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Padrasto e enteado: oral, anal e mil verdades secretas

Um conto erótico de André Martins
Categoria: Gay
Contém 3378 palavras
Data: 09/09/2026 16:22:44
Última revisão: 13/09/2026 21:26:56

A terça-feira depois do feriado foi turbulenta no Rio de Janeiro. Parece que tudo deu errado pra todo mundo: sequestro no Centro, ônibus incendiados na Cidade de Deus, tiroteio em Parada de Lucas e uma chuva incessante à tarde, com direito a enchente em Acari e a Avenida Brasil parada à noite.

Madalena acabou ilhada na Barra da Tijuca junto com as meninas da clínica, que também não tiveram como voltar pra casa. Candinho se viu obrigado a fazer hora na agência de publicidade até a chuva passar, Bruno Terrier ficou o dia inteiro no batalhão e Aloízio viveu mais de 24h num único expediente, graças às consequências da chuva e da violência urbana.

É histórico que o Rio de Janeiro nunca tá preparado pra água na cabeça... Ninguém nunca tá, e o marido da Madalena não era diferente.

O quarentão rodou a madrugada toda em ruas alagadas e escuras da Taquara a Caxias, e pegou muitos passageiros que ainda não tinham chegado em casa por culpa da tempestade. Vários lugares sem luz, avenidas com carros enguiçados, bueiros entupidos, motos encalhadas, gente que teve a casa inundada... Foi tipo cenário de filme de fim do mundo.

E talvez fosse mesmo. O fim do mundo.

Em mais de uma década sendo motorista de ônibus, Aloízio nunca viveu uma noite atípica mais movimentada que essa. A correria só teve fim na manhã seguinte, quarta-feira, quando ele largou o ônibus na garagem, voltou pra casa e esfregou os sapatos no tapete de boas-vindas da porta, sua mão prestes a girar a maçaneta.

Seu corpo parrudo ainda tava molhado da chuva, o uniforme da companhia de viação pesou e o marido de Madalena soltou um suspiro demorado antes de entrar no apartamento. Ele tava morto de cansaço e só queria um bom banho quente, comidinha gostosa e cama. Cama, cama, cama, cama...

Pelo visto, tirar um mês inteiro de férias e viajar em lua de mel deixou Aloízio preguiçoso e mal acostumado. Tão mal acostumado que voltar à rotina lhe causou uma sensação esquisita de estafa, ele se sentiu atropelado pelos acontecimentos da vida cotidiana. Atropelado por um ônibus, ironicamente. Logo ele, o mais velho de três irmãos, mas o mais vivo por dentro.

As entradas da calvície, os fios agrisalhados nas costeletas e a barriguinha de beberrão poderiam até denunciar seus 45 anos bem vividos, mas o corpão de marido ainda tava inteiraço, os pelos em dia e o bigode grosso de Omni-man. Ou seja, fisicamente falando, Aloízio nunca se sentiu tão vivo antes...

Exceto naquela fatídica manhã chuvosa de quarta-feira. Ele finalmente encerrou o longo suspiro, terminou de secar as solas dos sapatos no tapete e abriu a porta da sala... Foi aí que começou o inferno no apartamento 403.

O fim do mundo como a gente conheceu até agora.

- Ah, olha ele aí. Chegou o queridão, bem na hora! – Terrier deu um sorriso doentio e mordeu a boca quando viu o pai entrar. – Eu tava quase saindo pro treino, mas me segurei por esse momento.

- Bom dia pra tu também, Terrier. Tô exausto, deixa o papo pra depois. – Aloízio passou por ele, viu o telefone na estante da sala e tentou dispensar o filho. – Aquele celular é da Madalena? Ela esqueceu em casa?

- Isso aqui não pode esperar. Eu tô atrasado, coroa. Madalena foi trabalhar e só tem nós três em casa, é a hora perfeita pra ter esse papo.

Mas novamente, Aloízio ignorou. O bigodudo viu Candinho sentado de cara amarrada, notou a câmera em cima da mesa e só então captou os ânimos à flor da pele ali dentro. Brunão estava hiperativo, eufórico, ligadão de pré-treino e com fogo nos olhos, doido pra largar a bomba.

- O quê que tá acontecendo, posso saber? Vocês brigaram? – perguntou o coroa.

- Quando eu disse que tu ainda ia quebrar a cara com essa família, o senhor riu de mim.

- Ah, não. De novo isso, Terrier? Tu não acha que fica feio pra um lutador do teu porte toda hora dar ataque de ciúme, não? Me poupa, vai.

- Eu disse que ia dar merda e O SENHOR DUVIDOU DE MIM, RIU DE MIM! – o jiujiteiro cresceu pra cima do pai.

- Epa! Abaixa o tom, Bruno. Baixa a bola, tá falando com teu pai. – o mais velho repreendeu.

- Quem tem que baixar a bola é esse filho da puta aqui! – Terrier tirou o celular do bolso, deu play no vídeo e mostrou.

Era uma filmagem amadora do Candinho mamando um negão no banheiro do posto, depois dando o rabo pra um careca barbudo e ganhando leite. Quase dois minutos de uma gravação feita a partir da cabine do lado.

- Isso é... – os olhos do Aloízio arregalaram, o queixo caiu e ele pôs a mão na boca, visivelmente constrangido com o que acabou de assistir.

Ele precisou ver o vídeo mais uma vez pra acreditar, viu e ainda assim a ficha não caiu, ao passo que Bruno sorria, mostrava os dentes caninos e encarava Candinho de braços cruzados na cadeira. O tempo fechou dentro do apartamento.

- Candinho...

- Pois é, pai. Parece que o enteado que tu acha que é bobinho não é tão bobinho assim.

- Cândido... Isso é verdade...? Dá pra ver que é você no vídeo, mas...

- Mas o quê?! O cretino é viado! E tem mais, tu não imagina o que ele aprontou em Iguaba. HEUHEUH!

- Iguaba?! – Aloízio bateu as mãos na mesa.

- Esse arrombado é uma peste! Todas as dúvidas que a gente tem sobre ele não são dúvidas, pai, são realidade. Ele dá o cu pra tudo que se move, parece bicho! – Terrier cuspiu no chão da cozinha, pra não cuspir na cara do Candinho.

- FALA, CÂNDIDO! FALA A VERDADE, RESPONDE ALGUMA COISA! – o padrasto borbulhou de raiva, sua voz irrompeu por todo o apartamento.

Mas Candinho nada disse, só olhou pro lado, fechou os olhos e deu de ombros. Ele não tinha qualquer laço sanguíneo com Aloízio, tampouco com Bruno, então sentiu que não devia satisfação e tratou os dois como estranhos, não deu um pio pra se defender. Não havia o que defender.

- É, Cândido... Tô vendo que falar, tu não fala. Mas sem vergonhice tu sabe fazer. Que vergonha. Quanta viadagem, quanta frescura... Achei que te mandar pra igreja do Eliseu fosse corrigir esse teu jeito fresco, mas agora vi que não.

- Ah, se tu soubesse como o culto foi divertido... Hehehehe. – o jiujiteiro zombou.

- Mas tudo bem. O erro foi meu de ter escutado Madalena e nunca ter dado o corretivo certo pra viadagem. Tem problema não... Antes tarde do que nunca. – as mãos trêmulas entregaram o quanto Aloízio ficou transtornado e fora de si com aquela situação.

Ele só queria descansar depois da madrugada intensa que viveu no trabalho, e de repente tudo desmoronou em seus ombros em casa, justamente no lugar que deveria ser o ponto de paz e repouso. O homem surtou. Tirou o cinto do uniforme, segurou firme e encarou Candinho, que se encolheu de medo na cadeira da cozinha.

- Eu vou te punir, mas vai ser pro teu bem. Confia.

- É o que o viado merece. Queria ficar mais tempo pra ouvir os gritos, mas deu minha hora, preciso correr. Heheheh... Mais tarde eu vejo o estrago. – Terrier guardou o celular na mochila, pegou a chave da moto e foi embora.

Silêncio total no apartamento 403. Exceto pelo vizinho do 404, que botou uma ópera dramática pra rolar na vitrola. A trilha sonora épica perfeita pro que estava prestes a acontecer.

Numa ponta da mesa, Aloízio de cinto na mão, seu rosto vermelho de raiva e as veias pulsando em alto relevo. Na outra ponta, Candinho tremendo, quase chorando e sem saber pra onde correr. O cômodo virou uma arena de batalha na iminência de explodir.

Demorou cerca de um minuto e meio até Brunão abandonar o corredor do quarto andar, descer no elevador e cruzar a avenida, e nesse meio-tempo não teve qualquer movimento na cozinha. Inércia total, como se o tempo tivesse parado ante à violência. O coroa e o molecão continuaram imóveis, o som da moto se afastou ao longe e Aloízio começou xingando alto.

- TU É UM FILHO DA PUTA MESMO, SEU INGRATO DO CARALHO! Eu me mato de trabalhar toda madrugada naquela merda de ônibus e é assim que tu retribui, Cândido!? Sacanagem, moleque! Sinceramente... – ele deu a volta na mesa e Candinho fez o mesmo, mantendo a distância.

Olhos nos olhos, suor de tensão escorrendo na testa, um avançando e o outro recuando, até que o mais velho deu um pique, segurou o molecão pela gola da blusa e grunhiu que nem bicho selvagem na cara dele, pronto pra moê-lo na porrada.

- Três motivos. Me dá só três motivos pra eu não amassar teus cornos, Cândido.

- Primeiro: é mais fácil eu te matar do que você me matar. Segundo que você é meu padrasto e eu sou seu enteado, cê não faria isso. Agora, o mais importante... – o loiro se jogou nos braços do marido da mãe e cruzou as pernas ao redor da cintura dele. – Você me ama, é apaixonado por mim. E tamo com a casa só pra gente, pra que ficar brigando?

A resposta veio acompanhada de um beijo de língua poderoso, as bocas deslizaram na mistura das salivas quentes e o bigode grosso do Aloízio pinicou na pele sedosa do Candinho. Poderia ter durado mais, mas o quarentão jogou o novinho na mesa da cozinha, se livrou dele e fez questão de esfregar o antebraço peludo na boca, meio que tentando limpar o beijo.

- Não vem querer enrolar, Cândido, tu me traiu!

- Eu?

- Sim, você! Não pode ver macho que já quer dar o cu, sua piranha! Deu a bunda na porra do posto e, pior, deixou o mimado do Bruno descobrir! Parou pra pensar que nosso caso tá em risco, moleque?! Culpa tua!

- Entendi. Então é assim que você me vê, Aloizinho? Depois de todos esses anos, eu sou só um caso pra você? – Candinho fez charme e falou manhoso, bem felino. – Sou obrigado a ver você dormir e acordar todos os dias do lado dela e é isso que eu mereço? Ser chamado de “um caso”? Poxa...

- Cândido, pelo amor de Deus. Volta pra realidade, cai em si. Eu sou casado com a tua mãe, será que tu esqueceu?

- Você que esqueceu, Aloizinho. Esqueceu que só casou com ela por causa de mim, pra ficar comigo, perto de mim! Cê casou comigo, não com ela! Ou esqueceu disso aqui também? – o fotógrafo mostrou a aliança de bronze no dedo.

- Claro que não esqueci! Eu te amo, porra, tu é o amor da minha vida. Mas casamento é casamento. Se a gente casasse e não saísse em lua de mel, ela ficaria com a pulga atrás da orelha. Não conhece a mãe que tem?

- Você só me enrola. E por falar em lua de mel, a nossa, quando vai ser? Cê entrou de férias, saiu e até agora nada. Não tenho mais paciência pras suas desculpinhas, não.

Aloízio franziu a testa, cruzou os braços e fez cara feia.

- Não tô te entendendo, Cândido. Para de me cobrar, caralho! Quer que tua mãe fique na nossa cola? Ela não é boba que nem tu pensa, não. Não basta a camisinha que ela achou no banheiro?

- Isso é de menos, ela tem certeza que foi teu filho. Pior você, que inventou de me arrastar pra lua de mel de vocês. Ideia ridícula, não existe isso. Ainda jogou beijinho pra mim na frente dela. Bahahah.

- Se eu não demonstro nada, tu reclama. Se eu demonstro, tu reclama mais ainda. Né sacanagem não, mermão, haja paciência. – o quarentão foi na geladeira, abriu a long neck e virou três goles de cerveja de uma só vez, pra tentar digerir o bate-boca.

- Qual é o padrasto que leva o enteado pra lua de mel? Se ela não percebeu nada depois disso... – Candinho falou com deboche, tomou a long neck e bebeu também.

- Disso ela não desconfiou, tenho certeza.

- Ah, não?

- Não. Eu levei o Terrier justamente pra não dar bandeira. Se fosse só eu, ela e você, aí sim seria estranho. Eu já falei o que tu tem que fazer pra ela não suspeitar de nada, mas tu não me escuta. Teimoso pra caralho...

- Pronto, vai começar. – o loiro respirou fundo, ainda sentado na mesa.

- Não adianta bufar, moleque, tu tem que arranjar uma namoradinha. Não precisa ficar de beijo por aí não, é só pra ela ver que o filho tá na pista.

- Mereço... Ficou me aporrinhando com isso na ida pra Iguaba, agora de novo. Sabe que eu não gosto de mulher, gosto de macho. Eu AMO dar o cu, porra!

- Mas é namoro de mentira, ô queridão! Será que tu é tão lerdo assim?!

- Não me chama de lerdo, Aloizinho! Sabe que eu não gosto. E quer saber mais?! – esnobe, Candinho tirou a aliança de bronze do dedo e atirou na mesa. – Agora quem cansou fui eu. Cansei de ser enrolado, cansei de ficar mudo pra ninguém descobrir nada! Cansei de você! Chega! Pensei que a gente fosse ficar junto depois que cê terminou com a mãe do Bruno, mas não, é só enrolação atrás de enrolação. Tô terminando, acabou. Fica com a minha mãe, vocês se merecem. Foi linda a lua de mel em Iguaba, parabéns ao casal.

- Chantagem emocional comigo não rola, Cândido. Tu tá errado e sabe disso. Me traiu com os caminhoneiros no posto e o Terrier insinuou que fui corno em Iguaba também. Desembucha. Pra quem mais tu deu o rabo, sua piranha? Foi pra macho na praia, algum aluno do meu irmão? Diz a verdade e eu penso se perdoo ou não.

Era a deixa que ele precisava. O viado desceu da mesa, pegou a câmera e foi ligar o projetor na parede da sala. Aloízio pressentiu que lá vinha bomba, o seguiu devagar e acompanhou cada movimento, aguardando pelo que aconteceria.

- Cai na real, Aloizinho. Você nunca vai terminar comigo.

- O que te garante?

- Já falei, você morre de amores por mim. – Candinho projetou a primeira imagem na parede e abriu um sorriso quando viu aquele ajudante de caminhão suado em cima da carreta.

- Que palhaçada é essa, Cândido? Desliga isso.

- Quer desligar? Toma. Eu deixo. Desliga. – ele entregou o controle na mão do padrasto, circulou o sofá e esperou Aloízio encerrar o slideshow, mas isso não aconteceu. – Viu como você não quer? Eu sei... Você gosta disso... Da tensão... Do uso e do desuso que eles fazem de mim, você ama demais.

- Eu... Não sei do que tu tá falando.

- Sabe, claro que sabe... – Cândido parou atrás do coroa, apertou os ombros dele e foi descendo pros braços, falando as próximas palavras no pé da orelha. – No fundo, bem lá no fundo, você sabe que esse é o seu fetiche. Cê gosta de ser meu corninho. Meu maridão corno manso.

- Moleque...

Sua pele bege arrepiou, os pelos ouriçaram e o motorista de ônibus tremeu dos pés à cabeça. O uniforme úmido aflorou seu cheiro de macho, Candinho lhe lambeu o pescoço e absorveu o suor salgado.

- Você nunca me falou, mas eu sei que cê fica molhado me imaginando com os machos que você seleciona. – o novinho passou a mão na pica do Aloízio e sentiu a baba pingar.

- E-Eu seleciono?

- É, você. Não lembra? Você fez questão de estacionar do lado da carreta desse macho lá no posto, com a minha janela de frente pra ele. Foi você que indicou onde era o banheiro, cê tava ligado em tudo.

- Eu nunca fiz isso.

- Fez, fez sim. Você fez. Sonso... Cínico... – ele sentou no colo do padrasto, rebolou e sentiu a piroca ganhar vida na bunda. – Te dá tesão saber que tem outro macho comendo onde você come. Cê não divide a esposa, mas adora me dividir com a macharia, eu sei. Conheço meu homem. Diz que eu tô errado, vai?

Mas a resposta não saiu da boca do bigodudo. O fotógrafo então deu outra rebolada, o projetor avançou e exibiu as imagens do Gilson lavando carros na calçada do casarão, em Iguaba.

- Ah, não... Não, tu não fez isso... Me diz que não...

- Você sabe que eu fiz. E isso te excita, porque cê não viu, mas pensa. Se não pensasse, não teria me incentivado a sair pra dar rolé com teus sobrinhos na comunidade, não é verdade? – Candinho apertou o botão no controle e mudou para um vídeo filmado da sombra, onde ele aparecia dando pros primos gêmeos ao mesmo tempo.

- FILHO DA PUTA! MEUS SOBRINHOS...

- Eles me arregaçaram, Aloizinho. Dois caralhudos dos bons, tá? Esses moleques ganhariam grana gravando pornô, piroca de cavalo que eles têm.

- COMO TU TEVE CORAGEM!?

- Ué, você me deu a coragem que eu precisava. A coragem pra te transformar em corno. – o molecão desceu o short, encaixou o cuzinho na rola e deixou a ardência da penetração invadir. – SSSS! O que teus sobrinhos fizeram comigo foi covardia. Nem você nunca fez. Hahahah!

- CÂNDIDO, SEU CACHORRO VIRA-LATA! VOU TE MATAR! GRRRR! – o coroa não aguentou ficar sentado, levantou do sofá e já tava engatado.

- MATA! MAS MATA DE ME FUDER, VAI!? Faz igual Gilson e Gerson fizeram, esburaca meu cuzinho. Hahahah!

- VIADO FILHO DA PUTA! – as mãos grossas enforcaram o piranho, Aloízio carcou a cintura lá na frente e chegou a dobrar Candinho no meio, de tão forte a cabeçada. – EU VOU TE RASGAR, CÂNDIDO! VOU FAZER PIOR DO QUE ELES FIZERAM! TU VAI TOMAR NO CU ATÉ SANGRAR, PRA APRENDER!

Ele usou o cinto pra prender o enteado, emendou uma socada mais devastadora que a outra e seus estanques animalescos jogaram Cândido lá na frente, mas a todo momento o macho o puxava de volta pra trás, só pra aplicar mais botadões e extrair o estalo.

- VOU TE MACHUCAR, TU NÃO ME CONHECE!

- CONHEÇO! CONHEÇO COMO NINGUÉM! SSSS! FODE! VOCÊ GOSTA DISSO, CARNIFICINA! É NOSSO SEGREDINHO DE FAMÍLIA, NOSSAS VERDADES SECRETAS!

- EU VOU TE MATAR NO PIRU, TÔ AVISANDO! NÃO ME PROVOCA! – um não sabia se encarava o parceiro ou se encarava as projeções na parede.

- PROVOCO E VOCÊ GOSTA! AAAHNN! – o outro piscava o cu na piroca, sentia os botes violentos e gargalhava de luxúria, deleitado em lua de mel com o marido.

Aqueles ali não eram Aloízio e Cândido, marido e filho da Madalena. Eles eram Aloizinho e Candinho, amantes ocultos que levavam vidas duplas e paralelas em relação ao resto da família. Ninguém desconfiava do que os dois aprontavam quando ficavam a sós, fosse no apartamento, na garagem do prédio, no provador da loja de roupas ou numa carona ingênua até o dentista.

O atraque das línguas e as chupadas de pescoço trouxeram a intimidade à tona e o contato físico esquentou, sobretudo quando o garotão abriu a blusa do uniforme e começou a chupar o peitoral peludo do padrasto.

Ele passou a língua nos mamilos duros e deu leves mordiscadas, enquanto seu cu seguiu apertando a pica larga, as coxas batendo e o sexo ecoando. As papilas, muito acostumadas com o tempero natural do Aloízio pós trabalho, empaparam de saliva, e as pregas suportaram as madeiradas mais truculentas que aquela sala e aquela bunda já viram.

Aloízio, por sua vez, metia pra se vingar. Não uma vingança ruim, e sim ardente. Quente, suada, flamejante... Ele ficava grogue de tesão só de imaginar Candinho dando pra outros machos, então ver as imagens projetadas na parede fez as bolas do coroa convulsionarem, chacoalharem no saco.

Era como se os irmãos do Bruno Terrier lutassem pra escapar e nadar no cuzinho do Cândido, lugar onde eles já estavam acostumados a visitar.

- Foi assim que o Gilson e o Gerson fizeram contigo, viado!? FFFF!

- UAHAHAHA! Aaaah, faça-me o favor, né? Não tem cabimento um macho adulto e pai de família querer se comparar com os sobrinhos jovens e cheios de fogo, Aloizinho. Se respeita, respeita tua idade. – o piranho fez de propósito.

- TÁ ME CHAMANDO DE VELHO, ARROMBADO!? OLHA O QUE O VELHO FAZ CONTIGO! – acelerado, Aloízio foi na geladeira, pegou um pepino gigante e voltou com cara das piores intenções.

- O que você pensa que vai faz...

"Lua de Mel em Iguaba" está completa e com mais capítulos lá no onnowplay*com/andmarvin/album/93661

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