejas. Ele cruzou os braços e soltou com a voz baixa:
— Isso tem a ver com o Alberto, não tem?
Gelei. O sangue sumiu do meu rosto, mas mantive o olhar firme.
— O Alberto é meu parceiro de trabalho, Lucas.
— Tiago... Eu vejo como você olha pra tela do celular quando chega mensagem dele. O jeito que você sorri pros cantos. Eu não sou cego, garoto.
Não confirmei, nem neguei. Guardei o segredo a sete chaves, mas o silêncio entre nós dois selou um respeito que não precisava de rótulos.
A parte mais dolorosa foi a minha família. Na véspera da viagem, o Alberto cumpriu a promessa e veio de carro até o interior para me ajudar a empacotar o apartamento. Meus pais estavam lá. Ver o Alberto na minha sala, conversando com o meu pai sobre modas antigas de viola enquanto eu e minha mãe arrumávamos as caixas no quarto, fazia meu coração parecer um tambor. Eu morria de vontade de atravessar o corredor, puxar aquele homem pela nuca e dar um beijo na frente de todo mundo. Mas me segurava.
Minha mãe parou de dobrar uma camisa social. Ela me olhou fixamente, os olhos castanhos carregados de uma doçura profunda.
— Filho... Há quanto tempo vocês dois tão juntos?
O mundo parou. Travei com uma caixa de papelão nas mãos.
— Mãe... A gente é amigo. Trabalha junto.
Ela largou a roupa, caminhou até mim e segurou minhas duas mãos.
— Não mente pra mim, meu filho. Eu sou sua mãe. Desde que você voltou daquela primeira viagem a São Paulo, seu olhar mudou. Quando você fala o nome dele, seus olhos brilham de um jeito que nunca brilharam por mulher nenhuma. O seu pai pode ser desligado com essas coisas, mas eu vejo você.
Senti um nó gigante se formar na garganta.
— Mãe... me desculpa...
— Desculpa pelo quê, garoto?! — ela sorriu, enxugando uma lágrima discreta no próprio rosto. — Eu só quero ver você feliz. Não me importa se é com mulher ou com homem. O que importa é você ter do lado alguém que te respeite e te faça bem. E esse rapaz te olha como se você fosse o mundo dele.
Desabei num choro, um choro de anos de repressão e medo. Ela me puxou para um abraço apertado, o cheiro de café e sabão de casa me acolhendo como um manto protetor. Ali, com a bênção silenciosa da minha mãe, o último fantasma da minha insegurança se desfez.
À noite, depois que meus pais foram para casa com a promessa de se despedirem no dia seguinte, ficamos eu e Alberto no apartamento quase vazio. O cansaço da mudança pesava.
Alberto me puxou pelo braço na sala vazia, me prensando de leve contra a parede:
— Vem cá, meu amor. Ainda não te dei o abraço que eu tava guardando desde que cheguei.
Ele me envolveu com seus braços fortes. Colei meu rosto no peito peludo e quente dele, respirando aquele perfume rústico que era o meu porto seguro. Fechei os olhos, me entregando à sensação de proteção.
O estalo da maçaneta rompeu o momento. A porta da frente — que tínhamos esquecido de trancar — se abriu.
Era o Lucas. Ele travou na porta com uma pasta de documentos na mão, olhando para o Alberto com os braços ao redor da minha cintura e minha cabeça encostada no peito dele.
O Alberto congelou feito uma estátua. Eu dei um pulo para trás, pálido.
— Lucas! Puta que pariu... Eu posso explicar — gaguejei.
Lucas olhou para nós dois, suspirou fundo e fechou a porta devagar.
— Relaxa, Tiago. Não precisa explicar nada. Eu já sabia.
— Como sabia?! — perguntou o Alberto, com a voz embargada.
— Eu vejo esse garoto trabalhar todo dia, Alberto — disse o Lucas, dando um sorriso amarelado. — Ele não engana ninguém quando tá apaixonado. Minha questão nunca foi com quem você dorme, Tiago. Minha questão é ver você abandonar suas raízes. Mas se é isso que você quer... vai em frente.
— Vem com a gente pra São Paulo, Lucas — pediu o Alberto. — Eu te contrato pra equipe.
— Minha vida é aqui no interior, Alberto. Obrigado. Mas cuida bem desse garoto. Ele vale ouro.
Jantamos os três no chão da sala, dividindo quentinhas de delivery. Foi uma despedida agridoce, mas necessária.
Fomos dormir em um coxão no chão, como eu sentia falta de chupar aquele cu peludo, ele urrava de tesão ao sentir a minha língua chupando aquele cu, depois recebi uma mamada deliciosa, por ele estar bastante exausto da viagem e de ter me ajudado na mudança não ia poder comer aquele cuzinho, ele me mamou até encher a boca de porra, ele bebeu tudo, depois chupei o seu pau pra beber a sua porra, ele me fez engasgar botando porra no fundo da minha garganta, dormimos abraçados naquele apartamento que seria a minha última noite.
Na manhã seguinte, colocamos as malas no jatinho particular que o Alberto conseguiu com um parceiro de estrada. Quando as rodas do avião deixaram o solo da minha cidade natal, olhei pela janela. Senti um aperto no peito ao ver as casinhas do interior diminuindo, mas segurei a mão grossa do Alberto ao meu lado. Um ciclo terminava, enquanto outro começava.
A chegada a São Paulo não foi o conto de fadas que eu imaginava.
Tentei me encaixar. O Alberto me levou para a reunião com a equipe dele para tentar me agenciar. Mas a resposta dos empresários foi fria, cortante:
— Não dá, Alberto. O Tiago é cantor de bar do interior. A música de vocês juntos já passou da validade nas rádios. Investir nele agora é rasgar dinheiro.
Ouvi aquilo de cabeça baixa, com o orgulho pisoteado. O Alberto quase voou no pescoço do empresário, furioso, mas eu o segurei.
Nas semanas seguintes, virei uma espécie de fantasma no apartamento de luxo. Enquanto o Alberto cumpria agendas lotadas, eu ficava em casa, fazendo o papel de "dona de casa", limpando o que a equipe dele sujava e compondo músicas no silêncio do quarto. Fui bater na porta de gravadoras e agências de publicidade sozinho. Recebi "não" de todas. Meu repertório era visto como ultrapassado, e eu não tinha contatos. A sensação de ser um peso morto na vida do homem que eu amava me corroía por dentro.
A virada trágica veio num sábado. Encostados num quiosque discreto perto da Paulista, bebemos além da conta. Voltando a pé para o apartamento na madrugada fria, sob a névoa de São Paulo, o álcool e a saudade de um afeto sem medo me fizeram vacilar: entrelacei meus dedos nos do Alberto. Caminhamos três blocos de mãos dadas, protegidos pelos moletons largos.
Na manhã seguinte, o inferno desabou.
Um portal de fofocas publicou uma foto tirada por um fotógrafo escondido do outro lado da rua. O título garrafal estampava: "EXCLUSIVO: Novato do sertanejo é flagrado em momento íntimo com homem misterioso nas ruas de SP."
A foto não mostrava o rosto do Alberto por causa do capuz, mas o meu corpo e meu rosto de perfil estavam cristalinos.
Em poucas horas, as redes sociais viraram um terreno de massacre. Comentários homofóbicos, ofensas, pessoas me chamando de "fraude" e dizendo que a música sertaneja não tinha lugar para "gente como eu". Tive minha primeira crise de pânico. Fiquei sentado no chão do banheiro, enquanto o Alberto me segurava nos braços, chorando junto comigo.
— Calma, meu amor... Calma. Eu tô aqui. Eu não vou te largar — sussurrava ele, me apertando contra o peito.
— A minha carreira acabou, Alberto... — chorei, destruído. — Eles me tiraram do armário na marra...
A equipe dele chegou surtando ao apartamento, desconfiando que o homem misterioso era o Alberto. Fizeram reuniões a portas fechadas, temendo que os patrocinadores cancelassem os shows do Alberto se a identidade dele vazasse.
Foi ali que eu cansei de ter medo.
Naquela noite, olhei para o Alberto na mesa da cozinha:
— Eu vou fazer um texto no meu Instagram. Vou me posicionar.
— Tiago... Tem certeza? Não tem volta depois disso — alertou ele, com o olhar preocupado.
— Tenho. Cansei de me esconder feito um criminoso. Eu não fiz nada de errado. Vou assumir quem eu sou, mas não vou expor você. Você revela sua vida quando tiver pronto.
Ele segurou meu rosto, com os olhos marejados:
— Desculpa por não estar do seu lado publicamente agora, garoto... Eu sou um covarde.
— Você não é covarde, Alberto. Você tem o seu tempo. Eu tenho o meu.
Postei uma carta aberta desabafando sobre o preconceito, a dor de ter a vida privada exposta e o orgulho de ser quem eu era. Desliguei o celular e fui treinar. Quando religuei, o milagre aconteceu: milhares de fãs, artistas do pop, do MPB e a própria Amanda repostaram minha carta com hashtags de apoio. A onda de ódio foi atropelada por uma corrente gigante de acolhimento.
Dois dias depois, o telefone tocou. Era a organização do maior Festival Sertanejo. Eles tinham visto a repercussão e me convidaram para fazer um show solo no palco secundário do evento.
— Eu não tenho banda, nem repertório novo gravado! — disse eu para o Alberto, em pavor.
— Você tem a mim, caralho! — respondeu ele, abrindo um sorriso gigante. — Minha banda é sua banda a partir de hoje. Vamos pro estúdio agora!
Ensaiamos durante quatro dias sem parar. O Alberto pagou do próprio bolso a hora de estúdio e o cachê dos músicos para arranjarem as músicas autorais que eu tinha escrito sozinho no apartamento.
No dia do festival, a energia era surreal. A Amanda veio me abraçar no camarim, vestida com um terno brilhante:
— Você foi um gigante, Tiago. Que orgulho de você! Vamos gravar uma música juntos no mês que vem, tá decidido!
Quando pisei no palco do festival, sob os gritos da multidão, a emoção me travou nos primeiros segundos. Olhei para a lateral do palco e vi o Alberto ali, encolhido na sombra, me aplaudindo com os olhos brilhando de orgulho. Cantei com a alma. Cantei minhas dores, meu amor, minha verdade. Foi uma lavagem de alma.
Com o sucesso do show, o Alberto me fez uma surpresa na semana seguinte: pagou a gravação completa do meu primeiro álbum independente. Lançamos nas plataformas sem grande divulgação comercial. E a música falou mais alto. Em três semanas, a faixa principal "Sertão & Verdade" alcançou o Top 10 das rádios e dos streamings. As pessoas não queriam saber com quem eu dormia; elas queriam ouvir a minha voz.
Com o dinheiro do álbum e a venda do meu apartamento antigo no interior, dei entrada num apartamento amplo no bairro de Pinheiros. Preparei tudo em segredo e levei o Alberto lá no dia de pegar as chaves.
Quando abri a porta do imóvel vazio, entreguei uma cópia da chave na mão dele.
— O que é isso, Tiago? — perguntou ele, sem entender.
— Nosso novo apartamento. Vendi o meu lá do interior. Não quero você pagando tudo sozinho. Esse lugar é nosso. Mas tem uma regra: a sua equipe NÃO entra aqui. Aqui é a nossa casa. Escritório é lá no seu antigo.
Alberto olhou para as chaves, olhou para mim e desabou num choro. Ele me abraçou pela cintura, me tirando do chão e beijando o meu rosto inteiro.
— Você é o homem da minha vida, Tiago.
Meses se passaram. Nossas carreiras engrenaram de vez. Eu tinha a minha agenda própria de shows, e o Alberto continuava no topo. Montamos um estúdio próprio no antigo apartamento dele para produzir novos talentos da música independente.
Chegou a noite do Prêmio de Música Brasileira. Éramos os dois indicados em várias categorias.
Eu vestia um terno alinhado com detalhes em brilho escuro. O Alberto usava seu clássico estilo rústico: blazer escuro e fivela de prata. Por causa da mídia, nos sentamos em mesas separadas. Eu fiquei ao lado da Amanda e de outras cantoras; ele, cercado pela equipe corporativa dele.
Na hora de anunciar o prêmio de Melhor Cantor Sertanejo do Ano, o nome do Alberto ressoou no auditório.
A plateia veio abaixo. Ele se levantou, abraçou a equipe e caminhou até o palco sob luzes douradas. Ele pegou o troféu, subiu ao pedestal do microfone e puxou do bolso o papel com o discurso pronto que a equipe tinha escrito.
Ele olhou para o papel. Respirou fundo. E guardou a folha de volta no bolso.
A equipe dele na plateia ficou pálida. O auditório silenciou.
— Eu não vou ler o discurso que escreveram pra mim — começou a voz grave do Alberto, ecoando por todo o teatro e na transmissão ao vivo para milhões de lares. — Porque nos últimos meses, eu aprendi o que é coragem de verdade com uma pessoa.
Senti meu coração falhar uma batida. Amanda segurou a minha mão na mesa.
— Há pouco tempo — continuou o Alberto, os olhos cor de mel cravados diretamente nos meus na plateia —, um artista jovem e brilhante foi exposto e linchado publicamente só por ser quem é. E ele não se curvou. Ele ergueu a cabeça e mostrou que a arte dele é maior do que a ignorância do mundo. Eu passei a vida inteira com medo de perder contratos, de perder fãs, de ser rejeitado por esse meio rústico... Mas a verdade é que de nada vale o topo do mundo se você tem que viver escondido na sombra.
Os holofotes do teatro se moveram, focando a luz em cima de mim. A câmera fechou no meu rosto. Eu estava imóvel, sem conseguir respirar.
— O homem misterioso daquela foto... era eu — soltou Alberto, sem tremer a voz. — E esse homem do meu lado, o Tiago, é o amor da minha vida. Vem cá, meu garoto.
A plateia deu um hausto coletivo de choque, seguido por um murmúrio gigante. Amanda me empurrou da cadeira:
— Vai lá, porra! Vai lá!
Meus pés pareciam flutuar. Subi os degraus do palco sob o pipocar de dezenas de flashes. Parei na frente do Alberto. Ele não hesitou: largou o troféu na bancada, segurou meu rosto com as duas mãos e me cravou um beijo apaixonado, firme, selado na boca, na frente de todo o país.
A plateia explodiu. Metade levantou aplaudindo; a outra metade ficou em choque. Mas nada mais importava. O mundo podia ruir. Estávamos livres.
Minutos depois, na categoria de Melhor Álbum Sertanejo, o meu nome foi anunciado como o grande vencedor. Subi novamente, sob os aplausos emocionados da Amanda e dos meus novos fãs. Agradeci à minha mãe, ao meu interior e ao homem que bancou a minha história quando ninguém mais acreditou.
Já em casa deitados para dormir, Alberto já pedindo rola chupando a minha rola doido pra ser fodido, comecei a chupar a sua rola, peguei a camisinha e botei no seu pau, ele sem acreditar ficou bastante animado, fiquei de quatro.
— Amor vai devagar.
— deixe comigo, vou cuidar bem desse cuzinho.
Ele foi bombando.
— Tiago.. que cuzinho gostoso.
Virei de frango assado para poder ficar olhando para ele enquanto ele fodia o meu cuzinho, como era gostoso de sentir ele dentro de mim, sentir aquele peito peludo suado em cima de mim, essa foi a nossa primeira vez ele virando o ativo, ele me fodeu a noite toda.
Dois meses se passaram desde a noite do prêmio.
Como esperado, a gravadora antiga do Alberto rompeu o contrato com ele. Mas nós não ligávamos. Abrimos nosso próprio selo musical. O público de verdade — aquele que ama a música pura — continuou lotando nossos shows. Éramos livres para cantar, para postar fotos juntos e para viver sem máscaras.
Num sábado de chuva em São Paulo, voltei para o nosso apartamento depois de um show solo. A casa estava à meia-luz, iluminada apenas por velas espalhadas pelo corredor. O cheiro de jantar fresco tomava o ar.
Na sala, o Alberto me esperava vestindo uma camisa social simples. Ele não disse nada: caminhou até mim, dobrou o joelho direito no chão e tirou do bolso uma caixinha de veludo preto.
Dentro, duas alianças de ouro grosso e trabalhado.
— Tiago... Você aceita casar com esse mineiro xucro e viver o resto da sua vida comigo?
Eu dei uma risada emocionada, enxugando uma lágrima que escorreu sem pedir licença.
— É claro que eu aceito, meu bruto. Mil vezes sim.
Nos casamos três semanas depois, numa cerimônia intimista no quintal de uma pousada na serra. Minha mãe esteve lá, chorando de emoção ao nos ver trocar as alianças sob o sol da tarde. Meu pai não veio — a cabeça antiga dele ainda não conseguia aceitar —, mas enviou uma mensagem simples desejando que eu fosse feliz. E eu entendi o tempo dele.
Depois de casados na nossa lua de mel, transamos a noite toda, de madrugada ele me acordou com o pau duro querendo me foder, não tinha como negar uma pica tão gostosa, deixei ele me foder a madrugada toda.
Hoje, quando subimos ao palco juntos para cantar a nossa música, não há mais segredos, nem sombras, nem medo. Apenas duas vozes em perfeita sintonia, provando que o amor — mesmo nascido no sigilo — foi feito para ecoar bem alto para todo o mundo ouvir.
FIM
/// Leitores.
Essa foi o final dessa história.
Espero que gostem, achei melhor não esticar muito essa história, por mais que seja boa de acompanhar, se esticar de mais fica chata.
Foi uma linda história de amor entre o Tiago e o Alberto, Tiago teve que passar por vários obstáculos, mas com a ajuda do Alberto ele pode passar por todas as dificuldades de quem morava no interior, e ainda não tinha a noção de como é morar em cidade grande. E o Alberto também pode se libertar pra viver a vida a dois sem ficar se escondendo.
Infelizmente no mundo artístico o que tem de gente vivendo no sigilo por medo de ser cancelado.
Irei continuar contando mais histórias aqui no meu perfil.
