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A Tradição do Ritual Familiar Proibido – Cap. 10 – O Peso da Herança.

Um conto erótico de Bernardo
Categoria: Heterossexual
Contém 3770 palavras
Data: 08/09/2026 21:54:03

As semanas seguintes àquela noite na cama gigante foram um turbilhão de responsabilidades. Se eu achava que fazer dezoito anos na família Albuquerque Mello significava apenas sexo e prazer, estava redondamente enganado. A vida de um herdeiro era feita de muito trabalho.

Acordei cedo todos os dias, antes mesmo do sol nascer, e só voltava para casa quando a noite já havia caído. Dom Eduardo me levou para conhecer cada uma das indústrias da família — as fábricas, os portos, as concessões de energia, os fundos internacionais. Conheci gerentes, diretores, contadores e advogados. Aprendi sobre fluxo de caixa, holdings, paraísos fiscais e blindagem patrimonial. Era um mundo novo, complexo e fascinante.

Meus tios também participavam dos ensinamentos. Tio Rodrigo, que era senador, passou horas comigo explicando como a política funcionava nos bastidores.

— "Um dia, Bernardo," — ele disse, enquanto tomávamos café em seu gabinete em Brasília, — "você vai precisar entrar na política. A família sempre precisa ter alguém no legislativo. É lá que as leis são feitas, e é lá que podemos proteger nossos interesses."

Tio Henrique me levou para conhecer os fundos na Suíça (virtualmente, por videoconferência), e tia Cláudia me mostrou as operações portuárias. Tio Marcelo falou sobre energia e mineração. Era uma verdadeira universidade do poder.

Hora ou outra, entre uma reunião e outra, alguém comentava sobre a festa, sobre a iniciação, sobre o sexo.

— "Aquela noite foi inesquecível," — Tia Isabela disse uma vez, com um sorriso malicioso. — "Você se saiu muito bem, sobrinho."

— "Espero que tenha descansado depois," — Tio Henrique riu. — "Porque agora o trabalho começa."

Mas não havia tempo para descanso. Foram duas semanas corridas, viajando por vários estados do Brasil, conhecendo cada peça do império que um dia seria meu. Foram duas semanas de aprendizado intenso, de responsabilidade, de compreensão do verdadeiro peso do nome Albuquerque Mello.

E, confesso, foram duas semanas chatas. O sexo tinha ficado em segundo plano. A única saudade que eu sentia, além da minha família, era do prazer que havíamos compartilhado.

Finalmente, depois de duas semanas longe, Dom Eduardo e eu voltamos para casa. A Mansão Central nunca pareceu tão acolhedora.

Helena estava na porta, vestindo um vestido leve de seda que mal cobria suas curvas. Beatriz e Cecília estavam ao lado dela, ambas com sorrisos que prometiam noites de prazer.

— "Bem-vindos de volta, meus homens," — Helena disse, beijando Dom Eduardo e depois a mim. — "Estávamos com tanta saudade."

A noite foi rápida. Não houve jantar formal, não houve conversas protocolares. Fomos direto ao quarto principal, onde a cama gigante nos aguardava com lençóis de seda negra.

O sexo daquela noite foi diferente. Não era frenético ou selvagem como o da festa. Era repleto de saudade, de carinho, de reencontro.

Dom Eduardo deitou-se de costas, e Helena se ajoelhou sobre ele, cavalgando lentamente enquanto seus olhos verdes fixos nos dele. Beatriz veio para mim, sentando-se em meu colo, seus lábios encontrando os meus em um beijo lento e demorado.

— "Senti tanta falta de você, irmãozinho," — ela sussurrou, seus quadris se movendo lentamente.

— "Eu também senti falta de você, Bia," — respondi, sentindo o calor de seu corpo me envolver.

Cecília se deitou ao meu lado, sua mão deslizando pelo meu peito enquanto eu fazia amor com Beatriz. Helena e Dom Eduardo se moviam em um ritmo lento e profundo, os gemidos abafados pela intimidade do momento.

A troca de parceiros foi suave, natural. Helena veio para mim, e eu a penetrei com uma lentidão que fazia cada movimento durar uma eternidade.

— "Você aprendeu tão bem, meu filho," — ela sussurrou, seus olhos verdes brilhando. — "Tão bem..."

Dom Eduardo ficou com Beatriz, enquanto Cecília se juntou a nós. A cama se tornou um emaranhado de corpos nus, de mãos que deslizavam, de gemidos abafados.

Foi um sexo de saudade, de reencontro, de amor familiar. Não houve pressa. Apenas a celebração de estarmos todos juntos novamente.

Quando o cansaço finalmente venceu, caímos na cama, exaustos e satisfeitos. A noite foi longa e perfeita.

Na manhã seguinte, acordei mais tarde do que o habitual. O sol já estava alto quando saí do quarto, vestindo apenas uma calça de linho.

A mansão estava tranquila. Helena e Dom Eduardo haviam saído para resolver alguns negócios, e Cecília estava em seu escritório. Beatriz dormia profundamente na cama gigante.

Fui até a sala de estar e me sentei no sofá, apreciando o silêncio. Era bom ter um momento de paz depois de duas semanas de correria.

Foi então que ouvi a campainha.

Estranhei — não havia funcionários na casa, e Helena não mencionara visitas. Levantei-me e fui até a porta.

Valentina estava do lado de fora, vestindo um vestido curto de seda azul que acentuava suas curvas atléticas. Seus cabelos castanho-escuros caíam soltos sobre os ombros, e seus olhos brilhavam com um sorriso malicioso.

— "Bernardo!" — ela exclamou, como se estivesse surpresa em me ver. — "Que coincidência! Eu vim trazer uns documentos para a tia Helena, mas ela não está?"

Engoli a mentira óbvia. Helena não tinha mencionado nenhum documento.

— "Ela saiu," — respondi. — "Mas pode entrar, se quiser."

Valentina entrou com um sorriso, seus olhos percorrendo a sala e pousando em mim. Ela não perdeu tempo. Assim que a porta se fechou, ela se virou e me empurrou contra a parede, seus lábios encontrando os meus com uma fome que me deixou sem fôlego.

— "Duas semanas é muito tempo, primo," — ela murmurou contra meus lábios. — "Eu estava morrendo de saudades."

Ela se ajoelhou diante de mim, seus dedos desabotoando minha calça com uma habilidade que me fez gemer. Sua boca me envolveu, quente e úmida, enquanto seus olhos castanhos fixos nos meus.

— "Valentina..." — gemi, os dedos se enterrando em seus cabelos.

Ela trabalhou em meu pau com uma maestria que me fez esquecer onde estava, a língua deslizando ao longo do eixo, a boca sugando com uma pressão que me levava à loucura. Seus olhos não desviavam os meus, e a cada movimento ela parecia saborear minha reação.

— "Você gosta disso, não gosta, primo?" — ela provocou, soltando meu pau por um instante. — "Gosta de ver essa boca te chupando?"

— "Sim," — ofeguei. — "Sim, Valentina..."

Ela sorriu e voltou a me chupar com uma fome renovada, sua mão apertando a base do meu pau enquanto sua língua fazia círculos ao redor da glande.

Quando finalmente me levou ao limite, eu a puxei para cima.

— "Quero sentir você," — ordenei, a voz rouca.

Ela sorriu, um sorriso malicioso, e sentou sobre mim, guiando meu pau para dentro de sua boceta com um movimento suave e contínuo. Seu corpo quente e apertado me envolveu completamente, e eu arfei.

— "Isso, primo," — ela gemeu, começando a se mover. — "Isso... assim..."

Ela cavalgava sobre mim, seus quadris desenhando círculos lentos. Seus seios fartos balançavam diante do meu rosto, e eu os alcancei, apertando-os, puxando seus mamilos entre os dedos. Ela gemia mais alto, arqueando as costas.

— "Aperta mais forte," — ela ordenou. — "Puxa meus mamilos, Bernardo. Isso... assim..."

Eu a virei, colocando-a de quatro sobre o sofá, e a penetrei por trás com um movimento rápido e profundo. Ela gemeu, arqueando as costas, sua bunda redonda erguida para mim.

— "Sim... assim... mais fundo..." — ela gemia. — "Me fode, primo... me fode com força..."

Minhas mãos apertavam seus quadris enquanto eu a fodia com um ritmo cada vez mais rápido. O som dos corpos se encontrando ecoava na sala.

— "Você é tão gostosa, Valentina," — gemi. — "Tão apertada..."

— "E você é tão bom, Bernardo," — ela respondeu, ofegante. — "Tão bom... não para..."

Eu a virei novamente, deitando-a de costas sobre o sofá, suas pernas envolvendo minha cintura. Nossos olhos se encontraram enquanto eu a penetrava, o ritmo frenético.

— "Olhe para mim," — ela ordenou. — "Olhe para mim enquanto você me fode."

Nossos olhos se encontraram, e eu vi o desejo puro neles. Ela gozou primeiro, um gemido rouco escapando de seus lábios enquanto seu corpo se contraía ao redor de mim. Senti o aperto se intensificar, e o mundo explodiu em branco, meu sêmen jorrando dentro dela.

Valentina caiu sobre meu peito, ofegante, rindo baixinho.

— "Duas semanas é muito tempo," — ela repetiu. — "Não me deixe esperar tanto assim de novo."

Ela se vestiu rapidamente, beijou-me na boca com fome e saiu com um balançar de quadris que era puro convite.

Mal tive tempo de recuperar o fôlego quando outra batida soou na porta.

Dessa vez, era Clara.

— "Bernardo," — ela disse, com um sorriso reservado. — "Vim devolver uns livros que peguei emprestados da biblioteca da sua mãe."

Clara usava um vestido longo e elegante, de seda creme, que abraçava seu corpo esguio. Seus cabelos pretos e lisos escorriam como seda até a cintura, e seus olhos castanhos brilhavam com uma inteligência silenciosa. Seu corpo era mais esguio que o de Valentina, mas igualmente deslumbrante — seios médios e firmes, cintura fina, coxas longas e torneadas.

— "Pode entrar," — ofereci.

Ela entrou, seus olhos percorrendo a sala com uma curiosidade discreta. Ela notou o sofá desarrumado, as almofadas fora do lugar, o ar ainda carregado de perfume e sexo. Seus olhos encontraram os meus, e por um instante, vi uma centelha de frustração.

— "Valentina já passou por aqui, não passou?" — ela perguntou, a voz mantendo a elegância, mas com um tom de decepção mal disfarçado.

— "Sim," — respondi, sem jeito.

Clara respirou fundo, seus olhos se desviando por um instante antes de voltarem a mim. Havia algo nos olhos dela que eu não conseguia decifrar — preocupação, talvez, ou o medo de estar perdendo a corrida.

— "Eu imaginava," — ela disse, com um sorriso que não alcançava os olhos. — "Ela é rápida. Sempre foi."

Ela se aproximou, seus dedos traçando o contorno do meu rosto com uma lentidão deliberada.

—"Mas eu," — ela disse, inclinando a cabeça, — "sou paciente. Eu sei esperar. Eu sei que as coisas boas levam tempo."

Ela se inclinou e me beijou, um beijo lento, profundo, que carregava toda a intensidade que ela havia guardado. Sua língua encontrou a minha, e por um momento, esqueci de todas as outras.

Quando o beijo terminou, ela estava ofegante, seus olhos brilhando.

— "Bernardo, eu queria te convidar para algo especial. Uma exposição de arte no Rio, daqui a duas semanas. Será algo íntimo, só nós dois." — Ela pousou a mão sobre meu peito. — "Eu quero te conhecer melhor. De verdade. Sem pressa, sem jogos."

Ela se afastou, e eu vi nos olhos dela uma mistura de desejo e determinação. Ela não era como Valentina. Clara jogava um jogo mais longo, mais calculado.

— "Vou adorar," — respondi, sincero.

Ela sorriu, satisfeita, e se virou para sair. Antes de atravessar a porta, ela olhou por cima do ombro

— "Até lá, Bernardo."

Ela saiu, e fiquei ali, sentindo o gosto do beijo dela em meus lábios.

Não demorou muito para que Mariana aparecesse.

Ela chegou com sua mãe, a tia Isabela, que havia vindo buscar uns documentos que Helena havia deixado para ela antes de sair. Enquanto Isabela falava com Cecília no corredor, Mariana se aproximou de mim na sala de estar.

Ela estava vestindo um vestido floral simples, seus cabelos castanhos escuros e volumosos emoldurando seu rosto de traços finos. Seus olhos castanhos brilhavam com uma timidez que escondia um desejo discreto. Seu corpo era mais delicado que o das outras — seios médios e firmes, cintura fina, pernas longas e finas.

— "Oi, Bernardo," — ela disse, em voz baixa. — "Eu... vim com a mamãe. Ouvi dizer que você tinha voltado."

— "Cheguei ontem," — respondi, sorrindo.

Mariana baixou os olhos, um rubor subindo às suas bochechas.

— "Eu queria... conversar com você. Mas não sei bem o que dizer."

Ela parecia tão doce, tão sincera. Sua timidez era quase desarmante.

— "Pode dizer o que quiser," — encorajei.

Ela ergueu os olhos, seus lábios se curvando em um sorriso tímido.

— "Eu só queria que você soubesse que... que estou feliz por você estar de volta."

— Ela hesitou. — "E que... se você quiser passear um dia... eu adoraria ir com você. Talvez um piquenique no jardim, algo mais... calmo."

Ela era tão diferente das outras. Não havia jogos, não havia malícia. Apenas uma doçura genuína.

— "Claro, Mariana," — respondi. — "Vamos combinar isso."

Ela sorriu, radiante, e voltou para sua mãe.

Larissa apareceu mais tarde, quando já estávamos no jardim.

Ela veio com minha tia Cláudia, mas rapidamente se desvencilhou da mãe e se aproximou de mim. Seus olhos já brilhavam com uma malícia que me fez estremecer.

— "Bernardo!" — ela exclamou, abrindo os braços para um abraço. — "Meu primo favorito!"

Larissa era expansiva, vibrante, seus cabelos cacheados caindo em ondas volumosas sobre os ombros. Seu vestido decotado mostrava seus seios fartos, e suas coxas grossas se destacavam sob a saia curta. Ela era pura energia — e pura provocação.

— "Ouvi dizer que você andou viajando," — ela disse, puxando-me para um abraço demorado. Seu corpo se pressionou contra o meu, e senti seus seios macios contra meu peito. — "Minha nossa, você está mais gostoso do que nunca."

Ela riu, um som alto e despreocupado, e passou a mão pelo meu peito com uma familiaridade que me deixou sem fôlego.

— "E também ouvi que as outras primas já passaram por aqui hoje. Valentina, Clara, Mariana... todas." — Ela mordeu o lábio, um sorriso malicioso. — "Mas elas não são como eu, Bernardo. Elas são... comportadas. Eu sou diferente."

Ela me puxou para um canto do jardim, atrás de uma cerca viva, e me empurrou contra a parede. Seu corpo se pressionou contra o meu, e eu senti o calor dela através do vestido fino.

— "Você sabe, Bernardo," — ela disse, desabotoando minha calça com uma habilidade que me fez gemer. — "Eu nunca fui muito boa em esperar. E também não sou muito boa em compartilhar."

Ela se ajoelhou, seus olhos castanhos fixos nos meus enquanto sua mão deslizava pelo meu pau já duro.

— "Olha só," — ela murmurou, os dedos traçando o contorno do meu membro. — "Você já está tão durinho para mim. Gostei."

Ela inclinou a cabeça e passou a língua lentamente pela glande, um movimento lento e molhado que fez todo o meu corpo se arquear.

— "Larissa..." — gemi, os dedos se enterrando em seus cabelos cacheados.

Ela sorriu, um sorriso safado, e abriu a boca para me envolver por inteiro. Sua boca era quente e úmida, e sua língua deslizava ao longo do meu eixo com uma habilidade que me deixou sem fôlego.

— "Você gosta disso, não gosta, primo?" — ela provocou, soltando meu pau por um instante. — "Gosta de ver essa boca te chupando?"

— "Sim," — ofeguei. — "Sim, Larissa..."

— "Eu sei que sim," — ela disse, voltando a me chupar. — "Eu sei o que os homens gostam. E eu sei como dar o que eles querem."

Ela acelerou o ritmo, sua cabeça se movendo para cima e para baixo em um ritmo frenético, sua mão apertando a base do meu pau enquanto sua língua fazia círculos ao redor da glande.

— "Isso... isso..." — gemi. — "Não para..."

Ela parou subitamente, soltando meu pau com um estalo úmido. Seus olhos brilhavam com malícia.

— "Não tão rápido, primo. Eu não vou deixar você gozar na minha boca tão fácil. Você vai ter que me foder primeiro."

Ela se levantou, virou-se e apoiou as mãos na parede, sua bunda redonda erguida para mim. Ela olhou por cima do ombro, um sorriso provocador nos lábios.

— "Me fode, Bernardo. Me fode com força. Quero sentir você até amanhã."

Eu não hesitei. Minhas mãos encontraram seus quadris, e eu a penetrei com um movimento rápido e profundo, sentindo seu corpo quente e apertado me envolver completamente.

— "Isso... isso..." — ela gemeu. — "Assim... mais fundo..."

Ela era selvagem, sem rodeios. Seus gemidos eram altos, seus quadris se moviam com uma fome insaciável. Ela não tinha pudores, não tinha vergonha.

— "Você é tão gostosa, Larissa," — gemi, apertando seus quadris. — "Tão apertada..."

— "E você é tão bom, primo," — ela respondeu, ofegante. — "Tão bom... mas eu quero mais."

Ela se virou, puxando-me para um beijo molhado e faminto enquanto eu continuava a penetrá-la, agora de frente, suas pernas envolvendo minha cintura.

— "Olhe nos meus olhos," — ela ordenou. — "Quero ver seu rosto quando você gozar dentro de mim."

Nossos olhos se encontraram enquanto eu a empurrava contra a parede, o ritmo frenético. Seus olhos castanhos brilhavam com desejo, e eu vi neles algo que não tinha visto nas outras — uma fome verdadeira, insaciável.

— "Você é tão safada," — gemi. — "Tão safada, Larissa..."

— "Eu sei," — ela respondeu, rindo contra meus lábios. — "E você adora isso. Adora uma mulher que sabe o que quer."

Ela apertou as pernas ao redor da minha cintura, puxando-me para mais fundo dentro dela.

— "Goza comigo, primo," — ela sussurrou. — "Goza comigo agora."

Senti o aperto ao redor do meu pau se intensificar, e o mundo explodiu em branco. Meu corpo se arqueou contra o dela enquanto eu me derramava dentro de Larissa, e ela tremeu contra mim, um gemido alto escapando de seus lábios enquanto seu orgasmo a consumia.

Nós colapsamos, ofegantes. Larissa se virou, me beijou com fome e riu.

— "Você é bom. Muito bom." — Ela passou a mão pelo meu rosto, seus olhos fixos nos meus. — "Mas sabe de uma coisa, Bernardo? Você ainda não viu nada. Eu tenho muito mais para te mostrar."

Ela se vestiu rapidamente, mas antes de ir, inclinou-se e sussurrou no meu ouvido:

— "Quando você estiver pronto para uma mulher de verdade, você sabe onde me encontrar."

Ela saiu com um balançar de quadris que era puro convite, deixando-me ofegante, confuso e mais excitado do que nunca.

Quando Larissa finalmente se foi, fiquei ali, encostado na parede, ofegante, tentando processar tudo o que havia acontecido naquele dia. Valentina, Clara, Mariana, Larissa — todas elas haviam passado pela mansão, todas elas haviam deixado sua marca.

Foi então que vi Beatriz.

Ela estava na varanda do andar superior, seus olhos castanhos fixos em mim. Seu corpo estava imóvel, suas mãos apoiadas no parapeito. Ela havia visto tudo — Larissa se ajoelhando, Larissa me beijando, Larissa saindo com aquele sorriso de satisfação.

Nossos olhos se encontraram por um breve instante. Ela não disse nada. Apenas se virou lentamente e desapareceu para dentro da casa.

Senti um aperto no peito.

Mais tarde, a encontrei na biblioteca. Ela estava sentada em uma poltrona, um livro aberto no colo, mas seus olhos não estavam nas páginas. Estavam em mim.

— "Bia," — comecei, sentando-me ao lado dela. — "Eu vi você na varanda."

Ela ergueu os olhos lentamente, um sorriso que não alcançava os olhos curvando seus lábios.

— "Vi mesmo, irmãozinho?" — ela perguntou, a voz leve, quase indiferente. — "Eu só estava pegando um pouco de ar."

— "Beatriz..."

— "Não precisa se explicar," — ela interrompeu, fechando o livro com um estalo seco. — "Eu sei o que elas querem. E eu sei que você tem que fazer o que tem que fazer."

Ela se levantou, seus olhos encontrando os meus.

— "Não é sobre o sexo, Bernardo," — ela disse, a voz mais suave. — "Aqui todo mundo transa com todo mundo. Isso nunca foi problema." — Ela passou a mão pelo meu rosto com uma delicadeza que me desarmou. — "O que me incomoda é que todas elas estão agindo como se você fosse um prêmio a ser conquistado. E eu... eu só queria que você soubesse que você é mais do que isso para mim."

Ela inclinou a cabeça, seus olhos brilhando com algo que eu não conseguia nomear.

— "Quando estávamos juntos, depois da festa, naquela noite... não foi só sexo para mim." — Ela apertou minha mão. — "Foi real. E eu só queria que você não esquecesse disso."

Ela sorriu, um sorriso sincero, e beijou minha bochecha.

— "Eu não estou com ciúmes das suas primas, irmãozinho. Eu só não quero que elas te façam esquecer quem você é."

Ela saiu da biblioteca, deixando-me em silêncio.

Mais tarde, enquanto eu ainda vagava pela mansão tentando processar o dia, encontrei Helena na sala de estar. Ela estava sentada em uma poltrona, uma xícara de chá nas mãos, os olhos verdes fixos em algum ponto distante.

— "Mãe," — chamei, sentando-me ao lado dela. — "Posso falar com você um momento?"

Ela me olhou com um sorriso suave.

— "Claro, meu amor. O que está te incomodando?"

Respirei fundo.

— "As primas... todas elas vieram hoje. Valentina, Clara, Mariana, Larissa." — Hesitei. — "Eu sei o que elas querem. Mas... por que tanta pressa? Eu ainda tenho três anos."

Helena pousou a xícara e me olhou com seus olhos verdes cheios de sabedoria.

— "Porque você é o herdeiro do núcleo principal, Bernardo. Seu pai é o mais velho, o centro do poder. E você, meu filho, é o futuro." — Ela pousou a mão sobre a minha. — "Todas as primas querem estar no centro disso. Não é apenas sobre você — é sobre o que você representa."

— "Então elas não me querem por quem eu sou," — disse, a voz baixa. — "Elas querem o que eu represento."

Helena inclinou a cabeça.

— "Não é tão simples. Valentina sente atração real por você. Clara admira sua inteligência. Mariana gosta da sua doçura. Larissa adora sua energia." — Ela sorriu. — "Mas o poder sempre será um fator, Bernardo. Sempre."

Ela se inclinou e seus lábios encontraram os meus em um beijo lento e demorado. Sua mão deslizou pela minha nuca, puxando-me para perto, enquanto seu corpo se pressionava contra o meu no sofá. Por um momento, esqueci todas as primas, esqueci da confusão, esqueci de tudo — só existia o calor de Helena contra mim.

Quando o beijo terminou, ela passou a mão pelo meu rosto com uma doçura que só uma mãe poderia ter.

— "Você é meu filho, Bernardo. E eu sempre estarei aqui para você. Não importa qual prima você escolha. — "Ela sorriu. — "O coração sabe o caminho. Deixa ele te guiar."

Ela beijou minha testa.

— "Agora vá descansar. Você teve um dia longo."

Deitei-me na cama, mas o sono não vinha.

As imagens do dia se repetiam em minha mente — Valentina cavalgando sobre mim com aquela fome insaciável, Clara me beijando com tanta intensidade, Mariana sorrindo com tanta doçura, Larissa me fodendo contra a parede do jardim com aquela selvageria que me deixou sem fôlego.

Quatro primas. Quatro mulheres diferentes. Cada uma com seu estilo, cada uma com seu desejo.

E Helena. Helena me beijando, me abraçando, me dizendo que sempre estaria ali.

Mas uma coisa não saía da minha cabeça.

Beatriz.

O que ela quis dizer com aquelas palavras? "Nenhuma delas te conhece como eu conheço." "Quando você quiser algo mais especial... você sabe onde me encontrar."

Ela é minha irmã. Ela sabe que irmãos não se casam. Então por que ela disse aquilo? Por que ela me olhou daquele jeito?

A confusão era maior do que qualquer desejo que eu sentia pelas primas.

Eu não sabia o que Beatriz queria. E aquilo me incomodava mais do que eu gostaria de admitir.

Fechei os olhos, o cansaço finalmente vencendo

Mas a pergunta ficou.

O que Beatriz realmente queria?

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Foto de perfil de Contos_do_LoboContos_do_LoboContos: 51Seguidores: 81Seguindo: 0Mensagem Onde o instinto encontra a escrita. Aqui, as fantasias mais profundas ganham vida em forma de contos. Entre e perca-se nas histórias de quem observa o desejo de perto.

Comentários

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Deliciosa saga, É um conto de rompe tabus. Vi que não há nenhuma restrição com a homossexualidade feminina, mas e o envolvimento entre dois homens, já que as mulheres se tocam, se chupam. Não vai haver sexo entre homens? Oral, penetração?

Concordo que está repetitivo, a inserção de mais homens na história ficaria legal tb.

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Cara, a história é ótima, mas você abusa de IA! Tá repetitivo demais! As mesmas frases e palavras, a todo momento. Tem o núcleo,mas o entorno está ficando chato.

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Continua!

Posta com mais frequência.

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