O sol estava forte no Parque Ibirapuera. Domingo de manhã daqueles que fazem todo mundo sair de casa. Eu tinha ido correr, mas o som da música me fez diminuir o passo perto da área de gramado onde costumava rolar aula de dança.
Parei a uma boa distância, tirei a câmera da mochila e comecei a fotografar. Estilo documental, como eu gostava: gente andando pra todo lugar, sem pose, só movimento e luz boa.
Ela estava no centro do grupo. Pele morena dourada, suada, cabelo cacheado preso num coque alto com fios soltos grudados no pescoço. Top esportivo azul escuro, short legging preto que marcava as curvas. Dançava muito, corpo inteiro se movendo, sorrindo, entregue totalmente àquele evento. De vez em quando gritava pro grupo, o sotaque arrastado e melodioso:
— Isso, meu povo! Solta esse quadril! Vai com vontade! Bora, bora, bora lá!
Continuei fotografando. Em determinado momento ela virou o rosto na direção da câmera. Os olhos encontraram a lente. Em vez de desviar ou fazer cara feia, ela sorriu. Um sorriso aberto, de quem viu e não se importou. E a partir dali, sempre que o movimento permitia, ela olhava de novo e sorria na minha direção, parecia que estava posando pra câmera.
Quando via alguém fora do ritmo, a morena linda já saía gritando. Era divertido, porque misturava energia com o sotaque característico da Bahia, algo que eu já tinha ouvido muito trabalhando com modelos do Nordeste em geral. Eles têm um jeito de falar só deles, que muitas vezes é complicado de entender e que só quem é de lá entende. A baiana era pura energia e simpatia, até pra chamar a atenção de um grupo.
— Ó pra aí… Ajeita esse corpo! Dança afro não é pra ficar durão não, meu bem. Pisa no chão firme, sente a percussão do tambor subindo pelas pernas.
Ela então demonstrava com paciência, movimentava o corpo devagar. Depois caminhava pra perto do grupo que estava fora do ritmo e fazia o movimento ao lado deles.
— Se solta. Deixa de onda! Se for pra vir pro meu ensaio sem botar energia, nem venha. Bora de novo, que hoje a gente vai botar pra moer, meu povo!
Quando a música acabou, o grupo se aglomerou em volta dela. Alunos rindo, aplaudindo, abraçando, tirando foto de celular, conversando alto. Ela estava no meio de todo mundo, suada, sorrindo, atendendo um e outro.
Guardei a câmera, passei a toalha no rosto e fui até uma barraca de suco do outro lado, que estava meio vazia. O calor estava pesado. Pedi um de laranja gelado e fiquei ali bebendo, já imaginando que não tinha a mínima chance. Gente demais em volta dela. Dançarina bonita, carismática, com um monte de aluno. Eu era só mais um.
Terminei o suco e estava prestes a ir embora quando ouvi uma voz atrás de mim:
— Ôxe, e as fotos? Vai embora sem me mostrar, moço? Lá ele!
Virei. Era ela. Ainda com a toalha no ombro, o cabelo um pouco mais solto, o sorriso no rosto. Sozinha agora. O grupo tinha se dispersado.
— Você viu que eu estava fotografando — falei.
— Vi desde o começo. E fiquei sorrindo de propósito. Achei engraçado você ali parado. Agora quero que tu me mostre o que tirou de mim.
O jeito que ela falou era leve, brincalhão. Só curiosidade e diversão. Ela tinha um jeito que só com o sorriso já encantava quem estava por perto.
— Você não está brava ou nervosa?
— Oxe, e tu acha que eu fico nervosa por isso? Lá ele.
Abri a câmera e virei a tela na direção dela.
— Pode olhar.
Ela chegou mais perto e começou a passar as fotos com o dedo. De vez em quando soltava um "oxe…" baixo, sorrindo.
— Ficaram boas mesmo. Tu é fotógrafo profissional, hein?
— Sou sim. Gosto de fotografar gente se mexendo. Muito mais divertido do que ficar pedindo pose.
Ela continuou passando as imagens. Tinha várias dela. Em algumas, o sorriso olhando direto pra câmera aparecia bem claro.
— Só de mim? Quantas você tirou, meu rei?
— Acabou saindo mais do que eu pretendia.
Ela me olhou de lado, bem nos meus olhos, ainda com o dedo na tela.
— E por que acabou saindo mais?
Sorri.
— Porque você dança de um jeito que chama atenção. E porque você ficou sorrindo o tempo todo e parecia que era de propósito.
— Treinei a semana toda pra essa apresentação. Quando aquele surdo bater, a gente quebra no macete. Essa galera de fora vai ver o que é o suingue da Bahia!
— Percebi a beleza e o suingue da Bahia. — comentei meio que no automático.
Ela ficou sem graça. O sorriso diminuiu só um pouco e ela desviou o olhar, como quem não esperava a resposta tão direta. Depois riu, balançando a cabeça.
— Ôxe… tu é bem direto também. Além de ser um ótimo fotógrafo.
Os dois riram. O clima estava leve.
Guardei a câmera e aproveitei a deixa para me apresentar.
— Nossa, a gente começou a conversa e esqueci de me apresentar. Prazer, Lucas. — Estendi a mão para aquela morena linda.
— Oxe, é mesmo. Prazer, Dandara. — Ela estendeu a mão e apertou a minha.
— Olha, eu trabalho com agências e campanhas de moda. Às vezes preciso de gente igual a você, que saiba se expressar com o corpo. Se você topasse, eu te pagaria um ensaio rápido agora. Só pra ter material. Não tenho nenhuma campanha aberta nesse momento, então seria só pro arquivo. Sem garantia de nada.
Ela arqueou a sobrancelha, curiosa.
— Você paga pessoas para posar pra você?
— Pago. Acho justo.
— E quanto?
Falei o valor. Ela arregalou os olhos e depois soltou uma gargalhada alta.
— Oxe, tu tá metendo o loco? Isso é o dinheiro mais fácil que eu ia ganhar na vida! Tô dentro.
Rimos de novo. Perguntei o que ela fazia em São Paulo e ela contou sem rodeios.
— Vim dar um workshop de dança afro-baiana. Tem um evento aqui que chamou uns professores de fora. Fico só alguns dias. Tô na casa da minha tia, ela viajou e me deixou com a chave.
Falou de Salvador, da rotina de ensaios, de como gostava de vir a São Paulo de vez em quando por causa do movimento. Eu ouvi, comentei, e a conversa foi andando sem esforço.
Depois de um tempo, perguntei:
— Então topa o ensaio agora? Só você dançando, do jeito que estava na aula.
Ela balançou a cabeça pra cima e pra baixo, o sorriso voltando inteiro.
— Vamos. Ali perto das árvores. Tem mais sombra e menos gente passando no caminho.
Peguei a carteira, separei o dinheiro e entreguei pra ela. Dandara olhou as notas, ainda meio descrente, e riu de novo.
— Sério que tu vai pagar?
— Sério.
— Vixe… realmente é o dinheiro mais fácil da minha vida mesmo.
Ela guardou o dinheiro na mochila de dança, ajeitou a toalha no ombro e apontou com a cabeça na direção das árvores.
— Então vamos. Tu pede o que quiser que eu danço.
— Pede o que quiser?
— Tu é muito ousado, fotógrafo. Tu pede o estilo que eu danço. Lá ele!
Saímos juntos da barraca de suco em direção à sombra das árvores, rindo muito. O sol ainda estava alto, mas o clima entre a gente tinha mudado. Mais próximo.
Chegamos na sombra das árvores. O movimento de gente era bem menor ali. Dandara largou a mochila no chão, ajeitou o coque e olhou pra mim.
— Pode mandar. O que você quer que eu dance?
— Dança. Do jeito que você dançou. Sem pensar em pose.
Ela sorriu, deu de ombros e começou a se mexer. No começo foi só soltando o corpo, sentindo o espaço. Os braços subiam, os quadris desenhavam o ritmo, o short desenhava cada curva. De vez em quando ela olhava direto pra câmera e sorria, nítido que estava provocando de leve.
Eu fotografava em silêncio. A luz filtrava pelas folhas e batia na pele suada dela de um jeito bonito. O top subia um pouco quando os braços se levantavam, mostrando a barriga definida, um pedacinho dos seios. Ela percebia e não se importava. Pelo contrário: levantava mais os braços, rebolava mais lento, segurava o olhar na lente, brincava com a situação.
— Tu tá gostando, fotógrafo? — perguntou, ainda se mexendo.
— Tô.
— Eu também estou curtindo isso aqui, meu rei.
O ensaio durou um bom tempo. Ela se soltava cada vez mais, provocava também, parava de propósito em posições que valorizavam o corpo e depois ria. Não tinha vergonha nenhuma. Era espontânea de verdade.
Depois de um tempo, ela parou, ofegante, e veio até mim. O peito subia e descia rápido. O cheiro de suor e perfume leve chegou junto.
— Cadê pra eu ver as fotos novas?
Virei a tela da câmera. Ela chegou perto, se encostando de propósito dessa vez, e foi passando as fotos.
— Oxe… essas ficaram ainda melhores. Tu sabe mesmo o que está fazendo.
Ficou quieta alguns segundos, olhando as imagens. Depois ergueu o olhar e falou num tom leve, quase casual:
— Olha… a casa da minha tia fica pertinho daqui. Uns dez minutos andando. Se tu quiser, a gente pode continuar o ensaio lá. Tem espaço também, tem ventilador… e não tem gente passando no meio.
Tomei um susto com o convite. Eu não sou besta, sabia que tinha rolado uma química entre a gente. Não falei que o ensaio já estava bom. Só fiquei olhando pra ela e depois respondi:
— Vamos.
Dandara sorriu, pegou a mochila, jogou a toalha no ombro e apontou o caminho com a cabeça.
— Então bora, meu rei. Depois você me mostra o resto das fotos com calma.
Saímos juntos da sombra das árvores. Ela andava na minha frente, o short marcando o movimento natural do corpo. A bunda dela era bem cheia e o tecido acompanhava cada passo, o cabelo soltando mais fios do coque. De vez em quando olhava por cima do ombro e sorria, como quem confirma que eu ainda estava seguindo.
Pela primeira vez, eu não estava conduzindo nada. Só acompanhando o que estava acontecendo.
A casa da tia ficava numa rua tranquila, a poucos minutos do parque. Sobrado simples, muro baixo, portão de ferro. Dandara abriu a fechadura com a chave que tirou do bolso da mochila e empurrou o portão.
— Pode entrar. Fica à vontade.
A casa estava silenciosa e cheirava a ambiente fechado misturado com algum aromatizante doce. Ela ligou o ventilador da sala, largou a mochila no sofá e foi até a cozinha.
— Tu quer água? Suco? Tem cerveja também.
— Água está ótimo.
Ela voltou com dois copos, entregou um pra mim e bebeu o dela quase de uma vez. O suor ainda brilhava no pescoço. O top colava no corpo.
— Quente hoje, né? — falou, passando a mão no cabelo. — Vou tomar um banho rápido. Pode olhar as fotos aí enquanto isso. Ou mexer no celular. Fica à vontade.
Antes que eu respondesse, ela já estava indo em direção ao corredor. Parou na porta e olhou por cima do ombro, o sorriso de novo no rosto.
— Só não vai embora, viu?
— Não vou.
Ouvi o barulho do chuveiro alguns minutos depois. Fiquei na sala, olhando as fotos no visor da câmera sem realmente prestar atenção. O corpo ainda registrava o perfume dela, o jeito que tinha rebolado perto das árvores, o convite feito com naturalidade.
O chuveiro desligou. Pouco tempo depois, ela voltou.
Tinha trocado de roupa. Agora usava um vestido amarelo curto, leve, de alcinha, estampado. O cabelo cacheado estava solto, ainda úmido, caindo pelos ombros. Sem maquiagem. O cheiro de sabonete e creme tomava conta do ambiente.
— Pronto. Agora sim pareço gente.
Ela se jogou no sofá ao meu lado, perto o suficiente para o joelho quase tocar o meu. Pegou a câmera das minhas mãos sem pedir e começou a passar as fotos de novo.
— Essas aqui perto da árvore ficaram incríveis… Olha o jeito que o short marcou.
Ela falava sem nenhum constrangimento. Mostrava as imagens, comentava o próprio corpo com naturalidade, ria de algumas poses.
Em determinado momento, parou numa foto em que estava de costas, o olhar por cima do ombro, o short subindo bastante. Deu um zoom na imagem.
— Nessa aqui eu já estava te provocando de propósito. Tu percebeu? Porque essa foto ficou muito boa.
— Percebi.
Ela sorriu de lado e deixou a câmera no colo.
— Gostou? — Ela sorriu.
— Gostei.
O silêncio que veio depois foi curto, mas carregado. Dandara virou o corpo na minha direção, o braço apoiado no encosto do sofá.
— Sabe o que eu acho? — falou, a voz mais baixa, ainda divertida. — Acho que esse ensaio já deu o que tinha que dar… pelo menos o de foto.
Ela se levantou do sofá, ficou me olhando por um tempo na minha frente, nos meus olhos.
— Agora eu pensei em outra coisa.
A mão dela subiu e tocou meu braço, os dedos deslizando devagar até o antebraço. O toque era leve, mas deliberado.
— Tu topa?
O jeito que ela perguntou não tinha hesitação. Só desejo claro, misturado com aquela leveza baiana que ela carregava desde o parque.
Eu não precisei pensar muito.
— Topo.
Dandara sorriu, satisfeita, e se aproximou mais. Os olhos desceram até minha boca por um tempo antes de voltar a me olhar.
— Então vem cá, fotógrafo.
Dandara se aproximou e me beijou. O beijo começou leve, quase brincalhão, mas em segundos ganhou desejo. A boca dela era quente e respondi na mesma intensidade. A mão subiu até meu pescoço, os dedos se fechando na nuca, puxando mais perto.
Eu correspondi. A mão desceu pela cintura dela, sentindo o tecido fino do vestido e o calor do corpo por baixo. Ela se moveu me direcionando pro sofá até ficar em cima de mim, uma perna de cada lado, o vestido subindo pelas coxas.
O beijo foi ficando quente, mais profundo. A respiração dos dois mudou. Ela rebolou de leve no meu colo e sentiu o volume já duro. Sorriu contra minha boca.
— Ôxe… já está assim?
— Culpa sua.
Ela riu baixo e me beijou de novo. As mãos desceram e puxaram minha camiseta para cima. Ajudei a tirar. Os dedos percorreram meu peito, a barriga, com uma naturalidade de quem gosta de tocar.
— Gostoso… — murmurou no meu ouvido.
Eu puxei as alças do vestido para baixo. Os seios apareceram, firmes, mamilos escuros. Abocanei um deles com vontade, chupando e passando a língua. Dandara gemeu e segurou minha cabeça contra o peito.
— Isso…
Fiquei um tempo ali, alternando os seios, chupando com intensidade enquanto ela rebolava no meu colo. O vestido já estava todo na cintura. Passei a mão por baixo e encontrei a calcinha. O tecido estava úmido.
Ela se afastou só o suficiente para se ajoelhar no sofá, depois me fez ficar de frente pra ela. Assim ela ficou entre minhas pernas. Os olhos fixos nos meus, o sorriso safado de volta. Desabotoou minha calça com calma, puxou o zíper e libertou meu pau. A mão fechou em volta com firmeza e subiu e desceu devagar.
— Que delícia… — comentou, quase para si mesma.
Inclinou a cabeça e passou a língua na cabeça, devagar, experimentando. Depois abriu a boca e envolveu por inteiro. O calor foi imediato. Ela chupava com ritmo, a cabeça subindo e descendo, a língua pressionando, a mão acompanhando. De vez em quando olhava para cima, os olhos nos meus, enquanto me mamava.
— Caralho, Dandara…
Ela soltou um som de satisfação com a boca cheia e acelerou um pouco. O cabelo cacheado caía no rosto. Eu segurei os fios com cuidado, sem forçar, só acompanhando o movimento que ela mesma escolhia.
Depois de um tempo, ela parou, a saliva brilhando nos lábios, e se ajoelhou no sofá. Tirou o vestido de uma vez só por cima e ficou só de calcinha. Depois puxou a calcinha para o lado e se posicionou em cima de mim.
— Agora eu quero sentir ele.
Segurou meu pau, posicionou na entrada e desceu devagar. Estava muito molhada, quente, apertada. Gemeu quando a boceta engoliu tudo. Ficou parada um tempo, sentindo, os olhos meio fechados.
— Caralho… que pau gostoso…
Começou a rebolar. No começo lento, sentindo cada centímetro. Depois foi ganhando ritmo, os quadris desenhando círculos, subindo e descendo com vontade. Os seios balançavam na minha frente. Eu segurei a bunda dela com as duas mãos e acompanhei o vai e vem.
O sofá rangia de leve. O som dos corpos se encontrando enchia a sala. Dandara gemia solto, sem nenhuma contenção, o sotaque aparecendo mais forte entre um gemido e outro.
— Assim… isso… caralho…
Eu chupava os seios dela enquanto ela cavalgava, alternando, mordendo de leve os mamilos. O corpo respondia a cada estímulo. O ritmo foi ficando mais intenso. Ela rebolava com força, buscando o próprio prazer sem nenhum pudor.
Em determinado momento, ela diminuiu a velocidade, ficou só rebolando fundo, me olhou nos olhos e me beijou enquanto ainda rebolava em cima de mim. Depois se afastou.
— Você aguenta me comer de verdade?
— Lógico.
— Então vamos ver se tu sabe sapecar mesmo.
Ela se virou ainda em cima, devagar, sem pressa. O corpo deslizou sobre o meu, e por um instante eu vi as costas nuas brilharem de suor sob a luz fraca da sala. Dandara ficou de quatro no sofá, a bunda empinada, o vestido enroscado na cintura. A calcinha continuava puxada para o lado, como se o tecido tivesse desistido de cobrir qualquer coisa.
Ela olhou por cima do ombro. O cabelo cacheado caía no rosto, os lábios ainda inchados, o sorriso meio debochado.
— Deixa de onda e venha. Hoje eu tô muito a fim de dar uma sapecada.
Não precisei ouvir duas vezes.
Encostei por trás. A pele dela estava quente, a coxa firme contra a minha. Segurei a cintura com uma das mãos, sentindo o corpo se ajustar como se já soubesse o que vinha. A outra mão subiu pela coluna, devagar, só para ver o arrepio. Ela arrepiou.
— Tu é malandro, né? — murmurou, rindo baixo.
Não respondi. Só encaixei. E quando entrei, os dois soltaram o ar ao mesmo tempo.
Apertada. Molhada. Quente de um jeito que fazia a pressa parecer um insulto.
— Puta que pariu... — ela gemeu, empurrando a bunda contra mim. — Isso... broca devagar primeiro...
Eu não estava mais no controle. E o pior: não me importava.
O sofá rangia baixo. O som da pele se encontrando misturava-se ao ventilador e à respiração curta dela. Dandara gemia solto, sem contenção, o sotaque aparecendo mais forte a cada estocada.
Uma das mãos dela agarrou o encosto do sofá. A outra desceu até o clitóris, circulando com a ponta dos dedos enquanto eu metia.
Ela tremeu.
— Aí... assim... uhhhh...
Aumentei o ritmo aos poucos, sem perder a cadência. O corpo dela respondia, os músculos internos apertando, as pernas tensas. Eu sentia tudo: o calor, o cheiro de sabonete misturado ao suor, o cabelo cacheado roçando minha pele.
Dandara rebolou mais forte, buscando o próprio prazer sem pedir licença.
— Puta que pariu… isso… tu sabe brocar…
Aumentei a força. Uma mão na cintura, a outra agora segurando o cabelo cacheado, puxando a cabeça para trás. Ela gemia alto, o corpo inteiro entregue.
Continuei metendo com força por trás. Segurando ela com firmeza, puxando o corpo contra o meu a cada estocada. Dandara só ficava gemendo alto, o cabelo cacheado bagunçado.
— Isso… continua… caralho…
O sofá rangia. O som da pele batendo e dos gemidos dela enchiam a sala. Eu desci uma mão e alcancei o clitóris, circulando enquanto comia ela. O corpo dela tremeu e o gemido saiu mais agudo.
— Aí… assim… uhhhh…
Ela estava encharcada. O prazer era evidente em cada movimento. Continuei no ritmo forte por mais um tempo, até sentir que ela estava perto. Os músculos apertavam meu pau, as pernas tremiam de leve.
— Goza, caralho — falei.
Dandara gozou. O corpo inteiro se contraiu, um gemido longo e rouco saiu da garganta dela. Eu continuei metendo durante o orgasmo, sentindo cada espasmo, prolongando até ela amolecer por um momento.
Quando os tremores passaram, ela olhou por cima do ombro, ainda ofegante, o sorriso safado de volta.
— Oxente, tu realmente sabe brocar, fotógrafo…
— Quem disse que eu terminei?
Ela riu baixo.
— Então venha.
Tirei o pau devagar, ainda duro e molhado dela. Dandara se virou e se deitou de costas no sofá, as pernas abertas, o peito subindo e descendo rápido. Eu me posicionei entre as coxas dela e entrei de novo, dessa vez de frente. Os olhos se encontraram. O ritmo voltou intenso. Ela envolveu minhas costas com as pernas, os braços ao redor do meu pescoço.
Beijávamos enquanto eu metia. O beijo era molhado, desajeitado de tanta vontade. As unhas dela cravavam nas minhas costas de vez em quando. Os gemidos saíam contra minha boca.
— Minha Nossa Senhora, tu é um paulista que come quieto, mas come muito, muito bem.
— Quem mandou você ficar provocando e me deixar na fissura… — sorri pra ela — agora aguenta.
— Quero ver se tu vai aguentar dar conta de mim mesmo, meu rei.
Peguei as pernas da Dandara e coloquei nos meus ombros. Ela ficou levemente aberta. Eu tinha a visão perfeita.
Dandara estava deitada no sofá, cabelos bagunçados, suada e com um sorriso lindo no rosto, a boceta com aquele pouco de pelo toda exposta, aquelas coxas grossas que eu podia apertar à vontade. O cheiro no ar era de sexo e suor. Estava tudo perfeito.
— Tu vai ficar só olhando depois de me deixar na fissura, meu rei?
— Jamais, minha rainha.
Ela riu, sabia exatamente que eu estava brincando pelo fato dela me chamar de meu rei.
Entrei novamente dentro dela, mas dessa vez não fui de uma vez. Nessa posição, a arte deveria ser apreciada com moderação. Eu entrava e saía com calma, via com clareza ela morder os lábios, passar as mãos nos cabelos, os olhos revirar.
Nos meus pensamentos, eu tinha que apreciar e curtir aquele momento. Aquela morena era foda, tinha um fogo enorme. Teria que saber cadenciar aquela dança, amansar aquela leoa.
Comecei a sair todo pra fora dela e entrar novamente. Isso fez a Dandara enlouquecer, gemer alto. Era possível sentir cada centímetro que entrava e saía. Eu via entrar e sair cada vez mais encharcado de dentro dela. A baiana estava enlouquecendo, ao mesmo tempo que eu a torturava de uma forma boa.
Depois de um tempo, ela se inclinou, me puxou pelos braços para perto dela e falou, a voz rouca perto do meu ouvido:
— Quero fazer uma coisa que faz muito tempo que não faço. Tu teria essa calma?
Parei por um segundo, olhando nos olhos dela.
— O que você quer fazer?
Dandara não disse, apenas me puxou para cima dela, me beijou com vontade, colocou as pernas novamente atrás de mim, me fazendo invadi-la de novo.
Ficamos nos beijando por um tempo. Os lábios dela estavam inchados de tanto morder, sua boceta apertava o meu pau com força. Ela estava quente de todas as formas possíveis e imagináveis.
Quando parou de me beijar, nos olhamos e percebi que os olhos dela brilhavam. Dandara então me empurrou devagar e gentilmente para sair de cima dela. Levantou-se do sofá e me estendeu a mão.
— Quero fazer algo com tu que vai te deixar realmente na fissura.
Saí do sofá, tirei a calça que antes estava apenas abaixada e peguei na mão dela.
— Veja lá o que você vai aprontar.
Com certeza fiz uma cara de medo, não sabia o que ela queria. Dandara gargalhou da minha cara.
— Tu tá com medo? — ela ria de mim.
— Medo não, preocupado.
— Não fique, não vou fazer nada que tu não vai gostar, garanto.
Fomos para um cômodo que ficava no fim da casa. Parecia um quarto de hóspede, já que no caminho passamos por outro quarto no corredor.
Quando entramos, senti um cheiro familiar. Era doce, bem doce. Era o perfume que a Dandara usava. Apesar de, desde que nos conhecemos, ela estar suada, dava pra sentir o perfume dela. Naquele quarto, era mais evidente ainda.
Dandara me virou e foi me beijando bem intensamente dessa vez, me levando em direção à cama que tinha no quarto. Assim que chegamos perto, ela me empurrou de leve, me fazendo cair sentado nela.
— Fica à vontade. Tu se arruma aí.
— O que você está tramando?
— Relaxa.
Dandara então foi até a cabeceira da cama, onde tinha três gavetas, e foi abrindo uma de cada vez e remexendo nelas. Vi o sorriso no rosto dela surgir em pouco tempo.
— Achei!
Quando eu olhei, era uma camisinha e um tubinho de gel. Agora eu sabia exatamente o que ela iria fazer e já fiquei bem empolgado. Só conseguia ver a polpa daquela bunda e já estava ficando empolgado e duro ao mesmo tempo.
Dandara então se posicionou entre as minhas pernas. Meu pau já estava apontado pra cima, meu nível de empolgação era grande agora. Ela me olhou, ajoelhada na cama, e abriu a camisinha na minha frente. Então se inclinou, segurou o pau com uma das mãos e voltou a abocanhar ele todo.
A boca estava quente, úmida. Ela não tinha pressa, chupava com desejo e tesão, passava a língua, brincava com a glande, subia e descia. Estava me deixando maluco e, ao mesmo tempo, lubrificando ele todo.
Dandara então colocou a camisinha na glande e, com a boca, fez a camisinha descer por completo, me fazendo gemer na hora. Fazia tempo que eu não tinha uma mulher desse calibre e dedicação na cama, fora o fato de ser conduzido por uma mulher em vez de conduzir uma.
Após vestir ele todo, ela colocou uma perna de cada lado, me olhou com um sorriso enorme e não falou nada. Pegou o gel, colocou um pouco na mão e passou sobre a camisinha, deixando com mais lubrificação. Depois passou um pouco mais de gel na mão e levou diretamente à sua bunda.
Ela então veio um pouco mais pra frente, se inclinou sobre mim e me beijou, só que dessa vez bem devagar. Era um beijo diferente, não era aquele beijo faminto, era outra coisa que não sei explicar com palavras. A única coisa que posso dizer é que era delicioso.
Com uma das mãos, ela direcionou meu pau pro meio da sua bunda. Forçou um pouco a entrada, parando até o beijo. Se ajeitou melhor e começou a descer aos poucos, bem lentamente.
Como aquele cuzinho estava apertado, senti a dificuldade e o aperto ao ter meu pau o invadindo, bem lentamente. Ela estava de olhos fechados enquanto tentava sentar em cima dele. Aproveitei esse momento para ajudá-la, comecei a bater uma siririca enquanto ela descia.
— Isso… continua… meu Deus… tá abrindo tudo.
— Tá apertado mesmo. Vai no seu ritmo.
A resistência era forte. Ela prendeu a respiração e soltou o ar devagar.
— Devagar… puta que pariu…
Continuou entrando centímetro por centímetro. O aperto era intenso. Quando estava quase todo dentro, ela parou, deixando se acostumar. As mãos dela apertavam o meu peito.
— Tudo bem? — perguntei.
— Tá… mas tenho que ir de… va… gar.
Ela começou a se mover com cuidado e devagar. Subidas e decidas curtas no início. Dandara começou a bater uma siririca junto. O corpo foi relaxando aos poucos. Os gemidos voltaram, mais roucos dessa vez. Eu me mantive parado, sempre prestando atenção na reação dela.
— Vai… tu… devagar — ela pediu.
Comecei. As estocadas começaram lentamente. As duas mãos seguravam a cintura. Ela fazia movimentos circulares no clitóris de novo, estimulando enquanto eu comia o cu dela. Dandara começou a gemer mais alto, o corpo rebolando para trás, pedindo mais.
— Porra… agora… sim… que delícia…
O prazer dos dois estava claro. Comecei a aumentar o ritmo, saía e entrava com um pouco mais de vontade, mas sem perder o controle. O aperto do cu dela era forte demais. Senti o orgasmo começando a subir.
— Caralho, que delícia!
— Tá mesmo… continua assim…
— Você quem manda, minha rainha. — A cama rangia, a Dandara mordia os lábios de prazer.
— Uhhh!! Que delícia!
Dandara fechava os olhos, depois sorria, gemia, falava algumas coisas que eu não entendia, algo que acredito que somente quem é da Bahia iria entender. Realmente estava incrível e o tesão foi subindo a cada estocada. A gente estava no limite já. Eu pelo menos não iria aguentar muito tempo e avisei que não iria aguentar mais.
— Vou gozar…
— Goza… goza dentro… — ela falou, a voz falhada.
Algumas estocadas depois, eu gozei fundo no cu dela. O corpo tensionou, os jatos longos e quentes. Segurei a cintura com força até o último espasmo passar.
Ficamos parados por um momento, só respirando. Eu saí devagar. Dandara se jogou de lado na cama, ofegante, o corpo mole, o cabelo grudado no rosto.
— Caralho… — murmurou, rindo cansada. — Paulista não sabe brincar, né? Tô toda ardida agora. — começou a rir da situação.
— Baiana realmente tem um fogo. — ainda recuperando o fôlego.
Ficamos deitados na cama por um tempo, só a respiração dos dois aos poucos voltando ao normal. Dandara estava com a cabeça apoiada no meu braço, o cabelo cacheado espalhado, o corpo ainda quente e mole.
Depois de um silêncio, ela riu baixo.
— Oxente… eu realmente precisava disso.
— Eu também tenho certeza de que precisava disso.
Ela me olhou, a risada junto com o sorriso cansado, mas satisfeito.
— Tu come bem, fotógrafo. E fotografa bem. Combinação perigosa.
— Você dança bem e fode melhor ainda. Combinação pior.
Ela deu uma gargalhada gostosa de se ouvir. Subiu em cima de mim novamente, ficou ali por um tempo, me beijou, mordeu meu pescoço. Era nítido que estava satisfeita e feliz. No final, era isso que importava.
Eu fiquei fazendo carinho no rosto dela, apertava aquela bunda maravilhosa, sentia o perfume dela no quarto, misturado ao cheiro de sexo e suor.
Tempo depois, nós voltamos pra sala e Dandara pegou o vestido no chão e vestiu sem pressa, sem nenhuma vergonha. Eu também peguei as minhas roupas e comecei a me vestir.
Enquanto abotoava a calça, ela foi até a cozinha e voltou com dois copos de água. Entregou um pra mim.
— Vai não, fica mais um pouco.
— Melhor ir. Ainda tenho umas coisas pra resolver.
Ela assentiu, mesmo não querendo, e acabou aceitando sem drama nenhum.
— Beleza. — fez uma cara de triste. — Tu me manda as fotos depois?
— Mando.
Terminei de me vestir. Peguei o contato dela e depois Dandara me acompanhou até a porta. Antes de eu sair, ela chegou perto e me beijou de novo. Um beijo demorado e gostoso antes de se afastar.
— Lucas. Me liga.
— Ligo sim.
Ela abriu o portão e ficou olhando enquanto eu saía. Caminhei até o parque, mas essa caminhada tinha um gosto a mais dessa vez, com o corpo ainda quente. A imagem dela de quatro no sofá, o sotaque aparecendo nos gemidos, o jeito livre e sem rodeios, tudo ainda estava fresco. O ego ainda estava a mil. Foi mais uma mulher incrível que conheci, mas uma aventura diferente das que vivi até aqui.
Mais uma coisa eu aprendi: baiana de fato era outra coisa mesmo. Outro nível, com certeza!
OS NOMES UTILIZADOS NESTE CONTO SÃO FICTÍCIOS, MAS OS FATOS MENCIONADOS E EVENTUAIS SEMELHANÇAS COM A VIDA REAL PODEM NAO SER MERA COINCIDÊNCIA.
FICA PROIBIDA A CÓPIA, REPRODUÇÃO E/OU EXIBIÇÃO FORA DO “CASA DOS CONTOS” SEM A EXPRESSA PERMISSÃO DO AUTOR, SOB AS PENAS DA LEI.