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Eu, minha amiga gostosa e os vizinhos dela - Parte 06 - [Arco do Passado da Lorena - Parte 2]

Um conto erótico de Lorena
Categoria: Heterossexual
Contém 9267 palavras
Data: 06/09/2026 10:25:21
Última revisão: 09/09/2026 05:50:39

CRONOLOGIA: Os eventos narrados aqui história acontecem entre o final de fevereiro de 2025 até o meados de março de 2025.

Eu me chamo Lorena, tenho 28 anos e sou sócia-diretora de operações numa empresa de importações e exportações. Na prática, eu passava boa parte da dia resolvendo problemas. Fora do trabalho, eu gostava de sol na pele, tatame no fim do dia, praticar esportes que dessem bastante adrenalina e pegar a estrada pra qualquer lugar onde a próxima aventura estivesse.

Eu sabia que era gostosa. Tenho 1,68m, pele morena-clara bronzeada, cintura marcada e uma barriga tanquinho seca. Meus seios eram firmes, pequenos-médios, com aréolas escuras grandes e mamilos salientes que marcavam qualquer camiseta fina. A minha bunda era redonda, firme, boa de pegar, com uma curva discreta que combinava com minhas pernas fortes. Coxas torneadas, panturrilhas definidas e tornozelos finos. A minha buceta era rosada, apertadinha e totalmente depilada. Eu gostava do meu corpo porque ele aguentava o ritmo da minha cabeça.

O Rogério era o meu melhor amigo desde antes de a gente entender o que era isso. Nós nos conhecemos praticamente quando aprendemos a andar. Nossas famílias eram próximas e, durante um tempo, muita gente achou que eu e ele viraríamos casal. Aconteceu o contrário do que esperavam, porque crescer tão colada nele me fez enxergar Rogério como irmão. A química existia, as provocações também, e isso confundia quem olhava de fora. Mas, para mim, ele era família.

Relacionamento sério sempre me pareceu uma armadilha quando vinha com homem querendo me moldar. Eu tinha preguiça de quem confundia parceria com controle. Queria alguém que me acompanhasse sem tentar diminuir o meu passo, alguém que achasse normal sair para uma praia isolada no fim de semana só porque o mar parecia bom. Eu queria um parceiro, com tesão e coragem suficientes para me acompanhar na cama e fora dela. Homem que precisava de uma mulher menor para se sentir grande nunca me interessou.

Depois que nós já estávamos formados, o Rogério encontrou o amor da vida dele: Jéssica. Eu gostei dela de cara. Do lado dela, foi (bem) mais complicado. A Jéssica sempre teve ciúmes de mim e eu entendia. Eu e o Rogério ríamos perto demais e carregávamos intimidade demais para parecer inocente aos olhos de uma namorada/noiva/esposa apaixonada. Mesmo assim, eu continuei tentando provar que aquilo era amizade. Fui madrinha do casamento deles e fiquei ali, perto do altar, vendo o meu melhor amigo ter o seu final feliz com uma mulher que combinava com a parte mais bonita dele.

A minha vida virou de cabeça para baixo quando me mudei para o condomínio deles. Ali, eu encontrei a minha melhor amiga pra vida toda e aquele que seria talvez o grande amor da minha vida.

Mas estou adiantando demais. Para explicar direito o que aconteceu, tenho que começar a história meses antes, quando me mudei para lá. Foi pouco depois do Carnaval, para ser mais exata.

Eu estava almoçando com o Rogério e contando que o meu aluguel tinha virado uma palhaçada e eu queria me mudar. Ele sugeriu o apartamento ao lado do dele, achei a ideia boa demais para ignorar.

Fui ver o lugar com ele e percebi rápido que o apartamento tinha potencial, apesar do estado meio largado. O corretor tentou vender aquilo como se uns remendos bastassem. Mas o conjunto de mofo, tomada quebrada e reforma malfeita exigiam uma reforma completa, que me deixaria semanas desabrigada. Então, o Rogério ofereceu o quarto de hóspedes. Eu aceitei achando que ele já tinha combinado tudo com a esposa.

Quando cheguei com as minhas malas, entendi em poucos minutos que a Jéssica estava tentando ser educada enquanto calculava quantas formas existiam de me odiar em silêncio. Eu ainda ajudei o desastre fazendo piada com trisal, porque sou idiota quando fico confortável cedo demais.

Gente, eu juro pela alma do meu querido irmãozinho Rogério que eu só fiz aquela piada porque achei que a Jéssica sabia da minha mudança ou que estava numa situação em que entenderia que era uma piada! Fui uma idiota!

Tentei consertar. Disse que gostava dela e que o Rogério era um bobão apaixonado, porque aquilo era verdade e talvez fosse a única coisa decente que eu podia oferecer naquele momento.

No almoço do dia seguinte, contei ao Rogério que ia tratar a Jéssica como rainha até ela parar de me ver como ameaça. Provavelmente, seria pra sempre. Mas depois da piada do trisal, eu merecia tratar a Rainha Jéssica como a Primeira e Única pra sempre como penitência.

Eu não queria atrapalhar o casamento que me fazia acreditar que existia “amor verdadeiro”. Eu tinha acabado de chegar ao condomínio e já estava tentando sobreviver à primeira crise doméstica antes mesmo de desfazer as malas.

Na primeira quarta depois da mudança, eu e o Rogério estávamos trabalhando no escritório do apartamento. A campainha tocou. O Rogério foi atender e eu ouvi uma voz feminina clara entrando pela sala. Fiquei mais alguns minutos no computador e sai para pegar café. Como estava trabalhando “em casa”, estava de qualquer jeito. Descalça, de shortinho jeans e blusa larga, com o cabelo preso como dava.

Entrei na cozinha já reclamando.

— Café. Preciso de café — disse, olhando para Rogério antes de ver quem estava ao lado dele. — Preciso de café! Se você não tiver deixado café para mim, vou varrer o chão com a sua cara. De novo.

Foi quando vi a Lisandra pela primeira vez. Vou me alongar um pouco aqui porque, embora eu ainda ignorasse isso, aquele foi o momento em que conheci a minha melhor amiga. Na hora, ela era a loira linda na cozinha do Rogério, segurando uma xícara e olhando pro meu amigo como se fosse uma interprete do teste de fidelidade no “extreme very hard”.

A Lisandra era linda. Alta, muito clara, com sardas finas no nariz e nas maçãs do rosto. O rosto tinha formato oval puxando para coração, testa um pouco mais aberta e queixo pequeno, o tipo de rosto que muita gente confundiria com doçura fácil. Os olhos eram grandes, verde-acinzentados, com um brilho dourado perto da pupila. Havia esperteza ali e uma atenção afiada.

O cabelo loiro caía em ondas suaves, quase claro demais para parecer real. O corpo dela chamava atenção mesmo na roupa simples. A cintura era marcada, as pernas longas, os seios pequenos e naturais com jeito delicado sob o tecido. A bunda era cheia, redonda, daquelas que roubam foco quando a mulher se inclina para pegar qualquer coisa. A pele dela tinha brilho de gente jovem e sardenta, com pintas pequenas que pareciam ter sido colocadas com cuidado.

A Lisandra também me mediu inteira. Passou pelo meu cabelo preso, pela blusa larga, pelo shortinho, pelas minhas pernas e voltou pro meu rosto. O sorriso dela veio educado, com uma ponta de rivalidade. Ela já tinha me colocado no time das mulheres que mereciam vigilância antes mesmo de saber o meu nome.

— Ah, é? Here comes a new challenger? — soltou, com um canto da boca subindo. Mesmo com a hostilidade aparente, Havia ali um tipo de humor que batia com o meu, meio nerd e meio insolente.

— Oi, eu sou a Lorena. Fui contratada para atazanar a vida do Rogério tanto no trabalho quanto em casa. Estou passando uns dias aqui para me familiarizar e, depois, vou fazer isso sendo a vizinha chata do apartamento do lado.

A Lisandra me olhou com cautela. Dei o primeiro gole no café e acordei de verdade. E a olhei de novo quando ela começou a falar o próprio nome.

— Meu Deus, como você é linda! Você é a diarista? Lisandra? O Rogério e a Jéssica me disseram que você era “bonitinha”, mas esses dois não disseram que você era quase uma modelo! Por que você é diarista? Linda assim, poderia ser modelo ou atriz!

Ela ficou vermelha de leve. Tentou esconder a reação tomando café e isso deixou o rosto dela ainda mais bonito.

— Você está exagerando...

— Estou falando sério. Sua pele é linda, seus olhos são lindos, e esse cabelo é incrível! Você é uma das mulheres mais lindas que já vi na vida — falei, apontando para ela com a xícara. — E, se me permite a ousadia, esse seu traseiro parece coisa de outro mundo.

— O-Obrigada...

O Rogério fechou os olhos com a expressão de quem já tinha desistido de religar o meu filtro porque era tarde demais. Ele saiu da cozinha. A Lisandra tentou segurar o riso, falhou um pouco e se virou pra bancada.

— Você fala assim com todo mundo? — perguntou, limpando uma marca que já sumia.

— Só quando eu falo sem pensar. Acontece com frequência quando tomo café.

Lisandra passou o pano na bancada e me olhou pelo canto dos olhos. Aí, começaram as farpas.

— Sua pele é perfeita. Imagino que nunca tenha precisado esfregar um banheiro na vida, né?

— Só quando moro sozinha ou sou hóspede na casa dos outros.

Ela me encarou e eu voltei pra sala com o notebook e a xícara. Ela seguiu trabalhando pela casa.

Uma hora depois, quando ela foi limpar a varanda, me encontrou sentada no chão com o notebook no colo. Eu estava encostada na parede, perna dobrada.

— Você trabalha sentada no chão?

— Às vezes. A minha coluna reclama de ficar muito tempo sentada normal.

— Deve ser bom poder escolher como trabalhar.

Eu fechei o notebook pela metade.

— Daqui a 30 anos, acho que a sua coluna vai estar em mil vezes mais condições que a minha.

Depois da varanda, ela circulou pela sala e pelo corredor. A casa parecia dela do tanto que ela conhecia, porque ela sabia tudo de cada cômodo.

No meio da manhã, a Lisandra reparou num chaveiro meu em cima da mesa. Era pequeno, com a Enterprise prateada presa na argola, meio gasto de tanto andar comigo. Ela pegou me olhou como se tivesse descoberto uma falha grave no meu caráter.

— Você gosta de Star Trek?

— Adoro.

O rosto dela mudou na hora. A surpresa virou provocação e eu senti que a distância entre nós diminuiu um pouco, mesmo que ela ainda me olhasse como se eu fosse herege.

— Legalzinho, mas Star Wars é melhor.

— Claro, senhorita “De alguma forma, Palpatine retornou”.

— Clone Wars, Rebels, Ahsoka, Rogue One. Andor é praticamente um argumento fechado. A última série boa de Trek foi uma paródia!

Gostei da ousadia dela, embora jamais fosse admitir tão cedo. A Lisandra tinha aquele brilho de quem amava uma história de verdade e isso me desarmou antes que eu conseguisse transformar a discussão numa birra completa.

— Star Trek pensa mais. Fala de exploração, de convivência, de futuro. Star Wars às vezes parece uma família fazendo terapia ruim em escala galáctica.

— E Star Trek parece reunião longa dentro de nave.

— Discursos filosóficos.

— Desculpas pra não gastar dinheiro.

Eu ri antes de conseguir segurar. Ela sorriu de volta, com as sardas aparecendo mais quando o rosto dela se abriu, e continuamos defendendo Star Trek e Star Wars como se estivéssemos num debate sobre o futuro do país. Ela me chamou de elitista espacial, eu chamei Star Wars de novelinha com espada colorida, e nós duas rimos porque a ofensa saiu mais engraçada do que forte.

Do nada, a discussão saiu das franquias. Quando percebi, a Lisandra já falava de alguns jogos que ela tinha jogado recentemente e eu contava de jogo em que eu morria vinte vezes antes de aprender o caminho certo. Ela entendia fantasia como quem guardava mundos inteiros na cabeça.

Perto do almoço, o Rogério passou pela cozinha. Estava com camiseta simples e short. O braço dele marcou quando abriu a geladeira e eu vi a Lisandra olhar rápido demais pro peito dele antes de desviar.

Almoçamos na cozinha, de um jeito meio improvisado. Eu puxei assunto sobre música. Ela desconfiou no começo, depois caiu dentro quando falamos de karaokê. Ela tinha opiniões fortes sobre pop chiclete e sertanejo antigo. Eu tinha opiniões fortes sobre quase tudo, então funcionou.

A conversa ficou fácil e logo mudou de tema. Eu falei das minhas caminhadas em trilhas, das minhas idas ao surfe e uma queda ridícula em uma pedra molhada. Ela contou que gostava de desenhar personagens e imaginar roupa de fantasia para festa, mesmo quando o dinheiro só deixava fazer metade do plano.

Mais tarde, fui fazer café. A Lisandra me viu mexendo na cafeteira e tirou a jarra da minha mão.

— Você vai estragar isso.

— Provavelmente.

Ela assumiu a cafeteira. O corpo dela se mexia bem e eu reparei de novo na cintura fina e na bunda cheia. E, meu Deus, que bela raba. Meu negócio era homem, mas não tinha não dar nota 10 para uma bunda dessas. Se o Rogério mal prestava atenção naquela bunda rebolando pela casa louca pra agarrar ele, ele amava a Jéssica de um jeito que nenhuma outra mulher existia.

Ela levou a xícara para mim e ficou encostada na bancada. A luz da tarde pegava nas sardas dela e deixava os olhos mais claros. Se bem que a Lisandra era linda de qualquer jeito. Continuamos a conversa e qualquer defesa que ela tivesse contra mim era coisa do passado.

Quando Rogério saiu do escritório, encontrou Lisandra sentada ao meu lado no sofá. Ela já falava animada e ria com o rosto inteiro. Ele olhou como se esperasse o oposto.

— Dona Lorena, a senhora é simplesmente incrível! — disse Lisandra, segurando o meu braço, espontânea. — Nunca conheci alguém tão generosa e maravilhosa. Eu tava te julgando errado no começo, me desculpa!

— Imagina, Lisandra! — sorri surpresa, mas satisfeita. — E pode me chamar só de “Lorena”. Somos amigas.

— Eu perdi muita coisa — disse Rogério, ainda olhando de uma pra outra sem acreditar.

— Meu Deus, Lorena, como você é perfeita! Eu faria qualquer coisa por você! — continuou Lisandra, suspirando.

— Ok, acho que agora já passou da conta — reagiu Rogério. — Lorena, o que você fez? Hipnotizou a garota?

Dei de ombros.

— Eu só fui eu mesma. Algumas pessoas resistem no começo, mas depois não conseguem mais me odiar.

A Lisandra assentiu. O sorriso dela veio sem rivalidade de quando nos vimos pela primeira.

— É verdade! Você é um anjo na Terra, Lorena!

Quando terminou o serviço, a Lisandra hesitou por um instante e me abraçou. Começou rápido, quase formal, depois apertou de verdade.

— Desculpa pelas indiretas de manhã — disse perto do meu ombro.

Na época, eu pensava que tinha feito uma amiga no prédio. Depois, eu entenderia que Lisandra seria uma dessas amizades que ficam pra vida inteira.

As semanas no apartamento do Rogério e Jéssica foram um teste de amizade. Mas pelo motivo mais inusitado possível e que ninguém tinha se incomodado de me contar: a parede entre o quarto deles e o meu parecia papel. Todas as noites, eu ouvia os dois transando. Barulhentos e incansáveis. Dois coelhos. Tinha noite em que trepavam três vezes, tinha madrugada em que eles acordavam para recomeçar. Os gemidos da Jéssica grudaram na minha cabeça de um jeito traumático. Imagine ouvir um pornô de casal apaixonado infindável toda santa dia quando se está há meses sem sexo. Uma tortura!

A noite da quinta parecia tranquila (pelo menos antes do sexo). Foi quando a campainha tocou. A Jéssica levantou rápido demais para quem só estava indo abrir a porta, e aquilo me fez olhar pro Rogério por instinto. Ela estava aprontando algo.

Ela abriu a porta e encontrou o seu Raimundo. Era um velhinho sempre arrumado, magro, calvo e com cara de quem sabia conversar sem precisar levantar a voz. Naquela noite, ele usava camisa social azul clara e calça de linho bege, com os sapatos combinando com o cinto.

— Boa noite, doutora Jéssica! — cumprimentou com um sorriso de canto e um leve toque no braço dela. — Vim buscar o violão que você, tão gentilmente, emprestou.

— Boa noite, seu Raimundo! — respondeu Jéssica, educada, mas com uma expressão que claramente indicava que não era ela quem ela esperava. — Só um instante, vou pegar pro senhor.

Enquanto ela ia buscar o violão, o Raimundo cumprimentou o Rogério com um sorriso curto, depois olhou para mim.

— E essa bela moça, quem é? Não me diga que nosso condomínio ganhou mais uma flor.

Foi exagerado suficiente para ser brincadeira e charmoso suficiente para funcionar. Eu ri pelo nariz, porque tinha homem da minha idade que tentava fazer metade daquilo e parecia vendedor de curso ruim.

— Eu me chamo Lorena, sou amiga do Rogério e da Jéssica. Estou me mudando pro apartamento ao lado — respondi simpática.

— Ah, que maravilha! — O velho tomou a minha mão e a beijou de leve, com uma elegância antiquada. — Seja muito bem-vinda! E que sorte a nossa, hem? Uma vizinhança abençoada! Se já tínhamos a doutora Jéssica, agora temos mais uma moça tão encantadora quanto por aqui.

O beijo na mão me pegou entre o riso e a desconfiança. A Jéssica voltou com o violão e entregou a ele.

— Você tem mãos delicadas, doutora. Deve operar como um anjo.

Ela riu com leveza. O seu Raimundo pegou o violão com experiência, conferindo as cordas com o polegar.

— E o senhor toca violão há muito tempo? — perguntei.

— Ah, eu arranho umas modas aqui e acolá. Nada demais. Mas se quiserem me testar, escolham uma música da nossa querida MPB — respondeu, humilde.

— Eu escolho! — disse Jéssica animada, sugerindo “O Mundo é um Moinho”, de Cartola.

— Clássico! E eu quero “Águas de Março”, do Tom Jobim.

O velho Raimundo acomodou o violão e começou. Ele tocava incrivelmente bem, sem enfeitar demais, e cantava baixo o suficiente pra melodia ser a protagonista. Olhei pra mão dele nas cordas e depois pra Jéssica. Ela estava com aquele rosto de quem esperava uma brincadeira e recebeu algo bem acima disso.

Quando terminou, bati palmas. Fazia tempo que não encontrava alguém tão talentoso.

— Seu Raimundo, o senhor é um artista! Devia fazer apresentações aqui no prédio!

— Quem sabe um dia, minha jovem! Mas por enquanto, fico feliz em animar minhas vizinhas tão adoráveis.

Foi então que ele puxou o celular do bolso, sem pressa.

— Aliás, minha querida, me passa seu WhatsApp? Gosto de dar dois dedos de prosas com meus vizinhos.

Passei meu número, já imaginando que ele mandaria uma mensagem ou outra e depois esqueceria. Se mandasse aquelas figuras de “bom dia” ou encaminhasse fake news, aí eu só bloquearia.

Antes de ir, ele se despediu com abraços demorados. Primeiro, na Jéssica. Depois, em mim. E partiu com o violão nas costas e um sorriso satisfeito. Não demorou pra campainha tocar de novo e a Jéssica correr para abrir a porta. Era o tal desgraçado do Enéias que o Rogério tanto me falava.

Na sexta-feira à noite, eu estava descendo pelo elevador com a Lisandra. Ela estava com a bolsa no ombro e o cabelo loiro preso de qualquer jeito, com algumas mechas escapando perto do rosto claro e sardento.

— Algum problema? — perguntei.

Ela ajeitou a bolsa e apertou a alça com os dedos.

— Tem muito morador que não gosta que funcionário use o social.

Eu tinha crescido em lugares que muita gente dizia tratar funcionários como família até a família entrar pelo elevador errado.

— Morador reclama de tudo quando falta louça para lavar na própria pia.

— Porque quem lava somos nós ou as máquinas lava-louça.

Antes que a conversa continuasse, a porta do elevador abriu. O seu Raimundo entrou com uma sacola pequena numa mão. A camisa clara estava dobrada nos punhos.

— Boa noite, moças.

— Boa noite, seu Raimundo — respondeu Lisandra.

A voz dela mudou um pouco. Ficou mais solta, como se o cumprimento viesse de uma convivência construída em encontros pequenos. O velho Raimundo reparou na bolsa dela e inclinou a cabeça pro lado.

— Hoje terminou cedo, Lisandra?

— Cedo nada. É quase sábado já!

O seu Raimundo soltou uma risada curta. Ele apertou o botão do térreo, embora ele já estivesse aceso. Depois olhou para mim.

— E a vizinha nova, já está se entendendo com a mudança?

— Por enquanto, a reforma está ganhando de mim — respondi. — Mas pretendo virar o jogo.

— Reforma é bicho teimoso. A gente acha que mandou nela, e ela mostra outro vazamento.

A Lisandra riu de novo, dessa vez com mais vontade. O seu Raimundo virou para ela e apontou de leve pra bolsa.

— Vai pros estudos, minha jovem? Conseguiu comer alguma coisa antes de sair correndo?

— Consegui. A Jéssica me obrigou a levar um pote.

— Então a doutora tem juízo.

— Tem. Só exagera no tamanho do pote.

A conversa seguiu nesse tom. Quando chegamos ao térreo, ele segurou a porta com o braço pra gente sair primeiro. A Lisandra passou sem pressa. Eu saí logo atrás. O velho Raimundo se despediu com um aceno e foi em direção ao salão de jogos.

Eu e a Lisandra saímos pela portaria. Depois de uma certa distância, a Lisandra mudou a expressão. Ela colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha enquanto caminhava.

— Lorena, eu nunca trabalhei na casa do Jonas e da Cinthia e só conheço o seu Raimundo dessas conversas de elevador, porque ele é um dos moradores que não se importa se pega social, serviço ou vai de escada mesmo. Ele é um gentleman e sempre foi o fino da educação com todo mundo.

— Se você começou assim, é porque vem um “mas” gigantesco agora.

Uma coisa que eu e a Lisandra tínhamos muito em comum era o gosto pela fofoca. E a Lisandra tinha acesso a coisas do prédio todo.

— O seu Geraldo me contou umas histórias do velho Raimundo no ano passado. Ele disse que o seu Raimundo era uma pessoa completamente diferente quando era mais novo.

— Ele era um babaca com todo mundo?

— Não. Parece que essa parte de ser gente boa sempre foi assim. Mas, segundo o seu Geraldo, o seu Raimundo foi o maior mulherengo do bairro nos anos 70 e 80.

Eu comecei a rir. A imagem não exigiu tanto esforço quanto deveria. O velho tinha mãos de músico, conversa macia e uma noção boa de distância, o que provavelmente tinha dado muito resultado em outra época.

— Sério?

A Lisandra confirmou. Ela baixou um pouco a voz ao passar por um casal que entrava no prédio, esperando a distância aumentar antes de continuar.

— O seu Raimundo não podia ver um rabo de saia. Mesmo depois de casado e com filhas, vivia pulando a cerca. Era um safado sem-vergonha que deve ter comido centenas de mulheres do bairro. — Ela pausou olhando uma senhorinha de 60 e poucos anos atravessar a rua. — Quando soube, meu lado mais fofoqueiro não podia olhar pra uma velhinha daqui sem pensar “será”?

— Ele só parou quando ficou velho mesmo?

— Não. Segundo o seu Geraldo, rolou uma confusão bem feio nos anos 90 e, depois disso, ele mudou da água pro vinho.

Ela explicou que, pela história, o velho Raimundo se envolveu com uma mulher de um delegado. Ele descobriu e caçou o Raimundo com arma na mão e conivência do resto da polícia. O malando se refugiou numa igreja e aconteceu alguma lá. Ninguém sabe ao certo o que foi e como foi, mas o padre convenceu o delegado a perdoar o velho Raimundo.

Depois disso, o Raimundo virou outro homem por décadas. Totalmente dedicado à família, nunca mais olhou para nenhuma mulher. Nos primeiros anos, o seu Geraldo não acreditou nisso. Pensou que fosse uma encenação ou o que seu Raimundo tivesse aprendido a dissimular. Levou uns quatro anos pro porteiro acreditar que a conversão tinha sido sincera. E o velho Raimundo continuou assim até a esposa falecer em 2023, quando passou a sublocar o seu antigo apartamento na Torre B e se mudou pro apartamento da filha na Torre A.

— Você acredita que alguém muda completamente?

Lisandra pensou por alguns segundos antes de responder.

— Eu acho que as pessoas mudam. Só não sei se elas conseguem apagar tudo que já foram.

Depois disso, a Lisandra pegou o ônibus dela pra faculdade e eu fui olhar os preços da academia pra me matricular lá.

Uma semana depois, na tardinha da sexta, eu estava sozinha no apartamento do Rogério, vestida com um short curto, camiseta larga e sem sutiã.

A Jéssica tinha acabado de sair e eu tinha combinado cinema com o Rogério mais tarde.

A campainha tocou. Era o seu Raimundo segurando o violão que a Jéssica tinha emprestado. Ele estava de camisa clara, calça simples e chinelos bons o suficiente para entregar que ele tinha escolhido sair de casa sem parecer desleixado. Apesar de velho e magricela, ele tinha uma presença calma que sempre me desarmava um pouco.

— Boa noite, Lorena. — Ele sorriu e ergueu o estojo. — Vim devolver o violão.

— Entre, seu Raimundo.

Eu abri mais a porta e dei espaço, tentando lembrar se havia alguma peça de roupa minha (ou do casal de coelhos) jogada em lugar que visitas vissem. O seu Raimundo colocou o violão perto da poltrona e ficou em pé, esperando a minha deixa.

— Pode sentar. O Rogério e a Jéssica saíram.

Ele sentou na ponta da poltrona, mantendo a postura de visita educada e apoiou as mãos finas sobre os joelhos. Ao mesmo tempo, essas mãos eram bonitas, de dedos longos, veias saltadas e movimentos calmos. Eu sempre reparava em mãos.

— Precisei do violão por causa da jovem Rebecca — ele explicou, acomodando melhor as costas na poltrona. — Ela está hospedada no apartamento do Jonas e da Cinthia por algumas semanas por ser a opção que menos muda a rotina dela.

— Mas...?

— A mãe dela não gostou. Ela estava reclamando bastante com a Rebecca de que ela deveria ter voltado pra casa dos pais nesses dias. — O seu Raimundo fez uma pausa momentânea. — Mas a casa da mãe dela fica a sete bairros daqui e do trabalho da Rebecca. E... Bem... Uma jovem de 30 anos voltar pra casa dos pais, mesmo que por umas semanas...

— Entendo. Mas como o violão ajudou? — perguntei, puxando uma almofada pro colo, mais para ocupar as mãos.

— A mãe da Rebecca gosta muito de MPB dos anos 60 e 70. Toquei um pouco, ela cantou baixinho, e depois escutou a Rebecca com mais bondade.

— Você amoleceu a mãe da Rebecca com violão. Isso é muito mais charmoso do que deveria ser.

— Os compositores da música fez 95% do serviço, eu só executei. E a Rebecca já sabia que a mãe dela confiaria em mim porque nos conhecemos da igreja.

Olhei para ele com mais atenção. A idade aparecia no rosto inteiro, nas rugas, na calvície e na pele fina do pescoço. Mesmo assim, havia algo vivo na boca dele, uma malícia tranquila que surgia e sumia.

— Já que já está por aqui, por que não toca mais algumas músicas pra mim? — falei meio como piada, mas estava gostando da ideia de ouvi-lo tocar um pouco.

O seu Raimundo abriu o estojo, tirou o instrumento, afinou duas cordas e dedilhou baixinho.

— Qual música você quer ouvir?

— Toca uma que combine comigo.

— Isso reduz muito o repertório. Precisa ser uma música bonita, com alguma teimosia e com risco de pular de uma ponte só para provar que a vista vale a pena. — respondeu, me arrancando uma gargalhada que fez meus ombros relaxarem.

Ele dedilhou os primeiros acordes antes que eu respondesse. A melodia preencheu a sala. Eu conhecia a canção e comecei a acompanhar baixinho em alguns trechos, mais por impulso do que por vontade de cantar. A minha voz saiu pequena, quase envergonhada, e ele diminuiu ainda mais o volume para não me cobrir.

Ele terminou a música, deixando a última nota morrer na sala. Eu fiquei olhando para os dedos dele sobre as cordas. Pensei que aquelas mãos teriam paciência para tocar uma mulher do jeito certo e o pensamento me pegou tão fora de guarda que eu apertei a almofada no colo.

— Você realmente toca muito bem — tentei parecer casual.

— Quem escuta bem também participa.

Ele começou a dedilhar baixo. Eu conhecia gente que pegava um violão e em três minutos já agia como se fosse a próxima sensação da MPB. O Raimundo tocava como se estivesse só fazendo companhia. A mão dele caminhava pelas cordas sem pressa, a outra mudava os acordes com naturalidade.

Pedi músicas que eu gostava e ele pegou quase todas. Quando não lembrava um trecho, sorria e assumia sem drama, inventando uma passagem curta até voltar ao caminho.

— Conheço pedaços dessa. A parte que faltar eu compenso com cara séria — disse ele, ajeitando o violão. — Cara séria engana muita gente.

— Aham. Imagino que tenha enganado muita mulher também — provoquei, sentando melhor no sofá. — As minhas fontes contam que o senhor teve um passado bem mulherengo.

Ele não ficou ofendido. Também não fez aquela falsa modéstia de homem querendo ser aplaudido pela própria cafajestagem antiga. Só baixou os olhos pro violão, soltou uma risada curta e tocou dois acordes antes de responder.

— Você tem fontes boas e que provavelmente contaram boa parte da verdade — disse ele.

— Eu sabia. O violão era ferramenta de crime — falei, apontando pro instrumento.

— Apenas quero uma pequena correção. Não nego que me envolvi com mulheres compromissadas sem a anuência dos cônjuges. Mas, em nenhum momento, eu enganei qualquer mulher que fosse.

Aquilo me pegou um pouco desprevenida. Eu esperava negação, talvez uma lorota elegante. Mas ele preferia assumir e seguir a vida.

— Isso é o que todo homem diz quando quer parecer reformado — falei, cruzando as pernas no sofá.

— Pode ser. Mas não tenho como te convencer disso com palavras — respondeu, dando de ombros.

O assunto mudou e nós conversamos sobre música e viagem. Falei de uma vez em que eu desci uma trilha com lama até a coxa e terminei comendo pastel numa barraca duvidosa.

Entre um papo e outro, ele voltava a tocar, notando o jeito como ele me olhava quando eu implicava com ele.

— Essa música combina com você — disse ele, depois de tocar uma melodia mais lenta.

Em algum momento, perdi a noção do tempo. De tantas “só mais uma música”, quando peguei o celular, vi as mensagens do Rogério e senti meu estômago cair. Eu tinha esquecido completamente do cinema. Nessa altura, o filme já tinha começado e eu tava mais vestida pra dormir do que pra sair.

Levantei tão rápido que quase chutei a mesinha da sala e o violão deu uma desafinada assustada no colo do seu Raimundo.

— Merda, merda, merda — falei, desbloqueando o celular com o dedo errado duas vezes. — Eu furei com o Rogério. Eu furei com o Rogério.

— Respira primeiro — disse seu Raimundo. — Depois você pede desculpa. Não foi culpa sua. Eu que alonguei a visita.

— Eu moro de favor no apartamento do cara e ainda deixo ele plantado no cinema — respondi, andando pela sala com o celular na mão. — Excelente hóspede.

Ele se levantou devagar e veio até mim. A presença dele perto era surpreendentemente calma. Eu digitei uma mensagem enorme, apaguei quase tudo, reescrevi uma versão menos dramática e senti uma pontada no ombro que me fez encolher.

— Ai. Que inferno — reclamei, levando a mão ao músculo perto do pescoço. — Até o meu ombro resolveu participar da humilhação.

— Você travou tudo aí — disse ele, olhando pro meu ombro com atenção. — Posso soltar um pouco se você quiser.

A pontada estava chata e eu ainda estava exasperada, então sentei no sofá e virei de costas para ele. A camiseta escorregou um pouco mais no ombro, deixando a minha pele livre onde doía.

— Pode fazer, mas sem gracinha.

As mãos dele tocaram meus ombros. Eram mãos envelhecidas, com dedos finos e pele marcada, e mesmo assim tinham uma firmeza que me pegou de surpresa. Ele apertou os pontos certos sem pressa, achando o músculo duro perto do pescoço e desfazendo a tensão aos poucos.

Eu estava pronta para fazer piada. A minha cabeça já tinha duas respostas safadas preparadas. Só que a massagem começou a ficar boa demais para zoar ele.

A pressão dos dedos dele desceu pela base do meu pescoço e voltou pros meus ombros. O meu corpo respondeu com um arrepio que passou pela nuca e desceu pros seios. Os meus mamilos ficaram duros por baixo da camiseta, e eu odiei perceber isso tão rápido.

— Melhorou?

— Melhorou — respondi, tentando soar normal, mas quase gemendo.

— Aqui está mais preso. Posso mexer um pouco?

— Pode — fechei os olhos.

Ele trabalhou os meus ombros em silêncio por um tempo. A mão dele subiu até a minha nuca e a minha boca abriu num suspiro. Eu senti a minha buceta ficar molhada antes de aceitar a ideia de que aquilo estava acontecendo.

— Você ficou quieta — disse ele, sem parar a massagem.

— Estou pensativa — respondi e a minha voz saiu mais baixa do que eu queria.

Ele ficou alguns instantes sem falar. As mãos continuaram no meu ombro, agora mais leves, como se ele estivesse me dando a chance de recuar. Aquilo me deixou mais excitada.

Virei o rosto para trás e encontrei o dele perto demais. O rosto de Raimundo tinha a idade inteira ali, com rugas nos cantos dos olhos e a calvície exposta sem vaidade. Mais três toques nos pontos certos do meu ombro e não resisti.

Fui eu quem beijou primeiro. A boca dele veio paciente, com gosto de homem velho mas vivo, e a língua entrou na minha boca sem pressa. Não beijava um homem desde o Dick, e fazia quase cinco ou seis meses.

O beijo me surpreendeu. O seu Raimundo beijava bem. A mão dele foi para minha cintura por cima da camiseta, depois parou ali. Beijei com mais vontade. As minhas mãos foram ao rosto dele, sentiram a pele marcada e a barba rala.

— Só pra confirmar — falei contra a boca dele, respirando mais rápido. — O senhor não tem ninguém esperando fidelidade, né?

— Sou viúvo, minha jovem — respondeu ele, olhando para mim com um sorriso pequeno. — E, por favor, não me chame de senhor agora.

— Então vou chamar de Raimundo — falei, puxando ele pela camisa.

Ele riu e me beijou de novo. Eu me deitei no sofá, puxando-o por cima de mim, e ele veio apoiando o peso nos braços. O corpo dele era leve e isso dava uma sensação estranha de fragilidade misturada com calor.

A minha pele bronzeada, minha barriga plana e a firmeza das minhas coxas faziam contraste com o corpo magro do Raimundo, que tremia um pouco quando eu puxava sua cintura para mais perto. Em vez de me esfriar, aquela diferença me deixou curiosa, com uma vontade safada de ver até onde aquele velho ia.

A mão dele entrou por baixo da minha camiseta. Quando tocou a minha barriga, eu contraí por instinto. Ele subiu devagar até os meus seios, segurando um deles com uma delicadeza que me fez gemer contra a boca dele.

Meus seios cabiam bem na mão dele. Eram firmes, pequenos-médios, com aréolas grandes e escuras que já estavam arrepiadas antes de ele chegar nelas. Quando os dedos dele tocaram os meus mamilos salientes, a minha buceta apertou vazia dentro da calcinha.

— Você é linda, Lorena — disse ele, sem aquela voz nojenta de homem se ouvindo elogiar mulher. — Linda de um jeito que dá até vontade de ficar calado.

— Ficar calado é uma boa se sua boca tiver outros usos — respondi, abrindo a camiseta para ele.

Ele entendeu. O seu Raimundo levantou minha camiseta devagar, beijou a pele da minha barriga e subiu até os meus seios. A boca dele fechou em um mamilo e eu arqueei o corpo, enfiando os dedos no pouco cabelo que restava atrás da cabeça dele.

A língua dele era quente e experiente. Ele chupava sem pressa, alternando a pressão com uma calma que me tirava do sério. Eu já estava ofegante quando ele passou pro outro seio e a minha mão desceu pro ombro dele, apertando com mais força do que planejei.

Eu levantei os braços. Ele tirou a minha camiseta, depois puxou o meu short devagar pelas minhas pernas. Fiquei de calcinha no sofá, exposta. O Raimundo olhou o meu corpo com uma atenção que não tinha pressa de consumir. Eu vi os seus olhos passarem pelo meu rosto e pelo meu pescoço. Depois eles desceram pros meus seios, pra minha cintura marcada e pra calcinha já molhada entre as minhas pernas.

Ele beijou meu abdômen, depois desceu pras minhas coxas. A boca dele passou por dentro de uma perna, subiu pela outra e parou perto da virilha. Eu segurei o encosto do sofá com uma mão e a cabeça dele com a outra.

— Raimundo... — suspirei enquanto ele beijava a pele perto da calcinha.

Ele puxou a minha calcinha pro lado e viu a minha buceta. Rosada, lisa, totalmente depilada, aberta de tesão. Eu senti vergonha por meio segundo, mas ela foi engolida pelo jeito como ele soltou o ar. E abri mais as pernas.

Eu não sabia como as coisas tinham chegado a esse ponto. Se foram os meses sem sexo, se foi ter ouvido a sinfonia sexual imparável dos dois coelhos por longas noites nas últimas duas semanas ou se foi algo na massagem que praticamente me deixara na beira do orgasmo. Mas eu estava louca pra dar pra ele. E, como ele tinha corrigido, eu não fui enganada. Eu sabia exatamente quem ele era e, ainda assim, tomei a iniciativa.

Ele riu contra a minha coxa e então colocou a boca em mim. A primeira lambida foi lenta, inteira, passando pela minha buceta até o clitóris. O meu corpo deu um pulo no sofá e eu precisei morder o lábio para não fazer um som alto demais logo de cara.

O Raimundo chupava como homem que tinha aprendido bem e aperfeiçoado isso até se tornar um mestre. Isso parece simples, só que era raro. Ele não atacava meu clitóris como se quisesse provar um ponto, nem enfiava a língua sem prestar atenção. Lambia, sentia a minha reação, voltava onde eu gemia mais.

A boca dele ficava quente entre minhas pernas. Os dedos abriam a minha buceta e a língua dele entrava em mim devagar. Eu agarrei o estofado, levantei a bunda sem perceber e empurrei a buceta na boca dele.

— Puta merda — murmurei, com a cabeça jogada no braço do sofá.

Fechei as coxas em volta da cabeça dele, depois soltei rápido com medo de machucar ele.

— Pode apertar — disse ele, respirando contra mim. — Eu aviso se estiver doendo.

— Não faz piada com a boca aí.

Ele voltou a chupar. Dessa vez, usou os dedos junto, entrando em mim com calma enquanto a língua fazia círculos no meu clitóris. A combinação me pegou forte. A minha barriga contraiu, as minhas pernas começaram a tremer e eu senti o orgasmo chegando rápido demais.

Tentei segurar por orgulho. Falhei lindamente. Gozei na boca dele com um gemido alto, puxando a cabeça dele contra a minha buceta e sentindo a minha bunda levantar do sofá.

O Raimundo não parou logo depois. Diminuiu o ritmo, deixou o meu corpo atravessar o orgasmo e continuou me lambendo. Eu tremia, sensível, rindo sem som porque a situação era absurda e gostosa demais.

— Calma — falei, tentando empurrar a testa dele com a ponta dos dedos. — Eu acabei de gozar.

— Eu percebi — respondeu ele, beijando a minha coxa.

— Velho abusado.

Ele subiu um pouco, beijou a minha barriga, chupou os meus mamilos e desceu outra vez. A segunda vez foi mais lenta e mais cruel. O meu corpo já estava sensível, então cada toque parecia maior. Ele chupava o meu clitóris de leve, entrava com os dedos e parava perto do limite só para me deixar pedindo com o corpo.

Eu tinha transado com homens mais bonitos e mais fortes. Tinha tido noites excelentes e algumas decisões questionáveis. Mesmo assim, aquela chupada estava entrando na lista das melhores da minha vida com larga vantagem. Talvez só o Dick rivalizasse. A lembrança dele veio rápida, o pau grande, a máscara e a boca me arrancando do controle naquela festa. A comparação era injusta em quase tudo, só que a língua do Raimundo estava fazendo um trabalho tão bom que o meu corpo não quis saber de justiça.

O segundo orgasmo veio mais fundo. Começou com a boca dele no meu clitóris e os dedos dentro da minha buceta, depois se espalhou pela barriga e pelas coxas. Eu gozei gemendo o nome dele, o que me pareceu um absurdo no meio do gemido e completamente natural depois.

Fiquei alguns segundos tentando lembrar como se respirava. O Raimundo apoiou a cabeça na minha coxa, sem se apressar para cobrar nada.

Eu ri e puxei ele pela camisa. Beijei sua boca, sentindo o meu próprio gosto nele, e aquilo me deu mais tesão. A minha mão desceu pra cintura dele, apalpou por cima da roupa e encontrou o volume ainda meio indeciso na calça.

A sala deixou de parecer o lugar certo. Pensei no quarto do Rogério e da Jéssica antes de calcular qualquer consequência, talvez por ter ouvido tanto aquela cama trabalhando nos dias anteriores que ela me pareceu o lugar mais apropriado pro sexo.

— Vem comigo.

Fui na frente pelo corredor, sentindo a minha bunda balançar um pouco. Eu sabia que ele estava olhando e gostei disso, talvez mais do que deveria. A minha pele ainda estava arrepiada, e a minha buceta continuava molhada.

Entramos no quarto. A cama estava tão arrumada, que nem parecia ter a memória de ter sido usada pra sexo mais 15 vezes nos últimos seis dias (um dia eu vou descobrir se a Jéssica é insaciável ou se o Rogério que tem um fogo infinito).

Dessa vez, fui eu que tirei a roupa dele. Comecei pela camisa, desabotoando sem pressa. O peito dele era estreito, com pele fina, alguns pelos brancos e marcas de idade. A barriga era magra, levemente caída. Ainda assim, havia algo safado em despir o Raimundo. Ele não tentava esconder o corpo, nem fazer piada antes que eu pudesse olhar. Ficou parado, deixando que eu o visse por inteiro. Talvez ele tivesse sido sincero sobre não ter enganado nenhuma mulher.

Tirei a calça dele e a cueca veio junto até as coxas. O pau estava meia-bomba, com os pelos grisalhos em volta. Era um pau de homem velho, sem a arrogância visual de um cacete jovem apontando pro mundo como promessa de destruição. Eu olhei para ele, depois pro Raimundo e senti uma mistura de carinho e safadeza me subir pela garganta.

— Você me fez gozar duas vezes com essa tranquilidade toda — falei, pegando o pau dele na mão. — Agora eu quero ver o resto funcionando.

Ele fechou os olhos quando a minha mão apertou um pouco mais. O pau dele engrossou aos poucos, ficando mais firme e vivo na minha palma. Gostei de sentir aquela resposta.

Ajoelhei na frente dele e encarei aquela cabeçona. Segurei o pau com uma mão e passei a língua pela cabeça, primeiro de leve, depois com mais pressão. O seu Raimundo respirou fundo e segurou o meu cabelo escuro sem puxar.

Chupei devagar. A textura e o ritmo eram diferentes. Eu não estava diante de um homem querendo enfiar o cacete até a minha garganta para provar força. Mas com um homem que parecia saborear cada segundo como se soubesse que a pressa desperdiça coisa boa. Isso me deixou mais solta.

— Assim? — perguntei, tirando o pau da boca por um instante.

— Excelente — disse ele, com a voz mais rouca.

Fiquei ali até sentir o pau mais duro na minha mão. O corpo dele tinha outro tempo e eu me vi adaptando a boca e a mão, como quem aprende o ritmo de uma nova música.

Quando levantei, ele me puxou para um beijo. As minhas coxas fortes encostavam nas pernas finas dele, meus seios firmes tocavam o peito magro e a minha buceta molhada roçou no pau dele.

— Deita — disse ele, passando a mão pelo meu rosto. — Deixa eu te chupar mais uma vez.

Deitei de costas e abri as pernas. O seu Raimundo se encaixou entre as minhas coxas, beijou a minha buceta e eu senti o meu corpo inteiro reclamar de prazer antes mesmo da língua começar de verdade.

A terceira chupada foi mais curta porque eu já estava sensível demais. Ele sabia disso. Usou a língua de leve, chupou o meu clitóris em intervalos lentos e enfiou um dedo só, curvando de um jeito que me fez segurar o lençol.

Eu ouvia os meus gemidos, a minha boca entreaberta, o roçar dele entre as minhas pernas e a cama ranger de leve quando eu mexia a bunda.

Gozei outra vez com menos barulho e mais tremor. O meu corpo fechou em volta da boca dele, a buceta pulsando na língua e as minhas pernas prenderam os ombros magros do Raimundo. Ele me soltou devagar, beijando a minha virilha como se tivesse todo o tempo do mundo.

Quando ele subiu, eu beijei sua boca sem pensar. O gosto da minha buceta nele me acendeu de novo, e dessa vez eu queria ser penetrada.

— Agora vem — falei, puxando-o para cima da cama. — Quero você dentro de mim.

Ele me olhou por um instante, sério do jeito certo. A mão dele passou pela minha coxa, subiu pela minha bunda e apertou de leve. O meu corpo respondeu abrindo mais as pernas.

A minha buceta estava inchada, rosada e molhada, aberta para ele. Os meus seios subiam com a respiração, os meus mamilos escuros continuavam duros.

Dobrei as pernas na posição de frango assado, segurando atrás das coxas e expondo a minha buceta para Raimundo. Ele passou a cabeça do pau pela minha entrada e a sensação me fez apertar os dedos na própria pele.

— Entra devagar — falei, olhando para ele. — Quero sentir.

Ele apontou o pau na minha buceta e começou a entrar aos poucos. O primeiro cm veio com uma pressão quente, mais larga do que eu esperava. O Raimundo não teve pressa. Entrou mais um pouco e foi metendo bem lentamente. A minha buceta, já encharcada, foi engolindo o pau dele com uma facilidade crescente, até o velho Raimundo estar inteiro dentro de mim.

Soltei um gemido que saiu mais fundo do que eu esperava. Ele era bem diferente do impacto bruto do Dick. Com ele, senti um preenchimento íntimo, com a calma de alguém bem experiente.

O Raimundo começou a meter em um ritmo moderado. Eu mantive as pernas abertas por um tempo, segurando atrás das coxas, vendo o pau dele sair e entrar na minha buceta. O peito magro subia mais rápido e os olhos ficavam presos no ponto onde nossos corpos se juntavam.

Foi quando ele mudou o ângulo e a cabeça do pau bateu em um ponto gostoso dentro de mim. A minha buceta apertou ao redor dele. Ele percebeu na hora e repetiu o movimento.

A cama rangia baixo. O meu corpo escorregava no lençol a cada metida e os meus seios balançavam de leve. Ele abaixou sobre mim, apoiado nos braços, e me beijou com a boca aberta, a língua entrando devagar enquanto o pau continuava trabalhando dentro da minha buceta.

Eu passava as mãos pelas costas magras dele, sentia as costelas sob a pele e segurava a sua bunda para puxá-lo mais perto.

Depois de um tempo, ele diminuiu o ritmo e eu vi o cansaço chegando. A testa dele estava úmida, a respiração vinha mais curta e os braços começavam a tremer. O seu Raimundo tentou continuar como se nada estivesse acontecendo.

Decidimos trocar de posição. Ele saiu de dentro de mim devagar, e a minha buceta sentiu a ausência de um jeito quase irritado. Virei de lado, oferecendo a minha bunda para ele e o Raimundo deu uma bela apalpada nela e se ajeitou atrás de mim.

A posição de ladinho por trás deixou tudo mais confortável. Ele meteu outra vez, passando uma mão pela minha cintura e a outra pelos meus seios. O pau voltou para dentro da minha buceta com facilidade, e eu fechei os olhos quando senti o corpo dele roçar nas minhas costas.

A minha bunda arredondada pressionava a pélvis Raimundo, e minhas coxas mantinham a buceta aberta o suficiente para receber cada metida. Ele beijou minha nuca, depois meu ombro, e eu me arrepiei inteira.

— Isso! — falei, empurrando a bunda para trás.

As metidas eram curtas, cadenciadas, com a mão dele segurando a minha cintura. Eu sentia o pau escorregar molhado dentro de mim e seus dedos nos meus mamilos e ouvia a respiração dele no meu ouvido. Aquela posição me deixou mais entregue. Sem precisar segurar as pernas, pude me concentrar no prazer. A minha mão desceu até a minha buceta e comecei a tocar meu clitóris enquanto ele me comia por trás.

— Isso — murmurou, beijando meu ombro. — Eu quero sentir você gozando comigo dentro.

— Mete mais! — respondi, acelerando os dedos.

Ele meteu mais fundo dentro do limite do corpo dele. Ele não tinha vigor selvagem e isso exigia uma paciência que eu geralmente não tinha. Só que ele já me levado a três orgasmos com a boca e aquela cadência funcionava como uma provocação contínua.

Quase gozei ali. A minha buceta começou a apertar, os meus dedos ficaram mais rápidos e a minha bunda empurrou contra ele com mais vontade. O seu Raimundo percebeu e segurou a minha cintura, tentando manter o ritmo, mas tivemos de mudar de posição mais uma vez antes do orgasmo terminar de subir.

Fiquei de quatro na cama, joelhos afastados, bunda empinada e seios pendendo. A minha buceta estava aberta, brilhando de tão molhada. O seu Raimundo ficou atrás de mim, passou a mão pela minha bunda com carinho e tesão, e entrou de novo.

De quatro, a sensação mudou. O pau dele entrou mais fundo e eu precisei apoiar os cotovelos no colchão. O meu rosto ficou perto do lençol. Empurrei a bunda para trás e ele voltou a meter com mais firmeza. A mão dele segurou a minha cintura, depois desceu pra minha bunda e apertou sem força demais.

Aquilo ficou muito bom. Eu controlava parte do movimento, empurrando a buceta contra o pau dele, buscando o ângulo que fazia a cabeça bater no lugar certo. Ele acompanhava como podia.

Meu corpo começou a suar. Os meus seios balançavam livres, as minhas coxas trabalhavam contra o colchão e a minha bunda recebia as mãos dele.

— A sua bunda é linda — disse ele, quase sem fôlego.

Ele manteve o ritmo por mais algum tempo, momentos bem barulhentos. A cama começou a ranger e o barulho dos nossos corpos passou a ecoar mais.

Quando senti que o Raimundo estava perdendo o ritmo, virei e empurrei o seu peito de leve. Ele entendeu sem precisar de conversa. Deitou de costas na cama, ofegante, com o pau ainda duro o bastante.

Olhei pro corpo nu dele sobre a cama. A pele velha, o peito estreito, a barriga magra e as pernas finas estavam longe do padrão que costumava me atrair. O pau dele, mesmo sem a rigidez de um homem mais novo, tinha acabado de me dar prazer de um jeito honesto e a boca dele já tinha me feito gozar mais vezes em uma noite do que os meus ex-namorados foram capazes.

Montei por cima. Segurei o pau dele, posicionei na entrada da minha buceta e desci devagar. Senti ele entrar de novo, cm por cm, até a minha bunda encostar nas coxas dele.

Apoiei as mãos no peito de Raimundo, sentindo o coração dele bater. Ele colocou as mãos na minha cintura. Comecei a cavalgar. Primeiro devagar, mexendo a cintura para sentir o pau dele inteiro dentro de mim. Depois aumentei o ritmo, usando as coxas para subir e descer, deixando os meus seios balançarem diante do rosto dele.

Por cima, eu podia fazer a maior parte do esforço. Isso me soltou. O meu corpo entrou em um ritmo mais forte, a minha buceta apertando em cada descida, a minha bunda batendo nas pernas dele com sons molhados.

O Raimundo segurava minha cintura sem tentar mandar. Às vezes, as mãos subiam pros meus seios e o apalpavam. Quando ele tocava os meus mamilos, eu rebolava mais curto, sentindo o clitóris roçar perto do corpo dele.

— Lorena, desse jeito, eu vou gozar — gemeu, com a voz rouca.

— Ainda não. — Inclinei o corpo para beijá-lo. — Estou quase.

Beijei a boca dele enquanto continuava cavalgando. A minha buceta começou a pulsar. Eu apoiei as mãos na cabeceira da cama, joguei a cabeça um pouco para trás e aumentei o ritmo. A cama fez mais barulho, exatamente o tipo de barulho que eu ouvia todas as noites, a noite toda.

As mãos dele agarraram a minha bunda, ajudando o movimento. Eu cavalgava, com a buceta molhada engolindo o pau dele e o prazer subindo pelas minhas pernas.

O orgasmo veio chegando com uma pressão gostosa. Eu esfreguei mais o clitóris nele, desci até o fim e comecei a rebolar curto, apertando o pau de Raimundo dentro de mim. O meu corpo inteiro ficou tenso.

— Vou gozar — avisei, gemendo alto. — Puta merda, eu vou gozar.

Gozei em cima dele, tremendo com as coxas travadas e a buceta apertando o pau dele. O prazer veio quente, misturado com cansaço e com a sensação absurda de estar transando na cama do meu melhor amigo.

O Raimundo segurou a minha cintura e perdeu o controle logo depois. Eu senti o pau dele pulsar dentro da minha buceta, o corpo velho ficando rígido sob o meu, a boca aberta num gemido baixo. Ele avisou, mas não quis sair. E comecei a sentir os jorros. Ele gozou dentro e eu continuei sentada nele, ainda tremendo, recebendo os espasmos até o último.

Naquele instante, a porta do quarto abriu e o Rogério nos flagrou enquanto gozávamos e eu estava nua e montada em cima do seu Raimundo.

Depois disso, só teve caos para relatar. O Rogério quase teve um colapso, eu assumi que tinha feito merda, e a gente correu para limpar tudo antes da Jéssica voltar. Só que ela chegou com fogo demais no corpo para ouvir qualquer explicação, arrastou o marido pro quarto e fez questão de provar que aquela cama ainda era território dela.

Quando finalmente contamos, ela riu da minha cara com uma crueldade merecida, perdoou mais rápido do que eu esperava e ainda quis detalhes. Aparentemente, ela não se importava se eu transasse com qualquer pessoa na cama, desde que obviamente não fosse o Rogério.

A Jéssica era um amor de pessoa mesmo. Se fosse eu, teria perdoado pela metade. E aguardaria o apartamento ficar pronto pra me vingar batizando todos os cômodos com sexo sem fim. Ainda bem que ela não era esse tipo de pessoa.

Pois bem, leitor. No próximo capítulo, teremos a noite do pseudo-harém e o começo da era Jonas.

Coloquem nos comentários para o que vocês torcem que aconteçam nos próximos capítulos. Em breve, teremos a continuação.

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PERGUNTAS:

1) Este capítulo foi praticamente um teste-piloto para uma minissérie do seu Raimundo pro ano que vem. O que vocês acharam da transa dele quando narrada por quem estava na transa?

2) Vocês vão querer um Especial de Halloween não-canônico, como fiz com o Especial de Dia dos Namorados? Se sim, qual casal ou quais casais vocês querem nesse especial?

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NOTA DO AUTOR:

Atualmente, estou revisando o Arco da Trilha. Ele ficou muito maior do que pensei. Com seis capítulos. Devo publicar ele ao longo de duas semanas, assim dá tempo de revisar as partes finais com mais calma.

Depois do arco da trilha, o próximo que vou publicar são as séries do Geraldo e Carlos. Eu sei que Rogério e Jéssica são os favoritos do público, mas essa decisão veio porque já vai ter uma transa de Rogério e Jéssica no próximo capítulo do arco da Lorena.

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Foto de perfil genéricaAlberto RobertoContos: 185Seguidores: 324Seguindo: 0Mensagem Em um condomínio de classe média alta, a vida de diversos moradores e funcionários se entrelaça em uma teia de paixões, traições e segredos. Cada apartamento guarda sua história, no seu próprio estilo. Essa novela abrange todas as séries publicadas neste perfil. Os contos sempre são publicados na ordem cronológica e cada série pode ser de forma independente. Para ter uma visão dos personagens, leia: Guia de Personagens - "Eu, minha esposa e nossos vizinhos"

Comentários

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Eu não vi mais nada sobre a aposta de Lucério e Jéssica !!! Não vai continuar ???

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Excelente conto, conto da Lorena é sempre excitante e envolvendo o Seu Raimundo foi muito bom!

1) Este capítulo foi praticamente um teste-piloto para uma minissérie do seu Raimundo pro ano que vem. O que vocês acharam da transa dele quando narrada por quem estava na transa?

Pode fazer essa minisserie, será excelente! Raimundo tem muito a contribuir. Foi muito bem narrada.

2) Vocês vão querer um Especial de Halloween não-canônico, como fiz com o Especial de Dia dos Namorados? Se sim, qual casal ou quais casais vocês querem nesse especial?

Com certeza, acho que pode ser Rogerio e Jessica vendo uma trcoa de casal entre o trisal de Carlos e Erico, eles so assistindo e os outros 6 trocando de parceiras.

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Acho desperdício de energia contar a mesma história e sou fã do porteiro e do Carlos

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1) Excelente!

2) Acho que poderia ser como foi o conto de Carnaval, todo mundo no mesmo ambiente e diversas visões e acontecimentos no mesmo ambiente, com muita sacanagem, putaria, etc kkkk

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1) Teste aprovado e a transa ficou muito melhor do que do jeito que foi escrita lá atrás. Deixou de ser um “foi mal, tava doidona”.

2) Para esses não-canônicos eu sugiro manter Rogério/Jéssica como principais, até pelo fetiche que ambos têm de serem vistos. Nesse caso eu sugiro o trisal do Carlos participando junto.

Agora se você quer um desafio para criar um cenário onde não fique parecendo muito forçado, trisal do Carlos e trisal do Érico, só os 6. Se com ou sem troca vai de você, mas já deixo meu voto de sim para troca.

Mas deixo duas perguntas referentes a esses não-canônicos. Casais ainda não oficiais com ou sem endgame definido podem participar desses capítulos especiais? Se sim, mesmo esses contos acontecendo no futuro e sendo não-canônicos, isso não quebraria um pouco a magia para quando eles se tornarem casais?

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Mais um ótimo capítulo com uma excelente cena de sexo e que meio que confirma que o Carlos, além de ser o cara certo, teve um pouco de sorte de agir na hora certa e a Rebecca foi bem forte de aguentar tanto tempo.

No aguardo da visão do outro lado da história da noite do pseudo harém.

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1) Seu Raimundo não é um personagens que eu me importo não

2) se for um nao/canônico em que a Lorena leva o Rogério e a Jéssica, e talvez a Lisandra e o Vinicius.

E quando ao arco da Lorena, já basta até o pseudo/harem, não precisa da parte do Jonas, ja foi doloroso ler, reler será um pesadelo.

E serie do Seu Geraldo também? Só se tiver a esposa dele dando pra geral também.

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Sou fã número um do casal Rogério e Jéssica.

Queria so pedir pro autor que sou fã , quebre pelo menos uma perna Enéias

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Sendo sincero, acho que não deveria gastar contos recontando histórias... tanta coisa nova para contar...

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1) Eu gostaria muito dessa série de conquistas do seu Raimundo. Um verdadeiro Dom Juan, onde seu maior atrativo é o charme e a percepção fina de realizar as vontades das mulheres, servindo até de inspiração para seu Geraldo. Seria possível realizar um fantasia de ver a Lorena numa DP com seu Raimundo e o Jonas? Não serie incesto e de quebra seria uma saída muito interessante pro final dela com o Jonas, tendo seu Raimundo.

Acho que ela e a Lizandra são melhores como amigas do que amantes. Gostei que ficou no plano mais da fantasia. Ela vai namorar sério Miguel o "irmão" da Lizandra, sabemos que ele tem muito cuidado e carinho por Lizandra, saber que sua mulher pegou ou pior transa na atualidade com sua própria irmã geraria um desconforte totalmente desnecessário para a série, não seria coerente com os personagens. Também esse não é o perfil da Lorena. A carência dos personagens é uma das marcas dessa deliciosa série.

2) Sim, com toda certeza, esse evento foi marcante para Lorena e Miguel, tem reflexo direto no desenvolvimento da história. Serie interessante, ver o lado da história pela perspectiva do Miguel, como ele chegou até lá, o casal que queria transar com ele, a parceira do fortão que ele comeu e a surpresa com Lorena, o sexo com ela, a química entre os dois... Séria delicioso ele relatando.

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Bem, esse conto da Lorena é muito bom mas esse acontecimento com o Sr. Raimundo já tinha sido descrito em um capítulo anterior, se não estou enganado.

O que eu gostaria de saber é do envolvimento dela com a Lisandra que já começou com um quase conto lésbica com as duas se beijando nua vendo o Rogério transando com a Jéssica e depois dela assumir que além de grande e eterna amiga é o amor da vida dela, então nada mais justo que exista um capítulo onde as duas se tornam amantes e amigas eternas. Que tal um ☝️ capítulo assim.

Vou aguardar

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