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Todo mundo tem o seu valor - Capítulo 5 – O Casal do Apartamento

Um conto erótico de Darkness
Categoria: Heterossexual
Contém 6420 palavras
Data: 07/09/2026 09:13:18
Última revisão: 28/09/2026 07:47:27

O apartamento do Bruno ficava num prédio antigo na Zona Sul, daqueles com elevador que range e corredor com cheiro de comida. Eu tinha ido lá entregar umas encomendas que ele mandou receber na minha casa enquanto viajava a trabalho. Coisa de amigo — ele confiava em mim pra guardar as paradas até voltar. Mas também era desculpa pra sentar, tomar uma cerveja e bater papo.

Bruno era administrador de empresas, tinha trabalhado anos numa multinacional antes de abrir o próprio negócio. A gente se conheceu na academia, uns três anos atrás. Começou com aquele papo de "você pode me dar uma ajuda com esse exercício?" e virou amizade. Ele era um dos poucos caras que eu considerava próximo, mas não sabia dos meus esquemas. Sabia que eu era fotógrafo, que fazia Uber de vez em quando, que tinha uns bicos. Só isso.

A gente tava na sala, as encomendas já guardadas, cada um com uma cerveja na mão. Ele contava da viagem, de um cliente que quase fechou negócio e desistiu na última hora. Eu ouvia, fazia os comentários, ria.

Foi quando a briga começou.

No começo eram vozes abafadas atravessando o teto. Não dava pra entender as palavras, só o tom. O homem tava alterado, falando alto, a voz cortante. A mulher respondia, mas num tom diferente — mais recuado, mais defensivo.

Bruno olhou pro teto e balançou a cabeça.

— De novo — murmurou, mais pra si mesmo.

— O quê? — perguntei.

Ele tomou um gole de cerveja, como quem já tava acostumado com aquilo.

— O casal de cima. Mateus e Larissa. Brigam direto.

— Direto como?

— Todo santo dia, pelo menos uma vez. Não sei como ainda tão juntos.

As vozes aumentaram. Dava pra ouvir palavras soltas agora: "dinheiro", "conta", "gastou". O som era abafado, mas o conteúdo tava claro.

— O que acontece? — perguntei, mantendo o tom casual, como quem só puxa papo.

Bruno suspirou.

— Parece que o cara perdeu o emprego há uns meses e não conseguiu nada fixo desde então. A mulher trabalha — acho que num escritório, algo assim — mas o salário não é grande coisa. Eles tão vivendo no limite, e toda vez que ela compra algo que ele considera desnecessário, a briga explode.

Ouvi o som de alguma coisa batendo no teto — talvez um pé batendo no chão com força, talvez uma porta.

— Ela gastou com o quê agora? — perguntei.

— Um tênis de correr. Trezentos reais.

— Ela corre?

— Não. Nem caminha, pelo que eu sei. Foi pura vontade de comprar. O cara ficou louco.

As vozes ficaram mais nítidas. Dava pra ouvir a mulher tentando se defender, a voz tremendo um pouco.

— Foi só uma vez... eu trabalho o dia inteiro também. Mereço algo pra mim. Você vive me controlando!

A resposta do homem veio mais alta, mais agressiva.

— Você gastou trezentos reais num tênis que nem vai usar direito! A gente tá devendo cartão, aluguel atrasado, e você faz isso? Porra, Larissa!

O nome ecoou. Larissa. Mateus.

— O cara é agressivo assim sempre? — perguntei, a voz neutra.

Bruno fez uma careta.

— Não sei se é agressivo ou só desesperado. Mas o tom é sempre esse. E quando começa, não para até ela chorar ou ele sair batendo a porta.

Levantei e fui até a sacada. A noite tava caindo, mas dava pra ver a rua lá embaixo. O prédio ficava numa esquina, com vista pra um estacionamento de mercado no quarteirão de baixo.

Foi aí que eu vi eles.

O casal tava saindo do prédio, ainda discutindo. Da distância, não dava pra ver os rostos com clareza — só as silhuetas, os gestos. A mulher andava na frente, o homem atrás, gesticulando com raiva. Ela parou perto de um carro — parecia um Palio, velho, meio surrado — e se virou pra encarar ele. Dava pra ver os braços dela cruzados, a cabeça baixa de quem tava cansada de ouvir as mesmas coisas.

O homem com a camisa aberta, o corpo tenso. Gesticulava com raiva, apontando pra ela, depois pro carro, depois pro prédio.

Eu não conseguia ouvir as palavras, mas conseguia ver a cena. A forma como ela recuava, como os ombros se encolhiam. A forma como ele avançava, o corpo inteiro transbordando frustração.

Fiquei ali na sacada, assistindo em silêncio, por alguns minutos. Eles continuaram discutindo, os gestos cada vez mais exagerados. Depois ela entrou no carro e bateu a porta. Ele ficou parado, os punhos cerrados, olhando pro carro por um longo momento. Depois entrou também e o carro arrancou.

Bruno chegou perto, apoiou o braço no parapeito da sacada.

— Isso é todo dia. Mas eles nunca tão separados por muito tempo. Volta e meia tão de novo juntos, andando de mãos dadas no mercado, como se nada tivesse acontecido.

— Imagina ouvir isso todo dia — falei, mais pensando alto do que falando com ele.

— É, cansa. Mas fazer o quê?

Fiquei ali mais um tempo, olhando o lugar onde o carro tinha desaparecido. A cena ainda tava fresca na minha cabeça — a forma como ela recuava, a raiva dele, o silêncio pesado depois que o carro arrancou. A imagem do casal, as silhuetas contra a luz do fim de tarde.

Mateus e Larissa.

Não guardei como uma informação útil. Não pensei em como usar aquilo. Só fiquei com a imagem na cabeça, imaginando como devia ser ouvir aquela briga todo santo dia, como o Bruno tinha dito.

Umas três semanas depois, eu tava no shopping. Outro ensaio, outra loja, outro dia de trabalho legítimo que pagava as contas e mantinha a fachada. O sol já tava descendo quando terminei, resolvi cortar caminho pelo estacionamento.

O lugar tava vazio agora — fim de tarde de dia de semana, a maioria das pessoas já tinha ido embora. Uns carros espalhados, algumas luzes piscando, o eco dos passos no concreto.

Foi quando eu ouvi as vozes.

Não era briga. Não ainda. Era discussão, daquelas que já tão no limite, onde cada palavra é uma faísca e qualquer coisa pode incendiar. O som era abafado, distante, mas familiar.

Eu parei instintivamente, meio escondido atrás de uma coluna. Não era pra ficar observando. Era só que o som me chamou a atenção. E quando olhei, vi um casal perto de um carro.

Ela tava encostada no carro, os braços cruzados, a cabeça baixa. Morena, cabelos escuros meio bagunçados, corpo bonito de um jeito que parecia cansado. Usava uma calça jeans e uma blusa. Ele tava na frente, gesticulando, o corpo todo tenso.

A distância era grande. Eu não conseguia ver os rostos com clareza, não conseguia ouvir as palavras. Só a postura. A forma como ela se encolhia. A forma como ele avançava.

O carro era um Corsa. Mas a cena, a energia, o jeito que eles se moviam... tinha alguma coisa familiar.

Continuei observando de longe, sem me aproximar. Não queria me envolver. Não ainda.

Foi aí que ela falou alguma coisa. A voz era baixa, mas o tom era claro — ela tava pedindo pra ele baixar a voz. O homem olhou em volta, como se tivesse acabado de perceber que não tavam sozinhos.

Os olhos dele encontraram os meus. Ele tava a uns vinte metros, mas dava pra ver a mudança no rosto — a tensão, a desconfiança, a raiva que ainda não tinha esfriado.

— Ei! — a voz dele ecoou no estacionamento. — Você tá ouvindo? É algum problema?

Levantei as mãos devagar, mantendo a voz calma.

— Não, cara. Só passando. Não quero problema.

— Então passa logo.

— Tô indo.

Mas não fui. Não imediatamente. Fiquei ali por mais um tempo, observando a cena. A mulher ainda tava com a cabeça baixa, os braços cruzados. O homem ainda tava tenso, os punhos cerrados.

— Olha — falei, dando um passo devagar na direção deles. — Não quero me meter. Mas parecem estar passando por uma situação complicada. Talvez eu possa ajudar.

Ele me olhou com desconfiança.

— Ajudar como?

— Conversando. Pelo que ouvi o problema é dinheiro, sei como é quando o dinheiro aperta. Já passei por isso.

O homem ficou em silêncio por um momento, a respiração ainda pesada. A mulher levantou o olhar, me viu, e desviou de novo.

— Isso não é da sua conta — ele disse, a voz ainda tensa.

— Eu sei que não é. Mas às vezes uma conversa com alguém de fora ajuda. Não precisa me contar nada. Só estou oferecendo.

Ficamos em silêncio por um longo momento. O homem olhou pra mulher, depois pra mim, depois pro chão. A raiva tava ali, mas o desespero também.

— Mateus — ele disse, a voz baixa. — Ela é a Larissa.

— Lucas — respondi, estendendo a mão.

Ele apertou, rápido, sem firmeza. A mão dele tava suada.

— Desculpa a grosseria — ele disse, a voz um pouco mais calma. — É que... tá difícil.

— Eu entendo.

Larissa ainda não tinha falado. Só me olhava com os olhos grandes, o rosto cansado. Eu vi ela de perto agora. Morena, cabelos escuros bagunçados, corpo bonito que parecia carregar o peso de muitas brigas. Olhos fundos, expressão fechada. A forma como ela segurava os braços, os ombros encolhidos.

Foi aí que a ficha caiu.

Mateus e Larissa. O casal do apartamento do Bruno. As vozes pelo teto. A discussão que eu tinha ouvido semanas atrás. A silhueta dos dois na rua, de longe. O carro que eu achei que era um Palio, mas que devia ser esse Corsa que eu tava vendo agora.

A memória voltou completa. O que o Bruno tinha contado — o desemprego, as dívidas, o aluguel atrasado. E a compulsão dela, comprando coisas que não precisava.

Eles não sabiam que eu sabia. Não tinham ideia de que eu já tinha ouvido a briga deles, que eu já tinha visto a cena. Pra eles, eu era só um desconhecido que tinha parado pra conversar.

Era a oportunidade perfeita.

— Olha — falei, mantendo a voz calma. — Eu ouvi o que vocês estavam discutindo. Não foi intencional, mas ouvi. Parece que o dinheiro tá curto.

Mateus fechou a cara, mas não negou.

— É... tá.

— E parece que ela — olhei pra Larissa — gastou com alguma coisa que não devia.

Ela desviou o olhar, envergonhada.

— Foi uma blusa — murmurou, a voz baixa. — Eu sei que não devia. Mas eu...

— Você não precisava comprar — Mateus cortou, a voz amarga. — A gente não tem dinheiro pra isso. Você tem um monte de blusas. E você sabe.

Ela não respondeu. Só continuou olhando pro chão.

Fiquei em silêncio por um momento, deixando a tensão pairar. Depois falei, a voz calma.

— Olha, eu não sei o que vocês estão passando. Mas sei que quando o dinheiro aperta, qualquer coisa parece um peso. Contas, aluguel, cartão... parece que nunca acaba.

Mateus me olhou, e eu vi alguma coisa mudar no rosto dele. Alguma coisa se abrindo, como se fosse exatamente aqueles suas dívidas e preocupações.

— Faz dois meses que eu tô desempregado — ele disse, a voz baixa. — Tô mandando currículo todo dia, mas não aparece nada. Eu to fazendo uns bicos, mais nada se compara ao salário que eu ganhava. Ela trabalha, mas o salário mal dá pra sobreviver. E as contas tão acumulando.

Eu fiz uma expressão de compreensão, como se tivesse ouvindo aquilo pela primeira vez.

— Isso é foda. E a pressão não ajuda. A gente começa a brigar por qualquer coisa.

— Pois é — ele concordou, a voz cansada. — Qualquer coisa vira motivo de briga.

Olhei pros dois, deixando o silêncio se estender.

— E se eu pudesse ajudar?

Mateus me olhou, desconfiado de novo.

— Ajudar como?

Respirei fundo, como se estivesse pensando em algo.

— Olha, eu tenho um dinheiro aqui. Não é muito, mas pode ajudar a desafogar um pouco. Talvez pagar uma conta ou duas.

Tirei o envelope da mochila. Já tinha separado a quantia antes, guardado pra uma oportunidade que pudesse surgir no futuro, não imaginei que seria tão rápido. Não era sempre que eu encontrava um casal tão claramente desesperado.

Mateus olhou pro envelope, depois pra mim.

— Quanto?

Abri o envelope e contei as notas devagar, uma a uma, deixando o dinheiro brilhar sob a luz do estacionamento.

— Mil reais.

O silêncio foi pesado. Mateus não conseguia tirar os olhos do dinheiro. Larissa também não. Mas o olhar dela era diferente — uma mistura de choque e surpresa. Ela sabia o que aquele dinheiro significava que algo deveria vir em troca dele.

— O que você quer em troca? — Mateus perguntou, a voz rouca.

Eu guardei o dinheiro de volta no envelope, sem pressa.

— Olha, pela conversa, eu deduzi algumas coisas. Pelo visto, um de vocês dois não tá trabalhando. E pelo jeito, o desemprego é seu — olhei pra Mateus. — E ela — olhei pra Larissa — é uma mulher que gosta de comprar coisas, mesmo quando não pode. Isso cria uma situação complicada pros dois. Não é culpa de um só. É dos dois.

Mateus ficou em silêncio, os olhos fixos no envelope.

— Então, o que eu tô propondo é o seguinte: eu quero passar um tempo com a Larissa. Numa boa. Sem violência, sem pressão.

O silêncio que veio depois era cortante. Mateus ficou pálido. Depois vermelho. Os punhos cerraram de novo.

— Você tá louco? — a voz dele saiu rouca, e ele deu um passo na minha direção. — Isso é sério?

Levantei a mão, a voz mais firme agora.

— Calma, irmão. Escuta o que eu tô dizendo. Não tô forçando ninguém. Só tô oferecendo uma saída. Vocês tão desesperados por dinheiro. Eu tô oferecendo dinheiro. É simples.

Mateus parou, mas o corpo ainda tava tenso. Larissa continuava com a cabeça baixa, os ombros encolhidos.

— Isso é loucura — ela disse, a voz trêmula.

— Sim, pode ser sim loucura. — eu concordei. — Mas olha a situação de vocês. Contas acumuladas. E nenhuma perspectiva.

Abri o envelope de novo, tirei o bloco de notas e comecei a contar devagar, em voz alta.

— Cinquenta. Cem. Cento e cinquenta. Duzentos. Duzentos e cinquenta. Trezentos...

Cada nota era uma pancada. Cada contagem era mais peso.

— ...Quinhentos. Seiscentos. Setecentos. Oitocentos. Novecentos. Mil.

Terminei. Guardei de novo.

— Vou dar um dando um tempo pra vocês pensarem. Vou guardar a mochila no carro e volto. Cinco minutos.

Virei as costas e caminhei devagar até o Corolla, estacionado a uns metros dali. Não olhei pra trás. Não precisava. Eu sabia que eles tavam se olhando, conversando baixo, pesando a situação.

O desespero sempre vencia. A ansiedade, o tempo, as contas que não iam esperar. Tudo isso tava trabalhando a meu favor.

Coloquei a mochila no porta-malas, fechei devagar, e voltei.

Quando me aproximei, vi a cara deles. O constrangimento. A vergonha. E o desespero que ainda não tinha sumido. Mateus tava com a cabeça baixa. Larissa olhava pro chão. Sabia exatamente o que tinham decidido sem precisar ouvir.

— E aí? — perguntei, parando a alguns passos.

Mateus levantou o olhar.

— Se a gente aceitar, você vai dar os mil reais?

— É a proposta.

Ele olhou pra Larissa. Ela não olhou de volta. O silêncio se estendeu.

— A gente aceita — ele disse, a voz rouca.

— Eu quero ouvir isso dela.

Mateus olhou pra ela. Larissa levantou o olhar pela primeira vez desde que eu voltei. Os olhos tavam brilhando, mas era mais de choro que tesão, o rosto vermelho de vergonha. Ela não conseguia me encarar por muito tempo.

— A gente aceita — ela disse, a voz mal saindo, o olhar se inclinando pro chão de novo.

— Então me segue — falei, a voz calma. — Tenho um lugar perfeito pra isso.

Fui pro meu carro, entrei, liguei o motor. Pelo retrovisor, vi eles entrarem no Corsa.

Saí do estacionamento, eles atrás de mim. Como sempre o desespero sempre vencia.

Dirigi por uns quinze minutos, o Corsa grudado atrás de mim o tempo todo. Não precisei olhar pelo retrovisor pra saber que eles tavam ali.

O Studio ficava num prédio comercial meio antigo, desses que tão sendo reformados aos poucos. Eu tinha alugado o espaço há uns meses, pensando em montar um estúdio fixo pros trabalhos. Ainda tava arrumando, mas já tinha o básico — paredes pintadas de branco, luzes boas, uma cama de casal que eu usava pros ensaios mais ousados. E uma poltrona confortável no canto.

Era perfeito.

Parei o carro em frente ao prédio, desci e esperei. O Corsa parou atrás. Mateus desligou o motor e saiu, Larissa atrás. Ela não olhou pra mim. Ficou com os olhos fixos no chão, os braços cruzados.

Fui até a portaria, conversei rápido com o porteiro. Expliquei que ia receber umas visitas, que eles iam estacionar na vaga de prestador de serviços. O porteiro me conhecia, já tava acostumado comigo indo e vindo em horários estranhos.

— Pode estacionar lá dentro — falei, voltando até o Corsa. — A vaga de prestador de serviço. É só entrar e virar à esquerda.

Mateus assentiu sem falar nada. Subiu no carro e entrou no estacionamento.

Voltei pro Corolla, entrei, e segui atrás. Estacionei na minha vaga, peguei a mochila e o envelope. Pelo retrovisor, vi o Corsa entrando na vaga indicada. O motor desligou. A porta abriu.

Esperei.

Mateus desceu primeiro. Olhou ao redor, o corpo ainda tenso. Larissa demorou mais. Quando saiu, o movimento era lento, como se cada passo fosse um esforço. A cabeça ainda baixa.

Apontei pra escada.

— É aqui. Vamos.

Subimos os dois lances de escada em silêncio. Eu na frente, eles atrás. O eco dos passos no concreto era a única coisa que preenchia o espaço. No segundo andar, parei na porta. Tirei a chave, destranquei, empurrei.

— Desculpa a bagunça — falei, entrando. — Ainda tô arrumando.

O Studio era simples. Paredes brancas, piso de madeira. Um sofá pequeno encostado na parede. Uma poltrona confortável no canto, virada pra cama de casal. Luzes de estúdio montadas num tripé, alguns fundos de tecido pendurados. O lugar tinha cara de trabalho, mas também de intimidade.

Mateus entrou devagar, olhando ao redor. Larissa parou na porta, os olhos percorrendo o ambiente. A cama, a poltrona, as luzes.

— Você é fotógrafo? — ela perguntou, a voz baixa, surpresa.

— É. Tenho um estúdio aqui pros trabalhos.

— É bonito — ela disse, era a primeira vez que ela falava alguma coisa que não fosse por obrigação desde que eu conheci ela.

— Tô montando ainda. Mas já dá pro gasto.

Guardei a mochila num canto, e virei com o envelope na mão. Mateus não tirava os olhos dele. Larissa também não — mas os olhos dela iam do envelope pra cama, da cama pro envelope, como se ainda estivesse processando onde tava.

Andei até Mateus e estendi o envelope. Ele olhou pras notas dentro, contou rápido, e depois fechou.

— Tá certo — disse, a voz rouca.

— Acordo fechado?

Ele hesitou, olhou pra Larissa e depois os olhos voltaram pro envelope com o dinheiro. Depois assentiu.

— Fechado.

— Então fica à vontade — falei, apontando pra poltrona. — Ou pode esperar no carro, se preferir.

Mateus olhou pra poltrona, depois pra Larissa, depois pro envelope. Escolheu a poltrona. Sentou devagar, o corpo ainda tenso, o envelope apertado entre os dedos.

Olhei pra Larissa. Ela não se mexeu. Continuou na porta, os braços cruzados, o corpo todo fechado.

Me aproximei devagar. Ela não recuou, mas o corpo ficou mais rígido. Parei na frente dela, a uma distância que não era ameaçadora, mas que já marcava a bem a minha presença.

— Larissa — falei, a voz baixa. — Olha pra mim.

Ela levantou o olhar devagar. Os olhos tavam brilhando, o rosto vermelho de vergonha. Eu vi o que tava ali — a humilhação, o choque, a sensação de ter se vender e ser vendido pelo marido.

Toquei o rosto dela com a mão, devagar. A pele era macia, quente. Ela tremeu quando meus dedos tocaram a bochecha.

— Relaxa — sussurrei, mantendo o olhar fixo. — Ele aceitou o acordo. Agora é só prazer. Deixa rolar.

Ela fechou os olhos por um momento, a respiração trêmula. Quando abriu de novo, as lágrimas tinham secado, mas a vergonha ainda tava lá.

Mateus não falava nada. Só olhava da poltrona, o envelope ainda apertado.

— Vem — falei, puxando a mão dela com cuidado.

Conduzi ela até o meio do Studio, onde a luz tava melhor. Parei na frente dela, mantendo contato visual.

— Abaixa.

O som da minha voz era calmo, mas tinha firmeza.

Larissa olhou pra mim, depois pra Mateus. Ele desviou o olhar. O envelope ainda na mão, os dedos brancos de tanto apertar.

Ela se ajoelhou devagar, os joelhos tocando o piso de madeira.

Desabotoei a calça, puxei o zíper. Meu pau saltou, já duro. Larissa olhou, respirou fundo.

— Abre a boca.

Ela obedeceu. Peguei o cabelo dela com uma mão, guiando a cabeça devagar.

— Chupa.

Ela hesitou por um momento, os olhos fixos no meu pau, a respiração trêmula. Eu vi o conflito no rosto dela — a vergonha, o medo, a humilhação de estar ali, de joelhos, na frente do marido.

Mateus não falava nada. Só olhava da poltrona, o envelope ainda apertado entre os dedos, os olhos fixos na cena.

— Larissa — falei, a voz calma. — Relaxa. Ele aceitou o acordo. Isso também é responsabilidade dele. Ela fechou os olhos por um momento, respirou fundo.

— Ele aceitou — repeti, a voz baixa. — Você não tá fazendo isso sozinha. Ele também é responsável pelo que tá acontecendo aqui.

Larissa voltou a me olhar. A mão dela subiu, tocou meu pau com hesitação. Depois a boca se abriu e ela me envolveu.

O boquete começou devagar, ainda tímido. A boca subia e descia com cuidado, a língua tocando de leve. A mão segurava a base, os dedos tremendo um pouco.

— Isso — falei, a mão no cabelo dela. — Devagar.

Ela obedeceu, mantendo o ritmo lento. Mas dessa vez tinha algo diferente — uma dedicação que não tava ali antes. A boca se movia com mais firmeza, a língua pressionava com mais vontade.

A vergonha ainda tava no rosto dela, mas o corpo começava a responder. Eu senti a respiração dela mudar, o calor aumentando.

Fiquei ali, deixando ela chupar, a mão no cabelo dela, os olhos fixos na cena. Mateus não se mexia. Só olhava.

Depois de um tempo, puxei ela pra cima com cuidado.

— Levanta — falei.

Ela obedeceu, ficando de pé na minha frente. Eu segurei o rosto dela com as duas mãos, os olhos fixos nos dela.

— Tira a roupa — falei, a voz baixa.

Ela hesitou por um momento. Depois, devagar, puxou a blusa por cima da cabeça e a jogou no chão. Ficou só de sutiã, a pele morena brilhando na luz do Studio.

— O sutiã também.

Ela desabotoou atrás, tirou a peça. Os seios apareceram, firmes, os mamilos já duros.

Olhei pra ela. A luz do Studio pegava o corpo dela de um jeito que destacava cada curva. A cintura fina, os quadris largos, a pele morena que parecia brilhar.

— Você é linda, Larissa — falei, a voz sincera.

Ela desviou o olhar por um momento, o rosto corando. Mas um sorriso discreto escapou antes que ela conseguisse esconder.

— Agora a calça.

Ela obedeceu. A calça jeans desceu, revelando as pernas grossas e a calcinha preta.

Fiquei ali por um momento, olhando o corpo dela na luz.

— Você é muito bonita — repeti, a voz mais baixa.

Dessa vez o sorriso dela foi maior, mesmo que ela tentasse esconder.

Tirei minha roupa, e fui até a cama. Deitei ela de costas, os olhos fixos nos dela.

— Relaxa — falei, a voz calma.

Ela estava tensa por um momento, os olhos fixos no teto.

— Pode confiar em mim.

Ela soltou a respiração devagar, e eu senti o corpo dela relaxar um pouco.

Desci beijando o pescoço dela, descendo devagar, a boca encontrando os seios, o umbigo, a barriga. Ela prendeu a respiração quando minha língua tocou a pele da barriga, os dedos se fechando no lençol.

Continuei descendo, até chegar na calcinha. Puxei o tecido pro lado e toquei a boceta com a língua.

Ela estava molhada.

O primeiro toque foi suave. A língua deslizou pelos lábios, sentindo o gosto, o calor. Ela tremeu quando toquei o clitóris, um gemido baixo escapando.

Continuei, a língua circulando devagar, a pressão aumentando aos poucos. O corpo dela começou a responder — os quadris se movendo contra minha boca, a respiração ficando mais pesada.

— Uh... — ela murmurou.

Eu olhei pra cima por um momento. Ela tava com a mão na boca, tentando abafar os gemidos. Os olhos estavam arregalados, e eu vi o desespero no rosto dela — o prazer começando a tomar conta, a vergonha lutando contra isso.

Olhei pro Mateus. Ele tava na poltrona, o corpo tenso, os olhos fixos na cena. A expressão dele era uma mistura de espanto e raiva. Ele não tirava os olhos da gente.

Voltei a chupar a boceta, Larissa gemeu de novo, e eu senti o corpo dela tremer.

Parei por um momento, levantei a cabeça.

— Tira a mão da boca — falei, a voz calma mas autoritária.

Ela obedeceu.

— Quero ouvir você gemer — continuei. — Você não precisa sentir vergonha. Já te falei, seu marido também aceitou o acordo. Ele também é responsável por tudo que tá acontecendo aqui.

Ela olhou pra Mateus, mas ele não tirava os olhos da gente. A expressão dele era a mesma — raiva, espanto, incredulidade.

— Você é gostosa, Larissa — falei, a voz baixa. — Muito gostosa. E tem uma boceta deliciosa. Você vai sentir prazer, mesmo que tente resistir. Não se importa com ele agora.

Ela me olhou, os olhos arregalados. Mas o corpo começou a relaxar de novo.

— Só sente — falei. — Deixa acontecer.

Voltei a chupar ela, com mais vontade agora. A língua encontrou o clitóris com precisão, pressionando, circulando. O ritmo era firme, constante. Eu senti o corpo dela se abrir, os quadris se movendo contra minha boca.

Larissa gemeu. Dessa vez não foi abafado. Foi um som rouco, profundo, que veio do fundo do peito.

O som ecoou no Studio, e eu vi Mateus apertar o envelope com mais força. A expressão dele mudou — a raiva ainda tava ali, mas agora tinha também alguma coisa que ele não queria mostrar.

Continuei, a língua trabalhando sem parar. O corpo dela tremia, as mãos apertando o lençol com força.

— Uh — ela murmurou, a voz falhando. — Meu Deus...

Continuei chupando ela, a língua firme e constante, sentindo o corpo dela responder a cada movimento. Larissa gemia sem se preocupar em segurar agora, os quadris se movendo contra minha boca, as mãos apertando o lençol com força. O gosto dela era doce, quente, e eu senti o momento em que ela começou a se aproximar do limite.

— Isso... — ela murmurou, a voz falhando. — Continua...

Eu não parei. A língua circulou o clitóris com mais intensidade, os dedos encontrando a entrada. Ela gemeu mais alto quando eu deslizei dois dedos devagar, sentindo o aperto, o calor.

— Você e apertada — falei, a voz baixa, antes de voltar a chupar.

O corpo dela tremeu, os gemidos ficando mais altos. Mas eu senti que ela tava perto demais. Não queria que acabasse ainda.

Parei devagar, subindo beijando o corpo dela. A boca encontrou o umbigo, os seios, o pescoço.

— Não para — ela pediu, a voz trêmula.

— Não vou parar — respondi, a boca perto da orelha dela. — Só vou mudar de posição.

Fiquei sobre ela, o corpo entre as pernas abertas. A ponta do meu pau tocou a entrada da boceta, quente e molhada.

Ela prendeu a respiração. Eu entrei devagar, sentindo a resistência, o aperto.

— Caralho... — ela gemeu, os olhos se arregalando. — Você é muito grande...

— Você que é apertada — falei, a voz baixa. — Mais vou devagar.

Continuei entrando devagar, centímetro por centímetro. O corpo dela se abria aos poucos, os olhos dela se reviravam.

— Isso... — ela murmurou, a voz falhando. — Puta que pariu… devagar... por favor...

Atendi ao pedido. Mantive o ritmo lento, sentindo cada centímetro, cada contração do corpo dela se ajustando ao meu.

Quando cheguei no fundo, parei por um momento, deixando ela se acostumar. Ela soltou um gemido rouco, os olhos fechados.

— Tudo bem? — perguntei, a voz baixa.

Ela assentiu, a respiração ainda irregular.

— Continua — pediu.

Comecei a me mover. Devagar no começo, estocadas profundas, sentindo o corpo dela a cada movimento. A mão desceu, encontrando o seio, apertando com firmeza.

Ela gemeu, os braços se fechando em volta de mim, as unhas cravando nas minhas costas.

— Você é tão gostosa, Larissa — falei, a boca perto da orelha dela. — Tão apertada.

O corpo dela tremeu quando eu falei aquilo.

— Você está gostando disso, né? — continuei, o ritmo aumentando um pouco. — Gosta de ser comida assim?

Ela não respondeu com palavras, mas os gemidos ficaram mais altos, o corpo se movendo contra o meu.

— Imagina seu marido olhando — sussurrei no ouvido dela. — Olhando você ser comida, olhando você gostar.

— Cala a boca — ela pediu, a voz trêmula. Mas o corpo se moveu mais forte contra o meu.

Beijei o pescoço dela, a mão apertando o seio com mais vontade. O ritmo aumentou, estocadas mais firmes, mais profundas.

Ela gemeu mais alto, o corpo começando a tremer. Mas eu senti que ela tava perto de novo.

— Vira — falei, parando o movimento.

Ela hesitou por um momento, depois virou de lado, ficando de quatro na cama. A bunda empinou, a boceta molhada e aberta.

Antes de me posicionar, olhei pro Mateus. Ele ainda tava na poltrona, o corpo tenso. Os olhos estavam fixos na gente. Mas eu vi alguma coisa diferente — a respiração dele tava mais pesada, o corpo menos rígido. Ele estava ficando excitado. Tentava disfarçar, óbvio, mas o volume na calça entregava.

Não comentei. Voltei minha atenção pra Larissa.

— Fica assim — falei, a voz baixa. — Não vira.

Ela obedeceu, a cabeça baixa, a bunda empinada. Mateus continuava olhando.

Me posicionei atrás dela, a ponta do pau tocando a entrada molhada.

— Vai devagar — ela pediu, a voz trêmula. — É grande demais.

— Vou devagar — respondi.

Entrei devagar, sentindo o aperto, o calor. Ela gemeu, os dedos se fechando no lençol com força.

— Caralhooo... — murmurou, a voz falhando.

Comecei a me mover, lento no começo. O corpo dela se abria a cada estocada, o gemido ficando mais rouco.

— Porra... devagar— ela repetiu.

Não liguei dessa vez, aumentei o ritmo devagar. As estocadas ficaram mais firmes, mais profundas. Os gemidos dela ficaram mais altos, as mãos apertando o lençol.

— Caralho... — ela soltou, a voz cheia de prazer.

Acelerei mais, o som dos corpos batendo enchendo o Studio. Larissa gemia sem se preocupar em segurar, o corpo se movendo contra o meu.

— Uhh... meu Deus... tá me arrombando. — ela pedia, a voz falhando.

Eu metia com mais força, sentindo o prazer dela crescer. A mão segurava a cintura, puxando ela contra mim a cada estocada.

Ela estava perto. Eu sentia no aperto, na respiração, nos gemidos que ficavam cada vez mais altos.

— Goza, Larissa — falei, a voz rouca. — Goza no meu pau caralho.

Ela gemeu alto, corpo se contraindo. A boceta apertou forte em volta do meu pau, gozou gostoso os espasmos longos e intensos. Ela se jogou pra frente, a testa no lençol, o corpo inteiro tremendo.

Fiquei parado, sentindo as contrações, deixando ela gozar até o fim.

Quando os espasmos passaram, ela ficou ofegante, o corpo mole.

— Tudo bem? — perguntei, a voz baixa.

Ela assentiu, a respiração ainda irregular.

— Tá... — murmurou, a voz rouca.

Eu me deitei na cama, a cabeça apoiada no travesseiro, o corpo ainda quente do esforço. Larissa continuava de quatro, a respiração ofegante, o corpo ainda tremendo do orgasmo que tinha acabado de ter. Ela olhou pra mim, os olhos escuros, a boca entreaberta.

— Vem, senta aqui.

Ela hesitou por um momento, os olhos indo de mim pro Mateus. O olhar dele tava fixo na gente, como se não conseguisse desviar.

Larissa desviou o olhar e se moveu. Subiu e se posicionou em cima de mim de costas para mim e pro Mateus, as pernas abertas, a boceta na altura do meu pau. Ela ficou ali por um momento, as mãos apoiadas nos meus joelhos.

Olhei pro Mateus. Ele tava enfeitiçado com a cena, os olhos fixos no corpo da mulher, na boceta que se preparava pra me engolir. Ele não piscava. Não se mexia. Só olhava.

Sorri discretamente, um sorriso que ele não viu, e me concentrei nela.

— Vai — falei, a voz baixa. — Senta.

Larissa começou a descer devagar. A ponta do meu pau tocou a entrada da boceta, ainda molhada do orgasmo anterior. Ela prendeu a respiração e continuou descendo, sentindo cada centímetro a invadir.

— Caralho... — ela murmurou, a voz rouca, enquanto descia mais. — Que pau... — ela murmurou novamente. — Puta que pariu.

Ela continuou descendo, o corpo se abrindo, os gemidos ficando mais roucos a cada centímetro. Mateus via tudo — a boceta da mulher engolindo meu pau, se ajustando, a entrega que começava a tomar conta.

— Isso — falei, a mão na cintura dela. — Enfia tudo.

Ela obedeceu. Quando chegou no fundo, soltou um gemido rouco. Ficou parada por um momento, sentindo o preenchimento, o corpo se acostumando.

— Uh... Porra… To toda aberta.

Ela se inclinou para trás. Eu segurei ela com os braços.

Comecei a meter de baixo pra cima. Estocadas firmes, profundas, sentindo cada centímetro do corpo dela.

Larissa gemeu alto, a boca perto da minha orelha.

— Isso... assim...

— Você gosta disso, né? — falei, olhei pro Mateus e depois voltei a minha atenção novamente a Larissa. — Gosta de ser comida assim… na frente do seu marido?

Ela não respondeu com palavras, mas o gemido ficou mais alto.

— Você é uma puta gostosa, Larissa — continuei, o ritmo ficando mais forte. — Uma puta que gosta de ser comida por estranhos.

Ela revirou os olhos, o corpo se contraindo. Senti o orgasmo chegar de novo, os espasmos começando a se formar.

— Goza — falei, a voz rouca. — Goza no pau de um estranho e na frente do seu marido.

Ela gemeu alto, o corpo se contraindo em espasmos longos e intensos. Eu continuei metendo, sentindo cada contração, o corpo dela tremendo.

Quando os espasmos passaram, ela ficou mole em cima de mim, a respiração ofegante.

— Tô quase gozando — falei, a voz baixa.

Larissa não pensou duas vezes. Ela apoiou as mãos no meu joelho e começou a cavalgar por vontade própria.

O corpo dela subia e descia no meu pau num ritmo que ela escolhia. Primeiro devagar, sentindo cada centímetro, depois mais rápido, os seios balançando, os gemidos ficando mais soltos.

Mateus viu tudo. A boceta da mulher subindo e descendo no pau de outro homem. O corpo dela se entregando.

Eu olhei pra ele. A mão dele tinha descido, e eu vi o movimento — um aperto disfarçado na calça, o tesão acumulado que ele tentava esconder. Voltei a olhar pra Larissa.

— Mais rápido — falei, a voz rouca.

Ela obedeceu. O ritmo ficou mais intenso, os pulos mais fortes. As mãos dela pressionavam meu joelho, os gemidos ficando mais altos.

— Isso... — murmurei.

Dei um tapa na lateral da bunda dela. O som ecoou no Studio, e ela soltou um gemido.

— Gostou, né?

Ela não respondeu, mas o corpo falou por ela — a boceta apertou o meu pau, o ritmo acelerou ainda mais.

— Cavalga mais rápido — falei. — Tô quase gozando.

Ela obedeceu. O corpo subia e descia com vontade, os gemidos saindo sem controle.

Dei outro tapa, firme, e ela gemeu mais alto.

Segurei as bandas da bunda dela com as duas mãos, apertando com força, e gozei. O corpo se tensionou, os jatos longos e quentes.

— Caralho! — gritei, em quanto gozava.

Larissa ficou parada por um momento, sentindo o gozo dentro dela, os olhos fechados. Depois ela saiu de cima de mim, o corpo mole, deitou ao meu nado a cabeça no meu peito.

Ficamos assim por um momento, a respiração ofegante, o suor na pele.

O silêncio era pesado, quente. Mateus ainda tava na poltrona, imóvel, os olhos fixos em nós dois.

Larissa não se mexia. Só respirava, o corpo ainda tremendo de leve.

Mateus se levantou devagar. Seu rosto estava pálido, mas ele não disse nada. Só virou e saiu do Studio.

Ficamos assim por mais alguns segundos, a respiração ainda pesada, o corpo dela mole sobre o meu. A porta tinha se fechado atrás de Mateus, mas o eco do silêncio que ele deixou ainda tava no ar.

Larissa não se mexia. Só respirava, o peito subindo e descendo contra o meu, o suor da pele grudando na minha. Eu senti o corpo dela tremer uma última vez, um espasmo residual do orgasmo que tinha acabado de passar.

Passei a mão pelas costas dela, devagar, sentindo a pele quente.

— Tudo bem? — perguntei, a voz baixa.

Ela não respondeu imediatamente. Ficou ali, a cabeça enterrada no meu pescoço, a respiração ainda irregular.

Depois de um tempo, ela se moveu. Devagar, como se cada movimento fosse um esforço. Ela se sentou, o corpo ainda molhado de suor, depois ela olhou para mim.

Os olhos estavam vermelhos, marejados. Mas não era só vergonha. Era alguma coisa mais pesada. Alguma coisa que ela tava processando.

As mãos tremiam quando ela pegou o sutiã, quando tentou colocar sem conseguir encaixar direito.

— Deixa — falei, me sentando. — Vou ajudar.

Ela não respondeu, mas deixou. Eu peguei o sutiã das mãos dela, ajustei as alças, fechei o gancho atrás. O movimento era prático, sem pressa. Ela ficou parada, os olhos fixos no nada.

— A blusa — falei, estendendo a peça.

Ela pegou, vestiu. Os dedos ainda tremiam um pouco.

Ficamos em silêncio por um momento. O Studio tava quieto, o som dos carros lá fora chegando abafado.

— Ele vai me esperar no carro — ela disse, a voz baixa, quase um sussurro.

— Provavelmente.

Ela terminou de se arrumar, ajeitou a calça, passou a mão no cabelo. Eu me levantei, fui até uma mesa pequena no canto do Studio onde eu deixava uns cartões de visita. Peguei um, voltei até ela.

— Olha — falei, estendendo o cartão. — Se precisar de alguma coisa. Se quiser desabafar, conversar. Qualquer coisa.

Larissa olhou pro cartão por um momento. Depois, devagar, ela pegou. Virou o cartão nas mãos, leu o nome, o número.

Ela não disse nada. Só colocou o cartão dentro da bolsa, que tava no chão perto da cama.

Quando terminou, ficou parada por um momento, olhando pro chão.

— Vou descer — disse, a voz ainda baixa.

— Tudo bem.

Ela foi até a porta, a mão na maçaneta. Parou, mas não virou. Depois abriu e saiu.

O som dos passos dela ecoou no corredor até sumir.

Fiquei ali, ouvindo o silêncio que ela deixou. Depois fechei a porta, fui até a cama e me sentei na beirada. O cheiro de sexo ainda tava no ar.

Cada casal tem seu preço. Cada um, o seu limite.

OS NOMES UTILIZADOS NESTE CONTO SÃO FICTÍCIOS, MAS OS FATOS MENCIONADOS E EVENTUAIS SEMELHANÇAS COM A VIDA REAL PODEM NAO SER MERA COINCIDÊNCIA.

FICA PROIBIDA A CÓPIA, REPRODUÇÃO E/OU EXIBIÇÃO FORA DO “CASA DOS CONTOS” SEM A EXPRESSA PERMISSÃO DO AUTOR, SOB AS PENAS DA LEI.

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Comentários

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Raridade eu gostar da escrita na visão do comedor, mas foi tão bem desenvolvido e contextualizado que ficou saborosíssimo. História excitante. Mesmo sendo curta, conseguiu criar uma identidade para cada um dos personagens. Nota 10, dá vontade de ler uma saga haha

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Agradeço o elogio, só pra avisar é uma saga, esse é o capítulo 5 kkkkk.

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