Dio
Eu passei o resto do dia dividido entre ajudar meu tio na academia e meus treinos no ginásio, no início da noite eu liguei pro meu pai.
‘Sim, os dois ainda estão aqui, empilhados na sua cama.’ Oh, eu achei que eles tinham ido pra casa já… ‘Eu to aqui cozinhando para um batalhão a dias já, esses dois comem como dois elefantes famintos. Você quer voltar pra casa? Você quer que eu mande eles embora? Por favor, me diz pra mandar esses esfomeados pra casa!’
Eu sorri. ‘Não pai, eu acho que vou ficar aqui até o fim das provas semestrais da semana que vem, se o senhor não se importar.’
Teve uma pausa na ligação, meu pai deveria estar com o telefone da cozinha afastado do rosto.
‘Sim, é ele.’ barulhos distantes do outro lado
‘Não Samuel, eu não vou obrigar ele a voltar para casa, ele disse que só vem depois das provas.’ som de protesto, provavelmente do Sam
‘Não Eric, eu não vou te dar o telefone! Solta!’
‘Não! Tira a mão da panela Samuel, isso ainda não está pronto.’
‘Quer saber de uma coisa, saiam os dois da cozinha agora! Vão fazer qualquer outra coisa, vão tocar punheta, eu não me importo, só vão esperar a janta em outro lugar!’ Uma pausa e risadas.
‘Se vocês fizerem isso vocês vão ter que lavar o lençol, bando de porcos!’
‘Ele é meu filho Samuel, você não devia estar me falando sobre fazer isso!’ Acho que ouvi um desculpa tio distante
‘Quer saber de uma coisa, se vocês dois não saírem da minha cozinha agora eu vou quebrar essa concha e socar no rabo de vocês, sumam, já!’
Eu estava gargalhando nesse ponto ‘Isso, ri mesmo da minha desgraça… Agora eu fiquei preocupado, eu tenho certeza que o Eric vai mesmo tocar uma em cima dos travesseiros… Ah! Eles disseram que só vão embora quando você voltar…’
Quando desliguei o telefone eu estava exausto, eu sentia saudade de casa.
No quinta feira daquela semana eu acabei não indo para a escola, a dor que eu sentia no abdômen e nos músculos inferiores estava intolerável, era como seu o canal que ia do meu abdômen até o anus estivesse pegando fogo, como se uma mão invisível estivesse contorcendo os órgãos por dentro, depois de passar manhã me contorcendo no quarto eu decidi sair e ir até a academia do meu tio, ficar em pé e ajudar ele na recepção ia me distrair um pouco.
Tio acabou ficando aliviado pois ele tinha que sair e só ia ficar uma outra estagiária para monitorar os alunos como personal trainer, eu tinha vasta experiência no ginásio e ajudando meu tio minha vida toda para servir como personal temporário extra oficial, era na academia que eu acaba fazendo bico pra juntar uma grana, desde ser personal trainer, cobrir a recepção ou dar uma faxina aqui e ali.
Era por volta das três da tarde e o movimento era quase inexistente quando para meu absoluto desespero Sam e Eric entraram na academia como se fossem donos do local, eu me afastei da recepção e fui mais pro fundo da academia, quase entrando no área dos vestiários, ali eles não me veriam, e eles não podiam entrar também sem cadastro na academia.
De longe eu pude admirar os dois, Sam estava usando uma blusa de moletom com capuz e manga longa e uma calça jogger slim fit que estava apertada demais na lapa de coxa e pernas grossas que ele tinha, ambos eram cor de chumbo, e ele estaria bem discreto, se ele não fosse um gigante tanto de altura quanto de largura, ah, e se não parecesse que tinha estufado uma bola de futebol entre as pernas. Erick estava usando um conjunto amarelo e preto, uma camiseta regata com caimento justo e estilo sleeveless que acentuou ainda mais os ombros largos e a cintura mais fina e uma bermuda tactel com uma calça de compressão por baixo, ele estava debruçado sobre o balcão conversando animadamente com a recepcionista mostrando uma foto no celular dele aparentemente.
O vento soprou forte trazendo o cheiro dos dois até onde eu estava, imediatamente meu estômago se revirou em câimbra e eu praticamente pude ouvir meu anel se contrair e expelir mais líquido, eu me apoiei na parede e Sam já estava olhando na minha direção com os olhos cerrados, ele pulou a cancela que só liberava mediante identificação e disparou ao meu encontro, a tempo de me aparar, Eric ficou um pouco para trás para agradecer a recepcionista e soltar um último flerte, os dois demônios haviam entrado cantando a pobre senhora.
Sam colocou a mão no meu ombro me encostando na parede. ‘O que está acontecendo?’
‘O que vocês dois estão fazendo aqui?’ eu respondi entre os dentes.
‘Viemos malhar ué’ Eric disse balançando animadamente sua garrafa de água, ele adorava andar por aí com uma garrafa de água gigante imitando um galão de água mineral, então percebi que Sam estava com uma toalha de rosto ao redor do pescoço, demônios. ‘É o corpo dele, eu te avisei, você não deixa ele usar o vibrador para acalmar o corpo.’
‘Aquela coisa é nojenta’ falamos eu e Sam ao mesmo tempo.
‘Eu ia gostar de ver usando.’ Disse Eric balançando as sobrancelhas sugestivamente.
Sam empurrou ele em minha direção. ‘Faz aquela coisa coisa que você falou’
‘Que coisa? ’Eu perguntei com medo enquanto Eric me pressionava contra a parede, uma mão inclinando meu queixo para cima enquanto seus lábios desciam em minha direção, o encontro foi elétrico e sem cerimônias ele forçou sua língua em mim. Eu coloquei minhas mãos em seu peito, tentando conter ele sem empurrar para longe, como se eu tivesse com medo que ele mergulhasse em mim, o tempo todo eu estava sentindo a mão firme de Sam no meu pescoço, deslizando pelas minhas costas e me empurrando em direção a Eric. Então Sam se debruçou no meu ouvido e sussurrou. ‘Nossa saliva também tem aquela parada de hormônio.’
Eu entendi o que ele falou assim que a língua de Eric quase forçou na minha garganta e senti minha boca encher com a saliva dele. Uma onda de repulsa me fez empurrar Eric com força, mas ele segurou no meu cabelo com força e Sam me pressionou mais forte no meio das costas. ‘Engole!’ disse em tom autoritário ameaçador ‘Vai melhorar a dor.’ Eu odeie como meu corpo relaxou e obedeceu ele imediatamente, incrédulo eu passei a chupar a língua de Eric enquanto ele gemia e produzia mais saliva.
‘Oi, boa tarde, posso ajudar?’ Sam virou assustado com a interferência da estagiária, tínhamos esquecido que estávamos em ambiente público, Eric removeu a língua da minha boca com um ploc bem alto, um fio de saliva conectou nós dois por alguns segundos, seus olhos estavam ainda meio fechados, desfocados enquanto ele virava mais para a parede e empurrava minha cabeça contra a sua barriga, eu não era alto o suficiente para alcançar seus peitos.
‘É nosso primeiro dia, pode me mostrar o equipamento?’ Ouvi Sam dizer enquanto levava a estagiária para longe. Ela não tinha nos visto, Sam e Eric se posicionaram de maneira que ninguém na academia me visse entre os gigantes.
‘Seu porco!’ Eu falei baixo com raiva.
‘Funcionou?’ Seu dedão acariciava minha bochecha ainda, eu desviei o olhar e confirmei com a cabeça, eu estava me sentindo melhor, as dores no estômago passaram, e um certo enjoo que eu não percebi que estava tinha passado. Ouvimos o barulho de um senhor se aproximando para usar o aparelho próximo a nós e nos descolamos ficando a uma distância segura, ele se inclinou e sussurrou no meu ouvido. ‘Isso foi insano, delicia demais’
‘Você é estranho.’
‘Aposto que o outro tá de pau duro também, curti demais fazer isso na frente dele.’ seus olhos verdes brilhavam com malícia.
‘Ai meu deus… Só vai malhar, não foi pra isso que você veio aqui?’
‘Vou querer fazer isso de novo’ Ele riu e saiu, ajeitando o volume nos shorts, eu não consegui tirar os olhos das costas largas, na verdade eu não consegui tirar o olho de nenhum dos dois a sessão inteira, era como uma luz no fim do túnel, você não conseguia ignorar. Os dois puxavam muito mais peso que qualquer um dos veteranos, todos logo estavam prestando atenção nos dois demônios, virando a cabeça pra olhar eles, olhando pelos espelhos, deixando o peso cair no pé distraídos por eles. A estagiária estava enfeitiçada, ela era praticamente a torcida fiel deles, gritando e dando pulinhos de alegria enquanto eu revirava os olhos, quanto desespero.
Esse tempo longe deles me permitiu ver o quanto o cérebro de algumas pessoas desligava quando eles estavam por perto: jovem, velho, criança, homem, mulher. não importa. Um deles era o suficiente para causar esse efeito, os dois juntos eram um desastre ambulante para as massas cinzentas num raio de vinte metros. Quando a estagiária pegou no braço de Sam para comemorar uma merda qualquer eu quase cravei minhas unhas na palma das minhas mãos.
‘Oi, desculpa, você está ocupado?’ Eu me virei assustado para o rapaz que estava do meu lado, eu nem tinha visto ele se aproximando. Ele olhou para meu rosto e ficou igualmente assustado. ‘Desculpa mesmo, eu achei que você estava livre, eu vi o uniforme da academia e achei que…’ eu me recompus e ativei o modo profissional
‘Mil perdões, você me pegou distraído. Me mostra sua ficha para eu ver o que você está treinando hoje’
Eu passei a próxima hora acompanhando o rapaz pela academia, indicando exercícios, corrigindo postura, quando ele começou a suar eu comecei a ficar nervoso, eu estava sentindo a umidade entre as nádegas, foi como se meus sentidos ficassem bem mais aguçados, eu via cada detalhe do rapaz, ele era só um cara comum, na faixa dos seus vinte e seis anos, mas eu comecei a reparar seus lábios, seus olhos, a força que ele usava para pegar os pesos, seu timbre de voz, por trás do semblante de normalidade eu estava suando frio. Isso era um pesadelo me atingindo, eu ficaria assim perto de qualquer homem agora? De repente eu vi sua pele arrepiar e a pupila dilatar, seu sorriso foi substituído por algo predatório e ele se moveu em minha direção enquanto eu dei um passo para trás, antes que ele pudesse me tocar Eric e Sam estavam do meu lado. O rapaz deu um passo para trás, confuso, voltando ao normal.
‘O que aconteceu? Eu não...’ Mas ele saiu andando meio tonto para outro lado enquanto os dois me arrastaram para o vestiário.
Antes da porta fechar eu estava escalando Eric e atacando sua boca com fúria, ele gemeu surpreso mas logo tomou controle do beijo, do meu campo de visão eu vi Sam colocar um banco pesado contra a porta e começar a tirar a roupa, Eric desgrudou da minha boca e vendo Sam nú com seu pau gigante pronto pro combate ele desceu as minhas calças e me expôs para Sam.
‘Me mostra como você faz.’
Enquanto Sam se posicionava atrás de mim Eric tirava as calças. Ele pegou seu pau duro e esfregou nos meus lábios ‘Chupa isso, vai’.
‘Não acredito…’ ouvi Sam atrás de mim.
Mas eu estava muito ocupado, eu entrei em um estado livre de inibições, de dúvidas, somente desejo. Eu lambia a cabeça do pau do Eric coletando o máximo possível de seu néctar, em uma crescente de desejo eu coloquei a cabeça toda na boca e fui engolindo até sentir encostar na garganta.
‘Ele chupa também, ele está te chupando…’ Sam estava mesmerizado.
‘Sim, e ele já chupa bem não é, meu putinho? Logo ele vai engolir nós dois inteiros, pelos dois buracos não é?’ Ele deu um tapa de leve no meu rosto enquanto eu me acabava no pau dele, explorando cada fenda e curva da cabeça, estimulando ela babar cada vez mais na minha boca. ‘Vamo, sua vez, me mostra como você faz, faz sua parte, ele tá fazendo a dele.’
Sam grunhiu e senti dois pares de mãos nas minhas nádegas, um me firmava na cintura e a outra abria minhas polpas tentando revelar meu anel. Então senti a cabeça quente se alojar entre o vale e beijar meu centro , meu anel se abriu o que podia e permitiu a entrada da ponta do seu pau, nada mais que a ponta, os “lábios “ da sua pica, era tudo que eu conseguia receber dele nesse momento. Mas foi o suficiente para conectar nós três. Uma corrente elétrica preencheu nós três, éramos finalmente um, completos. Eu senti algo mudando no meu corpo, na minha garganta, um estalo no fundo da minha garganta, uma mudança na textura da minha saliva e atônito Eric viu seu pau afundar cada vez mais na minha boca, primeiro passando a barreira da garganta, formando um canal liso e quente no qual seu pau escorregava. Perdido em seu próprio prazer Sam só percebeu a diferença quando meu corpo começou a inclinar para frente a medida que a estaca de Eric afundava mais em mim, olhando pra frente ele finalmente a cara de êxtase do amigo, era a primeira vez que ele ia tão fundo em alguém, quase a metade de seu pau dentro da minha garganta, do meu esôfago.
Aquilo não era fisicamente possível, eu estava com mais de vinte centímetros de rola, mais grossa que uma lata de cerveja, eu deveria estar morrendo, mas não estava, pelo contrário, as paredes da minha garganta e além pareciam ter a mesma sensibilidade que meu anus, minha garganta começou a contrair e eu achei que ia vomitar o pedaço de carne alojada no meu tronco mas tudo que pareceu foi massagear ele, como uma mão apertando ao longo do músculo.
‘Ai caralho, ai caralho, tá acontecendo mesmo! Ele está engolindo! Não para, por favor.’
Eu continuava deslizando pelo membro, mas da metade agora e Eric estava em choque, meio rindo, meio gritando, delirando, o corpo sendo sacudido por tremores quando nossos olhares se cruzaram. Uma de suas mãos procurou o suporte do ombro de Sam logo a sua frente. ‘Ele está engolindo, Sam. Eu tô fundo nessa puta, Sam. Eu não quero gozar ainda cara.’ Ele fixou o olhar em mim. ‘Você tá me matando. Eu tô quase lá, não vou aguentar mais, vou gozar dentro de você.’ E sua mão livre pousou na minha cabeça, sem me puxar mas sem deixar que eu recuasse também.
‘Arrrrrrghhhh’ veio o rugido grave, mas não foi do Eric, era Sam atrás de mim injetando sua porra direto no meu anel, o orgasmo do Eric bateu com ele dando um grito silencioso, sua boca formou um O e os músculos do seu corpo travaram todos, veias explodindo na pele em todo lado e seu rosto ficando em vários tons de vermelho, ele jogou o quadril pra frente uma, duas, três vezes enquanto meu corpo era jogado em um rio de lava, eu estava sendo preenchido por uma entrada e por outra, mas meus sentidos sobrecarregaram e eu fui levado para outro plano astral em que eu observava Eric descarregar em mim e só conseguia pensar: eu estava vendo a primeira vez dele, eu era a primeira vez dele nisso também, eu poderia ficar viciado nisso, em fazer ele se sentir assim.
Alguns minutos depois ainda estávamos jogados no chão do vestiário, Sam de frente pra mim, nossos pés se tocando e se acariciando preguiçosamente enquanto eu estava entre as pernas de Eric, minhas costas contra seu peitos, minha cabeça jogada para o lado enquanto Eric beijava meu pescoço.
‘Suas férias acabaram’ o tom de sua voz causou um arrepio na minha espinha, ele olhava fixamente para Sam, que estava com o olhar fixo em mim, sua mão passou pelo meu peito pesadamente e me puxou mais forte contra ele. ‘Você pertence a mim, a nós, para o resto da sua vida’.
Eu me lembraria dessas palavras para sempre, eu cobraria elas de Eric no dia do seu casamento, enquanto seu nó estava preso dentro de mim e seus convidados e os da sua esposa esperavam no salão ao lado.
