Eu fui naquele bar pra ouvir pagode e comer isca de peixe.
Saí de lá com o número do vocalista da banda, a boca cheia de porra de dois homens, e uma vergonha danada de mim mesma, porque eu tinha quarenta e três anos agindo feito adolescente de show — e porque eu tinha acabado de tomar leitada no rosto de um cantor de pagode enquanto meu marido me comia por trás.
Prazer, somos o Casal Apimentados. Quem escreve sou eu, a Lúcia. Nomes fictícios, por motivos que qualquer casal liberal entende — e porque o que aconteceu naquela noite ainda me faz chegar gozando só de lembrar daquela voz grave cantando enquanto me fodia.
Eu: 1,72 de altura, loira natural, olhos verdes, seios fartos e umas coxas grossas que o meu marido elogia há vinte e três anos. Quarenta e três anos, mas com a buceta apertada de quem sabe usar e a boca de quem adora chupar pica até engasgar.
Ele, Jorge: negro, 1,85, corpo forte sem ser musculoso, pica grossa e escura que eu conheço cada veia, mesma idade que eu.
Tem um bar no Tatuapé que a gente frequenta desde sempre, daqueles com roda de pagode toda quinta-feira, mesa de plástico, cerveja gelada e petisco simples.
E, uma quinta dessas, tinha uma banda nova tocando.
O vocalista se chamava Denis.
Negro, uns trinta e sete anos, alto, magro, cabelo raspado dos lados e black power em cima, uma voz grave que enchia o salão inteiro sem precisar de microfone alto, e um jeito de cantar olhando pra plateia que fazia cada mulher daquele bar achar, por um segundo, que a música era só pra ela. E uma pica, pelo que dava pra ver na calça jeans justa, que parecia ser do tamanho certo pra me fazer gritar.
Ele tocava cavaco também, e tocava bem, e no meio do show largava o instrumento pra cantar de corpo inteiro, batendo palma, chamando o público pra cantar junto.
Eu bebi minha cerveja olhando aquele homem cantar por duas horas e não vou fingir que foi só pela música. Eu imaginava aquela boca cantando no meu grelo, aqueles dedos tocando cavaco enfiados na minha buceta, aquela voz grave gemendo meu nome enquanto gozava na minha cara.
O Jorge percebeu, claro.
— Você está apaixonada pelo cantor — ele falou, rindo, no intervalo.
— Estou admirando o talento.
— Está admirando o talento dele de um jeito bem específico. E eu tô vendo que você quer sentar na pica dele.
Eu ri e não neguei. Minha calcinha já tava encharcada só de olhar.
No intervalo, o Denis desceu do palco pra tomar uma água e passou perto da nossa mesa. O Jorge, do jeito que só ele faz, chamou ele pra sentar um minuto e elogiou o show.
Ele sentou, mesmo suado, mesmo com pressa de voltar, e conversou uns cinco minutos com a gente.
Falou que cantava havia quinze anos, que aquele bar era fixo dele desde antes da pandemia, que sonhava em gravar um disco autoral um dia, mas que pagode de bar pagava as contas e ele não tinha do que reclamar.
E, quando ele levantou pra voltar ao palco, olhou pra mim e falou:
— Você cantou a letra inteira daquela última música.
— Cantei.
— Poucas pessoas sabem essa. É antiga.
— Eu sou antiga também.
Ele riu, um riso bonito, e voltou pro palco.
A gente voltou naquele bar toda quinta durante um mês.
E eu vou ser sincera, meninas: eu ia por causa da música. Só que eu também ia por causa dele, e eu sabia disso e não estava fingindo o contrário nem pra mim mesma. Ia imaginando como seria sentir aquela voz vibrando no meu clitóris, como seria chupar aquela pica negra até ele gozar na minha garganta.
Na terceira quinta, ele já sabia o meu nome de cor e cumprimentava a gente de longe, ainda no palco, com um aceno.
Na quarta, ele dedicou uma música "pra aquela mulher ali que sabe cantar mais do que finge que sabe", e o salão inteiro olhou pra minha mesa, e eu fiquei vermelha feito menina — e molhada feito puta.
O Jorge achou aquilo hilário.
— Você está com uma cara de quem ganhou prêmio de escola.
— Cala a boca.
— Eu vou falar com ele.
— Jorge!
Ele foi mesmo, no fim do show, e conversou com o Denis por um bom tempo enquanto eu fingia arrumar a bolsa pra não parecer que estava morrendo de curiosidade — e de tesão.
Quando ele voltou pra mesa, só falou:
— Marquei de tomar uma cerveja com ele semana que vem, fora do horário de trabalho dele.
— Marcou como assim?
— Como assim eu marquei. A gente vai se conhecer melhor. E depois a gente vê. E eu já vi que ele tá com tesão em você também.
Foi assim que a gente conheceu o Denis de verdade, fora do palco.
Solteiro havia dois anos, sem filho, morava sozinho num apartamento pequeno perto do metrô Tatuapé, e vivia de música mesmo, dando aula de violão de dia e tocando à noite em três bandas diferentes.
E era exatamente o que parecia no palco: gente boa, engraçado, com aquela confiança de quem está acostumado a ser olhado e nenhuma arrogância na medida. E com uma pica que, quando ficou duro naquela primeira noite que saímos, eu vi que era grossa, escura, com a cabeça roxa e brilhante de tesão, e eu quase caí de joelhos na hora.
O Jorge e ele se deram bem rápido, do jeito que homem se dá bem quando descobre um assunto em comum, que no caso foi música mesmo. Descobriram que gostavam das mesmas bandas antigas, e ficaram uma hora discutindo qual versão de uma música clássica era melhor.
Foi o Jorge quem contou pra ele sobre a gente, semanas depois, numa dessas cervejas, sem rodeio nenhum.
O Denis ouviu tudo com atenção e, no fim, riu e falou:
— Cara, eu suspeitava. Vocês têm aquele jeito.
— Que jeito?
— De casal que já resolveu as próprias coisas. De casal que curte dividir a puta. E eu adoro uma putinha de coroa gostosa.
Ele contou que já tinha saído com alguns casais antes, uma ou duas vezes por ano, sempre com gente que ele conhecia bem primeiro, nunca com desconhecido de aplicativo.
— Eu canto pra plateia de gente casada toda quinta — ele falou. — Você acha que eu não sei separar o que é flerte de palco do que é vida real? E eu sei quando a mulher quer ser fodida de verdade.
O convite formal veio de mim, numa mensagem no privado, umas duas semanas depois.
Simples: se você quiser, a gente adoraria sair com você um dia, fora do bar, sem pressa nenhuma. Quero sentir sua pica na minha boca e na minha buceta, quero dividir você com meu marido.
Ele respondeu na hora: eu estava só esperando vocês perguntarem. E já tô punheta aqui só de imaginar você de quatro.
Marcamos num sábado, na casa dele mesmo, depois de um jantar leve num boteco perto.
O apartamento era pequeno, cheio de instrumento pendurado na parede, um violão apoiado no sofá e um teclado no canto.
E foi ele quem cantou pra gente ali, sem plateia nenhuma além de nós dois, sentado na beirada da cama com o violão no colo, uma música que ele disse que tinha escrito e nunca tinha mostrado pra ninguém.
Eu chorei um pouquinho, e não escondi.
Ele largou o violão encostado na parede, sentou do meu lado e falou baixinho:
— Foi por isso que eu escrevi ela.
E me beijou.
Foi um beijo devagar, sem pressa nenhuma, do jeito que ele cantava aquela música lenta, e eu senti a mesma coisa que sentia no bar quando ele olhava pra plateia, só que agora era só pra mim mesmo, sem mais ninguém pra dividir.
O Jorge ficou sentado na poltrona do quarto, do jeito de sempre nesses primeiros momentos, deixando o clima se formar sem pressa de entrar — embora eu soubesse que a pica dele tava dura na calça, querendo meter.
O Denis me deitou na cama devagar e ficou um tempo enorme só me beijando, descendo pelo pescoço, pela clavícula, murmurando um pedaço de música baixinho no meu ouvido entre um beijo e outro, o que me derreteu de um jeito que eu não esperava.
Ele tirou a minha blusa cantando um verso qualquer, quase sussurrado, e eu ri no meio daquilo, e ele riu junto, e continuou. Tirou meu sutiã, apertou meus seios, chupou meus mamilos até eu gemer, e desceu pela minha barriga, abrindo minha calça jeans, tirando minha calcinha encharcada.
Quando ele desceu por mim, foi com a mesma paciência de quem afina um instrumento até sair o som certo. Sem pressa, testando, ajustando, prestando atenção em cada reação minha como se fosse nota de música. Ele abriu minhas pernas, olhou pra minha buceta loira, molhada, brilhando de tesão, e falou:
— Que buceta linda, caralho. Vou chupar essa puta até você gozar na minha boca.
E ele começou a lamber. Aquela língua negra, grossa, quente, passando da entrada até o clitóris, circulando, sugando, mordendo de leve. Ele enfiou dois dedos dentro de mim, fazendo o movimento de "vai-vem" enquanto chupava meu grelo, e eu gemia sem conseguir parar, agarrando os cabelos dele, empurrando a cara dele mais pra dentro.
— Porra, Denis... chupa, chupa gostoso... me come com a língua...
Ele chupou mais forte, meteu os dedos mais fundo, e eu senti o orgasmo subindo rápido. Eu gozei com as mãos no cabelo dele e a voz saindo mais alta do que eu esperava, a buceta pulsando na boca dele, a porra escorrendo pro queixo dele, e ele levantou o rosto sorrindo, satisfeito, do jeito que fica artista depois de um show que deu certo, lambendo os lábios cheios do meu gozo.
— Você goza gostoso — ele falou. — Agora é minha vez.
Ele se levantou, tirou a camisa, abriu a calça jeans, e aquela pica negra, grossa, dura, saltou na minha frente. A cabeça roxa, brilhante, com uma gota de tesão na ponta.
— Chupa — ele ordenou. — Quero ver essa boca de coroa chupando minha pica.
Eu sentei na cama, peguei ele na mão, e comecei a chupar. Primeiro a cabeça, lambendo a gota de tesão, sentindo o gosto salgado. Depois fui engolindo mais, até sentir ele na minha garganta. Ele era grosso, e eu tive que relaxar a garganta, mas eu queria sentir tudo. Ele começou a meter na minha boca, devagar primeiro, depois mais rápido, as mãos na minha cabeça guiando o ritmo.
— Isso, puta... chupa essa pica... engole tudo...
Eu chupava, usando a língua na base, massageando as bolas dele com a mão, sentindo ele endurecer mais na minha boca.
O Jorge não aguentou ficar só olhando. Ele veio pra cama, já pelado, a pica dele dura, escura, pulsando. Ele se posicionou atrás de mim, enquanto eu continuava chupando o Denis, e começou a passar a pica na minha entrada, molhando com a minha porra que ainda escorria.
— Posso meter? — ele perguntou.
— Mete — eu falei, tirando a boca do Denis por um segundo. — Mete essa pica na sua esposa enquanto ela chupa outro.
Ele meteu. Com camisinha, claro, sempre com camisinha. Ele colocou a camisinha e entrou na minha buceta de uma vez, me fazendo gemer com a pica do Denis na boca. Eu tava sendo fodida pelos dois, e a sensação era deliciosa — uma pica na boca, outra na buceta, me sentindo cheia, completa, puta de dois homens.
O Jorge metia por trás, as mãos nos meus seios, apertando, enquanto eu chupava o Denis, sentindo o gosto dele, o cheiro de suor de show, o tesão dele escorrendo na minha língua.
Aí o Denis pediu:
— Espera. Quero sentir essa buceta também. E quero ver se ela aguenta nós dois.
Ele foi até a gaveta, pegou uma camisinha, colocou na pica dura dele, e se deitou na cama. Ele me puxou por cima dele, me fez sentar na pica dele, de frente pra cima, enquanto o Jorge vinha por trás.
— Vamos tentar dupla? — o Denis perguntou.
— Vamos — eu falei, morrendo de tesão.
O Jorge colocou mais lubrificante na camisinha dele, posicionou na minha bunda, e foi entrando devagar, enquanto eu já tinha a pica do Denis na minha buceta. A sensação de ser preenchida pelos dois, de sentir as duas picas me separando, me enchendo, foi intensa. Eu gemi alto, sem vergonha, sem segurar nada.
— Caralho, que apertado — o Jorge gemeu.
— Mete, mete nos dois — eu pedia. — Fode essa puta, fode essa coroa gostosa.
Eles começaram a meter juntos, num ritmo que foi se sincronizando. Quando um entrava, o outro saía, e eu sentia cada centímetro, cada veia, cada pulsação. As mãos do Denis nos meus seios, as mãos do Jorge na minha cintura, me segurando enquanto me fodiam.
— Vou gozar — o Denis avisou. — Vou gozar nessa buceta gostosa.
— Goza, porra, goza — eu gemia.
Ele gozou, forte, a pica dele pulsando dentro de mim, enchendo a camisinha, enquanto o Jorge continuava metendo no meu cu.
— Agora eu — o Jorge falou. — Vou gozar na sua bunda, puta.
Ele metiu mais forte, mais rápido, e gozou, a pica dele pulsando no meu cu, enchendo a camisinha dele, os dois me enchendo de porra ao mesmo tempo, mesmo que protegido.
Quando eles saíram de mim, eu ainda tava tremendo. O Denis tirou a camisinha, cheia de porra, e jogou no lixo. O Jorge fez o mesmo. E eu fiquei ali, deitada entre os dois, suada, cheia de tesão ainda, a buceta e a bunda pulsando.
Mas não acabou.
Eu queria mais. Queria sentir o gosto deles. Eu peguei as duas picas, ainda meio moles, e comecei a chupar as duas juntas, uma de cada vez, lambendo o resto de porra que escorria, limpando eles com a língua, sentindo o gosto do meu próprio corpo misturado com o deles.
Eles ficaram duros de novo.
Dessa vez, eu quis sentir de outro jeito. Fiquei de quatro na cama, a bunda pra cima, e falei:
— Agora eu quero vocês alternando. Quero sentir as duas picas na minha buceta, uma depois da outra.
O Jorge veio primeiro, com camisinha nova, e meteu na minha buceta, fodendo rápido, forte, me fazendo gemer. Depois de uns minutos, ele saiu, e o Denis entrou, também com camisinha, metendo na mesma buceta, sentindo o calor que o Jorge tinha deixado, me fodendo com o mesmo ritmo.
Eles foram alternando, um de cada vez, enquanto eu chupava a pica do outro, limpando, sentindo o gosto do meu próprio gozo misturado com o tesão deles.
Em determinado momento, o Denis ficou atrás de mim, cantando baixinho no meu ouvido enquanto se movia devagar, uma música que ele inventou na hora, sobre uma puta de quarenta e três anos que gosta de duas picas, e eu não sei dizer se aquilo era erótico ou só bonito, porque foi as duas coisas ao mesmo tempo, e eu gozei de novo, forte, a buceta apertando a camisinha dele.
Quando ele saiu, o Jorge veio por trás, meteu de novo, e gozou mais uma vez na camisinha, enchendo, gemendo meu nome.
Aí eu virei de frente pra eles, deitei na cama, abri a boca, e falei:
— Agora eu quero no meu rosto. Quero sentir a porra de vocês me banhando.
Eles se masturbaram na minha frente, as duas picas negras, grossas, uma de cada lado do meu rosto, enquanto eu lambia as bolas deles, chupava um e outro, usava a língua nas cabeças.
— Vou gozar — o Denis avisou.
— Na minha cara, porra, goza na minha cara.
Ele gozou, jorrada após jorrada de porra quente, branca, escorrendo pelo meu rosto, pingando no meu cabelo loiro, na minha testa, no meu nariz.
— Agora eu — o Jorge falou.
Ele também gozou, jorrando porra na minha cara, misturando com a do Denis, me deixando coberta de leite de dois homens, escorrendo pelo queixo, caindo nos meus seios.
E eu fiquei ali, deitada, lambendo os lábios, sentindo o gosto, a sensação de ser usada, de ser desejada, de ser a puta desses dois homens.
Eu procurei o Jorge com o olho, do jeito que sempre procuro, e ele estava sentado na cama, olhando, com aquele sorriso de sempre, a pica ainda meio dura, satisfeito de ver a esposa coberta de porra de outro.
Terminamos os três deitados naquela cama pequena, suados, com o violão encostado na parede olhando pra gente como testemunha muda, e eu ainda com a cara cheia de porra seca, sem limpar, só sentindo.
O Denis pegou o instrumento de novo, ainda sem roupa, e cantou um pedaço de outra música, rindo, e o Jorge bateu palma no meio do lençol feito plateia de bar, e eu ri também, com a voz rouca de tanto gemer.
Saímos de lá de manhã, e o Denis nos deu tchau na porta com um beijo em cada um — e eu ainda sentindo o gosto da porra dele na minha boca — e a mesma frase que usa no fim de todo show:
— Até a próxima quinta.
E foi. A gente continua indo naquele bar, e ele continua cantando aquela música dedicada pra "aquela mulher que sabe cantar mais do que finge que sabe", e ninguém mais no salão sabe o que essa frase realmente significa — que eu sou a puta dele, que eu chupo a pica dele, que eu levo porra dele no rosto enquanto meu marido assiste.
A gente sai com ele umas quatro vezes por ano, sempre com calma, sempre sem pressa, e ele gravou o disco autoral no ano passado e mandou a faixa pra gente antes de lançar, e a música que ele tocou naquela primeira noite está lá, faixa três.
Eu ouço ela de vez em quando, sozinha, e sorrio de um jeito que só eu entendo — e às vezes me masturbo lembrando daquela noite, das duas picas me enchendo, da porra escorrendo no meu rosto.
Se você chegou até aqui, obrigada por ler. A gente escreve essas histórias do jeito que elas aconteceram, sem inventar muito, e é sempre bom saber que tem gente do outro lado. Se curtiu, segue a gente, deixa um comentário contando o que achou e dá uma olhada nos nossos outros contos, tem bastante coisa por lá.
Casal Apimentados
