Eu estava molhada. Dava pra sentir acontecendo, quente, escorrendo devagar por dentro da calcinha. E eu gemi. Alto. Alto mesmo, sem me policiar — porque ali não tinha filho no corredor, não tinha porta pra escutar, não tinha nada.
Ele chupava e olhava pra cima, pra ver a minha cara enquanto fazia. Isso quase me acabou. Segurei a cabeça dele com as duas mãos e apertei contra mim, com força, com vontade de enfiar aquela boca pra dentro de mim.
— Isso. Assim.
Foi tudo que eu consegui falar. A minha cabeça tinha desligado, não sobrou frase inteira ali dentro. Enquanto ele estava ocupado, eu desci a mão e fui na fivela do cinto. Abri o botão, puxei o zíper e enfiei a mão dentro da cueca.
Ele era grosso. Duro de doer, latejando na minha mão, quente, escorregadio na palma — e o peso daquilo me deu água na boca. Apertei só pra sentir o tamanho. Pra saber o que estava vindo. E o meu corpo entendeu antes de mim: contraí de novo, fundo, só de estar segurando.
Tirei pra fora e comecei a punhetar devagar, com o pulso, sentindo crescer mais um tanto a cada subida. Ele grunhiu no meio dos meus peitos, e o grunhido bateu na minha pele e desceu junto com todo o resto.
E aí a mão dele foi na barra da minha saia e subiu tudo de uma vez, empurrando o tecido até a cintura. Passou a mão por cima da calcinha primeiro, achou o rego com dois dedos e apertou de leve, medindo.
Encontrou tudo encharcado.
— Caralho, mulher…
Eu não tinha o que responder. Estava melada até o meio da coxa e ele nem tinha me tocado direito ainda.
Ele puxou a calcinha pro lado e enfiou os dedos e eu ouvi o barulho que aquilo fez.
— Ah! — Foi um gemido, mas saiu com a força de um grito.
O fogo pegou por inteiro nos primeiros minutos. Voltou o tesão que eu tinha aos dezessete — aquele que não pede licença, não pensa, só quer. E num impulso eu virei ele de costas pra cama, antes que ele tentasse qualquer coisa, e empurrei.
O homem se deixou cair rindo.
Meu Deus, que cara de safado ele fez. Completamente doido, deitado ali me olhando de baixo pra cima igual bicho na hora de comer. Puxei a calça e a cueca de uma vez, o pau saltou livre pra fora, e eu nem me incomodei em tirar o resto. Ficou tudo enroscado no joelho dele. Não importava.
Eu só me abaixei e chupei. Com gosto.
Nunca fiz ranking de nada sexual na minha vida. Mas se um dia eu fizesse, aquele foi o melhor boquete que eu já dei. E eu fiz bem feito. Comecei devagar, com a língua, subindo pela veia de baixo até em cima, e parei embaixo da cabeça — naquele pontinho — e fiquei ali batendo com a ponta da língua, rápido, sem parar.
Ele soltou o primeiro gemido. Alto. Sem vergonha nenhuma. Um "aaaah" arrastado que encheu o quarto inteiro. E aquilo me quebrou.
Que delícia infernal era ouvir um homem gemer, eu amo quando os homens gemem, e ali ele podia. Ele podia gritar. Ele podia acordar o motel inteiro se quisesse — e cada barulho que saía daquela boca ia direto pra minha buceta.
Então eu quis mais.
Botei pra dentro. Fundo, até bater na garganta, até meus olhos lacrimejarem, e subi devagar chupando com força, as bochechas encovadas, deixando escorrer tudo. A mão fechada na base acompanhando, torcendo no pulso, girando de um lado pro outro enquanto a boca fazia o resto.
— Puta que… caralho, caralho…
Mais alto. Melhor.
Tirei da boca e desci. Passei a língua inteira pelo saco dele, chupei um, chupei o outro, com calma, enquanto a mão continuava punhetando em cima. Ele arqueou as costas e agarrou o lençol com as duas mãos.
— Não para. Pelo amor de Deus, não para.
Eu ri. Ri com aquilo na boca.
Voltei pra cima, engoli de novo, e agora era ritmo — mão e boca no mesmo movimento, apertando na subida, soltando na descida, a língua achatada por baixo a cada volta. Eu chupava e ele gritava. Eu apertava e ele gritava mais. E quanto mais ele gritava, mais louca eu ficava. Eu estava me esfregando no colchão enquanto chupava, sem nem perceber, o quadril indo sozinho.
Eu tinha esquecido o que era aquilo. O poder que é aquilo. Um homem daquele tamanho desmanchando na minha boca, e eu dona de cada som que saía dele.
Senti inchar. A perna dele começou a tremer.
— Eu vou… eu vou gozar, eu vou…
Eu não tirei. Peguei mais fundo, apertei a base e puxei — puxei pra cima com força, com a boca e com a mão ao mesmo tempo e ele gozou gritando.
Jorrou quente na minha boca, em jatos, um atrás do outro, e eu segurei ele ali dentro sentindo cada tranco. Deu um espasmo. Dois. E apagou.
Eu engoli. Engoli tudo, olhando na cara dele.
E aí eu comecei a rir.
Porque o cara tinha encolhido na cama, virado de lado, uma das mãos esticada pra frente pedindo trégua, tremendo, sem conseguir falar — daquele jeito que a gente fica quando o prazer passa do ponto e vira tortura.
— Calma… calma, mulher… — ele conseguiu dizer, com voz de quem tinha corrido dez quilômetros.
Deitei do lado dele, feliz da vida, ainda rindo, limpando o canto da boca com o dedo já pensando: Quem tem homem sabe que depois que ele goza, é preciso esperar um pouco.
Mas ele não quis esperar.
Foi mais uma sessão curta de beijos e o resto da roupa já estava espalhada pela cama — minha saia num canto, a calcinha sabe-se lá onde, a calça dele finalmente saindo do joelho. E aí ele parou pra me olhar.
Eu estava nua na frente de um homem pela primeira vez em muito tempo. Com esse corpo judiado, com as marcas de dois filhos, com tudo que o tempo cobrou de mim. E ele me olhou de um jeito que eu não sei explicar direito. Aquele olhar fulminou toda a insegurança que eu tinha. Toda.
— Agora é a minha vez.
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