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Intencionalmente sem Querer - O Conflito - 10

Um conto erótico de Tiago
Categoria: Grupal
Contém 3990 palavras
Data: 10/09/2026 11:24:01

A Clara foi ao banheiro enquanto a Joana caiu na cama. O sono a venceu. Passaram-se poucos instantes quando os olhos da Joana se abriram de repente. Ela não planejava cochilar, então aquele soninho curto a deixou desorientada. Piscando, olhou o quarto. Não tinha certeza de quanto tempo tinha dormido.

Levantando-se devagar, cambaleou até o banheiro. Abriu a porta e um ofego leve escapou diante da vista. Ali, em cima da bancada, de sutiã e pernas nuas bem abertas, estava a Clara. O sexo escondido sob uma nuvem espessa de espuma de barbear. Um aparelho numa mão, uma toalha úmida na outra. Olhou pra invasora.

— Você pode fechar a porta, se quiser — disse a Clara. — Ou prefere mostrar minha buceta pra todo mundo?

— Ah, é, me desculpa — a Joana falou, fechando a porta atrás de si e se vendo dentro do banheiro com a irmã se depilando. Olhou entre as pernas, absorvendo uma vista que não via há anos. Dessa vez afogada em espuma estranha.

— Gostando da vista, maninha? — a Clara ergueu uma sobrancelha. Sorriu e largou a toalha.

— Eu não sabia que tinha alguém aqui — a Joana disse, parada no lugar.

— Relaxa. Não é como se você nunca tivesse visto, né? — Piscou. — Além disso, na verdade eu fico feliz que você veio. Você sempre foi melhor nisso do que eu. Eu tava esperando que você pudesse... me ajudar.

— Eu... ajudar...? O quê? — a Joana gaguejou. Os olhos ainda piscando o sono.

A Clara olhou o monte meio exposto.

— Eu preciso que você me depile. Eu sempre fico irritada quando faço sozinha. Mas você... você sempre me deixa lisinha. — Sorriu.

A mente da Joana girava enquanto sentia uma umidade familiar entre as pernas.

— Vai, Joana. Você amava me depilar. — Incentivou.

A Joana olhou o que tinha na frente. As pernas deram um passo, como se outra mente as guiasse. Os mamilos empurravam pra fora dos peitos, liderando o caminho até as pernas abertas da irmã. A mão desceu sobre a da Clara. Trocaram um olhar enquanto a Joana tomava o aparelho.

Caiu de joelhos. A buceta da irmã direto na frente. A Clara recostou no espelho, segurando as pernas abertas pra irmã. Um sorriso malandro se espalhou no rosto.

— Sabe, eu odiaria que essa sua camisa molhasse. Talvez você devesse tirar — a Clara sugeriu, safada.

A Joana não pensou duas vezes e puxou a camisa. Sem sutiã, o peito nu de novo pra irmã depois de muitos anos.

— Mmmmm — a Clara ronronou. — Senti falta dessa vista.

A Joana riu.

— Tô falando sério — a Clara continuou. — Eu sempre amei os seus peitos. — Desceu a mão e beliscou um mamilo.

— Para! — a Joana riu, enquanto uns volts corriam pelo sistema. Afastou a mão. — Você quer que eu faça ou não?

— Quero! — a Clara voltou à posição. — Me faz bem, Joana.

A Joana balançou a cabeça e se inclinou. Colocou uma mão na parte de dentro da coxa da Clara. A respiração da Clara travou com o toque. Trouxe o aparelho até o topo da espuma. Encostou a lâmina na pele. O metal frio e afiado tocou a carne proibida. Com passadas curtas, começou a tirar a espuma.

— Me conta — a Clara começou — essa sua escapada tá saindo como você planejou?

A Joana manteve os olhos no trabalho.

— Como assim?

— É que eu não consegui deixar de notar alguma coisa no ar aqui em cima. Não sei o que é. Talvez minha memória me pregando uma peça. Mas eu sinto que tô num estado constante de tesão desde que cheguei.

A Joana puxou o canto dos lábios, passadas leves e delicadas na parte de dentro da coxa. Um sorriso safado dela mesma começava a nascer.

— E você? Percebeu? — Continuou. — Acho que os mais novos perceberam.

A Joana olhou pra cima.

— Do que você tá falando? — veio da Joana.

— Ah... nada demais. É que eu vi uns sinais.

— Sinais? Que sinais? — A suspeita da Joana cresceu.

— Bem, eu notei olhares trocados entre eles. Aqui e ali. Eles têm aquele olhar de vontade.

A Joana voltou o olhar pra vista à altura dos olhos.

— Eu sei que você também viu. Você viu as moças se remexendo nas cadeiras. Os mamilos marcando as blusinhas justas. Elas se vestem como se quisessem foder.

Um arrepio gostoso passou pela Joana enquanto a mente ia nas palavras da Clara. Ela sabia exatamente do que ela falava. Tinha visto o peito da Marina subindo e descendo no top justo quando chegaram. Pontinhas tentando rasgar o tecido. A própria sobrinha adulta.

Tinha visto a Jana corando o tempo todo no primeiro jantar. A Jana ficava lançando olhares pro Tiago, que parecia alheio. Perdida num pensamento próprio, ela não percebia o quanto se remexia no assento. Uma mão escapava da vista o tempo todo, só voltando quando a consciência alcançava o ato. Os olhos famintos caiam no Tiago, cujo olhar estava cravado na... Sara.

A filha adulta dela. A Sara tinha poucos segredos que conseguia esconder da mãe. Os sinais eram um deles. Eram idênticos.

Tinha visto ela à mesa, sem fôlego. Peito duro. Os olhos contavam a tensão por dentro. O mesmo olhar que ela carregava hoje. O olhar de desejo. De necessidade.

A Clara começou a esfregar uma das mãos na parte de cima da coxa.

— Eu sei que você os viu. Eu sei que você viu o seu filho. Ele tem dificuldade de esconder aquele volume lindo, não tem? — A Clara provocou a irmã com vontade.

Ela tinha visto. Não queria admitir, mas aquilo puxava a atenção dela toda vez que ele estava perto. Tentava desviar. Ele até tinha pego ela encarando abertamente. O que havia de errado com ela?

— Então você sente, né? — soltou a Clara.

— Eu... eu senti alguma coisa. — A Joana gaguejou. Largou o aparelho. O trabalho quase no fim. Pegou a toalha úmida. Mergulhou devagar na pia, na água morna. Apertou na palma ao tirar. Filetes de gotas caíram de volta.

Trouxe a toalha quente ao monte recém-rapado da irmã e começou a limpar o que restava.

— Você lembra da Sandra? — a Clara falou.

— Sandra? — A Joana. Aquele era um nome do passado.

— Sandra Machado. Você lembra. Ela esteve aqui com a gente no verão de 84, lembra?

— Acho que sim. Cabelo ruivo, né? A última que eu soube, ela morava perto da cidade com o marido e os filhos. O que ela tinha mesmo? Seis meninas e um menino?

— Isso — a respiração travou quando a Joana passou o pano no clitóris.

— Desculpa — a Joana disse, sem jeito.

— Relaxa... — a Clara sorriu. — Enfim, eu fiquei sabendo de uma informação interessante sobre a nossa amiga. Pelo que eu ouvi, ela vai cair numa separação. Aparentemente, ela anda dormindo com outro homem.

— Não me diga? Ela era bem selvagem, né? E quem era? O médico? O chefe?

— O filho adulto dela — respondeu a Clara.

A Joana quase deixou o pano cair, os olhos arregalados. Uma onda súbita de inspiração atravessou o corpo, puxando a pele. Arrepios correram enquanto o coração acelerava.

— Você parece chocada — afirmou a Clara.

— Eu não deveria? — respondeu. Escondeu a mão trêmula ao pegar a toalha de novo.

— Bom, eu acho que sim. Mas, por outro lado, isso acontece mais do que você imagina — disse a Clara. — Tenho certeza de que existem milhares de mães por aí com relações sexuais saudáveis com os filhos adultos. Provavelmente é um clímax psicológico pros homens também. Talvez Freud até explique...

A Joana trouxe a toalha de volta aos lábios da Clara, devagar.

— Como assim?

A Clara sorriu.

— Quero dizer que é uma coisa que eles quiseram. Eu lembro de ouvir que todo homem... sofre de um desejo secreto de dormir com a mãe. Aquela coisa do Édipo.

A Joana largou o pano, alcançou o balcão e pegou um frasco de loção.

— Eu aposto que o Tiago é um deles.

O frasco jorrou um fio leitoso na mão da Joana.

— Eu sei que o Jorge é.

A Joana começou a passar os dedos na loção.

— Como você sabe?

A Clara ergueu uma sobrancelha.

— Não é dever de mãe conhecer o filho? — Provocou. A Joana não olhou pra ela. Continuou:

— Eu sei o que o Jorge quer. Mesmo que ele tenha medo demais de admitir. Eu sei que ele quer enfiar o pau dele em mim e, de um certo jeito, eu tô de boa com isso.

É natural ele desejar, afinal. Mas essa não é a parte mais interessante. A verdade é que tem uma parte de mim que também quer.

A Joana olhou pra irmã enquanto levava os dedos cobertos de loção de volta ao sexo.

— O que você quer? — soprou, começando a espalhar o líquido na pele recém-rapada.

— Foder com o meu filho — a Clara respondeu, a respiração pesando. O peito subiu enquanto a Joana massageava a loção na parte de baixo.

— Eu sei que é errado — continuou — Mas eu não tiro isso da cabeça. Tem tanta coisa que eu e você fizemos que é “errada” e eu não me arrependo de nenhuma. — A Joana espalhou as mãos na parte de dentro da coxa da Clara, deixando um rastro brilhante.

— Eu sei que ele quer fazer, e eu quero que ele faça. Eu quero que ele afunde o pau fundo na buceta faminta da mãe. — A Joana notou a umidade saindo da xota aberta da Clara. O cheiro começou a encher o nariz. Um cheiro que ela conhecia muito bem.

— Eu vou... fazer — gaguejou, quando a Joana levou os dedos aos lábios íntimos.

— Eu vou... — Ofegou. A Joana, inconsciente, começou a passar pra cima e pra baixo na fenda no meio das pernas.

— Eu... — Começou a puxar a pele. Abrindo a buceta latejante da Clara bem. Os olhos transfixos nos segredos de mulher.

— Ah, Cristo! — gritou, descendo a mão, agarrando um punhado do cabelo da Joana e puxando o rosto contra a buceta nua e molhada. Um gemido rouco explodiu no instante em que os lábios de cima da Joana tocaram os de baixo da irmã. A língua mergulhou naquela buceta no segundo em que ela percebeu que não era fantasia.

A Joana alcançou atrás e puxou o monte da irmã contra si. O suco escorreu pelo queixo enquanto ela lambia toda a buceta da irmã. Língua em círculo, em passada, pra dentro e pra fora. Variava, querendo mais. Faminta do néctar. Se alimentando como se aquilo a sustentasse.

— Ahhhhh! Maninhaaaaa! — a Clara disse, em êxtase puro. Mordeu o punho tentando não gritar com o prazer intenso. — Meu Deus, eu senti falta disso. — Começou a empinar o quadril na boca da irmã. Apertando os músculos da vagina na língua o máximo que dava.

O peito da Clara subia e descia, suor se formando entre os peitos. O corpo formigava. A hora se aproximava.

— Ah, amor. — Gemeu. — Uhn. Eu vou gozar. Ah, eu vou gozar. Eu-vou-gozar-eu-vou-gozar-eu-vou—AH!! — As costas se arquearam quando ela começou a inundar. Uma corrente elétrica pareceu atravessar o corpo enquanto todos os sentidos explodiam naquele êxtase puro. A Joana bebeu da torneira tabu, engolindo a paixão da irmã.

Devagar, se afastaram. O rosto da Joana brilhava com a umidade da Clara. O perfume dela encheu o quarto, se implantando em cada canto.

— Nossa — a Clara exalou. — Isso... isso foi gostoso. Não tem como te dizer o quanto eu senti falta.

A Joana sorriu sem jeito pra irmã mais velha. Levantou-se, encostou nela e a beijou de boca cheia. As bocas se abriram pra deixar a outra entrar. A mão da Clara foi às costas da Joana, puxando o corpo inteiro contra o seu. Os peitos da Joana se pressionaram na carne da Clara.

Deixaram as mãos percorrer uma à outra. Reacesando o tesão recentemente saciado da Clara. Ela alcançou e afastou a irmã.

— Bem, mana — a Clara começou. — A gente me deixou toda aparadinha. Como você tá aí embaixo?

A Joana sorriu, recuando. Abriu o botão do jeans rápido e empurrou tudo pro chão, calcinha junto. Deu um passo pro lado, chutou pra longe e ficou completamente nua. O sexo escorrendo, com muito pouco pelo em volta. Ela sempre foi a que mantinha o ninho limpo.

— Eu precisava de um retoque — disse pra irmã.

Ansiosas, as duas trocaram de lugar. A Clara caiu de joelhos enquanto a Joana abria as pernas o máximo que dava, colocando a buceta aberta bem na altura dos olhos da Clara. Riu quando a Clara começou a molhar o tufo.

— Aposto que eu já tô molhada o bastante — a Joana brincou.

— Só por segurança — a Clara disse. Pegou a espuma e começou a passar. Odiando cobrir a vista linda à frente. Lembrou a si mesma que ia aparecer de novo daqui a pouco.

Bem devagar, o aparelho cortou a espuma. Deixando um vale liso e rosado entre montanhas brancas. A Joana assistia a Clara depilar ela com habilidade. Focada, e em silêncio. As duas queriam profundamente que aquilo acabasse rápido, pra começar outras atividades.

Momentos que pareceram horas depois, a Clara começou a passar a loção. De fora pra dentro. Esfregando o líquido leitoso fundo na pele. Conforme se aproximava da buceta da Joana, ligava cada vez menos pro que fazia. Só pra onde ia.

Os dedos traçaram o monte, roçando os lábios. A respiração da Joana travou nos pulmões por um instante. A Clara trouxe as mãos de volta à pele. Uma embaixo, uma em cima. Depois elas começaram a se encontrar.

A cabeça da Joana caiu pra trás e ela soltou um gemido gostoso quando a Clara começou a massagear a buceta com as duas mãos. Com a esquerda, abriu os lábios bem. Expondo o rosa de dentro da irmã. Com a direita, desceu e foi atrás do clitóris. Pegou entre os dedos e beliscou de leve. Um grito silencioso sacudiu a Joana. O corpo pedia mais.

A Clara olhou a irmã se contorcendo. Tão com tesão. Tão safada. Começou a enfiar dois dedos enquanto continuava a brincar com o botão. Os sentidos da Joana em chamas.

Mais um dedo entrou e ela começou a dedar a irmã. Levando mais perto, mais perto. Ela estava completamente nas mãos dela. O corpo da Joana chamava. Desesperado pra gozar. Querendo soltar. Ser satisfeita por outra pessoa pela primeira vez em muito tempo cobrava o preço. Os olhos fechados com força, imaginando um pau pressionando as profundezas de mulher.

Os dedos encharcados da Clara entravam e saíam. Chapando na umidade. Trazendo o orgasmo ao alcance. Os olhos focados no corpo trêmulo da irmã, preso nos dedos. Ela sabia que estava perto.

— Me-me-merda! — gaguejou. — Tô che-chegando perto! Meu Deus, eu vou...

— Ainda não — a Clara disse, puxando os dedos de repente da xota da Joana.

— AH, DEUS, NÃO! Por favor! Volta! — implorou. O rosto contorcido numa expressão torturada.

— Acho que não — afirmou a Clara. — Eu preciso da sua ajuda.

— Porra! Sim, qualquer coisa. — Gritou. Parecia perto de chorar.

A Clara sorriu.

— Eu preciso que você transse com o Tiago. — Soltou.

O corpo da minha mãe ainda tremia de necessidade quando os olhos se abriram devagar.

— O que você disse? — sussurrou.

— Eu preciso que você transse com o seu filho. Ou foda ele, ou durma com ele, faça amor com ele. Do jeito que você quiser falar. Eu preciso que você faça, e logo.

A Joana ficou indefesa enquanto o orgasmo tão necessário esperava, como zombando. Tremia com as visões proibidas flashando na mente.

— Por que você me pede isso?

— É o único jeito de eu pegar o Jorge. Eu preciso que você foda o seu filho pra eu foder o meu. Eu sei que você quer, e a minha buceta só escorre de pensar nisso. — Voltou a ficar entre as pernas ainda abertas da irmã.

— Vai, mana. A gente já compartilhou tanta coisa. Por que não esse pecadinho nosso? — Segurou os olhos da irmã com os seus enquanto deixava um dedo passar na buceta da Joana. O corpo gritava por alívio, tremendo com o toque provocante.

— Aposto que é isso que você fantasia de verdade quando fecha esses olhos lindos. Eu sei que você nunca contaria pra ninguém. Você tem vergonha demais de admitir. Tá na hora de encerrar esse seu segredo, Joana. O pau do seu filho quer estar dentro de você. E a sua buceta latejante não quer nada além de se fechar em volta dele. Admite! — Cobriu a buceta da Joana com a palma. Ela estava tão perto do clímax que doía.

— Eu... — Fechou a boca de uma vez.

— Fala! Fala que você quer foder o seu filho! — O dedo médio da Clara começou a subir e descer de novo, o anelar ao lado. Os dois giravam só com as pontas abrindo os lábios.

— Por favor, não me faz — implorou. Ela sabia que queria. As duas sabiam.

— Joana... fala agora! — exigiu. Os quatro dedos provocavam os lábios. Puxando o suco. Preparando a entrada. Os dedos da Joana começaram a esmagar a beirada da bancada enquanto ela tentava se negar. Estava perdendo. Queria gritar. Queria chorar. Queria testemunhar o desejo profano.

— Eu... eu quero o Tiago. Eu quero foder ele. Eu preciso do dau dele. Eu quero o pênis dele. Eu quero o pau dele na minha b... — A Clara empurrou pra dentro. Fodendo com todos os dedos, o máximo que dava na buceta apertada da irmã. Ela fazia um movimento com os dedos como se estivesse chamando alguém. Chamando o clímax... e ele respondeu.

Como um desafio a Pompeia, o orgasmo da Joana explodiu pelo corpo, fechando cada músculo num torniquete. Até a Clara se surpreendeu quando a Joana começou a empinar o quadril com violência contra as suas mãos, o desejo derretido derramando na bancada. Gritou pro teto num berro que ecoou pelo sítio, nos acordando embaixo. Pela primeira vez, eu ouvi minha mãe no meio de um gozo apaixonado, apesar de até naquele momento eu não sabia exatamente que se tratava disso.

***

Era um pouco depois das quatro da tarde. Estávamos todos de pé, ativos, e secretamente com tesão pra caralho. O jantar estava sendo preparado por Jana, Clara e minha mãe. Por algum motivo estranho, eu vinha pegando-a me olhando de vez em quando. Pelo menos eu achava. Toda vez que eu virava, ela desviava. Ainda assim eu sentia aqueles olhos.

O resto de nós estava na varanda, absorvendo a paisagem. Sara, Jorge e eu perto da escada, cada um com uma cerveja na mão, enquanto Marina e Eduardo olhavam do parapeito no fim do deck. O braço dele nos ombros dela, segurando apertado. Era bom ver que os dois ainda tinham o relacionamento. Talvez não um saudável, mas um relacionamento mesmo assim.

— Então, gente — o Jorge começou — o que vocês acham?

— Do quê? — perguntou a Sara.

— Você sabe, de tudo isso... — Fez círculos grandes com as mãos.

— Não sei. Essa semana definitivamente não tá saindo como eu imaginei. Nem um pouco — a Sara disse.

— Pois é. — Ele murmurou, tomando um gole.

— Essa tarde, aquele som. Foi quem eu pensei que foi? — A Sara se virou pra mim.

— Você pergunta como se eu fosse saber — eu disse. — Eu não apostaria, mas se tivesse que apostando, acho que a mãe e a Clara voltaram pros jogos antigos.

— Nossa — ela disse, com um sorriso largo. — Isso é selvagem. Não acredito que as nossas mães são tão sujas e com tesão quanto a gente.

— Talvez até mais, Sara — eu completei. — Lembra das fotos. Aquelas festas iam um pouco pro lado maluco, eu diria.

— É, mas olha a nossa “festinha”. A maioria de nós é parente. Porra, a gente até meteu a tia Clara nisso. Acho que a gente ganha delas.

— Eu não acho que isso seja uma competição, Sara. Admito: eu ainda fico um pouco estranho com essa coisa de “família com tesão” — respondi.

— Eu e você, Tiago — veio do Jorge.

— Vocês dois só podem estar brincando — ela começou. — Vocês deram uma olhada em volta? Não quero parecer santinha nem nada, mas essas mulheres que vocês dois já comeram são gostosas pra caralho. Qualquer cara venderia o ovo esquerdo pra ter a chance de comer a Marina. E vocês dois já comeram. Sem falar a Jana e eu. Aí tem a tia Clara, que você sabe que sabe trabalhar. Eu a vi com você, Tiago, e deixa eu te falar: nunca antes eu tinha desejado ter um pau, mas eu queria ter um só pra ver ela rebolar em cima. Essa tia nossa sabe trabalhar um pau.

O Jorge tomou um gole grande da cerveja. A Sara se virou pra ele.

— Ah, e Jorge, eu acho muuuito que você deveria aceitar a proposta dela. Ela falou tudo menos “vem me foder agora, filho”, então eu acho que você deveria. — Arrepiou de leve.

— Nossa. Só de pensar nisso eu escorro — exclamou, abrindo um pouco as pernas. O short justo subia bem no meio, marcando o famoso capô de fusca. Sem marca de calcinha, só um tom mais escuro no contorno da buceta inchada. Ela realmente estava excitada.

— Você é doente, Sara — o Jorge afirmou, chegando ao fim do gole gostoso.

— Você fala como se não quisesse ela — minha irmã rebateu. — Você já cometeu incesto, Jorge. Não tem como negar. Eu e a Marina já nos divertimos pra caralho cavalgando esse seu pau gostoso... — disse, descendo a mão e agarrando o volume dele. Ele afastou a mão.

— Então me fala: o que tem pra perder agora?

— Ela é minha mãe — ele disse.

— E você vai ser um comedor de prima, irmã e mãe então... — ela retrucou. O Jorge afundou nos degraus. A Sara incluiu a cabeça, absorvendo o primo.

— Desculpa, Jorge. Às vezes eu falo coisa que não devia. Eu acho que... olha, se você quiser, ninguém vai te culpar nem jogar na sua cara. Se não quiser, também. Tá?

O Jorge ficou em silêncio.

A Sara deu um sorrisinho e olhou pra ele. Olhou pra mim e se levantou pra ir embora.

— Vejo vocês no jantar, meninos — disse, entrando no sítio.

Sara entrou no sítio, me deixando com o primo momentaneamente mudo. O silêncio não era desconfortável, era confortável. Os sons da natureza faziam bem de ouvir. Coisas que a gente não vinha se dando ao luxo de prestar atenção, enquanto nos comportávamos que nem animais. Agora, acalmavam o momento.

— Ela te fez essa pergunta também, sabia? — o Jorge soltou de repente.

— Quê? — perguntei.

— Ontem à noite. Depois que perguntou pra mim, a minha mãe perguntou se você queria foder com a sua. — Disse, olhando pro mato. — Você aceitaria?

Olhei pro chão. Um pica-pau se ouvia fazendo ninho numa árvore.

— Se alguém me perguntasse isso uma semana atrás, eu diria que nem fodendo. Pra ser honesto, eu nunca pensei que alguém fosse me perguntar isso. Nunca passou pela minha cabeça. Mas agora... eu quero dizer não... mas eu não sei. É o mais honesto que eu consigo ser. Eu quero fazer a coisa certa, mas tá ficando cada vez mais difícil saber o que é isso.

— Se “não” for o certo, eu sinto que uma parte de mim estaria mentindo pra mim mesmo, sabe? Não sei se isso é saudável. Provavelmente não é pra muita gente. Mas se eu dissesse “não”, isso mudaria de verdade a relação que eu tenho com a minha mãe? Se ela quiser e eu negar, talvez ela nunca mais me olhe no olho. Eu não quero perder isso.

— Se “sim” for o errado, então eu posso estar caindo numa decisão ruim. Não tem como negar que ela é uma mulher linda, gostosa, deslumbrante e única. Esse lado dela com o qual eu acabei de ser apresentado mudou o jeito que eu a vejo. Se a gente fizer... se eu disser “sim”, pode abrir tantas portas pra gente. Tirar um cobertor, nos libertar. Eu sei que minha mãe sempre foi uma mulher atraente, mas nunca vi ela com olhos de maldade. Por outro lado, seria moralmente errado. Se a história vazasse, a gente se fode. Não só eu, mas ela também. Essa é a última coisa que eu jamais ia querer. Prejudicar minha mãe.

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Comentários

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Não abandona essa serie não... está sensacional.... Ansioso pelo próximo capítulo

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