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A noite da chuva - Os Três (3/6)

Da série A Noite da Chuva
Um conto erótico de HelenaViana
Categoria: Heterossexual
Contém 1220 palavras
Data: 11/09/2026 13:37:31

Essa é a terceira parte do relato que começou no conto A Estrada. Recomendo que comece por eles. Me chamo Helena, e vou continuar exatamente após os relatos do conto anterior.

Depois que eles foram para os quartos eu fiquei no colchão com a história grudada na pele. Tentei dormir e não consegui. Não foi o vinho. Foi a Júlia na pia, o banheiro da festa, dois paus na cara da Lara, a troca torta na cama grande. Foi o olho da Lara em mim enquanto falava. Foi o Davi duro debaixo da almofada. Foi a Bia no banheiro tempo demais. Eu apertei o travesseiro entre as coxas e não gozei. Tinha medo do som. Tinha medo de admitir que a frase “eu só estou escutando” já tinha virado mentira no meio do segundo caso.

Pensei no Nando metendo em outra. Pensei na Lara chupando o gosto dele em outra buceta. Pensei no meu short marcado e no fato de que a Bia tinha apontado o queixo para mim: sedução. Escolha. Me scolheram. A insônia não veio de frio. Veio de buceta latejando contra o algodão, de orgulho tentando sentar em cima da fome. Três e pouco. A chuva afinou e voltou grossa. Eu fui ao banheiro. A porta do quarto da Bia e do Davi fechada. A do casal liberal, só encostada. Faixa de luz. Eu podia voltar para o colchão. Podia fingir até domingo. Bati com o nó do dedo.

Lara abriu como se o horário fosse combinado. Camisola curta, sem sutiã, mamilo marcado, cabelo no coque frouxo que ela usa para dormir. O olho calmo.

— Frio?

— Não consigo dormir.

— Entra. Vamos conversar.

O quarto cheirava a pele, a lençol usado. Ele estava na cama, de cueca, o pau já marcado no algodão, um braço atrás da cabeça. Não fingiu surpresa. A porta fechou no trinco frouxo. A parede fina. Alguém virou no outro colchão — o barulho passou.

Sentei na beira da cama. Lara sentou do meu lado. O joelho no meu. A mão na minha coxa, por cima do short.

— Você ficou molhada escutando. Desde o carro, talvez. Eu vi o jeans. Vi o short depois. A Bia viu.

O Davi fingiu que não. O Nando não finge.

— Eu fiquei pensando na Júlia — falei, e a honestidade saiu sem eu pensar. — Na pia.

Em você chupando o que escorria. Em dois ao mesmo tempo. Eu odiei ficar molhada com isso. Odiei mais ainda odiar.

Lara sorriu no canto da boca.

— Odio bom. Pode falar que não quer. A gente para.

Nando se aproximou por trás. A boca no meu ombro, por cima do moletom. O pau roçou minhas costas, duro, só tecido.

Eu não falei que não queria.

Lara beijou minha boca. Língua devagar. A mão entrou no short. Dois dedos no meio. Eu estava encharcada. O clique molhado preencheu o quarto. Ela sussurrou no meu lábio:

— Porra. Desde a estrada.

Tirou o short e a calcinha juntos. O frio no meio quente. Nando puxou o moletom. Fiquei nua. Peito pequeno, barriga tensa, buceta à mostra, o pelo aparado que eu tinha feito na quinta sem saber para quem.

Lara chupou meu peito. Dente no mamilo. Nando ajoelhou no chão, entre as minhas pernas, e passou a língua larga no meio. Sem poesia. Pressão no clitóris, língua dentro, barba raspando a coxa. Eu soltei o ar alto demais. Lembrei da parede.

— Quietinha — Lara no meu peito. — Ou não. A casa já sabe que você veio.

O primeiro gozo veio rápido e feio. Barriga presa. Buceta na boca dele. Mordi o ombro da Lara. Gemido preso mesmo assim. Do outro lado, alguém parou de se mexer.

Eu puxei a Lara pelo coque e troquei. Ajoelhei no chão, o colchão alto demais, e abri a camisola dela. Peito médio, mamilo escuro, já duro. Chupei com gosto e vontade. Ela segurou minha cabeça.

Nando ficou de pé, tirou a cueca. O pau grosso, veiudo, cabeça escura brilhando. Eu virei o rosto e coloquei na boca, sem cerimônia.

Ele tinha um gosto salgado, quente, a cabeça pesando na língua. Desci até onde deu. Babei. Ele grunhiu. Lara se levantou e puxou meu cabelo para eu revezar: um pouco nele, um pouco nela. Eu lambi a buceta da Lara, clitóris duro, molhada, ácida, e voltei para o pau. Os dois me olhando, me usando. A porta só encostada. O risco gostoso de ser ouvida.

— Assim — Lara disse. — Usa a boca. Você observa com ela também.

Chupei o Nando e a Lara por um bom tempo. A mão na base, a outra na coxa da Lara. Ele puxou antes de gozar.

— Quero meter.

Me Deitou na cama. Lara segurou a minha perna aberta. Ele encostou. No pelo. Entrou devagar. Ardeu e deslizou. Ele foi fundo. Até a base. As bolas batendo na bunda. Lara com os dedos no meu clitóris, a boca no meu ouvido:

— A Bia está acordada. Eu sei. Deixa ele te comer. Geme gostoso.

Nando meteu. Ritmo de quem não prova ponto. Colchão andando. Cabeceira no tato-tato que a chuva não cobria. Eu gozei de novo com ele dentro, minha perna tremendo, a buceta apertando o pau. Lara beijou minha boca no meio. Depois desceu e chupou o lugar onde ele entrava, língua no lábio esticado, cuspe misturado. Ele gozou dentro. Quente. O Jato fundo. tirou o pau. A porra escorreu. Lara recolheu com dois dedos e pôs na minha boca. Salgado. Eu chupei. Ela chupou o que sobrou em mim, a boca

suja, e me beijou.

Minha respiração estava tensa.A chuva não parava. Ouvimos a descarga no banheiro.

Eu achei que tinha acabado. O corpo achou outra coisa. O pau dele amoleceu contra minha coxa e, em poucos minutos, com a Lara lambendo a base e eu passando a mão, endureceu de novo. Eu ri, baixa, sem orgulho, já seduzida.

— Segunda.

— Segunda — Lara confirmou. — Agora você pede.

Pedi sem frase bonita. Virei de quatro na beira da cama, a bunda para ele, o rosto no peito da Lara. Ele entrou de uma vez. Mais fundo nesse ângulo. A mão na minha nuca. Lara abriu as pernas na minha cara e eu chupei ela enquanto levava pau, a língua bagunçada, o gemido dela na minha testa. Nando metia forte. A bunda batendo. Eu gozei nessa posição com o queixo molhado dela, um som que a parede levou inteiro.

Ele tirou, deu a volta, e pôs o pau de novo na minha boca. Gosto da minha buceta nele. Lara puxou meu quadril para sentar no meu rosto direito, a buceta aberta, e gozou na minha língua com o Nando gozando na minha boca no mesmo intervalo. Eu engoli o que deu. O resto escorreu no queixo. Lara limpou com o polegar e chupou o polegar.

Ficamos os três no lençol manchado. O pau mole nas minhas costas. A mão da Lara no meu peito.

— Agora voce vai conseguir dormir.

Era verdade. Dormi no meio deles.

De manhã o café era ralo. Bia não olhou direito. Davi olhou demais e foi para o prato. Lara passou o pão. Eu sentei com as coxas juntas. A porra dele ainda escorria um pouco na calcinha limpa. A boca doía de um jeito bom.

Eu só tinha ido conversar.

A parede, a segunda rodada e a minha boca no pau dele diziam o contrário.

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