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A noite da chuva - Casos (2/6)

Da série A Noite da Chuva
Um conto erótico de HelenaViana
Categoria: Heterossexual
Contém 1482 palavras
Data: 10/09/2026 14:31:43

continuação do nosso final de semana no sitio, caso queiram entender o contexto e inicio, recomendo que Leiam a primeira parte dessa história. Me chamo Helena, e vou continuar a partir do sábado de manhã.

A energia caiu dois minutos e voltou. A lareira pegou um pouco, fumaça no começo, calor de verdade só no canto do sofá.Lara e Nando tinham um relacionamento aberto, e confidenciaram para nós. Os cinco grudados. Eu no canto, perna dobrada, vinho barato que a Lara abriu “porque cerveja na chuva esquenta errado”. Nando no chão, entre as pernas dela. Bia com o copo nas duas mãos. Davi com o joelho colado no da namorada, o óculos já no topo da cabeça.

Bia perguntou como era e a Lara não começou com teoria. Começou com a primeira.

— A primeira mulher que a gente chamou não foi por app. Foi a Júlia. Amiga da faculdade, não era do nosso circulo. Foi na casa de praia da família dela, setembro, chuva também. Eu fui buscar água. Ela estava no sofá acordada, cobertor até a cintura, sem sutiã por baixo da camiseta. Eu perguntei se queria a cama. Ela falou: a cama tem o Nando. Eu falei: melhor. Ela veio.

Deitou no meio. Eu beijei a boca dela olhando para ele, para ele entender que não era o vinho que bebemos. Ele entendeu com a mão na coxa dela, por baixo do cobertor. Ela estava sem calcinha. Ele falou isso no ouvido dela e eu ouvi. Eu desci a boca no peito e ele enfiou o dedo na bucetinha dela.

Ela gozou assim, quieta, a perna tremendo na minha. Depois ele meteu. Eu segurei a perna dela aberta e falei o que ela já estava sentindo. De manhã a gente tomou café e ele comeu ela de novo encostada na pia, eu atrás passando a mão no clitóris enquanto a torneira pingava.

Bia riu alto, estridente. O riso bateu no copo.

— Jesus, Lara.

— Primeira vez que eu vi o Nando meter em outra — Lara continuou, olho em mim, não no grupo. — Eu achei que ia doer de um jeito. Doeu de outro. Fiquei molhada vendo o pau dele sumir nela. A Júlia gemia diferente de mim. Mais agudo. Ele gozou dentro. Ela deixou escorrer na coxa e riu. Eu limpei com o dedo e chupei. Foi a primeira vez que eu provei a porra dele saindo de outra buceta. O gosto era igual, mas o contexto era diferente.

Davi engoliu em seco. A mão dele foi para a coxa da Bia e ficou lá, apertando o jeans. Bia não tirou. Mudou de perna. A blusa subiu. O peito grande marcou.

Nando pegou o fio da história sem pedir microfone.

— A primeira vez que a Lara beijou outra na minha frente foi antes. Foi na festa de formatura de um primo. No banheiro. Eu entrei e elas estavam na pia, a boca da Lara no pescoço da mina, a mão por dentro da saia. A Lara me viu no espelho e não parou. Enfiou a língua. Eu fiquei duro olhando o reflexo. Depois a gente foi para o carro. A Lara chupou meu pau com o batom da outra ainda na boca. Primeira vez que eu gozei sentindo gosto de mulher que não era ela na saliva.

Eu apertei as coxas.O tesão subindo, o meu short colou. A calcinha já estava molhada e quente, o meio marcado, aquele caldo traidor que eu odiei admitir. A Lara viu. O olho dela desceu ao meu colo e subiu sem pressa.

Bia perguntou mais, a voz um tom acima, um misto de incredulidade e curiosidade.

— E homem? Primeira vez com outro homem no meio.

Lara girou o copo.

— O Pedro. Colega do Nando da academia. No apartamento do Nando, um sábado. A gente já

tinha se falado antes e "combinado". Não era um contrato firmado, era uma curiosidade que não desligava. O Pedro chegou. Bebemos cerveja para desinibir. Eu tirei a camisa do Nando primeiro, para o outro ver o corpo que ia dividir. Depois eu ajoelhei e chupei o Nando olhando o Pedro. O Pedro abriu a calça sozinho. Primeira vez que eu tive dois paus na cara. Um na boca, o outro na mão. O Nando gozou primeiro, no meu peito. O Pedro gozou na minha boca. Eu mostrei a língua para o Nando. Ele me viu engolir a porra de outro homem. Ele ficou duro de novo em dois minutos.

O Davi ajeitou a almofada no colo. Mas era tarde. O volume já estava lá, grosso no jeans. A Bia viu.

Apertou o pulso dele por cima do tecido, raiva e tesão na mesma pressão. O cacheado tapou o rosto dela um segundo.

— E troca — Bia insistiu, mais baixa agora. — Tipo... vocês dois com outro casal. De verdade.

Nando respondeu, direto.

— Teve. A casa da praia de novo, outro ano. Casal de um amigo. A primeira troca não foi linda. Foi torta, um pouco estranha. Eu comi a mulher dele no quarto; a Lara ficou na sala com o cara. Eu ouvia. A Lara gemeu de um jeito que eu conheço. Eu meti mais fundo na outra. Depois a gente juntou as quatro pessoas na cama grande. Primeira vez que eu vi a Lara levando pau de outro enquanto eu metia em outra mulher ao lado. A Lara olhou para mim o tempo inteiro. Eu gozei olhando o olho dela. A outra gozou no meu pau. O cara gozou nas costas da Lara. A gente dormiu atravessado. De manhã ninguém falou “e agora”. Tomou café. A Lara passou manteiga no pão do cara. Eu enchi o copo da mulher. A estrada estava ruim. Agente fodeu de novo antes de ir embora, os quatro, sem trocar de par dessa vez — cada um

no seu, mas na mesma cama, vendo e ouvindo.

Eu estava encharcada. O tecido do short escureceu no meio. Eu cruzei a perna. Descruzei.

A Lara acompanhou o movimento com a boca no copo.

— A Helena está quieta — ela disse. — Quietude também é resposta.

— Eu só estou escutando.

Mentira. Eu estava escutando com a buceta. Cada primeira vez que ela largava no sofá: a

Júlia na pia, o banheiro da festa, dois paus na cara, a troca torta, batia em mim como se o

vinho tivesse endereço.

Bia levantou. foi ao banheiro. Demorou. A torneira ficou aberta por tempo demais. Quando voltou, o batom tinha sumido e o peito subia rápido com a respiração. Sentou mais perto do Davi. A mão dela voltou para o jeans dele e ficou, escondida da mesa pela angulação do corpo e pela almofada. Davi olhou para o tapete. Depois olhou para mim um segundo e desviou como quem se queima.

Lara não parou.

— A primeira vez que eu chupei uma buceta até a mulher gozar na minha boca foi a Júlia, naquela pia. Ela puxou meu cabelo. Molhou meu queixo. O Nando meteu em mim por trás enquanto eu lambia. Primeira vez que eu gozei com o gosto de outra mulher na língua e o pau dele no fundo. A cozinha era pequena. A torneira pingava no mesmo tempo da cabeceira que não existia.

Nando riu baixo.

— Primeira vez que eu gozei em duas bocas na mesma noite: a da Lara e a da outra, revezando. Elas se beijavam com o meu pau no meio. Baba, batom, porra. A Lara engoliu. A outra deixou escorrer no peito. Eu passei o pau nos dois peitos. A Lara falou “de novo”. Eu não aguentei de novo. Fiquei mole e ri. Elas riram. Depois a Lara me chupou mole até eu endurecer a terceira.

Bia soltou um som que não era riso inteiro. Davi fechou os olhos um segundo. Eu senti o próprio clitóris latejar no short, um pulso idiota, molhado, o caldo esquentando a parte de dentro da coxa.

— Vocês falam isso olhando para ela — Bia apontou o queixo para mim, sem delicadeza. — Não é conversa de sofá. É sedução.

Lara não negou.

— É. A Helena observa. Observar pede história. História pede corpo. Ninguém vai tocar em ninguém agora.

Nando esticou o braço e pegou minha lata vazia. Os dedos no meu tornozelo. Quente. — Escutar já é entrar um pouco.

Jogamos mais uma rodada que ninguém ganhou. A chuva cobria o que a parede não

cobria. À uma a Bia puxou o Davi sem beijo na frente. Lara ficou na porta do corredor,

descalça.

— Se a história grudar, não é culpa do vinho.

Eu deitei no colchão. Aproximei as coxas. O short úmido no meio, o cheiro da minha própria

buceta subindo quando eu puxei o cobertor. Eu odiei admitir. Odiei o fato de que, de olho

fechado, não era a Júlia na pia: era a Lara olhando para mim enquanto o Nando falava de

dois paus.

A frase pronta — eu só estava escutando — ficou no teto baixo.

Eu fechei os olhos, tentando dormir.

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