O evento LGBT+ numa propriedade rural estava marcado para as 4 horas da tarde, mas a fazenda começou a receber os participantes desde o começo da manhã. Eu cheguei por volta das nove horas; manhã nublada e fresca, convidativa a um passeio solitário, a pé, do jeito que eu gosto. Falei com alguns companheiros e enveredei pelas trilhas, até descobrir o imenso açude, emoldurado por blocos de pedra e lajedos.
Escolhi o que me pareceu mais aconchegante e discreto e sentei numa espécie de platô, protegido da visão de passantes por um rochedo. De sentado, acariciado pela brisa refrescante, acabei deitando, olhos no céu nebuloso, a imaginação construindo animais e objetos com as fartas e mutantes nuvens.
Estava eu nesse idílio quando ouvi um discreto barulho de passos além do rochedo e quase imediatamente o vulto de alguém se aproximando e estacando, surpreso: “Opa, desculpe, não sabia que havia alguém aqui… Desculpe…” Era Indira, uma trans que eu encontrara várias vezes, em outros eventos, apenas trocando palavras comuns, suficientes para se manter a civilidade.
Eu gostava dela. Não era tão bonita nem jovem: deveria estar na casa dos trinta anos, e seus traços eram marcadamente masculinos. Dissera-me uma vez que não queria construir um corpo feminino, mas ser feliz com o que a natureza lhe dera. Desde o dia em que ouvi isso, passei a admirá-la, pela autenticidade.
Ela agora chegara ali, com uma minissaia flutuante, que me mostrou, deitado como eu estava, uma calcinha vermelha, aconchegando o discreto pacote genital. Apesar de ela não se mostrar constrangida, ergui-me e me sentei, sorrindo: “Que é isso, Indira… Está tudo bem… Você também estava à procura de solidão? Se quiser podemos dividi-la aqui…” Era gentileza minha, naturalmente, e, enquanto falava, torcia para ela agradecer e buscar sua solitude em outra pedra.
Ela agachou-se, ainda mais expondo a calcinha e o conteúdo, e me cumprimentou com um beijo no rosto e um afago no meu cabelo. A essa altura eu já não desejava mais que ela saísse, e vibrei internamente quando perguntou: “Tem certeza que não atrapalho?” Era a senha para ficar; meu sorriso foi a contrassenha.
Ela sentou, esticando as pernas (belas coxas), e a conversa foi nascendo, despretensiosamente e aos poucos, sobre os assuntos mais aleatórios, mas sempre dosados com pitadas de reflexão, que Indira fugia ao comum das conversas-clichê. Ela pensava e provocava o pensamento do interlocutor. Em pouco viajávamos pelo universo da filosofia a partir das nuvens do céu e das pedras da beira do açude – temas por excelência simbólicos. Eu voltava a me deitar, usando as mãos cruzadas como travesseiro; ela fez o mesmo. Eu sentia seu perfume gostoso tão perto e começava a sentir coisas boas fluindo.
Em pouco tempo, falávamos sobre relacionamentos. Ela, assim como eu, estava sozinha, depois de uma longa e nefasta relação. Contabilizara desnecessários sofrimentos, o que a fazia optar pela própria companhia, apenas pontilhada por efêmeras guloseimas, quando a fome apertava – falou sorrindo. Mas sem exclusividade, que, igual diz Raul, todos gostam da maçã, e estar com alguém não pode implicar fechar-se ao restante do mundo, quando o mundo continua provocando e atraindo.
O papo rolou por aí... Sem outras intenções (creio eu), ela apoiou sua cabeça sobre meu peito, enquanto falávamos. Seu cabelo perfumado acariciou meu rosto, e senti minha rola se mexendo discretamente. Eu estava de olhos fechados, usufruindo toda a delícia daquele clima idílico.
Falando sobre diversos aspectos dos vínculos afetivos, que nem valem a pena citar aqui, teve um momento em que comentávamos sobre arrependimentos do que se deixava de fazer, quando ela disse: “Eu não queria me arrepender depois, de não ter feito algo que estou muito a fim de fazer agora.” Meu coração disparou, esvoaçando borboletas. “Então faça!” De olhos semicerrados como estava, senti a maciez de seus lábios sobre os meus; abri a boca recebendo sua língua penetrando e roçando-se na minha, enquanto seu corpo agora meio que subia no meu – senti nitidamente o volume de sua rigidez, minha rola também dura.
Após o beijo, ela afastou um pouco o rosto, me olhando nos olhos, sorriso estampado no rosto. Sapecamente roçou a ponta de seu nariz no meu nariz. Depois voltou a deitar a cabeça sobre o meu peito, e ali, no silêncio daquela manhã, deixamo-nos ficar, sendo acariciados pelo vento suave da manhã nublada.
Voltamos a conversar, e agora nossos assuntos eram de ajustes mútuos, diante do que rolara ali. Éramos namorados? Não necessariamente – não estávamos a fim de novos compromissos afetivos. Éramos amigos íntimos, que se desejavam. Enveredamos pelas informações cotidianas de cada um: disse-lhe que morava sozinho; ela, que dividia o apartamento com um primo gay, super gente fina, discreto e inteligente – e gostoso, que já comera algumas vezes de solidão. Falei do meu naturismo e da minha nudez dentro de casa; ela, de sua seminudez – preferia usar sumárias e confortáveis roupas, para sentir algo sobre sua pele… A conversa foi rolando por aí, entremeada de beijinhos curtos ou mais alongados, sorrisos e aforismos. Um casalzinho romântico, recém formado…
O estômago nos avisou que se aproximava a hora do almoço. Abraçamo-nos demoradamente, beijando-nos com frenesi, separamos o corpos mas não as mãos. Foi de mãos dadas que reaparecemos para o grupo. Notei olhares, sussurros, discretos sorrisos; captei uma diversidade de comportamentos e de sentimentos: apoio, felicitações, inveja, curiosidade... Demonstrando indiferença às reações de nossa chegada, misturamo-nos ao grupo, trocando palavras, abraços em quem chegara há pouco e que não havíamos visto ainda… Almoçamos, dividimos uma rede no amplo redário, cochilamos um pouquinho…
O evento foi muito massa. Eu estava envolvido no que acontecia ali, mas de vez em quando me pegava pensando o que ainda poderia rolar naquele domingo. Haveria tempo, espaço, oportunidade para a foda maravilhosa que meu corpo desejava? Ela queria também? Melhor era “aquietar a piriquita”, como dizia minha avó, e deixar as coisas correrem como deveriam correr, porque o universo é sábio em suas tramas e não necessariamente atende aos nossos anseios.
Ao final, momento de despedidas, abraços, beijos, “fuleragens” próprias do ambiente, ela me perguntou se eu a levava em casa. Claro que sim! No caminho, ela foi falando mais sobre Roger, o primo gay com quem morava, e sobre a rotina de sua vida. Quase naturalmente, acertamos que eu dormiria na sua casa, naquela noite, não mais no hotel que eu reservara. O súbito barulho de fortes pingos sobre o para-brisas anunciou o temporal guardado desde o começo do dia, e que finalmente chegara, confirmando definitivamente a decisão de passar a noite com Indira em sua residência.
Diante do portão de alumínio, que se abriu acionado pelo controle remoto por Indira, entrei e estacionei na área da varanda, reservada a esse fim. Indira pareceu-me um pouco ansiosa, ao descer do carro e se dirigir à porta, por onde entrou, chamando pelo primo. Eu, atrás. Um rapaz de seus vinte e cinco anos veio lá de dentro, cabelo molhado de banho recém tomado, sem camisa, vestindo apenas uma bermuda de cetim, que fazia sua rola balançar frouxamente. Abraçou Indira, depositando um beijo rápido em seus lábios. Ela me apresentou e Roger sorriu, abrindo os braços, envolvendo meu corpo num aconchego – senti nitidamente sua rola.
Indira trouxe uma toalha e me indicou o banheiro. Tomei um banho quente delicioso, minha mente querendo pensar e eu querendo não conjecturar o que rolaria naquela noite chuvosa. Optei por vestir uma das minhas tanguinhas fio dental transparentes, procurando me recobrir com o maior ar de naturalidade ao sair do banheiro. Talvez os dois pares de olhos tenham roçado meu corpo – procurei não registrar.
Indira entrou no banheiro e, após o banho, saiu com uma blusa minúscula, suspensa pelos seios, e uma calcinha também fio dental, que conseguia guardar a rola e demais atributos. Roger esperava nos acomodarmos no vasto e confortável sofá, para acionar o filme que combinamos assistir, enquanto bebericávamos deliciosa cachaça de banana, acompanhada de suculentos petiscos, que o primo de Indira preparara. Ele se acomodou numa ampla poltrona ao lado, arreganhando-se, deixando escapar um pouco de suas intimidades – mas sem o menor indício de constrangimento.
Assistíamos ao filme, de temática LGBT, minha cabeça recostada no colo de Indira, seus dedos carinhando meus cabelos. De propósito, vez em quando eu mexia a cabeça, e sentia a dureza do pau dela, a cada movimento. Minha rola também crescia, sob a transparência da tanga. Suas mãos, despretensiosamente, viajavam pelo meu corpo; sua rola começou a escapar de sua calcinha e a senti pulsante ao lado do meu rosto. Tomei-a na boca e passei a boquetear aquele pau maravilhoso. Ela se remexia e gemia baixinho, enquanto enfiava a mão e retirava minha sumária vestimenta. Roger parecia absorto no filme, mas a sua rola armava a barraca da frouxa bermuda.
Minhas mãos acariciavam os seios durinhos de Indira; fui me erguendo e levantando a blusa, expondo-os aos meus carinhos e sugadas. Sua rola ficara pulsante, eu alcançava sua boca. Enquanto nos beijávamos, encontrei um jeito de sentar meu cu na cabeça de sua vara, e fui fazendo ela entrar em mim, num cadenciado movimento de entra e sai.
Em pouco tempo, eu estava deitado de bruços no sofá e Indira sobre mim, a rola me comendo languidamente, seus seios espremidos em minhas costas. Roger agora assistia nossa foda, acariciando sua rola posta para fora, numa punheta controlada, para não gozar. Quem gozou foi Indira, gemendo em minha nuca, enquanto sua enxurrada me invadia as entranhas. Em seguida, a hábil mão de Roger arrancou jatos de sua pica, enquanto ele gania, de olhos fixos em nós. Depois a paz se fez, as respirações ofegantes, o som distante do filme, a trilha da chuva lá fora, meu cu despejando porra aos borbotões.
A continuação do filme ficaria para depois; logo que tivemos condições, levantamos do sofá, passamos pelo banheiro para mais uma ducha, amassos, beijos e chupadas, e fomos para o quarto, engatados feito cães no cio. Na cama, mais carícias, beijos e penetrações; fodi o cu de Indira e novamente fui fodido, o temporal deliciando nosso momento carnal.
Antes de adormecermos, Indira me cochichou que precisaria sair muito cedo, no dia seguinte; o transporte para seu trabalho passaria de seis horas, mas eu não “ousasse” levantar àquela hora da madrugada. Dormisse até quando o corpo se recompusesse, que a cama e a casa eram minhas. Me fez prometer que seria assim, e somente então nos aconchegamos no corpo um do outro e dormimos.
De fato, meu sono foi pesado. Não dei notícia do despertar e da saída de Indira. Na verdade, só acordei com um discreto barulho de arrumação no quarto. Roger estava com uma bandeja de café da manhã, ele vestido apenas com um avental, como constatei ao se virar e colocar a salva numa mesinha ao lado. Que rabo fenomenal! Minha pica endureceu na hora, sob o lençol, eu ainda envolto pelo sono.
Ao me ver acordado, Roger sorriu lindamente. Eu “ralhei” de brincadeira, com aquele despropósito de me trazer café na cama, “onde já se viu?”. Ele dengou, escrotamente: “Ah, deixa eu chaleirar você, só hoje...”. “Tá bom, eu deixo...”
Ele foi pegando a comida, passando a geleia no pão e me dando na boca; depois o suco; a uva... Enquanto ele literalmente colocava a comida na minha boca, seu corpo nu se debruçava sobre o meu, a rola dura. “Ui...” – o fresco tocara “sem querer” na minha pica ereta sob o lençol... “Que vigor, hein?!”, comentou rindo.
Depois de me fazer provar de cada item que compunha a bandeja que trouxera, ele mais uma vez se debruçou sobre meu corpo, rosto bem perto do meu: “E aí, meu príncipe... quer comer mais alguma coisa?”. Olhei para seus olhos brilhantes e sussurrei: “Você!”. Ele colou a boca na minha e nos beijamos fortemente, enquanto ele puxava o lençol, expondo meu cacete palpitante.
Deixando minha boca, ele sugou meus mamilos, com ânsia, primeiro um depois o outro e voltando a um e a outro. Enquanto isso, a mão já se apoderara de minha rola e a acariciava de mansinho, esperando a boca chegar e me presentear com um boquete dos anjos. Que língua maravilhosa, que técnica extraordinária. Minha rola lambuzada, ele voltou para minha boca, enquanto arrojava seu cuzinho cor de rosa e deixava meu falo ir se afundando no seu cu. Um buraquinho apertado e rugoso foi se abrindo para eu penetrar, foi me sugando para dentro, enquanto Roger gemia escrotamente.
Coloquei-o de bruços e passei a macetar carinhosamente seu rabo, enquanto ele rebolava e dizia putarias maravilhosas. O avental dava um toque surreal àquela foda, e aí senti o orgasmo se aproximar. Acelerei as estocadas e explodi loucamente dentro do seu cu, ejetando meu leite no seu rabo, eu ganindo absurdamente, ele gritando de tesão.
Mesmo gozado, eu ainda estava elétrico. Queria mais. Pus Roger de pé, ao lado da cama, e retirei o avental. Era divino admirar meu sêmen descendo do seu rabo, pelas suas coxas, ele contraindo o cu e provocando barulhinhos esquisitos. “Agora quero a sobremesa do café da manhã”, falei, enquanto o virava para mim, e sua rola intensamente rígida ficou pinotando na frente do meu rosto.
Tomei seu pau com a boca, fiz uma lavada lingual completa, visitando cada espaço; depois transformei minha boca em buceta, recebendo o falo até minha garganta, enquanto ele se requebrava e gemia. Meus dedos enfiavam-se pelo seu cu tomado de minha porra e controlavam os movimentos de entra e sai de sua pica em minha boca.
Até que Roger grunhiu, entre um gemido e outro: “Vou gozar...” E fez menção de retirar a rola de minha boca. Segurei firme suas nádegas, reafirmando que eu queria aquele leite condensado como sobremesa. Ele não segurou mais e passou a ejetar jatos de porra na minha boca, que eu engolia rapidamente, para receber o próximo e o próximo. Roger remexia-se loucamente, suas pernas tremiam, sua cabeça voltada para o alto parecia querer saltar do pescoço.
Até que, depois do último jato, suas pernas fraquejaram e ele caiu por cima de mim, ficando os dois, gozados e vazando, arfantes e quentes, sobre a cama, por um bom tempo. Então nos levantamos, meio trôpegos e fomos para o banheiro, tomar banho juntos, e nos pegarmos, como eu fizera com sua prima no dia anterior. Ele ainda conseguiu se recuperar e comer meu cu, sob a ducha, gozando aos urros, dentro do meu rabo.
Eu e Indira temos ares de namorados: saímos juntos, vamos ao cinema, shopping, parques. Mas absolutamente sem exclusividade mútua. Uma vez, num shopping em que jantávamos, percebi-a flertando com um negro lindo e solitário, em outra mesa. Dois dias depois, disse-me que o comera e ele era delicioso. Outro dia, em que eu dormia em sua cama, acordei com os gemidos de Indira fodendo Roger. Eu mesmo dei o cu a Roger várias vezes; numa delas, ela chegou no exato momento em que o primo gozava em mim.
