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O Homem da Casa - As Consequências - 6

Da série O Homem da Casa
Um conto erótico de Davi
Categoria: Heterossexual
Contém 6122 palavras
Data: 01/09/2026 09:18:23

— Alô — ouvi a tia Rita dizer enquanto a Mari fazia aquele movimento de quem tira o sutiã sem tirar a blusa: um braço sumia por baixo do tecido, ela se contorcia um pouco e puxava o sutiã por baixo.

— Meu Deus, que maravilha — Rita disse, me distraindo justo quando o sutiã começava a aparecer.

— Claro — ela falou — a gente vai pra aí daqui a pouco.

— Tá, Pervertido — ela disse, pegando o mouse e desligando o vídeo — a gente precisa se mexer.

Eu estava tão cativado pelo que assistia que literalmente sacudi a cabeça, me puxando do que minha prima estava fazendo pra prestar atenção no que minha tia estava dizendo.

— O quê? — eu estalei.

— Sua irmã acordou — ela disse.

— Ah — respondi, e tenho um pouco de vergonha de admitir que meu primeiro pensamento foi: “Bem, acho que agora ela vai cuidar do dinheiro”.

— Davi — Rita disse, e pela primeira vez desde o acidente ela pareceu brava — pelo menos finja que está feliz.

— Você tem razão — falei, e eu quis dizer — eu sou um idiota. O que eles disseram?

— Só que ela acordou e a gente deve ir pro hospital mais tarde. Eles precisam de um tempo pra fazer uns zilhões de exames — ela disse.

Ela segurou meu olhar por uma contagem longa de dez segundos; eu quase via ela me avaliando.

Sorriu.

— Não se preocupa, amor — disse e deu um tapinha onde eu ainda estava duro depois da visualização interrompida do vídeo com a Mari — a gente tem tempo de cuidar de você.

Ela se levantou e eu me levantei e ela pegou meu pau duro. Então, num presságio do meu futuro, ela literalmente me levou pelo pau até o quarto.

— Sabe — ela disse, virando pra mim quando entramos no quarto, enrolando os dois braços no meu pescoço e me puxando pra um beijo — um homem deveria passar pelo menos tanto tempo de joelhos quanto pede pra mulher passar.

Eu ri baixinho, disse:

— Não exatamente sutil, tia-minha — e desci devagar até os joelhos.

Ela deu um passinho lateral, abrindo os pés um pouco mais que a largura dos ombros, o quadril empurrado um pouco pra frente.

— Meus dias de sutileza ficaram pra trás — ela disse, os dedos no meu cabelo, me puxando pra ela.

Eu dei o que ela queria.

Ok, eu dei o que eu queria muito dar.

A gente ainda não tinha tomado banho, e o cheiro normal de mulher dela tinha um toque de corpo precisando de banho por baixo, um cheiro terroso que eu gostava.

Meu rosto estava enterrado na mata grossa e exuberante dos pelos pubianos dela e alguma coisa no cheiro do corpo dela, precisando de banho, me acertou bem no tronco cerebral. Minhas mãos na bunda apertaram e eu a puxei pra mim, enterrando o rosto nela. Eu sentia o gosto salgado da excitação dela e ouvia o padrão da respiração mudar enquanto o quadril começava a rebolar contra meu rosto.

— Isso, amor — ela disse, flexionando os joelhos, se empurrando contra mim enquanto os dedos no meu cabelo puxavam com força, pressionando minha boca nela — esse casamento vai ser bom.

Eu estava chupando agora, quase mamando, curtindo o inchaço dos lábios dela na minha boca, a sensação do botãozinho duro do clitóris na ponta da língua, a sensação do lubrificante natural grosso na língua. Engoli com barulho, fazendo ela rir um pouco enquanto me pressionava ainda mais forte contra ela.

O orgasmo dela encheu minha boca, o gozo mudando de quente e grosso pra fino e aquoso quando ela gozou. Eu engoli e depois só me banhei no prazer dela até ela se esgotar.

Ela ria ofegante enquanto engatinhava pra cima da cama, mantendo a posição de quatro e fazendo sons suaves de “au au”.

Eu a peguei de quatro por trás, metendo forte no começo e depois estabelecendo um ritmo lento. A cada estocada, quando eu puxava pra fora, dava um tapa na bunda dela — não uma palmada forte, mas o bastante pra deixar marcas vermelhas na pele dela — antes de gozar, despejando fundo nela e depois me deitando sobre as costas dela quando terminei, fazendo ela carregar meu peso.

Alcancei e apertei os peitos dela, puxei os mamilos, enquanto amolecia devagar e eventualmente escorregava pra fora.

— Caralho — ela disse, rolando de lado, rindo baixinho — a gente tá ficando bem bom nisso.

Eu ri e disse:

— Talvez a gente devesse se casar.

— Bemmmmm — ela respondeu, e o sorriso predador no rosto dela tornava difícil saber se estava brincando — Vamos ver como tá sua irmã. Casar com um homem rico é uma coisa, casar com um estudante pobre enquanto a irmã cuida de tudo é outra.

Olhei nos olhos dela, procurando alguma pista.

Ela riu e disse:

— Ai, não faz beicinho. De qualquer forma, eu vou te manter por perto. — Deu um apertinho no meu pau agora mole e rolou pra fora da cama.

— Agora vem, preguiçoso — disse, oferecendo a mão — Vamos nos limpar e checar a sua linda irmã.

Tomamos banho, secamos, penteamos e nos arrumamos o necessário, e fomos pro hospital.

Na recepção, me identifiquei e a senhora de ar avó consultou um bilhete manuscrito.

— Pode sentar — ela disse — o Dr. Benjamim já vem.

— O que aconteceu com o Dr. Felipe? — perguntei, e a Rita preencheu minha ignorância.

— Ele era o médico do PS — disse.

— PS? — perguntei.

Ela riu baixinho.

— Pronto-Socorro — explicou — o trabalho dele acabava quando ela estabilizava.

Sentamos então naquelas cadeiras desconfortáveis que qualquer um que já esteve numa sala de espera de hospital reconhece. Olhei em volta pra arte insípida nas paredes, ignorei uma revista de seis meses atrás e só esperei.

Felizmente o médico apareceu antes que qualquer dano permanente na coluna fosse causado pelos instrumentos de tortura chamados cadeiras.

— Sr. Moraes — ele disse, estendendo a mão — eu sou Benjamin Tavares.

Cristo, esse cara parecia ter uns dois anos a mais que eu.

Me levantei e apertei a mão.

Ele olhou pra Rita, então fiz as apresentações.

— Essa é minha tia, Rita Rodrigues.

Apertaram as mãos e ele disse:

— Vamos pro meu consultório.

O consultório era pequeno e institucional. Não conseguia ver um único item pessoal nele.

— Por favor, sentem-se. — ele disse.

Sentamos e ele começou.

— Tá, a boa notícia. Sua irmã está fisicamente bem. Tem alguns hematomas, o lábio inchado e provavelmente vai perder um dente, mas fora isso os cintos e airbags fizeram o trabalho — disse. — Ela estava de cinto e, bem, o tamanho dela adicionou um pouco de acolchoamento pra absorver os impactos.

Acabou sendo a Rita quem pegou o ponto principal.

— Você especificou “fisicamente” — ela disse — o que isso significa exatamente.

O sorriso que ele deu só pode ser descrito como um “sorriso triste”.

— Olhem isso e eu respondo as perguntas de vocês — ele disse.

O papel que me entregou era um formulário, na verdade. O cabeçalho dizia: AVALIAÇÃO DE TCE.

Olhei pra cima e perguntei:

— TCE?

— Traumatismo Cranioencefálico — ele respondeu.

Senti uma pequena descarga de adrenalina com aquilo, mas não falei nada.

Na coluna da esquerda tinha uma série de siglas que não significavam nada pra mim. Havia uma combinação de anotações que pareciam mais uma criptografia qualquer e números na coluna da direita. Embaixo tinha uma nota manuscrita que lia:

Condição física – Concussão e fratura em linha de cabelo acima do osso temporal. Geralmente bem dentro dos padrões. Contusões menores. Uma única laceração na bochecha esquerda exigirá cirurgia plástica futura.

Amnésia retrógrada – significativa e irregular.

Amnésia anterógrada – aparentemente completa.

QI aparente pós-trauma – cerca de 90.

Narcolepsia de nível médio.

Hipersexualidade.

Eu realmente não fazia ideia do que qualquer daquilo significava, então olhei pra Rita, que lia ao meu lado.

— Concussão? — ela perguntou.

— Ela levou alguns impactos fortes dos airbags — o Dr. Benjamim disse. — Não tenho certeza do que causou a fratura, mas deve cicatrizar bem. Não tem separação. Pense nela como uma rachadura, não uma quebra.

— E a amnésia? — ela perguntou.

— É aí que fica complicado — ele respondeu. — A amnésia retrógrada é o que você provavelmente pensa como amnésia. Tem buracos na memória e a semana antes do acidente sumiu completamente. A última memória dela parece ser ir pro trabalho na quarta-feira antes de vir pra cá.

Ele parou e olhou pra nós dois, as sobrancelhas erguidas, perguntando silenciosamente se tínhamos alguma dúvida.

— A gente espera — continuou — que isso se resolva, ou pelo menos se resolva em grande parte, com o tempo. Tipicamente na amnésia induzida por trauma, as memórias voltam, exceto as imediatamente em torno do trauma.

Outra pausa.

— A amnésia anterógrada é outra coisa — ele seguiu — tão rara que a gente não tem muita informação pra se basear. O que significa, nos termos mais simples, é que ela não consegue formar novas memórias.

Outra pausa.

Ele sorriu.

— Vocês já viram aquele filme, Como Se Fosse a Primeira Vez? — perguntou.

Eu fiquei com cara de paisagem. A tia Rita acenou e eu vi os olhos dela subirem pra direita enquanto pensava.

— Ahhhhhh — ela disse, alongando a vogal.

— O quê? — perguntei.

— É demais pra explicar agora — ela respondeu — a gente assiste quando chegar em casa.

O Dr. Benjamim recomeçou.

— O caso dela é extremo e a memória reseta quando ela dorme.

— E essa entrada de “QI pós-trauma – 90”? — Rita perguntou.

Ele ficou bem sério de novo.

— Olha — disse, inclinando-se um pouco — a Lara se afogou. Ela não “quase se afogou” ou “quase morreu afogada”, ela se afogou. Estava morta quando aquele cidadão conseguiu tirá-la do carro e ainda não respirava sozinha quando a ambulância chegou. Felizmente a pessoa era alguma espécie de veterano ou especialista em alguma formação com primeiros socorros e ficou com ela. Ele fez a RCP até os técnicos de emergência assumirem…

Eu levantei a mão.

— A o quê? — perguntei.

Ele balançou a cabeça.

— Desculpa, a gente tende a falar em siglas. Ele fez reanimação até os técnicos de emergência médica chegarem — esclareceu. — Eles deram choque nela, aplicaram adrenalina, encheram de oxigênio e trouxeram de volta. Mas você precisa entender: ela estava morta e o cérebro dela ficou privado de oxigênio.

Quando abri a boca pra dizer alguma coisa ele continuou.

— E a gente não sabe por quanto tempo — terminou.

Ficamos todos em silêncio.

— Ela era inteligente? — ele perguntou.

— Oradora da turma, bolsa integral pra universidade e no caminho de ser pelo menos diretora de uma empresa multinacional — Rita respondeu.

— Bem — ele disse — a gente testou ela de nove formas diferentes e agora ela está um pouco abaixo da média. É isso que o número do QI significa: 100 é a média. Então ela não é burra, mas certamente não vai ser a oradora da turma dessa vez. Pense em aluna de nota mediana, com uma nota boa de vez em quando.

Ele pausou e eu deixei aquilo afundar.

Ver a Lara, a irmã genial, a que me corrigia por tudo desde uma palavra mal pronunciada até uma vírgula errada num trabalho, como aluna mediana era quase tão chocante quanto a morte dos meus pais e a experiência de quase-morte dela.

— Narcolepsia? — a tia Rita perguntou.

O Dr. Ben sorriu.

— Ela parece cair no sono em momentos aleatórios, o que é um grande problema para ela já que a memória reseta quando dorme — disse.

— Tá — Rita falou — e “hipersexualidade”?

— A Lara era sexualmente ativa no passado? — o Dr. Ben perguntou.

Rita riu.

— Aquela bundinha apertada? Quase impossível. Eu acho que ela quase não tinha vida sexual — respondeu.

— Bem — ele disse — aqui está a coisa. O impulso sexual, bem, na verdade o impulso de procriar, é o impulso mais forte de todos os seres vivos. Está lá no nível do cérebro de qualquer animal. Está no nível do nosso DNA. É mais poderoso que o impulso de sobreviver. Todas aquelas inibições que temos são produto da sociedade. A gente vê o tempo todo, especialmente com mulheres. Conforme os filtros começam a falhar, elas cedem a esse impulso. Tem um termo clínico pra isso. A gente chama de desinibição sexual.

— E foi isso que aconteceu com a Lara? — Rita perguntou. Eu fiquei quieto, ainda processando.

— Algo assim — ele respondeu. — Olha — continuou — vamos subir e checar ela e vocês vão ver o que eu quero dizer. A gente gostaria de mantê-la alguns dias e fazer basicamente todo exame que a gente conseguir imaginar. Ela é um caso raro e eu pretendo escrever sobre isso.

— E depois? — minha sempre lógica tia perguntou.

— Bem, e depois fica a cargo de vocês. Ela está saudável e pode ir pra casa, ou vocês podem querer achar uma instituição pra ela — ele disse.

— Uma instituição? — eu perguntei, finalmente entrando na conversa.

— É — ele respondeu — uma residência assistida pra pessoas que precisam de… digamos, suporte extra.

Eu não conseguia pensar em mais nada pra dizer ou perguntar, então seguimos ele pelo labirinto que é um hospital moderno.

Ele abriu uma porta e entramos numa sala pequena e escura.

— É um espelho unidirecional — ele disse, apontando pro que parecia uma janela — enquanto estiver mais claro do outro lado, ela não consegue nos ver. A gente usa pra observação.

Fui até a janela e olhei.

E eu quase desmaiei, porra.

Minha mãe estava deitada de costas na cama, pelada, as pernas puxadas de modo que os joelhos tocavam os mamilos, se masturbando furiosamente.

Não era a mãe, claro, mas Jesus, a Lara parecia tanto com ela que era um erro fácil de cometer.

O Dr. Ben virou um interruptor e a voz dela veio clara.

— Ai porra, sim — ela ofegava — agora meus peitos — os olhos estavam fechados e eu tentei imaginar a cena que se desenrolava na mente dela.

Ela tirou a mão de entre as pernas e usou as duas mãos planas no peito pra agarrar o peito direito, bem alto, bem onde ele saía do corpo, e começou a apertar, forçando a glândula mamária pra longe do corpo até o mamilo e a aréola ficarem esticados pela pressão.

— Mais forte — ela sussurrou, e eu assisti enquanto apertava mais até o peito começar a escurecer.

— Aaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhh — ela gemeu, usando a mão pra balançar o que segurava.

— Agora, vai, isso, continua... — disse bem claro.

Soltou o peito, ainda escuro enquanto tombava pro lado do corpo grande.

Depois usou a mão esquerda pra puxar a grande dobra da barriga pra cima enquanto a direita encontrava a buceta. Deu cinco tapas rápidos em si mesma forte o bastante pra deixar os lábios exteriores vermelhos, antes de ir pro clitóris, o dedo se movendo tão rápido que quase borrava.

Alguns dos vídeos que eu assisti tinham mostrado mulheres gozando forte, sabe, esguichando, squirt, seja lá como falam hoje em dia, é a palavra. Mas o que minha irmã fez enquanto eu assistia pela janela de observação estava numa liga completamente diferente.

O primeiro jato forte do orgasmo dela mandou um jato de creme branco e grosso quase até o pé do lençol. As costas arqueadas. Eu via o jeito que a mão segurando a barriga fora do caminho se cerrava, quase em espasmo, forçando carne e gordura entre os dedos.

A cabeça dela chacoalhava de um lado pro outro enquanto um segundo jato, não tão forte, deixava aquele creme branco grosso escorrendo pela fenda da bunda grande. Uma terceira, quarta e quinta onda deixaram a buceta, a bunda e o alto das coxas dela sujas daquele mel de amor, parecendo que ela tinha passado uma camada grossa de algum creme hidratante.

Ela ficou daquele jeito — parecia que o corpo estava rígido — por um tempo longo. Eu ouvia a respiração dela vir em ofegos ásperos.

Finalmente ela relaxou visivelmente, a mão soltando a barriga e deixando ela cair sobre as coxas, dando a ela a modéstia natural de uma gorda de verdade.

Respirou fundo e eu ouvi ela dizer, baixinho mas bem claro:

— Essa foi boa.

— Tá — o Dr. Ben disse — ela vai ficar bem por alguns minutos se vocês quiserem conversar com ela.

— Bem? — Rita perguntou.

Ele riu e respondeu:

— Ela vai recomeçar isso quando descansar um pouco.

— Eu quero falar com ela — eu disse.

Rita apertou meu braço.

— Tem certeza? — perguntou.

— Sim — respondi, o que era em grande parte verdade, mas, sendo honesto, eu também queria dar uma olhada mais de perto. Cristo, ela parecia TANTO com a mãe.

Ele nos levou pra fora da sala de observação e bateu na porta seguinte, toquezinhos educados antes de abrir o bastante pra enfiar a cabeça.

— Lara, querida, sou o Dr. Ben, você se lembra de mim? — perguntou. Fiquei impressionado com o jeito que ele usava a voz: suave, gentil, transbordando conforto e segurança. Eu podia imaginá-lo falando daquele jeito com um paciente gravemente ferido ou talvez com um cachorro de quem não tinha certeza se confiava.

— Dr. Ben? — ela perguntou, a entonação ascendente na voz transformando em pergunta.

— Lara, tem gente aqui pra te ver — ele disse, abrindo a porta devagar — você provavelmente deveria se cobrir.

— Tá — ela respondeu, e alguma coisa na voz dela parecia… bem, “vazia” é a melhor palavra que consigo.

— Lara — ele começou, e eu me perguntei se usar o nome dela no começo de cada frase era uma técnica ou só o jeito dele de falar — você sofreu um acidente. Eu sou o Dr. Ben e você está no hospital.

Enquanto falava ele ia entrando na sala, acenando pra gente ir junto.

Os olhos dela passaram por mim sem nenhum reconhecimento, mas quando chegaram na Rita, a Lara sorriu.

— Eu te conheço — ela disse.

Rita olhou para o médico e ele acenou.

Ela fechou a distância até a cama, sorrindo e disse:

— Eu também te conheço. — Enquanto se inclinava pra beijar a testa da Lara, puxou o lençol para cima, cobrindo-a. Imagino que eu estava óbvio, mas não conseguia tirar os olhos dos peitos enormes da minha irmã.

A Lara aceitou o beijo da Rita e ser coberta por ela, mas os olhos dela tinham me encontrado.

— Quem é esse rapaz bonito que veio me visitar? — perguntou.

Rita me acenou para chegar perto e disse:

— Esse é o Davi, seu irmão.

Sim, eu percebi o quão surreal era toda essa conversa.

A Lara sorriu e eu fiquei impressionado com o quanto ela era bonita. O rosto dela era estranhamente fino no corpo grande. Se você visse aquilo numa modelo alta e esguia de passarela, não comentaria. Os olhos são tão escuros que quase pretos. O nariz é fino e reto. A boca é pequena, com lábios carnudos e dentes tão brancos que eu sabia que ela clareava regularmente. Orelhas pequeninas e um par de maçãs do rosto que faziam escultores suspirarem completavam a imagem. Mesmo sem maquiagem e com o cabelo precisando de uma boa escovada, ela era bonita, beirando o belo.

— Eu tenho um irmão? — ela perguntou.

— A vida inteira — eu respondi.

Ela abriu os braços, fazendo o lençol cair e me mostrando aqueles peitos lindos de novo.

Eu me curvei para abraçá-la e ela me puxou pra perto.

Os lábios dela estavam tão perto do meu ouvido que eu sentia eles se moverem enquanto ela sussurrava, tão baixinho que mais ninguém podia ouvir:

— Então, irmão… você já comeu uma mulher sem experiência?

Ouvi ela rir bem baixinho e então a pressão no meu pescoço, onde ela me segurava contra ela, sumiu de repente.

Puxei pra trás o bastante pra olhar pra ela e vi que estava dormindo.

Olhei pro Dr. Ben. Imagino que a preocupação estivesse estampada no meu rosto.

— É assim que a narcolepsia se parece — ele disse, sorrindo enquanto me via cobrir minha irmã, dando a ela um mínimo de pudor. — Ela está bem, só dormindo. Mas quando acordar não vai lembrar disso, então não se surpreenda quando precisar se apresentar de novo.

— Uau — falei, olhando pra Lara e depois de volta pro médico.

— Tem alguma coisa que a gente possa fazer aqui? — Rita perguntou a ele.

— Não realmente. Como eu disse, a gente gostaria de mantê-la alguns dias e vocês podem fazer os arranjos, mas ela pode ir pra casa a qualquer momento — ele respondeu.

— Tá — ela disse, claramente no controle agora — e ela não vai lembrar de nada disso hoje, certo?

— Não — ele confirmou.

— Ok, obrigada, doutor, a gente entra em contato — ela disse. — Vem, amor. — Pegou minha mão e começamos a voltar pelo labirinto, buscando um pedaço de queijo, uma saída e o carro.

— Tá, Aquela Que Deve Ser Obedecida — eu disse assim que estávamos no carro — e agora?

— Cartório primeiro — ela respondeu.

— O que tem lá? — perguntei.

— Noivo — ela disse — Eu vou te prender. A gente vai se casar e depois vamos comprar móveis.

— Casar? — eu perguntei.

— Tá com frio nos pés? — ela perguntou.

Eu pensei.

— Não — respondi.

— Então qual é o problema? — ela perguntou.

— Eu sempre associei casamento com, sabe, planejamento e grande produção e essas coisas — falei.

— Amor — ela disse — eu já fiz isso uma vez. Não foi tão divertido quanto eu imaginava. Mas eu quero o papel.

Eu dei um tapinha no joelho dela.

E então comecei a cantarolar:

— Eu vou me casar de manhã. Ding dong os sinos vão tocar…

Ela riu.

— Bem, de tarde, pelo menos — disse.

Casar é surpreendentemente mais simples do que imaginei. Achamos o cartório e apresentamos as carteiras de motorista pra confirmar as identidades. Depois, ali mesmo, inclinados de um jeito estranho no balcão, preenchemos os formulários, assinamos, e a Rita pagou uma taxa que sinceramente nem vi quanto foi o valor. A funcionária registrou e pronto: éramos marido e mulher. Porra, eu nem beijei a noiva.

— Comprar móveis? — perguntei.

— Amor, a gente vai ter você, eu e cento e trinta quilos de ninfomaníaca na cama. A gente vai precisar de uma cama GRANDE — ela disse.

Aquilo me travou.

Acho que alguma coisa na minha linguagem corporal deixou claro que eu estava surpreso.

— Ai, vamos... — ela disse — Você não tá realmente pensando em NÃO trazer ela pra casa, tá?

Fiquei em silêncio por alguns segundos.

— Porra, Marido-Meu, eu não sei você, mas eu vou querer um pedaço daquilo — ela disse.

Finalmente consegui acompanhar a conversa.

— Ela me perguntou se eu já tinha comido uma mulher sem experiência — falei.

— E? — ela perguntou.

— Não comi — respondi, e não tinha absolutamente nada que eu pudesse fazer pra parar o sorriso que se espalhou no meu rosto — mas eu pretendo.

Ela quase nos matou quando soltou o cinto de segurança e engatinhou pelos bancos pra me beijar.

— Ai — ela ofegou no meu ouvido — mal posso esperar pela nossa lua de mel a três.

Paramos numa loja de móveis que ela conhecia. A maior cama de estoque era algo chamado California King. A gente experimentou, mas, por maior que parecesse, quando deitamos juntos ficou claro que ficaria bem apertado com a Lara também.

Dessa vez fui eu quem teve a solução.

Dirigimos até um lugar perto de onde eu trabalhei no meu último ano do ensino médio. Um colega de escola achava que eu era esperto e me arranjou o emprego. O Sr. Farias, dono da oficina, era um senhor negro, forte, que me recebeu com um abraço de urso.

— E quem é essa? — ele perguntou, olhando pra Rita.

— Sr. Farias — eu disse, fazendo as apresentações como a mãe me ensinou — essa é a Rita Rodri.. — e me corrigi — Rita Moraes, minha esposa de… — olhei o relógio — duas horas e dezoito minutos.

Ele a puxou pra um abraço de urso.

— Bem-vinda à família — disse, e ela riu.

Contei o que eu tinha em mente.

— Não é grande problema — ele respondeu.

— Mas dá pra ter até sexta? — perguntei.

Ele me deu aquele olhar que eu reconhecia da época em que trabalhava pra ele.

— Você vai ajudar? — perguntou.

— Claro — respondi, e o negócio estava fechado.

Foi divertido não regatear o preço.

Enquanto saíamos da oficina, a Rita se pendurou no meu braço me fazendo inclinar pra manter o equilíbrio.

— Faz tempo que eu não sou recém-casada — ela disse — Então me leva pra jantar. Eu pretendo fazer você precisar de energia.

Eu ri, pensei e disse:

— Fechado.

Dirigi até um lugar que a mãe e o pai gostavam. O pai sempre dizia que era a melhor comida italiana da cidade. O restaurante sempre me lembrava de algo que você poderia ter visto em O Poderoso Chefão. Tinha umas vinte mesas, as meia dúzia ao longo da parede preparadas pra dois — o que minha breve incursão no ramo de restaurantes como auxiliar de garçom no ensino médio me ensinou serem “mesas de dois” — com o resto sendo mesas de quatro. As mesas eram quadradas com toalhas xadrez vermelho e branco, garrafas de vinho com cera de vela escorrendo servindo de centro de mesa, e talheres simples: garfo à esquerda, faca (lâmina virada pro prato) à direita e colher ao lado da faca. Você não encontraria garfos de sobremesa, facas de peixe, garfos de ostra, garfos de salada, colheres de sobremesa ou de sopa aqui, só o básico.

Era cedo pra jantar, mas eu imaginei que a Rita não se importaria, considerando a lua de mel que vinha aí.

Mesmo às cinco da tarde o estacionamento estava meio cheio, mas não tivemos problema em conseguir mesa. A garçonete — uma daquelas mulheres incrivelmente bonitas, uns 1,52 m de altura e a mesma medida de largura (cinco por cinco, pra ser bem sincero), com cabelo tão escuro que dava pra chamar de preto, preso numa trança da espessura do meu braço que quase chegava na bunda — tirou nosso pedido. Ela me olhou, uma sobrancelha erguida, quando eu pedi uma garrafa do vinho da casa pra acompanhar a lasanha.

Eu servi o primeiro copo e ofereci por cima da mesa como um brinde.

— A que estamos brindando? — ela perguntou.

Eu tinha pensado nisso o caminho inteiro até o restaurante.

— Ao amor, à vida e ao prazer demorado com a minha bela esposa — eu disse.

A respiração dela travou e eu vi os olhos encherem d’água.

— Tá — ela disse, esvaziando o copo — isso foi bem bom e agora eu preciso ir consertar a cara.

Eu ri e a observei caminhar até o fundo do restaurante onde ficavam os banheiros. Tenho certeza de que ela colocou um balanço extra na bunda. Ela é uma mulher esbelta, mas usa o inferno daqueles jeans apertados que prefere.

Tomei um gole do vinho — tão seco e duro que eu me perguntava se dava pra remover tinta com ele — e fiz um pouco de observação de gente. Naquela hora cedo, os clientes eram em sua maioria solteiros jovens ou casais pegando jantar depois do trabalho.

Eu a observei voltando pra mesa, notando que definitivamente tinha um balanço extra no andar, e me perguntei o que era aquilo na mão dela.

— Aqui, amor — ela disse, me entregando o sutiã e a calcinha — eu não vou precisar disso.

Eu ri. Ela não tinha feito uma grande produção, mas também não escondera o que estava fazendo, então eu levantei e olhei, como se fosse o cardápio ou alguma coisa, antes de dobrar e enfiar no bolso. Notei um casal algumas mesas adiante observando e soltei um brinde de longe.

Ri de novo quando o homem me deu um joinha e se inclinou sobre a mesa pra dizer alguma coisa pra mulher com ele, me perguntando se era esposa ou namorada. Quando ela se levantou, olhou na nossa direção e foi em direção aos banheiros, eu disse:

— Acho que você começou uma tendência.

— O quê? — ela perguntou.

Eu sorri e levantei o dedo no sinal universal de “só um minutinho”.

A linda garçonete voltou com pãezinhos que brilhavam com alguma coisa — óleo ou talvez uma pincelada de ovo enquanto assavam — e um potinho da manteiga mais amarela que eu já vi. Passei uma pequena porção de manteiga num e dei uma mordida. Estava excelente.

Eu ri.

— Pode olhar — falei, acenando com a cabeça pro fundo da sala, onde a mulher da outra mesa caminhava de volta pro homem ainda na mesa, o sutiã e a calcinha na mão.

Rita riu.

— Alguém vai se dar bem hoje à noite — ela disse.

O jantar foi assim. A gente curtiu a lasanha, a salada e terminou a garrafa inteira de vinho.

— Bem, Sra. Moraes — eu disse, recostando na cadeira e batendo na barriga cheia — está pronta pra ser carregada pelo limiar da sua porta?

— Ora, Sr. Moraes — ela respondeu, pegando minha mão e se levantando — eu achei que você nunca ia perguntar.

Paguei com o cartão de débito recém-emitido e segurei a mão dela enquanto caminhávamos até o carro.

Em casa, ela deu um gritinho e riu enquanto eu cumpria a promessa e a erguia, o braço esquerdo sob os joelhos, o direito pelas costas. Os braços dela foram pro meu pescoço e ela me beijou enquanto eu a carregava pra dentro da minha… não, da nossa casa.

A Rita é uma mulher relativamente pequena e eu sou um cara razoavelmente forte, mas a escada quase me derrotou. Eu estava ofegante como se tivesse corrido vinte sprints na quadra de basquete quando a coloquei no chão.

Ela riu e disse:

— Você acabou de me chamar de gorda?

Eu ri e a beijei.

— Não, Esposa, eu não fiz nada disso — respondi — é só que eu estou muito fora de forma.

Ela sorriu e começou a puxar a barra da minha camiseta.

— Deixa eu fazer o trabalho, meu pobre marido cansado — disse, trabalhando a camiseta justa pra cima.

Eu a beijei rápido e disse:

— Como desejar, Esposa.

Levantei os braços bem acima da cabeça e ela puxou a camiseta rapidamente, cobrindo meu rosto, e eu senti os lábios dela cobrindo e chupando meu mamilo direito.

Minha ereção quase instantânea ficou presa na calça, doendo um pouco, e eu me contorci tentando liberá-la.

Ela me fez rir e me contorcer enquanto lambia, chupava e brincava com meu peito e axilas.

Eu tolerei o que ela fazia, tentando não me contorcer demais.

Finalmente ela puxou a camiseta por cima da cabeça e tirou.

Sorriu e me beijou, um beijo leve e gentil.

— Agora fica quieto, Marido — ela disse enquanto os dedos começavam a trabalhar no meu cinto, dando aquele puxãozinho pra liberar a lingueta antes de folgar e então desabotoar e abrir o zíper.

Ela riu do jeito que minha ereção apontava direto pra frente, presa na cueca.

— Ora, olá, Wilbur — ela disse, dando um tapinha e então descendo devagar até os joelhos pra terminar de me despir.

— Não, amor — ela disse, olhando pra cima pra mim — essa não é a ÚNICA razão pela qual eu casei com você.

Ela se inclinou rapidamente pra frente, engolindo meu pau e depois puxando devagar, primeiro a garganta me acariciando enquanto engolia com força e depois a língua enquanto se afastava lentamente, finalmente os lábios segurando a glande até eu soltar com um estalinho audível.

Ela se levantou e me beijou.

— Mas definitivamente é uma das razões — disse, um pouco ofegante.

Eu mais ou menos espelhei o que ela tinha feito. Puxei a camiseta dela pra fora (ela é uma daquelas mulheres que enfia a camiseta pra dentro, não sei por quê) e então trabalhei pra cima até prender os braços dela bem acima da cabeça. Ela riu quando lambi a axila, uma lambida longa subindo da costela até a parte interna do braço. Ela cantarolou baixinho quando me prendi no mamilo pequenino e depois deu um gritinho quando mordi.

Desci até os joelhos então, não tão graciosamente quanto ela, temo, e desabotoei e abri o zíper do jeans antes de trabalhar pra baixo. O sutiã e a calcinha dela, claro, estavam no meu bolso.

Passei as bochechas pelo pelo macio e cacheado do pubis dela e depois soprei, fazendo ela rir.

— Você já pensou em depilar? — perguntei, olhando pra cima, o pescoço dobrado.

Ela sorriu e disse:

— Eu não diria não.

Tive um pensamento.

— Com uma navalha antiga de barbear — falei.

— Ai, porra — ela disse, e eu senti o peso dela quando os joelhos afrouxaram um pouco.

— Ou talvez uma tesoura de tosquiar ovelha antiga, considerando ISSO — eu disse, beliscando um pouco daquela lã ruiva e puxando.

O que a fez rir, uma gargalhada de barriga cheia, e cair de joelhos de modo que ficamos cara a cara ali no chão.

— Sabe — ela disse, ficando séria agora — a gente só assinou um papel. Porra, você ainda me deve uma aliança. Mas a gente nunca disse as palavras.

Quando comecei a falar alguma coisa ela me calou com um beijo.

— Davi Moraes, eu te amo — ela disse, segurando meu olhar, a voz macia e bem séria — eu VOU te amar, te honrar e, sim, meu amor, eu VOU te obedecer. Eu nunca vou te dizer “não”. Essa é a minha promessa de casamento.

Fiquei surpreso com o jeito que comecei a chorar — não, sabe, soluçar, mas as lágrimas começaram a escorrer e o nariz começou a pingar. Precisei me concentrar pra destravar a garganta antes de conseguir responder.

Tussi levemente pra limpar a garganta.

— Rita Moraes, eu te amo — eu disse, segurando o olhar dela e me concentrando pra lembrar exatamente o que ela tinha falado — eu vou te amar, te honrar e, sim, meu amor, eu vou te obedecer. Eu nunca vou te dizer “não”. Esse é o meu voto de casamento.

Agora os dois estávamos chorando enquanto nos beijávamos e nos abraçávamos ali, de joelhos no tapete aos pés do que em breve seria nossa cama de casal.

Eram beijos bagunçados, com ranho, do jeito que os dois chorávamos como um par de idiotas.

Eram beijos gostosos, amorosos.

— A gente pode segurar a depilação? — ela perguntou, quebrando o beijo — porque se eu não sentir você dentro de mim em uns trinta segundos tenho certeza de que vou ter um AVC.

Eu ri, me levantei, ofereci a mão, a ajudei a se levantar e a segui até a cama.

Ela sorriu, deitando de costas, os braços se estendendo, me abraçando enquanto eu avançava, sobre ela e dentro dela.

As panturrilhas dela se trancaram atrás dos meus joelhos, os dedos cravaram nas minhas costas e, enquanto eu deslizava pra onde ela estava além de molhada, onde estava escorregadia, quente e muito relaxada e solta, ela gozou. Foi quente e molhado e ela não apertou em mim.

Estava estranhamente relaxada.

A respiração dela travou com uma inspiração curta e súbita, e ela ficou perfeitamente quieta enquanto eu sentia ela escorrendo ao meu redor, encharcando os dois.

Ok, minha própria respiração também travou, não vou negar.

Eu percebi, e acho que ela também, que aquilo era algo muito além de simplesmente foder. A gente estava selando nosso amor, nossos votos. Era especial.

Fiquei quieto, dentro dela, nossos corpos fundidos, verdadeiramente um onde antes havia dois.

— Não para — eu disse baixinho, me sustentando nos braços e segurando o olhar dela.

— Eu acho que não consigo — ela sussurrou, e eu senti tensão súbita e mais umidade quente.

Eu a beijei e sussurrei:

— Não para — de novo.

O controle dela falhou de repente e espetacularmente. Ela se contorceu debaixo de mim, as costas arqueando, se empurrando contra mim enquanto os músculos vaginais apertavam e ela esguichava o gozo pelas nossas coxas.

— Não para — eu disse pela terceira vez e ela riu — achei que havia um pouco de mania naquela risada — enquanto as unhas cravavam nas minhas costas.

— POR FAVOR, amor, me enche — ela sussurrou — por favor.

E meu próprio controle falhou de forma igualmente espetacular.

Não sei quanto tempo nossos corpos ficaram unidos. Certamente mais tempo, muito mais tempo, do que eu já tinha ficado dentro de uma mulher antes. Senti as contrações musculares fortes bem fundo na barriga enquanto meu corpo mandava meu DNA fundo no corpo da minha companheira em busca de um óvulo. Senti a segunda e a terceira ondas com clareza. Meus ovos doíam. Fundo na barriga, a próstata doía.

Eu não conseguia recuperar o fôlego.

Minhas costas arqueadas, combinando com as dela.

O ar estava denso com nossos cheiros e nossos gemidos suaves de êxtase.

Ela de repente entrou em espasmo, o corpo inteiro ficando rígido, os músculos vaginais apertando dolorosamente onde eu ainda não tinha amolecido, a boca aberta fazendo um som agudo de assobio.

Tão de repente quanto, ela desabou.

Eu ri baixinho e olhei pra baixo pra ela. Os olhos estavam fechados. Os braços tinham caído no colchão. As pernas me soltaram e ficaram soltas e relaxadas, por fora dos meus joelhos.

— Caralho — eu disse baixinho — essa coisa de narcolepsia é contagiosa?

Ela riu, mas não abriu os olhos.

— Shhhh — sibilou baixinho — deita do meu lado, Marido, e só relaxa comigo.

Eu me movi devagar, com cuidado, até ficar de lado ao lado dela. Minha cabeça acomodada na junção do corpo e do braço dela.

Afaguei a pequena redondeza do peito dela.

Antes que eu pudesse encontrar o mamilo com os lábios, senti a última tensão deixar o corpo dela e ouvi os ronquinhos suaves e ronronantes.

Eu ri baixinho, me permiti relaxar e me juntei a ela numa soneca.

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