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Os 3 Amigos (Capitulo 8)

Da série Sindrome Cavalar
Um conto erótico de Emyrys
Categoria: Gay
Contém 2365 palavras
Data: 07/09/2026 09:28:46

Dio

Esse foi um daqueles dias em que tudo aconteceu de uma só vez, porque desgraça pouca é muita bobagem, quando ela vem é em bando.

Eu estava no banheiro encarando o consolo que o doutor havia me dado alguns dias atrás, eu ainda não tinha usado ele, a ideia de enfiar um pedaço de plástico dentro de mim me causava nojo, mas as coisas estavam ficando feias nesses dias, eu estava fazendo meu melhor para fugir de Sam e Eric, mas o liquido que eu produzia estava fora de controle, ao ponto de escorrer pelas minhas pernas, meu abdômen doía e contraia o dia inteiro, como uma fome estranha, quando eu ia pegar o consolo a porta do banheiro se abriu de maneira violenta, batendo contra a parede e como era esperado, Eric, o inimigo de portas de banheiro ou qualquer tipo de privacidade minha entrou por ela seguido de Sam.

‘O que houve com você, porque não apareceu lá em casa ontem?’ Eu olhei para Eric, só usando o short de dormir, o peito a mostra e entre as pernas aquele volume obsceno. Desde o dia em que eu chupei ele consegui evitar ficar a sós com Eric, me certificar que sempre estava cercado de gente, mas eu conseguia ver ele de canto de olho ficando cada vez mais irritado, se eu demorasse a ceder pra ele com certeza eu ia acabar violado no pátio da escola. Nesses três dias, nós dormimos juntos, mas eu consegui só entrar no quarto e me jogar na cama, sem tempo pra conversar irmão. A noite passada eu não consegui, foi demais pra mim, ficar perto de Eric e Sam estava me deixando louco, desejo de coisas que eu preferia não pensar.

Enquanto Eric me inspecionava, o olhar de Sam pousou sobre o consolo no balcão, eu queria enfiar minha cabeça em um buraco mas o pior ainda estava por vir: em seguida meu pai entrou no quarto segurando uma pilha de roupas minhas que eu achei que tinha escondido bem. Era oficialmente uma reunião de família, vamos convidar os tios e os primos também! Olha, esse é o banheiro gigante do meu filho, que ele usa pra tomar banho com seus dois vizinhos todo santo dia, e ali em cima do balcão você vai ver um consolo, observem enquanto ele soca isso no rabo!

‘Dio, o que significa isso daqui’ o tom dele não era de acusação, meu pai sempre foi muito tranquilo e compreensivo, meu pai era do tipo que tentava entender antes de julgar.

Eu senti os dois gigantes ao meu redor ficarem tensos e pegarem algumas roupas da pilha que meu pai segurava, os dois levaram as roupas até o rosto, inalando profundamente.

‘Garotos, eu não acho que vocês deveriam…’ meu pai falou confuso

‘Parece ser o lubrificante.’ Eric falou

‘Tem o mesmo cheiro’ Sam completou. Os dois sabiam?

‘Lubrificante? Qual lubrificante?’ Meu pai perguntou, e então ele percebeu o vibrador sobre o balcão.

‘Pai, pai, não, eu posso explicar, foi o doutor que me deu isso!’ eu corri e peguei o consolo, só pra em seguida Sam tomar ele da minha mão com certa violência, abrir uma gaveta do armário do banheiro e jogar ele lá dentro como se fosse a coisa mais nojenta do mundo

‘Doutor, que doutor meu filho?’

‘O da escola, ele disse que ia manter a síndrome sob controle…’

‘Síndrome? Qual síndrome? Como assim você está vendo um médico sem falar pra sua família?’ meu pai estava naquele limiar que os pais ficam de confusão, preocupação e perder a paciência.

Eu não me segurei e desabei em prantos, e enquanto chorava eu tentava explicar a situação, o que não deve ter sido compreensível pra ninguém. Meu pai colocou a mão no nariz entre os olhos, sinal de que ele estava ficando impaciente e com dor de cabeça, então olhou o relógio de pulso e declarou: ‘Coloque uma roupa, nós vamos ver esse médico agora.’

‘Agora?’

‘Sim, se tem um médico tratando do meu filho pelas costas ele me deve uma explicação, ele e a direção da escola também’

‘Pai..’ eu tentei argumentar mas Eric que tinha saído do banheiro estava de volta com um moletom cinza com capuz que eu gostava de usar quando queria passar despercebido e começou a colocar em mim.

Meu pai olhou Sam e Eric de maneira desconfiada. ‘E eu acho que vocês dois deveriam vir junto também, eu aviso seus pais no caminho.’

Eric deu de ombros e Sam disse irritado: ‘Eu não vou sair do lado dele’

Foi uma viagem de carro tensa, eu me recusei a sentar entre Eric e Sam, e fiquei sentado no banco da frente encolhido chorando enquanto meu pai fazia ligações. Eles iam descobrir que eu era uma aberração, e as coisas tinham chegado em um ponto que eu não conseguia mais lidar com tudo isso sozinho mesmo.

Sam e Eric jamais iam tocar em mim novamente, meu pai ia me expulsar de casa?

Em resumo, nós chegamos na enfermaria, meu pai ficou muito nervoso, apontou dedos falou alto, ouviu desculpas meia boca, levantou e começou a falar alto de novo vermelho de raiva quando ouviu que o nome da maldita síndrome era síndrome da cuceta, enquanto nós três ficamos sentados vendo pela primeira vez na vida meu pai ficar com raiva e falar alto com alguém. Então o doutor William mostrou pro meu pai o material institucional explicando o que era a síndrome e como tratar ela. Meu pai colocou a mão no meu ombro e enquanto lia incrédulo ele ia ficando cada vez mais pálido.

‘Então a secreção está mais constante e você tem dores na barriga certo Giovane?’ eu acenei que sim, o choro já estava sob controle, o doutor bateu a caneta que estava segurando contra a mesa pensativo. ‘Tem algo estranho, não deveria estar tão avançada assim...’ Ele olhou para Eric e Sam, como se percebesse pela primeira vez que os dois estavam na sala. ‘E porque vocês dois estão aqui, garotos?’

‘Eles cresceram juntos, são inseparáveis’ meu pai falou distraído enquanto escaneava os panfletos.

‘Cresceram juntos…’ o doutor analisou com olhar clínico os dois gigantes. ‘Quantos anos vocês tem mesmo?’

‘Os três têm a mesma idade.’ meu pai respondeu e percebeu o olhar de espanto do doutor, então ele olhou para nós três lado a lado e pareceu perceber algo pela primeira vez. Eu cresci com eles, mas acho que para alguém de fora Eric e Sam realmente deveriam ser grandes demais para a idade…

‘Tem alguma coisa de errado com isso?’ Eric perguntou apreensivo.

‘Você se importa de examinar eles dois também, doutor? Os pais deles estão a caminho, eles vão querer algumas respostas também.’ Meu pai pediu.

‘Claro, claro, isso vai ser interessante.’

‘Vai ajudar o Dio?’ Sam perguntou

‘Eu espero que sim’ respondeu o doutor, então Sam prontamente se levantou e seguiu em direção a área com cortinas que o doutor fazia exames. Algum tempo depois Eric repetiu o processo.

Finalizado os dois exames o doutor estava eufórico, nesse momento os pais de Eric e o pai de Sam já haviam chegado também, estávamos todos ansiosos aguardando o doutor falar.

‘Para ir direto ao ponto, enquanto Geovane apresenta síndrome da cuceta’ ao ouvir a palavra a mãe de Eric levou a mão à boca, chocada,, eu queria muito que aquilo tivesse outro nome. ’Samuel e Eric apresentam a também rara, mas cada vez mais frequente, Síndrome Cavalar’ todo mundo se entreolhou, como se perguntando se o outro conhecia o termo.

‘A síndrome cavalar não afeta o trato intestinal como a sindrome da cuceta…’(Ugh. ele podia parar de falar esse nome, pelo amor de deus?)’... faz, ela atua no saco escrotal e outras glândulas pelo corpo que produzem hormônio, os sintomas são uma puberdade super amplificada, fazendo o indivíduo crescer mais, ter mais massa muscular e seu membro peniano crescer desproporcionalmente’ Eric levou a mão cobrindo a virilha, o que era engraçado pois ele não estava nú. ‘Outros efeitos incluem alto nível de testosterona, libido e agressividade aumentadas’

‘Nossos garotos nunca foram agressivos, pelo contrário’ disse o pai do Eric

‘Sim, sim, essa é a parte extremamente interessante, algo que nunca foi observado antes. Tudo indica que seus filhos encontraram um equilíbrio entre suas síndromes. O único nessa equação que está totalmente desregulado é o próprio Dio.’ todos olharam para mim, exceto Eric, ele estava mesmo perdendo a chance de me ver humilhado desse jeito? Algo estava errado.

‘Pessoas com síndrome cavalar geralmente não tem contato com pessoas da síndrome da cuceta até ambos estarem maduros, porque a síndrome da cuceta’ eu queria muito que ele parasse de falar essa palavra e repetir ela constantemente. ‘é algo extremamente raro, existem menos de quarenta pessoas com essa condição no mundo, é um número muito pequeno para ser estudado, e muitos deles preferem sumir no mapa, ou pior, eles desaparecem.’ O doutor olhou sério para meu pai, e eu vi medo nos olhos dele, ele entendeu alguma mensagem oculta do doutor?

‘Revelar a localização de alguém com síndrome de cuceta é como colocar um farol no mar escuro, pessoas com síndrome cavalar costumam atravessar o planeta atrás desse tipo de unicórnio.’

‘E por que isso ocorre?’ Meu pai se manifestou

‘Veja bem, as duas síndromes se complementam em vários níveis, a síndrome cavalar causa mutações no indivíduo que tornam ele incompatíveis com um pessoa normal, é como se eles não pudessem encontrar nunca prazer pleno através da penetração com alguém normal’ Eu olhei para Eric e Sam, e me lembrei do quanto os dois estavam frustrados ultimamente, como todas as garotas rejeitavam eles. Eles já tinham entendido isso, eu vi os sinais, eu vi o medo no rosto deles nos últimos anos, ambos ouviam o que o doutor falava com atenção, mas resolutos, como alguém que confirma uma má notícia. ‘Pessoas com a síndrome cavalar costumam viver vidas normais, eles ainda podem se reproduzir por meios artificiais, e eles são até muito bem sucedidos, nossa estimativa é que metade dos bilionários no planeta atualmente sejam portadores da síndrome cavalar.’

Meu pai engoliu a seco.

‘E isso é um dos motivos que torna a sindrome da cuceta tão grave, se a localização do Geovane for revelada ele não vai ter paz, por isso eu não havia informado a diretoria da escola e nem mais ninguém sobre a condição dele’

Sam e Eric se viraram pra mim enquanto eu cobria minha cabeça com o capuz e me encolhi no banco, aquilo era um verdadeiro pesadelo.’ O tratamento e recomendações que eu fiz a ele serviriam para manter os efeitos da síndrome latentes, adormecidas, eu realmente não entendo o porquê dela estar se manifestando tão agressivamente assim, é como se ele tivesse recebido uma dose cavalar de hormônios.’

‘Puta merda…’ todos olharam para Eric, que estava com aquela cara de quem fez besteira. ‘Hmm, essa… essa dose cavalar de hormônio que você diz, pode vir do nosso esperma?’

O doutor olhava para Eric, como quem já soubesse que ele ia falar algo do tipo. ‘Sim, vocês dois tem algo a nos dizer?’

Eric esfregou os olhos exasperado e começou a confissão dele, olhando para o doutor mas ocasionalmente olhando para mim ‘Eu já sabia sobre… sobre a síndrome da cuceta, depois que o meu… meu negócio aqui começou a crescer daquele jeito eu passei horas em fóruns médicos e sites online procurando algo para me ajudar, até que topei com alguns relatos da síndrome cuceta, era meio que uma lenda urbana, até que uma noite Dio começou a apresentar os primeiros sintomas, na internet dizia que esperma masculino ajudava a controlar a síndrome e amadurecer o indivíduo mais depressa’ eu olhava Eric boquiaberto, incrédulo. ‘Quando eu vi que o Sam começou a gozar dentro dele eu resolvi colocar ele pra tomar o meu também.’

‘Você fez o quê???’ Foi a pergunta geral lançada tanto a Sam quanto a Eric. E enquanto todos olhavam para os dois o olhar deles estava fixo em mim.

Eric me manipulou, isso estava claro, mas Sam? Como assim dentro de mim? Ele estava fazendo isso no meio da noite? Eu me movimentei no banco incomodado e o olhar de Sam desceu até minhas pernas enquanto sua língua umedeceu seus lábios. Aquele era o olhar de desejo do Sam, eu conhecia ele o suficiente para saber isso, ele não queria fazer isso ali, naquela situação, não é mesmo?

A sala explodiu em caos, todos falando ao mesmo tempo

‘Como você pode fazer isso, filho?’

‘A gente jamais deveria ter deixado vocês dormirem juntos todos esses anos…’

‘Foi liberdade demais mesmo…’

‘Você está de castigo até o século que vem!’

Sam se virou para Eric e falou calmamente. ‘Você sabia.’

Eric soltou de volta zombando: ‘Você geme igual um babuíno quando goza, eu levei dois dias para perceber o que estava acontecendo, ele tem sono de pedra, eu não.’ Sam acenou e voltou a olhar pra mim, ele estava estendendo a mão em minha direção quando a gente ouviu baixinho:

‘Isso foi um estupro…’ todas as cabeças da sala se voltaram para a mãe de Eric, que segurava a mão contra o peito falando para si mesmo. ‘ele estava dormindo…’ então ela levantou a cabeça e percebeu que a sala estava em silêncio olhando para ela ‘N-na- não foi isso que eu quis dizer eu só estava…’

Mas o estrago estava feito, todos se levantaram de um só vez enquanto Samuel tentava se desvencilhar dos pais para me alcançar, era raro ver pânico no seu olhar, foi a primeira vez que eu vi um medo tão intenso. Eu puxei o braço do meu pai que olhou para mim. ‘Protege ele, por favor? E não deixa ele vir atrás de mim.’

‘Dio…’ meu pai disse olhando de mim para Samuel, os outros dois pais já estavam em cima dele ‘Tudo bem, vai!’ e então se jogou na confusão para afastar os outros dois pais de cima do Samuel, eu saí correndo me esgueirando pela porta e evitando o caos, enquanto eu corria pelo corredor vazio da escola eu ouvi ele gritar. ‘Me solta. Me larga, me deixa ir atrás dele! Geovane!'

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