Eles se encontraram por acaso num bar de hotel cinco estrelas no centro de São Paulo, um daqueles lugares onde o ar-condicionado gelado mistura o cheiro de whisky caro com perfume de gente bem-sucedida e safada.
Paulo e Camila acabavam de fechar um contrato e estavam comemorando. Ele, 34 anos, alto, ombros largos, queixo marcado, o tipo de homem que usa camisa social aberta no peito como se estivesse sempre pronto pra tirar. Ela, 29, cabelo preto curto, corpo atlético de quem treina, seios firmes, bunda redonda e uma boca que parecia feita pra engolir. Os dois já tinham bebido o suficiente pra estarem rindo alto e se tocando debaixo da mesa.
Do outro lado do salão, Francisco e Catia também comemoravam. Francisco, 36, mais magro, olhar afiado, mãos grandes e veias saltadas nos antebraços. Catia, 31, loira, peitos grandes e macios, cintura fina e coxas grossas que se abriam fácil. Os quatro se olharam ao mesmo tempo quando o garçom passou carregando uma bandeja de shots.
O olhar de Camila travou em Francisco. O de Francisco em Camila. Um segundo de silêncio elétrico. Depois Paulo viu o jeito que a mulher do outro casal olhava pro marido dele e sentiu o pau engrossar na calça. Catia, por sua vez, reconheceu imediatamente o sorriso safado de Paulo — aquele mesmo sorriso que ela tinha visto de perto, anos atrás, quando ainda era solteira e ele a fodia em hotéis baratos depois de festas.
Ninguém falou nada no começo. Só se aproximaram, como se uma corrente invisível tivesse puxado as duas mesas uma para a outra. O bar estava cheio o suficiente para o barulho cobrir as vozes, mas o espaço entre eles parecia ter encolhido de repente.
Camila foi a primeira a quebrar o silêncio, ainda segurando o copo com os dedos úmidos de condensação.
— Vocês também estão comemorando? — perguntou, a voz um pouco rouca do álcool, mas ainda controlada.
Francisco sorriu de lado, aquele sorriso lento que não entregava tudo de uma vez.
— Contrato fechado. Depois de três meses de negociação. E vocês?
— O mesmo — respondeu Paulo, estendendo a mão com naturalidade. — Paulo. Essa é a Camila.
— Francisco. E ela é a Catia.
As mãos se tocaram. O aperto durou um segundo a mais do que o necessário. Camila sentiu o olhar de Francisco demorar no dela, reconhecendo alguma coisa sem conseguir nomear ainda. Catia, por sua vez, observava Paulo com uma expressão de quem está montando um quebra-cabeça. Os quatro ficaram em pé ali, no meio do salão, sem pressa de voltar para as próprias mesas.
— Trabalho pesado, então — comentou Catia, ajeitando o cabelo atrás da orelha. — A gente quase não sai mais. Quando fecha alguma coisa grande, a gente força a barra pra comemorar.
Camila riu baixo.
— A gente também. Se deixar, a gente só trabalha e treina. Às vezes precisa de um empurrãozinho.
Paulo pediu outra rodada para os quatro sem perguntar. O whisky chegou rápido. Eles ficaram ali, conversando sobre contratos, sobre a cidade, sobre o trânsito impossível de São Paulo. Nada demais. Só conversa de adultos bem-sucedidos que se encontram ao acaso e descobrem que têm o mesmo tipo de humor seco.
— Vocês moram por aqui perto? — perguntou Camila, girando o gelo no copo.
— Três quarteirões — respondeu Francisco. — Prédio novo. Vista boa. E silêncio o suficiente pra gente fazer o que quiser sem vizinho reclamando.
Catia deu uma risadinha.
— Ele fala como se a gente fosse civilizado. A verdade é que a gente faz barulho pra caralho quando bebe.
Paulo ergueu a sobrancelha, divertido.
— Barulho bom ou barulho ruim?
— Depende de quem tá ouvindo — respondeu Catia, olhando direto pra ele.
Foi no meio dessa conversa que Catia inclinou a cabeça levemente, olhando para Paulo com mais atenção.
— Você tem um jeito familiar de rir — disse ela, quase distraída. — Já te vi em algum lugar?
Paulo ergueu uma sobrancelha, ainda sorrindo.
— Possível. Eu ando bastante por aí.
Francisco observava a troca em silêncio, o canto da boca puxado para cima. Camila, ao lado dele, sentia o ar mudar de temperatura. Havia algo flutuando entre os quatro que ainda não tinha nome, mas já pesava.
Catia deu um passo quase imperceptível para mais perto de Paulo, a voz baixando só o suficiente para não ser ouvida pelo resto do bar.
— Faz tempo, hein? — murmurou, o sorriso aparecendo devagar. — Acho que a última vez foi naquela suíte do hotel em Ipanema. Você me comeu até eu não conseguir mais andar.
Paulo engoliu seco. Camila abriu um sorriso devagar, os olhos brilhando.
— Então você é a famosa Catia… — murmurou. — Ele me contou algumas coisas. Nunca detalhou o suficiente.
Francisco soltou uma risada baixa e olhou pra Camila.
— E você… a gente se viu numa festa em 2019. Você ainda namorava aquele otário. Eu te chupei no banheiro e você gozou no meu rosto sem nem tirar o vestido.
O silêncio que se seguiu foi denso, quente, cheio de possibilidade. Os quatro já estavam duros e molhados só com a conversa.
Camila passou a língua nos lábios.
— E depois disso você sumiu. Nem me passou o número.
— Você estava comprometida — respondeu Francisco, sem perder o sorriso. — Eu não gosto de complicar a vida dos outros. Mas olha só como as coisas se ajeitam.
Catia olhou de Paulo para Camila e depois para o próprio marido.
— A gente tem um apartamento a três quarteirões daqui. Whisky bom, cocaína limpa e uma cama grande o suficiente pra quatro. Vocês topam?
Não precisou nem responder. Em dez minutos estavam no elevador do prédio de Francisco e Catia, se beijando de qualquer jeito. Camila com a mão dentro da calça de Francisco, sentindo o pau grosso e quente. Paulo com dois dedos enfiados na calcinha molhada de Catia, sentindo ela se contrair.
— Você continua molhada igual — murmurou Paulo no ouvido dela. — Anos depois e ainda escorre do mesmo jeito.
Catia riu baixo, mordendo o lábio.
— E você continua com esse dedo grosso que acha o ponto certo sem esforço.
O apartamento era amplo, iluminado só por abajures baixos. Francisco abriu uma garrafa de whisky de malte e colocou quatro doses generosas. Catia sumiu no quarto e voltou com um espelho pequeno, uma faca e um saquinho transparente. Sem cerimônia, cortou quatro linhas longas e grossas em cima do vidro.
Cada um cheirou a sua. O gosto amargo desceu pela garganta, o coração acelerou, a pele ficou quente e sensível. O álcool já tinha soltado as línguas; a coca soltou o resto.
Camila foi a primeira a se ajoelhar. Abriu o zíper de Francisco, tirou o pau duro e grosso, veias saltadas, e engoliu até a base num movimento só. O barulho molhado de garganta engasgando encheu a sala. Francisco segurou o cabelo curto dela e fodeu a boca com força, enquanto olhava pra Paulo.
— Sua mulher engole gostoso pra caralho.
Paulo só sorriu, já com a calça no chão, o pau grosso e curvando pra cima.
— Ela treina. Todo dia.
Catia se ajoelhou na frente dele e engoliu com a mesma fome, babando, olhando pra cima com os olhos marejados.
— E esse daqui… — ela tirou a boca só o suficiente pra falar — continua do mesmo tamanho. Eu lembrava bem.
Os dois homens se olharam por cima das cabeças das mulheres e se beijaram — boca aberta, língua, dentes —, enquanto fodia as bocas delas.
Quando tiraram as roupas de vez, os quatro corpos se misturaram no sofá grande. Camila montou em Francisco de costas, sentando devagar no pau grosso dele até o fundo, gemendo alto enquanto a coca fazia tudo parecer mais intenso.
— Porra… — ela respirou fundo. — Continua grosso do mesmo jeito. Abre tudo.
Francisco segurou a cintura dela com força.
— E você continua apertada. Mesmo depois de tanto tempo.
Catia se sentou na cara de Paulo, abrindo os lábios da buceta molhada sobre a boca dele, e ele chupou com fome, língua funda, dedos entrando no cu apertado dela ao mesmo tempo.
— Isso… bem assim — gemeu Catia, rebolando. — Usa a língua do jeito que você usava antes. Eu nunca esqueci.
Paulo só grunhiu contra a buceta dela e chupou mais fundo.
Francisco puxou Camila pelo cabelo e falou no ouvido dela, a voz rouca:
— Lembra quando eu te chupei naquele banheiro? Agora eu quero ver você gozar no meu pau enquanto seu marido come minha mulher.
Camila só gemeu mais alto e começou a quicar com força, a bunda batendo nas coxas de Francisco, o som molhado de pele com pele ecoando.
— Fode… fode mais fundo — pediu ela. — Quero sentir amanhã.
Paulo, por baixo, engolia o gozo de Catia enquanto ela se esfregava na cara dele, os seios grandes balançando.
— Ela tá gozando na minha boca — avisou Paulo, a voz abafada. — Tá escorrendo pra caralho.
Trocaram de posição sem falar muito. Agora Camila estava de quatro no sofá, Paulo fodia a boca dela com força, enquanto Francisco entrava nela por trás, o pau grosso abrindo a buceta apertada e molhada. Catia se ajoelhou ao lado e lambeu os ovos de Francisco enquanto ele fodia a mulher do outro. De vez em quando ela subia e beijava Camila, as duas dividindo o gosto do pau de Paulo.
— Olha o estado da sua mulher — murmurou Catia contra a boca de Camila. — Molhada até a coxa.
Camila só gemeu em resposta, a boca ocupada.
A coca ainda corria forte. Catia cortou mais duas linhas no peito de Camila e cheirou direto dali, a língua passando no mamilo duro depois. Camila revidou, cheirando no ventre de Catia e descendo até a buceta, chupando enquanto Francisco e Paulo se revezavam nos buracos delas.
Em algum momento os quatro estavam no chão da sala, num emaranhado de carne. Paulo fodia o cu de Catia com força, enquanto ela chupava Camila. Francisco entrava na buceta de Camila e os dois homens se beijavam por cima, suados, ofegantes. O cheiro de sexo, álcool e cocaína misturava tudo.
— Mais fundo no cu dela — mandou Camila, olhando pra Paulo. — Ela aguenta. Eu quero ver.
Catia só gemeu mais alto, empurrando a bunda pra trás.
Foi aí que Camila, com os olhos brilhando de droga e tesão, olhou de Paulo para Francisco e soltou, a voz rouca e desafiadora:
— Quero ver uma coisa. Paulo… come o cu do Francisco. Agora. Quero ver você enfiar esse pau grosso no cu dele enquanto ele ainda tá dentro de mim.
O silêncio durou meio segundo. Francisco riu baixo, sem parar de foder Camila.
— Sua mulher é mais safada do que eu lembrava.
Paulo passou a mão na bunda de Francisco, apertando.
— Topa?
— Enfia — respondeu Francisco, sem hesitar. — Mas enfia com vontade.
Camila tirou o pau de Francisco de dentro dela só o tempo suficiente pra ele se ajoelhar melhor. Paulo cuspiu na mão, passou no próprio pau e depois no cu apertado de Francisco. Entrou devagar no começo, sentindo a resistência, depois foi fundo de uma vez só. Francisco soltou um gemido rouco e fundo, a testa encostada nas costas de Camila.
— Porra… — ele respirou pesado. — Continua.
Paulo começou a foder o cu dele com estocadas firmes, enquanto Francisco voltava a entrar na buceta de Camila. O ritmo dos dois homens se encontrou. Cada vez que Paulo ia fundo no cu de Francisco, ele empurrava mais fundo dentro de Camila. Catia se ajoelhou na frente e chupava os ovos dos dois, alternando, babando, olhando pra cima.
— Isso… fode o cu dele — murmurou Camila, gozando em espasmos. — Mais forte. Quero ouvir ele gemer.
Francisco gemeu alto, a voz quebrada, enquanto Paulo fodia o cu dele sem piedade. O som molhado de pele batendo em pele encheu a sala. Catia subiu e beijou a boca de Francisco, engolindo os gemidos dele.
Camila gozou primeiro, o corpo inteiro tremendo, a buceta apertando o pau de Francisco em espasmos. Catia veio logo depois, gozando nos dedos de Paulo que tinham voltado pra buceta dela. Os homens aguentaram mais. Paulo gozou fundo no cu de Francisco, estocando até o fim, enquanto Francisco gozava dentro de Camila, gemendo contra a boca de Catia.
Mas não parou. Com a coca ainda fazendo efeito, em poucos minutos os paus estavam duros de novo. Dessa vez foi mais lento, mais sujo. Catia deitou de costas, as pernas abertas, e Camila se sentou na cara dela, enquanto Francisco entrava nela por baixo e Paulo fodia a boca de Catia. Depois trocaram: Camila chupando o pau de Francisco limpo do gozo de Catia, enquanto Paulo entrava nela por trás e Francisco fodia a boca da mulher dele.
Catia olhou pra Camila, os olhos brilhantes de droga e tesão:
— Sua boca é tão quente… e seu marido fode tão gostoso quanto eu lembrava. Inclusive o cu do meu.
Camila só sorriu com a boca cheia de pau e respondeu depois de engolir:
— E o seu marido ainda fode melhor do que naquela festa. E gemendo no pau do meu ficou ainda mais gostoso.
Eles continuaram até o sol começar a clarear pelas frestas da cortina. Whisky acabando, o espelho com restos de pó, corpos suados, marcas de unha, cuspe, porra seca na pele. Em algum momento dormiram todos juntos na cama grande, pernas entrelaçadas, cheiro de sexo impregnado nos lençóis.
Quando acordaram, ainda meio dopados, Catia só olhou pros três e falou, a voz rouca:
— Café da manhã e mais uma rodada antes de cada um ir pro seu lado?
Ninguém discordou.