Abri o porta-malas, por sorte Alexis continuava desacordada. Sofia se aproximou e olhou para dentro.
— Porra, você judiou dela — Sofia se inclinou e viu os hematomas nos braços e rosto.
— Era ela ou eu.
— Justo — Sofia deu de ombros.
Abri mais o porta-malas e me abaixei para pegar Alexis.
— Pega a bolsa dela no banco de trás.
Sofia deu a volta no carro enquanto eu colocava Alexis sobre o ombro. Ela era mais pesada do que parecia.
— Não acredito que estamos fazendo isso — Sofia comentou.
— Eu também não, loucura, não é?
Carreguei Alexis para dentro da casa e seguimos até o laboratório, Sofia abriu a porta e eu entrei, desci as escadas com cuidado. Havia uma estrutura metálica próxima a uma das paredes. Prendi os braços de Alexis nela e conferi se ela estava firme.
— Pelo menos agora ela não vai acordar e tentar me interrogar de novo.
— Vamos ver o que a nossa policial carrega — Sofia colocou a bolsa sobre uma bancada.
Ela começou a vasculhar o conteúdo, alguns objetos pessoais, um documento e pequenas coisas que provavelmente faziam parte da vida que ela tinha antes de tudo desmoronar. Então Sofia encontrou alguma coisa.
— Olha isso — ela ergueu uma algema.
— Que conveniente.
— Muito.
Peguei a algema e usei para reforçar a contenção de Alexis, Sofia voltou para a bolsa, Alexis continuava completamente imóvel. Era estranho pensar que, poucas horas antes, aquela mulher estava me interrogando como se eu fosse o criminoso. Agora estava presa dentro do laboratório de Sofia. Peguei o caderno que ela havia me dado.
— Bom, tenho algumas anotações.
Sofia imediatamente abandonou a bolsa.
— Algumas coisas que aconteceram comigo que achei importante anotar para conversar depois — coloquei o caderno sobre a bancada.
— Então vamos começar — Sofia se aproximou.
Abri nas últimas páginas, Sofia começou a ler. Parou na anotação sobre a revista.
— "Nenhuma reação ao folhear uma revista pornô."
— Exatamente.
— Você realmente escreveu isso? Sobre você ficar broxa? — Sofia pegou uma caneta e rabiscou aquela frase.
— Ah, eu estava preocupado, mas está tudo certo.
— Você é um idiota — ela segurou a risada. — Então vamos esquecer essa história de você ter ficado broxa.
Ela apontou para a anotação.
— O interessante é você não ter reagido a um estímulo que normalmente provocaria algum tipo de resposta.
— E isso significa?
— Talvez seu sistema nervoso não esteja mais respondendo da mesma maneira a estímulos externos — ela fez outra anotação. — Pode ser que determinados estímulos simplesmente não estejam mais ativando as respostas que deveriam, tipo quando você é um viciado em pornografia e o “normal” não te estimula mais.
— Então o problema não é a libido.
— Não — Sofia ficou pensativa. — Pode ser a maneira como o seu cérebro está processando esses estímulos. Talvez você tenha fritado alguns neurônios durante aquela noite com a Kendra, a Brooklyn e a Meg.
Ela virou algumas páginas, parou novamente. Dessa vez, sua expressão mudou.
— Olhos vermelhos?
— Sim.
— O olho ficou vermelho ou a íris mudou de cor?
— A íris.
— Tem certeza? — Sofia ergueu os olhos.
— Absoluta — apontei para a anotação. — Os olhos da Meg eram castanhos escuros. Eu vi a íris mudar. Ficou vermelha.
— Vermelha como?
— Vermelha...
— Vermelho vivo?
— Sim.
— A íris inteira? — ela se aproximou do caderno.
— Sim.
— E depois?
— Voltou ao normal.
— E isso aconteceu duas vezes?
— Isso, na noite em que eu desmaiei aconteceu pela primeira vez — respirei fundo. — A segunda aconteceu quando ela foi me visitar na casa do sul, não teve nada demais dessa vez, apenas transamos como duas pessoas normais.
O silêncio tomou conta do laboratório, Sofia olhou novamente para o caderno. Olhou ao redor do laboratório, para Alexis, para os próprios equipamentos. Finalmente, puxou uma cadeira e se sentou, esfregou o rosto com as duas mãos.
— Isso está ficando cada vez mais complicado — Sofia continuou olhando para o caderno. — Eu nem sei como investigar isso.
— Os olhos?
— Os olhos, o cérebro... tudo — ela apontou para os equipamentos espalhados pelo laboratório. — Eu não tenho recurso suficiente para estudar uma alteração desse tipo. Precisaria de equipamentos muito mais avançados para analisar tecido nervoso, comparar estruturas. Estamos trabalhando com os recursos que temos, que são altamente limitados.
— Então você ainda não consegue confirmar nada?
— Consigo levantar hipóteses igual estou fazendo desde que começamos — Sofia bateu a ponta da caneta no caderno. — Confirmar é outra história.
Fiquei alguns segundos em silêncio.
— Ah, tenho mais uma para você, acho que não estou sentindo mais medo.
— Como assim? — Sofia levantou os olhos.
— Alexis apontou uma arma para a minha cabeça e eu não senti medo. Nem quando ela atirou do meu lado para me assustar.
— Então o vírus pode estar interferindo em outras emoções...? — Sofia franziu a testa.
— Foi exatamente o que eu pensei.
— Talvez respostas emocionais em geral — Sofia gesticulou com as mãos.
— Mas o que poderia desencadear isso?
— Não faço ideia — Sofia olhou para mim.
Ficamos em silêncio.
— Talvez diferentes estímulos produzam diferentes respostas dependendo da pessoa. Ou talvez a intensidade do estímulo seja importante — ela olhou para mim. — E isso nos leva à Lana.
— Ela chegou no outro extremo.
— Exatamente — Sofia apontou para mim. — Você teve uma reação extrema depois de uma quantidade enorme de estímulos. A Lana teve uma reação extrema depois de ficar tempo demais sem nenhum.
Sofia ficou em silêncio por alguns segundos.
— Você não sentiu medo. Nem quando ela apontou a arma, nem quando atirou ao seu lado. Isso não parece uma reação passageira.
Franzi a testa.
— Você acha que é permanente?
— Não sei — Sofia fechou os olhos por um instante. — Mas é uma possibilidade. Se o vírus realmente alterou a maneira como seu cérebro processa determinadas emoções.
Fiquei alguns segundos em silêncio.
— Então eu posso nunca mais sentir medo?
— Talvez.
— Então eu seria tipo um daqueles badboys de filmes?
— Não sei, mas com certeza continuaria sendo um idiota — Sofia voltou a olhar para o caderno. — Precisamos descobrir até onde essas alterações podem chegar.
— Você acha que a Lana pode continuar piorando? — olhei para Alexis.
Sofia demorou alguns segundos para responder.
— Não sei — ela fechou o caderno. — E essa é a parte que mais me preocupa. Ela pode voltar ao normal e ter algum colateral, igual a você. Só não sabemos o que vai ser e como vai ser.
Sofia ficou pensativa por alguns instantes.
— Kendra e Brooklyn também estão há alguns dias em abstinência.
— Não acho.
— Você precisa verificar como elas estão.
— Sofia...
— Estou falando sério.
— Provavelmente aquelas duas estão se comendo vivas, ainda mais com a Meg por ali.
— Não estou brincando — ela me lançou um olhar.
— Eu também não.
— Mesmo assim, vá conferir — depois apontou para o caderno. — Quando voltar, pode trazer todo mundo para cá. Principalmente a Meg, até agora não tive a chance de examiná-la direito.
— Sim senhora, aqueles olhos eram estranhos mesmo.
— É, principalmente por causa dos olhos — ela olhou novamente para a anotação. — Não podemos ignorar isso.
— E ela? — olhei para Alexis, ela continuava desacordada, presa à estrutura metálica.
— O que tem?
— É seguro deixar a Alexis aqui?
— Talvez eu precise de ajuda para mantê-la contida — Sofia virou a cabeça para trás e olhou para Alexis também.
— E quando a Lana descobrir que ela está aqui?
— Pode ser um problema — ela olhou para a porta do laboratório. — A Lana estava completamente fora de si. Não sei como ela vai reagir quando acordar e perceber que temos uma estranha presa aqui dentro.
— Quer que eu fique?
— Quero — a resposta veio imediatamente. — Mas primeiro vá ver a Kendra e a Brooklyn, só para ter certeza de que estão bem.
— Ok, eu posso conferir.
— Depois você volta.
— Certo — peguei o caderno da bancada. — Vou rápido.
— E traz a Meg.
— Pode deixar.
Antes de sair, comecei a guardar algumas das coisas que Sofia havia retirado da bolsa de Alexis. Foi quando notei um pequeno pacote, peguei, abri o pacote, cheirei. Meu rosto mudou na mesma hora.
Sementes de café.
Peguei algumas entre os dedos. Lembrei de uma manhã onde eu e Kendra discutimos sobre onde poderíamos arrumar mudas ou sementes de café. E ali estava, magicamente brotou na minha frente graças a Alexis.
Acho que compensou ela quase ter me deixado surdo e ter me surrado daquele jeito.
Deixei o laboratório e parti para casa. A madrugada já chegava ao fim, esses últimos dias foram completamente atípicos. Mal esperava para chegar no meu canto de sempre.
Quando cheguei à propriedade, encontrei Meg sentada no sofá. Ela estava cabisbaixa, olhando para o chão. Estranhei ela estar acordada tão cedo.
— O que aconteceu?
Meg levantou os olhos. Antes que pudesse responder, Kendra apareceu na sala, Brooklyn veio logo atrás. As duas estavam com uma expressão que imediatamente me fez perceber que havia alguma coisa errada.
— Oi.
Nenhuma respondeu.
— Desculpa — Meg suspirou. — Elas foram bem insistentes.
— Porque alguém precisava nos dar algumas explicações — Kendra cruzou os braços.
— Há quanto tempo você pretendia continuar escondendo esse plano com a Sofia? — Brooklyn deu um passo à frente.
— Não preciso mais esconder.
— Não?
— Não, está tudo resolvido.
Kendra se aproximou e me empurrou, não foi forte. Mas foi suficiente para demonstrar que ela estava realmente irritada.
— Você não teve a menor empatia por nós.
— Kendra...
— Nós estávamos preocupadas!
— Você simplesmente desapareceu — Brooklyn assentiu.
— Eu estava tentando resolver um problema.
— Enquanto nós ficávamos aqui esperando.
Fiquei em silêncio.
— Você poderia ter contado alguma coisa — Brooklyn respirou fundo.
— Eu não podia colocar vocês no meio disso.
— Mas colocou a Meg.
Olhei para Meg.
— Não me olha assim — Meg levantou as mãos.
— Você contou tudo?
— Eu não precisei contar nada. Elas ficaram fazendo perguntas até eu não conseguir mais esconder.
— Primeiro você some com a Meg — Kendra apontou para mim.
— Depois aparece todo machucado — Brooklyn completou.
— E ainda descobrimos que você também estava envolvido com a Alexis — Kendra continuou.
— Isso não foi exatamente planejado.
— E depois a Lana — Kendra fez uma careta. — Os gemidos dela estavam insuportáveis.
Não consegui evitar um pequeno sorriso.
— Não estou achando graça — Kendra esbravejou.
— Sim, tem razão, não é engraçado — tentei falar parecendo sério, mas não consegui.
— Pelo menos agora sabemos onde você estava ocupado — Brooklyn bufou.
Olhei para as duas. Aos poucos, comecei a perceber que aquela irritação não vinha apenas da preocupação, havia outra coisa ali, ciúme.
— Vocês estão com ciúmes? — alternei o olhar entre Kendra e Brooklyn.
As duas ficaram em silêncio, o silêncio respondeu por elas. Kendra desviou o olhar, Brooklyn cruzou os braços com ainda mais força. Meg, sentada no sofá, começou a sorrir.
— Não ri — Brooklyn disse.
— Eu não estou rindo — Meg levantou os braços de novo, claramente rindo.
— Tudo bem — suspirei, olhei novamente para Kendra e Brooklyn. — Desculpa.
— Pelo quê? — Kendra me encarou.
— Por ter deixado vocês preocupadas e por ter escondido tudo. Eu deveria ter explicado melhor.
— Deveria mesmo — Kendra descruzou os braços, a expressão dela começou a mudar.
— Mas agora acabou.
— Acabou?
— Sem segredos — fiz uma pausa. — E, por enquanto, estou aqui, sou todo de vocês.
— Todo nosso? — Brooklyn começou a sorrir. — Você sabe o que isso significa, certo?
E lá vamos nós de novo.
— Eu posso tomar um banho primeiro? Foi um dia bem longo.
Kendra e Brooklyn assentiram. Subi as escadas, entrei no banheiro, tirei as roupas que pareciam pesar no corpo. Liguei o chuveiro e entrei na água quente. Tomei um banho demorado, deixando a água quente cair sobre o corpo enquanto tentava finalmente relaxar depois daquela madrugada absurda. Quando terminei, me enxuguei, vesti uma roupa limpa e caminhei até o quarto. Assim que abri a porta, Kendra e Brooklyn estavam sentadas na cama, me esperando. Meg estava sentada na poltrona no canto do quarto, com as pernas cruzadas, observando tudo em silêncio.
— O que você está fazendo aí? — perguntei.
— É a punição dela — Brooklyn olhou para ela e sorriu.
— Punição?
— Por ter sido sua cúmplice e escondido tudo de nós.
Meg apenas deu de ombros e sorriu para mim, como se estivesse perfeitamente satisfeita com a situação. Balancei a cabeça.
— Você demorou no banho — Kendra parecia impaciente.
Olhei para as três e suspirei.
— A madrugada foi longa — me aproximei delas.
— É, aposto que foi, deixa os detalhes para depois — Brooklyn se levantou e veio até mim, passou os braços pelo meu pescoço e me beijou. — Agora quero que você me foda tão forte que aquela vadia da Lana me ouça gemendo daqui.
Lana provavelmente ainda estava exausta, não iria escutar nada. Mas ainda me dispunha a foder Brooklyn do jeito que fodi a ruiva há alguns minutos.
Retribui o beijo de Brooklyn enquanto minhas mãos desciam pelo seu corpo, apertando e alisando cada curva. Os dedos dela se afundando no meu cabelo enquanto o calor e a intensidade que me beijava aumentava. Respondi com a mesma intensidade, puxando-a mais contra mim. Com um movimento firme, a guiei para trás em passos lentos até que as suas pernas bateram na cama e ela caiu de costas. Só assim que nossas bocas se desgrudaram, pude ver um sorriso malicioso desenhando em seus lábios.
Avancei nela, desci pelo seu pescoço, sentindo o pulso acelerado sob a pele quente e o sabor salgado do seu suor que começava a se formar nos poros. As minhas mãos se esforçaram em tirar cada peça de roupa dela, sutilmente. O seu corpo ficou exposto à minha frente. A minha boca desceu, envolvendo um dos bicos, lambi e mordisquei até suavemente passar para o outro enquanto ela gemia, arqueando as costas para me oferecer mais.
Continuei a minha descida, a minha língua traçava um caminho deixando o rastro de saliva pelo seu abdômen liso, sentindo os músculos a contraírem sob a minha língua. Minhas mãos agarraram as pernas e as abri, revelando sua buceta com os clássicos pelos acima do clitóris e em volta dos lábios, raspados. Minha boca encheu de água ao ver o mel escorrendo pela fenda. Não perdi tempo, cai de boca, tentando enfiar a língua fundo em sua buceta, recolhendo todo o mel. Beijei a racha com a mesma paixão com que tinha beijado a sua boca, explorando cada dobra, cada recanto com a língua. Brooklyn começou a se mover sob minha boca. O quadril girando num ritmo crescente. Uma das mãos arranhava o lençol e a outra apertava o braço de Kendra ao lado.
— Não para, por favor, não para — Brooklyn falava entre gemidos. — Porra, como eu senti falta disso.
Aumentei o ritmo, a minha língua pressionando e chupando com mais avidez seu clitóris até sentir o corpo dela estremecer numa convulsão violenta. Um grito abafado escapou dos seus lábios enquanto ela gozava, o seu suor doce banhando minha língua.
Quando me levantei, respirando fundo, vi que Kendra já estava ao nosso lado, pronta. Estava completamente nua, na mesma posição que Brooklyn tinha estado, com as pernas abertas e um olhar que me desafiava a fazê-la gozar mais rápido do que com Brooklyn. O seu corpo era uma obra de arte, com seios perfeitos e uma curva na cintura que me fez a boca salivar. Não precisava de me dizer nada. Me arrastei com os joelhos no chão até o meio de suas pernas e vi o mesmo estilo de depilação. Os pelos acima do clitóris e raspado em volta dos lábios.
O aroma era diferente do de Brooklyn, um pouco mais intenso. Baixei a cabeça e repeti o ritual. A minha língua encontrou o clitóris dela, já saliente e sensível. Usei a mesma técnica, a mesma pressão, a mesma fome, a mesma força. Kendra era mais vocal. Os seus gemidos eram mais altos, as suas palavras mais sujas.
— Isso, chupa minha buceta, caralho... — ela gemia alto e cerrava os dentes enquanto jogava a cabeça para trás. — Mete a língua toda lá dentro.
As mãos dela puxavam o meu cabelo, forçando o meu rosto mais contra ela. Eu obedeci, mergulhando a língua o mais fundo que podia, sentindo as paredes quentes e se contraindo ao redor da minha pele. Levou menos tempo para ela chegar ao clímax. O seu corpo estremeceu, as pernas apertaram-se à minha volta, prendendo a minha cabeça no lugar enquanto ela gozava com um gemido longo e gutural.
Depois disso, foi tudo tão rápido, eu tentei me levantar. Mal flexionei os joelhos e as duas me puxaram para a cama ao mesmo tempo. Quando pisquei, as duas estavam sobre mim. As quatro mãos delas começaram a me despir, uma agarrou a barra da bermuda, a outra puxava para cima a camisa. Em segundos, estava nu, o meu pau duro e pulsando entre elas, erguendo-se na direção do teto. Brooklyn e Kendra ajoelharam-se à minha frente, uma de cada lado. Elas olharam uma para a outra, um sorriso cúmplice nos rostos, e depois, em uníssono, cuspiram no meu pau. A saliva quente escorreu pela cabeça inchada, e elas usaram as mãos para a espalhar por todo o comprimento, me lubrificando até meu pau brilhar. A sensação foi incrível, a visão delas, duas deusas, a adorarem o meu pau, era quase demais para suportar.
Brooklyn foi a primeira. Ela montou, posicionando a entrada da sua buceta na ponta do meu pau e descendo lentamente, deixando entrar centímetro por centímetro. Eu suspirei com o prazer, a sensação de sentir novamente uma das bucetas que havia me levado à loucura, me deixado a beira da insanidade, era tão esquisita e prazerosa ao mesmo tempo. Com esses dias sem foder, a buceta de Brooklyn parecia ser virgem de novo de tão apertada.
Ela começou a se mover, a subir e a descer num ritmo lento e sensual, as suas mãos apoiadas no meu peito. Kendra, entretanto, não ficou parada. Ajoelhou-se ao meu lado e começou a me beijar, a sua língua lutando contra a minha, enquanto as suas mãos passeavam pelo meu corpo. Agarrei Brooklyn pela cintura e tomei o controle da situação, passei a meter com força fazendo ela relembrar de como era foder comigo, de como ela podia sentir tanto prazer no meu pau a ponto de gozar sem simplesmente fazer nada.
E foi isso o que aconteceu. Os gemidos preencheram o quarto e o primeiro orgasmo veio. As pernas dela tremeram enquanto eu a fodia com violência, as unhas quase rasgando meu peito. Vi um fio de saliva escorrer pelo canto da boca, ergui os olhos e estava delirando de prazer.
Depois de alguns minutos metendo mesmo quando ela havia parado de gozar, Brooklyn pediu arrego, se levantou e tombou de lado, Kendra tomou o seu lugar. A buceta dela era diferente, um pouco mais apertada, por mais que eu duvidasse que poderia ser mais apertada que a de Brooklyn. Senti uma nova onda de prazer quando ela me engoliu. Kendra estava mil vezes mais selvagem, quicando rápido no meu pau sem nem mesmo se acostumar com o tamanho. As sentadas dela eram implacáveis, mais rápidas, o seu quadril batia contra a minha pele, gerando uma sequência de estalos secos que ecoavam pelo quarto e talvez até pela casa inteira.
Sofia com certeza estava ouvindo toda aquela gemeção.
Lembrei num segundo que havíamos uma telespectadora. Inclinei a cabeça para o lado e vi Meg sentada na poltrona, as pernas um pouco abertas e uma das mãos ali no meio, se masturbando enquanto assistia toda aquela cena. Ela sorriu para mim quando percebeu que eu a estava observando.
Voltei à minha concentração onde importava. Puxei Kendra para fora de mim e virei Brooklyn, colocando-a de quatro. A sua bunda perfeita ficou exposta à minha frente, abri sua bunda e cuspi ali, a saliva escorreu do cuzinho piscando até a buceta, onde Kendra se aproximou e cuspiu também, ajudando a espalhar com os dedos na entrada da buceta da amiga. Entrei na racha com um só movimento forte, fazendo Brooklyn gritar. Comecei a fodê-la com força, cada estocada na tentativa de afundar até as minhas bolas nela. Kendra permaneceu de lado, deitou a cabeça sobre a bunda da amiga, o rosto a poucos centímetros de onde os nossos corpos se encontravam e abriu a boca.
Dei algumas metidas em Brooklyn, tirei e meti na boca de Kendra, agarrei o cabelo e passei a foder sua garganta. Tirei e meti em Brooklyn novamente. Repeti mais algumas vezes a alternação entre a buceta apertada e a boca deliciosa e torturante até engrenar a atenção apenas em Brooklyn, agarrei a cintura e a puxava contra mim enquanto fodia com força.
Me afastei das duas, finalmente voltando a minha atenção a Kendra, coloquei-a de lado e me encaixei atrás, levantando uma das suas pernas para facilitar a minha entrada. O ângulo era perfeito, me permitindo chegar ainda mais fundo. Enfiei meu pau na fenda molhada e passei a fodê-la com força. Enquanto eu a fodia, Brooklyn rastejou por baixo de nós. Ela posicionou a cabeça entre as pernas de Kendra e começou a lamber o seu clitóris. O grito de Kendra foi instantâneo. Estava sendo fodida por mim e, ao mesmo tempo, era comida pela língua de Brooklyn. O seu corpo se contorceu no mesmo instante, dominada por uma onda de prazer avassaladora. Eu senti as contrações da sua buceta em volta do meu pau enquanto ela gozava violentamente, e o próprio clímax dela fez com que o esguicho molhasse o rosto da amiga.
Brooklyn se assustou e afastou o rosto por reflexo, mas logo voltou, lambendo mais do que o clitóris, a língua descia até as minhas bolas e subia pelo tronco do meu pau até voltar para o clitóris inchado e pulsante de Kendra enquanto gozava.
Aquela foi a minha deixa, senti que iria gozar. Quando a onda de prazer finalmente passou, caí para trás, exausto. Mas as duas ainda não tinham acabado comigo. Elas vieram uma de cada lado, e as suas mãos encontraram o meu pau, ainda duro e coberto com uma mistura dos nossos fluidos. Brooklyn pegou nele e começou a me masturbar, enquanto Kendra lambia as bolas. Eu fechei os olhos, me entreguei completamente àquela sensação que provavelmente iria ser um dos melhores orgasmos da minha vida. Elas alternavam, às vezes uma masturbava e a outra chupava a cabeça ou as bolas. Porra, que sorte a minha de parar no fim do mundo com aquelas duas putinhas habilidosas, sabiam exatamente como e onde me tocar. Não demorou muito, arqueei um pouco as costas e passei a gozar, o primeiro jato atingiu a boca de Brooklyn, depois eu fechei os olhos e não vi mais nada. Não vi de quem era a boca que envolveu todo o meu cacete e recebeu meu gozo.
Elas continuaram me chupando, me masturbando até tirar todo o esperma de dentro de mim. O dedos e a língua massageavam minha pica, prolongaram o meu prazer até o último segundo. No fim, nós três estávamos enlaçados na cama, os corpos brilhando com o suor, fluidos e saliva. O ar pesado com o cheiro de sexo e só se ouvia nossa respiração tentando recuperar o fôlego. Ainda tentando organizar os pensamentos. Foi então que me lembrei do pequeno pacote que havia encontrado na mochila de Alexis.
— Ah, quase esqueci.
— Esqueceu o quê? — Kendra ergueu uma sobrancelha.
— Na minha bolsa tem um pacote com algumas sementes de café.
— Você está brincando — Kendra arregalou os olhos.
— Não estou, era café de verdade.
— Onde você conseguiu? — Brooklyn se deitou.
— Na mochila da Alexis.
— Alexis tinha sementes de café? — Brooklyn perguntou.
— Tinha, encontrei quando peguei as coisas dela.
— Então todo aquele papo que a gente teve sobre encontrar sementes... — Kendra olhou para mim por alguns segundos, ainda surpresa.
— Não precisamos mais, mágicamente veio até nós.
— Isso é ótimo. Se conseguirmos plantar e elas vingarem, finalmente teremos uma chance de manter nosso café — ela sorriu, satisfeita.
— Ainda vai demorar bastante para produzir — lembrei.
— Eu sei. Mas é melhor começar agora do que reclamar daqui a cinco anos que deveríamos ter começado antes.
Dei uma pequena risada, foi quando Kendra estreitou os olhos.
— Espera — ela apontou para minha testa. — O que aconteceu aí?
— Ah, isso — passei a mão pelo ferimento e fiz uma careta.
— "Ah, isso"? Você está com um machucado feio aí.
— Eu sabia que tinha alguma coisa errada quando você chegou — Brooklyn também se aproximou para olhar melhor.
Suspirei.
— A Alexis não ficou exatamente feliz quando descobriu algumas coisas.
— Que coisas?
Expliquei por alto o que havia acontecido. Não entrei em todos os detalhes, apenas o suficiente para que elas entendessem que Alexis havia desconfiado de nós, me interrogado e que a situação tinha saído do controle.
Quando terminei, Kendra ficou em silêncio por alguns segundos.
— E ela está onde?
— Na casa de Sofia.
— Amarrada? — Brooklyn olhou para mim.
— Sim.
— Então acho melhor irmos para lá.
— Também acho — concordei, olhei para o relógio. Meu corpo inteiro parecia pesar uma tonelada. — Mas antes... preciso descansar um pouco.
— Depois de tudo isso? — Brooklyn soltou uma risada curta.
— Foi uma madrugada longa.
— Quanto tempo? — Meg, que até então estava quieta, finalmente se manifestou.
— Duas horas.
— Você consegue dormir só duas horas? — Kendra pareceu pensar por um instante.
— Se eu não conseguir, você pode me jogar da cama.
— Eu acordo você — Meg balançou a cabeça.
— Obrigado — olhei para ela.
— Duas horas. Nem um minuto a mais.
— Depois disso, vamos para a casa da Sofia — assenti e finalmente me deixei afundar na cama. — Eu conto todos os detalhes quando estivermos lá.
— Pode deixar. Eu fico de olho no relógio — Meg puxou uma cadeira para perto.
Fechei os olhos, agora sim senti que podia simplesmente apagar por algumas horas.
E, sinceramente, eu precisava.
