Capítulo 3 — A promessa
Durante a noite, não consegui conter tanta emoção. Em apenas um dia, minha vida havia virado de cabeça para baixo, e o centro de tudo aquilo não saía da minha cabeça: Júlia.
Ela parecia uma verdadeira deusa em meus pensamentos, e eu não podia negar que faria de tudo para agradá-la. Só de pensar nela, meu coração já acelerava.
É claro que não negligenciei a tarefa que ela havia me designado e também aproveitei bastante aquele All Star, o quanto pude.
Na manhã seguinte, embrulhei os tênis em filme plástico, coloquei uma barra de chocolate junto e também comprei uma rosa amarrei tudo com um laço.
Depois, fiquei esperando o ônibus, ansioso para vê-la.
Júlia entrou sorrindo, usando um vestido floral que ia até os joelhos. Naquele dia, estava de Havaianas, ainda com as unhas dos pés pintadas de roxo.
Fiquei paralisado por alguns segundos, impressionado com a beleza dela. Júlia parecia ainda mais radiante do que de costume. Demorei um instante para perceber que seus pés estavam suspensos, balançando levemente.
Abaixei-me para beijá-los, mas, é claro, ela levantou a sola da sandália na minha direção. O significado era óbvio: ela queria que eu beijasse a sola.
Como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo, inclinei-me e dei um beijo leve na sandália.
Nesse momento, senti uma mão em minha nuca. Júlia puxou levemente meu cabelo para cima, deixando meu rosto a apenas um palmo do dela. Seus lábios estavam tão próximos que qualquer homem poderia perder completamente a cabeça.
— Você não está se esquecendo de nada, não?
Enrijeci o corpo e, de repente, lembrei-me dos tênis.
— Ah, sim. Os tênis.
Tirei-os da mochila e entreguei a ela. Quando Júlia viu a rosa, algo se iluminou em seu rosto.
Ela me deu um beijo na bochecha e disse:
— Bom garoto. Hoje à noite vou cuidar bem disso.
Em seguida, deu dois tapinhas sobre a minha calça, onde minha excitação não poderia passar despercebida.
Fiquei vermelho na mesma hora.
— E o contrato? — perguntei, tentando mudar de assunto.
— À noite vamos para a minha casa e cuidamos disso. Ainda faltam alguns pontos para finalizar. Além disso, pedi para minhas colegas de quarto nos deixarem sozinhos hoje.
Júlia morava em uma casa alugada com mais duas amigas, que eu só conhecia pelos nomes que ela mencionava em nossas conversas.
Ela guardou os tênis e a rosa, depois se sentou ao meu lado. Por alguns instantes, ficamos em silêncio, até que Júlia pareceu se lembrar de alguma coisa.
— A propósito, Roma… nunca perguntei: você tem namorada ou está saindo com alguém?
— Na verdade, estou solteiro. Saí de um relacionamento antes de vir para a faculdade. No fim, a distância acabou sendo um problema.
Júlia ergueu as sobrancelhas.
— Então você não é virgem? Que pena.
— Ei! É claro que não sou virgem. Até parece.
Ela riu.
— Parece que toquei no seu ponto fraco.
Júlia se levantou, ajeitou o vestido e pegou a mochila.
— Bom, já vou indo. Espero você às oito da noite.
Com aquela última provocação, ela desceu do ônibus e seguiu seu caminho. Júlia realmente sabia como me deixar perturbado.
Passei o restante da manhã pensando nela, até que uma voz me trouxe de volta à realidade.
— Alô? Terra chamando Roma.
Olhei para o lado.
— Ah… oi.
Era Priscila, minha colega de faculdade.
— Você vai hoje, não vai?
— Claro que sim. Para onde vamos exatamente?
Ela me encarou, surpresa.
— Para fazer o trabalho da faculdade. Hoje, às sete da noite, na FEEC.
Foi então que me lembrei do compromisso.
Eu estava tão perdido naquele dia que havia esquecido completamente que tinha marcado de fazer um trabalho com Priscila. Era um projeto grande e, para piorar, precisávamos concluí-lo em dupla. Havíamos combinado aquela data algumas semanas antes, e o prazo de entrega era na segunda-feira. Restavam poucos dias.
— Você não vai remarcar de novo, né, Roma?
— Claro que não. Vamos terminar hoje.
Sabendo que tinha um compromisso com Júlia naquela noite, enviei uma mensagem explicando a situação. A resposta dela foi curta:
“Ok.”
Não soube dizer se ela estava apenas sendo compreensiva ou se havia ficado irritada. De qualquer forma, guardei o celular e tentei me concentrar.
Depois do fim das aulas, fui fazer o trabalho com Priscila, determinado a terminar o mais rápido possível para não me atrasar.
Priscila tinha cerca de vinte anos, dois a mais do que eu. Era branca, tinha cabelos lisos e pretos e aproximadamente um metro e setenta e três de altura. Era meio gordinha, com um corpo cheio e curvas bem distribuídas. Sua presença era tímida, do tipo de pessoa que parecia ter dificuldade para se aproximar dos outros. Ainda assim, eu sabia que ela tinha uma queda por mim.
Eu gostava da atenção que recebia, mas sabia que não queria nada com ela. Não era por preconceito; simplesmente havia outra mulher ocupando todos os meus pensamentos.
Mesmo trabalhando rapidamente, só conseguimos terminar por volta das oito e meia da noite.
Assim que encerramos, pedi um Uber e fui correndo para a casa de Júlia. Ainda assim, com o trânsito e o atraso, só consegui chegar por volta das nove.
Apertei a campainha e, pouco depois, Júlia apareceu. Ela correu descalça até o portão.
— Desculpa o atraso, é que…
— Sem problemas — ela me interrompeu. — Vou dar um desconto para você por causa do presente de hoje cedo.
Ela fez uma pausa e me encarou com um sorriso diferente.
— Porém, vai ser apenas um desconto. Você ainda precisa aprender que me deixar esperando não é uma boa ideia.
Um frio percorreu minhas costas. Aquele tom de advertência revelava um lado de Júlia que eu ainda não conhecia.
Ela abriu o portão e fez um gesto para que eu entrasse.
Entrando pela porta, ela parou na minha frente.
— Tira a roupa, dobra e coloca ai no chão, quero vc nu.
Com o coração a mil despi sob a avaliação dela e fiz como ordenado.
— De joelhos.
Ela mandou, e perecendo o dedão dela batendo contra o chão me abaixei e o beijei, enquanto fazia isso ela colocou o outro pé sobre a minha cabeça.
— Se vamos seguir com isso, toda vez que estivermos sozinhos vc vai me cumprimentar com um beijo nos meus pés.
Ela me soltou e eu só pude responder
— Sim.
Senti a minha cara ficando vermelha, não por vergonha e sim por um tapa que ela acabara de me desferir.
— É sim, Sra para vc, hj vc vai aprender a me tratar com respeito antes de eu ver se vou querer um escravo como você.
Abaixei a cabeça e só consegui dizer duas palavras enquanto eu tremia pelo que ia acontecer.
— Sim, Sra.
— Me siga, de quatro.
Seguimos até a sala, ela sentou no sofá.
— Fique de pé, com as mãos para trás, vamos começar com a sua punição.
Senti o frio na minha barriga aumentar, ela estendeu a mão, por um momento pensei que ela pegaria o meu pênis que estava na altura dos lábios dela rígido como uma pedra, no entanto senti a dor revestir as minha bolas, ela havia colocado um elástico desses que usamos para segurar dinheiro, tentei recuar mas ela ordenou que eu fica-se parado ela girou o elástico e deu outra dobra do modo que ficasse bem preso e apertando.
— Agora limpe os meus pés com a língua escravo.
Tentando esquecer da dor, fiquei de quatro e comecei a lamber aquele lindos pés, estavam com alguma sujeira, mas ainda sim valia muita a pena cada segundo com eles na minha língua, se não fosse a dor que vinham nas minhas bolas, eu poderia ter gozado só do tesão de ter eles na minha boca.
Passado algum tempo que eu não pude precisar ela pediu para eu parar, foi só nesse momento que vi que ela segurava alguns papéis.
— O contrato esta pronto, mas primeiro vamos com a sua punição.
Toda aquele tesão que eu tinha rapidamente se transformou em medo, se aquela dor não era a punição oque mais seria.
— Vamos as regras e isso esta no contrato para ser justo, sua palavra de segurança vai ser ******** ao dizer ela a dinâmica acaba na hora para ambos, mas pense bem antes de usa-la ela pode significar que nossa relação também acaba na hora, dependendo é claro da minha vontade.
— Sim, Sra, ******** é a minha palavra de segurança e ao dizer ela tudo acaba.
Uma espada de dois gumes, é claro que usa-la não acabaria a nossa relação imediatamente, mas a perda do interesse dela sim, é justo, porem de certa forma injusto também.
— Bom então vamos começar - disse ela sorrindo.
— Hoje vc vai aprender a nunca mais deixar sua Dona esperando enquanto vc fica de papinho com outras garotas, eu esperei 60 min então serão 60 chutes nas bolas como punição, mãos para trás.
Ela já segurava uma algema, meu coração afundou, pensei seriamente em questionar, em dizer que isso era injusto, mas algo me dizia que tal ação só pioraria as coisas, depois pensei em desistir, mas o medo de desapontar ela era maior, ela me algemou e conforme ela mandou fiquei de joelhos esperando a minha punição.
Quando o primeiro chute veio, uma dor excruciante veio eu quis gritar mas o som não saiu pela minha garganta, as lagrimas brotaram nos cantos dos meus olhos e ar faltava em meus pulmões, mesmo assim só puder escutar impotente.
— Um, relaxa faltam só mais 59 - Disse ela em um tão meio brincalhão, seguindo de outro chute.
— Dois.
Durante essa eternidade que se seguiu não sei distinguir qual chute doeu mais, mas no final com certeza oque doeu menos foi o ultimo. Estava fisicamente acabado e eu tinha certeza que as minhas bolas estavam destruídas, em algum momento entre o vigésimo ou trigésimo chute o elástico estourou trazendo junto com uma onda de dor que fizeram toda a dor até aquele momento voltar mais forte. No final implorava por um descanso ou um tempo, mas ela se manteve firme até o final, e desde aquele dia jurei nunca mais se atrasar com a minha dona.
Após aplicar a punição Julia se sentou no sofá e deitou minha cabeça no seu colo, fazendo massagem por um tempo, ficamos em silencio ali ambos se recuperando eu da minha punição e ela do cansaço, depois conforme a minha consciência e ia voltando reparei que ambos os pés dela estavam vermelhos sinal do seu esforço e logo fui massageando eles para aliviar um pouco a dor dela.
Conforme ia massageando os pés dela ela segurou mais firme a minha cabeça, e abriu as pernas e eu pude ver que a calcinha dela preta de renda estava molhada, era óbvio que toda a situação havida deixado ela excitada, ela puxou a calcinha para o lado e aquela buceta rosa lisinha ficou na minha cara, ela meu puxou contra ela e eu comecei a chupar, comecei devagar mas conforme os gemidos aumentavam comecei a ir cada vez mais fundo, cada vez mais rápido como se quanto mais ela gemia mais minha dor sumia, era como se o gemido dela cura-se minhas feridas, como se cada vez que ela me puxava mais perto mais eu ansiava por ter ela na minha boca, como se o prazer dela entra-se no meu corpo, até que finalmente ela fechou as coxas contra a minha cabeça e se contorceu de tal forma que eu tive que apoia-la.
Ela, minha dona, minha deusa havia acabado de gozar na minha boca, ela me afastou com os pés e deixou eles na minha cara, ela deitada e ofegando enquanto estava deitado no chão. Ficamos ali por tempo, aproveitando o momento.
Passado algum tempo, ela sentou no sofá, me pediu para ficar de pé.
Ficando na frente dela, se encontramos na mesma situação de antes com o meu pênis duro na altura dos lábios dela, porem dessa vez algemado e com as bolas roxas.
Ela se aproximou de tal ponto que eu pude sentir o ar quente que saia da sua boca, ela pôs a mão direita sobre a base do meu pau e encostou os lábios na cabeça dele e deu apenas um leve beijo.
— Que pena que essa é a sua punição.
E se dirigiu as minhas costas, soltando as algemas.
— Esse aqui é o contrato de uma boa lida e assine caso vc queira se tornar oficialmente meu escravo, caso não, pode por suas roupas e não falaremos mais nisso.
Ela se virou foi para o quarto, tomar banho pelo barulho do chuveiro.
Era um contrato era escrito a mão simples e direto para a minha surpresa, era o típico contrato BDSM com os limites e as regras, obviamente grande parte era favorável a ela, que resumidamente tinha livre e total acesso ao meu corpo, com exceção as situações que prejudicassem minha imagem e minha saúde.
Eu fiquei encarando e lendo oque me pareceu um bom tempo.
Considerei os prós e os contras, mas no final eu estava me enganando, eu queria mais, queria mais da Julia, engraçado como a dor e o prazer anda tão perto, mesmo com toda a dor eu só me importava em agrada-la, parecia que o prazer dela me trazia uma alegria que mesmo o meu orgasmo não me proporcionava, assinei bem a tempo dela voltar enrolada numa toalha de banho.
Com os cabelos molhados e parecia um anjo andando sobre a terra, ao ver minha assinatura abriu um sorriso como se tudo tivesse sido friamente planejado, ela colocou uma caixa do tamanho da que vendem com as alianças, abri e para minha surpresa havia um dispositivo dentro, uma gaiola negra obviamente para o meu pau.
— Para celebrar a sua entrega, nada mais justo que uma gaiola para o pau que eu acabei de ganhar, agora ele só vai poder ficar duro quando eu quiser e você só vai poder gozar quando eu deixar.
Por um momento hesitei, mas dado o ponto que havíamos chegado só pude responder.
— Como a Sra quiser.
Não foi difícil colocar o dispositivo bastou uma jarra de agua gelada e lá estava ela uma gaiola de metal negro cobrindo o meu pau, ela girou a chave e disse.
— É claro que eu não ia deixar vc sair daqui de mãos vazias.
Ela colocou uma calcinha na minha mão, reconheci na hora, era a que ela usara mais cedo ainda estava molhada, institivamente levei a calcinha ao meu nariz, somente para sentir o aroma da minha dona, meu pau tentou ficar duro mais foi contido, foi doloroso ainda mas pela seção de punição de mais cedo, ao ver a situação a Julia ficou ainda mais alegre, como se todo o esforço dela não tinha sido em vão.
Ela se aproximou e sussurrou:
— Sobre amanhã… tenho uma surpresa para você.
Depois disso ela me finalmente me liberou pra ir para a casa, eram por volta das 3hrs da manhã, fui andando, dolorido e com o meu pau preso em uma gaiola, porem por incrível que pareça com um sentimento de dever comprido.