✨ Apoie a Casa dos Contos e leia sem interrupções — R$36/ano. Saiba mais →

Pai e filho se reencontram e se tornam amantes | Capítulo 1: A chegada

Um conto erótico de SmokeBear
Categoria: Gay
Contém 2589 palavras
Data: 08/09/2026 16:12:58

Acordei na madrugada daquela sexta-feira e não consegui dormir mais. Era a primeira vez em seis anos que eu veria meu filho e a ansiedade do reencontro já me consumia havia alguns dias. Desde que vim morar em São Paulo, depois do meu divórcio, nos vimos poucas vezes e menos ainda depois que a pandemia mudou a vida de todo mundo. Eu estava trabalhando muito, ele havia começado a faculdade no interior e, exceto por uma ou outra videoconferência — prática que havia ganhado popularidade na época, nossa comunicação atual se restringia a ligações esporádicas e mensagens no Whatsapp para saber se estava tudo bem.

Tomei um café enquanto fumava um cigarro e observava o dia amanhecer. Meu filho havia se formado em Arquitetura e Urbanismo há pouco tempo e, depois de dois estágios bem sucedidos, conseguiu uma ótima oportunidade de trabalho em São Paulo. Ele ia passar algum tempo comigo até se estabilizar e conseguir alugar seu próprio espaço. Eu estava muito orgulhoso e feliz, claro, mas principalmente preocupado: como seria dividir minha casa e minha vida novamente com uma pessoa de quem eu estava tão distante, apesar de ser muito importante e eu amar incondicionalmente? O que será que ele pensava sobre tudo isso? Será que tinha raiva de mim? Afinal, eu não consegui nem ir à sua formatura, por exemplo…

Fui para o banheiro e tomei um banho, antes que meus pensamentos perdidos me atrasassem para buscá-lo no aeroporto. Vesti uma roupa não muito formal mas também nada muito casual — achei que a ocasião pedia isso. Cheguei em Congonhas com alguma antecedência, mas demorei para achar uma boa vaga para estacionar. Corri para o desembarque quase em cima da hora da chegada do voo e o esperei, batendo o pé de ansiedade e esfregando as mãos uma na outra. De repente, sinto alguém cutucar meu ombro e dizer “oi, pai!”. Virei assustado e, se ele não tivesse me chamado de pai, talvez não o tivesse reconhecido.

Renato tinha 23 anos na época e eu não o via pessoalmente desde seu aniversário de dezesseis. Claro que eu não esperava reencontrar um adolescente imberbe, mas o que vi me espantou. Definitivamente, suas poucas fotos que eu via em redes sociais e Whatsapp não faziam justiça. Ele tinha deixado crescer uma barba cheia e bem cuidada, seu cabelo estava cheio e viçoso, havia engordado um pouco e tinha uma barriguinha. O abraço que me deu em seguida mostrou que a academia o estava deixando forte e parrudo. Ele também vestia uma calça e uma camisa que, apesar de não serem formais, não eram muito casuais. Parecia que tínhamos combinado.

De alguma forma, foi como olhar em um espelho e me ver mais jovem. Apesar da diferença de altura — eu tenho 1,85m enquanto ele deve ter no máximo 1,75m, da minha barba estar quase toda grisalha e meus cabelos não terem mais o mesmo volume e viço de antes, éramos bem parecidos. Eu também tinha uma barriga que foi cultivada com o tempo e me esforçava na academia para retardar a perda de massa muscular natural de um homem chegando a seus cinquenta anos. Bem, o fato é que meu filho era um homem feito.

— Filho, desculpa, eu não vi você sair — eu disse, interrompendo o abraço e já começando a primeira de um rol de desculpas que ensaiava desde que concordamos que ele moraria por um tempo comigo — acho que acabei chegando depois do seu voo pousar.

— Que nada, pai. Eu acabei de sair do portão. É que realmente está cheio aqui, né? Sexta-feira de manhã, ponte aérea, essas coisas…

Sorri, feliz ao ver como ele havia se tornado um homem bonito. Foi nesse momento que percebi quantas saudades eu tinha do meu filho e de certa forma todas as preocupações sumiram por um momento. Eu só queria aproveitar a oportunidade de me aproximar de Renato.

— Então, vamos para casa? Quero te ajudar a se instalar antes de eu ir para o trabalho.

Peguei uma de suas malas e nos dirigimos para o estacionamento, enquanto ele me contava como havia sido o voo e sua despedida da mãe e dos amigos. Quando paramos para esperar o semáforo de pedestres abrir e cruzarmos a passarela, inconscientemente tirei meu maço de cigarros do bolso e acendi um. Qual foi minha surpresa ao olhar para o lado e ver que meu filho havia feito o mesmo?

— Ué, filho?! Desde quando você fuma??

— Ah pai, acho que desde o começo da faculdade. Sabe como é, né? Tem algum problema pra você? — perguntou ele, gentilmente e de forma respeitosa.

Parei e pensei um pouco. Rapidamente considerei que, se eu queria restabelecer meu relacionamento com meu filho adulto, começar com uma bronca ou uma lição de moral talvez não fosse o melhor caminho. Seria até hipocrisia da minha parte, que fumava há bastante tempo. Aliás, meu filho havia crescido vendo seu pai fumar cigarros e charutos. Fiz um sinal de “não” com a cabeça enquanto dava mais uma tragada. Talvez a coisa que mais me chamou a atenção nesse episódio foi perceber que Renato fumava a mesma marca que eu.

Colocamos suas malas no bagageiro e seguimos para encarar o trânsito matinal de São Paulo. Durante o trajeto, ele me contou um pouco mais sobre o que esperava do novo emprego e como havia sido sua experiência nos estágios em escritórios de arquitetura. Eu falei um pouco sobre como estavam as coisas no meu trabalho hoje em dia. Ele me interrompeu tirando o maço de cigarros do bolso e perguntando se tinha problema fumar no carro. Respondi que não e fiz o mesmo. Talvez fosse melhor me acostumar com a ideia logo.

Antes que a conversa morresse, resolvi mudar de assunto e perguntei se ele estava saindo com alguém. Imediatamente, me arrependi. Eu sabia que Renato havia saído do armário e se assumido gay há dois anos porque sua mãe fez questão de me contar. Como nunca conversamos sobre isso, eu não fazia a menor ideia se ele sabia que eu estava a par de sua orientação. Falar sobre isso era natural para mim pois, desde que meu casamento terminou, decidi explorar minha bissexualidade e só estava me relacionando com homens. Mas eu tinha certeza que meu filho não sabia disso, já que eu nunca havia tocado nesse assunto com a família.

— Eu namorei por um tempo com um carinha que conheci na faculdade, mas já acabou. Com essas mudanças todas na minha vida eu nem tenho tido tempo para nada — respondeu ele, dando uma risadinha no final.

A naturalidade e espontaneidade de sua resposta me deixaram aliviado. Fiquei feliz pelo assunto não ser um tabu. Talvez um dia eu me sentisse à vontade para falar com ele a respeito da minha orientação.

Finalmente, chegamos em casa e eu lhe mostrei o apartamento. A diarista havia ido no dia anterior, então o lugar estava um brinco. Eu fiz questão de pessoalmente arrumar o quarto de hóspedes que, como toda pessoa que mora sozinha sabe, com o tempo havia se tornado também o quarto da bagunça. Organizei o espaço, comprei lençois e toalhas novas, instalei uma televisão e montei uma pequena mesa de escritório para que ele pudesse trabalhar confortavelmente, se precisasse. Queria que meu filho se sentisse totalmente em casa durante o período que passasse ali.

Pedi desculpas a ele e disse que precisava sair correndo para o trabalho, mas tentaria voltar cedo para jantarmos juntos e conversarmos mais para colocar a vida em dia. Perguntei se ficaria bem e fiz questão de reforçar que aquela casa também era dele, e que poderia ficar totalmente à vontade. Ele me agradeceu e me deu outro abraço, apertado e terno. Afaguei seus cabelos e lhe dei um beijo na testa. Fui para o trabalho feliz. Tudo estava dando certo!

Infelizmente, imprevistos aconteceram durante o dia e eu me atrasei. Mandei uma mensagem para Renato avisando que estava saindo do escritório e pedindo que me esperasse para escolhermos algo no app de delivery. Ele respondeu dizendo que eu não precisava me preocupar pois havia dado uma volta pelo bairro, se matriculado em uma academia — a mesma que a minha, por coincidência, passado no mercado para comprar algumas coisas e estava cozinhando uma massa para nós. “Que beleza”, pensei. “Meu filho continua sabendo se virar!”.

Quando cheguei, uma nova surpresa. Renato estava organizando a mesa para o jantar e, talvez por conta do calor, ou do costume, estava sem camisa, usando apenas um calção e um par de chinelos. Aparentemente, ele havia levado minha recomendação de se sentir à vontade bem à risca, o que me deixava confortável também, de alguma forma. O fato é que, ao ver como seu peito, barriga e costas eram peludos — muito mais do que eu jamais fora, inclusive — e como sua barriga era redondinha e seu peito e braços fortes, tive um estalo: já estava claro para mim desde o aeroporto que Renato era um homem feito. E isso significava que eu estava prestes a dividir minha rotina por algum tempo não só com meu filho, mas com outro homem!

— Credo, que foi, pai?? Aconteceu alguma coisa? — perguntou ele, ao me ver parado, sem reação.

— Na-nada não, filho. Eu estou um pouco surpreso, só isso!

— Ué, com o quê? É só um macarrão — disse ele, abrindo um sorriso largo, quase debochado.

— Não é isso… Primeiro, que bom que você sabe se virar. Mas você sempre foi agilizado, né? Na verdade, eu estou surpreso de ver que você… É um homem! Meu menino agora é um homem!

— Ahahaha, como você é bobo — respondeu ele se aproximando e me dando um abraço e um beijo no rosto — Agora vamos comer, antes que esfrie!

Afaguei seus cabelos e respondi que ia tomar um banho rápido antes. Voltei à sala só de calção e chinelos, o que também era um costume meu, e não pareceu surpreender meu filho. Jantamos e conversamos mais sobre o tempo que ficamos distantes e eu pedi desculpas por não ter sido mais presente. Ele respondeu que entendia e que para ele também era complicado manter contato frequente, principalmente quando começou a faculdade e depois os estágios. Ele entendia que eu precisava me mudar por conta de oportunidades profissionais e que o deslocamento entre cidades não era fácil. Afirmou que sempre sentiu minha preocupação em relação a ele, que nunca lhe faltou nada e me agradeceu por isso. Aparentemente, essa não era a mesma realidade de alguns de seus amigos que também tinham pais divorciados.

Terminado o jantar, deixamos as louças na pia e me encarreguei de lavá-las na manhã seguinte, já que ele havia tido o trabalho de cozinhar para nós logo em sua primeira noite em São Paulo. Enquanto alcançava o controle remoto e ligava a televisão, ele perguntou se eu ainda tinha o hábito de assistir ao noticiário. Respondi que sim, enquanto inconscientemente começava o meu ritual de quase todas as noites, mas particularmente das sextas-feiras: peguei um charuto dentro do umidor e comecei a acendê-lo. Percebi que Renato me olhava enquanto eu o fazia e disparei:

— Não vai me dizer que você fuma charuto também?!

Ele assentiu com a cabeça, novamente com um sorriso que dessa vez era um pouco serelepe:

— Muuuito, muito de vez em quando, só. Mas eu fumo sim.

Imediatamente, tirei um charuto do umidor e lhe ofereci, sem pensar muito a respeito. Ele respondeu que não estava com vontade de fumar um inteiro mas que, se eu não me incomodasse, ele experimentaria o meu. Respondi que tudo bem, já pegando o cinzeiro e sugerindo que nos sentássemos no sofá. Ele foi à geladeira pegar umas cervejas que havia comprado para nós e logo se sentou ao meu lado.

É importante dizer que o ritual do charuto para mim tinha várias conotações, e uma delas era… sexual. Na verdade, eu descobri minha atração por pessoas do mesmo sexo observando outros homens fumando charuto. Era algo que me deixava excitado, principalmente quando estes homens tragam a fumaça antes de baforar, o que não é muito comum entre apreciadores de charutos mais puristas e nem mesmo recomendável. Como eu fumava cigarros, era quase automático tragar a fumaça do charuto também, ainda que eu estivesse ciente das complicações para minha saúde.

Depois de algumas baforadas, passei o charuto para Renato. Como aquilo era estranho… Eu ainda precisava me acostumar com muita coisa — ou talvez começar a estabelecer alguns limites. Afinal, como o charuto era algo que me deixava com tesão, era comum que muitas noites terminassem com uma punheta enquanto fumava. Definitivamente, eu não tinha parado para pensar nas implicações quando acendi aquele charuto. E não ajudou muito olhar para Renato e vê-lo soltando longas baforadas e, antes de me devolver o charuto, dando uma última puxada forte, tragando toda aquela fumaça e a soltando de forma calma e lenta. Sem engasgar, ou tossir. O garoto sabia muito bem o que estava fazendo. Algo me dizia que ele não fumava charutos apenas “muito de vez em quando". Contudo, a mera consciência de que era meu filho ali ao meu lado impediu que meu corpo reagisse de qualquer forma àquele estímulo.

— Você sabe que charuto não se traga, né?

— Olha, pai, se minha memória não me falha, você sempre tragava os seus, não?

— Touché, respondi dando uma longa tragada no charuto. Renato só sorriu, deu um gole na cerveja e continuou focado na televisão.

Depois que o noticiário acabou, escolhemos alguma bobagem para assistir em um serviço de streaming enquanto terminamos o charuto e as cervejas. Acabamos assistindo um filme até o final, e até lá ainda fumamos pelo menos dois ou três cigarros cada um. Entrei em um modo totalmente não verbal, pensando no que estava acontecendo. O fato de meu filho ter se tornado um homem barbudo e peludo e estar sentado ao meu lado tomando cerveja e fumando um charuto de uma forma que geralmente me excitaria não era nem de longe o que eu esperava dessa experiência.

Além disso, foi impossível não lembrar de Flávio. Uns dois anos atrás, eu tinha namorado com um garoto mais novo que eu, porém mais velho que Renato. Costumávamos passar algumas noites juntos em casa, fumando charutos e fodendo ao mesmo tempo. Ele também tragava a fumaça, que trazia à minha boca em meio a um beijo, e eu fazia o mesmo com ele em seguida. O charuto sempre fez parte da nossa dinâmica. Era uma delícia fodê-lo de frango assado com um charuto na boca, enquanto o via dar longas tragadas e gozar sem mesmo encostar no pau ao sentir que eu despejava todo meu leite em seu rabo.

— Eita, pai, deu uma viajada aí, hein? Quer ir dormir? — perguntou Renato, me acordando do meu delírio consciente.

— Acho que sim, filho. E você devia ir também, né? Deve estar morrendo de sono.

— Ah, eu consegui dar uma cochilada de tarde. Mas vou sim. Quero acordar cedo pra dar uma volta pela cidade.

Ele se aproximou, deu um beijo no meu rosto e um abraço meio desajeitado. Foi a primeira vez que nossos troncos despidos se encontraram de alguma forma. Desejou boa noite e, antes de adentrar o corredor, virou para mim e disse:

— Ah, gostei bastante desse charuto, viu? A bitola é grossa, geralmente são esses os que mais gosto. O fluxo dele é perfeito pra quem gosta de tragar. Depois vamos trocar umas ideias sobre marcas, e tal.

Eu só consegui permanecer sentado no sofá por mais alguns minutos pensando: “sim, é um homem feito, de fato".

Curta uma leitura sem interrupções.
Conheça o plano sem propagandas (R$36/ano — menos de R$3/mês) →
Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 34 estrelas.
Incentive SmokeBear a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.
Foto de perfil genéricaSmokeBearContos: 10Seguidores: 14Seguindo: 5Mensagem Urso maduro, fumante, amante de ursinhos jovens maiores de idade

Comentários

Foto de perfil de BRU TTE

Adorei esse inicio do conto. Adoro contos de incesto... adoraria ter um pai safado assim (se nudista melhor ainda kkkkk) parabéns pelo conto.

0 0
Foto de perfil genérica

Muito obrigado! Espero que goste dos próximos capítulos!

0 0
Foto de perfil genérica

Eu gostei bastante desse começo vc escreve muito bem e com detalhes kk

0 0
Foto de perfil genérica

Que bom que você gostou! Espero que curta os próximos capítulos.

0 0
Foto de perfil genérica

Amo um reencontro rsrsrs! Sinto que as coisas que acontecerão entre esses dois nos próximos capítulos " se tiver" serão muito gostosas.

0 0